{"id":4117,"date":"2013-01-03T10:58:19","date_gmt":"2013-01-03T10:58:19","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4117"},"modified":"2013-01-03T10:58:19","modified_gmt":"2013-01-03T10:58:19","slug":"pib-dos-tres-primeiros-anos-de-dilma-sera-o-menor-da-regiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4117","title":{"rendered":"PIB dos tr\u00eas primeiros anos de Dilma ser\u00e1 o menor da regi\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>A m\u00e9dia de expans\u00e3o esperada para a economia brasileira entre 2011 e 2013 \u00e9 de 2,4%, n\u00famero menor que o projetado para todos os demais pa\u00edses da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Se isso se confirmar, ser\u00e1 a primeira vez desde o governo Fernando Collor de Mello (1990-1992) -quando a economia contraiu 1,2% -que o Brasil perder\u00e1 para todos os vizinhos no primeiro tri\u00eanio de governo.<\/p>\n<p>O desempenho m\u00e9dio do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil tamb\u00e9m dever\u00e1 perder no tri\u00eanio para o do M\u00e9xico e de outros nove emergentes, s\u00f3 acima da Hungria, afetada pela crise do euro.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros levantados pela Folha s\u00e3o da consultoria brit\u00e2nica EIU (Economist Intelligence Unit). Proje\u00e7\u00f5es do Ita\u00fa Unibanco e do HSBC para as economias sul-americanas confirmam a tend\u00eancia.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es indicam recupera\u00e7\u00e3o do Brasil em 2013, com crescimento entre 3% e 3,5%. Ainda assim, o desempenho do pa\u00eds dever\u00e1 ser pior que o das economias mais din\u00e2micas da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>Diferen\u00e7as entre o tamanho das economias e seu n\u00edvel de desenvolvimento podem ajudar a explicar taxas distintas de expans\u00e3o.<\/p>\n<p>Luiz Fernando de Paula, professor da UERJ, acredita, por exemplo, ser normal que Col\u00f4mbia, Peru e Chile cres\u00e7am a taxas mais elevadas: &#8220;S\u00e3o pa\u00edses de dimens\u00e3o pequena. A economia do Brasil \u00e9 mais complexa&#8221;.<\/p>\n<p>Mas a trajet\u00f3ria recente de expans\u00e3o do Brasil em compara\u00e7\u00e3o com a de seus vizinhos e de outros emergentes indica que o pa\u00eds enfrenta problemas dom\u00e9sticos que limitam sua expans\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Nossa desacelera\u00e7\u00e3o \u00e9, de longe, maior que a dos vizinhos. V\u00e1rios enfrentaram cen\u00e1rio de crise externa igual ao nosso e n\u00e3o pararam de crescer&#8221;, diz Ilan Goldfajn, economista-chefe do Ita\u00fa Unibanco.<\/p>\n<p>Ele ressalta que alguns pa\u00edses da regi\u00e3o aproveitaram os anos de bonan\u00e7a dos altos pre\u00e7os de commodities para elevar sua taxa de investimento, o que aumenta a capacidade de crescimento.<\/p>\n<p>No Brasil, a taxa de investimento n\u00e3o chegou ao patamar de 22% a 25% do PIB que, segundo economistas, poderia sustentar o crescimento em 4,5% a 5% ao ano.<\/p>\n<p>Est\u00edmulos sem efeito<\/p>\n<p>Apesar de est\u00edmulos concedidos pelo governo ao setor privado em 2012, a taxa de investimento recuou para cerca de 18% do PIB, uma das mais baixas da Am\u00e9rica do Sul e do mundo emergente.<\/p>\n<p>&#8220;Um dos grandes mist\u00e9rios de 2012 \u00e9 por que a economia n\u00e3o reagiu ao caminh\u00e3o de est\u00edmulos do governo&#8221;, diz Armando Castelar, da FGV.<\/p>\n<p>A d\u00favida em rela\u00e7\u00e3o a 2013 \u00e9 se os investimentos decolar\u00e3o. Castelar aposta em recupera\u00e7\u00e3o, mas moderada.<\/p>\n<p>Com menos investimentos, a estimativa de Marcelo Kfoury, economista-chefe do Citibank, \u00e9 que o potencial de crescimento do pa\u00eds tenha recuado de 4,5% para 3,5% em quatro anos.<\/p>\n<p>Economistas dizem que incertezas em rela\u00e7\u00e3o a mudan\u00e7as regulat\u00f3rias feitas pelo governo contribuem para o receio de empres\u00e1rios em investir. Mas h\u00e1 outros fatores.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Loes, economista-chefe do HSBC, ressalta que a economia brasileira, principalmente a ind\u00fastria, perdeu competitividade.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil se tornou caro e pouco competitivo. Isso tem impacto negativo nas decis\u00f5es de investimentos.&#8221;<\/p>\n<p>Medidas como desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos e redu\u00e7\u00e3o das tarifas de energia devem ter efeito positivo, mas o maior desafio citado \u00e9 recuperar a produtividade.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para governo, exporta\u00e7\u00e3o pode apenas repetir 2012<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo est\u00e1 otimista com o desempenho do com\u00e9rcio externo em 2013, mas mant\u00e9m a cautela ao n\u00e3o fazer nenhuma previs\u00e3o num\u00e9rica para o comportamento da balan\u00e7a comercial. A secret\u00e1ria de Com\u00e9rcio Exterior do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (Mdic), Tatiana Prazeres, acredita que as exporta\u00e7\u00f5es do ano devem repetir os montantes verificados em 2011 (US$ 256 bilh\u00f5es) e 2012 (US$ 243 bilh\u00f5es), oscilando pr\u00f3ximo de n\u00edveis recordes.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria minimizou o fato de o saldo comercial ter encerrado 2012 em US$ 19,4 bilh\u00f5es, o menor desde 2002. &#8220;Apesar dos efeitos da crise o com\u00e9rcio exterior teve sim um bom desempenho&#8221;, disse Tatiana.<\/p>\n<p>Os desempenhos regionais do saldo brasileiro justificam a cautela do governo, pois o Brasil perdeu super\u00e1vit em mercados importantes e tradicionais. Enquanto China e Estados Unidos (apesar da quest\u00e3o fiscal) aparecem na lista de apostas positivas do governo para 2013, duas regi\u00f5es que afetaram negativamente o saldo de 2012 &#8211; Argentina e Uni\u00e3o Europeia &#8211; seguem como grandes preocupa\u00e7\u00f5es. Em 2012, o saldo comercial com a Uni\u00e3o Europeia encolheu 81% em rela\u00e7\u00e3o a 2011, passando de US$ 6,5 bilh\u00f5es para apenas US$ 1,2 bilh\u00e3o no per\u00edodo. O super\u00e1vit com a Argentina encolheu um pouco menos (74%), mas tirou expressivos US$ 4,3 bilh\u00f5es do resultado global do pa\u00eds. Entre os grandes destinos, o saldo brasileiro apenas melhorou com os Estados Unidos, mas mesmo assim porque o d\u00e9ficit ficou menor.<\/p>\n<p>A China &#8211; a aposta mais segura para recuperar mercado em 2013 na atuais avalia\u00e7\u00f5es do governo &#8211; tamb\u00e9m afetou o super\u00e1vit do Brasil no ano passado. O saldo positivo encolheu de US$ 11,6 bilh\u00f5es em 2011 para US$ 7 bilh\u00f5es em 2012. Em parte, a queda no pre\u00e7o do min\u00e9rio de ferro explica a perda e, por isso, o governo considera uma revers\u00e3o em 2013.<\/p>\n<p>Para a secret\u00e1ria, tr\u00eas fatores explicam o desempenho da balan\u00e7a no ano passado. Primeiro, a queda no pre\u00e7o das mat\u00e9rias-primas. S\u00f3 a baixa no pre\u00e7o do min\u00e9rio de ferro, por exemplo, representou uma perda de US$ 10,3 bilh\u00f5es nas exporta\u00e7\u00f5es de 2012. O segundo ponto foi a pr\u00f3pria retra\u00e7\u00e3o de mercados e o aumento das medidas protecionistas, algo considerado natural dentro de um ambiente de crise internacional.<\/p>\n<p>J\u00e1 os fatores que geram esse otimismo para 2013 s\u00e3o a recupera\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o do min\u00e9rio de ferro, o aumento na produ\u00e7\u00e3o e venda de produtos agr\u00edcolas, como gr\u00e3os, que j\u00e1 apresentam e devem manter pre\u00e7os elevados no mercado internacional. O governo tamb\u00e9m conta com uma acelera\u00e7\u00e3o no ritmo de crescimento da China e uma recupera\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos, apesar da quest\u00e3o fiscal. J\u00e1 as economias da zona do euro, que respondem por cerca de 20% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, devem seguir com baixo crescimento. As rela\u00e7\u00f5es comerciais com a Argentina tamb\u00e9m s\u00e3o fonte de incertezas.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, o governo optou por n\u00e3o estipular metas para exporta\u00e7\u00e3o em 2013. No ano passado, o Mdic anunciou uma previs\u00e3o de US$ 264 bilh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es o que representaria um aumento, mesmo em per\u00edodo de crise, sobre 2011. Essa meta, entretanto, foi abandonada em agosto ap\u00f3s frustra\u00e7\u00f5es e 2012 encerrou com exporta\u00e7\u00f5es de US$ 242,6 bilh\u00f5es, baixa de 5,3% pela m\u00e9dia di\u00e1ria, resultado alinhado \u00e0 previs\u00e3o feita em novembro pelo Mdic.<\/p>\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o desse n\u00edvel, como espera o governo para 2013, mostra a &#8220;confian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, a retomada do crescimento internacional&#8221; e que as empresas brasileiras encontrar\u00e3o mercados no exterior para seus produtos. Tatiana disse ainda que o governo pode mudar de ideia e tra\u00e7ar alguma meta num\u00e9rica de exporta\u00e7\u00e3o para o ano.<\/p>\n<p>As importa\u00e7\u00f5es, ap\u00f3s subirem no in\u00edcio de 2012 em rela\u00e7\u00e3o a 2011, terminaram o ano com queda de 1,4%, tamb\u00e9m no conceito de m\u00e9dia di\u00e1ria, para US$ 223,1 bilh\u00e3o ante US$ 226,2 bilh\u00f5es em 2011.<\/p>\n<p>Uma das maiores novidades nesse lado da balan\u00e7a comercial foi a China assumir o posto de maior origem de importa\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, desbancando os Estados Unidos. As compras do pa\u00eds asi\u00e1tico somaram US$ 34,2 bilh\u00f5es no ano passado, ou 15,3 % do total, ante 14,5% em 2011. J\u00e1 as aquisi\u00e7\u00f5es feitas nos EUA cederam para US$ 32,6 bilh\u00f5es, ou 14,6% do total, em compara\u00e7\u00e3o com 15,1% em 2011.<\/p>\n<p>Tatiana chamou aten\u00e7\u00e3o para o crescimento de 1,5% da importa\u00e7\u00e3o de bens de capital, como m\u00e1quinas industriais, enquanto os grupos combust\u00edveis, mat\u00e9rias-primas e bens de consumo apresentaram queda sobre 2011.<\/p>\n<p>Entre os principais blocos compradores de mercadorias brasileiras, os EUA foram o \u00fanico a ampliar as compras de bens nacionais em 2012. O avan\u00e7o foi de 2,5% para US$ 26,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 2012, a Argentina se manteve como principal destino das exporta\u00e7\u00f5es de bens industriais brasileiros, mesmo com um recuo de 20% nos embarques para o pa\u00eds vizinho. Essa queda se deve, em parte, a barreiras comerciais impostas pelo governo argentino, mas tamb\u00e9m houve retra\u00e7\u00e3o nas vendas de produtos n\u00e3o vinculados a medidas burocr\u00e1ticas, segundo Tatiana.<\/p>\n<p>Perguntada sobre o crescente n\u00famero de embargos \u00e0 carne brasileira, Tatiana disse que o Brasil segue atento \u00e0 conduta desses pa\u00edses. Segundo a secret\u00e1ria, as refer\u00eancias sanit\u00e1rias adotadas pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) p\u00f5em o Brasil em n\u00edvel m\u00ednimo de risco, e por isso as barreiras agora colocadas s\u00e3o incompat\u00edveis com as regras da OMC.<\/p>\n<p>&#8220;A mensagem \u00e9 que se n\u00e3o h\u00e1 respaldo nas regras internacionais essas barreiras s\u00e3o injustific\u00e1veis&#8221;, disse Tatiana, acrescentando que abertura de um contencioso comercial contra esses pa\u00edses nunca foi descartada.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Desemprego na Espanha cai em dezembro, mas bate recorde em 2012<\/p>\n<p>Folha Online<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio de Emprego e Previd\u00eancia Social da Espanha informou nesta quinta-feira que caiu em dezembro o n\u00famero de desempregados no pa\u00eds em rela\u00e7\u00e3o a novembro. No entanto, o pa\u00eds fecha 2012 com as maiores taxas da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o o reflexo da crise financeira causada pelo aumento da d\u00edvida p\u00fablica no pa\u00eds, que gerou tr\u00eas anos de recess\u00e3o e deixou o pa\u00eds ib\u00e9rico entre um dos mais afetados de toda a zona do euro.<\/p>\n<p>Segundo o minist\u00e9rio, o n\u00famero absoluto de desempregados foi reduzido em 59.094 pessoas no m\u00eas passado, uma queda de 1,2% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior.<\/p>\n<p>O setor de servi\u00e7os e da agricultura foram os que registraram as maiores redu\u00e7\u00f5es devido ao aumento do consumo por causa do Natal. Tamb\u00e9m houve queda entre os jovens menores de 25 anos, grupo mais afetado pela crise, e entre os estrangeiros. Por outro lado, subiu na constru\u00e7\u00e3o (0,58%) e na ind\u00fastria (0,52%).<\/p>\n<p>Apesar de ser o melhor dado para um m\u00eas de dezembro em toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica, no conjunto de 2012 o desemprego aumentou em 426.364 pessoas, 9,64% a mais que no fim de 2011.<\/p>\n<p>O minist\u00e9rio tamb\u00e9m divulgou os n\u00fameros do seguro-desemprego, em que houve alta de 4,9% em novembro em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2011. No per\u00edodo, foram pagos \u20ac 2,693 bilh\u00f5es (R$ 7 bilh\u00f5es) a mais de 3 milh\u00f5es de espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>Esses dados sobre o desemprego correspondem \u00e0s pessoas que est\u00e3o registradas nas reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de emprego, e o n\u00famero \u00e9 inferior ao da Enquete de Popula\u00e7\u00e3o Ativa (EPA), que \u00e9 publicada pelo Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE) a cada trimestre.<\/p>\n<p>Segundo os \u00faltimos dados desse organismo, publicados em 26 de outubro, o n\u00famero de desempregados na Espanha no terceiro trimestre de 2012 alcan\u00e7ou 5.778.100 de pessoas, ou 25,02% da popula\u00e7\u00e3o ativa, em um novo recorde hist\u00f3rico.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Reservat\u00f3rios do NE est\u00e3o abaixo do n\u00edvel de seguran\u00e7a<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Os reservat\u00f3rios do Nordeste terminaram o ano de 2012 abai\u00adxo do limite de seguran\u00e7a para<\/p>\n<p>o \u00a0abastecimento do mercado &#8211; um mecanismo criado pelo governo federal ap\u00f3s o racio\u00adnamento de 2001 para alertar sobre o n\u00edvel das represas. De acordo com relat\u00f3rios do Ope\u00adrador Nacional do Sistema El\u00e9\u00adtrico (ONS), a capacidade de armazenamento das usinas da regi\u00e3o fechou o m\u00eas de dezem\u00adbro em 32,2%. O limite m\u00edni\u00admo estabelecido era de 34%.<\/p>\n<p>No sistema Sudeste\/Centro\u00ad, Oeste, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 muito di\u00adferente. As hidrel\u00e9tricas encerra\u00adram. o ano com uma reserva m\u00e9\u00addia de \u00e1gua de 28,8%-apenas o,8 ponto porcentual acima da cur\u00adva de avers\u00e3o ao risco. O n\u00edvel de armazenamento \u00e9 semelhante ao de 2000 (28,52%), antes de o governo federal ser obrigado a decretar o racionamento de 2001.<\/p>\n<p>Apesar da condi\u00e7\u00e3o preocu\u00adpante, os reservat\u00f3rios devem come\u00e7ar o ano acima do n\u00edvel de seguran\u00e7a. Isso porque o ONS re\u00adcalculou as curvas de avers\u00e3o ao risco para 2013. Na pr\u00e1tica, po\u00adr\u00e9m, a situa\u00e7\u00e3o das usinas continuar\u00e1 bastante delicada. O al\u00edvio ser\u00e1 apenas no papel.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que a presi\u00addente Dilma Rousseff afirmou na semana passada, de que \u00e9 rid\u00ed\u00adculo falar de risco de raciona\u00admento, se n\u00e3o chover o Pa\u00eds po\u00adder\u00e1 ter dificuldades de abasteci\u00admento. Isso porque o NOS j\u00e1 lan\u00e7ou m\u00e3o de todos os recursos dis\u00adpon\u00edveis para poupar \u00e1gua nos reservat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Desde o final de outubro, to\u00addas as t\u00e9rmicas existentes no Pa\u00eds (sejam a \u00f3leo combust\u00edvel, diesel, carv\u00e3o ou g\u00e1s) est\u00e3o em opera\u00e7\u00e3o. Hoje elas est\u00e3o produ\u00adzindo algo em torno de 10,5 mil MW &#8211; 22% da produ\u00e7\u00e3o nacio\u00adnal. Isso representa uma conta de mais R$ 600 milh\u00f5es por m\u00eas para o consumidor brasileiro.<\/p>\n<p>O ONS tamb\u00e9m tem refor\u00e7a\u00addo o interc\u00e2mbio de energia en\u00adtre os sistemas. As regi\u00f5es Norte e Sul, cujos reservat\u00f3rios est\u00e3o com melhores n\u00edveis de armaze\u00adnamento est\u00e3o mandando mais energia para o Sudeste\/Centro- Oeste e para o Nordeste, que jun\u00adtos representam 90% do sistema nacional. Norte e Sul significam 5% cada.<\/p>\n<p>Um trunfo que o ONS deve ter a partir de meados deste m\u00eas \u00e9 a entrada em opera\u00e7\u00e3o da Termoel\u00e9trica de Uruguaiana. A usina, de 639 MW, instalada no Sul do Pa\u00eds, est\u00e1 parada por falta de combust\u00edvel. Em car\u00e1ter emergencial, o Minist\u00e9rio de Minas e Energia autorizou a reativa\u00e7\u00e3o da usina, que vai funcionar com g\u00e1s natural liquefeito (GNL) im\u00adportado pela Petrobr\u00e1s.<\/p>\n<p>&#8220;De qualquer forma, temos de rezar para chover&#8221;, afirmou Marcelo Parodi, da comercializadora de energia Compass. Segundo ele, o quadro n\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel. As chuvas est\u00e3o abaixo das previs\u00f5es e o consumo de eletricidade em alta por causa das elevadas ! temperaturas. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), em novembro, o consu\u00admo ficou 6,3% acima do verifica\u00ad: do em igual per\u00edodo de 2011. Foi a maior taxa registrada no ano.<\/p>\n<p>&#8220;A ocorr\u00eancia de temperaturas : elevadas impulsionou o consumo dos setores de com\u00e9rcio e servi\u00e7os e tamb\u00e9m das resid\u00ean\u00adcias&#8221;, explicou a EPE. Vale desta\u00adcar que o crescimento do Produ\u00adto Interno Bruto (PIB) ficou abaixo das expectativas &#8211; em tor\u00adno de 1%. Se o crescimento fosse maior, o Pa\u00eds teria problemas.<\/p>\n<p>Para Parodi, a tend\u00eancia clim\u00e1\u00adtica para o primeiro trimestre de 2013 \u00e9 desfavor\u00e1vel. At\u00e9 o fim de novembro, as previs\u00f5es do Insti\u00adtuto Nacional de Meteorologia (Inmet) para os tr\u00eas meses se\u00adguintes n\u00e3o eram muito anima\u00addoras. De acordo com relat\u00f3rio, a previs\u00e3o at\u00e9 fevereiro continua indicando maior probabilidade de ocorr\u00eancia de chuvas abaixo da normalidade (40%) para gran\u00adde parte da Regi\u00e3o Nordeste e extremo leste da Regi\u00e3o Norte. No Sul, h\u00e1 maior probabilidade de chuvas acima do normal.<\/p>\n<p>Nas demais \u00e1reas do Brasil, n\u00e3o h\u00e1 uma tend\u00eancia forte defi\u00adnida. Em dezembro, o volume de chuvas que chegou nos princi\u00adpais reservat\u00f3rios do Pa\u00eds ficou em apenas 64% da m\u00e9dia hist\u00f3ri\u00adca.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Aprova\u00e7\u00e3o de pacote n\u00e3o tira EUA do risco de abismo fiscal<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o do pacote emergencial pelo Congresso americano, em 1\u00ba de janeiro, que cancelou aumentos de impostos para 98% das fam\u00edlias e adiou em dois meses US$ 110 bilh\u00f5es em cortes indiscriminados de despesas e a aprova\u00e7\u00e3o de um novo teto de endividamento, evitou no limite do prazo uma crise econ\u00f4mica imediata nos Estados Unidos. Mesmo com a resist\u00eancia da bancada republicana, a C\u00e2mara aprovou o pacote que passara no Senado, por maioria simples, por 257 a 167 votos. O presidente Barack Obama assinou a lei logo em seguida. A solu\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, apenas posterga um acordo permanente que reduza o d\u00e9ficit p\u00fablico no longo prazo.<\/p>\n<p>Venceu o argumento de que o Partido Republicano seria responsabilizado por levar a economia americana a uma poss\u00edvel recess\u00e3o. Apesar da rea\u00e7\u00e3o positiva dos mercados ontem, primeiro dia \u00fatil de neg\u00f3cios em 2013, tr\u00eas novas batalhas entre governo e oposi\u00e7\u00e3o ser\u00e3o travadas no primeiro trimestre: o novo teto de endividamento, o cancelamento definitivo da tesoura autom\u00e1tica nos gastos e o Or\u00e7amento anual.<\/p>\n<p>Ou seja, os EUA continuam \u00e0 beira do abismo, com um rombo anual de US$ 1,4 trilh\u00e3o nas contas p\u00fablicas e uma d\u00edvida de US$ 16,4 trilh\u00f5es a ser rolada. A nova legisla\u00e7\u00e3o levantou apenas US$ 626 bilh\u00f5es em receitas na pr\u00f3xima d\u00e9cada, segundo o Escrit\u00f3rio de Or\u00e7amento do Congresso (CBO, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>&#8211; O acordo aprovado foi outro chute jogando a lata mais adiante &#8211; resumiu o economista William Gale, do Brookings Institution.<\/p>\n<p>Em nota, o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) destacou ontem que &#8220;mais ainda deve ser feito&#8221; para p\u00f4r as finan\u00e7as americanas num caminho sustent\u00e1vel. E a ag\u00eancia de risco Moody&#8221;s disse que o acordo n\u00e3o p\u00f4s fim \u00e0 possibilidade de rebaixamento da nota do pa\u00eds. Economista-chefe do banco de investimentos Jefferies &amp; Co, de Nova York, Ward McCarthy acredita que evitar o abismo foi importante, mas as incertezas permanecem.<\/p>\n<p>Benef\u00edcio a emergentes<\/p>\n<p>Para sepultar de vez os cortes autom\u00e1ticos, republicanos exigir\u00e3o uma severa trava nos gastos sociais. J\u00e1 democratas tentar\u00e3o avan\u00e7ar uma reforma tribut\u00e1ria. Obama j\u00e1 afirmou que n\u00e3o aceitar\u00e1 uma queda de bra\u00e7o que ameace os EUA de honrarem seus compromissos.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o terei outra discuss\u00e3o com este Congresso sobre se eles devem honrar contas geradas por leis que eles mesmo passaram &#8211; disse o presidente em seu pronunciamento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o ano fiscal americano come\u00e7a em abril. At\u00e9 l\u00e1, Congresso e Casa Branca ter\u00e3o de formatar o Or\u00e7amento 2013\/2014. Pelo tamanho da economia americana, a aprova\u00e7\u00e3o do pacote foi um al\u00edvio n\u00e3o s\u00f3 para o pa\u00eds. A medida favorece na\u00e7\u00f5es como o Brasil, que t\u00eam nos EUA um tradicional destino para exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8211; Para pa\u00edses emergentes como Argentina, M\u00e9xico e Brasil, \u00e9 desej\u00e1vel que os EUA tenham uma economia pujante, porque crescem com isso &#8211; destacou o professor de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Maur\u00edcio David.<\/p>\n<p>A China tamb\u00e9m se beneficia com o pacote, j\u00e1 que \u00e9 hoje o pa\u00eds que det\u00e9m a maior quantidade de t\u00edtulos do governo americano. Para M\u00e1rcio Scal\u00e9rcio, professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da PUC-Rio, houve um al\u00edvio geral nos mercados internacionais pela demonstra\u00e7\u00e3o do governo de que foi capaz de alcan\u00e7ar uma solu\u00e7\u00e3o para o impasse.<\/p>\n<p>&#8211; Foi de \u00faltima hora, porque h\u00e1 um conflito ideol\u00f3gico leg\u00edtimo &#8211; disse Renato Fragelli, professor da Escola de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Vendas de carros crescem 6% em 2012, indica pr\u00e9via<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Melhor ano das montadoras na hist\u00f3ria, 2012 terminou com 3,63 milh\u00f5es de carros emplacados, cerca de 6% a mais do que o tamb\u00e9m hist\u00f3rico desempenho de 2011, que era o recorde at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>O resultado confirma a efic\u00e1cia das medidas do governo para reverter com cortes de impostos e cr\u00e9dito ao consumo uma trajet\u00f3ria de vendas que se mostrava declinante nos primeiros meses do ano passado.<\/p>\n<p>S\u00f3 em dezembro, a corrida dos consumidores \u00e0s lojas para aproveitar os \u00faltimos dias da redu\u00e7\u00e3o m\u00e1xima nas al\u00edquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) rendeu um volume pr\u00f3ximo a 344 mil carros licenciados, no quarto melhor desempenho de um m\u00eas na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O volume superou em 4,4% o desempenho de um ano antes &#8211; apesar dos dois dias \u00fateis a menos de venda do m\u00eas passado &#8211; e ficou 15,7% acima de novembro, segundo n\u00fameros ainda preliminares, da consultoria Oikonomia, especializada em mercado automotivo. A Fenabrave, entidade que representa as concession\u00e1rias de ve\u00edculos, divulgar\u00e1 o balan\u00e7o consolidado no in\u00edcio da tarde de hoje.<\/p>\n<p>O socorro \u00e0s montadoras anunciado em Bras\u00edlia no fim de maio inverteu a tend\u00eancia negativa que se desenhava para as vendas de carros at\u00e9 ent\u00e3o. A virada no jogo veio com a redu\u00e7\u00e3o do IPI &#8211; de metade at\u00e9 a totalidade das al\u00edquotas -, combinada a descontos praticados pelas pr\u00f3prias empresas e medidas para destravar o cr\u00e9dito ao consumo, como a redu\u00e7\u00e3o nas al\u00edquotas do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF) e a libera\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios.<\/p>\n<p>Soma-se a isso o impacto de lan\u00e7amentos que agitaram o mercado de compactos nos \u00faltimos meses do ano, como o HB20, da Hyundai, e o Onix, da General Motors (GM). A m\u00e9dia di\u00e1ria de emplacamentos, que vinha num ritmo um pouco acima de 12 mil carros, saltou para um volume pr\u00f3ximo a 16 mil unidades a partir de junho.<\/p>\n<p>Em dezembro, quando o mercado tradicionalmente se aquece com os recursos do d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio e a corrida das marcas para melhorar o resultado do ano, os brasileiros compraram mais de 17 mil carros por dia, com picos de 24 mil licenciamentos.<\/p>\n<p>Como resultado, 2012 acabou fechando um pouco acima do crescimento pr\u00f3ximo a 5% que vinha sendo tra\u00e7ado em estimativas da ind\u00fastria e das revendas, al\u00e9m de consolidar o Brasil como quarto maior mercado automotivo do mundo. Tamb\u00e9m foi um ano no qual as montadoras brasileiras recuperaram parte do terreno perdido para os importados em 2011. Marcas asi\u00e1ticas como Hyundai, Kia, JAC Motors e Chery n\u00e3o conseguiram segurar as posi\u00e7\u00f5es conquistadas no ano anterior diante dos 30 pontos percentuais extras do IPI para os carros vindos fora do Mercosul ou do M\u00e9xico.<\/p>\n<p>Mesmo assim, a ind\u00fastria nacional terminou 2012 com a primeira queda na produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos em dez anos, dado o desempenho negativo dos fabricantes de caminh\u00f5es e dos ajustes nos estoques de carros realizados durante o primeiro semestre.<\/p>\n<p>Para 2013, a expectativa comum \u00e9 que as vendas percam ritmo. At\u00e9 junho, o governo promete retirar gradualmente os descontos que levantaram o mercado no ano passado. Analistas tamb\u00e9m mostram preocupa\u00e7\u00e3o com os efeitos da antecipa\u00e7\u00e3o de compras em 2012 sobre os resultados deste ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Folha Online\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4117\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4117","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-14p","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4117","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4117"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4117\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4117"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4117"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4117"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}