{"id":4141,"date":"2013-01-07T19:59:13","date_gmt":"2013-01-07T19:59:13","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4141"},"modified":"2013-01-07T19:59:13","modified_gmt":"2013-01-07T19:59:13","slug":"mst-alianca-do-governo-dilma-com-agronegocio-emperra-reforma-agraria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4141","title":{"rendered":"MST: Alian\u00e7a do governo Dilma com agroneg\u00f3cio emperra reforma agr\u00e1ria"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Nota dos Editores da p\u00e1gina do PCB:<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Ao publicarmos esta mat\u00e9ria na p\u00e1gina do PCB, estamos certos de que, se houve mais desapropria\u00e7\u00f5es no governo FHC, isso se deveu principalmente \u00e0 unidade das esquerdas e \u00e0 sua combatividade, juntamente com a dos movimentos sociais, que OBRIGARAM o governo neoliberal de FHC a desapropriar mais terras no Brasil, ao passo que, com a desmobiliza\u00e7\u00e3o das lutas, em fun\u00e7\u00e3o de que alguns partidos de esquerda e movimentos sociais passaram a agir como base de sustenta\u00e7\u00e3o dos governos social-liberais petistas, estes se viram DESOBRIGADOS a promover mais desapropria\u00e7\u00f5es.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p>Alexandre Concei\u00e7\u00e3o: <em>O governo Dilma \u00e9 o que menos desapropriou im\u00f3veis rurais desde Collor.<\/em><\/p>\n<p>O governo Dilma \u00e9 o que menos desapropriou im\u00f3veis rurais para fazer reforma agr\u00e1ria nos \u00faltimos 20 anos.<\/p>\n<p>Reportagem da\u00a0<strong>Folha de S. Paulo<\/strong>, publicada neste domingo, revela que na primeira metade do mandato, 86 unidades foram destinadas a assentamentos.<\/p>\n<p>O n\u00famero supera s\u00f3 o de Fernando Collor (1990-92), que desapropriou 28 im\u00f3veis em 30 meses, comparando ao mesmo per\u00edodo das administra\u00e7\u00f5es anteriores desde o governo Sarney (1985-90).<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.viomundo.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/tabela-desapopriacoes-e1357492481665.jpg?resize=620%2C340\" border=\"0\" title=\"tabela desapopriacoes\" width=\"620\" height=\"340\" \/><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.viomundo.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/dados-desap_0.jpg?resize=481%2C551\" border=\"0\" title=\"dados desap_0\" width=\"481\" height=\"551\" \/><\/p>\n<p>\u201cO governo Dilma \u00e9 ref\u00e9m dessa alian\u00e7a com o agroneg\u00f3cio, que \u00e9 o latif\u00fandio modernizado, que se aliou com as empresas transancionais. O governo est\u00e1 iludido pela prote\u00e7\u00e3o que a grande m\u00eddia d\u00e1 a essa alian\u00e7a e com os saldos na balan\u00e7a comercial. Mas esquece que esse modelo \u00e9 concentrador de terra e de renda, desemprega muita gente, desmata o meio ambiente, sobrevive usando cada vez mais venenos agr\u00edcolas, que v\u00e3o se transformar em c\u00e2ncer\u201d, disse Alexandre Concei\u00e7\u00e3o, da coordena\u00e7\u00e3o nacional do MST, em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Folha<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cO governo Lula e Dilma n\u00e3o s\u00e3o governos do PT nem de esquerda. S\u00e3o governos de uma frente polit\u00edca de classes que re\u00fane um amplo leque de classes sociais brasileiras. Desde a grande burguesia, o agroneg\u00f3cio, a classe m\u00e9dia, a classe trabalhadora, os camponeses e os mais pobres. Essa natureza de composi\u00e7\u00e3o d\u00e1 estabilidade pol\u00edtica ao governo e amplas margens de apoio na opini\u00e3o p\u00fablica, mas impede reformas estruturais, que afetariam os interesses das classes privilegiadas\u201d, analisa Alexandre.<\/p>\n<p>Abaixo, leia a \u00edntegra da entrevista concedida pelo dirigente do MST \u00e0\u00a0<strong>Folha<\/strong>, que publicou trechos.<\/p>\n<p><strong>Como o senhor avalia o hist\u00f3rico dos n\u00fameros de desapropria\u00e7\u00f5es e assentamentos? A quantidade de fam\u00edlias assentadas e desapropria\u00e7\u00f5es v\u00eam caindo desde 2008\/2009.<\/strong><\/p>\n<p>Infelizmente, nos \u00faltimos dois anos do governo Lula e agora no governo Dilma, foi abandonada a pol\u00edtica de desapropria\u00e7\u00e3o de latif\u00fandios. Isso \u00e9 um desrespeito \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, que determina que todo latif\u00fandio improdutivo deve ser desapropriado e dividido para quem quiser trabalhar. Em segundo lugar, a pol\u00edtica do governo favorece a concentra\u00e7\u00e3o da propriedade da terra em todo o pa\u00eds. Os latifundi\u00e1rios agradecem, embora depois votem nos tucanos, como o mapa eleitoral demonstrou em 2010.<\/p>\n<p><strong>Como o senhor avalia o desempenho da reforma agr\u00e1ria durante a gest\u00e3o petista, desde 2003?<\/strong><\/p>\n<p>O governo Lula e Dilma n\u00e3o s\u00e3o governos do PT nem de esquerda. S\u00e3o governos de uma frente pol\u00edtica de classes que re\u00fane um amplo leque de classes sociais brasileiras. Desde a grande burguesia, o agroneg\u00f3cio, a classe m\u00e9dia, a classe trabalhadora, os camponeses e os mais pobres.<\/p>\n<p>Essa natureza de composi\u00e7\u00e3o d\u00e1 estabilidade pol\u00edtica ao governo e amplas margens de apoio na opini\u00e3o p\u00fablica, mas impede reformas estruturais, que afetariam os interesses das classes privilegiadas. Assim, nesse tipo de governo, est\u00e3o bloqueadas n\u00e3o s\u00f3 a reforma agr\u00e1ria, mas tamb\u00e9m a reforma tribut\u00e1ria, a reforma pol\u00edtica, a reforma do judici\u00e1rio, a reforma industrial, a reforma urbana e a reforma educacional. O governo n\u00e3o consegue nem aprovar a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho para 40 horas semanais, que \u00e9 uma quest\u00e3o civilizat\u00f3ria e que os pa\u00edses do capitalismo industrial j\u00e1 adotou.<\/p>\n<p><strong>Como o senhor avalia o desempenho do governo Dilma Rousseff nestes dois anos, com apenas 76 im\u00f3veis desapropriados?<\/strong><\/p>\n<p>Uma vergonha! O governo Dilma \u00e9 ref\u00e9m dessa alian\u00e7a com o agroneg\u00f3cio, que \u00e9 o latif\u00fandio modernizado, que se aliou com as empresas transancionais. O governo est\u00e1 iludido pela prote\u00e7\u00e3o que a grande m\u00eddia d\u00e1 a essa alian\u00e7a e com os saldos na balan\u00e7a comercial. Mas esquece que esse modelo \u00e9 concentrador de terra e de renda, desemprega muita gente, desmata o meio ambiente, sobrevive usando cada vez mais venenos agr\u00edcolas, que v\u00e3o se transformar em c\u00e2ncer.\u00a0 500 mil novos casos de c\u00e2ncer aparecem por ano pelos alimentos contaminados. E o c\u00e2ncer \u00e9 democr\u00e1tico, porque pega todo mundo. \u00c9 um modelo predador do meio ambiente e s\u00f3 aumenta os \u00edndices de desigualdade nos munic\u00edpios aonde \u00e9 hegem\u00f4nico. Perguntem aos prefeitos eleitos se eles querem grandes propriedades exportadoras e isentas de ICMS ou querem um meio rural de agricultura familiar? A hist\u00f3ria vai cobrar desse governo no futuro. Mas a\u00ed ser\u00e1 tarde\u2026<\/p>\n<p><strong>Como mudar esse cen\u00e1rio para 2013? O que o MST pretende fazer e o que espera do governo federal?<\/strong><\/p>\n<p>O MST vai continuar lutando e ocupando os latif\u00fandios improdutivos para for\u00e7ar as desapropria\u00e7\u00f5es e, ao mesmo tempo, costurar alian\u00e7as que levem a um novo projeto para o pa\u00eds. No entanto, a reforma agr\u00e1ria agora n\u00e3o \u00e9 apenas o aumento do n\u00famero de desapropria\u00e7\u00f5es. Isso \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o constitucional. A reforma agr\u00e1ria agora representa a necessidade de mudan\u00e7a do modelo agr\u00edcola. Deixar o agroneg\u00f3cio de lado e reorganizar a agricultura baseada na produ\u00e7\u00e3o de alimentos sadios para o mercado interno. Reforma agr\u00e1ria \u00e9 reorganizar o setor agroindustrial, baseado em cooperativas e n\u00e3o grandes empresas transnacionais como agora. Adotar a matriz tecnol\u00f3gica da agroecologia, preservar o meio ambiente e frear o \u00eaxodo rural para as grandes cidades. Mas para isso \u00e9 preciso um novo projeto para o Brasil. Esse projeto depende da constru\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as de classe que extrapolam as bases sociais e a for\u00e7a politica dos movimentos camponeses.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.viomundo.com.br\/denuncias\/mst-alianca-do-governo-dilma-com-agronegocio-emperra-reforma-agraria.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.viomundo.com.br\/denuncias\/mst-alianca-do-governo-dilma-com-agronegocio-emperra-reforma-agraria.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nABr\n\n\n\n\n\n\n\n\nDa P\u00e1gina do MST\n\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4141\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-4141","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c1-popular"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-14N","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4141","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4141"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4141\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4141"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4141"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4141"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}