{"id":4152,"date":"2013-01-09T20:03:39","date_gmt":"2013-01-09T20:03:39","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4152"},"modified":"2013-01-09T20:03:39","modified_gmt":"2013-01-09T20:03:39","slug":"obras-em-descompasso-dao-prejuizo-de-r-2-bi-a-uniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4152","title":{"rendered":"Obras em descompasso d\u00e3o preju\u00edzo de R$ 2 bi \u00e0 Uni\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Um rombo de R$ 2 bilh\u00f5es. Esse \u00e9 o tamanho aproximado do estrago que ser\u00e1 causado aos cofres p\u00fablicos por conta de falta de planejamento e de uma enxurrada de falhas cometidas na execu\u00e7\u00e3o de dois megaprojetos de infraestrutura na Bahia: a Ferrovia de Integra\u00e7\u00e3o Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul, complexo portu\u00e1rio previsto para ser erguido em Ilh\u00e9us. A origem desse preju\u00edzo bilion\u00e1rio est\u00e1 no cronograma dos estudos e das obras dos dois empreendimentos, a\u00e7\u00f5es que foram realizadas sem nenhum tipo de integra\u00e7\u00e3o, embora a constru\u00e7\u00e3o da Fiol, que ligar\u00e1 o sert\u00e3o baiano at\u00e9 o litoral do Estado, s\u00f3 fa\u00e7a sentido se, na ponta dessa malha de 1 mil km de trilhos, existir um porto para concluir o escoamento da carga.<\/p>\n<p>Listada no Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), a Fiol \u00e9 administrada pela estatal Valec. A ferrovia, que receber\u00e1 investimentos de R$ 4,334 bilh\u00f5es, tem previs\u00e3o de ter seus primeiros 500 km conclu\u00eddos em junho de 2014, com a liga\u00e7\u00e3o de Ilh\u00e9us a Caetit\u00e9. Uma segunda metade de 500 km est\u00e1 prevista para dezembro de 2015, com a extens\u00e3o de Caetit\u00e9 at\u00e9 a cidade de Barreiras. Acontece que a conclus\u00e3o do complexo Porto Sul, que at\u00e9 novembro de 2012 sequer tinha o seu local de instala\u00e7\u00e3o definido no litoral baiano, s\u00f3 dever\u00e1 ocorrer daqui a 54 meses, ou seja, em junho de 2018. Isso significa que a Fiol, depois de conclu\u00edda, ficar\u00e1 sem utiliza\u00e7\u00e3o &#8211; ou com n\u00edvel de opera\u00e7\u00e3o desprez\u00edvel &#8211; por um per\u00edodo entre tr\u00eas anos e meio e quatro anos.<\/p>\n<p>O descolamento entre os dois empreendimentos chamou a aten\u00e7\u00e3o do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), que auditou os projetos e calculou o preju\u00edzo que ser\u00e1 imputado \u00e0 Uni\u00e3o por conta do descompasso nas obras. Ao todo, as perdas somam R$ 1,996 bilh\u00e3o, cifra que inclui a receita cessante (lucro que a ferrovia deixar\u00e1 de gerar no per\u00edodo) e os custos do capital imobilizado, que embutem a deprecia\u00e7\u00e3o dos ativos, os gastos com manuten\u00e7\u00e3o e o custo de oportunidade atrelado ao que foi investido na malha. Esse preju\u00edzo pode ser ainda maior, j\u00e1 que o TCU se limitou a considerar apenas os investimentos feitos na constru\u00e7\u00e3o da estrada de ferro, sem contabilizar outros custos atrelados ao projeto, como a sinaliza\u00e7\u00e3o os pr\u00f3prios trens que circular\u00e3o na via.<\/p>\n<p>&#8220;Ap\u00f3s dois anos da contrata\u00e7\u00e3o das obras da Fiol, o trecho que iria conectar a ferrovia ao complexo portu\u00e1rio ainda encontrava-se indefinido&#8221;, conclui a auditoria do tribunal. &#8220;Foi poss\u00edvel constatar que a implanta\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o dos dois projetos de infraestrutura apresentam relevantes defici\u00eancias, resultantes de seu planejamento n\u00e3o devidamente integrado e coordenado.&#8221;<\/p>\n<p>O planejamento da Fiol teve in\u00edcio em 2008. Para defender a viabilidade do projeto, o governo destacou que a ferrovia serviria para integrar as \u00e1reas produtivas das regi\u00f5es Norte, Centro-Oeste e Nordeste do pa\u00eds, uma vez que sua malha dever\u00e1 se ligar \u00e0 Ferrovia Norte-Sul, tamb\u00e9m sob responsabilidade da Valec. Ocorre que, atualmente, os \u00faltimos 500 km de malha que ligariam a Fiol at\u00e9 a Norte-Sul, entre as cidades de Barreiras e Figueir\u00f3polis, no Tocantins, sequer t\u00eam data para serem iniciados. N\u00e3o h\u00e1, at\u00e9 o momento, nenhuma previs\u00e3o quanto \u00e0 conclus\u00e3o dos estudos necess\u00e1rios para a defini\u00e7\u00e3o desse tra\u00e7ado.<\/p>\n<p>Quanto ao Porto Sul, que tem investimentos estimados em R$ 3,5 bilh\u00f5es, o Ibama s\u00f3 concedeu a licen\u00e7a pr\u00e9via ambiental do projeto em novembro. A expectativa \u00e9 que a licen\u00e7a de instala\u00e7\u00e3o que dar\u00e1 aval para o in\u00edcio efetivo das obras do complexo portu\u00e1rio saia nos pr\u00f3ximos seis meses, prazo que j\u00e1 foi considerado pelo TCU para calcular os preju\u00edzos relacionados ao descolamento do cronograma do porto com a ferrovia baiana.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que, nos \u00faltimos tr\u00eas anos, enquanto o Porto Sul enfrentava uma s\u00e9rie de obst\u00e1culos ambientais para se viabilizar, a Valec j\u00e1 tocava as obras da Fiol. Nesse meio tempo, o porto, idealizado para ser situado na praia de Ponta da Tulha, chegou ater seu licenciamento negado pelo Ibama em 2010. Foi preciso buscar uma segunda alternativa para instala\u00e7\u00e3o, em Aritagu\u00e1, para que o licenciamento ambiental avan\u00e7asse.<\/p>\n<p>A principal voca\u00e7\u00e3o da Fiol \u00e9 o transporte de min\u00e9rio. Em Caetit\u00e9 est\u00e3o as minas da Bahia Minera\u00e7\u00e3o (Bamin). O projeto da empresa prev\u00ea que 19,5 milh\u00f5es de toneladas de min\u00e9rio de ferro sejam transportados por ano at\u00e9 o Porto Sul. Numa segunda fase, mais 45 milh\u00f5es de toneladas anuais dever\u00e3o ser carregadas pelos trilhos da Fiol e embarcadas em navios ancorados em seu terminal, em Ilh\u00e9us. A Bamin, que ter\u00e1 capacidade de movimentar diariamente 62,1 mil toneladas de min\u00e9rio de ferro, pretende iniciar sua explora\u00e7\u00e3o em 2014.<\/p>\n<p>Para o ministro-substituto do TCU Andr\u00e9 Lu\u00eds de Carvalho, toda c\u00fapula dos Transportes falhou na execu\u00e7\u00e3o dos empreendimentos. &#8220;O Minist\u00e9rio dos Transportes n\u00e3o atuou para evitar o in\u00edcio da execu\u00e7\u00e3o das obras da Fiol sem que houvesse uma garantia m\u00ednima da viabilidade ambiental do complexo Porto Sul, sendo este empreendimento imprescind\u00edvel para a viabilidade t\u00e9cnica e econ\u00f4mica da ferrovia &#8220;, comentou. No caso da Valec, disse Carvalho, &#8220;restou evidenciado que a empresa tomou decis\u00f5es relativas \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o da ferrovia de forma fragmentada, sem levar em considera\u00e7\u00e3o que o planejamento de um conjunto de obras civis com essas caracter\u00edsticas deve envolver, necessariamente, a an\u00e1lise de viabilidade da integra\u00e7\u00e3o dos sistemas vi\u00e1rios e de suas modalidades de transporte&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Taxas de juros sobem com risco energ\u00e9tico e incertezas fiscais<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Fatores locais determinaram a alta con\u00adsistente das taxas dos contratos futu\u00adros de juros em todos os vencimentos nesta ter\u00e7a-feira. O medo de raciona\u00admento de energia no Brasil, o uso de termel\u00e9tri\u00adcas para compensar o baixo n\u00edvel dos reservat\u00f3\u00adrios das hidrel\u00e9tricas e a possibilidade de novos abatimentos para que o Pa\u00eds cumpra o super\u00e1vit prim\u00e1rio em 2013 fizeram as taxas avan\u00e7arem, em especial as dos contratos mais longos. Este movimento foi favorecido pelo \u00edndice de Pre\u00ad\u00e7os ao Consumidor &#8211; Semanal (IPC-S) da primeira quadrissemana de janeiro, que acelerouante o veri\u00adficado no levantamento anterior. Embora o merca\u00addo incorpore manuten\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juro, a Selic, em 7,25%, aumentaram, mesmo que pontual\u00admente, as apostas de que a taxa b\u00e1sica pode subir no \u00faltimo trimestre de 2013.0 juro com vencimen\u00adto em janeiro de 2014 projetou taxa de 7,16% on\u00adtem, de 7,12% na v\u00e9spera.<\/p>\n<p>Pela manh\u00e3, informa\u00e7\u00f5es de que o Banco Centrai n\u00e3o pretende realizar novos leil\u00f5es de linha (venda de d\u00f3lares com compromisso de recompra) trouxe vi\u00e9s de alta para o d\u00f3lar ante o real. O ganho da moeda foi ampliado pela cautela dos agentes financeiros, principalmente estrangeiros, ante os riscos que emergem \u00e0 perspectiva de entra\u00adda de recursos para investimentos no Pa\u00eds, em face \u00a0da quest\u00e3o energ\u00e9tica, e quanto \u00e0 imprevisibilidade que envolve as condi\u00e7\u00f5es para realiza\u00e7\u00e3o de super\u00e1vit prim\u00e1rio. No fim do dia, a moeda americana atingiu R$ 2,0400 no balc\u00e3o, com eleva\u00e7\u00e3o de 0,44%, em um movimento que foi favorecido tam\u00adb\u00e9m pelo exterior, onde o d\u00f3lar subiu ante o euro e outras moedas de pa\u00edses ligados a commodities.<\/p>\n<p>A Bovespa, por sua vez, recuou pelo terceiro dia seguido e encerrou a ter\u00e7a-feira em baixa de 1,30%, aos 61.127,84 pontos, dando continuidade \u00e0 realiza\u00ad\u00e7\u00e3o de lucros iniciada na \u00faltima sexta-feira. O Ibovespa acompanhou a cautela externa, onde os in\u00advestidores aguardavam o in\u00edcio da temporada ame\u00adricana de divulga\u00e7\u00e3o de balan\u00e7os trimestrais. No \u00e2mbito dom\u00e9stico, as empresas do setor el\u00e9trico lideraram as perdas, diante das preocupa\u00e7\u00f5es quanto ao baixo n\u00edvel dos reservat\u00f3rios e ao temor de um eventual racionamento de energia. Eletrobr\u00e1s PNB caiu 9,35% e Eletrobr\u00e1s ON perdeu 8,44%. Pesaram sobre os neg\u00f3cios ainda Petrobr\u00e1s, OGX e Vale. As a\u00e7\u00f5es da petroleira recuaram 2,85% (ON) e 2,89% (PN). Os pap\u00e9is ON da Vale cederam 0,79% e os PNA, 0,62%. Em Nova York, o \u00edndice Dow Jones caiu 0,41% e o S&amp;P 500 registrou queda de 0,32%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>M\u00faltis desistem de opera\u00e7\u00f5es na Europa e fecham f\u00e1bricas<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Peter Hulsmans trabalhou para a Ford na cidade industrial belga de Genk por 26 anos. Quando os executivos da montadora o convocaram com seus 4.300 colegas para uma reuni\u00e3o num raro dia de c\u00e9u azul em outubro, ele sabia que coisa boa n\u00e3o seria. Esperava um tremor menor, talvez algumas demiss\u00f5es. Mas veio um terremoto: a empresa americana, que p\u00f4s seu primeiro tijolo da f\u00e1brica local em 1962, estava fechando a unidade.<\/p>\n<p>&#8220;Sempre achamos que era mais seguro trabalhar para uma multinacional do que para uma empresa pequena, mas est\u00e1vamos errados&#8221;, diz Hulsmans, perto dos restos de um Ford Mondeo queimado pelos trabalhadores em uma manifesta\u00e7\u00e3o do lado de fora da f\u00e1brica. &#8220;A Ford est\u00e1 indo embora e ningu\u00e9m vai substitu\u00ed-la&#8230; Ningu\u00e9m mais vai querer investir aqui.&#8221;<\/p>\n<p>Nos tr\u00eas anos decorridos desde o come\u00e7o da crise da regi\u00e3o do euro, hist\u00f3rias como a de Hulsmans passaram a ser cada vez mais comuns. Companhias estrangeiras que antes consideravam a Europa um para\u00edso para o crescimento lento, mas seguro, est\u00e3o agora rapidamente fechando f\u00e1bricas ou cortando os investimentos.<\/p>\n<p>Entre 2007 e 2011, os investimentos anuais nos 27 pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia (UE) ca\u00edram mais de \u20ac 350 bilh\u00f5es, superando em muito as quedas de outros indicadores econ\u00f4micos, segundo mostra um estudo publicado no m\u00eas passado pela consultoria americana McKinsey. O decl\u00ednio foi 20 vezes maior que a queda do consumo privado, por exemplo, e quatro vezes maior que a queda da economia como um todo.<\/p>\n<p>No geral, as companhias globalizadas perderam perto de US$ 2 trilh\u00f5es como resultado da crise da d\u00edvida soberana<\/p>\n<p>Esses investimentos perdidos significam que as empresas da Europa n\u00e3o v\u00e3o gerar \u20ac 543 bilh\u00f5es em receitas que de outra forma gerariam entre 2009 e 2020, estima o estudo. As empresas est\u00e3o transferindo opera\u00e7\u00f5es para os mercados emergentes, para tirar vantagem da produ\u00e7\u00e3o mais barata; e eliminando milhares de empregos, contribuindo para os n\u00edveis recorde de desemprego na \u00e1rea do euro.<\/p>\n<p>Executivos de companhias globalizadas com neg\u00f3cios na Europa afirmam que em grande parte eles engavetaram os planos contingenciais para um poss\u00edvel rompimento do euro, depois que o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, anunciou, em agosto, que iria usar as impressoras do banco para impedir um colapso da moeda. Mas eles ainda n\u00e3o retornaram com seus d\u00f3lares, ienes e yuans. O maior temor desses executivos, uma vez que preveem d\u00e9cadas de estagna\u00e7\u00e3o para o bloco, \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o do continente em um novo Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A Europa ter\u00e1 crescimento lento por um longo per\u00edodo. Se eles permitirem a quebra de um banco, como aconteceu aqui em setembro de 2008, poder\u00e1 ser pior. Portanto, \u00e9 melhor contar com a Europa sendo lenta&#8221;, disse Jeff Immelt, executivo-chefe da General Electric (GE), em uma confer\u00eancia em Nova York no ano passado.<\/p>\n<p>Executivos afirmam que o fato de o abrandamento da crise ter sido seguido de uma ascens\u00e3o de pol\u00edticos antirreformas em pa\u00edses da zona do euro como a Fran\u00e7a, a Gr\u00e9cia e a It\u00e1lia n\u00e3o est\u00e1 ajudando. &#8220;Estamos vendo alguns sinais preocupantes de ret\u00f3rica contra as empresas entre alguns dos l\u00edderes europeus e acreditamos que essa n\u00e3o \u00e9 uma postura produtiva e cooperativa&#8221;, diz Ian Hudson, presidente das opera\u00e7\u00f5es do grupo qu\u00edmico americano DuPont para a Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica.<\/p>\n<p>A lista de fechamentos de f\u00e1bricas de renome e de desinvestimentos no setor industrial est\u00e1 crescendo. Apenas cinco meses antes de a Ford fechar sua unidade em Genk, a General Motors (GM) desativou uma f\u00e1brica da Opel aberta h\u00e1 50 anos em Bochum, na regi\u00e3o alem\u00e3 do Ruhr, eliminando mais de 3.000 empregos. A GE, outrora uma das empresas mais destacadas do setor industrial na Europa, est\u00e1 concentrando a maior parte de seus cortes de gastos de US$ 2 bilh\u00f5es anunciados em maio, em suas opera\u00e7\u00f5es na UE, onde executivos afirmam acreditar que a crise est\u00e1 longe de terminar. O conglomerado americano Dow Chemical anunciou em outubro o fechamento de opera\u00e7\u00f5es na B\u00e9lgica, Holanda, Espanha e Reino Unido.<\/p>\n<p>A Hewlett-Packard (HP), o grupo de tecnologia dos EUA, eliminou 8.000 posi\u00e7\u00f5es na Europa como parte de uma reestrutura\u00e7\u00e3o. Enquanto isso, a Kimberly-Clark, fabricante dos len\u00e7os de papel Kleenex, fechou a maioria de suas f\u00e1bricas na Europa em seus esfor\u00e7os para melhorar a lucratividade.<\/p>\n<p>No geral, as companhias globalizadas perderam perto de US$ 2 trilh\u00f5es como resultado da crise da d\u00edvida soberana que abala a Europa desde 2009, segundo dados compilados pela Grant Thornton, uma consultoria americana que entrevistou mais de 12 mil executivos em 41 pa\u00edses.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a est\u00e1 ocorrendo n\u00e3o s\u00f3 no setor industrial, onde a investida nos mercados emergentes se estabeleceu h\u00e1 bastante tempo. Ela tamb\u00e9m come\u00e7ou a se manifestar no setor de servi\u00e7os, incluindo os servi\u00e7os financeiros, setor em que a Europa imaginava ter uma vantagem competitiva. Ap\u00f3s reduzir os custos na Europa em cerca de US$ 450 milh\u00f5es, o Nomura, maior banco de investimentos do Jap\u00e3o, decidiu em setembro reduzir ainda mais sua presen\u00e7a na regi\u00e3o e se concentrar mais nos mercados asi\u00e1ticos, que est\u00e3o crescendo em ritmo acelerado. O banco americano Citigroup recentemente anunciou uma onda de demiss\u00f5es ao redor do mundo, que incluiu 350 pessoas na Espanha e Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>&#8220;O saldo de caixa das companhias americanas est\u00e1 muito alto, especialmente no setor de alta tecnologia. Mas, no geral, elas n\u00e3o est\u00e3o investindo esse dinheiro [na Europa]&#8221;, diz Walt Shill, um diretor-s\u00eanior da Accenture. A consultoria americana entrevistou mais de 450 executivos de grandes empresas para uma pesquisa sobre investimentos globais, que ser\u00e1 publicada nas pr\u00f3ximas semanas. &#8220;O que ouvimos \u00e9 que eles continuam investindo nos mercados emergentes em crescimento acelerado.&#8221;<\/p>\n<p>Os dados mostram que apenas 3% dos executivos americanos aumentaram seus investimentos na zona do euro desde o come\u00e7o da crise, enquanto 25% deles aumentaram os investimentos nos mercados emergentes. Pouco mais da metade diz j\u00e1 ter come\u00e7ado, ou estar para come\u00e7ar, a cortar os custos com a transfer\u00eancia de neg\u00f3cios para os mercados emergentes.<\/p>\n<p>A queda dos investimentos na Europa levanta uma d\u00favida: alguns l\u00edderes afirmam que o continente finalmente est\u00e1 saindo da crise financeira e da crise da d\u00edvida soberana, mas ser\u00e1 que n\u00e3o est\u00e1 entrando em uma crise econ\u00f4mica igualmente arriscada? At\u00e9 agora, a maior parte dos problemas econ\u00f4micos est\u00e1 concentrada nos pa\u00edses &#8220;perif\u00e9ricos&#8221;, como a Gr\u00e9cia e a Espanha, que foram for\u00e7ados a entrar em programas de austeridade.<\/p>\n<p>Os investimentos estrangeiros diretos v\u00eam caindo a uma taxa anual de 10% desde 2008, segundo o BCE<\/p>\n<p>Mas uma queda maior dos investimentos estrangeiros poder\u00e1 agravar a recess\u00e3o de duplo mergulho que parece estar a caminho. Os investimentos estrangeiros diretos v\u00eam caindo a uma taxa anual de 10% desde 2008, segundo dados do BCE. A atividade de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es na Europa encolheu 34% em 2012 em compara\u00e7\u00e3o a 2011, e 70% em rela\u00e7\u00e3o ao pico de 2007, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), o clube dos pa\u00edses mais ricos do mundo.<\/p>\n<p>&#8220;Em 2010 e 2011, v\u00e1rios n\u00e3o europeus que olharam para o continente disseram: &#8220;As empresas est\u00e3o sofrendo muito por l\u00e1; vamos comprar coisas&#8221;, diz Michael Gestrin, economista-s\u00eanior da OCDE. &#8220;Mas o sentimento mudou no \u00faltimo ano, com a volta do ceticismo.&#8221;<\/p>\n<p>A crise da regi\u00e3o do euro tamb\u00e9m exacerbou as preocupa\u00e7\u00f5es que empresas estrangeiras tinham na Europa desde antes da crise sobre a regulamenta\u00e7\u00e3o e o fracasso em apresentar planos de reestrutura\u00e7\u00e3o coerentes.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, Sergio Marchionne, chefe da Fiat na Europa e da Chrysler nos EUA, convocou a UE a seguir a abordagem de Barack Obama para as montadoras americanas de autom\u00f3veis. Em 2009, o presidente dos EUA optou por seguir uma abordagem pr\u00e1tica para reformular o setor automotivo.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 necess\u00e1ria uma solu\u00e7\u00e3o estrutural que seja local e que precisa ser administrada e trabalhada pela UE como detentora e guardi\u00e3 da no\u00e7\u00e3o do mercado \u00fanico&#8221;, disse Marchionne. Executivos dizem, no entanto, que pouco se fez nesse sentido at\u00e9 agora. Uma cr\u00edtica comum \u00e9 que a UE dedicou muita aten\u00e7\u00e3o \u00e0 austeridade &#8211; que a maioria concorda ter sido necess\u00e1ria -, mas poucos esfor\u00e7os para abrir mercados e estimular investimentos e o crescimento.<\/p>\n<p>&#8220;O problema b\u00e1sico, no fim das contas, est\u00e1 na competitividade da Europa, e h\u00e1 muitos empecilhos na regulamenta\u00e7\u00e3o que precisam ser resolvidos&#8221;, diz Hudson, da DuPont. &#8220;Se se leva mais tempo para criar uma empresa, para construir uma f\u00e1brica [&#8230;] na Europa em compara\u00e7\u00e3o ao outros lugares pelo mundo, ent\u00e3o, a Europa est\u00e1, \u00e9 claro, em desvantagem.&#8221;<\/p>\n<p>Hendrik Bourgeois, vice-presidente da GE Europe, diz que a crise teve grande influ\u00eancia ao obrigar pa\u00edses a enfrentar problemas estruturais significativos, como os mercados de trabalho no sul da Europa, que eram fechados demais. O ritmo de reformas, entretanto, \u00e9 lento.<\/p>\n<p>H\u00e1 exce\u00e7\u00f5es. A operadora de servi\u00e7os a cabo americana Liberty Global vendeu opera\u00e7\u00f5es fora da UE e expande sua presen\u00e7a no norte da Europa. Com a demanda, de forma inesperada, se sustentando, a empresa investiu mais de \u20ac 7 bilh\u00f5es nos \u00faltimos dois anos em tr\u00eas aquisi\u00e7\u00f5es. &#8220;Nosso setor vem sendo resistente \u00e0 crise&#8221;, diz Manuel Kohnstamm, vice-presidente s\u00eanior da empresa. &#8220;Planejamos investir mais no futuro&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma tend\u00eancia cada vez maior entre as empresas de pa\u00edses emergentes &#8211; em particular, grupos chineses &#8211; de aproveitar a atual volatilidade como oportunidade estrat\u00e9gica para ampliar sua presen\u00e7a na Europa. A Huawei, grupo de telecomunica\u00e7\u00f5es chin\u00eas que enfrentou obst\u00e1culos nos EUA por quest\u00f5es de seguran\u00e7a nacional, vem se expandindo de forma agressiva na Europa. Desde o fim de 2010, investiu mais de \u20ac 6 bilh\u00f5es e contratou mais de 2.000 pessoas.<\/p>\n<p>&#8220;Para uma empresa chinesa como n\u00f3s, a Europa ainda \u00e9 um local muito atrativo para fazer neg\u00f3cios, em parte porque ainda h\u00e1 muita demanda por nossas [tecnologias] e porque o ambiente macroecon\u00f4mico e pol\u00edtico \u00e9 bastante est\u00e1vel para n\u00f3s&#8221;, diz Leo Sun, presidente da Huawei na Europa.<\/p>\n<p>No curto prazo, por\u00e9m, os investidores de pa\u00edses emergentes n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de compensar as perdas decorrentes da onda de recuo das empresas americanas, segundo Adrian van den Hoven, diretor de rela\u00e7\u00f5es internacionais da Business-europe, principal associa\u00e7\u00e3o de empregadores da UE. &#8220;H\u00e1 um volume crescente de investimentos de mercados emergentes, mas muito disso n\u00e3o \u00e9 relevante porque \u00e9 muito pequeno&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Executivos-chefes e analistas de empresas estrangeiros mostram-se decididos ao afirmar que a Europa continua sendo uma parte importante de seus neg\u00f3cios, mesmo que se torne uma fatia menor em rela\u00e7\u00e3o a suas opera\u00e7\u00f5es mundiais.<\/p>\n<p>Multinacionais de pa\u00edses desenvolvidos, no entanto, parecem simplesmente estar assustadas demais com a possibilidade de que o atoleiro em que a Europa agora se encontra venha a ser o novo &#8220;normal&#8221;. Para Hulsmans e seus 4.300 colegas que logo estar\u00e3o sem emprego, a perspectiva de encontrar vagas em alguma grande empresa n\u00e3o \u00e9 das mais promissoras. &#8220;O futuro \u00e9 sombrio para a Europa&#8221;, diz.<\/p>\n<hr \/>\n<p>F\u00f3rum de Davos ainda n\u00e3o descarta um colapso do euro<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O colapso da zona do euro n\u00e3o pode ser descartado, sinaliza o F\u00f3rum Mundial de Economia em seu relat\u00f3rio intitulado &#8220;Riscos Globais 2013&#8221;, divulgado ontem.<\/p>\n<p>O estudo, com base na opini\u00e3o de mais de mil lideres empresariais e especialistas, alerta que a atual instabilidade na zona do euro continuar\u00e1 a pesar nas perspectivas globais pelos pr\u00f3ximos anos. E que os riscos associados a uma grave crise sist\u00eamica financeira, mesmo limitada, n\u00e3o pode ser descartada completamente.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio alerta ainda que, tomando por base os protestos contra as medidas de austeridade na zona do euro, a elei\u00e7\u00e3o de governos que rejeitam a austeridade pode conduzir a mais paralisia econ\u00f4mica e levar ao ponto m\u00e1ximo da crise, &#8220;potencialmente desestabilizando o sistema financeiro global, no qual a confian\u00e7a j\u00e1 est\u00e1 diminuindo&#8221;. Enormes disparidades de renda e desequil\u00edbrios fiscais cr\u00f4nicos s\u00e3o apontados como os dois principais riscos globais, no estudo, que servir\u00e1 para as discuss\u00f5es em Davos no fim do m\u00eas.<\/p>\n<p>O mundo corre cada vez mais riscos, com a demora na resolu\u00e7\u00e3o da crise, que desvia a aten\u00e7\u00e3o dos desafios da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, da sa\u00fade e de outros problemas, segundo o documento. O relat\u00f3rio destaca que o persistente mal-estar econ\u00f4mico e eventos clim\u00e1ticos extremos formam uma combina\u00e7\u00e3o cada vez mais perigosa.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Jap\u00e3o deve ter pacote de est\u00edmulo de US$ 220 bi<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo japon\u00eas disse ontem que anunciar\u00e1 at\u00e9 sexta-feira a vers\u00e3o preliminar de um pacote de medidas econ\u00f4micas emergenciais. A medida poder\u00e1 representar uma inje\u00e7\u00e3o de \u00e2nimo \u00e0 estagnada economia do pa\u00eds, que se recupera apenas debilmente de seu \u00faltimo desaquecimento. O plano pode levar \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o do iene.<\/p>\n<p>O pacote dever\u00e1 enfatizar a necessidade de superar a defla\u00e7\u00e3o por meio de maci\u00e7os investimentos em obras p\u00fablicas e de adotar uma pol\u00edtica monet\u00e1ria agressiva, refletindo declara\u00e7\u00f5es anteriores do novo premi\u00ea, Shinzo Abe, que j\u00e1 contribu\u00edram para desvalorizar o iene e elevar os pre\u00e7os das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;O incentivo ser\u00e1 o primeiro passo do nosso programa de revitaliza\u00e7\u00e3o da economia&#8221;, disse Abe no encerramento da primeira reuni\u00e3o do rec\u00e9m-formado conselho de revitaliza\u00e7\u00e3o da economia, que tem sua segunda reuni\u00e3o agendada para sexta-feira, quando dever\u00e1 aprovar a vers\u00e3o final do plano.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o tenham sido divulgados n\u00fameros oficiais, a m\u00eddia do pa\u00eds informou que as medidas envolver\u00e3o cerca de 10,3 trilh\u00f5es de ienes (US$ 118 bilh\u00f5es) em gastos do governo central. Esses recursos vir\u00e3o de um or\u00e7amento complementar que dever\u00e1 ter sua vers\u00e3o preliminar formulada na ter\u00e7a-feira que vem, com metade desse dinheiro destinada a obras p\u00fablicas. A minuta de or\u00e7amento tamb\u00e9m envolver\u00e1 cerca US$ 30 bilh\u00f5es para cobrir rombos na Previd\u00eancia.<\/p>\n<p>As cifras, no total, se aproximam do or\u00e7amento adicional aprovado pelo governo anterior, do Partido Democrata do Jap\u00e3o, ap\u00f3s o terremoto e o tsunami de mar\u00e7o de 2011, que devastaram a regi\u00e3o nordeste do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;Prevemos um [pacote de incentivo] bem avantajado&#8221;, disse Akira Amari, ministro respons\u00e1vel pela revitaliza\u00e7\u00e3o da economia, em entrevista coletiva ontem. A m\u00eddia local disse que, somando-se os gastos dos governos regionais aos do setor privado, o pacote de est\u00edmulo pode superar US$ 220 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Um esbo\u00e7o do pacote aprovado pelo governo ontem incluiu um apelo para que o governo e o BC do Jap\u00e3o criem um mecanismo que reforce a coopera\u00e7\u00e3o, a fim de superar rapidamente o problema da defla\u00e7\u00e3o. O documento afirmou tamb\u00e9m que o governo &#8220;continuar\u00e1 a acompanhar atentamente os movimentos do mercado cambial e a reagir devidamente a eles&#8221;.<\/p>\n<p>Pelo plano, o governo vai investir em infraestrutura de preven\u00e7\u00e3o contra cat\u00e1strofes naturais, setor sens\u00edvel ap\u00f3s o terremoto de 2011. O pacote prev\u00ea estimular o investimento do setor privado para promover o crescimento, apoiar programas de pesquisa tecnol\u00f3gica e investir em energia renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>Economistas manifestaram preocupa\u00e7\u00e3o com o plano agressivo de gastos de Abe, temendo que a emiss\u00e3o de novos t\u00edtulos possa criar turbul\u00eancia no mercado de b\u00f4nus e desencadear uma alta das taxas de juros de longo prazo. A d\u00edvida p\u00fablica do Jap\u00e3o equivale a mais que o dobro de seu Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n<p>Mas o ministro da Fazenda, Taro Aso, disse que o governo n\u00e3o estar\u00e1 engessado pelo teto de endividamento de 44 trilh\u00f5es de ienes adotado por governos passados.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o industrial recua em seis de 14 regi\u00f5es em novembro<\/p>\n<p>Folha Online<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial em novembro de 2012 caiu em seis dos 14 Estados e regi\u00f5es pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/p>\n<p>As quedas mais acentuadas foram registradas em Goi\u00e1s (-14,7%), Esp\u00edrito Santo (-6,3%), Par\u00e1 (-6,0%) e Paran\u00e1 (-5,1%). Em outubro, os mesmos Estados mostraram resultados positivos de, respectivamente, 16,5%, 13,4%, 4,5% e 2,8%.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo (-1,9%) e Minas Gerais (-0,7%) complementaram as quedas. Os dois Estados s\u00e3o as principais locomotivas econ\u00f4micas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em novembro de 2012, a produ\u00e7\u00e3o industrial nacional recuou 0,6% na compara\u00e7\u00e3o com outubro e 1% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2011. No acumulado do ano, a queda foi de 2,6%, o que colocou 2012 como um ano perdido e um dos piores da hist\u00f3ria para a ind\u00fastria.<\/p>\n<p>As altas em novembro, segundo a pesquisa do IBGE divulgada nesta quarta-feira (09), foram registradas na regi\u00e3o Nordeste (exceto Bahia), de 4,2%, seguido por Bahia (3,5%), Santa Catarina (3,0%), Amazonas (2,9%), Cear\u00e1 (2,2%) e Rio de Janeiro (2,1%). J\u00e1 Pernambuco (1,3%) e Rio Grande do Sul (0,4%) assinalaram avan\u00e7os mais moderados no m\u00eas.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com novembro de 2011, nove dos 14 Estados e locais pesquisados tiveram recuo na produ\u00e7\u00e3o industrial. As quedas mais intensas foram registradas por Paran\u00e1 (-13,4%) e Goi\u00e1s (-10,1%), pressionadas em grande parte pelo comportamento negativo dos setores de edi\u00e7\u00e3o, impress\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de grava\u00e7\u00f5es (livros) e ve\u00edculos automotores (caminh\u00f5es), no primeiro local, e de produtos qu\u00edmicos (medicamentos) e alimentos e bebidas, no segundo.<\/p>\n<p>Esp\u00edrito Santo (-8,4%), Rio Grande do Sul (-7,1%), Pernambuco (-5,1%), Par\u00e1 (-4,3%), Amazonas (-3,7%) e Cear\u00e1 (-1,4%) completaram o conjunto de locais que assinalaram recuos mais intensos que a m\u00e9dia nacional, enquanto S\u00e3o Paulo, parque industrial mais diversificado do pa\u00eds, apontou taxa negativa mais moderada (-0,3%).<\/p>\n<p>Por outro lado, Bahia (8,8%) mostrou o avan\u00e7o mais acentuado nesse m\u00eas, impulsionado em grande parte pelo desempenho positivo do setor de refino de petr\u00f3leo e produ\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool, influenciado, sobretudo, pela baixa base de compara\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que esse ramo recuou 28,1% em novembro de 2011 por conta da paralisa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica para manuten\u00e7\u00e3o em importante empresa do setor.<\/p>\n<p>Os demais resultados positivos foram registrados por Minas Gerais (3,0%), Regi\u00e3o Nordeste (1,2%), Santa Catarina (1,1%) e Rio de Janeiro (0,4%).<\/p>\n<p>Acumulado 2012<\/p>\n<p>No indicador acumulado para o per\u00edodo janeiro-novembro de 2012, a redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o atingiu nove dos 14 locais pesquisados, com destaque para Amazonas (-7,1%), Esp\u00edrito Santo (-6,0%), Rio de Janeiro (-5,6%), S\u00e3o Paulo (-4,1%) e Rio Grande do Sul (-3,9%) que apontaram quedas acima da m\u00e9dia nacional (-2,6%).<\/p>\n<p>Santa Catarina (-2,6%), Paran\u00e1 (-2,5%), Cear\u00e1 (-1,4%) e Par\u00e1 (-0,9%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas no fechamento dos onze meses de 2012.<\/p>\n<p>Nesses locais, o menor dinamismo foi particularmente influenciado pelos setores relacionados \u00e0 redu\u00e7\u00e3o na fabrica\u00e7\u00e3o de bens de consumo dur\u00e1veis (motos, aparelhos de ar-condicionado, fornos de micro-ondas, telefones celulares, rel\u00f3gios, televisores e autom\u00f3veis) e de bens de capital (especialmente para equipamentos de transporte e para constru\u00e7\u00e3o), al\u00e9m da menor produ\u00e7\u00e3o vinda dos setores extrativos (min\u00e9rios de ferro), t\u00eaxtil, vestu\u00e1rio e metalurgia b\u00e1sica.<\/p>\n<p>Por outro lado, Goi\u00e1s (3,5%), Bahia (2,9%), Pernambuco (1,4%), Minas Gerais (1,3%) e Regi\u00e3o Nordeste (1,2%) assinalaram os resultados positivos no \u00edndice acumulado no ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4152\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4152","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-14Y","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4152","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4152"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4152\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4152"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4152"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4152"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}