{"id":4165,"date":"2013-01-10T17:31:01","date_gmt":"2013-01-10T17:31:01","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4165"},"modified":"2013-01-10T17:31:01","modified_gmt":"2013-01-10T17:31:01","slug":"com-manobra-fiscal-governo-federal-evitou-descumprir-ldo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4165","title":{"rendered":"Com manobra fiscal, governo federal evitou descumprir LDO"},"content":{"rendered":"\n<p>O governo federal preferiu recorrer \u00e0s &#8220;manobras fiscais&#8221; para atingir a meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio em 2012 e evitar o descumprimento n\u00e3o s\u00f3 da Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) como tamb\u00e9m da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O desacato \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o poderia implicar a reprova\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas pelo Congresso e, at\u00e9 mesmo, na abertura de processos espec\u00edficos cuja penalidade mais grave \u00e9 a perda do cargo.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o, no entanto, \u00e9 de que as cr\u00edticas sobre a forma com que a meta foi atingida poderiam ter sido minimizada com a redu\u00e7\u00e3o da economia para pagamento de juros. Para isso, seria necess\u00e1rio a enviar para aprova\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional um projeto de lei ajustando a LDO. Essa mat\u00e9ria n\u00e3o pode ser tratada por medida provis\u00f3ria. Mas os t\u00e9cnicos do governo avaliaram que o melhor seria cumprir a meta com os instrumentos legais que tinha &#8211; uso dos recursos do Fundo Soberano do Brasil e antecipa\u00e7\u00e3o de dividendos.<\/p>\n<p>Neste ano, se o Executivo considerar necess\u00e1rio, tem tempo suficiente para enviar e aprovar projeto de lei ajustando a meta de super\u00e1vit, que corresponde a 3,1% do PIB, na LDO. O governo federal ainda n\u00e3o fala oficialmente em diminuir a economia para pagamento de juros em 2013, por\u00e9m, j\u00e1 admite a possibilidade de abatimento de R$ 25 bilh\u00f5es do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC). A diminui\u00e7\u00e3o da meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio n\u00e3o seria um fato in\u00e9dito. Em 2009, o governo baixou essa economia de 3,8% do PIB para 2,5% do PIB.<\/p>\n<p>Conforme a legisla\u00e7\u00e3o vigente, o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) \u00e9 respons\u00e1vel pela avalia\u00e7\u00e3o das contas do governo, ou seja, do cumprimento de metas como a fiscal e encaminha parecer pr\u00e9vio ao Congresso Nacional que pode aprov\u00e1-lo ou n\u00e3o. A reprova\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o da equipe da presidente Dilma Rousseff seria mais um sinal ruim de deteriora\u00e7\u00e3o e falta de transpar\u00eancia na contabilidade do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os respons\u00e1veis pela administra\u00e7\u00e3o das finan\u00e7as do governo, como o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e sua equipe, poderiam ser alvo de processos espec\u00edficos do TCU, cujas san\u00e7\u00f5es e penalidades chegam \u00e0 inabilita\u00e7\u00e3o para o exerc\u00edcio do cargo em comiss\u00e3o ou fun\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo o Artigo 73 da LRF, &#8220;qualquer cidad\u00e3o, partido pol\u00edtico, associa\u00e7\u00e3o ou sindicato \u00e9 parte leg\u00edtima para denunciar ao respectivo Tribunal de Contas e ao \u00f3rg\u00e3o competente do Minist\u00e9rio P\u00fablico o descumprimento&#8221; dessa legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o economista Mansueto Almeida, do Ipea, o governo deveria ter reduzido o super\u00e1vit prim\u00e1rio em 2012 em vez de optar por manobras financeiras para atingir o objetivo. No \u00faltimo dia de 2012, para garantir o cumprimento da meta, o governo decidiu utilizar R$ 12,4 bilh\u00f5es do FSB e recorrer \u00e0 antecipa\u00e7\u00e3o de dividendos da Caixa e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES). As tr\u00eas medidas somadas proporcionaram uma receita extra de R$ 19,4 bilh\u00f5es. Essa engenharia foi alvo de cr\u00edticas do mercado.<\/p>\n<p>Segundo Almeida, uma diminui\u00e7\u00e3o da meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio para algo pr\u00f3ximo de 2,5% do PIB em 2012 n\u00e3o criaria grandes questionamentos, afinal os economistas e analistas de mercado j\u00e1 n\u00e3o acreditavam que o n\u00famero seria atingido. No caso deste ano, uma mudan\u00e7a na meta sinalizaria que a equipe econ\u00f4mica trabalhar\u00e1 com infla\u00e7\u00e3o um pouco mais alta. Isso porque, os modelos econ\u00f4micos do Banco Central para controle da infla\u00e7\u00e3o, por exemplo, est\u00e3o sustentados no cumprimento da meta cheia.<\/p>\n<p>Para um t\u00e9cnico do Minist\u00e9rio da Fazenda, o governo at\u00e9 poderia ter trabalhado com uma meta menor de super\u00e1vit em 2012, mas decidiu cumpri-la com os instrumentos legais que tinha. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, o pa\u00eds tem condi\u00e7\u00f5es de perseguir meta de super\u00e1vit menor no futuro porque a rela\u00e7\u00e3o d\u00edvida\/PIB continua em queda e a taxa de juros do pa\u00eds tamb\u00e9m caiu consideravelmente. Mas n\u00e3o h\u00e1 decis\u00e3o sobre o assunto. Para 2013, a expectativa \u00e9 de que a economia tenha um crescimento progressivo, o que se refletir\u00e1 na amplia\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o de tributos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Consumo de energia sobe mais que PIB em 2012<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>As medidas de est\u00edmulo \u00e0 demanda adotadas pelo governo no \u00faltimo bi\u00eanio e a retomada do poder aquisitivo da popula\u00e7\u00e3o mudaram o perfil do consumo de energia no pa\u00eds e provocaram um descolamento em rela\u00e7\u00e3o ao Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n<p>Em 2012, os segmentos de com\u00e9rcio e servi\u00e7os e as resid\u00eancias puxaram a demanda por energia, que cresceu muito acima do ritmo do PIB. Enquanto a estimativa para o PIB \u00e9 de crescimento de no m\u00e1ximo 1% no ano passado, o pa\u00eds consumiu 3,6% mais energia at\u00e9 novembro, em rela\u00e7\u00e3o aos mesmos meses de 2011. Antes de 2010, dizem analistas, a rela\u00e7\u00e3o entre PIB e energia era menos d\u00edspar.<\/p>\n<p>O descolamento, contudo, tamb\u00e9m atinge a ind\u00fastria, que passou a usar muito mais energia para uma mesma quantidade produzida. No ano passado, o setor (que responde por 41% do consumo de energia do pa\u00eds) demandou apenas 0,3% a mais de energia at\u00e9 novembro do que em igual per\u00edodo do ano anterior. Na mesma compara\u00e7\u00e3o, segundo o IBGE, a produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira registrou recuo de 2,6%.<\/p>\n<p>Enquanto a ind\u00fastria piorou seu padr\u00e3o de consumo de energia, os outros setores aumentaram a demanda. O com\u00e9rcio (que engloba parte do setor de servi\u00e7os na estat\u00edstica da EPE) aumentou o consumo em 7,8%. A \u00faltima vez em que registrou-se um aumento maior foi em 2000, quando a demanda do setor pelo insumo cresceu 9,3%. Com o incremento, o setor comercial consumiu 62 mil gigawatts-hora (GWh), aumentando a participa\u00e7\u00e3o na demanda energ\u00e9tica total para 17,5%. Essa fatia era de 15%, 12 anos antes.<\/p>\n<p>O consumo das resid\u00eancias atingiu 107 mil GWh no acumulado de 2012, uma alta de 4,8%. As moradias, incrementadas com novas m\u00e1quinas de lavar, computadores e outros bens, s\u00f3 perderam para a ind\u00fastria no total consumido.<\/p>\n<p>O setor &#8220;outros&#8221;, que compreende principalmente os setores rural e p\u00fablico, cresceu 6,4% e consumiu 72 mil GWh at\u00e9 novembro. Com isso, o consumo de energia el\u00e9trica no Brasil ano passado at\u00e9 novembro foi de 410 mil GWh, volume 3,6% maior do que em 2011.<\/p>\n<p>Para Fernando Umbria, da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia El\u00e9trica (Abrace), o aumento significativo do consumo do com\u00e9rcio e das resid\u00eancias, e da quase estabilidade da demanda da ind\u00fastria, aponta para o descolamento na rela\u00e7\u00e3o entre alta do consumo de eletricidade e crescimento da economia.<\/p>\n<p>&#8220;Em 2011, j\u00e1 ocorre um pouco esse descolamento, com PIB de 2,7% e consumo crescendo 4,2%. No ano passado, isso ficou mais evidente, j\u00e1 que a economia deve crescer 1%, ou 1,5%. Isso mostra um comportamento at\u00edpico, pois foge da elasticidade padr\u00e3o entre os dois fatores&#8221;, diz Umbria.<\/p>\n<p>Antes de 2011, um ponto percentual de aumento no PIB levava a aumento entre 1 ponto e 1,5 ponto percentual no consumo de energia el\u00e9trica no Brasil. Em 2007, enquanto o PIB cresceu 6,1%, o consumo el\u00e9trico aumentou 5,9%. Nos dois anos seguintes, a rela\u00e7\u00e3o ficou entre 5,2% e 3% e recuo de 0,3% e recuo de 1,1%, respectivamente. Em 2010, a atividade econ\u00f4mica cresceu 7,5% e o consumo 8,2%.<\/p>\n<p>&#8220;Os anos mais fortes da crise, 2009 e 2010, s\u00e3o um pouco dif\u00edceis de se medir, mas os dois \u00faltimos anos mostram um momento espec\u00edfico da economia do pa\u00eds&#8221;, afirma Umbria.<\/p>\n<p>Os dados do consumo setorial de energia no ano passado mostram duas orienta\u00e7\u00f5es distintas, segundo Virginia Parente, professora do Instituto de Eletrot\u00e9cnica e Energia (IEE) da USP. Enquanto as fam\u00edlias projetam o consumo atual pensando nas condi\u00e7\u00f5es de vida no ano anterior, a ind\u00fastria olha para o futuro. Al\u00e9m disso, com o consumo puxando a economia nos \u00faltimos dois anos, e a exist\u00eancia de espa\u00e7o para o aumento da demanda por energia de fam\u00edlias que ainda est\u00e3o comprando os primeiros bens eletr\u00f4nicos, os n\u00fameros mostram um &#8220;descasamento entre os setores.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Um fator importante \u00e9 que o consumo m\u00e9dio das fam\u00edlias brasileiras \u00e9 menor do que o de economias desenvolvidas. Mesmo sem o PIB crescer muito, h\u00e1 espa\u00e7os para grandes aumentos no consumo de energia em com\u00e9rcio, servi\u00e7os e resid\u00eancias, j\u00e1 que ainda estamos passando por um processo de aumento de acesso a geladeiras, micro-ondas, ventiladores etc.&#8221;, afirma Virginia.<\/p>\n<p>Com a perda da participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria no crescimento do consumo interno verificada no \u00faltimo bi\u00eanio, a amplia\u00e7\u00e3o da economia brasileira \u00e9 puxada mais pelo setor de servi\u00e7os, que engloba o com\u00e9rcio. A professora da USP diz que isso ajuda tamb\u00e9m no descolamento, verificado no ano passado, da demanda de energia da ind\u00fastria em rela\u00e7\u00e3o aos outros setores.<\/p>\n<p>&#8220;Quanto menos peso da ind\u00fastria, menos consumo de energia \u00e9 demandada no crescimento do PIB, pois usa-se mais energia em atividade industrial do que em servi\u00e7os&#8221;, diz Virginia.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Pedidos de fal\u00eancia caem, mas cautela ainda prevalece<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Indicadores de solv\u00eancia das empresas brasileiras mostraram melhora gradual no \u00faltimo trimestre de 2012, com recuo dos pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial e das requisi\u00e7\u00f5es de fal\u00eancia na compara\u00e7\u00e3o com o terceiro trimestre do ano, segundo a Serasa Experian. Economistas, no entanto, veem os dados com cautela e observam que a receita das empresas continua a ser afetada pelo baixo ritmo de crescimento da atividade, com recupera\u00e7\u00e3o em velocidade bastante aqu\u00e9m da imaginada.<\/p>\n<p>A alta e resistente inadimpl\u00eancia dos consumidores e a queda das concess\u00f5es de cr\u00e9dito livre para pessoa jur\u00eddica tamb\u00e9m afetaram as companhias no ano passado. Em 2012, os pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial saltaram 47% e as fal\u00eancias requeridas 11%, de acordo com dados divulgados ontem pela Serasa.<\/p>\n<p>Segundo a Boa Vista Servi\u00e7os, o ano passado foi a primeira vez em que houve aumento das fal\u00eancias decretadas, de 8,3% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, desde a aprova\u00e7\u00e3o da Lei de Fal\u00eancias, em 2005.<\/p>\n<p>Para Carlos Henrique de Almeida, economista da Serasa, os pedidos de fal\u00eancia recuaram entre o terceiro e quarto trimestres mais por uma quest\u00e3o sazonal, em fun\u00e7\u00e3o do aumento das vendas com o Dia das Crian\u00e7as e o Natal, do que por causa da recupera\u00e7\u00e3o do crescimento dom\u00e9stico. Entre outubro e dezembro, foram registrados 427 pedidos de fal\u00eancia, 100 a menos do que o requerido no terceiro trimestre do ano passado. Na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo de 2011, no entanto, houve aumento de 2,9%.<\/p>\n<p>&#8220;As empresas tiveram mais encomendas no \u00faltimo trimestre por causa das festas de fim de ano, o que melhora a gera\u00e7\u00e3o de receita, mas \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o por causa da sazonalidade. Temos alguns setores, como bens de consumo, com sinais de recupera\u00e7\u00e3o, mas isso n\u00e3o se aplica de forma geral \u00e0 atividade&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Para Almeida, bancos mais seletivos na concess\u00e3o de cr\u00e9dito tamb\u00e9m prejudicaram a capacidade de financiamento das empresas. Nos c\u00e1lculos dessazonalizados e deflacionados pela LCA Consultores, a m\u00e9dia di\u00e1ria de concess\u00e3o de empr\u00e9stimos para pessoa jur\u00eddica caiu 2,5% entre outubro e novembro. No acumulado do ano at\u00e9 novembro, o recuo \u00e9 de 3%, afirma Wermeson Fran\u00e7a, economista da consultoria. Al\u00e9m disso, segundo Almeida, da Serasa, a desvaloriza\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio aumentou o passivo das empresas que tinham d\u00edvida em moeda estrangeira, o que pode ter agravado esse cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Fl\u00e1vio Calife, da Boa Vista Servi\u00e7os, nota que nos dados compilados pela institui\u00e7\u00e3o, houve tamb\u00e9m aumento expressivo das solicita\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o judicial, de 54,8% em 2012, na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. &#8220;Esste \u00e9 um pedido que parte da pr\u00f3pria empresa, em uma tentativa de reestruturar o neg\u00f3cio. Como as empresas est\u00e3o mais endividadas, esse instrumento foi mais utilizado&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>O baixo crescimento em 2012, em torno de 1%, \u00e9 um dos motivos para essa dificuldade, afirma Calife, mas em sua opini\u00e3o, a inadimpl\u00eancia persistentemente alta tamb\u00e9m afetou o fluxo de receitas dessas companhias, porque aumenta o calote tomado pelas empresas. Ontem, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) divulgou que a inadimpl\u00eancia no varejo avan\u00e7ou 1,9% em 2012 ante 2011.<\/p>\n<p>Para a economista do SPC Brasil, Ana Paula Bastos, apesar do avan\u00e7o, o indicador n\u00e3o \u00e9 preocupante. &#8220;O n\u00edvel de desemprego est\u00e1 baixo e os ganhos salariais t\u00eam crescido acima da infla\u00e7\u00e3o, o que possibilita ao consumidor ter maior controle sobre o or\u00e7amento e uma maior capacidade de quitar os d\u00e9bitos. &#8220;<\/p>\n<p>Para Almeida, da Serasa, os indicadores de solv\u00eancia das empresas devem melhorar gradualmente ao longo de 2013, reflexo da expectativa de acelera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica. &#8220;Os juros continuar\u00e3o baixos, e podemos esperar alguma redu\u00e7\u00e3o da inadimpl\u00eancia do consumidor. Isso se refletir\u00e1 de forma lenta e gradual no fluxo de caixa das empresas e, ent\u00e3o, nos indicadores de solv\u00eancia&#8221;, afirma. No entanto, como as perspectivas para 2013 j\u00e1 foram revistas para baixo e h\u00e1 bastante cautela por parte das empresas, essa retomada tamb\u00e9m ser\u00e1 mais lenta do que anteriormente previsto.<\/p>\n<p>Fran\u00e7a, da LCA, acredita que esses dados s\u00f3 devem refletir a melhora da atividade no segundo semestre do pr\u00f3ximo ano, j\u00e1 que h\u00e1 alguma defasagem entre recupera\u00e7\u00e3o e situa\u00e7\u00e3o de solv\u00eancia das empresas. Ainda assim, segundo Fran\u00e7a, a perspectiva de expans\u00e3o da economia e destravamento do cr\u00e9dito para as pessoas jur\u00eddicas melhorar\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito das companhias. Para Calife, da Boa Vista, o mercado de trabalho aquecido e o bom resultado esperado para o varejo devem levar os pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial a subir menos em 2013 que no ano anterior.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Calote cresceu 1,9% em 2012<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>A inadimpl\u00eancia do consumidor aumentou 1,9% em 2012, segundo dados divulgados ontem pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), que prev\u00ea para 2013 um ano mais fraco para o com\u00e9rcio varejista. Segundo a entidade, as vendas devem crescer 6,5% neste ano, depois de terem aumentado 9% em 2012.<\/p>\n<p>Apesar da expectativa de eleva\u00e7\u00e3o menor no faturamento, a entidade considera que o cen\u00e1rio \u00e9 positivo. \u201cO ano passado foi marcado por uma expans\u00e3o muito grande de consumo sustentada pelo trip\u00e9 renda, cr\u00e9dito e emprego, sendo que esses tr\u00eas fatores foram apoiados pela queda da taxa de juros. Com essa base de compara\u00e7\u00e3o, uma alta de 6,5% este ano pode ser considerada um resultado muito bom\u201d, afirmou Ana Paula Bastos, economista da confedera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2012, o \u00edndice de calote nas vendas do com\u00e9rcio aumentou pelo terceiro ano consecutivo. O indicador j\u00e1 havia subido 5,34% em 2011 e 2,85% em 2010. Para a confedera\u00e7\u00e3o, esse avan\u00e7o est\u00e1 ligado sobretudo ao crescimento da renda e ao consequente aumento do poder de compra da popula\u00e7\u00e3o. \u201cQuanto maior o consumo, maior a inadimpl\u00eancia\u201d, afirmou Ana Paula.<\/p>\n<p>De acordo com a economista, em 2012, o n\u00edvel do desemprego se manteve em um patamar baixo e os ganhos salariais ficaram \u00e0 frente da infla\u00e7\u00e3o, o que aumentou o poder de endividamento dos consumidores, sobretudo das classes C, D e E. \u201cPor\u00e9m, ainda falta educa\u00e7\u00e3o financeira. Muitos n\u00e3o est\u00e3o habituados a planejar o or\u00e7amentos e as \u00a0compras, e acabam consumindo por impulso, o que pode lev\u00e1-los a assumir d\u00e9bitos al\u00e9m de sua capacidade de pagamento\u201d, explicou.<\/p>\n<p>D\u00edvidas<\/p>\n<p>Os dados da CNDL mostram ainda que o n\u00famero de consultas para compras a prazo e para pagamentos com cheques subiu 6,75% em 2012, na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. O cancelamento de registros de calote tamb\u00e9m teve crescimento, de 0,43%. Em dezembro de 2012, o n\u00famero de registros cancelados aumentou 1,12% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2011. De acordo com a economista, isso j\u00e1 era esperado, porque os consumidores usam o 13\u00ba sal\u00e1rio para quitar d\u00edvidas. \u201c\u00c9 normal que as pessoas paguem suas d\u00edvidas no fim do ano para recuperar o cr\u00e9dito e entrar novamente no mercado de consumo a prazo\u201d, afirmou Ana Paula.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Nem mesmo fraqueza alem\u00e3 deve estimular corte de juros<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Haveria motivos para o Banco Central Europeu (BCE) cortar as taxas de juros ou tomar nova medida n\u00e3o convencional na reuni\u00e3o de hoje? Na opini\u00e3o da maioria das institui\u00e7\u00f5es financeiras consultadas pelo Valor, n\u00e3o. Mas h\u00e1 uma vertente de an\u00e1lise da regi\u00e3o do euro que ganhou mais for\u00e7a nas \u00faltimas semanas, amparada na fraca performance alem\u00e3 no quarto trimestre de 2012 e nas expectativas de crescimento p\u00edfio.<\/p>\n<p>Enquanto os n\u00fameros das economias perif\u00e9ricas mostravam-se desanimadores e o &#8220;motor&#8221; da Europa continuava a empurrar a economia da regi\u00e3o, as preocupa\u00e7\u00f5es eram voltadas para as condi\u00e7\u00f5es de financiamento dos &#8220;pa\u00edses-alvo&#8221; da crise. As atitudes do BCE, neste sentido, foram focadas na mitiga\u00e7\u00e3o da avers\u00e3o ao risco e no contorno dos piores cen\u00e1rios. Mas lenta e continuamente a crise afetou a Alemanha, levando o governo a projetar um crescimento de apenas 0,75% para o PIB do pa\u00eds em 2012, um tombo se considerado o resultado de 3,1% em 2011.<\/p>\n<p>Se o PIB alem\u00e3o crescer\u00e1 apenas 0,75% \u00e9 porque houve not\u00f3ria contra\u00e7\u00e3o no quarto trimestre, uma varia\u00e7\u00e3o negativa entre 0,8% e 1%, na vis\u00e3o do pr\u00f3prio BC alem\u00e3o. Em seu \u00faltimo relat\u00f3rio, de 17 de dezembro, o Bundesbank diz que &#8220;haver\u00e1 contra\u00e7\u00e3o not\u00e1vel no quarto trimestre&#8221; e que &#8220;n\u00e3o deve haver uma melhora significativa no in\u00edcio de 2013&#8221;. Al\u00e9m disso, &#8220;as perspectivas para as companhias se deterioraram diante da desacelera\u00e7\u00e3o global&#8221;. De fato, os indicadores recentemente divulgados corroboram esse cen\u00e1rio, como a queda das exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es e das encomendas \u00e0 ind\u00fastria. Por outro lado, tanto a infla\u00e7\u00e3o quanto a taxa de desemprego est\u00e3o historicamente baixos.<\/p>\n<p>Mexeu com a Alemanha, mexeu com o BCE? \u00c9 o que veremos, mas essa vari\u00e1vel deve estar na equa\u00e7\u00e3o do banco central, sem d\u00favida. O fato \u00e9 que o mercado n\u00e3o acredita em aprofundamento de expans\u00e3o de liquidez agora, j\u00e1 que desde o an\u00fancio do programa ilimitado de compra de ativos pelo ESM (Mecanismo Europeu de Estabiliza\u00e7\u00e3o), chamado de OMT, em setembro, a press\u00e3o do mercado sobre Espanha e It\u00e1lia diminuiu muito, derrubando os &#8220;yields&#8221; (retornos) de seus pap\u00e9is de 10 anos. E essa descompress\u00e3o foi s\u00f3 no an\u00fancio. Nenhum pa\u00eds solicitou formalmente um resgate, que incluiria condicionalidades, diferentemente do programa de compras anterior, o SMP.<\/p>\n<p>Os analistas dizem n\u00e3o acreditar que haver\u00e1 mais a\u00e7\u00f5es n\u00e3o convencionais pelo BCE por considerarem que tudo o que era necess\u00e1rio j\u00e1 foi feito pela autoridade monet\u00e1ria. A vis\u00e3o do presidente do Bundesbank, Jens Weidmann (tamb\u00e9m membro votante do BCE), \u00e9 diferente. Ele, que vem sendo um feroz cr\u00edtico dessas a\u00e7\u00f5es, atacou novamente o banco central na segunda, dizendo que o OMT \u00e9 desnecess\u00e1rio e contraprodutivo. Ademais, \u00e0 parte a cren\u00e7a de que a crise da zona do euro est\u00e1 longe de acabar, n\u00e3o caberia ao BCE decidir assuntos relacionados \u00e0 redistribui\u00e7\u00e3o dos riscos de solv\u00eancia na Europa, e sim aos formuladores de pol\u00edtica econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Do lado dos juros, uma queda adicional do patamar atual, de 0,75%, faria diferen\u00e7a? Levar a taxa de dep\u00f3sitos para o campo negativo (hoje \u00e9 zero) induziria os bancos a emprestarem mais?<\/p>\n<p>O que se sabe, tamb\u00e9m pela argumenta\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio presidente do BCE, Mario Draghi, na \u00faltima confer\u00eancia de imprensa, \u00e9 que o impacto do an\u00fancio do OMT nos spreads j\u00e1 foi muito maior do que um corte de juros poderia proporcionar a partir do baix\u00edssimo n\u00edvel atual das taxas. O cr\u00e9dito, por outro lado, j\u00e1 foi bombardeado por v\u00e1rias medidas de est\u00edmulo e outras adicionais, agora, talvez fossem pouco prof\u00edcuas.<\/p>\n<p>O Valor pesquisou a opini\u00e3o de 12 casas estrangeiras sobre esse tema: Bank of America Merril Lynch (BofA), BNP Paribas, Citi, Deutsche Bank, Goldman Sachs, HSBC, J.P. Morgan, Morgan Stanley, Nomura e UBS &#8211; todas em Londres -, Jefferies (NY) e Bank of Ireland (Dublin). Apenas duas (Morgan Stanley e Bank of Ireland) veem cortes agora na taxa de juros por conta da fraqueza da economia, e outras tr\u00eas (Citi, Deutsche e Jefferies) dizem que isso pode ocorrer ao longo do ano. Esse painel ficou inalterado em rela\u00e7\u00e3o ao levantamento anterior feito em dezembro.<\/p>\n<p>As demais institui\u00e7\u00f5es dizem que o cen\u00e1rio n\u00e3o mudou desde dezembro, portanto n\u00e3o haveria raz\u00e3o para alterar as taxas agora. Para o BNP, n\u00e3o haver\u00e1 corte de juros, mas a discuss\u00e3o desse tema estar\u00e1 na pauta do BCE, como ocorreu em dezembro. O banco tamb\u00e9m cr\u00ea que tornar a taxa de dep\u00f3sitos negativa parece muito improv\u00e1vel, uma vez que as consequ\u00eancias de tal a\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito incertas. J\u00e1 o Citi tem opini\u00e3o distinta. N\u00e3o v\u00ea recupera\u00e7\u00e3o da economia ao longo do ano e projeta, assim, dois cortes de 25 pontos-base (para 0,25%) e taxa negativa de dep\u00f3sitos (-0,25%).<\/p>\n<p>Em tempo: todas as institui\u00e7\u00f5es pesquisadas (Bank of Ireland foi a \u00fanica que n\u00e3o divulgou seu &#8220;call&#8221;) veem manuten\u00e7\u00e3o dos juros em 0,5% pelo Banco da Inglaterra (BoE) e nenhuma expans\u00e3o no programa de compra de ativos de 375 bilh\u00f5es de libras. Olhando os pr\u00f3ximos meses, apenas Citi e Morgan Stanley apostam em mais expans\u00e3o de liquidez em fun\u00e7\u00e3o da anemia econ\u00f4mica. O Citi, inclusive, v\u00ea a introdu\u00e7\u00e3o pelo BoE de uma orienta\u00e7\u00e3o temporal para a pol\u00edtica monet\u00e1ria (&#8220;forward rate guidance&#8221;), prometendo manter os juros baixos at\u00e9 meados de 2015.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Obama muda perfil no Tesouro e opta por expert em or\u00e7amento<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O presidente Barack Obama planeja indicar Jacob Lew como 76\u00ba secret\u00e1rio do Tesouro dos Estados Unidos, disse um membro do partido do governo, pondo o especialista da Casa Branca em or\u00e7amento num posto equivalente ao de ministro da Fazenda no inicio de um ano que promete duras batalhas fiscais no Congresso.<\/p>\n<p>Se aprovado pelo Senado, Lew substituiria Tim Geithner e traria uma mudan\u00e7a de perfil em rela\u00e7\u00e3o aos chefes do Tesouro recentes, j\u00e1 que ele \u00e9 mais conhecido como especialista em quest\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias e leal ao Partido Democrata, de Obama, do que como especialista em mercado financeiro bem relacionado no mundo dos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>A escolha indica que Obama se prepara para defender agressivamente suas metas de pol\u00edtica econ\u00f4mica no segundo mandato. Muitos pol\u00edticos do Partido Republicano, de oposi\u00e7\u00e3o, op\u00f5em-se \u00e0 insist\u00eancia da Casa Branca em aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o de impostos como parte de qualquer acordo para redu\u00e7\u00e3o futura do d\u00e9ficit, mas o apoio escancarado de Lew \u00e0 essa abordagem \u00e9 um sinal de que o Executivo, embora disposto a negociar, n\u00e3o vai ceder facilmente.<\/p>\n<p>Lew, de 57 anos, \u00e9 um veterano de batalhas or\u00e7ament\u00e1rias em Wa-shington, desde quando era auxiliar parlamentar de alto escal\u00e3o nos anos 80, experi\u00eancia que lhe ser\u00e1 \u00fatil na iminente queda de bra\u00e7o sobre o limite de endividamento do governo e uma poss\u00edvel reforma do c\u00f3digo tribut\u00e1rio.<\/p>\n<p>O desafio mais premente de Lew seria a necessidade do governo de elevar o teto de US$ 16,394 trilh\u00f5es da d\u00edvida do pa\u00eds. O Departamento do Tesouro j\u00e1 est\u00e1 usando medidas de emerg\u00eancia para impedir o pa\u00eds de se tornar inadimplente nas suas obriga\u00e7\u00f5es, mas esses recursos devem se esgotar entre meados de fevereiro e o come\u00e7o de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Se o limite n\u00e3o for aumentado logo, o governo poderia ficar sem dinheiro para pagar contas, gerando uma crise de d\u00edvida. A Casa Branca e o Congresso tamb\u00e9m planejam mudan\u00e7as profundas na cobran\u00e7a de impostos e nos gastos p\u00fablicos neste ano, assuntos que v\u00e3o cair direto no colo de Lew.<\/p>\n<p>Lew, que \u00e9 conhecido em Washington como &#8220;Jack&#8221;, j\u00e1 foi diretor operacional da Universidade de Nova York, trabalhou em duas divis\u00f5es do Citigroup e no Departamento de Estado. Desde janeiro de 2012, ele \u00e9 chefe de Gabinete da Casa Branca. Lew come\u00e7ou como assistente de congressistas nos anos 70 e 80. No governo de Bill Clinton (1993-2001), foi diretor do Escrit\u00f3rio de Administra\u00e7\u00e3o e Or\u00e7amento, um posto-chave na Casa Branca, lidando com assuntos que iam desde lixo nuclear at\u00e9 a retirada das tropas do B\u00e1ltico.<\/p>\n<p>Muitos republicanos passaram a ver Lew como competente, embora r\u00edgido, ap\u00f3s o terem enfrentado nas batalhas sobre o or\u00e7amento. Ele bateu de frente com assessores dos senadores republicanos em 2011, na disputa sobre aumentar ou n\u00e3o o teto da d\u00edvida. Alguns republicanos acharam que ele n\u00e3o estava disposto a fazer concess\u00f5es para chegar a um acordo.<\/p>\n<p>&#8220;Ele \u00e9 um cara dif\u00edcil para negociar&#8221;, diz o ex-senador Judd Gregg, republicano que lidou bastante com Lew em assuntos or\u00e7ament\u00e1rios quando estava no Congresso. &#8220;Ele tem suas posi\u00e7\u00f5es e n\u00e3o gosta de ceder muito terreno, embora seja uma pessoa muito boa.&#8221;<\/p>\n<p>Espera-se que Lew seja confirmado pelo Senado, salvo imprevistos em sua sabatina, segundo dois assessores republicanos.<\/p>\n<p>Os partid\u00e1rios de Lew o descrevem como acess\u00edvel e observam que ele atuou nos acordos or\u00e7ament\u00e1rios no governo Clinton que levaram a super\u00e1vits depois de negociados com os republicanos.<\/p>\n<p>Lew \u00e9 menos conhecido em Wall Street do que muitos dos seus antecessores, apesar de ter nascido em Nova York e trabalhado no Citigroup. Seu relacionamento com o setor financeiro dever\u00e1 ser um desafio para ele nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>Talvez a presen\u00e7a recente de l\u00edderes empresariais na Casa Branca nas \u00faltimas semanas, para discutir o acordo de corte do d\u00e9ficit, ajude Lew no contato com executivos. Ele participou de muitas reuni\u00f5es na Casa Branca com CEOs e tem uma rede de contatos empresariais que data do governo Clinton.<\/p>\n<p>Geithner entrou no governo em 2009 e esteve envolvido em uma crise depois da outra. Ele ajudou a conceber a resposta do governo \u00e0 crise financeira, atuou na aprova\u00e7\u00e3o de reformas nas regulamenta\u00e7\u00f5es financeiras, a Lei Dodd-Frank, e foi uma figura fundamental nas batalhas pol\u00edticas em torno de teto da d\u00edvida em 2011 e do abismo fiscal em 2012. Ele tamb\u00e9m dedicou grande parte do seu tempo a assuntos externos, inclusive as san\u00e7\u00f5es ao Ir\u00e3, a crise fiscal da Europa e as preocupa\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o do yuan, a moeda chinesa.<\/p>\n<p>Geithner foi presidente do Banco Central de Nova York antes de ir para o Departamento do Tesouro, levando com ele muitos contatos em Wall Street e nos mercados, coisa que Lew pode n\u00e3o ter.<\/p>\n<p>Mas Lew passou d\u00e9cadas pr\u00f3ximo do ex-Secret\u00e1rio do Tesouro Robert Rubin e os \u00faltimos quatro anos pr\u00f3ximo de Geithner, o que certamente deu a ele uma vis\u00e3o interna de como o \u00f3rg\u00e3o opera e da gama de assuntos com que o chefe do Tesouro tem que lidar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nValor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4165\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4165","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-15b","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4165","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4165"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4165\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4165"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4165"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4165"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}