{"id":4167,"date":"2013-01-11T18:42:19","date_gmt":"2013-01-11T18:42:19","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4167"},"modified":"2013-01-11T18:42:19","modified_gmt":"2013-01-11T18:42:19","slug":"perda-do-valor-das-eletricas-na-bolsa-chega-a-r-37-bi-em-4-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4167","title":{"rendered":"Perda do valor das el\u00e9tricas na Bolsa chega a R$ 37 bi em 4 meses"},"content":{"rendered":"\n<p>As empresas de capital aberto do setor de energia perderam R$ 37,23 bilh\u00f5es em valor de mercado desde 6 de setembro, quando o governo anunciou que iria reduzir as tarifas de luz neste ano, segundo a consultoria Economatica.<\/p>\n<p>As 34 empresas valiam R$ 206,4 bilh\u00f5es na Bolsa em setembro, sendo que no \u00faltimo dia 10 o valor de mercado delas &#8211;n\u00famero determinado pelo pre\u00e7o de negocia\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es&#8211; passou para R$ 169,17 bilh\u00f5es, queda de 18%.<\/p>\n<p>Segundo a Economatica, a empresa com a maior queda nominal de valor de mercado \u00e9 a Cemig. Em 6 de setembro, a empresa valia R$ 28,42 bilh\u00f5es, j\u00e1 no dia 10 de janeiro passou para R$ 18,56 bilh\u00f5es, queda de R$ 9,85 bilh\u00f5es ou 34,67%.<\/p>\n<p>J\u00e1 a empresa com a maior queda percentual \u00e9 a Eletrobras, com queda de 48,46%. O valor de mercado da empresa foi de R$ 19,22 bilh\u00f5es, em setembro, para R$ 9,9 bilh\u00f5es no dia 10 de janeiro.<\/p>\n<p>Das 34 empresas analisadas, dez t\u00eam valor de mercado inferior ao seu patrim\u00f4nio liquido (a medida de quanto vale uma empresa, considerando a soma de seus ativos e descontando suas d\u00edvidas).<\/p>\n<p>A Eletrobras \u00e9 a empresa que tem a menor rela\u00e7\u00e3o: o valor de mercado da empresa \u00e9 de R$ 9,90 bilh\u00f5es ante patrim\u00f4nio liquido de R$ 79,58 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Vale dizer que o mercado esta pagando somente 12,45% do que a empresa vale efetivamente&#8221;, diz a consultoria em nota.<\/p>\n<p>De acordo com a Economatica, a rela\u00e7\u00e3o consolidada do setor com este indicador \u00e9 de 94,22%. Isso significa que o mercado est\u00e1 pagando pelas empresas do setor de energia el\u00e9trica 5,78% a menos do que elas valem.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Procura por cr\u00e9dito \u00e9 a menor desde 2007, aponta Serasa<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Estado<\/p>\n<p>O n\u00famero de pessoas que buscaram cr\u00e9dito em todo o Pa\u00eds recuou 3,1% no acumulado em 12 meses at\u00e9 dezembro de 2012, na compara\u00e7\u00e3o com mesmo per\u00edodo de 2011. O resultado divulgado nesta sexta, 11, pela Serasa Experian, foi o pior desempenho anual de toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica do Indicador da Demanda do Consumidor por Cr\u00e9dito, iniciada em 2007.<\/p>\n<p>O pior desempenho foi verificado em 2009, com queda de 1,2% &#8211; at\u00e9 ent\u00e3o \u00fanico ano de decl\u00ednio do dado. Naquele ano, segundo a institui\u00e7\u00e3o, &#8220;a economia brasileira experimentou um per\u00edodo recessivo por conta dos reflexos da crise financeira internacional deflagrada em setembro de 2008&#8221;.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o de dezembro com novembro de 2012, houve alta de 0,3%.<\/p>\n<p>A demanda do consumidor por cr\u00e9dito apresentou dois comportamentos distintos em 2012: queda nos tr\u00eas primeiros trimestres e in\u00edcio da recupera\u00e7\u00e3o a partir do \u00faltimo trimestre do ano. O indicador caiu 6,8% no primeiro trimestre, 7,9% no segundo e 3,1% no terceiro; no quarto trimestre, no entanto, houve alta de 6%.<\/p>\n<p>Os economistas da empresa observaram que o recuo nos primeiros nove meses de 2012 foi determinado pela escalada da inadimpl\u00eancia e pelos elevados graus de endividamento e de comprometimento da renda do consumidor.<\/p>\n<p>A queda acumulada da demanda do consumidor por cr\u00e9dito em 2012 ocorreu nas regi\u00f5es Sul (-5,6%), Centro-Oeste (-4,4%) e Sudeste (-4,2%). J\u00e1 a expans\u00e3o do indicador se deu no Norte (4,8%) e Nordeste (1,7%).<\/p>\n<p>Renda<\/p>\n<p>Apenas os consumidores que ganham at\u00e9 R$ 500 por m\u00eas registraram eleva\u00e7\u00e3o da demanda por cr\u00e9dito no acumulado em 12 meses at\u00e9 dezembro de 2012: alta de 4,9% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2011. Houve queda para quem ganha entre R$ 500 e R$ 1 mil mensais (-3,4%), entre R$ 1 mil e R$ 2 mil (-4,1%), entre R$ 2 mil e R$ 5 mil (-5,4%), entre R$ 5 mil e R$ 10 mil (-5,6%) e entre quem ganha mais de R$ 10 mil por m\u00eas (-5,2%).<\/p>\n<hr \/>\n<p>o ritmo atual, SP levaria 172 anos para ter metr\u00f4 como o de Londres<\/p>\n<p>BBC Brasil<\/p>\n<p>O metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo, o mais antigo do Brasil, precisaria de mais 172 anos, seguindo a m\u00e9dia de expans\u00e3o anual desde sua inaugura\u00e7\u00e3o, para chegar \u00e0 extens\u00e3o atual do metr\u00f4 de Londres, o mais antigo do mundo, que completou 150 anos nesta semana.<\/p>\n<p>O c\u00e1lculo foi feito pela BBC Brasil com base nos dados de extens\u00e3o atual dos sistemas e dos anos de exist\u00eancia de cada um. O sistema da capital paulista, inaugurado em 1974, tem hoje 74,3 quil\u00f4metros de extens\u00e3o &#8211; numa m\u00e9dia de expans\u00e3o de 1,91 quil\u00f4metro por ano. O metr\u00f4 de Londres, em opera\u00e7\u00e3o desde janeiro de 1863, tem uma expans\u00e3o m\u00e9dia de 2,68 quil\u00f4metros por ano.<\/p>\n<p>Se esse ritmo de expans\u00e3o do metr\u00f4 paulistano fosse mantido ao longo de 150 anos a partir de sua inaugura\u00e7\u00e3o, a rede chegaria a uma extens\u00e3o total de 286 quil\u00f4metros, ou 71% da extens\u00e3o atingida pelo metr\u00f4 londrino no mesmo per\u00edodo de tempo.<\/p>\n<p>A maioria dos outros sistemas de metr\u00f4 brasileiros tem um quadro ainda pior do que o de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O \u00fanico sistema com ritmo m\u00e9dio de expans\u00e3o mais acelerado do que o de Londres \u00e9 o de Bras\u00edlia, inaugurado em 2001 e que conta atualmente com 42,4 quil\u00f4metros de extens\u00e3o. Nesse per\u00edodo, o metr\u00f4 se expandiu a um ritmo de 3,53 quil\u00f4metros por ano e precisaria de apenas mais 102 anos para chegar aos 402 quil\u00f4metros atuais do metr\u00f4 de Londres.<\/p>\n<p>Segundo os c\u00e1lculos feitos pela BBC Brasil, o metr\u00f4 do Rio de Janeiro precisaria de mais 300 anos para chegar \u00e0 extens\u00e3o atual do metr\u00f4 de Londres, o de Recife precisaria de 257 anos, o de Porto Alegre, 305 anos, o de Belo Horizonte, 358 anos, e o de Teresina, 641 anos.<\/p>\n<p>Quest\u00f5es t\u00e9cnicas<\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o n\u00e3o levou em considera\u00e7\u00e3o o tempo de constru\u00e7\u00e3o dos sistemas antes da inaugura\u00e7\u00e3o &#8211; o de Bras\u00edlia, por exemplo, ficou em obras por nove anos antes da abertura ao p\u00fablico e teve sua inaugura\u00e7\u00e3o prevista adiada v\u00e1rias vezes.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o foram consideradas outras quest\u00f5es t\u00e9cnicas como a dificuldade de constru\u00e7\u00e3o em cada terreno, exig\u00eancias legais e ambientais de cada local que podem atrasar ou acelerar as obras e as realidades de cada cidade em rela\u00e7\u00e3o a popula\u00e7\u00e3o, \u00e1rea e necessidades de transporte.<\/p>\n<p>Os dados comparados pela BBC Brasil indicam ainda uma diferen\u00e7a no ritmo de expans\u00e3o se for considerado o n\u00famero de esta\u00e7\u00f5es abertas desde a inaugura\u00e7\u00e3o da rede. O metr\u00f4 de Londres tem um total de 270 esta\u00e7\u00f5es &#8211; uma m\u00e9dia de 1,8 esta\u00e7\u00e3o aberta por ano de exist\u00eancia.<\/p>\n<p>O metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo, com 64 esta\u00e7\u00f5es, teve 1,64 esta\u00e7\u00e3o aberta a cada ano &#8211; o segundo maior ritmo de abertura de esta\u00e7\u00f5es entre os metr\u00f4s brasileiros, atr\u00e1s somente do de Bras\u00edlia, com duas esta\u00e7\u00f5es aberta por ano de exist\u00eancia.<\/p>\n<p>O metr\u00f4 do Rio de Janeiro abriu em m\u00e9dia 1,03 esta\u00e7\u00e3o por ano, o de Recife abriu 1 esta\u00e7\u00e3o por ano, o de Porto Alegre 0,71 esta\u00e7\u00e3o por ano, o de Belo Horizonte abriu 0,70 esta\u00e7\u00e3o por ano e o de Teresina, que tem apenas nove esta\u00e7\u00f5es, abriu 0,38 esta\u00e7\u00e3o a cada ano de exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Compara\u00e7\u00e3o global<\/p>\n<p>O mau desempenho do desenvolvimento dos sistemas de metr\u00f4 brasileiros fica ainda mais evidente quando eles s\u00e3o comparados em uma lista de todas as redes de metr\u00f4 em funcionamento no mundo. Para a compara\u00e7\u00e3o, foram descartados os sistemas inaugurados h\u00e1 menos de dez anos, para reduzir os riscos de desvios estat\u00edsticos.<\/p>\n<p>A lista compilada pela BBC Brasil indica que o metr\u00f4 de Xangai, na China, inaugurado em 1995, \u00e9 o que tem o maior ritmo de expans\u00e3o m\u00e9dia do mundo, com 24,3 quil\u00f4metros e 16,2 esta\u00e7\u00f5es inaugurados a cada ano.<\/p>\n<p>O sistema de Xangai, com 437 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, j\u00e1 ultrapassou a extens\u00e3o do metr\u00f4 de Londres e levou apenas 16,6 anos desde sua abertura para atingir o tamanho da rede da capital brit\u00e2nica.<\/p>\n<p>Inaugurado em 2002, o metr\u00f4 da capital da \u00cdndia, Nova D\u00e9li, tem a segunda maior m\u00e9dia de expans\u00e3o mundial, com uma m\u00e9dia de 17,6 quil\u00f4metros abertos por ano. Em menos de 11 anos, o metr\u00f4 de Nova D\u00e9li j\u00e1 tem mais que o dobro da extens\u00e3o do metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo, com 193 quil\u00f4metros de linhas no total.<\/p>\n<p>O metr\u00f4 de Seul, na Coreia do Sul, foi inaugurado no mesmo ano que o de S\u00e3o Paulo &#8211; 1974 -, mas sua expans\u00e3o m\u00e9dia em seus quase 39 anos de exist\u00eancia \u00e9 a terceira maior do mundo, com 14,33 quil\u00f4metros abertos a cada ano. Com isso, a cidade tem hoje a maior rede do mundo, com 558,9 quil\u00f4metros de extens\u00e3o.<\/p>\n<p>Em seu ritmo m\u00e9dio de expans\u00e3o desde a inaugura\u00e7\u00e3o, o metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo ainda precisaria de mais 254 anos para chegar \u00e0 extens\u00e3o atingida pelo metr\u00f4 de Seul em menos de quatro d\u00e9cadas. Mesmo a rede de Bras\u00edlia, que tem a maior m\u00e9dia de expans\u00e3o entre os sistemas brasileiros, precisaria ainda de mais 146 anos para se igualar \u00e0 rede atual da capital sul-coreana.<\/p>\n<p>Entre os sistemas de metr\u00f4 em pa\u00edses latino-americanos, o da Cidade do M\u00e9xico, inaugurado em 1969, \u00e9 o de maior extens\u00e3o, com 226 quil\u00f4metros de linhas no total e o d\u00e9cimo maior ritmo de expans\u00e3o do mundo, com 5,14 quil\u00f4metros a mais em m\u00e9dia por ano.<\/p>\n<p>Mas a compara\u00e7\u00e3o indica ainda que a expans\u00e3o das redes de metr\u00f4 \u00e9 irregular. O sistema mais antigo da Am\u00e9rica Latina, em Buenos Aires, que completa neste ano seu centen\u00e1rio, tem hoje apenas 48,5 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, com um ritmo de expans\u00e3o m\u00e9dio de 0,68 quil\u00f4metro por ano.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Infla\u00e7\u00e3o da baixa renda avan\u00e7a 0,76% em dezembro<\/p>\n<p>Agencia Estado<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o percebida pelas fam\u00edlias de baixa renda acelerou no m\u00eas de dezembro, segundo o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor &#8211; Classe 1 (IPC-C1), usado para mensurar o impacto da movimenta\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os entre fam\u00edlias com renda mensal entre 1 e 2,5 sal\u00e1rios m\u00ednimos. O indicador subiu 0,76% no m\u00eas passado, ap\u00f3s avan\u00e7ar 0,44% em novembro. Com o resultado, o \u00edndice acumula alta de 6,90% no ano, taxa que coincide com a de 12 meses, informou nesta sexta-feira a Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV).<\/p>\n<p>A taxa do IPC-C1 em dezembro ficou acima da infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dia apurada entre as fam\u00edlias mais abastadas, com renda mensal entre 1 e 33 sal\u00e1rios m\u00ednimos, medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor &#8211; Brasil (IPC-BR). Este indicador mostrou alta de 0,66% em dezembro. A taxa de infla\u00e7\u00e3o acumulada neste ano no IPC-C1 foi maior tamb\u00e9m do que a apresentada para o mesmo per\u00edodo pelo IPC-BR, que subiu 5,74% no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Tr\u00eas das oito classes de despesa componentes do IPC-C1 apresentaram acr\u00e9scimos em suas taxas de varia\u00e7\u00e3o: os grupos Alimenta\u00e7\u00e3o (0,47% para 1,40%), Transportes (0,01% para 0,34%) e Despesas Diversas (0,39% para 1,50%). Nesses grupos, os destaques partiram dos itens: hortali\u00e7as e legumes (-9,39% para 3,53%), tarifa de t\u00e1xi (0,00% para 11,27%) e cigarros (0,49% para 3,18%).<\/p>\n<p>Apresentaram decr\u00e9scimo em suas taxas de varia\u00e7\u00e3o os grupos Habita\u00e7\u00e3o (0,53% para 0,42%), Vestu\u00e1rio (1,05% para 0,90%), Comunica\u00e7\u00e3o (0,25% para 0,03%), Sa\u00fade e Cuidados Pessoais (0,43% para 0,42%) e Educa\u00e7\u00e3o, Leitura e Recrea\u00e7\u00e3o (0,36% para 0,35%). Nestas classes de despesa as principais influ\u00eancias partiram dos itens tarifa de eletricidade residencial (1,27% para 0,72%), cal\u00e7ados (0,85% para -0,01%), tarifa de telefone m\u00f3vel (0,81% para 0,07%), medicamentos em geral (0,21% para 0,05%) e passagem a\u00e9rea (8,88% para 5,59%).<\/p>\n<hr \/>\n<p>Com soja, agricultura pode voltar a liderar exporta\u00e7\u00f5es em 2013<\/p>\n<p>BBC Brasil<\/p>\n<p>A expectativa de que em 2013 o Brasil colha uma safra recorde de soja e a volatilidade nos pre\u00e7os do min\u00e9rio de ferro podem fazer com que um produto agr\u00edcola volte a dominar a pauta de exporta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica) nesta quarta-feira indicam que, neste ano, a safra brasileira de soja deve crescer 25,3%, recuperando-se do mau desempenho causado pela seca em regi\u00f5es produtoras em 2012.<\/p>\n<p>Como os pre\u00e7os da oleaginosa est\u00e3o elevados no mercado mundial, em raz\u00e3o das previs\u00f5es de queda na produ\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos, as exporta\u00e7\u00f5es devem gerar receita recorde para o Brasil.<\/p>\n<p>Segundo a Ag\u00eancia de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), essas vendas alcan\u00e7ar\u00e3o US$ 31,5 bilh\u00f5es neste ano, ultrapassando as receitas que devem ser geradas pela exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro (US$ 29,5 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>A \u00faltima vez que as exporta\u00e7\u00f5es do chamado &#8220;complexo da soja&#8221; (que incluem gr\u00e3os, farelo e \u00f3leo de soja) superaram as de min\u00e9rio de ferro no Brasil ocorreu em 2009, quando, ainda no in\u00edcio da crise econ\u00f4mica mundial, os pre\u00e7os do metal despencaram.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, gra\u00e7as \u00e0 retomada parcial do apetite das sider\u00fagicas chinesas, o min\u00e9rio de ferro voltou a se valorizar e a liderar a lista de principais produtos exportados pelo Brasil.<\/p>\n<p>Em 2013, por\u00e9m, incertezas quanto ao desempenho do setor sider\u00fargico chin\u00eas tornam dif\u00edcil prever qual ser\u00e1 o pre\u00e7o m\u00e9dio do bem.<\/p>\n<p>Enquanto algumas institui\u00e7\u00f5es, entre as quais o banco Goldman Sachs, avaliam que a cota\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio de ferro se manter\u00e1 pr\u00f3xima da valoriza\u00e7\u00e3o de 80% conquistada desde outubro, a AEB e a Consultoria Tend\u00eancias acreditam que o pre\u00e7o atual \u00e9 insustent\u00e1vel e cair\u00e1.<\/p>\n<p>&#8220;Essa queda permitir\u00e1 \u00e0 soja ultrapassar o min\u00e9rio de ferro. Mas se o metal mantiver o pre\u00e7o, continuar\u00e1 sendo principal produto de exporta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds&#8221;, diz \u00e0 BBC Brasil o presidente da AEB, Jos\u00e9 Augusto de Castro.<\/p>\n<p>Clique Leia tamb\u00e9m: Ambientalistas tentam minimizar impacto da expans\u00e3o da soja<\/p>\n<p>Debate<\/p>\n<p>Capaz ou n\u00e3o de deixar para tr\u00e1s o min\u00e9rio de ferro em 2013, o resultado da soja neste ano joga luz sobre um velho debate entre economistas brasileiros: deve-se comemorar o desempenho do setor ou condenar que produtos prim\u00e1rios \u2013 que tamb\u00e9m englobam o min\u00e9rio de ferro \u2013 liderem as exporta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds?<\/p>\n<p>&#8220;Quando voc\u00ea analisa o valor da receita (gerada pela venda de soja), comemora. Quando compara a qualidade da exporta\u00e7\u00e3o, fica preocupado&#8221;, diz Castro.<\/p>\n<p>Hoje, segundo a AEB, 70% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras s\u00e3o compostas por commodities (mat\u00e9rias-primas), bens sobre os quais o Brasil n\u00e3o det\u00e9m qualquer controle de pre\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8220;Nossa preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 que o Brasil exporte muita commodity, \u00e9 que s\u00f3 exporte commodity. Ficamos ao sabor da sa\u00fade financieira do mundo: se ele vai bem, ficamos bem, se vai mal, ficamos mal&#8221;, afirma ele.<\/p>\n<p>Segundo Castro, em tempos de crise econ\u00f4mica global, quando h\u00e1 maior volatilidade nos pre\u00e7os de produtos b\u00e1sicos, a concentra\u00e7\u00e3o desses bens na pauta de exporta\u00e7\u00f5es torna especialmente dif\u00edcil prever receitas e planejar investimentos. &#8220;Tanto \u00e9 assim que o governo brasileiro n\u00e3o tem proje\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o para 2013.&#8221;<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es s\u00e3o fundamentais para a sa\u00fade financeira de um governo, j\u00e1 que que irrigam os bancos nacionais com moeda estrangeira, permitindo o pagamento de d\u00edvidas externas e de importa\u00e7\u00f5es e a cria\u00e7\u00e3o de reservas em moeda forte.<\/p>\n<p>&#8220;Equilibrar as exporta\u00e7\u00f5es de commodity e de produtos industrializados \u00e9 uma forma de mitigar riscos e fazer planejamento. As manufaturas, al\u00e9m de gerarem mais receitas, t\u00eam uma volatilidade menor de pre\u00e7os&#8221;, diz Castro.<\/p>\n<p>Impostos<\/p>\n<p>Mesmo no caso da soja, afirma ele, o Brasil tira menos proveito do que poderia caso industrializasse o produto.<\/p>\n<p>Hoje, cerca de 70% da soja produzida pelo Brasil \u00e9 vendida em gr\u00e3os, 28% em farelo e 2% em \u00f3leo. O pre\u00e7o da tonelada do \u00f3leo de soja \u00e9 mais do que duas vezes maior do que a tonelada do gr\u00e3o ou do farelo.<\/p>\n<p>&#8220;Se em vez de soja em gr\u00e3o export\u00e1ssemos o \u00f3leo de soja, como faz a Argentina, gerar\u00edamos mais receita e mais empregos qualificados.&#8221;<\/p>\n<p>O presidente da AEB diz, por\u00e9m, que o sistema tribut\u00e1rio brasileiro indiretamente estimula a exporta\u00e7\u00e3o do produto bruto, uma vez que a industrializa\u00e7\u00e3o resultaria na cobran\u00e7a de impostos que baixariam as margens de lucro dos produtores.<\/p>\n<p>Para o engenheiro agr\u00f4nomo Leonardo Machado, t\u00e9cnico da Faeg (Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria de Goi\u00e1s), mesmo que exportada em gr\u00e3os, a soja gera benef\u00edcios em cadeia para a economia brasileira.<\/p>\n<p>Ele diz que o plantio e escoamento da oleaginosa movimenta a economia das regi\u00f5es produtoras, ao requerer a compra de m\u00e1quinas e caminh\u00f5es, criar empregos, estimular investimentos imobili\u00e1rios e recolher impostos.<\/p>\n<p>Machado atribui o sucesso da soja a tr\u00eas fatores principais: a oferta de cr\u00e9dito aos produtores, o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico no setor e a forte demanda externa pelo produto (principalmente da China), que facilita a comercializa\u00e7\u00e3o do produto.<\/p>\n<p>Trajet\u00f3ria<\/p>\n<p>Ele conta que, no Brasil, a soja come\u00e7ou a ser produzida em escala comercial nos anos 60, no Rio Grande do Sul, quando um programa governamental estimulava que produtores de trigo tamb\u00e9m plantassem a oleaginosa.<\/p>\n<p>&#8220;Eles acabaram se especializando na soja e, nas d\u00e9cadas seguintes, migraram para o Sudeste, Centro Oeste e, nos \u00faltimos anos, tamb\u00e9m ao Norte e Nordeste.&#8221;<\/p>\n<p>O avan\u00e7o do setor nesse per\u00edodo, diz ele, teve participa\u00e7\u00e3o fundamental de empresas multinacionais e da Embrapa, que desenvolveram variedades de soja adapt\u00e1veis ao Cerrado, onde a produ\u00e7\u00e3o nacional hoje se concentra, al\u00e9m de plantadeiras e colheitadeiras.<\/p>\n<p>Para Machado, a produ\u00e7\u00e3o poderia se expandir ainda mais, sem prejudicar outras lavouras nem desmatar novas \u00e1reas, se houvesse melhores condi\u00e7\u00f5es de transporte.<\/p>\n<p>Hoje, estima-se que at\u00e9 75% dos gastos com o transporte da soja colhida em Mato Grosso, maior produtor nacional, e vendida para a China sejam consumidos em deslocamentos rodovi\u00e1rios da \u00e1rea de cultivo at\u00e9 o porto brasileiro onde a carga \u00e9 embarcada.<\/p>\n<p>&#8220;A soja n\u00e3o \u00e9 um produto para ser transportado em caminh\u00f5es, mas sim em trens ou barcos&#8221;, defende Castro, da AEB. &#8220;Quando a cota\u00e7\u00e3o est\u00e1 alta, o custo do frete interno \u00e9 absorvido, mas, se amanh\u00e3 o pre\u00e7o da soja cair, podemos ficar sem condi\u00e7\u00f5es de exportar.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Folha Online\n<a 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