{"id":4177,"date":"2013-01-14T19:40:24","date_gmt":"2013-01-14T19:40:24","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4177"},"modified":"2013-01-14T19:40:24","modified_gmt":"2013-01-14T19:40:24","slug":"oferta-de-energia-complica-ano-ja-dificil-para-o-investimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4177","title":{"rendered":"Oferta de energia complica ano j\u00e1 dif\u00edcil para o investimento"},"content":{"rendered":"\n<p>A crise do investimento foi a principal frustra\u00e7\u00e3o de 2012, mas o governo encerrou o ano prevendo uma forte recupera\u00e7\u00e3o dos gastos com m\u00e1quinas e em obras de infraestrutura em 2013. Essa cren\u00e7a j\u00e1 era partilhada por poucos analistas. Agora, dizem eles, a atual crise energ\u00e9tica vai refor\u00e7ar a tend\u00eancia de cautela na retomada dos investimentos produtivos.<\/p>\n<p>Enquanto o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem defendido que os incentivos recentes visam avan\u00e7o de 8% da Forma\u00e7\u00e3o Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida das contas nacionais do que se investe em m\u00e1quinas e constru\u00e7\u00e3o civil) este ano, economistas ouvidos pelo Valor trabalham com alta bem mais modesta &#8211; perto de 4%, na m\u00e9dia -, a despeito da intensa queda do custo de capital, dos juros reais negativos para a compra de m\u00e1quinas e de outras medidas de car\u00e1ter mais estrutural que poderiam reanimar decis\u00f5es de investir, como o corte nas tarifas de energia el\u00e9trica e a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos.<\/p>\n<p>Pesam contra um ambiente prop\u00edcio \u00e0 retomada dos projetos produtivos, a perspectiva de lenta recupera\u00e7\u00e3o global e a avalia\u00e7\u00e3o de parte dos agentes de que vigora um maior intervencionismo do Estado na economia. Esse cen\u00e1rio de incertezas foi exarcebado pela crise energ\u00e9tica e refor\u00e7ou a percep\u00e7\u00e3o de que a retomada da ind\u00fastria ser\u00e1 t\u00edmida e se dar\u00e1 em cima da capacidade instalada j\u00e1 existente, dado que o setor opera com n\u00edvel de ociosidade relativamente elevado. Apesar de o risco de racionamento de eletricidade ser considerado baixo, diz Br\u00e1ulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores, essa possibilidade pode diminuir a confian\u00e7a do empresariado e adiar decis\u00f5es de investir.<\/p>\n<p>Impulsionada pelos incentivos do governo, Borges mant\u00e9m expectativa otimista para a forma\u00e7\u00e3o de capital f\u00edsico, com base no aumento do n\u00fameros de consultas ao BNDES e na demanda maior relatada por fabricantes de bens de capital, mas afirma que a quest\u00e3o energ\u00e9tica pode frustrar a forte alta de 8,8% esperada para o investimento em 2013. &#8220;O risco de racionamento \u00e9 pequeno, mas o risco de que essa discuss\u00e3o tenha impacto sobre a confian\u00e7a e o investimento \u00e9 bem maior&#8221;, avalia. &#8220;Isso s\u00f3 n\u00e3o respinga sobre toda a FBCF porque os investimentos em infraestrutura v\u00e3o acontecer.&#8221;<\/p>\n<p>Para Andr\u00e9 Loes, economista-chefe do HSBC, a piora significativa do investimento tem como base o encarecimento do processo produtivo, uma quest\u00e3o que demanda a\u00e7\u00f5es mais profundas do governo, mas dois pontos conjunturais tamb\u00e9m tiveram peso negativo sobre a forma\u00e7\u00e3o bruta em 2012: o excesso de medidas &#8220;bem intencionadas&#8221; para reduzir os custos industriais, que, pela sua frequ\u00eancia elevada, acabaram gerando inseguran\u00e7a, e os resultados ruins da Petrobras, que teve suas margens apertadas e adiou sua agenda de investimentos.<\/p>\n<p>Segundo Loes, as interven\u00e7\u00f5es cambiais tamb\u00e9m podem ter afetado a importa\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas, por causarem incerteza quanto ao patamar do d\u00f3lar. Em 2013, o economista acredita que a deprecia\u00e7\u00e3o acelerada e os juros menores para a compra de bens de capital podem estimular empres\u00e1rios a investir, mas v\u00ea com ressalva a queda das tarifas de energia e a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos. &#8220;Vamos ver se o governo pode aparar algumas arestas e aumentar a confian\u00e7a do empresariado, de modo que o lado bom dessas medidas predomine&#8221;. Assim, o HSBC projeta que, ap\u00f3s queda de 2,2% da FBCF em 2012, o investimento ir\u00e1 subir 3,2% em 2013, o que \u00e9 compat\u00edvel com alta de 3% do PIB.<\/p>\n<p>&#8220;O governo est\u00e1 tentando atacar os custos muito altos de m\u00e3o de obra e de energia, mas continuamos com o mesmos problemas que n\u00e3o mudar\u00e3o de um ano para o outro&#8221;, diz Daniel Moreli Rocha, superintendente de tesouraria do Banco Indusval &amp; Partners (BI&amp;P), referindo-se \u00e0 baixa qualifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra e \u00e0 pouca competitividade da ind\u00fastria devido \u00e0 infraestrutura deficiente e aos altos sal\u00e1rios. Para Rocha, o governo precisa dar uma nova sinaliza\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica econ\u00f4mica, mais &#8220;pr\u00f3-mercado&#8221;, para que os investimentos decolem, o que considera pouco prov\u00e1vel. Ele prev\u00ea que o investimento crescer\u00e1 entre 3% e 4% este ano, com alta do PIB de 3,2%.<\/p>\n<p>O economista-chefe da MB Associados, S\u00e9rgio Vale, avalia que a &#8220;letargia reformista&#8221; atingiu seu \u00e1pice no governo Dilma, caracterizado por pol\u00edticas de curto prazo e por inger\u00eancia maior nos juros e no c\u00e2mbio. Esse &#8220;desmonte&#8221; em rela\u00e7\u00e3o a gest\u00f5es anteriores, em sua opini\u00e3o, foi decisivo para o per\u00edodo de baixo crescimento do investimento iniciado em 2011 e tamb\u00e9m determina um f\u00f4lego menor para a reacelera\u00e7\u00e3o da economia. &#8220;Vemos o Brasil com dificuldade de deslanchar e os investimentos tendem a diminuir por causa disso&#8221;. Para este ano, a consultoria projeta que o PIB ir\u00e1 crescer 3%, o que, segundo Vale, j\u00e1 est\u00e1 sendo visto como cen\u00e1rio otimista pelos clientes da MB.<\/p>\n<p>Mesmo entre analistas que veem os est\u00edmulos concedidos pelo governo como positivos e necess\u00e1rios diante da fraqueza da economia global, n\u00e3o h\u00e1 muito \u00e2nimo com o investimento. Para Fabio Silveira, s\u00f3cio-diretor da RC Consultores, n\u00e3o \u00e9 a inseguran\u00e7a jur\u00eddica nem a falta de vontade pol\u00edtica que est\u00e1 travando a forma\u00e7\u00e3o de capital f\u00edsico, mas sim a m\u00e1 situa\u00e7\u00e3o que o setor produtivo atravessa. Para 2012, o consenso de mercado \u00e9 que a produ\u00e7\u00e3o encerre o ano em n\u00edvel 2,3% abaixo do de 2011.<\/p>\n<p>Segundo Silveira, a ind\u00fastria, que representa mais de metade da FBCF, n\u00e3o ter\u00e1 motivos para investir mais em 2013 porque sua retomada ser\u00e1 modesta, j\u00e1 que as exporta\u00e7\u00f5es seguir\u00e3o prejudicadas por um aumento do protecionismo nas economias maduras, como reflexo do baixo crescimento. Baseada somente na demanda dom\u00e9stica, a expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o exigir\u00e1 aumento da capacidade instalada do setor. &#8220;Teremos mais uma vez um crescimento puxado pelo consumo das fam\u00edlias e do governo&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Embora com papel secund\u00e1rio, economistas apontam o travamento do cr\u00e9dito em fun\u00e7\u00e3o dos recordes dos \u00edndices de inadimpl\u00eancia e de endividamento como outra explica\u00e7\u00e3o para a freada da economia em 2012, problema que, antes das desonera\u00e7\u00f5es e da redu\u00e7\u00e3o for\u00e7ada dos spreads banc\u00e1rios, afetou o consumo de bens dur\u00e1veis. De janeiro a maio, m\u00eas em que come\u00e7ou a valer o IPI reduzido, as vendas de ve\u00edculos, motos, partes e pe\u00e7as recuaram 0,4% sobre igual per\u00edodo de 2011. Sem os incentivos fiscais, o ministro Mantega estimou que o consumo de autom\u00f3veis e linha branca teria sido entre 30% e 40% menor em 2012.<\/p>\n<p>O economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani, afirma que o comportamento ruim do investimento est\u00e1 conjunturalmente relacionado \u00e0 modera\u00e7\u00e3o do consumo dom\u00e9stico, dado que a falta de competitividade \u00e9 um problema de longo prazo da economia brasileira. &#8220;N\u00e3o d\u00e1 para separar bem esses efeitos. Como a quest\u00e3o da competitividade \u00e9 mais estrutural, tendo a dar mais import\u00e2ncia \u00e0 quest\u00e3o do cr\u00e9dito, que afetou o ciclo de crescimento no curto prazo.&#8221;<\/p>\n<p>Em 2013, Padovani avalia que todos os fatores de curto prazo que prejudicaram o crescimento em 2012 ir\u00e3o se reverter, tais como a volta ao normal da produ\u00e7\u00e3o de caminh\u00f5es ap\u00f3s a mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es que encareceu os ve\u00edculos, uma melhora das safras agr\u00edcolas e alguma recupera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito, o que, aliado a um cen\u00e1rio externo mais tranquilo e aos incentivos j\u00e1 dados \u00e0 economia, deve garantir expans\u00e3o de 3,5% para o PIB. A Votorantim estima que as concess\u00f5es de cr\u00e9dito ir\u00e3o avan\u00e7ar 3% reais neste ano, acima dos 2% previstos para 2012.<\/p>\n<p>Daniel Moreli Rocha, do BI&amp;P, nota que os balan\u00e7os trimestrais dos maiores bancos privados do pa\u00eds v\u00e3o na mesma dire\u00e7\u00e3o, indicando que foram afetados por calotes no segundo semestre, mas que, no in\u00edcio de 2013, suas carteiras de cr\u00e9dito estar\u00e3o mais saud\u00e1veis. Essa limpeza, caso confirmada, diz Rocha, abrir\u00e1 espa\u00e7o para um maior consumo das fam\u00edlias.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Revers\u00e3o no desemprego de longo prazo d\u00e1 \u00e2nimo aos EUA<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A profus\u00e3o de pessoas desempregadas por um longo tempo, um dos problemas mais prejudiciais e persistentes da economia americana, est\u00e1 finalmente dando sinais de melhora. Os desempregados de longo prazo &#8211; aqueles sem trabalho por mais de seis meses &#8211; responderam por 39,1% dos americanos procurando trabalho em dezembro, segundo o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. Foi a primeira vez que o n\u00famero caiu abaixo de 40% em mais de tr\u00eas anos. O problema est\u00e1 longe de ser resolvido.<\/p>\n<p>Quase 4,8 milh\u00f5es de americanos est\u00e3o desempregados por mais de seis meses, abaixo do pico de mais de 6,5 milh\u00f5es de 2010, mas ainda assim um n\u00edvel sem preced\u00eancia desde a Segunda Guerra Mundial. Esses \u00faltimos sinais de progresso marcam uma reviravolta em rela\u00e7\u00e3o ao come\u00e7o da recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, quando o desemprego de longo prazo se mostrou resistente \u00e0s melhorias nos outros setores do mercado de trabalho. Mais recentemente, entretanto, o desemprego tem diminu\u00eddo mais rapidamente na categoria de longo prazo do que no geral. No ano passado, o n\u00famero de desempregados de longo prazo baixou em 830.000, respondendo por quase toda a queda de 843.000 pessoas no n\u00famero total de desempregados. Michael Lehay, de 59 anos, perdeu seu emprego como gerente de um banco no Estado de Connecticut em 2010. Depois de passar por um programa para desempregados de longo prazo, ele voltou a trabalhar em outro banco em dezembro. &#8220;O que mais me surpreendeu foi a sensa\u00e7\u00e3o gratificante que eu sinto ao levantar de manh\u00e3 e saber que tenho um lugar para ir&#8221;, disse ele. O decl\u00ednio no desemprego de longo prazo \u00e9 boa not\u00edcia para a economia em geral.<\/p>\n<p>V\u00e1rios economistas receavam que muitos desempregados de longo prazo jamais voltariam a ser empreg\u00e1veis, criando um desemprego &#8220;estrutural&#8221; semelhante ao que ocorreu na Europa nos anos 80. &#8220;N\u00e3o acredito que os desempregados de longo prazo n\u00e3o sejam mais empreg\u00e1veis&#8221;, disse Omair Sharif, economista da RBS Securities Inc. &#8220;Na verdade, s\u00e3o eles que est\u00e3o pegando as vagas.&#8221; Nem toda a queda no desemprego de longo prazo pode ser atribu\u00edda a trabalhadores arrumando emprego.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, milh\u00f5es de americanos desistiram de procurar trabalho, at\u00e9 um ponto em que deixaram de ser inclu\u00eddos nas estat\u00edsticas oficiais de desemprego. A recente queda no desemprego de longo prazo, contudo, n\u00e3o parece vir destas desist\u00eancias. O n\u00famero de pessoas que sa\u00edram da for\u00e7a de trabalho, mas dizem que querem trabalhar, aumentou em apenas 400.000 no ano passado, enquanto o n\u00famero de americanos empregados subiu em 2,4 milh\u00f5es. Isso indica que pelo menos grande parte do aumento se deve a pessoas estarem arrumando emprego e n\u00e3o desistindo de procurar, disse Sharif. O desempregado americano vem agora procurando emprego por 38 semanas em m\u00e9dia, abaixo do m\u00e1ximo de quase 41 semanas e o menor n\u00edvel desde o in\u00edcio de 2011. \u00c9 verdade que os desempregados de longo prazo ainda t\u00eam chances limitadas de encontrar trabalho.<\/p>\n<p>Cerca de 10% deles arrumaram emprego em abril, o \u00faltimo m\u00eas para o qual h\u00e1 dados espec\u00edficos, comparado com 25% dos que est\u00e3o desempregados por menos tempo. S\u00f3 que as fileiras de desempregados de curto prazo se renovam mais rapidamente por novos demitidos. Como resultado, o n\u00famero total de desempregados de curto prazo caiu mais lentamente nos \u00faltimos meses, mesmo que esses trabalhadores individuais ainda tenham uma chance muito maior nas suas buscas por emprego. E, quando o desempregado de longo prazo consegue trabalho, seu novo emprego geralmente paga bem menos que o antigo.<\/p>\n<p>Um estudo recente de economistas da Universidade de Boston, Universidade Columbia e do Instituto para a Pesquisa do Emprego concluiu que cada ano de desemprego reduz o sal\u00e1rio do trabalhador, depois que ele consegue emprego, em 11%. Al\u00e9m do mais, os ganhos recentes ainda t\u00eam que chegar \u00e0queles desempregados h\u00e1 mais tempo: embora o n\u00famero de pessoas desempregadas entre seis e dois anos tenha ca\u00eddo 12% no ano passado, o n\u00famero de desempregados por tr\u00eas anos ou mais ficou praticamente inalterado.<\/p>\n<p>Os economistas citam v\u00e1rias raz\u00f5es para a queda no desemprego de longo prazo. A mais importante \u00e9 a melhora gradual do mercado de trabalho, em que o desemprego caiu de 10% em 2009 para 7,8% em dezembro. A recupera\u00e7\u00e3o gradativa do mercado imobili\u00e1rio tamb\u00e9m pode contribuir para a melhora, j\u00e1 que muitos dos desempregados de longo prazo eram trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o demitidos ap\u00f3s o estouro da bolha imobili\u00e1ria. Outro poss\u00edvel fator \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o progressiva dos benef\u00edcios de seguro-desemprego para os trabalhadores demitidos. Estudos indicam que o segurodesemprego incentivou alguns beneficiados a n\u00e3o procurar emprego com tanto afinco, e a perda dos benef\u00edcios pode ter levado alguns trabalhadores a aceitar empregos que em outras circunst\u00e2ncias eles rejeitariam, disse Gary Burtless, economista do Instituto Brookings.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Emergentes reduzem reserva em euro<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Com o impacto da crise na credibilidade da moeda \u00fanica europeia, pa\u00edses emergentes est\u00e3o se desfazendo de seus euros. Dados do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) obtidos pelo \u2018Estado\u2019 revelam que as autoridades monet\u00e1rias optaram por diminuir o peso que o euro tem em suas reservas internacionais, para n\u00e3o sofrer com um eventual colapso da moeda. O Brasil foi no mesmo caminho e reduziu \u00e0 metade o porcentual de euros em suas reservas internacionais entre 2008e 2012. Entre 2000 e 2007, pa\u00edses apostaram de forma significativa no euro como forma de diversificar as reservas e evitar a depend\u00eancia ao d\u00f3lar. Reservas em euros nos cofres de BCs passaram de 17% para mais de 30% nesse per\u00edodo. Mas, em 2012, essa taxa sofreu uma queda brusca e hoje n\u00e3o chegaria sequer a 24%. S\u00f3 no ano passado, BCs de pa\u00edses emergentes se desfizeram de euros no valor equivalente a mais US$ 82 bilh\u00f5es. No mesmo per\u00edodo, as reservas de economias em desenvolvimento aumentaram em US$ 700 bilh\u00f5es nas de mais moedas. A tend\u00eancia, segundo dados do FMI, j\u00e1 havia come\u00e7ado a ser sentida de forma intensa em 2011. No total, 139 pa\u00edses mantinham reservas de US$ 10 trilh\u00f5es. Mas j\u00e1 se podia notar naquele momento uma redu\u00e7\u00e3o do apetite dos emergentes pelo euro. Mas foi em 2012 que a tend\u00eancia ganhou for\u00e7a. Em2007, antes de a crise eclodir, 13% das reservas de pa\u00edses emergentes estavam em euros. Ao final de 2012, essa taxa era de apenas 9%, um rev\u00e9s importante para a moeda que, ao ser criada h\u00e1 pouco mais de dez anos, apresentava-se como a alternativa est\u00e1vel ao d\u00f3lar. Para negociadores em Bruxelas, a queda \u00e9 tamb\u00e9m um reflexo da redu\u00e7\u00e3o da credibilidade pol\u00edtica e do peso da EU na esfera internacional. \u201cEssa crise n\u00e3o ter\u00e1 apenas um impacto dom\u00e9stico na Europa,mas em sua pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o no mundo\u201d, admitiu uma fonte pr\u00f3xima ao gabinete da chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton. Segundo o Barclays Capital, parte da redu\u00e7\u00e3o do euro \u00e9 explicada pela busca de emergentes de diversificar suas reservas, usando moedas australianas, canadenses e suecas como alternativa. Com isso, os governos acreditam que poderiam reduzir eventuais perdas como euro. Em um estudo, o BNP Paribas admite que, nos pr\u00f3ximos anos, moedas ditas \u201ctradicionais\u201d perder\u00e3o espa\u00e7o na composi\u00e7\u00e3o das reservas dos governos. Mas poucos previam que a queda do euro seria t\u00e3o r\u00e1pida.<\/p>\n<p>Defesa<\/p>\n<p>Outro fator que pesou foi a decis\u00e3o de diversos BCs de pa\u00edses emergentes de se desfazer de euros para defender as pr\u00f3prias moedas. No fim de 2012, a Nomura estimou que a Coreia do Sul gastou \u20ac7 bilh\u00f5es defendendo sua moeda, assim como Indon\u00e9sia e Filipinas. Uma das maiores preocupa\u00e7\u00f5es para os l\u00edderes europeus foi o comportamento do governo russo, que det\u00e9m a quarta maior reserva do mundo, com US$ 525 bilh\u00f5es, e, fora da Europa, o maior porcentual em euro. No in\u00edcio de 2012, Moscou reduziu sua exposi\u00e7\u00e3o ao euro de 43% para 42%, num gesto que soou os alarmes em Bruxelas. Em novembro, o assunto foi pauta do encontro entre o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, com o presidente franc\u00eas Fran\u00e7ois Hollande. \u201cApesar dos problemas na zona do euro, acreditamos que as coisas v\u00e3o melhorar\u201d, garantiu o russo, que prometeu continuar usando o euro. Entre os pa\u00edses desenvolvidos, quem tamb\u00e9m assustou os europeus foram os su\u00ed\u00e7os. Se em 2011 o BC mantinha 60% de suas reservas em euros, ao final de 2012 essa taxa havia despencado para apenas 48%.<\/p>\n<p>Brasil<\/p>\n<p>Assim como v\u00e1rios pa\u00edses emergentes, o Brasil tamb\u00e9m reduziu a participa\u00e7\u00e3o do euro nas reservas internacionais. A fatia da moeda europeia caiu de 9,4% em 2008 para 4,9% ao final de 2011. Os dados integram o Relat\u00f3rio de Gest\u00e3o das Reservas Internacionais, divulgado uma vez por ano pelo Banco Central (BC).O mais recente foi lan\u00e7ado no meio do ano passado e traz dados relativos a 2011. No texto do relat\u00f3rio, o BC n\u00e3o explica por que diminuiu a participa\u00e7\u00e3o dos euros nas reservas\u2013 que hoje est\u00e3o pr\u00f3ximas de US$ 380 bilh\u00f5es. A autoridade apenas chama a aten\u00e7\u00e3o para a \u201camplia\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de diversifica\u00e7\u00e3o de moedas das reservas internacionais, com leve diminui\u00e7\u00e3o da propor\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar americano e inclus\u00e3o, na carteira de investimento, de duas novas moedas: a coroa sueca e a coroa dinamarquesa\u201d. O relat\u00f3rio \u00e9 o documento pelo qual o BC se comunica quando quer abordar a quest\u00e3o das reservas internacionais. Publicamente, as autoridades n\u00e3o costumam falar do assunto. Ainda segundo o texto do BC, a \u201caltera\u00e7\u00e3o marginal na participa\u00e7\u00e3o das demais moedas deve-se a varia\u00e7\u00f5es de mercado e de estrat\u00e9gias ativas\u201d. Em todos os relat\u00f3rios \u2013 cuja primeira edi\u00e7\u00e3o \u00e9 de 2009\u2013, o BC faz quest\u00e3o de destacar as preocupa\u00e7\u00f5es coma diversifica\u00e7\u00e3o das reservas. Outro tema sempre presente nos relat\u00f3rios \u00e9 a liquidez \u2013 ou seja, a capacidade de o governo transformar rapidamente em dinheiro as aplica\u00e7\u00f5es em pap\u00e9is. Nesse sentido, os t\u00edtulos do Tesouro dos Estados Unidos s\u00e3o imbat\u00edveis no mundo das finan\u00e7as globais. Considerados seguros e l\u00edquidos, eles s\u00e3o os preferidos de bancos centrais do mundo todo. Ainda assim, nota-se que o d\u00f3lar americano tamb\u00e9m perdeu participa\u00e7\u00e3o nas reservas internacionais brasileiras nos \u00faltimos anos. Em 2008, representava 89,1% dos ativos, ante 79,6% no fim de 2011.Mas, como os pr\u00f3prios n\u00fameros do BC mostram, o d\u00f3lar continua sendo, disparado, o porto seguro preferido dos administradores das reservas brasileiras. Desde que a crise global se aprofundou, com a quebra do banco de investimentos americano Lehman Brothers em 15 de setembro de 2008, o euro perdeu quase 7% do valor em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar. Na semana passada, a moeda europ\u00e9ia comprava pouco menos de US$ 1,33.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ind\u00fastria fecha 2012 com produtividade em queda e falta de novos investimentos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Enquanto a produ\u00e7\u00e3o industrial no Brasil n\u00e3o d\u00e1 sinais consistentes de fortalecimento, a produtividade do setor acumula quedas. Entre janeiro e novembro de 2012, a produtividade industrial recuou 0,7%, na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo do ano anterior, segundo c\u00e1lculos do Valor. Entre 18 setores pesquisados, oito perderam efici\u00eancia ao longo de 2012. Esse desempenho fraco deixado como heran\u00e7a para 2013 se soma \u00e0 falta de investimentos e aos altos custos de m\u00e3o de obra para trazer pessimismo ainda maior sobre o vigor da atividade industrial neste ano.<\/p>\n<p>Mariana Hauer, economista do banco ABC Brasil, afirma que os ganhos de produtividade v\u00eam, sobretudo, via investimentos, que j\u00e1 est\u00e3o baixos na ind\u00fastria. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), a produ\u00e7\u00e3o de bens de capital acumula queda de 11,6% no intervalo entre janeiro e novembro de 2012, ante igual per\u00edodo do ano anterior. &#8220;Se n\u00e3o h\u00e1 investimento, n\u00e3o h\u00e1 ganho de produtividade.&#8221;<\/p>\n<p>Al\u00e9m da falta de novos investimentos, o espa\u00e7o de &#8220;manobra&#8221; da ind\u00fastria foi reduzido com os custos altos, principalmente em m\u00e3o de obra. &#8220;O mercado de trabalho e o varejo est\u00e3o aquecidos, pressionando o setor de servi\u00e7os. Com isso, aumentam os custos de m\u00e3o de obra e a ind\u00fastria, que est\u00e1 com dificuldades para crescer, n\u00e3o consegue acompanhar&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Para Rog\u00e9rio C\u00e9sar de Souza, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o cen\u00e1rio para investimento nem est\u00e1 ruim, mas as incertezas que ainda marcam o cen\u00e1rio econ\u00f4mico em 2013 criam desconforto em industriais com quem ele conversou. &#8220;Os empres\u00e1rios t\u00eam me dito que o c\u00e2mbio est\u00e1 favor\u00e1vel e que esperam aumentar as exporta\u00e7\u00f5es, que h\u00e1 um mercado interno em crescimento e relativa melhora no cen\u00e1rio externo, mas ainda h\u00e1 muita incerteza e eles n\u00e3o devem fazer grandes apostas em 2013&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Aumentar a produtividade com o emprego estagnado n\u00e3o \u00e9 um ganho de produtividade &#8220;virtuoso&#8221;, como qualifica o economista-chefe do Iedi. O ideal \u00e9 quando produ\u00e7\u00e3o e emprego crescem juntos, mas esse movimento n\u00e3o ser\u00e1 observado neste ano, diz Souza. &#8220;O ano vai come\u00e7ar com bastante cautela. O investimento est\u00e1 na ponta do l\u00e1pis. O custo de investir n\u00e3o est\u00e1 caro, mas ainda n\u00e3o se sabe se esse investimento ter\u00e1 retorno. Eles devem segurar o emprego mesmo que a produ\u00e7\u00e3o volte a crescer.&#8221;<\/p>\n<p>A \u00faltima vez em que a produtividade da ind\u00fastria cresceu na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas anterior foi em agosto, quando houve alta de 1,5%. Naquele m\u00eas, a produ\u00e7\u00e3o industrial cresceu 1,5% ante julho, com ajuste sazonal, e o n\u00famero de horas pagas na ind\u00fastria n\u00e3o variou. &#8220;A ind\u00fastria segurou o emprego durante muito tempo, o que aumentou os custos e reduziu as margens de lucro, com a produ\u00e7\u00e3o em queda&#8221;, diz Souza. Apesar de n\u00e3o ter variado na passagem de outubro para novembro, com ajuste sazonal, o pessoal ocupado no setor acumula queda de 1,4% em 2012, at\u00e9 novembro, ante igual per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>Leandro Padulla, economista da MCM Consultores, projeta queda de 0,8% da produ\u00e7\u00e3o industrial em dezembro, na compara\u00e7\u00e3o dessazonalizada com novembro, mas sem que haja redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de horas pagas, o que implica novo recuo de produtividade. S\u00e3o os altos custos trabalhistas embutidos nas demiss\u00f5es que explicam a estabilidade do emprego no setor na passagem de outubro para novembro, quando houve queda dessazonalizada de 0,6% da produ\u00e7\u00e3o, segundo o economista do Rodrigo Lobo, do IBGE. De acordo com ele, para os empres\u00e1rios, ainda n\u00e3o ficou claro qual ser\u00e1 o cen\u00e1rio da atividade industrial nos pr\u00f3ximos meses. &#8220;Para evitar custos trabalhistas, os empres\u00e1rios mantiveram as vagas&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Mariana, do ABC Brasil, n\u00e3o acredita num cen\u00e1rio otimista para a produtividade da ind\u00fastria em 2013. Segundo ela, a produtividade n\u00e3o deve recuar, como em 2012, mas, na melhor da hip\u00f3teses, considerando um crescimento da atividade geral na ordem de 3,5%, a produtividade crescer\u00e1 &#8220;bem pouco&#8221;. No entanto, a economista aposta que novos incentivos fiscais do governo ainda devem vir em 2013 e outros, como o Programa de Sustenta\u00e7\u00e3o do Investimento (PSI), que oferece taxas de juros mais baixas para investimentos em m\u00e1quinas, tratores e caminh\u00f5es, podem surtir efeito mais vis\u00edvel ao longo deste ano. &#8220;O investimento pode vir da\u00ed, em bens de capital, mas os dados da ind\u00fastria, at\u00e9 agora, n\u00e3o mostraram isso.&#8221;<\/p>\n<p>De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Sal\u00e1rio (Pimes), do IBGE, divulgada sexta-feira, o pessoal ocupado na ind\u00fastria n\u00e3o variou na passagem de outubro para novembro, feitos os ajustes sazonais. No entanto, o n\u00famero de horas pagas caiu em 0,2% e a folha de pagamento real cresceu 7,8% &#8211; puxada pelo 13\u00ba sal\u00e1rio e participa\u00e7\u00e3o nos lucros.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Bancos reveem a oferta de cr\u00e9dito \u00e0 baixa renda<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Voc\u00ea emprestaria dinheiro para um desconhecido? A resposta n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o \u00f3bvia assim. De meados de 2005 at\u00e9 o fim de 2012, segundo dados do Banco Central, passaram a fazer parte do sistema financeiro brasileiro 42,5 milh\u00f5es de novos clientes, um dos processos mais velozes de bancariza\u00e7\u00e3o de que se tem not\u00edcia no mundo. Foi uma multid\u00e3o de &#8220;ilustres desconhecidos&#8221;, com demandas reprimidas de consumo e que viu sua renda se multiplicar no espa\u00e7o de poucos anos, que tomou de assalto os bancos do pa\u00eds. Uma multid\u00e3o que chegou querendo cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Agora, com a bancariza\u00e7\u00e3o acontecendo mais lentamente, sobrou no balan\u00e7o das institui\u00e7\u00f5es financeiras a conta desse processo: a inadimpl\u00eancia. Em maior ou menor grau, os bancos est\u00e3o tendo que reformular os modelos de concess\u00e3o de cr\u00e9dito ou a estrat\u00e9gia de atua\u00e7\u00e3o com as classes de menor renda, rec\u00e9m-chegadas ao sistema banc\u00e1rio.<\/p>\n<p>At\u00e9 uma das &#8220;regras de ouro&#8221; da concess\u00e3o de cr\u00e9dito no pa\u00eds, que prev\u00ea um teto informal de at\u00e9 30% de comprometimento da renda mensal do tomador com d\u00edvidas precisou ser revista.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 alguns anos, n\u00e3o havia hist\u00f3rico ou o comportamento desse cliente. Agora come\u00e7amos a separar o joio do trigo&#8221;, afirma Octavio de Lazari Junior, diretor da \u00e1rea de empr\u00e9stimos e financiamento do Bradesco. O \u00edndice de inadimpl\u00eancia do banco na pessoa f\u00edsica encerrou o terceiro trimestre em 6,2%. &#8220;N\u00e3o tinha outro jeito. Era algo pelo qual t\u00ednhamos que passar.&#8221;<\/p>\n<p>Com mil ag\u00eancias abertas s\u00f3 em 2011, o Bradesco tem na popula\u00e7\u00e3o de baixa renda um p\u00fablico-chave para a concess\u00e3o de cr\u00e9dito. &#8220;\u00c9 um percentual important\u00edssimo da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa&#8221;, afirma Lazari. &#8220;Ele pode ser baixa renda hoje, mas h\u00e1 ainda uma janela fant\u00e1stica de boom demogr\u00e1fico no pa\u00eds para os pr\u00f3ximos anos.&#8221;<\/p>\n<p>O banco foi um dos primeiros a perceber que, na baixa renda, a monitora\u00e7\u00e3o do gasto mensal com d\u00edvida do cliente precisa ser mais estrita. Enquanto tradicionalmente estima-se de 25% a 30% do or\u00e7amento mensal comprometido com d\u00edvida como um percentual adequado, para o cliente de baixa renda o &#8220;n\u00famero m\u00e1gico&#8221; \u00e9 algo entre 10% a 12%, afirma Lazari. Passado esse n\u00edvel, a oferta de cr\u00e9dito \u00e9 feita com muito mais cautela.<\/p>\n<p>&#8220;A inadimpl\u00eancia ainda elevada no Brasil deve ser traduzida como um &#8220;custo social&#8221;, decorrente da pr\u00f3pria velocidade do processo de inclus\u00e3o banc\u00e1ria&#8221;, escreveu o diretor do departamento de pesquisas e estudos econ\u00f4mico do Bradesco, Octavio de Barros, em relat\u00f3rio aos clientes do banco. &#8220;Estamos assistindo a um processo de &#8220;desbancariza\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria&#8221; de segmentos que ainda n\u00e3o estavam preparados em termos de renda para ingressar no mercado de cr\u00e9dito&#8221;, escreveu ainda.<\/p>\n<p>A inadimpl\u00eancia da pessoa f\u00edsica fechou novembro em 7,8%, apenas 0,1 ponto abaixo da m\u00e1xima hist\u00f3rica, segundo dados do Banco Central. O \u00edndice est\u00e1 praticamente est\u00e1vel nesse percentual desde maio. J\u00e1 as concess\u00f5es de cr\u00e9dito \u00e0 pessoa f\u00edsica acumuladas em 2012 avan\u00e7aram 8,2% na compara\u00e7\u00e3o com 2011.<\/p>\n<p>Boa parte das estrat\u00e9gias adotadas pelos bancos para a baixa renda diz respeito a aumentar a precis\u00e3o dos modelos estat\u00edsticos de concess\u00e3o de cr\u00e9dito para esse p\u00fablico. Esses modelos usam diferentes informa\u00e7\u00f5es do cliente (consultas a bancos de dados negativos, ao Banco Central, endere\u00e7o de resid\u00eancia etc), combinado com o hist\u00f3rico de outras opera\u00e7\u00f5es semelhantes da institui\u00e7\u00e3o, para tentar antecipar a chance de o candidato a devedor n\u00e3o pagar. Com base nesse resultado &#8211; e no apetite de risco da institui\u00e7\u00e3o &#8211; sai a aprova\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>A arte no meio dessa matem\u00e1tica toda est\u00e1 em calibrar corretamente quais s\u00e3o as informa\u00e7\u00f5es que o banco coleta e os pesos que o modelo atribui a cada uma delas. Isso explica, por exemplo, o esfor\u00e7o do Banco do Brasil em fazer com que os clientes pessoa f\u00edsica tragam seu sal\u00e1rio para o banco, acenando com juros menores.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje nossa opera\u00e7\u00e3o \u00e9 muito focada em correntista. N\u00e3o operamos no &#8220;mar aberto&#8221;, com clientes que n\u00e3o conhecemos&#8221;, afirma Marcelo Labuto, diretor de empr\u00e9stimos e financiamentos do BB. &#8220;Os proventos que o cliente traz para o banco enriquecem minha percep\u00e7\u00e3o dele e de sua capacidade de pagamento&#8221;. As d\u00edvidas com atraso acima de 90 dias representam 2,17% da carteira do banco, incluindo pessoa f\u00edsica e jur\u00eddica.<\/p>\n<p>Para Labuto, al\u00e9m da bancariza\u00e7\u00e3o, clientes que j\u00e1 tinham algum relacionamento banc\u00e1rio tamb\u00e9m passaram a tomar financiamentos. &#8220;Isso pode ter trazido um efeito estrutural para a inadimpl\u00eancia do sistema, mas n\u00e3o acho que \u00e9 motivo para s\u00e9rias preocupa\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p>No caso do Santander, melhorias nos modelos de concess\u00e3o v\u00eam sendo feitas desde 2008, mas ganharam um refor\u00e7o extra no ano passado, quando a inadimpl\u00eancia da institui\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a piorar. Oscar Herrero, vice-presidente de risco do Santander Brasil, destaca dois esfor\u00e7os feitos pela institui\u00e7\u00e3o nessa linha: primeiro, uma amplia\u00e7\u00e3o da equipe de matem\u00e1ticos e estat\u00edsticos que trabalham na opera\u00e7\u00e3o de varejo, embora n\u00e3o detalhe a magnitude desse crescimento.<\/p>\n<p>Segundo, o banco passou a atualizar mais frequentemente os modelos de concess\u00e3o de cr\u00e9dito \u00e0 pessoa f\u00edsica. As atualiza\u00e7\u00f5es hoje s\u00e3o trimestrais em todos os modelos, sendo que antes alguns ajustes eram feito s\u00f3 semestral ou anualmente. Na linha do que tem feito o BB, o Santander tamb\u00e9m vem dando prioridade \u00e0 captura de clientes no ponto de trabalho, onde as informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis sobre o perfil do tomador s\u00e3o mais amplas.<\/p>\n<p>O Ita\u00fa Unibanco fez mudan\u00e7as na sua estrat\u00e9gia de captura de clientes. Desde o fim de 2010, o banco vem desmontando as parcerias que tinha com varejistas para oferecimento de produtos e servi\u00e7os financeiros. Foram cerca de 300 acordos encerrados, entre eles Lojas Americanas e a rede de supermercados Sonda. A mudan\u00e7a, segundo pessoas pr\u00f3ximas do banco, tem rela\u00e7\u00e3o com o &#8220;perfil&#8221; do cliente trazido por essas parcerias e afetou alguns dos principais canais de contato do banco com a baixa renda. Procurado, o banco n\u00e3o se pronunciou.<\/p>\n<p>Rodrigo Del Claro, presidente da Crivo TransUnion, empresa que desenvolve modelos de cr\u00e9dito para bancos e financeiras, diz que, na aus\u00eancia de um hist\u00f3rico tradicional, h\u00e1 uma s\u00e9rie de outras informa\u00e7\u00f5es que ajudam numa modelagem mais acurada. &#8220;O gasto na conta de luz tem uma correla\u00e7\u00e3o alt\u00edssima para predizer a inadimpl\u00eancia&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica, combinados com o endere\u00e7o do cliente e at\u00e9 mesmo sua zona eleitoral tamb\u00e9m ajudam a compor um quadro mais preciso, diz Del Claro.<\/p>\n<p>Na Losango, promotora de vendas do HSBC que opera financiamentos em parcerias com o varejo, o problema n\u00e3o era tanto o modelo de concess\u00e3o em si, mas sim a coleta de informa\u00e7\u00f5es do tomador feita no ponto de venda. A promotora reverteu a piora na qualidade do cr\u00e9dito no come\u00e7o do ano passado intensificando o treinamento de quem concede o cr\u00e9dito na ponta. &#8220;\u00c9 isso que explica porque lojas com perfis semelhantes tinham inadimpl\u00eancia t\u00e3o distinta&#8221;, afirma Hilgo Gon\u00e7alves. &#8220;\u00c9 uma quest\u00e3o de conhecer o cliente e ver se o produto que ele financia est\u00e1 adequado ao seu perfil. Por que um casal rec\u00e9m-casado precisa de um fog\u00e3o de seis bocas?&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Tarso: PT usou m\u00e9todos que sempre criticou<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Um dos principais dirigentes do PT, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, afirma que o partido usou &#8220;os mesmos m\u00e9todos tradicionais&#8221; para formar alian\u00e7as que antes criticava em outras siglas, ao analisar a origem do mensal\u00e3o. Defensor de uma &#8220;profunda renova\u00e7\u00e3o&#8221; no partido, Genro diz que dirigentes petistas n\u00e3o podem, ao mesmo tempo, prestar consultoria privada.<\/p>\n<p>Quais os reflexos que o mensal\u00e3o ainda provocar\u00e1 no PT? Como se preparar para 2014?<\/p>\n<p>Integro uma corrente de opini\u00e3o no PT que \u00e9 minorit\u00e1ria, tem em torno de 40% dos delegados, a Mensagem ao Partido. Ela entende que o partido precisa passar por uma profunda renova\u00e7\u00e3o, e essa renova\u00e7\u00e3o passa pelos m\u00e9todos da dire\u00e7\u00e3o; pelas rela\u00e7\u00f5es do partido com os governos; por novos m\u00e9todos de participa\u00e7\u00e3o da base, por meio de m\u00e9todos tecnol\u00f3gicos; e por uma avalia\u00e7\u00e3o muito mais profunda do que foi feito at\u00e9 agora sobre o que ocorreu nesta A\u00e7\u00e3o Penal 470. Uma coisa \u00e9 voc\u00ea avaliar, como eu avaliei, que teve de se inventar uma tese de dom\u00ednio funcional dos fatos para condenar lideran\u00e7as do partido. Outra coisa \u00e9 voc\u00ea compreender que, tendo ocorrido il\u00edcitos penais ou n\u00e3o, os m\u00e9todos de composi\u00e7\u00e3o de maiorias e de forma\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as que n\u00f3s utilizamos foram os mesmos m\u00e9todos tradicionais que os partidos que n\u00f3s critic\u00e1vamos adotavam. \u00c9 uma total necessidade voc\u00ea aprender a superar esses m\u00e9todos. Esta \u00e9 a grande quest\u00e3o que temos que trabalhar: qual \u00e9 o sistema de alian\u00e7as que nos d\u00e1 uma capacidade de governar dentro da ordem democr\u00e1tica sem utilizar esses m\u00e9todos tradicionais que herdamos da Rep\u00fablica Velha.<\/p>\n<p>O senhor defende a cassa\u00e7\u00e3o dos mandatos dos mensaleiros?<\/p>\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o tem que ser interpretada a partir da independ\u00eancia dos poderes. A decis\u00e3o tem que ser da C\u00e2mara Federal de cassar ou n\u00e3o. Eu substitu\u00ed o (Jos\u00e9) Genoino na presid\u00eancia do PT, e o que circulava dentro do partido, e foi constatado depois, \u00e9 que ele assinou empr\u00e9stimos, agora pagos, e que o fez de boa-f\u00e9, sem saber que, por tr\u00e1s daqueles empr\u00e9stimos, poderia ter uma articula\u00e7\u00e3o de interc\u00e2mbio de favores em benef\u00edcio do partido e de outras pessoas. Eu n\u00e3o sei se, nessa situa\u00e7\u00e3o, eu renunciaria. O fato \u00e9 que toda essa situa\u00e7\u00e3o significa que o PT tem de instituir regras muito r\u00edgidas em rela\u00e7\u00e3o aos seus dirigentes, seus quadros e seus v\u00ednculos com as empresas privadas. \u00c9 totalmente incompat\u00edvel dirigente partid\u00e1rio continuar se apresentando como tal e sendo ao mesmo tempo consultor de grandes neg\u00f3cios. Porque, quando essa pessoa fala dentro do partido, quem est\u00e1 falando? \u00c9 o dirigente ou o consultor? Essa regra n\u00e3o deve valer s\u00f3 para o PT, n\u00e3o estou me fixando em nenhum caso espec\u00edfico. Essas rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o sempre muito perigosas.<\/p>\n<p>Qual futuro o senhor prev\u00ea para o ex-ministro Jos\u00e9 Dirceu?<\/p>\n<p>Tenho uma rela\u00e7\u00e3o pol\u00edtica interna de partido com Dirceu. Nunca fui uma pessoa pr\u00f3xima a ele. Ele teve uma participa\u00e7\u00e3o muito importante na constru\u00e7\u00e3o do partido e na primeira vit\u00f3ria do presidente Lula. Mas acho que a forma como o Dirceu est\u00e1 enfrentando essa quest\u00e3o \u00e9 equivocada, porque tende a estabelecer uma identidade dos problemas que ele est\u00e1 enfrentando com o problema do PT, com o conjunto, e trazendo para a sua defesa o partido como institui\u00e7\u00e3o. A defesa que o partido tem que fazer em circunst\u00e2ncias como essas, para qualquer pessoa, \u00e9 que ela tenha direito a defesa e a um julgamento justo, e n\u00e3o o estabelecimento de qualquer identidade pol\u00edtica, que \u00e9 outra coisa. O Dirceu n\u00e3o pode ser demonizado no partido, at\u00e9 pela trajet\u00f3ria que ele teve, embora a forma como ele est\u00e1 lidando com essa quest\u00e3o n\u00e3o seja boa para o partido, estabelece uma identidade for\u00e7ada dele em conjunto com o partido, coisa que, no m\u00ednimo, n\u00e3o existe. O partido tem que ser solid\u00e1rio com todos os seus quadros, errem ou acertem, para que tenham direito de defesa e julgamentos justos.<\/p>\n<p>O partido hoje s\u00f3 se pauta pelo mensal\u00e3o?<\/p>\n<p>A agenda do partido n\u00e3o pode ser a agenda da A\u00e7\u00e3o Penal 470. O que o partido tinha que fazer j\u00e1 fez. J\u00e1 fez o manifesto, j\u00e1 deu a solidariedade que tinha que dar. O partido tem que tratar da sua vida, ele \u00e9 um projeto para a sociedade, n\u00e3o um projeto para ficar amarrado a uma pauta, que inclusive foi constitu\u00edda por indiv\u00edduos e dirigentes, e n\u00e3o por decis\u00f5es do partido, para que aqueles fatos ocorressem, fatos esses narrados na A\u00e7\u00e3o penal 470. A agenda PT tem que ser da a reforma pol\u00edtica, do que eu chamo de 14-18 (projeto 2014-2018) e do sistema de alian\u00e7as.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Infla\u00e7\u00e3o muda de patamar e previs\u00e3o para ano \u00e9 de 6%<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Pressionada pelos pre\u00e7os dos alimentos e dos servi\u00e7os, a infla\u00e7\u00e3o subiu um degrau e deve continuar em alta a maior parte deste ano. At\u00e9 setembro, o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 m-ses deve ser igual ou superior a 6%, preveem economistas. A infla\u00e7\u00e3o encerrou 2012 com alta de 5,84%, o terceiro resultado consecutivo acima do centro da meta de 4,5% \u00a0tra\u00e7ada pelo Banco Central (BC). A mudan\u00e7a de patamar do custo de vida no Pa\u00eds \u00e9 ratificada pelos investidores. A taxa de infla\u00e7\u00e3o embutida na remunera\u00e7\u00e3o dos t\u00edtulos do governo brasileiro vendidos no mercado financeiro aponta para um IPCA superior a 6,5% este ano e um pouco abaixo de 6%, mas com tend\u00eancia de alta, para 2014 e 2015, segundo levantamento da LCA Consultores feito com base nas negocia\u00e7\u00f5es efetivas desses pap\u00e9is. &#8220;Isso significa que h\u00e1 investidores apostando dinheiro na alta da infla\u00e7\u00e3o&#8221;, observa o economista da consultoria, Antonio Madeira. \u00c9 consenso entre os economistas de consultorias privadas, bancos e institutos de pesquisa independentes que o IPCA gire em torno de 6% boa parte do ano.<\/p>\n<p>O al\u00edvio na infla\u00e7\u00e3o, pondera F\u00e1bio Rom\u00e3o, economista da LCA respons\u00e1vel por essa proje\u00e7\u00e3o, \u00e9 esperado s\u00f3 para o \u00faltimo trimestre. A partir de outubro, diz ele, o impacto do choque de pre\u00e7os agr\u00edcolas de 2012 deve sair da conta do IPCA acumulado em 12 meses, com infla\u00e7\u00e3o fechando o ano em 5,3%. Em2012, a alimenta\u00e7\u00e3o subiu 9,86%e a perspectiva para este ano \u00e9 de uma alta ainda forte, de 6%. \u00a0Na semana passada, analistas ouvidos pelo Boletim Focus do BC elevaram de 5,47% para 5,49% a perspectiva de infla\u00e7\u00e3o para 2013. Em um m\u00eas, o mercado aumentou em 0,10 ponto porcentual a proje\u00e7\u00e3o para 2013.<\/p>\n<p>Risco<\/p>\n<p>J\u00e1 a economista do Banco Santander, Tatiana Pinheiro, espera infla\u00e7\u00e3o de 6% para 2013 e n\u00e3o v\u00ea al\u00edvio nos pre\u00e7os dos alimentos. Ao contr\u00e1rio: ela diz que o grande fator de risco inflacion\u00e1rio hoje \u00e9 o clima. Primeiro, porque o impacto da seca j\u00e1 amea\u00e7a a redu\u00e7\u00e3o de 20% na tarifa de energia el\u00e9trica anunciada pelo governo no fim de 2012 para vigorar no m\u00eas que vem, um dos poucos fatores que atenuariam a infla\u00e7\u00e3o. \u00c9 que a escassez de chuvas, que fez baixar o n\u00edvel dos reservat\u00f3rios das hidrel\u00e9tricas, pode levar ao acionamento das termoel\u00e9tricas, que t\u00eam custo maior na gera\u00e7\u00e3o de energia. Isso pode diminuir o tamanho do corte na tarifa. O outro impacto do clima, segundo Tatiana, pode recair sobre os pre\u00e7os dos alimentos. Por enquanto, o governo informa que a safra ser\u00e1 recorde. Mas, para ela, o cen\u00e1rio agr\u00edcola \u00e9 incerto por causa da falta de chuvas. &#8220;As pesquisas mostram que a safra ser\u00e1 muito boa.Mas, na verdade, s\u00f3 vamos ter certeza mais para a frente&#8221;, pondera Salom\u00e3o Quadros, coordenador dos IGPs da FGV. Ele explica que, se houvesse certeza absoluta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 boa safra, os pre\u00e7os dos alimentos j\u00e1 estariam at\u00e9 caindo. Mas esse movimento ainda n\u00e3o foi captado pelos \u00edndices de pre\u00e7os agr\u00edcolas no atacado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4177\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4177","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-15n","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4177","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4177"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4177\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4177"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4177"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}