{"id":4193,"date":"2013-01-16T18:36:06","date_gmt":"2013-01-16T18:36:06","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4193"},"modified":"2013-01-16T18:36:06","modified_gmt":"2013-01-16T18:36:06","slug":"pib-da-alemanha-decepciona-e-pais-cresce-apenas-07","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4193","title":{"rendered":"PIB da Alemanha decepciona e pa\u00eds cresce apenas 0,7%"},"content":{"rendered":"\n<p>A crise atinge o motor da Europa. Dados divulgados ontem revelam que a economia alem\u00e3 recuou 0,5% no \u00faltimo trimestre de 2012. At\u00e9 ent\u00e3o considerado o basti\u00e3o da resist\u00eancia contra a recess\u00e3o, o pa\u00eds terminou 2012 com expans\u00e3o de apenas 0,7%, bem abaixo do esperado e das taxas de crescimento de mais de 3% em 2011 e 2010. Para 2013, proje\u00e7\u00f5es j\u00e1 apontam que o crescimento seria de apenas 0,5%, menos da metade do progn\u00f3stico inicial do governo.<\/p>\n<p>Se os resultados s\u00e3o considerados alarmantes, Berlim j\u00e1 comemora o fato de ter conseguido equilibrar suas contas quatro anos antes do prazo estipulado pela Uni\u00e3o Europeia. Para analistas, isso n\u00e3o seria motivo para compensar o impacto da contra\u00e7\u00e3o na economia.<\/p>\n<p>A retra\u00e7\u00e3o do \u00faltimo trimestre foi a maior em tr\u00eas anos e, ainda que a queda seja inferior aos \u00edndices dos pa\u00edses do sul da Europa, o resultado ter\u00e1 repercuss\u00e3o importante no restante do bloco. &#8220;Esse \u00e9 mais um sinal de que a economia europeia vai se contrair de forma brusca&#8221;, declarou Bem May, pesquisador da Capital Economics.<\/p>\n<p>As incertezas sobre a zona do euro, segundo os alem\u00e3es, levaram empresas a frear investi- mentos, o que afetou a produ\u00e7\u00e3o. &#8220;Empres\u00e1rios seguraram investimentos diante da crise da d\u00edvida&#8221;, disse Jorg Kramer, economista-chefe do Commerzbank. J\u00e1 o consumo dom\u00e9stico, que havia mostrado resist\u00eancia em 2010 e 2011, tamb\u00e9m deu sinais de fraqueza. O resultado foi sentido principalmente no setor de ind\u00fastria e constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outro motivo para o freio de 2012 e in\u00edcio de 2013 foi a queda no avan\u00e7o das exporta\u00e7\u00f5es, um dos pilares da economia alem\u00e3. Em 2012, a alta foi de 4,1%, abaixo do crescimento de quase 8% de 2011. Com a austeridade atingindo a renda de milh\u00f5es de europeus, os mercados do sul do continente registraram quedas dram\u00e1ticas para a venda de produtos alem\u00e3es.<\/p>\n<p>De certa forma, analistas apontam que Merkel estaria tomando um pouco do pr\u00f3prio rem\u00e9dio que receitou aos &#8220;pacientes doentes do sul&#8221;. Ou seja, a austeridade imposta pela Alemanha aos demais pa\u00edses, que acabou significando o corte de investimentos e de sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>O resultado s\u00f3 n\u00e3o foi pior gra\u00e7as ao volume de exporta\u00e7\u00f5es da Alemanha a EUA, China, Brasil e outros mercados emergentes, que continuaram importando bens do motor da Europa.<\/p>\n<p>Especialistas estimam que uma recess\u00e3o &#8211; dois trimestres seguidos de contra\u00e7\u00e3o do PIB &#8211; poder\u00e1 ser evitada e em 2013 haveria a volta do crescimento. Mas as perspectivas s\u00e3o de expans\u00e3o apenas moderada. Hoje,. o governo deve anunciar que sua proje\u00e7\u00e3o de crescimento do PIB para o ano ser\u00e1 de 0,5%, ante a estimativa original de i,69\u00f3. Os n\u00fameros est\u00e3o distantes da expans\u00e3o de 3,1% em 2011.<\/p>\n<p>Entre os analistas, h\u00e1 uma divis\u00e3o clara entre aqueles que temem o pior em 2013 e aqueles que acreditam que, diante do ambiente europeu, a Alemanha est\u00e1 se saindo bem. O BC alem\u00e3o \u00e9 uma das institui\u00e7\u00f5es que n\u00e3o descarta que a economia do pa\u00eds entre em sua segunda recess\u00e3o em quatro anos. Isso porque o primeiro trimestre de 2013 ainda registraria uma contra\u00e7\u00e3o das atividades produtivas do pa\u00eds. A BMW j\u00e1 indicou que suas vendas devem cair em 2013, enquanto a pr\u00f3pria Merkel, em seu discurso de ano-novo, advertiu que o pior ainda poderia estar por vir.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem adote um tom mais positivo. &#8220;A economia alem\u00e3 est\u00e1 provando ser resistente a um ambiente econ\u00f4mico dif\u00edcil e evitou em 2012 uma recess\u00e3o&#8221;, disse Norbert Raeth, economista da Ag\u00eancia de Estat\u00edsticas da Alemanha. &#8220;A Alemanha n\u00e3o \u00e9 mais uma ilha da felicidade. Mas continua sendo uma ilha de crescimento diante de um mar de recess\u00e3o na zona do euro&#8221;, declarou Carsten Brzeski, economista do ING.<\/p>\n<p>Super\u00e1vit<\/p>\n<p>Se a Alemanha sofreu queda no PIB, o governo faz quest\u00e3o de anunciar que, pela primeira vez desde 2007, o Estado tem um super\u00e1vit em suas contas, em um contraste total com o restante da Europa. O saldo positivo ficou em 0,1% do PIB, em \u20ac 2,2 bilh\u00f5es. Com isso, a meta fiscal foi atingida pelos alem\u00e3es quatro anos antes do prazo estipulado por Bruxelas para o equil\u00edbrio em suas contas.<\/p>\n<p>Parte desse resultado tem rela\u00e7\u00e3o direta com o fato de que o desemprego ainda se mant\u00e9m baixo e o n\u00famero de pessoas trabalhando &#8211; e contribuindo com impostos &#8211; foi recorde em 2012.<\/p>\n<p>Mas outro motivo \u00e9 o fato de que, diante da crise no sul da Europa, investidores sa\u00edram em busca de mercados mais confi\u00e1veis e o fluxo de capital em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Alemanha aumentou de forma significativa. Isso permitiu que Berlim financiasse suas d\u00edvidas com os juros mais baixas da hist\u00f3ria dos \u00faltimos 40 anos. O pr\u00f3prio volume de empr\u00e9stimos que a Alemanha teve de fazer em 2012 ficou abaixo das expectativas. No total, Berlim tomou emprestado \u20ac 22,5 bilh\u00f5es no ano.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Disposi\u00e7\u00e3o de investir da ind\u00fastria \u00e9 a pior desde in\u00edcio de 2009<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A disposi\u00e7\u00e3o do industrial brasileiro para investimentos este ano \u00e9 a pior desde o in\u00edcio de 2009, quando o mundo atravessava forte crise financeira. Pesquisa da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), divulgada ontem, mostrou que 85,4% das empresas do setor pretendem investir em 2013. A fatia \u00e9 maior que a do ano passado, mas \u00e9 mais baixa do que h\u00e1 quatro anos, quando a inten\u00e7\u00e3o de tirar dinheiro do caixa para estimular a produ\u00e7\u00e3o fazia parte dos planos de 86,6% das ind\u00fastrias.<\/p>\n<p>Com o cen\u00e1rio global ainda &#8220;turvo&#8221; e o aumento da competi\u00e7\u00e3o, principalmente com a \u00c1sia, o empres\u00e1rio brasileiro volta cada vez mais seu foco para o mercado dom\u00e9stico. Apenas 4,7% das empresas atrelaram a perspectiva de investimentos ao mercado externo, n\u00edvel mais baixo em dez anos. &#8220;N\u00e3o prevejo novas turbul\u00eancias no cen\u00e1rio internacional, mas o com\u00e9rcio brasileiro fica patinando, n\u00e3o cresce, enquanto os asi\u00e1ticos n\u00e3o param de aumentar a competi\u00e7\u00e3o&#8221;, disse o gerente executivo de pol\u00edtica econ\u00f4mica da CNI, Fl\u00e1vio Castelo Branco.<\/p>\n<p>A entidade revelou que, em 2012, apenas metade das empresas teve sucesso ao destinar seus recursos conforme o previsto. A outra metade ou realizou investimentos parciais ou cancelou os planos do in\u00edcio do ano. Com isso, apenas 80,2% das ind\u00fastrias conseguiram efetivar seus objetivos em 2012, ante 88,7% de 2011.<\/p>\n<p>Entraves<\/p>\n<p>Os principais obst\u00e1culos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o das metas de 2012 foram a incerteza econ\u00f4mica e a reavalia\u00e7\u00e3o da demanda. Esses dois pontos s\u00e3o os mesmo que lideraram o ranking de 2013 apresentado pela CNI.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e3o na lista o custo do cr\u00e9dito e a dificuldade de obter empr\u00e9stimos. Fl\u00e1vio Castelo Branco ressaltou que a pesquisa, feita em novembro com 584 companhias de todos os portes, n\u00e3o captou a eventualidade de novo racionamento de energia. &#8220;Essa \u00e9 uma quest\u00e3o adicional \u00e0s incertezas j\u00e1 esperadas&#8221;, considerou. &#8220;O empres\u00e1rio se pergunta: &#8220;Por que vou investir se terei limita\u00e7\u00f5es de uso de energia?&#8221;.<\/p>\n<p>No radar dos industriais h\u00e1 a avalia\u00e7\u00e3o de que a demanda ,ser\u00e1 mais forte este ano do que em 2012, mas n\u00e3o \u00e9 aguardado um 2013 excepcional. A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 a de que a atividade industrial tenha encolhido cerca de 2% no ano passado. &#8220;O que vemos \u00e9 que a capacidade dever\u00e1 ser adequada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 expectativa que se tem para a demanda, que n\u00e3o deve ser t\u00e3o forte em 2013.&#8221;<\/p>\n<p>O que pode ajudar o setor este ano, na avalia\u00e7\u00e3o do economista, \u00e9 a entrada em pr\u00e1tica de a\u00e7\u00f5es adotadas pelo governo para reduzir os custos da produ\u00e7\u00e3o, como a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos e o corte da conta de luz. As respostas sobre se o governo teve \u00eaxito vir\u00e3o apenas a partir do terceiro trimestre, segundo Castelo Branco.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Infla\u00e7\u00e3o de janeiro ser\u00e1 2\u00aa mais alta em 10 anos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o em janeiro deve ter a segunda maior alta para um primeiro m\u00eas do ano dos \u00faltimos dez anos, mesmo sem o reajuste da tarifa de \u00f4nibus urbano em S\u00e3o Paulo e no Rio. Por causa de press\u00f5es pontuais, como a recomposi\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas de IPI para autom\u00f3veis e itens da linha branca, e aumento dos pre\u00e7os dos alimentos in natura, as expectativas para a infla\u00e7\u00e3o em janeiro est\u00e3o se acelerando desde o fim de 2012.<\/p>\n<p>Em novembro do ano passado, a mediana das proje\u00e7\u00f5es do mercado apontava para alta de 0,65% do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) no primeiro m\u00eas de 2013. No mais recente Boletim Focus divulgado pelo BC, as expectativas subiram para alta de 0,78%. Com exce\u00e7\u00e3o de 2011, quando o indicador avan\u00e7ou 0,83% no primeiro m\u00eas do ano, o \u00edndice n\u00e3o tem alta t\u00e3o forte desde janeiro de 2003.<\/p>\n<p>Fabio Rom\u00e3o, economista da LCA, projeta que a varia\u00e7\u00e3o do IPCA em janeiro ser\u00e1 de 0,91%. Se houvesse reajuste de 5,4% da tarifa de \u00f4nibus urbano no Rio, e de 11% em S\u00e3o Paulo, o \u00edndice oficial de infla\u00e7\u00e3o apresentaria varia\u00e7\u00e3o positiva de 1,05% no m\u00eas, levando a infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses a 6,35%, muito pr\u00f3xima do teto da meta perseguida pelo BC (6,5%).<\/p>\n<p>Para aliviar esse impacto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu aos prefeitos de S\u00e3o Paulo, Fernando Haddad (PT), e do Rio, Eduardo Paes (PMDB), que o reajuste da tarifa fosse empurrado para o fim do primeiro semestre.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo e Rio representam pouco menos de 55% do item tarifa de \u00f4nibus urbano, que tem peso de 2,7% na composi\u00e7\u00e3o do \u00edndice oficial de pre\u00e7os. Mesmo sem o reajuste nessas duas capitais, outras cidades, como Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, j\u00e1 anunciaram aumento das passagens. Para Rom\u00e3o, o item subir\u00e1 0,84% em janeiro.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um ano p\u00f3s-elei\u00e7\u00e3o municipal, ent\u00e3o \u00e9 natural que ocorram aumentos&#8221;, afirma Rom\u00e3o, que enxerga nesse item um dos fatores de press\u00e3o para que a infla\u00e7\u00e3o suba com mais for\u00e7a em janeiro.<\/p>\n<p>O grupo alimentos e bebidas, pressionado pelos produtos in natura, tamb\u00e9m deve continuar a incomodar no primeiro trimestre, afirma Rom\u00e3o. Para janeiro, o economista projeta alta de 1,5%, ante varia\u00e7\u00e3o de 0,86% em igual per\u00edodo do ano passado. &#8220;Temos ainda quest\u00f5es pontuais, como a recomposi\u00e7\u00e3o gradual das al\u00edquotas da IPI para itens da linha branca e autom\u00f3veis&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Fabio Ramos, economista da Quest Investimentos, j\u00e1 n\u00e3o contabilizava reajuste da tarifa de \u00f4nibus em S\u00e3o Paulo em janeiro. Ainda assim, sua estimativa para o IPCA \u00e9 de 0,80% neste m\u00eas. Apenas um aumento da ordem de 10% da tarifa de \u00f4nibus urbano em S\u00e3o Paulo, segundo Ramos, poderia adicionar mais 0,1 ponto percentual a essa conta. Mesmo que as tarifas de \u00f4nibus nessas duas cidades n\u00e3o tenham aumento agora, Ramos, da Quest, calcula que, no primeiro trimestre, o IPCA deve acumular alta de 1,55% neste ano, bem acima do aumento de 1,22% observado no in\u00edcio de 2012. Isso mesmo em um per\u00edodo em que a tarifa de energia deve ficar cerca de 15% mais barata, diz Ramos.<\/p>\n<p>Ramos tamb\u00e9m cita a alta dos alimentos in natura para explicar a expectativa de IPCA elevado em janeiro. O aumento de 12% do IPI para cigarro \u00e9 outro ponto que est\u00e1 pressionando de forma at\u00edpica a infla\u00e7\u00e3o neste in\u00edcio de ano e deve adicionar algo como 0,05 ponto o IPCA deste m\u00eas.<\/p>\n<p>Rom\u00e3o, da LCA, j\u00e1 embutiu em seus c\u00e1lculos reajuste de 7% da gasolina nas refinarias, com aumento de 5,5% nas bombas e impacto de 0,32 ponto percentual no IPCA de 2013. Apenas em janeiro, o efeito deve ser de 0,05 ponto, caso o aumento seja anunciado no fim do m\u00eas. Por isso, afirma, o IPCA acumulado em 12 meses deve passar para 6,2% em janeiro a manter-se acima de 6% at\u00e9 setembro.<\/p>\n<p>Ramos, da Quest, acredita que o reajuste previsto para a gasolina n\u00e3o ser\u00e1 integralmente repassado para o consumidor, j\u00e1 que ainda \u00e9 poss\u00edvel zerar a al\u00edquota de PIS-Cofins paga pelas distribuidoras, atualmente de R$ 0,07 por litro.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o dos economistas \u00e9 que o Banco Central n\u00e3o deve reagir a esse cen\u00e1rio, porque conta com um segundo semestre muito mais favor\u00e1vel para a infla\u00e7\u00e3o. &#8220;No ano passado, a infla\u00e7\u00e3o de alimento e bebidas avan\u00e7ou muito mais do que ocorre normalmente em quatro meses seguidos, de julho a outubro, por causa dos efeitos da seca que afetou a colheita de gr\u00e3os nos Estados Unidos&#8221;, afirma Rom\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, as varia\u00e7\u00f5es mais altas de alimentos vistas naquele per\u00edodo devem &#8220;sair&#8221; do IPCA, permitindo desacelera\u00e7\u00e3o do \u00edndice acumulado em 12 meses. Para Rom\u00e3o, a infla\u00e7\u00e3o encerrar\u00e1 o ano em 5,4%, ap\u00f3s atingir o pico de 6,4% em junho, na mesma compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O Banco Central acredita que este ser\u00e1 um ano muito mais tranquilo para os pre\u00e7os das commodities&#8221;, afirma Ramos, da Quest. Assim, as press\u00f5es concentradas neste primeiro trimestre se dissipariam ao longo do ano e o \u00edndice oficial, de acordo com sua proje\u00e7\u00e3o, fechar\u00e1 2013 com alta de 5,6%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&#8220;Abismo&#8221; entre varejo e ind\u00fastria se acentua<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O descolamento entre varejo e ind\u00fastria aumentou em 2012, indicando que os est\u00edmulos dados pelo governo foram mais eficientes para ampliar o movimento do varejo que a produ\u00e7\u00e3o industrial. Enquanto o primeiro encerrou os 11 meses at\u00e9 novembro com crescimento acumulado de quase 9% (8,9% no conceito restrito e 8,4% no ampliado, que inclui autom\u00f3veis e materiais de constru\u00e7\u00e3o civil), a produ\u00e7\u00e3o do setor de transforma\u00e7\u00e3o caiu 2,7% em igual per\u00edodo.<\/p>\n<p>Essa &#8220;diferen\u00e7a&#8221; de 11 pontos percentuais s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 maior que a observada em 2009, ano em que, atingida pela crise externa, a produ\u00e7\u00e3o sofreu tombo de 7,3%, enquanto as vendas do com\u00e9rcio subiram 6,8% no segmento amplo. Para economistas, as importa\u00e7\u00f5es continuam explicando boa parte da discrep\u00e2ncia entre consumo e produ\u00e7\u00e3o industrial, mas ganharam relev\u00e2ncia em 2012, a piora da economia internacional, que minou o desempenho das exporta\u00e7\u00f5es, assim como o peso negativo dos estoques. Desde 2005, as vendas do varejo acumulam alta de 76% enquanto a produ\u00e7\u00e3o cresceu apenas 8%, considerando o dado mensal com ajuste sazonal das duas pesquisas do IBGE.<\/p>\n<p>Ex-secret\u00e1rio de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica da Fazenda, J\u00falio Gomes de Almeida pondera que, comparando-se o desempenho do com\u00e9rcio com a evolu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo, que caiu 1% de janeiro a novembro, o descompasso entre ind\u00fastria e varejo \u00e9 menos elevado, mas ainda relevante. Almeida avalia que, sem o IPI reduzido, o descolamento poderia ser ainda maior. Em sua vis\u00e3o, a pol\u00edtica de incentivo foi importante para que a ind\u00fastria automobil\u00edstica desovasse os estoques acumulados at\u00e9 meados de maio.<\/p>\n<p>Entre janeiro e novembro, a produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores &#8211; que inclui caminh\u00f5es &#8211; encolheu 7,5% sobre o mesmo per\u00edodo de 2011, enquanto as vendas de ve\u00edculos, motos, partes e pe\u00e7as subiram 7,4% em igual compara\u00e7\u00e3o, diferen\u00e7a que, na opini\u00e3o de Almeida, \u00e9 explicada pelo processo de ac\u00famulo de estoques na primeira metade do ano. Segundo a Anfavea, entidade que re\u00fane as montadoras, a produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos encerrou o ano com retra\u00e7\u00e3o de 1,9%.<\/p>\n<p>Para o economista, os importados n\u00e3o fizeram diferen\u00e7a para acentuar a discrep\u00e2ncia entre oferta e demanda no ano passado, j\u00e1 que n\u00e3o ganharam terreno dos produtos nacionais e tamb\u00e9m n\u00e3o perderam participa\u00e7\u00e3o no consumo interno, mas o recuo das exporta\u00e7\u00f5es de bens industrializados em um cen\u00e1rio de fraca conjuntura global foi decisivo para esse movimento. Em 2012, o valor exportado de manufaturados ficou 1,7% menor sobre 2011. &#8220;O diferencial em rela\u00e7\u00e3o a 2011 \u00e9 a exporta\u00e7\u00e3o, que se agravou&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Segundo Fabio Silveira, s\u00f3cio-diretor da RC Consultores, o aumento generalizado de forma\u00e7\u00e3o de estoques pelo qual a ind\u00fastria passou em 2011 j\u00e1 determinou um f\u00f4lego muito menor para o crescimento do setor no ano seguinte, no qual, de acordo com suas proje\u00e7\u00f5es, a produ\u00e7\u00e3o diminuiu 2,3%. &#8220;Sem o IPI reduzido, essa queda seria bem maior, em torno de 4% ou 5%&#8221;, estima Silveira, para quem a competi\u00e7\u00e3o com produtos importados, apesar do c\u00e2mbio mais competitivo, tamb\u00e9m foi acirrada em 2012, quando o ambiente para exporta\u00e7\u00f5es ficou ainda mais desfavor\u00e1vel.<\/p>\n<p>O varejo, por outro lado, teria mostrado comportamento robusto, de acordo com o economista da RC, porque o desemprego nas m\u00ednimas hist\u00f3ricas segue favorecido pelo aquecimento no setor de servi\u00e7os e \u00e9 o principal impulso para o consumo das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Fabio Ramos, da Quest Investimentos, afirma que boa parte do descompasso entre produ\u00e7\u00e3o e vendas \u00e9 explicado por diferen\u00e7as metodol\u00f3gicas entre as pesquisas do IBGE. As vendas de alimentos, por exemplo, representam 50% do varejo restrito, enquanto pesam apenas 20% na Pesquisa Industrial Mensal &#8211; Produ\u00e7\u00e3o F\u00edsica (PIM-PF), de acordo com Ramos.<\/p>\n<p>A despeito dessas quest\u00f5es t\u00e9cnicas, o analista afirma que os est\u00edmulos concedidos \u00e0 atividade no ano passado surtiram mais efeito sobre o consumo do que no setor produtivo porque foram destinados a poucos setores, com destaque para autom\u00f3veis. &#8220;Com est\u00edmulos a segmentos espec\u00edficos, \u00e9 dif\u00edcil estimular a produ\u00e7\u00e3o como um todo. Mas para o setor de carros, eles funcionaram&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Avicultura teve pior ano desde 2000<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A conjun\u00e7\u00e3o de estoques elevados, custos de produ\u00e7\u00e3o nas alturas e dificuldades em repassar pre\u00e7os culminou no pior ano para a avicultura brasileira desde 2000. A Uni\u00e3o Brasileira de Avicultura (Ubabef) revelou ontem que a produ\u00e7\u00e3o nacional de carne de frango totalizou 12,6 milh\u00f5es de toneladas no ano passado, retra\u00e7\u00e3o de 3,1% sobre as 13 milh\u00f5es de toneladas de 2011.<\/p>\n<p>&#8220;Foi um ano at\u00edpico. N\u00e3o t\u00ednhamos queda da produ\u00e7\u00e3o desde 2000. Ali\u00e1s, o nosso desempenho sempre havia sido superior ao crescimento do PIB&#8221;, afirmou o presidente da Ubabef, Francisco Turra, durante a apresenta\u00e7\u00e3o anual dos resultados do setor, na capital paulista.<\/p>\n<p>As principais ind\u00fastrias de frango do pa\u00eds come\u00e7aram 2012 pressionadas pelo excesso de produ\u00e7\u00e3o no mercado interno e elevados estoques de carne em seus dois maiores importadores: Oriente M\u00e9dio e Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o se agravou em julho, quando as informa\u00e7\u00f5es sobre a estiagem que atingia as lavouras dos EUA revelaram uma forte quebra das safras de soja, milho e trigo. Segundo c\u00e1lculos da Ubabef, os custos de produ\u00e7\u00e3o subiram 40% no ano passado.<\/p>\n<p>Para fazer frente \u00e0 forte alta dos gr\u00e3os, as empresas esbo\u00e7aram um movimento de repasse de pre\u00e7os para o atacado, mas esbarraram nos elevados n\u00edveis dos estoques. &#8220;Tivemos dificuldade para repassar pre\u00e7os, at\u00e9 que o setor se obrigou a reduzir a produ\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou Turra.<\/p>\n<p>O mau momento do setor av\u00edcola tamb\u00e9m afetou as exporta\u00e7\u00f5es. Com os pre\u00e7os em queda em seus dois principais mercados, os exportadores brasileiros de carne de frango amargaram uma redu\u00e7\u00e3o de 6,7% em receita no ano passado.<\/p>\n<p>Segundo dados da Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior (Secex) compilados pela Ubabef, as exporta\u00e7\u00f5es de carne de frango do Brasil renderam US$ 7,7 bilh\u00f5es, ante US$ 8,2 bilh\u00f5es registrados no ano anterior. Em volume, esses embarques recuaram 0,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2011, para 3,9 milh\u00f5es de toneladas. Para este ano, a Ubabef prev\u00ea uma recupera\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es, com avan\u00e7o de at\u00e9 3% em volume.<\/p>\n<p>Com a queda das exporta\u00e7\u00f5es em 2012, o Brasil reduziu sua participa\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio global de carne de frango, segundo estimativa da Ubabef. No ano passado, as 3,9 milh\u00f5es de toneladas vendidas para o exterior representaram 39,7% das 9,8 milh\u00f5es de toneladas exportadas em todo o mundo. No ano anterior, essa taxa havia sido de 41,4%.<\/p>\n<p>Apesar dessa queda, o Brasil se manteve como o maior exportador global de carne de frango, \u00e0 frente dos Estados Unidos. &#8220;O Brasil perdeu participa\u00e7\u00e3o no mercado, mas os EUA tamb\u00e9m. Quem ganhou espa\u00e7o foram Tail\u00e2ndia e Argentina, que exportam pouco&#8221;, afirmou Turra.<\/p>\n<p>Em 2012, os Estados Unidos aumentaram suas exporta\u00e7\u00f5es em 1,5%, para 3,2 milh\u00f5es de toneladas. Mesmo assim, os americanos viram sua fatia nas exporta\u00e7\u00f5es globais cair de 33,2% para 32,5% no ano passado, segundo a entidade brasileira.<\/p>\n<p>Em contrapartida, a Tail\u00e2ndia viu sua participa\u00e7\u00e3o avan\u00e7ar de 4,8% para 5,4%. Os tailandeses exportaram 540 mil toneladas no ano passado. J\u00e1 a Argentina aumentou sua participa\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es de carne de frango de 2,4% para 2,6%. Os argentinos exportaram 258 mil toneladas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Estado de S. 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