{"id":4197,"date":"2013-01-17T18:24:30","date_gmt":"2013-01-17T18:24:30","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4197"},"modified":"2013-01-17T18:24:30","modified_gmt":"2013-01-17T18:24:30","slug":"bc-indica-alta-superior-a-1-da-economia-em-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4197","title":{"rendered":"BC indica alta superior a 1% da economia em 2012"},"content":{"rendered":"\n<p>A economia brasileira cresceu pelo segundo m\u00eas consecutivo em novembro de 2012, de acordo com o \u00edndice de Atividade Econ\u00f4mica do Banco Central (IBC-Br). O indicador subiu 0,4% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, mesmo porcentual de outubro ante setembro. Nos 12 meses at\u00e9 novembro, o IBC-Br subiu 1,66%. Nos 11 meses de 2012, o crescimento acumulado \u00e9 de 1,68%.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros apontam um desempenho acima de 1% no fechamento de 2012. Com isso, o indicador do BC deve ficar acima dos n\u00fameros oficiais do Produto Interno Bruto (PIB), que ser\u00e3o conhecidos no in\u00edcio de mar\u00e7o, pelas proje\u00e7\u00f5es do mercado.<\/p>\n<p>Os dados apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) at\u00e9 setembro,\u00faltimos dispon\u00edveis, mostram crescimento acumulado de 0,7% em 2012 em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, enquanto os n\u00fameros do IBC-Br indicam alta de 1,2%.<\/p>\n<p>O IBC-Br serve como par\u00e2metro para avaliar o ritmo da economia ao longo dos meses e \u00e9 considerado pr\u00e9via mensal do PIB. As diferen\u00e7as entre os dois indicadores, principalmente no terceiro trimestre, levantaram d\u00favidas sobre essa percep\u00e7\u00e3o. Mesmo assim, os economistas continuam a utilizar o dado como par\u00e2metro para suas proje\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Indicador \u00fatil<\/p>\n<p>Em dezembro, o diretor de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do BC, Carlos Hamilton Vasconcelos, afirmou que o IBC-Br n\u00e3o \u00e9 medida de PIB, mas apenas &#8220;um indicador \u00fatil para o BC e para o setor privado&#8221; para se avaliar a atividade econ\u00f4mica. &#8220;Se o IBC-Br acertasse na mosca \u00e9 que seria surpreendente.&#8221;<\/p>\n<p>Para o economista-chefe da LCA, Br\u00e1ulio Borges, o IBC-Br ainda \u00e9 um indicador importante para medir a atividade. Com base no \u00edndice do BC, que cresceu em novembro o dobro do esperado pelo mercado, ele revisou a proje\u00e7\u00e3o de alta do PIB de 1% para 1,1% em 2012. Para dezembro, espera estabilidade. &#8220;A ind\u00fastria foi muito afetada em dezembro, inclusive por conta do n\u00famero menor de dias \u00fateis, mas o com\u00e9rcio deve ter um resultado muito bom.&#8221;<\/p>\n<p>Eduardo Velho, economista-chefe da Planner Investimentos, tamb\u00e9m espera que o indicador mostre estabilidade em dezembro. Para o PIB de 2012, o economista projeta 0,98%. &#8220;O ano de 2013 vai depender muito da recupera\u00e7\u00e3o do investimento, que n\u00e3o deve ser suficiente para garantir um crescimento pr\u00f3ximo de 4%&#8221;, diz o economista, que projeta expans\u00e3o de 3%.<\/p>\n<p>D\u00f3lares<\/p>\n<p>O BC tamb\u00e9m divulgou ontem os n\u00fameros da entrada de d\u00f3lares no Pa\u00eds. Nas duas primeiras semanas de janeiro, houve entrada l\u00edquida de US$ 254 milh\u00f5es. A sa\u00edda l\u00edquida de US$ 2,058 bilh\u00f5es nas opera\u00e7\u00f5es comerciais foi mais que compensada pela entrada de US$ 2,313 bilh\u00f5es no segmento financeiro, onde s\u00e3o registrados investimentos estrangeiros e capta\u00e7\u00f5es de empr\u00e9stimos, por exemplo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Obama desafia lobby e lan\u00e7a pacote contra armas<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Mesmo diante da incerteza sobre a aprova\u00e7\u00e3o do Congresso, o presidente dos EUA, Barack Obama, vai apresentar um projeto de lei que pro\u00edbe a venda de armas de assalto e restringe o acesso a muni\u00e7\u00f5es explosivas. Por decreto, outras 23 medidas ser\u00e3o adotadas para tentar reduzir a viol\u00eancia armada no pa\u00eds e prevenir massacres como o da escola de Newtown, em dezembro.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s pr\u00f3ximos dias, vou usar o peso desse posto (a presid\u00eancia dos EUA) para tornar essas medidas realidade. Se apenas uma vida pode ser salva, temos a obriga\u00e7\u00e3o de tentar&#8221;, afirmou Obama, rodeado por crian\u00e7as em um encontro com parentes das v\u00edtimas de Newtown. &#8220;Nossa primeira miss\u00e3o como sociedade \u00e9 manter nossas crian\u00e7as seguras. Seremos julgados por isso e as suas vozes devem nos levar a essa mudan\u00e7a&#8221;, completou.<\/p>\n<p>Obama insistiu que os lobbies no Congresso contr\u00e1rios \u00e0s medidas, &#8220;interessados nos seus pr\u00f3prios lucros&#8221;, defender\u00e3o que a Casa Branca est\u00e1 ferindo o direito de porte de armas, resguardado pela Segunda Emenda da Constitui\u00e7\u00e3o. Como, rea\u00e7\u00e3o, instigou a popula\u00e7\u00e3o a pressionar seus congressistas.<\/p>\n<p>&#8220;Quero deixar uma coisa absolutamente clara: como muitos americanos, eu acredito na garantia da Segunda Emenda (da Constitui\u00e7\u00e3o) ao direito individual do porte de armas&#8221;, afirmou, ciente do elevado apoio popular a essa regra.<\/p>\n<p>Dentre os 23 decretos presidenciais a serem editados nos pr\u00f3ximos dias, 4 preveem a melhoria do atual sistema de checagem de antecedentes criminais e de hist\u00f3rico de doen\u00e7a mental de quem quiser comprar uma arma. Para melhorar a troca de informa\u00e7\u00f5es com os Estados, o governo convocou as ag\u00eancias federais a manter atualizado esse sistema. No caso de doentes mentais, o governo antecipar\u00e1 medidas previstas na reforma da Sa\u00fade para garantir o acesso ao tratamento gratuito.<\/p>\n<p>O governo americano tamb\u00e9m lan\u00e7ar\u00e1 uma campanha sobre responsabilidade e seguran\u00e7a no uso de arma e vai redirecionar fundos para as pesquisas sobre viol\u00eancia armada do Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as, suspensos desde 2006. A ind\u00fastria de armas ser\u00e1 pressionada pelo governo a desenvolver tecnologias de seguran\u00e7a mais eficazes e todas as muni\u00e7\u00f5es colhidas em investiga\u00e7\u00f5es criminais ter\u00e3o de ser rastreadas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Desonera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias somam R$ 53 bi em 2013<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>As desonera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias adotadas ao longo do ano passado devem somar R$ 53,2 bilh\u00f5es em 2013 e R$ 62 bilh\u00f5es em 2014, de acordo com levantamento feito pela Receita Federal a pedido do Valor. Parte das ren\u00fancias fiscais foi anunciada pelo governo para estimular a economia, como a redu\u00e7\u00e3o de Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF) para cr\u00e9dito \u00e0 pessoa f\u00edsica. Outras foram destinadas a conter a infla\u00e7\u00e3o, caso da redu\u00e7\u00e3o de tributos incidentes sobre a gasolina e diesel.<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e3o contemplados nessa conta a reforma do PIS e da Cofins, por exemplo, que o governo pretende detalhar neste ano e que pode resultar em ren\u00fancia fiscal de R$ 9,8 bilh\u00f5es no ano.<\/p>\n<p>Apenas com a redu\u00e7\u00e3o a zero da al\u00edquota da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico (Cide) que indice sobre a gasolina e o diesel, o governo projeta arrecadar R$ 11,3 bilh\u00f5es a menos neste e no pr\u00f3ximo ano. Em 2012, o governo j\u00e1 teve que lidar com frustra\u00e7\u00e3o de receita com esse tributo, ao zerar a Cide para impedir que o reajuste de combust\u00edveis chegasse ao consumidor e pressionasse ainda mais a infla\u00e7\u00e3o, que encerrou o ano com alta de 5,84%.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o governo adorou uma s\u00e9rie de medidas com o objetivo de incentivar o consumo e os investimentos. As diversas redu\u00e7\u00f5es da al\u00edquota de IPI anunciadas no ano passado &#8211; para bens de capital, materiais de constru\u00e7\u00e3o, m\u00f3veis, carros e eletrodom\u00e9sticos da linha branca &#8211; ter\u00e3o impacto estimado de R$ 8 bilh\u00f5es nas contas p\u00fablicas em 2013. Para alguns produtos, como autom\u00f3veis, haver\u00e1 recomposi\u00e7\u00e3o gradual da al\u00edquota.<\/p>\n<p>Para as contas p\u00fablicas de 2014, s\u00e3o medidas de car\u00e1ter mais permanente que devem ter o maior impacto, principalmente a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos para 42 setores. A ren\u00fancia fiscal prevista com a substitui\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal sobre a folha de sal\u00e1rios por al\u00edquota de 1% a 2% do faturamento bruto \u00e9 estimada pela Receita Federal em R$ 13,3 bilh\u00f5es em 2013, valor que subir\u00e1 para R$ 16,2 bilh\u00f5es no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Nessa conta, ficou de fora, por exemplo, a reforma do PIS e da Cofins prevista pela equipe econ\u00f4mica. No fim do ano passado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu a inclus\u00e3o na lei or\u00e7ament\u00e1ria de 2013 uma estimativa de perda de receita de R$ 9,8 bilh\u00f5es por causa da redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas do PIS \/Cofins, que beneficiar\u00e1 setores a serem definidos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo discute meta de super\u00e1vit menor<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>As cr\u00edticas \u00e0 \u00e1rea econ\u00f4mica pelo uso de manobras fiscais em 2012 fortaleceram dentro do governo o debate em torno da persegui\u00e7\u00e3o de uma meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio menor neste ano. Embora ainda t\u00e9cnica, as discuss\u00f5es envolvem duas hip\u00f3teses. Na primeira, a redu\u00e7\u00e3o da meta seria expl\u00edcita. Outra \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do valor do super\u00e1vit prim\u00e1rio, por\u00e9m, com o an\u00fancio claro de que o governo far\u00e1 uma economia menor, considerando o abatimento dos investimentos do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC).<\/p>\n<p>O entendimento de t\u00e9cnicos \u00e9 que a sinaliza\u00e7\u00e3o concreta do governo de que vai perseguir uma meta inferior aos R$ 155,9 bilh\u00f5es estabelecidos para o setor consolidado ou o equivalente a 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano evitaria desgastes como o que aconteceu em 2012. O governo j\u00e1 sinalizou que pode abater at\u00e9 R$ 25 bilh\u00f5es da meta de um total autorizado pelo Congresso Nacional de R$ 45,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>No fim do ano passado, o Executivo recorreu a manobras fiscais como uso de R$ 12,4 bilh\u00f5es do Fundo Soberano do Brasil (FSB) e antecipa\u00e7\u00e3o de dividendos para garantir a meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio e, dessa forma, garantir o cumprimento da Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) e Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A engenharia financeira &#8211; mal explicada pelo governo &#8211; acabou colocando em risco a credibilidade das contas p\u00fablicas e provocou desconforto no Pal\u00e1cio do Planalto.<\/p>\n<p>Segundo fonte da \u00e1rea econ\u00f4mica, esse debate t\u00e9cnico em torno da persegui\u00e7\u00e3o de um super\u00e1vit prim\u00e1rio menor neste ano ainda n\u00e3o foi levado ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. Mas as declara\u00e7\u00f5es recentes do ministro apontam que ele teria mais simpatia pela manuten\u00e7\u00e3o do super\u00e1vit no atual patamar mas com men\u00e7\u00e3o clara do valor que ser\u00e1 abatimento da meta. &#8220;H\u00e1 no Or\u00e7amento de 2013 v\u00e1lvula de escape de R$ 25 bilh\u00f5es que poder\u00edamos abater&#8221;, afirmou Mantega recentemente ao Valor PRO. &#8220;Podemos abater a t\u00edtulo de investimento ou de desonera\u00e7\u00e3o. Vai depender se n\u00f3s vamos fazer mais desonera\u00e7\u00f5es, e n\u00f3s pretendemos fazer mais, e do comportamento da economia&#8221;, acrescentou o ministro.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea econ\u00f4mica, pelo menos, em um ponto h\u00e1 consenso. Para garantir a continuidade da trajet\u00f3ria de queda da rela\u00e7\u00e3o d\u00edvida\/PIB n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio fazer um super\u00e1vit prim\u00e1rio de 3,1% do PIB, ou seja, pode ser perseguido um valor inferior.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, existe a avalia\u00e7\u00e3o de que se isso for admitido publicamente, haver\u00e1 uma press\u00e3o adicional por aumento de gastos de custeio, despesa que a \u00e1rea econ\u00f4mica tenta reduzir. Outra preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com o fato de o Banco Central (BC) trabalhar com a meta cheia de super\u00e1vit prim\u00e1rio para definir a taxa de juros necess\u00e1ria para manter a infla\u00e7\u00e3o sob controle. Qualquer altera\u00e7\u00e3o nesse aspecto, poderia influenciar na tend\u00eancia da taxa b\u00e1sica de juros (Selic).<\/p>\n<p>Ao deixar claro o desejo de perseguir uma meta de super\u00e1vit menor, o governo pode at\u00e9 trazer surpresas positivas neste ano, caso a retomada da economia brasileira se confirme, proporcionando uma eleva\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o de impostos. Nos \u00faltimos meses de 2012, o governo verificou que dificilmente a meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio para o ano seria cumprida. Mas a decis\u00e3o final da \u00e1rea econ\u00f4mica foi a de utilizar os instrumentos legais existentes para garantir a meta.<\/p>\n<p>Uma altera\u00e7\u00e3o do valor do super\u00e1vit prim\u00e1rio s\u00f3 poderia ter acontecido com o envio de um projeto de lei pelo Executivo ajustando os valores na LDO. Isso n\u00e3o seria um fato in\u00e9dito. Em 2009, o governo baixou essa economia de 3,8% do PIB para 2,5% do PIB.<\/p>\n<p>Como o governo n\u00e3o solicitou formalmente um ajuste na LDO, a n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o da meta em 2012 significaria o descumprimento de uma lei que poderia implicar a reprova\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas pelo Congresso Nacional e, at\u00e9 mesmo, a abertura de processos espec\u00edficos cuja puni\u00e7\u00e3o mais grave \u00e9 a perda do cargo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Investimento estrangeiro direto cai na China<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Em 2012, os investimentos estrangeiros diretos (IED) na China ca\u00edram pela primeira vez desde 2009, com a desacelera\u00e7\u00e3o do crescimento da economia e com a migra\u00e7\u00e3o dos fabricantes para mercados dotados de m\u00e3o de obra mais barata. A queda contrasta com os gastos chineses em investimentos diretos externos, que dispararam para um valor recorde.<\/p>\n<p>O ingresso de IED na China recuou 4,5% em dezembro, comparativamente ao mesmo per\u00edodo do ano anterior, para US$ 11,7 bilh\u00f5es, segundo dados do Minist\u00e9rio do Com\u00e9rcio chin\u00eas divulgados ontem em Pequim. Foi a 13\u00aa retra\u00e7\u00e3o num per\u00edodo de 14 meses. No ano como um todo, o afluxo de recursos caiu 3,7%, para US$ 111,7 bilh\u00f5es, enquanto os investimentos n\u00e3o financeiros chineses no exterior aumentaram 28,6%, para US$ 77,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A China est\u00e1 pouco a pouco ficando menos atrativa como destino de f\u00e1bricas, diante da alta dos custos. O pa\u00eds, ao mesmo tempo, canaliza parte de seus US$ 3,3 trilh\u00f5es em reservas cambiais para investimentos no exterior. A guinada dos investimentos externos diretos poder\u00e1 beneficiar pa\u00edses como a Indon\u00e9sia e o Vietn\u00e3, entre outros, segundo o HSBC Holdings. &#8220;\u00c9 uma tend\u00eancia inevit\u00e1vel os custos da m\u00e3o de obra continuarem subindo na China&#8221;, disse Shi Lei, analista da corretora Founder Securities em Pequim.<\/p>\n<p>A entrada de investimentos externos diretos deve ser comparada com a queda de 5,4%, para US$ 8,3 bilh\u00f5es, registrada em novembro. Os investimentos diretos da China no exterior aumentaram 25%, para US$ 62,5 bilh\u00f5es, nos 11 primeiros meses de 2012.<\/p>\n<p>A relev\u00e2ncia dos investimentos estrangeiros diretos na China est\u00e1 diminuindo num momento em que os dirigentes do pa\u00eds, a segunda maior economia mundial, ampliam seus gastos em infraestrutura dom\u00e9stica e diante da expans\u00e3o interna do cr\u00e9dito. A participa\u00e7\u00e3o de recursos externos no total dos investimentos em ativos fixos na China caiu do pico de 11,8%, computado em 1996, para 1,5% em 2011, segundo dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estat\u00edstica chin\u00eas.<\/p>\n<p>Fabricantes globais com uso intensivo de m\u00e3o de obra est\u00e3o deixando a China e se instalando em outros pa\u00edses asi\u00e1ticos, disse Trinh Nguyen, economista do HSBC Holdings de Hong Kong. Os ingressos em investimentos do setor t\u00eaxtil na China encolheram 18,9% nos tr\u00eas primeiros trimestres de 2012.<\/p>\n<p>Os investimentos diretos da China no exterior dever\u00e3o ultrapassar os ingressos de aplica\u00e7\u00f5es diretas no pa\u00eds dentro de um ano, segundo Shen Jianguang, economista-chefe para a \u00c1sia da Mizuho Securities Asia. O \u00f3rg\u00e3o regulador cambial chin\u00eas informou na segunda-feira que criou uma nova divis\u00e3o para empregar as reservas do pa\u00eds, as maiores do mundo, no apoio a empresas chinesas no exterior.<\/p>\n<p>O governo chin\u00eas divulgar\u00e1 amanh\u00e3 dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre, sobre a produ\u00e7\u00e3o industrial, sobre as vendas de varejo de dezembro e sobre os investimentos em ativos fixos do ano como um todo. O crescimento da economia chinesa deve ter se acelerado para 7,8% no per\u00edodo outubro-dezembro, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo intervalo de 2011, segundo pesquisa da Bloomberg News.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Estado de S. 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