{"id":4201,"date":"2013-01-18T13:49:38","date_gmt":"2013-01-18T13:49:38","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4201"},"modified":"2013-01-18T13:49:38","modified_gmt":"2013-01-18T13:49:38","slug":"fora-o-imperialismo-do-mali","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4201","title":{"rendered":"FORA O IMPERIALISMO DO MALI"},"content":{"rendered":"\n<p>Quem tem sobre suas costas uma longa hist\u00f3ria colonial de crimes genocidas e, na atualidade exerce o papel de pot\u00eancia imperialista, \u00e9 respons\u00e1vel pela situa\u00e7\u00e3o de absoluta depend\u00eancia e esp\u00f3lio que condena centenas de milh\u00f5es de pessoas a viverem no analfabetismo e na aliena\u00e7\u00e3o cultural e a morrerem prematuramente de fome, sede e enfermidades cur\u00e1veis, jamais pode erigir-se como defensor de nada que n\u00e3o signifique mais explora\u00e7\u00e3o e saqueio.<\/p>\n<p>Nem a Fran\u00e7a, nem nenhuma das velhas ou novas pot\u00eancias imperialistas que hoje operam na \u00c1frica, no marco de uma confronta\u00e7\u00e3o imperialista cada vez maior, possuem autoridade pol\u00edtica ou moral para intervir nesse conflito com o pretexto de querer melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida de sua popula\u00e7\u00e3o, mediante uma interven\u00e7\u00e3o militar ou com pretensos acordos econ\u00f4micos que trazem benef\u00edcios apenas para si mesmos. S\u00e3o eles EXCLUSIVAMENTE os respons\u00e1veis pela situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria e desestrutura\u00e7\u00e3o pol\u00edtica vivida pela \u00c1frica e, por isso, nunca uma solu\u00e7\u00e3o vir\u00e1 deles. Tampouco, a solu\u00e7\u00e3o vir\u00e1 do apoio de uma for\u00e7a multinacional africana, dirigida pelos mesmos interesses imperialistas e, menos ainda, do respaldo pol\u00edtico da ONU, da UE ou da OTAN, que dar\u00e3o uma m\u00ednima legitimidade a este novo cap\u00edtulo na longu\u00edssima lista de invas\u00f5es genocidas protagonizadas pelo capitalismo europeu na \u00c1frica.<\/p>\n<p>Em Mali e em todo o Sahel, al\u00e9m de sua posi\u00e7\u00e3o geoestrat\u00e9gica, \u00e9 o controle dos importantes recursos minerais (especialmente ur\u00e2nio) e h\u00eddricos, a \u00fanica raz\u00e3o pela qual se movem as multinacionais e os respectivos estados que defendem seus interesses empresariais.<\/p>\n<p>Consequentemente, denunciamos a manipula\u00e7\u00e3o com a qual se pretende justificar a interven\u00e7\u00e3o militar sob a necessidade de combater o fundamentalismo isl\u00e2mico. Novamente, o uso midi\u00e1tico do fantasma do fundamentalismo isl\u00e2mico \u00e9 usado como a \u201craz\u00e3o humanit\u00e1ria\u201d para cometer um novo ultraje contra o direito internacional e o direito \u00e0 soberania e autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos. Ainda que o que digam combater seja uma execr\u00e1vel ramifica\u00e7\u00e3o da hidra assassina criada pelo pr\u00f3prio imperialismo em 1979, com o intuito de combater a presen\u00e7a internacionalista da URSS no Afeganist\u00e3o, a Fran\u00e7a, que desde meados do s\u00e9culo XIX, nunca deixou de participar do esp\u00f3lio dos recursos naturais do Mali e de ser respons\u00e1vel pela escravid\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o de seu povo, jamais pode reivindicar nenhum direito sobre este pa\u00eds e sobre nenhum dos povos que o comp\u00f5em.<\/p>\n<p>Exigimos a sa\u00edda de todas as tropas estrangeiras e pedimos respeito \u00e0 soberania e \u00e0 independ\u00eancia do Mali, deixando seu povo, sua classe trabalhadora e seu campesinato encontrarem uma sa\u00edda favor\u00e1vel aos seus interesses fora da tutela imperialista. A \u00c1frica e o Mali s\u00f3 possuem futuro fora do capitalismo, construindo uma economia planificada dirigida a satisfazer as necessidades de sua popula\u00e7\u00e3o e sustentada por um poder popular que, definitivamente, expulse de suas terras as multinacionais. O futuro de toda a Humanidade est\u00e1 no Socialismo.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m denunciamos a responsabilidade pol\u00edtica que assumem todas as for\u00e7as pol\u00edticas integradas no Partido da Esquerda Europeia (PIE, sigla em espanhol) que, dada uma pretendida equidist\u00e2ncia entre v\u00edtimas e carrascos, continuam sem condenar a a\u00e7\u00e3o criminosa liderada por Hollande. Sem d\u00favida, mesmo tendo qualificado sua vit\u00f3ria nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais francesas de 6 de maio passado como \u201cuma vit\u00f3ria que abre um nova esperan\u00e7a na Fran\u00e7a e da Europa\u201d[1], continua condicionando a lealdade do PIE e de seus componentes \u00e0 pol\u00edtica belicista da socialdemocracia europeia.<\/p>\n<p>Diante de todas estas posi\u00e7\u00f5es d\u00e9beis utilizadas, de uma forma ou de outra, para justificar a agress\u00e3o militar, convertendo-os em colaboradores dos bombardeios que, assim como o Governo espanhol, apoiam expressamente tais a\u00e7\u00f5es, o PCPE conclama a classe trabalhadora e os setores populares dos povos da Espanha a denunciarem este novo cap\u00edtulo das agress\u00f5es imperialistas que, ap\u00f3s a derrota do Socialismo na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, em 1991, vem aumentando e encaminha a Humanidade a um cen\u00e1rio de viol\u00eancia, onde o Direito Internacional e as institui\u00e7\u00f5es internacionais de consenso, como poderia ter se tornado a ONU ou a UA, acabou perdendo toda sua credibilidade pol\u00edtica.<\/p>\n<p>15 de janeiro de 2013.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<hr width=\"33%\" size=\"1\" \/>\n<p>[1] Pierre Laurent, Secretario Nacional del Partido Comunista Franc\u00e9s \/\u00a006 may 12<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.pcpe.es\/comunicados\/item\/2114-fuera-el-imperialismo-de-mali.html\">http:\/\/www.pcpe.es\/comunicados\/item\/2114-fuera-el-imperialismo-de-mali.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nPCPE\n\n\n\n\n\n\n\n\nDeclara\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Executivo do PCPE\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4201\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-4201","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-15L","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4201"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4201\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}