{"id":4202,"date":"2013-01-18T13:54:14","date_gmt":"2013-01-18T13:54:14","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4202"},"modified":"2017-08-25T00:58:05","modified_gmt":"2017-08-25T03:58:05","slug":"porto-de-eike-causou-salinizacao-de-agua-doce-confirmam-autoridades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4202","title":{"rendered":"Porto de Eike causou saliniza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua doce, confirmam autoridades"},"content":{"rendered":"\n<p>As autoridades ambientais do Estado do Rio de Janeiro confirmaram nesta quarta-feira (16) que as obras de constru\u00e7\u00e3o do porto do A\u00e7u, da empresa LLX, do empres\u00e1rio Eike Batista, causaram a saliniza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua doce usado por agricultores de S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra (RJ).<\/p>\n<p>Segundo a presidente do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), Marilene Ramos, o problema ocorreu ap\u00f3s o transbordamento da \u00e1gua salgada do sistema de drenagem da dragagem do porto. A \u00e1gua, que deveria voltar para o mar, atingiu reservat\u00f3rios de \u00e1gua doce.<\/p>\n<p>O canal mais atingido foi o Quintingute. Principal fonte de abastecimento dos agricultores locais, ele foi caracterizado como de \u00e1gua doce pelo estudo de impacto ambiental, mas atualmente tem 2,1 de salinidade &#8211;o adequado para irriga\u00e7\u00e3o \u00e9 de, no m\u00e1ximo, 0,14.<\/p>\n<p>De acordo com ela, o transbordamento j\u00e1 foi corrigido com um novo sistema de drenagem. Agora restam as an\u00e1lises das \u00e1guas subterr\u00e2neas. O objetivo \u00e9 identificar se elas foram contaminadas pela \u00e1gua salgada do processo de dragagem do porto.<\/p>\n<p>De acordo com o secret\u00e1rio de Estado do Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc, na pr\u00f3xima semana ser\u00e1 divulgado as a\u00e7\u00f5es que a LLX dever\u00e1 executar para corre\u00e7\u00e3o dos danos. Minc garantiu, por\u00e9m, que o problema n\u00e3o vai interromper as obras do porto.<\/p>\n<p>Segundo Marilene, a empresa dever\u00e1 dobrar (para 16) a quantidade de po\u00e7os de monitoramento do local para identificar a extens\u00e3o da poss\u00edvel contamina\u00e7\u00e3o das \u00e1guas subterr\u00e2neas. Ela disse ainda que &#8220;certamente&#8221; haver\u00e1 alguma multa, s\u00f3 n\u00e3o sabe de quanto.<\/p>\n<p>A LLX ainda n\u00e3o se manifestou sobre o assunto, mas deve faz\u00ea-lo ainda hoje.<\/p>\n<p>A den\u00fancia de saliniza\u00e7\u00e3o do local foi feita por pesquisadores da Uenf (Universidade do Norte Fluminense). No estudo divulgado, eles afirmara que se nada for feito, um processo de desertifica\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o poder\u00e1 ser iniciado.<\/p>\n<p>Agricultor mostra abacaxis danificados de sua planta\u00e7\u00e3o; eles acusam a obra de porto de Eike Batista de causar o processo de saniliza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a primeira consequ\u00eancia ambiental direta detectada ap\u00f3s o in\u00edcio das obras no empreendimento. Os Minist\u00e9rios P\u00fablicos federal e estadual instauraram inqu\u00e9rito para apurar o caso.<\/p>\n<p>A dragagem \u00e9 feita para aumentar a profundidade do mar e do canal aberto pela empresa, a fim de permitir o acesso de grandes navios. A licen\u00e7a ambiental emitida permite a retirada de 65,2 bilh\u00f5es de litros de areia do mar &#8211;31 bilh\u00f5es de litros j\u00e1 foram depositados em solo.<\/p>\n<p>Os primeiros sinais do problema foram identificados no fim de outubro de 2012, quando o agricultor Jo\u00e3o Roberto de Almeida, 50, o Pinduca, viu parte de sua planta\u00e7\u00e3o de abacaxi nascer queimada.<\/p>\n<p>&#8220;Sempre usei essa \u00e1gua e nunca tive problemas. N\u00e3o sou contra o desenvolvimento. Mas o que est\u00e1 acontecendo \u00e9 desrespeito&#8221;, disse \u00e0\u00a0Folha em dezembro de 2012.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, o diretor de sustentabilidade da LLX, Paulo Monteiro, afirmou que a saliniza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas da regi\u00e3o pr\u00f3xima ao porto antecederia as obras no local. Mas afirmou estar aberto a receber informa\u00e7\u00f5es sobre eventuais problemas causados pela interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ele chegou a dizer que a constru\u00e7\u00e3o do porto tinha um sistema de drenagem que impedia o vazamento de \u00e1gua do mar para o exterior do empreendimento. O contr\u00e1rio foi detectado pelas autoridades ambientais do Estado.<\/p>\n<p>&#8220;A \u00e1gua com areia retorna ao mar por canais de drenagem. N\u00e3o vai para o lado do [canal do] Quitingute. Tudo foi calculado para jogar a \u00e1gua para o canal interligado com o mar&#8221;, afirmou Monteiro \u00e0\u00a0Folha, na \u00e9poca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nDV\n\n\n\n\n\n\n\n\nVENCESLAU BORLINA FILHO\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4202\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-4202","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-15M","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4202","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4202"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4202\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4202"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4202"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4202"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}