{"id":4203,"date":"2013-01-18T19:20:52","date_gmt":"2013-01-18T19:20:52","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4203"},"modified":"2013-01-18T19:20:52","modified_gmt":"2013-01-18T19:20:52","slug":"expansao-do-brasil-gera-debate-sobre-postura-imperialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4203","title":{"rendered":"Expans\u00e3o do Brasil gera debate sobre postura imperialista"},"content":{"rendered":"\n<p>No in\u00edcio, os uruguaios ainda gostavam da cerveja brasileira. As filiais do Banco Ita\u00fa na capital Montevid\u00e9u tampouco eram um problema. Por\u00e9m, em 2006, quando as firmas brasileiras passaram a comprar os armaz\u00e9ns frigor\u00edficos do pa\u00eds, muitos ficaram desconfiados. De uma hora para outra o grosso dos neg\u00f3cios com a carne bovina, campe\u00e3 de exporta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, encontrava-se em m\u00e3os brasileiras.<\/p>\n<p>Frigor\u00edficos no Uruguai, planta\u00e7\u00f5es de soja no Paraguai, usinas hidrel\u00e9tricas no Peru: as empresas do Brasil conquistam a Am\u00e9rica do Sul. E com cifras de impor respeito. Segundo dados do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, o total das exporta\u00e7\u00f5es nacionais para o restante da Am\u00e9rica Latina e o Caribe saltou de 11,5 bilh\u00f5es para 57 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, entre 2002 e 2011. Isso situa a regi\u00e3o como segundo mais importante mercado para o com\u00e9rcio externo brasileiro, depois da \u00c1sia.<\/p>\n<p>Admira\u00e7\u00e3o e rejei\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Por\u00e9m os demais latino-americanos observam com ceticismo a ascens\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds. &#8220;Em muitos aspectos, os pa\u00edses veem o Brasil com um olhar semelhante ao que a Am\u00e9rica do Sul tinha sobre os Estados Unidos&#8221;, exp\u00f5e Oliver St\u00fcnkel, professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, em entrevista \u00e0 DW Brasil. &#8220;\u00c9 uma mistura de admira\u00e7\u00e3o e rejei\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>O clima pol\u00edtico \u00e9 especialmente tenso no Paraguai. A atitude brasileira ap\u00f3s a posse do ent\u00e3o presidente Fernando Lugo, em junho de 2012, ainda \u00e9 encarada como uma interven\u00e7\u00e3o descabida. &#8220;Quando o Brasil pressionou para que o Paraguai fosse suspenso do mercado comum Mercosul, voltou a aflorar o sentimento de que o pa\u00eds se comporta como uma pot\u00eancia colonial&#8221;, explica St\u00fcnkel.<\/p>\n<p>O ex-ministro brasileiro do Exterior Luiz Felipe Lampreia tamb\u00e9m classifica como uma gafe diplom\u00e1tica o comportamento de seu governo na \u00e9poca. &#8220;Essa decis\u00e3o pol\u00edtica despertou um grande mal-estar no Paraguai&#8221;, admitiu em entrevista \u00e0 DW.<\/p>\n<p>No entanto, o diplomata considera absurda a acusa\u00e7\u00e3o de que o Brasil estaria se comportando de forma colonialista. &#8220;Os brasileiros pagam impostos, exportam mercadorias e criam postos de trabalho, tanto no Paraguai como no Uruguai ou na Bol\u00edvia&#8221;, contra-argumenta Lampreia.<\/p>\n<p>\u00c1frica como alvo preferencial<\/p>\n<p>Quer como amigo, quer como inimigo, a expans\u00e3o econ\u00f4mica e pol\u00edtica do Brasil segue a passos largos. A mineradora Vale S.A. pretende investir no exterior, at\u00e9 2014, um total de 9,6 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, em especial em pa\u00edses africanos como Mo\u00e7ambique, Angola e Z\u00e2mbia. Com 17 mil funcion\u00e1rios, a multinacional Odebrecht \u00e9 a maior empregadora privada de Angola. E a semiestatal Petrobras explora petr\u00f3leo em Angola e na Nig\u00e9ria.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o brasileira no continente africano \u00e9 fruto de uma inten\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. L\u00e1, o gigante sul-americano est\u00e1 representado com, no m\u00ednimo, 37 embaixadas. E, ao oferecer cr\u00e9ditos acess\u00edveis, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) tamb\u00e9m ajuda a financiar grandes projetos dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>O ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva visitou os pa\u00edses ao sul do Saara mais de uma dezena de vezes durante seus dois mandatos, de 2003 a 2011. Tamb\u00e9m sua sucessora Dilma Rousseff segue apostando na coopera\u00e7\u00e3o sul-sul. Com resultados palp\u00e1veis: de 2000 at\u00e9 agora, o volume anual de neg\u00f3cios Brasil-\u00c1frica cresceu de 4,2 bilh\u00f5es para mais de 20 bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Mais uma na\u00e7\u00e3o imperialista?<\/p>\n<p>Entretanto tamb\u00e9m na \u00c1frica lus\u00f3fona a expans\u00e3o brasileira gera tens\u00f5es. Em julho de 2010, manifestantes enfurecidos invadiram a mina de ferro da Vale S.A. na Guin\u00e9, por viola\u00e7\u00f5es dos direitos dos trabalhadores. Tamb\u00e9m em Mo\u00e7ambique, no leste africano, pequenos agricultores protestaram no \u00faltimo ano contra a empresa mineradora, por desaloj\u00e1-los, a fim de dar lugar \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o mineral em Moatize.<\/p>\n<p>&#8220;Em Mo\u00e7ambique, a rela\u00e7\u00e3o da Vale com a popula\u00e7\u00e3o local \u00e9 t\u00e3o ruim que, para muitos, a atual imagem do Brasil \u00e9 pior do que a de Portugal da \u00e9poca colonial&#8221;, escreveu Carlos Tautz para O Globo. Se o governo n\u00e3o lembrar as firmas brasileiras do respeito \u00e0s normas internacionais, no futuro o Brasil ser\u00e1 percebido &#8220;como mais uma na\u00e7\u00e3o imperialista&#8221;, advertiu o jornalista.<\/p>\n<p>O professor Oliver St\u00fcnkel, contudo, n\u00e3o partilha essa opini\u00e3o. &#8220;A reputa\u00e7\u00e3o do Brasil na \u00c1frica \u00e9 muito boa. Para o pa\u00eds, ainda se desenrola o tapete vermelho&#8221;, afirma o perito econ\u00f4mico.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Contra\u00e7\u00e3o da economia alem\u00e3 \u00e9 novo golpe para eurozona<\/p>\n<p>Carta Maior<\/p>\n<p>A contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da Alemanha no \u00faltimo trimestre de 2012 e a redu\u00e7\u00e3o oficial das proje\u00e7\u00f5es de crescimento para este ano s\u00e3o um novo golpe para a zona do euro. Segundo o Escrit\u00f3rio Federal de Estat\u00edsticas da Alemanha a contra\u00e7\u00e3o foi de 0,5%. Segundo o Banco Central alem\u00e3o, a economia crescer\u00e1 0,4% este ano, muito menos do que o 1,6% previsto em c\u00e1lculos anteriores. Na primeira metade do ano passado o crescimento alem\u00e3o evitou uma recess\u00e3o do conjunto da eurozona. \u00c9 \u00f3bvio que as coisas est\u00e3o mudando.<\/p>\n<p>A crise dos pa\u00edses do sul da zona do euro est\u00e1 alcan\u00e7ando a Alemanha e apagando a ilus\u00e3o de um desacoplamento gra\u00e7as \u00e0 m\u00edtica efici\u00eancia produtiva germ\u00e2nica. Em 2009, a Alemanha sofreu uma contra\u00e7\u00e3o de 5% como consequ\u00eancia da crise mundial, mas em 2010 e 2011 teve uma r\u00e1pida recupera\u00e7\u00e3o com um crescimento de 4,2% e 3% respectivamente. A queda foi abrupta na segunda metade do ano passado e deixou o Produto Interno Bruto (PIB) alem\u00e3o com um an\u00eamico aumento de 0,7%. Em declara\u00e7\u00f5es ao Financial Times nesta quarta-feira o presidente do governo da Espanha, mariano Rajoy, que aceitou o plano de ajuste em seu pa\u00eds, pediu \u00e0s na\u00e7\u00f5es credoras da eurozona que ponham em marcha pol\u00edticas de est\u00edmulo ao crescimento. \u201cEste \u00e9 o momento de colocar em marcha essas pol\u00edticas. Est\u00e1 claro que n\u00e3o se pode pedir a Espanha que adote pol\u00edticas de expans\u00e3o, mas sim aos pa\u00edses da zona do euro que est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de faz\u00ea-lo\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Um dado deveria favorecer esta mudan\u00e7a. Segundo o mesmo Escrit\u00f3rio de Estat\u00edsticas, a Alemanha obteve um super\u00e1vit fiscal de 0,1%, o primeiro desde 2007. Mas o ministro de Finan\u00e7as alem\u00e3o, Wolfgang Schauble reafirmou, ter\u00e7a-feira \u00e0 noite, a posi\u00e7\u00e3o de austeridade de seu governo.<\/p>\n<p>As duas eurozonas<\/p>\n<p>Desde o estouro da crise da d\u00edvida na Gr\u00e9cia em 2010, a zona do euro vem apresentando uma hist\u00f3ria de realidades paralelas. Enquanto os PIGS (Portugal, Irlanda, Gr\u00e9cia e Espanha) afundavam na recess\u00e3o, a Alemanha, segundo exportador mundial depois da China, crescia gra\u00e7as suas vendas ao exterior. Segundo Marie Dirone, economista s\u00eanior da consultora internacional Ernest and Young, os novos dados provam que a Alemanha n\u00e3o pode se desvencilhar do destino de seus vizinhos. \u201cDurante um certo tempo causou assombro a capacidade alem\u00e3 para resistir \u00e0 debilidade do sul da Europa com a diversifica\u00e7\u00e3o de suas exporta\u00e7\u00f5es para a China e outros mercados emergentes. Est\u00e1 claro que isso tem limites. A Alemanha est\u00e1 sentindo a queda da demanda nos outros pa\u00edses da zona do euro\u201d, assinalou \u00e0 Carta Maior.<\/p>\n<p>N\u00e3o chega a surpreender. A metade das exporta\u00e7\u00f5es alem\u00e3s tem como destino os pa\u00edses da zona do euro. O dado se reflete nas estat\u00edsticas oficiais. O setor exportador, que representa mais da ter\u00e7a parte do PIB alem\u00e3o, sofreu uma queda abrupta no \u00faltimo trimestre do ano passado. Esta queda arrastou a zona do euro que terminou 2012 em recess\u00e3o (dois trimestres consecutivos de contra\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Os novos dados oficiais mostram tamb\u00e9m que o euro segue sofrendo do desequil\u00edbrio estrutural entre economias muito distintas, o que vem colocando em perigo o projeto da moeda \u00fanica europeia. Entre Alemanha ou Fran\u00e7a e Gr\u00e9cia ou Portugal sempre houve um abismo de produtividade e competitividade. Estas diferen\u00e7as n\u00e3o eram incorrig\u00edveis. No cora\u00e7\u00e3o do projeto pan-europeu estava a ideia de homogeneizar economias diversas por meio do investimento p\u00fablico nas zonas mais atrasadas.<\/p>\n<p>Mas o euro nasceu em meio \u00e0 grande festa financeira. Gra\u00e7as \u00e0 moeda \u00fanica, os pa\u00edses da periferia, os PIGS (Portugal, Irlanda, Gr\u00e9cia e Espanha), tiveram uma taxa de juro muito baixa que financiou b\u00f4nus de investimento e consumo pagos com um crescente endividamento. O resultado foi que os pa\u00edses do norte europeu exportaram e os do sul consumiram com base em um d\u00e9ficit de conta corrente. O ajuste decidido pelo governo alem\u00e3o socialdemocrata de Gerhard Schroeder em 2003 aprofundou o desequil\u00edbrio: os sal\u00e1rios alem\u00e3es tiveram uma estagna\u00e7\u00e3o relativa aos do Sul que encareceu os produtos que vinham dos PIGS.<\/p>\n<p>O ajuste unidimensional<\/p>\n<p>Segundo uma escola de pensamento, sendo a zona do euro uma unidade, o desequil\u00edbrio n\u00e3o deveria importar tanto: a queda de uma regi\u00e3o seria compensada pelo crescimento de outra. Mas o especialista alem\u00e3o da London School of Economic, Henning Meyer, opina que a unidade da zona do euro \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o sem mecanismos concretos que compensem os desequil\u00edbrios. \u201cA zona do euro n\u00e3o tem transfer\u00eancias fiscais que compensem a queda de uma regi\u00e3o. E a pol\u00edtica que est\u00e1 sendo impulsionada no conjunto da regi\u00e3o \u00e9 exatamente a contr\u00e1ria a um mecanismo desta natureza. H\u00e1 um ajuste assim\u00e9trico pelo qual os pa\u00edses que t\u00eam d\u00e9ficit est\u00e3o adotando pol\u00edticas recessivas enquanto que os pa\u00edses que apresentam super\u00e1vit n\u00e3o est\u00e3o adotando pol\u00edticas expansivas\u201d, disse Meyer \u00e0 Carta Maior.<\/p>\n<p>A chanceler alem\u00e3 Angela Merkel \u00e9 a grande papisa da austeridade na zona do euro em meio a uma contra\u00e7\u00e3o que come\u00e7a a afetar os interesses do poderoso setor exportador alem\u00e3o. Estes programas de ajuste, que o jornal espanhol El Pa\u00eds batizou como \u201causteric\u00eddio\u201d, s\u00e3o uma corda no pesco\u00e7o que o governo alem\u00e3o segue apertando. \u00c9 preciso reconhecer que o fundamentalismo alem\u00e3o \u00e9 coerente. H\u00e1 duas semanas, o ministro de Finan\u00e7as, Wolfgang Schauble assinalou que a pr\u00f3pria Alemanha necessita de um ajuste fiscal.<\/p>\n<p>Isso depender\u00e1 muito do que ocorrer com sua economia. O fantasma que come\u00e7a a rondar entre os analistas \u00e9 a possibilidade de uma recess\u00e3o alem\u00e3. A este fantasma econ\u00f4mica se somam as elei\u00e7\u00f5es de setembro, nas quais a chanceler Merkel tem que renovar seu mandato. \u201cA Alemanha tem vivido em um mundo paralelo no qual a crise da zona do euro era uma coisa que se via pela televis\u00e3o. Se a economia alem\u00e3 se deteriorar, isso pode ter um forte impacto no resultado das elei\u00e7\u00f5es, na pol\u00edtica adotada e no conjunto da eurozona\u201d, disse Meyer \u00e0 Carta Maior.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Petrobr\u00e1s ter\u00e1 de elevar investimentos ap\u00f3s exig\u00eancias da ANP<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A revis\u00e3o que a Ag\u00eancia Nacio\u00adnal de Petr\u00f3leo, G\u00e1s e Biocombust\u00edveis (ANP) come\u00e7ou a di\u00advulgar nesta semana sobre os planos de desenvolvimento dos maiores campos de petr\u00f3\u00adleo da Petrobr\u00e1s deve for\u00e7ar a companhia a elevar a suas me\u00adtas de produ\u00e7\u00e3o. Segundo duas fontes ligadas \u00e0 ag\u00eancia, \u00e9 poss\u00edvel que a empresa te\u00adnha de elevar as proje\u00e7\u00f5es j\u00e1 em seu pr\u00f3ximo plano de neg\u00f3\u00adcios, em meados do ano.<\/p>\n<p>A ANP aprovou, com ressal\u00advas, o plano de desenvolvimento apresentado pela Petrobr\u00e1s para o campo de Roncador, o primei\u00adro de 11 megacampos que est\u00e3o tendo as atividades revistas pelo regulador. As 11 concess\u00f5es s\u00e3o as que mais pagam participa\u00e7\u00e3o especial no Pa\u00eds, respons\u00e1veis por 4\/5 da produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia exigiu, por exemplo, que a Petrobr\u00e1s invista em mais po\u00e7os e plataformas, a custos de mais de R$ 1 bilh\u00e3o, numa previ\u00ads\u00e3o conservadora. O resultado de Roncador foi publicado em ata de reuni\u00e3o de 7 de janeiro, mas a Petrobr\u00e1s informou que ainda n\u00e3o recebeu comunica\u00e7\u00e3o oficial. Nos pr\u00f3ximos meses, a ANP divulgar\u00e1 a revis\u00e3o dos ou\u00adtros dez campos e, segundo as fontes, deve manter o rigor nas avalia\u00e7\u00f5es, levando a Petrobr\u00e1s a aumentar investimento, maquin\u00e1rio, efici\u00eancia e produ\u00e7\u00e3o nos campos mais antigos.<\/p>\n<p>O objetivo da ANP \u00e9 reverter o decl\u00ednio, que chegou a 40% em campos antigos entre 2011 e 2012, enquanto a Petrobr\u00e1s direcionou os olhos para o pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>O pedido para que a Petrobr\u00e1s revisse os planos de desenvolvi\u00admento foi feito pela ANP no ano passado. A Petrobr\u00e1s apresen\u00adtou projetos para recuperar os campos, mas o resultado da ava\u00adlia\u00e7\u00e3o de Roncador divulgado nesta semana mostra que a ANP considera os esfor\u00e7os insuficien\u00adtes e exigir\u00e1 mais da companhia.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o cumprir as determina\u00ad\u00e7\u00f5es da ag\u00eancia, algumas imedia\u00adtas, a Petrobr\u00e1s ser\u00e1 autuada. Ao cumprir, precisar\u00e1 aumentar suas metas de produ\u00e7\u00e3o. Nesse caso, poderia ter de elevar a cur\u00adva j\u00e1 na pr\u00f3xima revis\u00e3o do pla\u00adno de neg\u00f3cios, em meados des\u00adte ano. &#8220;A ANP defende os inte\u00adresses d\u00e1 na\u00e7\u00e3o. A Petrobr\u00e1s est\u00e1 produzindo aqu\u00e9m do que pode\u00adria. A ag\u00eancia quer garantir que est\u00e3o sendo aplicadas as melho\u00adres pr\u00e1ticas da ind\u00fastria&#8221;, disse a fonte ligada \u00e0 ag\u00eancia.<\/p>\n<p>No caso de Marlim, a produ\u00ad\u00e7\u00e3o encolheu a menos de um ter\u00ad\u00e7o: passou de 600 mil barris por dia, em 2002, para 192 mil barris por dia, em agosto passado. A Pe\u00adtrobr\u00e1s s\u00f3 est\u00e1 conseguindo manter est\u00e1vel a produ\u00e7\u00e3o pois a queda de campos antigos \u00e9 compensada pela eleva\u00e7\u00e3o de produ\u00ad\u00e7\u00e3o em novos campos do pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>Parte dos equipamentos que a ANP est\u00e1 exigindo pode vir de \u00e1reas cujo per\u00edodo de explora\u00e7\u00e3o est\u00e1 chegando ao fim. No en\u00adtanto, segundo uma fonte, o n\u00fa\u00admero de sondas liberadas n\u00e3o passaria de cinco e ser\u00e1 insufi\u00adciente. Nesse caso, a se manter o mesmo rigor da ANP nos pr\u00f3xi\u00admos campos, a Petrobr\u00e1s ter\u00e1 de realocar ou contratar novas son\u00addas e equipamentos.<\/p>\n<p>Entre as possibilidades da companhia est\u00e1 a realoca\u00e7\u00e3o de unidades previstas para o pr\u00e9-sal. No limite, a Petrobr\u00e1s pode estudar a redu\u00e7\u00e3o de participa\u00ad\u00e7\u00f5es em alguns campos, para via\u00adbilizar os investimentos.<\/p>\n<p>A ANP vai rever em dezembro se a Petrobr\u00e1s cumpriu as exig\u00ean\u00adcias quanto a Roncador. Se n\u00e3o tiver justificativas para poss\u00edveis descumprimentos (por exem\u00adplo, n\u00e3o conseguir licen\u00e7a am\u00adbiental para perfura\u00e7\u00e3o), a em\u00adpresa pode ser multada, explica a fonte ligada \u00e0 ag\u00eancia.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo reduzir\u00e1 custo de todas as empresas<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Num esfor\u00e7o para recuperar a economia, o governo vai estender a todos os setores, ainda este ano, a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento das empresas. Segundo interlocutores da presidente Dilma Rousseff, ela considera que os segmentos que j\u00e1 receberam esse incentivo t\u00eam apresentado bons resultados e que est\u00e1 na hora de usar todas as armas para evitar que o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e servi\u00e7os produzidos pelo pa\u00eds) de 2013 n\u00e3o repita o fraco desempenho de 2012, quando o crescimento ficou, na melhor das hip\u00f3teses, em 1%. Para este ano, a previs\u00e3o oficial est\u00e1 em 4%.<\/p>\n<p>A desonera\u00e7\u00e3o prev\u00ea a retirada da al\u00edquota de 20% de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria que incide sobre a folha de pagamentos e a cobran\u00e7a de uma al\u00edquota entre 1% e 2% sobre o faturamento das empresas. Na avalia\u00e7\u00e3o da presidente, a medida reduziu custos dos empres\u00e1rios com m\u00e3o de obra e favoreceu a formaliza\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. Al\u00e9m disso, o Planalto avalia que a pol\u00edtica de fazer desonera\u00e7\u00e3o beneficiando setores de forma pontual &#8211; algo que era criticado por parte dos economistas &#8211; se esgotou.<\/p>\n<p>A equipe econ\u00f4mica come\u00e7ou a reduzir os encargos sobre a folha das empresas em 2011 de forma t\u00edmida, beneficiando apenas tr\u00eas setores: cal\u00e7ados, software e m\u00f3veis. O benef\u00edcio foi ampliado gradativamente em 2012 e abrange hoje 42 setores, incluindo mais recentemente o com\u00e9rcio varejista. Nos moldes em que est\u00e1, a desonera\u00e7\u00e3o provoca uma perda de arrecada\u00e7\u00e3o para a Uni\u00e3o que \u00e9 bancada pelo Tesouro Nacional. Somente este ano, o impacto ser\u00e1 de R$ 15 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O tamanho da ren\u00fancia fiscal provocada pela medida foi o que tornou o governo cauteloso na hora de ampli\u00e1-la. Mas come\u00e7ou a pesar na balan\u00e7a a opini\u00e3o de parte dos t\u00e9cnicos da equipe econ\u00f4mica que defendem uma flexibiliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica fiscal em troca da concess\u00e3o de benef\u00edcios que trar\u00e3o retorno para a economia.<\/p>\n<p>Em outra frente, a presidente decidiu procurar os representantes de setores que j\u00e1 foram beneficiados pela desonera\u00e7\u00e3o da folha e pedir que eles deem uma contrapartida por meio do aumento da contrata\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios e da amplia\u00e7\u00e3o de investimentos. Somente na semana passada, ela se reuniu com o presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Cosan, Rubens Ometto; o presidente da Vale, Murilo Ferreira; e o diretor-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht.<\/p>\n<p>Quando anunciou a desonera\u00e7\u00e3o da folha de diversos setores da ind\u00fastria, de servi\u00e7os e do com\u00e9rcio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou que o governo tamb\u00e9m esperava como retorno a manuten\u00e7\u00e3o de empregos, aumento da produ\u00e7\u00e3o e das exporta\u00e7\u00f5es. Outro aux\u00edlio esperado pelo governo \u00e9 no controle da infla\u00e7\u00e3o. Isso porque as empresas que conseguiram reduzir custos com a desonera\u00e7\u00e3o da folha teriam condi\u00e7\u00f5es de fazer reajustes menores em seus produtos e servi\u00e7os este ano.<\/p>\n<p>Os t\u00e9cnicos do governo explicam que todos os setores intensivos em m\u00e3o de obra (e que por isso eram os mais prejudicados pela cobran\u00e7a de 20% sobre a folha) j\u00e1 foram beneficiados pela desonera\u00e7\u00e3o. Entre eles, est\u00e3o o segmento automotivo e a constru\u00e7\u00e3o civil. No entanto, ainda h\u00e1 setores que demandam o benef\u00edcio, como \u00e9 o caso do segmento de bares e restaurantes, al\u00e9m de alguns fabricantes de equipamentos e componentes e os fornecedores de m\u00e3o de obra terceirizada. H\u00e1 tamb\u00e9m quem tenha ficado de fora do benef\u00edcio em fun\u00e7\u00e3o do tamanho das al\u00edquotas que passaram a incidir sobre o faturamento.<\/p>\n<p>&#8211; Existem alguns setores que pediriam para entrar na desonera\u00e7\u00e3o se a al\u00edquota de 1% ou 2% baixasse &#8211; explicou um t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>Apesar da preocupa\u00e7\u00e3o de certas \u00e1reas do governo com o impacto da medida nos cofres da Previd\u00eancia, Dilma avalia que a repercuss\u00e3o social supera em muito os riscos econ\u00f4micos. Especialmente porque, ao estimular a gera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de empregos no pa\u00eds, o Brasil se fortalece contra a crise internacional. Em seus discursos, ela faz quest\u00e3o de repetir que o pa\u00eds vem fortalecendo os direitos e promovendo o pleno emprego, ao contr\u00e1rio do que t\u00eam feito pa\u00edses europeus.<\/p>\n<p>A presidente bateu o martelo sobre a universaliza\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento durante o processo de negocia\u00e7\u00e3o da medida provis\u00f3ria (MP) que favoreceu os mais de 40 setores em 2012. Durante o processo de negocia\u00e7\u00e3o da MP, a \u00e1rea econ\u00f4mica se mostrou flex\u00edvel para estender o benef\u00edcio para todas as empresas. Al\u00e9m disso, a presidente quer que a equipe econ\u00f4mica anuncie o mais rapidamente poss\u00edvel sua proposta para simplificar a cobran\u00e7a de PIS\/Cofins no pa\u00eds.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BNDES pode se tornar s\u00f3cio da CSN<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Ser\u00e1 debatida na pr\u00f3xima semana uma proposta que poder\u00e1 transformar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) em s\u00f3cio relevante da Companhia Sider\u00fargica Nacional (CSN) nos seus principais neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um dos desenhos em estudo para viabilizar a aquisi\u00e7\u00e3o, por parte da CSN, dos ativos da alem\u00e3 ThyssenKrupp no Brasil e nos Estados Unidos. Desde o ano passado, estuda-se um modelo que coloque o banco estatal como acionista da opera\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, mais recentemente, ganhou for\u00e7a a ideia de o BNDES tornar-se s\u00f3cio de peso de todos os neg\u00f3cios do grupo controlado por Benjamin Steinbruch, apurou o Valor. O banco, conforme informa\u00e7\u00f5es da empresa, \u00e9 dono de apenas 1,9% do seu capital por meio de seu bra\u00e7o BNDESPar.<\/p>\n<p>Se essa possibilidade for levada adiante, ainda ter\u00e3o de ser definidos o tamanho e o desenho da participa\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o como acionista da companhia. A reuni\u00e3o da semana que vem, a ser realizada na sede do BNDES, no Rio, servir\u00e1 justamente para discutir os caminhos poss\u00edveis para a atua\u00e7\u00e3o do banco.<\/p>\n<p>O BNDES j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais um grande credor da CSN. De acordo com informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis no site do banco estatal, h\u00e1 pelo menos cinco anos n\u00e3o h\u00e1 registro de novos financiamentos da institui\u00e7\u00e3o \u00e0 companhia.<\/p>\n<p>A entrada direta da institui\u00e7\u00e3o como s\u00f3cia da CSN, abarcando todos os neg\u00f3cios &#8211; a\u00e7o, minera\u00e7\u00e3o, log\u00edstica, cimento e energia &#8211; poderia ajudar a contornar os maiores entraves \u00e0 compra dos neg\u00f3cios do grupo alem\u00e3o.<\/p>\n<p>Os ativos colocados \u00e0 venda pela ThyssenKrupp &#8211; a Companhia Sider\u00fargica do Atl\u00e2ntico (CSA), no Rio, e uma laminadora no Estado americano do Alabama &#8211; n\u00e3o s\u00e3o baratos. A CSN, segundo informa\u00e7\u00f5es reveladas na quarta-feira, fez uma proposta de US$ 3,8 bilh\u00f5es para ficar com eles.<\/p>\n<p>Se fechada por esse valor, a aquisi\u00e7\u00e3o consumiria mais da metade dos R$ 15 bilh\u00f5es que a sider\u00fargica tinha em caixa no fim de setembro. Ao mesmo tempo, absorver os ativos elevaria o grau de alavancagem da CSN, que encerrou o terceiro trimestre do ano passado com d\u00edvida l\u00edquida de R$ 15,6 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em relat\u00f3rio publicado no fim de novembro, o analista Felipe Reis, do Santander, considerava improv\u00e1vel a aquisi\u00e7\u00e3o dessas companhias pela sider\u00fargica de Steinbruch. Em seus c\u00e1lculos, o neg\u00f3cio elevaria de 3,8 vezes para 5,1 vezes a rela\u00e7\u00e3o entre a d\u00edvida l\u00edquida e o lucro antes de juros, impostos, deprecia\u00e7\u00e3o e amortiza\u00e7\u00f5es (Ebitda) da CSN.<\/p>\n<p>Um aumento de capital no grupo, com a entrada do BNDES, reduziria o peso das d\u00edvidas no balan\u00e7o da empresa. Ao mesmo tempo, poderia contribuir para dissipar o temor de investidores de que a aquisi\u00e7\u00e3o consumiria o caixa da CSN em um mau momento do setor.<\/p>\n<p>Procurado, o BNDES informou que n\u00e3o comentaria o assunto. A<\/p>\n<p>Ontem, as a\u00e7\u00f5es da CSN abriram o dia na Bovespa com forte queda diante das not\u00edcias &#8211; ca\u00edram at\u00e9 4,9%, liderando as quedas do preg\u00e3o. Fechou o dia como a segunda maior baixa do Ibovespa, com 3,7%, a R$ 11,98.<\/p>\n<p>Pesava sobre os pap\u00e9is a percep\u00e7\u00e3o dos investidores de que a companhia poder\u00e1 entrar em uma guerra de propostas e pagar caro pelos ativos da ThyssenKrupp num momento de demanda fraca. &#8220;Investidores de curto prazo consideram o movimento negativo porque haver\u00e1 um desembolso de caixa e provavelmente um aumento nos investimentos necess\u00e1rios&#8221;, afirmou Marcelo Varej\u00e3o, analista da Socopa, \u00e0 Bloomberg News. &#8220;\u00c9 um mau momento para o setor sider\u00fargico e parece mais adequado preservar caixa.&#8221;<\/p>\n<p>O &#8220;Wall Street Journal&#8221; noticiou ontem que al\u00e9m da oferta de US$ 3,8 bilh\u00f5es da CSN pelos ativos, a Thyssen tamb\u00e9m recebeu propostas iguais de US$ 1,5 bilh\u00e3o da ArcelorMittal e da Nucor pela usina do Alabama. O jornal atribuiu a informa\u00e7\u00e3o a fontes familiarizadas com o neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Um interlocutor ouvido pelo Valor confirmou as propostas, mas afirmou que elas s\u00e3o, por enquanto, indicativas. Ou seja, ainda poder\u00e3o ser modificadas e n\u00e3o representam um compromisso definitivo dos interessados.<\/p>\n<p>A CSA, localizada no Rio, entrou em opera\u00e7\u00e3o em meados de 2010 e tem capacidade de produzir 5 milh\u00f5es de toneladas de placas por ano. A laminadora americana, do mesmo ano, est\u00e1 apata a fazer 4,5 milh\u00f5es de toneladas anuais de chapas, principalmente para o setor automotivo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ap\u00f3s dois anos abaixo da m\u00e9dia, Incra planeja acelerar assentamentos em 2013<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Depois de dois anos com o total de assentamentos de fam\u00edlias para a reforma agr\u00e1ria abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica &#8211; 45 mil na soma dos dois anos -, a gest\u00e3o da presidente Dilma Rousseff pode registrar este ano o seu melhor desempenho nessa \u00e1rea. O Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra) inicia 2013 com quase 300 im\u00f3veis rurais prontos para serem desapropriados, o que deve permitir o assentamento de 16 mil fam\u00edlias j\u00e1 no in\u00edcio deste ano. Em 2011, foram 22 mil fam\u00edlias, e em 2012, 23 mil.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o para um in\u00edcio de ano forte, segundo o presidente da autarquia, Carlos Guedes de Guedes, est\u00e1 na libera\u00e7\u00e3o de terras na segunda metade de 2012 e na prepara\u00e7\u00e3o das \u00e1reas para assentamento em 2013. &#8220;Tivemos recursos dispon\u00edveis para conseguir \u00e1reas importantes no Centro-Sul, como o Complexo Cambayba, de Campos dos Goytacazes (RJ), Fazenda Col\u00f4mbia (SP) e Fazenda Tr\u00eas Pil\u00f5es (GO). &#8220;<\/p>\n<p>Mesmo sob fortes cr\u00edticas de movimentos sociais, que acusam o governo de proteger grandes latif\u00fandios, Guedes diz que o Incra continua &#8220;firme&#8221; na postura de melhorar a condi\u00e7\u00e3o dos assentamentos existentes. Para isso, a autarquia est\u00e1 assinando uma s\u00e9rie de conv\u00eanios com outras \u00e1reas do governo para dividir suas atribui\u00e7\u00f5es, que inclu\u00edam desde constru\u00e7\u00e3o de estradas, moradia de assentados at\u00e9 construir escolas em assentamentos.<\/p>\n<p>Em julho, quando Guedes assumiu a presid\u00eancia do Incra, apenas 3 mil fam\u00edlias tinham sido assentadas. O trabalho ainda foi prejudicado pela greve na estatal, que durou quase tr\u00eas meses (de meados de junho a setembro).<\/p>\n<p>De acordo com representantes de movimentos sociais, a alta na qualidade de vida nos acampamentos, principal bandeira atual da autarquia, \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o do Estado, e n\u00e3o o principal objetivo. Segundo eles, uma alta no n\u00famero de assentados seria mais comemorada do que melhorias nos acampamentos j\u00e1 estabelecidos.<\/p>\n<p>A coordenadora-geral da Fetraf-Brasil, Elis\u00e2ngela Ara\u00fajo, diz que o governo abandonou a pol\u00edtica de reforma agr\u00e1ria. &#8220;Nossa posi\u00e7\u00e3o continua a mesma. Discordamos dessa nova diretriz de a\u00e7\u00e3o. O governo n\u00e3o pode dizer que quer qualidade em assentamentos, se e n\u00e3o faz uma pol\u00edtica para isso&#8221;, disse Elis\u00e2ngela.<\/p>\n<p>Para conseguir maior sintonia com outros programas do governo, o Incra vai agregar seu banco de dados ao Cadastro \u00danico para Programas Sociais (Cad\u00danico), que \u00e9 usado, obrigatoriamente, para a sele\u00e7\u00e3o de benefici\u00e1rios e para integra\u00e7\u00e3o de programas sociais do governo federal. Ao todo, 50 mil assentados far\u00e3o parte do Plano Brasil sem Mis\u00e9ria, em 770 assentamentos.<\/p>\n<p>Dentre os acordos que come\u00e7ar\u00e3o a vigorar em 2013, o principal ser\u00e1 o investimento de R$ 200 milh\u00f5es para que 300 mil fam\u00edlias de todo o Brasil recebam assist\u00eancia t\u00e9cnica em suas propriedades para aumentar a produ\u00e7\u00e3o. Na safra 2011\/12, apenas 15 mil fam\u00edlias vendiam para o Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos (PAA). A meta da estatal \u00e9 triplicar esse n\u00famero na safra 2012\/13.<\/p>\n<p>Outro conv\u00eanio assinado com o Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o Nacional vai permitir que 30 mil fam\u00edlias do Semi\u00e1rido nordestino tenham acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel nos assentamentos. Por fim, o Minha Casa, Minha Vida chega ao produtor assentado, com estimativa inicial de 70 mil constru\u00e7\u00f5es em 2013, e mais de 120 mil reformas em todo o Brasil.<\/p>\n<p>A responsabilidade pelo fornecimento de \u00e1gua a fam\u00edlias no Semi\u00e1rido passar\u00e1 a ser do Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o, enquanto a constru\u00e7\u00e3o da rede de energia el\u00e9trica em todos os assentamentos ser\u00e1 atribui\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio de Minas e Energia, dentro do programa Luz para Todos.<\/p>\n<p>O or\u00e7amento de 2012 do Incra &#8211; R$ 2,1 bilh\u00f5es &#8211; foi quase integralmente empenhado. Guedes diz que n\u00e3o houve contingenciamento e que o governo tem &#8220;dado todo o apoio \u00e0 reforma agr\u00e1ria&#8221;. Segundo ele, &#8220;a informa\u00e7\u00e3o de que houve reten\u00e7\u00e3o de valores \u00e9 equivocada&#8221;. Ao todo, foram gastos R$ 639 milh\u00f5es em obten\u00e7\u00e3o de terras, R$ 200 milh\u00f5es em infraestrutura e R$ 200 milh\u00f5es em assist\u00eancia t\u00e9cnica.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Infla\u00e7\u00e3o cai no atacado, mas alta \u00e9 forte para consumidor<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Com desacelera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida que o esperado nos produtos agropecu\u00e1rios e perda de f\u00f4lego de alimentos processados, o \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os &#8211; 10 (IGP-10) surpreendeu economistas ao recuar de 0,63% para 0,42% entre dezembro e janeiro, mas n\u00e3o trouxe perspectivas mais otimistas para a infla\u00e7\u00e3o ao consumidor no primeiro m\u00eas do ano. Como os alimentos in natura e cereais seguem pressionados por condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas desfavor\u00e1veis, analistas continuam trabalhando com forte avan\u00e7o do grupo alimenta\u00e7\u00e3o no IPCA.<\/p>\n<p>O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% nos IGPs, cedeu de 0,66% para 0,34% na passagem mensal, com taxas menores tanto nos produtos agr\u00edcolas (1,21% para 0,35%) como nos industriais (0,44% para 0,34%). Na contram\u00e3o, o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPC) avan\u00e7ou de 0,65% para 0,76% no per\u00edodo, puxado principalmente pelo grupo alimenta\u00e7\u00e3o, cuja alta passou de 0,97% para 1,54%.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m divulgado ontem, o IPC da Fipe, que calcula a varia\u00e7\u00e3o semanal dos pre\u00e7os na cidade de S\u00e3o Paulo, mostrou alta ainda maior dos alimentos. O grupo subiu 2% na segunda quadrissemana de janeiro, acima da alta de 1,76% observada na abertura do m\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;Soja e milho, que est\u00e3o cedendo e t\u00eam peso elevado no atacado, pesam pouco na cesta de consumo. Alimentos in natura e cereais, por outro lado, ainda est\u00e3o subindo bastante, por isso vemos o grupo alimenta\u00e7\u00e3o com alta no IPC&#8221;, diz Fl\u00e1vio Serrano, do BES Investimento.<\/p>\n<p>Dentro do IPA, a soja intensificou sua defla\u00e7\u00e3o de 1,94% para 4,49%, enquanto o milho desacelerou de 6,95% para 0,63%. Por outro lado, no IPC, ficaram mais caros hortali\u00e7as e legumes (-2,61% para 6,45%), frutas (1,39% para 2,91%) e aves e ovos (2% para 4,1%). Segundo Serrano, essas altas s\u00e3o sazonais e n\u00e3o ir\u00e3o se dissipar no curto prazo, o que ir\u00e1 elevar o IPCA para algo entre 0,8% e 0,85% no fim do m\u00eas.<\/p>\n<p>Fabio Rom\u00e3o, da LCA Consultores, nota que a corre\u00e7\u00e3o para baixo de pre\u00e7os de gr\u00e3os, motivada por perspectivas de safras melhores em 2013, j\u00e1 chegou aos bovinos, que deixaram alta de 0,86% para recuo de 2,37%, e est\u00e1 se transmitindo aos alimentos industrializados. Na passagem de dezembro para janeiro, produtos aliment\u00edcios e bebidas sa\u00edram de avan\u00e7o de 0,81% para defla\u00e7\u00e3o de 0,09%.<\/p>\n<p>Como a expectativa \u00e9 que a defla\u00e7\u00e3o na soja se intensifique ao longo do m\u00eas, e que os pre\u00e7os industriais continuem mostrando taxa comportada, Rom\u00e3o espera alta ainda menor do IGP-M em janeiro, de 0,27%. As boas not\u00edcias no atacado, no entanto, n\u00e3o ir\u00e3o evitar que os alimentos subam 1,5% no IPCA de janeiro nas previs\u00e3o da LCA, j\u00e1 que o cen\u00e1rio para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos in natura segue desfavor\u00e1vel.<\/p>\n<p>A estimativa de Rom\u00e3o para os \u00edndices ao consumidor para o pr\u00f3ximo m\u00eas, por outro lado, \u00e9 de desacelera\u00e7\u00e3o relevante, puxada principalmente pelos alimentos e pela queda das tarifas de energia el\u00e9trica. A consultoria projeta que o IPCA ir\u00e1 recuar de 0,87% para 0,43%, entre janeiro e fevereiro.<\/p>\n<p>Segundo Salom\u00e3o Quadros, da FGV, a redu\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o de commodities agr\u00edcolas, vista em janeiro, chegar\u00e1 nos pr\u00f3ximos meses ao IPC. A alta nos pre\u00e7os de aves e ovos no varejo, diz, ainda \u00e9 resultado da recente valoriza\u00e7\u00e3o da soja, gr\u00e3o usado na fabrica\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00e3o animal. J\u00e1 em hortali\u00e7as, legumes e frutas, Quadros afirma que as chuvas t\u00eam atrapalhado as colheitas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Deutsche Welle\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4203\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4203","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-15N","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4203","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4203"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4203\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4203"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4203"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4203"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}