{"id":4218,"date":"2013-01-23T12:22:10","date_gmt":"2013-01-23T12:22:10","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4218"},"modified":"2013-01-23T12:22:10","modified_gmt":"2013-01-23T12:22:10","slug":"setor-desonerado-nao-supera-media-da-industria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4218","title":{"rendered":"Setor desonerado n\u00e3o supera m\u00e9dia da ind\u00fastria"},"content":{"rendered":"\n<p>Usados como teste no pacote de desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos lan\u00e7ado pelo governo federal no ano passado, os setores de confec\u00e7\u00e3o e de cal\u00e7ados acompanharam o desempenho da atividade industrial, que registrou queda na produ\u00e7\u00e3o, aumento no faturamento, maior concorr\u00eancia de importados, aumento de pre\u00e7os e crescimento modesto do emprego formal.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, apesar de o benef\u00edcio j\u00e1 ter funcionado por 12 meses, ele n\u00e3o serviu para que os dois setores superassem o quadro geral de fraqueza da ind\u00fastria. A competitividade proporcionada pela ren\u00fancia fiscal de R$ 1 bilh\u00e3o oferecida aos dois segmentos &#8211; decorrente da troca da contribui\u00e7\u00e3o de 20% do valor da folha salarial ao INSS por uma al\u00edquota de 1% sobre o faturamento &#8211; permitiu, contudo, um ganho de margem para as empresas ou foi usado para segurar reajustes de pre\u00e7os.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a 2011, o setor de cal\u00e7ados registrou recuo de 3,4% na produ\u00e7\u00e3o no acumulado de janeiro a novembro do ano passado de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), queda de 2% no volume exportado, e de 2,3% na importa\u00e7\u00e3o, segundo a Funda\u00e7\u00e3o Centro de Com\u00e9rcio Exterior (Funcex), al\u00e9m de retra\u00e7\u00e3o de 2,5% no faturamento, na sondagem realizada com as empresas do setor pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI).<\/p>\n<p>O segmento de confec\u00e7\u00f5es, por sua vez, apresentou, tamb\u00e9m no acumulado de janeiro a novembro, quedas de 4,6% na produ\u00e7\u00e3o e de 14% no volume de exporta\u00e7\u00f5es. O faturamento, contudo, aumentou 5,1% e as importa\u00e7\u00f5es cresceram 21,7%, acirrando mais a disputa pelo mercado interno.<\/p>\n<p>No conjunto da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, o raio-x \u00e9 semelhante ao dos dois setores. A produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica recuou 2,7%, segundo o IBGE, e o faturamento aumentou 2,8%, de acordo com a CNI.<\/p>\n<p>Diferentes estat\u00edsticas de emprego tamb\u00e9m n\u00e3o deixam claro se o benef\u00edcio fiscal ajudou a elevar as contrata\u00e7\u00f5es nos dois setores. Os dados do IBGE apontam recuo de 8,9% no emprego em confec\u00e7\u00f5es e de 6,4% em cal\u00e7ados. No geral da ind\u00fastria, a contra\u00e7\u00e3o medida pelo instituto foi mais t\u00edmida: 1,3%. J\u00e1 o Cadastro Geral de Admitidos e Demitidos (Caged), do Minist\u00e9rio do Trabalho, mostra aumento do emprego de 1,6% no setor de confec\u00e7\u00f5es, de 4,3% em cal\u00e7ados e de 4,5% para o conjunto da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o. Contudo, o crescimento do emprego formal nos dois setores beneficiados foi similar ao constatado em 2011, quando n\u00e3o havia o impacto da desonera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O destino dado ao benef\u00edcio variou em cada um dos dois setores, mas n\u00e3o resultou em queda de pre\u00e7o ao consumidor. Internamente, os pre\u00e7os dos dois segmentos subiram, ainda que sem sinais claros de press\u00e3o de insumos. No setor de vestu\u00e1rio, o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Produtor (IPP), calculado pelo IBGE para representar o pre\u00e7o efetivo de sa\u00edda da f\u00e1brica, acumulou alta de 4,9% at\u00e9 novembro, bem acima do aumento de 1,87% registrado na fabrica\u00e7\u00e3o de produtos t\u00eaxteis. Em cal\u00e7ados, o IPP subiu 4,5% em 2012, at\u00e9 novembro, \u00faltimo dado dispon\u00edvel.<\/p>\n<p>O benef\u00edcio tamb\u00e9m n\u00e3o ajudou a recuperar mercado externo, pois mesmo a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real no ano passado &#8211; que devolveu parte da rentabilidade das vendas ao exterior -, foi solapada pela desacelera\u00e7\u00e3o dos principais mercados internacionais, de acordo com Heitor Klein, presidente da Abical\u00e7ados, associa\u00e7\u00e3o das empresas do setor. Isso tamb\u00e9m levou os empres\u00e1rios a alocar os efeitos da desonera\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os ao exterior, parcela da venda que fica ainda mais desonerada, pois \u00e9 isenta da al\u00edquota de 1% sobre o faturamento que substituiu a contribui\u00e7\u00e3o ao INSS. &#8220;A ideia inicial era jogar o ganho com o benef\u00edcio aos pre\u00e7os para dar mais competitividade aos produtos. Foi esse o intuito da medida acertada com o governo&#8221;, diz Klein.<\/p>\n<p>Para tentar reverter a queda nos indicadores, o governo precisa ser mais &#8220;ousado&#8221;, segundo Klein. &#8220;A desonera\u00e7\u00e3o foi um bom caminho indicado pelo governo, mas insuficiente para reverter o quadro de diminui\u00e7\u00e3o da atividade. Os resultados mostram que \u00e9 necess\u00e1rio aprofundar esse tipo de a\u00e7\u00e3o. N\u00e3o avan\u00e7amos na diminui\u00e7\u00e3o do PIS\/Cofins, por exemplo, que estamos pleiteando desde o ano passado&#8221;, diz o executivo.<\/p>\n<p>&#8220;Ajudou? Sim, l\u00f3gico, mas s\u00f3 at\u00e9 determinado ponto&#8221;, diz Ronald Masijah, presidente do Sindicato das Ind\u00fastrias de Vestu\u00e1rio e Confec\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo, sobre o efeito da desonera\u00e7\u00e3o ao longo do ano passado. Segundo ele, as confec\u00e7\u00f5es paulistas destoaram um pouco de suas parceiras nacionais e tamb\u00e9m repassaram a margem obtida pela medida aos pre\u00e7os. Intensivo em m\u00e3o de obra, assim como a ind\u00fastria cal\u00e7adista, o setor pede mais celeridade ao governo para tomar medidas que ajudem a ind\u00fastria nacional a competir internamente com o produto importado.<\/p>\n<p>Para baratear seus custos, Masijah afirma que as empresas paulistas de confec\u00e7\u00e3o est\u00e3o dando seu pr\u00f3prio &#8220;jeitinho&#8221;. Cerca de 80% delas hoje &#8211; na estimativa do sindicato &#8211; se enquadram no Simples, sistema de tributa\u00e7\u00e3o para micro e pequenas empresas, para diminuir os custos com encargos. &#8220;As empresas foram se esfarelando em v\u00e1rias pequenas. Mas se voc\u00ea ganha de um lado, perde do outro, pois n\u00e3o h\u00e1 mais economia de escala.&#8221;<\/p>\n<p>O ano de 2012 n\u00e3o pode ser considerado ruim, na vis\u00e3o de Ulrich Kuhn, do sindicato das Ind\u00fastrias de Fia\u00e7\u00e3o, Tecelagem e do Vestu\u00e1rio de Blumenau (Sintex). &#8220;Foi bom para o varejo, que cresceu bem. As ind\u00fastrias que n\u00e3o criaram coisas novas realmente tiveram mais dificuldades&#8221;, argumenta. Ele ressalta, contudo, que a desonera\u00e7\u00e3o teve um resultado econ\u00f4mico &#8220;muito pequeno, pois voc\u00ea desonera de um lado e imp\u00f5e uma porcentagem de cima do faturamento do outro.&#8221;<\/p>\n<p>O destino do ganho com a desonera\u00e7\u00e3o depende de cada empresa, segundo Kuhn. Aquelas que terceirizam parte da produ\u00e7\u00e3o foram as que menos se beneficiaram da medida. &#8220;Quem tem quadro grande de funcion\u00e1rios ganhou 1% no faturamento&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Segundo fonte da \u00e1rea econ\u00f4mica, o governo continua trabalhando com a proposta de ampliar a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento para setores que solicitarem o benef\u00edcio, mas n\u00e3o est\u00e1 sendo considerada a hip\u00f3tese de desonera\u00e7\u00e3o de todos os segmentos econ\u00f4micos neste ano.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dessa fonte, muitos setores da economia n\u00e3o t\u00eam interesse em deixar de pagar 20% de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a folha de pagamento em substitui\u00e7\u00e3o a um percentual sobre o faturamento. O benef\u00edcio \u00e9 vantajoso apenas para segmentos intensivos em m\u00e3o de obra.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, afirma, \u00e9 preciso ter margem fiscal (Or\u00e7amento) para desonerar a folha de todos os setores. A perspectiva \u00e9 de que sejam gastos R$ 40 bilh\u00f5es em redu\u00e7\u00e3o de tributos neste ano, sendo que R$ 16 bilh\u00f5es ligados \u00e0 desonera\u00e7\u00e3o da folha para 42 setores.<\/p>\n<p>Apesar dos n\u00fameros negativos da produ\u00e7\u00e3o em 2012, a CNI espera retomada da atividade neste ano. &#8220;Com as desonera\u00e7\u00f5es, a energia mais barata, o c\u00e2mbio mais desvalorizado e a sedimenta\u00e7\u00e3o dos juros mais baixos, h\u00e1 melhores condi\u00e7\u00f5es para a produ\u00e7\u00e3o. A ind\u00fastria vem tendo dificuldade, mas a recupera\u00e7\u00e3o come\u00e7a a ficar mais evidente neste ano&#8221;, diz Marcelo de \u00c1vila, economista da entidade.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Executivos globais apontam o pa\u00eds como o 3\u00ba melhor mercado<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o terceiro mercado mais importante para o crescimento das empresas internacionalmente, s\u00f3 atr\u00e1s da China e dos Estados Unidos, segundo pesquisa global da consultoria Price Waterhouse&amp;Coopers (PwC) divulgada \u00e0 margem da abertura do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, na cidade su\u00ed\u00e7a de Davos. &#8220;Os executivos olham a demografia no Brasil, a tend\u00eancia populacional \u00e9 favor\u00e1vel, quando olham essa crescente nova classe m\u00e9dia&#8221;, disse presidente da PwC, Dennis Nally.<\/p>\n<p>O Cen\u00e1rio Econ\u00f4mico Global, da PwC, tra\u00e7ado em pesquisa com 13,3 mil entrevistas em 68 pa\u00edses, mostrou que apenas 36% dos altos executivos de companhias internacionais est\u00e3o &#8220;muito confiantes&#8221; de que as receitas crescer\u00e3o nos pr\u00f3ximos 12 meses, menos que os 40% que tinham confian\u00e7a em elevar receitas em 2012. Caiu o pessimismo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia, por\u00e9m. O percentual dos que apostam no decl\u00ednio econ\u00f4mico saiu de 48% em 2012 para 28% neste ano. Chegam a 52% os que n\u00e3o preveem mudan\u00e7a significativa no cen\u00e1rio econ\u00f4mico mundial.<\/p>\n<p>Quando a pesquisa pergunta sobre as perspectivas de cada executivo no pa\u00eds em que operam, os mais otimistas est\u00e3o na R\u00fassia (66%), \u00cdndia (63%) e M\u00e9xico (62%), seguidos por Brasil (44%), China (40%), Alemanha (31%) e EUA (30%). Enquanto cai a expectativa de crescimento de receitas entre dirigentes empresariais na Am\u00e9rica do Norte, Europa Ocidental e \u00c1sia e Pac\u00edfico, a Am\u00e9rica Latina vai na dire\u00e7\u00e3o oposta: 53% dos empres\u00e1rios creem em aumento das receitas no curto prazo, um pouco mais que no ano passado.<\/p>\n<p>No longo prazo, 46% est\u00e3o muito confiantes em melhoria no faturamento. Os mais otimistas est\u00e3o na \u00c1frica (62%) e no Oriente M\u00e9dio (56%), onde executivos chegam a ver a crise europeia como oportunidade de amplia\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>O Brasil teve lugar de destaque quando a pesquisa pediu aos altos executivos para mencionar os tr\u00eas principais pa\u00edses vistos como mais importante para as perspectivas de crescimento de suas empresas, fora das respectivas sedes. Nas Am\u00e9ricas, ficaram entre os dez principais apenas EUA (23%), Brasil (15%) e Canad\u00e1 (5%). A China foi apontada por 31% dos pesquisados, e a Alemanha por 12%. Entre os Brics, a \u00cdndia teve 10% das respostas e a R\u00fassia, 8%.<\/p>\n<p>Para o presidente da PwC nos EUA, Robert Moritz, al\u00e9m das vantagens demogr\u00e1ficas, com a entrada de grande contingente de consumidores no mercado, o progressivo crescimento da capacita\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra e os abundantes recursos naturais s\u00e3o outros fatores para manter o Brasil entre os pa\u00edses considerados essenciais para o futuro das empresas globais.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o que mais preocupa empres\u00e1rios \u00e9 a incerteza em rela\u00e7\u00e3o ao crescimento, que aparece no topo da lista de problemas para 81% dos executivos. As respostas nos pa\u00edses desenvolvidos \u00e0 crise est\u00e3o entre os principais motivos apontados para o aumento na preocupa\u00e7\u00e3o com o excesso de regula\u00e7\u00e3o governamental, que incomoda quase 70% dos executivos.<\/p>\n<p>Na lista de cen\u00e1rios que podem ter o pior impacto sobre os neg\u00f3cios, as revoltas sociais no pa\u00eds de opera\u00e7\u00e3o das empresas s\u00e3o, de longe, o problema mais citado pelos executivos (75%). A recess\u00e3o nos EUA preocupa 67% e a poss\u00edvel queda no crescimento da China, 51%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BNDES prev\u00ea novo ciclo de investimento em infraestrutura<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Um novo ciclo de investimentos em infraestrutura come\u00e7ou a tomar forma ano passado, e dever\u00e1 se intensificar daqui para frente. A previs\u00e3o \u00e9 do presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, que ontem divulgou os n\u00fameros do banco em 2012. Os desembolsos somaram R$ 156 bilh\u00f5es, uma alta de 12% em rela\u00e7\u00e3o a 2011.<\/p>\n<p>A expectativa de Coutinho vem do bom desempenho do BNDES. No ano passado, as consultas aumentaram 60% sobre 2011, atingindo R$ 312 bilh\u00f5es. Mas ele reconheceu que o ritmo de desembolso do BNDES daqui para frente depender\u00e1 do mercado de d\u00edvida privada, indicando que o banco, sozinho, poder\u00e1 n\u00e3o dar conta da demanda por empr\u00e9stimos.<\/p>\n<p>&#8220;Previs\u00f5es para 2013 dependem de uma s\u00e9rie de vari\u00e1veis em fun\u00e7\u00e3o da agenda de deb\u00eantures, do compartilhamento de opera\u00e7\u00f5es de financiamento [do BNDES]<\/p>\n<p>com o mercado financeiro&#8221;, disse Coutinho, sem fazer previs\u00f5es para os pr\u00f3ximos 12 meses. As novas concess\u00f5es na \u00e1rea de log\u00edstica, segundo ele, ser\u00e3o &#8220;uma oportunidade para compartilhar&#8221; o financiamento dos investimentos privados com o mercado de capitais.<\/p>\n<p>Os pedidos de recursos para infraestrutura lideraram as consultas ao BNDES. Elas funcionam como um &#8220;term\u00f4metro&#8221; para medir a inten\u00e7\u00e3o de investir do empresariado. O que mostra, segundo Coutinho, clara recupera\u00e7\u00e3o dos planos de investimentos no pa\u00eds em 2013 e em 2014 a partir das inten\u00e7\u00f5es privadas.<\/p>\n<p>S\u00f3 o setor de infraestrutura respondeu por um ter\u00e7o das consultas, ou R$ 97,4 bilh\u00f5es, 45% acima de 2011. Isso \u00e9 &#8220;resultado dos pacotes de concess\u00f5es, lan\u00e7ados pelo governo federal em 2012&#8221;, disse Coutinho, que aposta em aeroportos, portos, ferrovias e rodovias como os principais vetores de crescimento dos investimentos de 2013.<\/p>\n<p>O BNDES projeta em 2013 crescimento entre 5,5% e 6% da forma\u00e7\u00e3o bruta de capital fixo (medida das contas nacionais do que se investe na constru\u00e7\u00e3o civil e em m\u00e1quinas e equipamentos). Mas Coutinho espera um n\u00famero maior. Ele informou que o banco contribui com algo entre 15% e 20% para a FBCF do pa\u00eds.<\/p>\n<p>As consultas do setor industrial cresceram 72%, em 2012 frente a 2011, atingindo um total de R$ 115,2 bilh\u00f5es. A ind\u00fastria extrativa, onde se destaca o setor de \u00f3leo e g\u00e1s (Petrobras \u00e9 a maior empresa), respondeu por R$ 32,2 bilh\u00f5es desse total, com uma alta 619%. J\u00e1 as libera\u00e7\u00f5es \u00e0 ind\u00fastria alcan\u00e7aram R$ 47,6 bilh\u00f5es, 31% acima de 2011.<\/p>\n<p>Coutinho afirmou que &#8220;\u00e9 poss\u00edvel que as concess\u00f5es atraiam mais investimentos [do que a ind\u00fastria]. Mas vamos nos empenhar em recuperar o investimento industrial usando a demanda e o impulso da infraestrutura sobre as cadeias fornecedoras&#8221;. Mas o BNDES, lembrou, tem o desafio de melhorar a competitividade da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, que enfrenta dificuldades de competir no mercado internacional.<\/p>\n<p>Economistas ouvidos pelo Valor foram cautelosos sobre as previs\u00f5es de Coutinho relativas ao in\u00edcio de novo ciclo de investimentos puxado pelo setor de infraestrutura. Luiz Fernando de Paula, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Keynesiana Brasileira (AKB), considera os dados de desembolso do BNDES apenas &#8220;ind\u00edcios&#8221; de uma perspectiva positiva. &#8220;Tem de saber se o que est\u00e1 sendo apresentado \u00e9 um fato ou um wishful thinking [desejo, numa tradu\u00e7\u00e3o livre] do Luciano [Coutinho]&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Paulo Di Blasi, do Ibmec-RJ, concorda com De Paula. &#8220;A expectativa \u00e9 de que os investimentos do setor se acelerem em algum momento pela necessidade do pa\u00eds, mas \u00e9 cedo para afirmar que j\u00e1 est\u00e1 ocorrendo esse ciclo&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 para o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura (Aneinfra), Guilherme Floriani, o cen\u00e1rio para o setor de infraestrutura \u00e9 &#8220;positivo&#8221;. &#8220;Vemos 2013 com muito otimismo&#8221;, disse ele, ressaltando que o pa\u00eds evolui com os pacotes de concess\u00f5es de infraestrutura, mas que \u00e9 preciso avan\u00e7ar em quest\u00f5es como regula\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil busca resolver impasse com vizinhos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Brasil entrar\u00e1 em uma nova rodada de negocia\u00e7\u00f5es para destravar o com\u00e9rcio bilateral de produtos agr\u00edcolas com Argentina e Uruguai. Nesta quinta-feira, o ministro da Agricultura Mendes Ribeiro Filho se reunir\u00e1 com o ministro uruguaio do setor, Tabar\u00e9 Aguerre. Um dos pontos mais delicados entre os dois pa\u00edses s\u00e3o as importa\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria brasileira de l\u00e1cteos do pa\u00eds. Os produtores brasileiros conseguiram limitar a entrada do leite argentino por meio de uma cota de importa\u00e7\u00e3o mensal, mas nunca obtiveram o mesmo compromisso em rela\u00e7\u00e3o ao Uruguai.<\/p>\n<p>Somente em 2012, entraram no Brasil 72,9 mil toneladas de leite e derivados uruguaios, em uma importa\u00e7\u00e3o de US$ 221,9 milh\u00f5es. Da Argentina vieram apenas 35 mil toneladas de leite e 17 mil toneladas de queijo. Mendes Ribeiro \u00e9 pressionado por produtores brasileiros a estabelecer limites para a importa\u00e7\u00e3o do produto uruguaio.<\/p>\n<p>Na Argentina, para onde Mendes Ribeiro viaja na sexta-feira, a negocia\u00e7\u00e3o com o ministro Norberto Yauhar envolver\u00e1 as compras argentinas de carne su\u00edna. Segundo dados do governo argentino, entre janeiro e novembro do ano passado entraram no pa\u00eds cerca de 20,9 mil toneladas, ante as 37 mil toneladas no mesmo per\u00edodo em 2011.<\/p>\n<p>Em carta encaminhada a autoridades brasileiras, o presidente da Abipecs, entidade que re\u00fane os exportadores do produto, Pedro de Camargo Neto, afirmou que os importadores argentinos somente conseguem obter as DJAI e ROE, duas autoriza\u00e7\u00f5es espec\u00edficas do governo da Argentina, &#8220;quando conseguem provar igual montante exportado&#8221;. Segundo a carta de Camargo, &#8220;o governo da Argentina vem exigindo equil\u00edbrio em n\u00edvel micro da balan\u00e7a comercial empresa por empresa&#8221;, o que definiu como &#8220;flagrante desrespeito&#8221; \u00e0s regras do Mercosul.<\/p>\n<p>O problema arrastou-se ao longo de 2012 e o Brasil deu in\u00edcio a algumas retalia\u00e7\u00f5es em maio, barrando a entrada de ma\u00e7\u00e3, batata, pera, uvas e outros produtos argentinos, mas as exig\u00eancias foram suprimidas no segundo semestre. A Argentina ainda reivindica a abertura do mercado brasileiro para o lim\u00e3o siciliano e o lagostim, um crust\u00e1ceo intermedi\u00e1rio entre o camar\u00e3o e a lagosta.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Eletrobras estuda vender distribuidoras<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Presidido por M\u00e1rcio Zimmermann, secret\u00e1rio executivo do Minist\u00e9rio de Minas e Energia, o conselho de administra\u00e7\u00e3o da Eletrobras far\u00e1 sua primeira reuni\u00e3o de 2013 na sexta-feira, 25 de janeiro, em Bras\u00edlia. Neste ano, os executivos da estatal ter\u00e3o trabalho em dobro. A empresa ter\u00e1 de implementar reformas para adaptar-se \u00e0 sua nova realidade, ap\u00f3s ter perdido uma receita estimada em R$ 8,7 bilh\u00f5es com a renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo apurou o Valor, as medidas que podem ser adotadas pela Eletrobras incluem a venda de distribuidoras, bem como de participa\u00e7\u00f5es minorit\u00e1rias em v\u00e1rias companhias, entre elas a Copel (0,56%), Coelce (7,06%), Celpe (1,56%), CEEE (32,59%), Cemat (40,92%), Emae (39,02%), Celpa (34,24%), CEB (3,29%).<\/p>\n<p>Na \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o, o governo estuda a cria\u00e7\u00e3o de uma nova subsidi\u00e1ria da Eletrobras para absorver seus ativos. A ideia \u00e9 fazer a separa\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil das distribuidoras federalizadas, hoje amplamente deficit\u00e1rias e respons\u00e1veis por contaminar o balan\u00e7o da holding, na avalia\u00e7\u00e3o oficial. N\u00e3o h\u00e1 uma decis\u00e3o tomada, mas a possibilidade j\u00e1 foi discutida em reuni\u00f5es entre autoridades do setor.<\/p>\n<p>O diretor de transmiss\u00e3o da Eletrobras, Marcos Aur\u00e9lio Madureira da Silva, confirmou ao Valor PRO, servi\u00e7o de informa\u00e7\u00f5es em tempo real do Valor, que a dire\u00e7\u00e3o estuda alternativas para adequar as distribuidoras \u00e0 nova realidade. Segundo ele, como n\u00e3o h\u00e1 ainda defini\u00e7\u00e3o do governo sobre a venda das empresas, a Eletrobras n\u00e3o conversou com potenciais interessados. &#8220;N\u00e3o estamos discutindo com ningu\u00e9m. Mas posso dizer que s\u00e3o ativos bons e que come\u00e7am a ter resultados.&#8221;<\/p>\n<p>Ontem, as a\u00e7\u00f5es ON da Eletrobras subiram 5,1%, enquanto as a\u00e7\u00f5es PNB valorizaram 6,2%. Os pap\u00e9is encerraram o preg\u00e3o a R$ 8,10 e R$ 13,70, respectivamente. Neste ano, as a\u00e7\u00f5es da estatal j\u00e1 acumulam valoriza\u00e7\u00e3o de 28% (ON) e 30,7% (PNB), recuperando-se, em parte, do tombo sofrido em 2012, quando foram castigadas pela decis\u00e3o da estatal de renovar as concess\u00f5es nos termos propostos pelo governo. Em 2012, as a\u00e7\u00f5es ON ca\u00edram 61,4% e as PNB, 57,5%<\/p>\n<p>A possibilidade de que a estatal acelere o processo de venda de ativos \u00e9 bem vista pelos investidores. Mas, segundo um especialista do setor el\u00e9trico, o governo do PT ter\u00e1 de enfrentar um obst\u00e1culo de outra ordem, a resist\u00eancia do partido \u00e0 ideia de privatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A recente alta das a\u00e7\u00f5es da Eletrobras foi atribu\u00edda pelas autoridades do setor menos \u00e0 expectativa de venda das distribuidoras e mais a uma corre\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, diante das perdas causadas por dois epis\u00f3dios anteriores &#8211; a renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es e a preocupa\u00e7\u00e3o em torno de um novo racionamento de energia el\u00e9trica. Nos corredores de Bras\u00edlia, a interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 que o mercado financeiro havia reagido de forma &#8220;err\u00f4nea e exagerada&#8221; \u00e0s not\u00edcias.<\/p>\n<p>&#8220;As a\u00e7\u00f5es da Eletrobras est\u00e3o passando por um ajuste t\u00e9cnico. V\u00e1rios pap\u00e9is est\u00e3o se recuperando no setor. A Eletrobras teve uma perda grande no quatro trimestre, mas o governo sinaliza que vai mant\u00ea-la como uma grande empresa no setor&#8221;, afirma o analista da SLW Corretora Pedro Galdi<\/p>\n<p>Um dos empecilhos para a venda das distribuidoras era o prazo das concess\u00f5es, que vencia em 2015 e foi prorrogado por 30 anos. Com isso, avalia-se que h\u00e1 maior seguran\u00e7a jur\u00eddica para oferec\u00ea-las no mercado. Por outro lado, a perda de receitas da Eletrobras e a necessidade de reestrutura\u00e7\u00e3o da estatal dobraram correntes do governo que ainda resistiam \u00e0 venda de ativos. Para a ala majorit\u00e1ria, a Eletrobras teve sucesso em conter a &#8220;sangria financeira&#8221; das distribuidoras antes da federaliza\u00e7\u00e3o, mas tem sido cada vez mais dif\u00edcil vislumbrar um cen\u00e1rio no qual elas passem a operar no azul.<\/p>\n<p>Para um grupo cada vez maior de autoridades, essas distribuidoras podem at\u00e9 dar lucro se conseguirem se afastar completamente de influ\u00eancia pol\u00edtica, passando \u00e0s m\u00e3os de administradores privados. Um caso de sucesso sempre lembrado no governo \u00e9 o da distribuidora maranhense Cemar, reestruturada depois de ter passado para o controle do grupo Equatorial Energia, que tamb\u00e9m adquiriu a empresa paraense Celpa (vendida pela Rede Energia).<\/p>\n<p>Segundo uma fonte ligada ao comando da Eletrobras, a proposta de venda de participa\u00e7\u00f5es minorit\u00e1rias ainda n\u00e3o foi discutida formalmente entre a diretoria e o conselho de administra\u00e7\u00e3o da empresa, mas est\u00e1 sendo avaliada internamente. &#8220;A Eletrobras tem participa\u00e7\u00e3o pequena em tantas empresas que pode ser que n\u00e3o se justifique agora&#8221;, disse o executivo.<\/p>\n<p>Existe a expectativa de que a proposta de venda de participa\u00e7\u00f5es minorit\u00e1rias seja discutida na primeira reuni\u00e3o do conselho de administra\u00e7\u00e3o, na sexta-feira. A estatal confirmou a realiza\u00e7\u00e3o do encontro, mas n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es de qual ser\u00e1 a pauta da reuni\u00e3o.<\/p>\n<p>O presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, afirmou que tem interesse nos ativos de distribui\u00e7\u00e3o da Eletrobras, caso gerem retorno \u00e0 companhia. O executivo, no entanto, acredita que a estatal n\u00e3o vai coloca-los \u00e0 venda neste momento de reestabiliza\u00e7\u00e3o do setor. &#8221; Distribui\u00e7\u00e3o faz parte do nosso &#8220;core business&#8221; [atividade principal]. Se as oportunidades acontecerem e agregarem valor, temos interesse. Tem que ter uma taxa de retorno adequada&#8221;, afirmou o executivo.<\/p>\n<p>Outros potenciais interessados nas distribuidoras s\u00e3o a Equatorial e a J&amp;F, que busca uma porta de entrada no setor de energia<\/p>\n<p>Apesar de as distribuidoras da Eletrobras estarem localizadas no Norte e Nordeste, longe do Paran\u00e1, Zimmer afirmou que estatal paranaense tem planos de expans\u00e3o para fora do seu Estado de origem. A Copel participa, por exemplo, da constru\u00e7\u00e3o da linha de transmiss\u00e3o de Teles Pires e da hidrel\u00e9trica de Col\u00edder, no Mato Grosso.<\/p>\n<p>Madureira, da Eletrobras, confirmou a cria\u00e7\u00e3o de uma nova empresa na Amaz\u00f4nia. A Eletrobras tem at\u00e9 18 meses para cumprir a regra que determina a separa\u00e7\u00e3o das atividades de gera\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o das empresas que fazem parte do Sistema Interligado Nacional. Como Manaus faz parte do Sistema Isolado at\u00e9 a chegada do &#8220;linh\u00e3o&#8221; de Tucuru\u00ed, a Amazonas Energia n\u00e3o precisava cumprir a regra at\u00e9 agora. Em maio, tudo muda. Segundo Madureira, apenas os ativos de gera\u00e7\u00e3o do interior continuar\u00e3o com a distribuidora Amazonas Energia.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BNDES liberou R$ 156 bi em 2012<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Em ano de fraco crescimento econ\u00f4mico e com os investi\u00admentos em queda, o Banco Na\u00adcional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) injetou R$ 156 bilh\u00f5es na eco\u00adnomia, segundo dados anun\u00adciados ontem. Foi superada a estimativa de liberar cerca de R$ 150 bilh\u00f5es. O BNDES de\u00adsembolsou R$ 34,2 bilh\u00f5es em dezembro, recorde para o m\u00eas, como antecipou o &#8220;Estado&#8221;.<\/p>\n<p>No total de 2012, os recursos liberados para os projetos em carteira ficaram 5,4% acima de 2011 em termos reais (conside\u00adrando a infla\u00e7\u00e3o). Enquanto isso, as estimativas para o cresci\u00admento do Produto Interno Bru\u00adto (PIB) est\u00e3o em 1% e a forma\u00ad\u00e7\u00e3o bruta de capital fixo (FBCF, soma dos investimentos na eco\u00adnomia) acumulava recuo de 4% at\u00e9 o terceiro trimestre.<\/p>\n<p>Segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o desembolso recorde em dezem\u00adbro se deveu a uma antecipa\u00e7\u00e3o na busca por empr\u00e9stimos do Programa de Sustenta\u00e7\u00e3o dos Investimentos (PSI) e \u00e0s primei\u00adras libera\u00e7\u00f5es do Programa de Apoio ao Investimento dos Esta\u00addos ,e Distrito Federal (Proinveste), linha de financiamento de R$ 20 bilh\u00f5es para governos estaduais.<\/p>\n<p>A antecipa\u00e7\u00e3o foi causada pela alta dos juros do programa para financiamento de m\u00e1quinas e equipamentos, de 2,5% para 3%, a partir de 1\u00ba de janeiro. &#8220;Esta\u00admos no caminho d\u00e9 acelerar os investimentos&#8221;, disse Coutinho.<\/p>\n<p>Segundo ele, dezembro seria for\u00adte mesmo sem esses fatores. At\u00e9 o terceiro trimestre, o rit\u00admo de libera\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimos do BNDES vinha em queda. Ape\u00adsar da virada, os cr\u00edticos duvidam que a a\u00e7\u00e3o do banco ser\u00e1 capaz de impulsionar a taxa de investimentos &#8211; a medida da FBCF em compara\u00e7\u00e3o com o PIB. O argumento principal \u00e9 que, apesar da alta de 81,4% no valor liberado pelo banco de 2007 a 2012, \u00a0a taxa n\u00e3o subiu significativamente.<\/p>\n<p>&#8220;Boa parte desses investimen\u00adtos seriam feitos de qualquer ma\u00adneira. Mas, se o empres\u00e1rio tem uma fonte de financiamento mais barato, por que n\u00e3o us\u00e1-la?&#8221;, afirmou Maur\u00edcio Can\u00eado, pesquisador do Ibre\/FGV.<\/p>\n<p>Segundo Luciano Coutinho, o &#8221; descompasso entre o ritmo de libera\u00e7\u00e3o de recursos e o comportamento da forma\u00e7\u00e3o bruta pode ser explicado porque o banco n\u00e3o abrange todo o investimento na economia &#8211; a constru\u00e7\u00e3o civil, por exemplo, fica fora.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Coutinho classifi\u00adcou a a\u00e7\u00e3o de programas como o Proinveste como antic\u00edclicas, ou seja, acionadas para incenti\u00advar a economia em momentos de desacelera\u00e7\u00e3o. Isso ocorreu na crise de 2008 e foi repetido agora.<\/p>\n<p>Para J\u00falio Gomes de Almeida, ex-secret\u00e1rio de pol\u00edtica econ\u00f4mica do Minist\u00e9rio da Fazenda, o deslocamento do cr\u00e9dito priva\u00addo pelo BNDES n\u00e3o \u00e9 necessariamente ruim. &#8220;No Brasil, as fon\u00adtes de financiamento privado s\u00e3o ruins, caras e escassas. Se o empres\u00e1rio economiza no cr\u00e9di\u00adto, tem mais recursos para capi\u00adtal de giro.&#8221;<\/p>\n<p>No entanto, na vis\u00e3o de Can\u00eado, tanto financiar investi\u00admentos que j\u00e1 seriam feitos quanto ser instrumento de pol\u00edti\u00adcas antic\u00edclicas s\u00e3o um desvirtuamento no papel do BNDES. Um banco de fomento deveria apoiar projetos com &#8220;externalidades positivas&#8221;, investimentos de baixo retorno privado e alto ganho social. &#8220;\u00c9 preciso lembrar que o dinheiro do BNDES n\u00e3o cai do c\u00e9u. Vem da taxa\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra e de transfer\u00eancias do Tesouro.&#8221;<\/p>\n<p>Antecipando desembolsos, o BNDES aprovou em 2012 uma carteira recorde de R$ 260 bi\u00adlh\u00f5es &#8211; incluindo o empr\u00e9stimo \u00e0 usina de Belo Monte, maior da hist\u00f3ria do banco. Os dados apontam ainda uma alta de 5,5% nos investimentos neste ano.<\/p>\n<p>Em expans\u00e3o<\/p>\n<p>5,4% foi o aumento real (descontada a infla\u00e7\u00e3o) da libera\u00e7\u00e3o de recursos do BNDES em 2012, na compara\u00e7\u00e3o com 2011<\/p>\n<p>R$ 34,2 bi foram liberados pelo BNDES em dezembro do ano passado, por causa da antecipa\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimos previstos para 2013<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4218\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4218","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-162","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4218","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4218"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4218\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4218"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4218"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4218"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}