{"id":4223,"date":"2013-01-23T20:11:00","date_gmt":"2013-01-23T20:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4223"},"modified":"2013-01-23T20:11:00","modified_gmt":"2013-01-23T20:11:00","slug":"histeria-no-mercado-de-ouro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4223","title":{"rendered":"Histeria no mercado de ouro"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Michel Chossudovsky<\/strong><\/p>\n<p>A decis\u00e3o do Bundesbank da Alemanha de repatriar parte das suas Reservas de Ouro mantidas no New York Federal Reserve Bank disparou uma histeria no mercado do ouro.<\/p>\n<p>Fontes noticiosas alem\u00e3s sugerem que uma grande por\u00e7\u00e3o do ouro alem\u00e3o armazenado nos cofres do Fed de Nova York e do Banque de France est\u00e1 para ser levada de volta para a Alemanha.<\/p>\n<p>Segundo analistas, este movimento poderia potencialmente &#8220;disparar uma reac\u00e7\u00e3o em cadeia, levando outros pa\u00edses a come\u00e7arem a repatriar o ouro armazenado em Londres, Nova York ou Paris&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>Se a repatria\u00e7\u00e3o de ouro se tornar uma tend\u00eancia mundial, ser\u00e1 \u00f3bvio que tanto os EUA como o Reino Unidos perderam a sua credibilidade como guardi\u00f5es de ouro. Para os mercados mundiais de ouro, este movimento assinala uma comuta\u00e7\u00e3o do &#8220;ouro financeiro&#8221; para &#8220;ouro f\u00edsico&#8221;, mas o processo est\u00e1 claramente nas suas etapas iniciais.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de repatriar o ouro alem\u00e3o \u00e9 uma grande vit\u00f3ria para a parte da imprensa alem\u00e3 que\u00a0<strong>for\u00e7ou o Bundesbank a admitir que 69% do seu ouro \u00e9 armazenado fora da Alemanha. <\/strong>Quase com certeza a imprensa alem\u00e3 e pelo menos v\u00e1rios legisladores do pa\u00eds exigir\u00e3o uma verifica\u00e7\u00e3o das barras de ouro retornadas de Nova York, simplesmente para garantir que a Alemanha n\u00e3o recebe tungst\u00e9nio folheado a ouro ao inv\u00e9s de ouro. Parece que decisores alem\u00e3es j\u00e1 n\u00e3o confiam nos seus parceiros americanos. (Voice of Russia, January 15, 2013, \u00eanfase acrescentada)<\/p>\n<p>Se bem que a quest\u00e3o seja debatida activamente na Alemanha, relat\u00f3rios financeiros dos EUA t\u00eam subestimado o significado desta decis\u00e3o hist\u00f3rica, aprovada pelo governo alem\u00e3o em Setembro \u00faltimo.<\/p>\n<p>Entretanto, foi lan\u00e7ada uma campanha &#8220;Repatriar o nosso ouro&#8221; por v\u00e1rios economistas alem\u00e3es, executivos de neg\u00f3cios e juristas. A iniciativa n\u00e3o se aplica unicamente \u00e0 Alemanha. Ela conclama pa\u00edses a iniciarem a repatria\u00e7\u00e3o de TODOS os haveres em ouro mantidos em bancos centrais estrangeiros.<\/p>\n<p>Se bem que a soberania e cust\u00f3dia nacional sobre activos em ouro da Alemanha seja parte do debate, v\u00e1rios observadores \u2013 incluindo pol\u00edticos \u2013 assumiram a pergunta n\u00e3o formulada: &#8220;podemos n\u00f3s confiar em bancos centrais estrangeiros (nomeadamente dos EUA, Gr\u00e3-Bretanha e Fran\u00e7a) que est\u00e3o a manter barras de ouro da Alemanha &#8220;em guarda segura&#8221;?<\/p>\n<p>&#8230; V\u00e1rios pol\u00edticos alem\u00e3es exprimiram &#8230; desconforto. Philipp Missfelder, um dos principais legisladores do partido de centro-direita da chanceler Angela Merkel,\u00a0<strong>pediu ao Bundesbank o direito de ver as barras de ouro <\/strong>em Paris e Londres, mas o banco central negou o pedido, mencionando a falta de salas de visitantes naquelas instala\u00e7\u00f5es, informou o di\u00e1rio alem\u00e3o\u00a0<em>Bild. <\/em><\/p>\n<p><strong>Dado o crescente desconforto pol\u00edtico acerca da quest\u00e3o e a press\u00e3o de auditores<\/strong>, o banco central decidiu repatriar umas 50 toneladas de ouro em cada um dos tr\u00eas pr\u00f3ximos anos, de Nova York para a sua sede em Frankfurt para<strong>&#8220;exames meticulosos&#8221; quanto a peso e qualidade<\/strong>, revelou a reportagem.<\/p>\n<p>&#8230; V\u00e1rias\u00a0<strong>passagens do relat\u00f3rio dos auditores foram enegrecidas na c\u00f3pia entregue a legisladores, citando preocupa\u00e7\u00f5es do Bundesbank de que elas poderiam comprometer segredos envolvendo a armazenagem de ouro de bancos centrais. <\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio diz que o ouro acumulado em Londres caiu &#8220;abaixo das 500 toneladas&#8221;\u00a0<strong>devido a vendas e repatria\u00e7\u00f5es recentes, mas n\u00e3o especificou quanto ouro era mantido nos EUA <\/strong>e em Fran\u00e7a. Os media alem\u00e3es informaram amplamente que cerca de 1500 toneladas \u2013 quase metade das reservas totais \u2013 est\u00e3o armazenadas em Nova York.<\/p>\n<p>(\u00a0<a href=\"http:\/\/finance.yahoo.com\/news\/unease-germanys-unchecked-gold-reserves-180326913--finance.html\" target=\"_blank\">Associated Press<\/a> , Oct 22, 2012, \u00eanfases acrescentadas)<\/p>\n<p>Contudo, uma plena e completa repatria\u00e7\u00e3o de activos em ouro n\u00e3o est\u00e1 a ser encarada:<\/p>\n<p>&#8220;O Bundesbank planeja transferir 300 toneladas de ouro do Federal Reserve em Nova York e a totalidade do seu ouro armazenado no Banque de France em Paris, 374 toneladas, para Frankfurt, a partir deste ano,<\/p>\n<p>Em 2020, ele quer manter metade das aproximadamente 3400 toneladas de ouro avaliadas em quase 138 mil milh\u00f5es de euros \u2013 s\u00f3 os Estados Unidos possuem mais \u2013 em Frankfurt, onde armazena um ter\u00e7o das suas reservas. O resto \u00e9 mantido no Federal Reserve, no Banque de France e no Bank of England. (\u00a0<a href=\"http:\/\/www.reuters.com\/article\/2013\/01\/16\/bundesbank-gold-idUSL6N0AL7T020130116\" target=\"_blank\">Reuters<\/a> , January 16, 2012)<\/p>\n<p>O Tribunal de Auditores da Alemanha Federal apelou a uma inspec\u00e7\u00e3o oficial das reservas de ouro alem\u00e3s armazenadas em bancos centrais estrangeiros,\u00a0<strong>&#8220;porque elas nunca foram plenamente verificadas&#8221;. <\/strong><\/p>\n<p>Estar\u00e3o as barras de ouro das reservas alem\u00e3s mantidas no Federal Reserve &#8220;separadas&#8221; ou far\u00e3o parte do &#8220;grande acervo&#8221; intercambi\u00e1vel<em>(fungible) <\/em>de activos em ouro do banco central dos EUA?<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que o New York Federal Reserve Bank tem\u00a0<a href=\"http:\/\/www.globalresearch.ca\/gold-market-instability-does-the-us-have-fungible-gold-assets-to-the-degree-claimed\/5319058\" target=\"_blank\">&#8220;Activos intercambi\u00e1veis de ouro no grau afirmado&#8221;<\/a> ? Poderia isto razoavelmente corresponder a um processo de repatria\u00e7\u00e3o de activos em ouro iniciado em simult\u00e2neo por v\u00e1rios pa\u00edses?<\/p>\n<p>Por que o ouro alem\u00e3o \u00e9 mantido fora da Alemanha?<\/p>\n<p><em>&#8220;Por que o nosso ouro est\u00e1 em Paris, Londres e Nova York&#8221; e n\u00e3o em Frankfurt? <\/em><\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o oficial \u2013 a qual beira o absurdo \u2013 \u00e9 que a Alemanha Ocidental no in\u00edcio da Guerra Fria decidiu armazenar seus activos em ouro em Londres, Paris e Nova York para\u00a0<strong>&#8220;p\u00f4-los fora do alcance do imp\u00e9rio sovi\u00e9tico&#8221;<\/strong>, o qual alegadamente tencionava saquear os tesouros aur\u00edferos da Alemanha Ocidental.<\/p>\n<p>Segundo a Reuters<\/p>\n<p>Quando a Guerra Fria teve in\u00edcio, a Alemanha guardou as suas reservas ouro, mantendo-as fora do alcance do imp\u00e9rio sovi\u00e9tico. Mas respons\u00e1veis do governo tornaram-se inquietos acerca da forma de armazenagem e apelaram ao Bundesbank para inspeccionar as barras.<\/p>\n<p>O Bundesbank agora tamb\u00e9m quer mudar a solu\u00e7\u00e3o, muito embora tenha dito que n\u00e3o v\u00ea necessidade de contar as barras ou verificar o seu pr\u00f3prio conte\u00fado de ouro e considere garantias escritas dos outros bancos centrais como suficiente.<\/p>\n<p>Com o fim da Guerra Fria j\u00e1 n\u00e3o era mais necess\u00e1rio manter as reservas ouro da Alemanha &#8220;tanto quanto poss\u00edvel o mais longe e distante da Cortina de Ferro&#8221;, contou Carl-Ludwing Thiele, membro da administra\u00e7\u00e3o do Bundesbank, aos rep\u00f3rteres na quarta-feira passada.<\/p>\n<p>O Bundesbank ganhou mais espa\u00e7o nos seus cofres ap\u00f3s a transi\u00e7\u00e3o do deutschmark para o euro.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.reuters.com\/article\/2013\/01\/16\/bundesbank-gold-idUSL6N0AL7T020130116\" target=\"_blank\">Reuters<\/a> , January 16, 2013)<\/p>\n<p>Segundo os media ocidentais, em coro, as amea\u00e7as do &#8220;imp\u00e9rio do mal&#8221; no decorrer da era da Guerra Fria haviam por assim dizer encorajado a &#8220;cuidar&#8221; e &#8220;manter resguardados&#8221; os milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares das barras de ouro alem\u00e3s nos cofres fortes dos bancos centrais da Fran\u00e7a, Inglaterra e EUA. Isto foi uma iniciativa &#8220;respons\u00e1vel&#8221; empreendida por estes tr\u00eas pa\u00edses \u2013 &#8220;amigos da Alemanha Ocidental&#8221; \u2013 tendo em vista apoiar o Bundesbank localizado em Frankfurt am Main contra um ataque iminente do Ex\u00e9rcito Vermelho.<\/p>\n<p>Mas agora, catorze anos ap\u00f3s o fim oficial da Guerra Fria, o Bundesbank \u00a0 &#8220;planeja\u00a0<strong>trazer para casa <\/strong>uma parte das suas reservas ouro armazenadas nos bancos centrais dos Estados Unidos e da Fran\u00e7a, inclinando-se \u00e0 press\u00e3o do governo para desfazer a trama da era da Guerra Fria que garantiu o tesouro nacional&#8221;.<\/p>\n<p>Qual era o objectivo dos EUA, na sequ\u00eancia da II Guerra Mundial, ao pressionar pa\u00edses a depositarem as suas barras de ouro sob a cust\u00f3dia do US Federal Reserve?<\/p>\n<p>Historicamente, a acumula\u00e7\u00e3o de barras de ouro nos cofres do US Federal Reserve (por conta de pa\u00edses estrangeiros) serviu iniludivelmente para fortalecer o sistema global do d\u00f3lar, tanto durante o per\u00edodo do &#8220;gold exchange standard&#8221; do p\u00f3s guerra (Bretton Woods, 1946-1971) como posteriormente (de 1971 at\u00e9 o presente).<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria: Na sequ\u00eancia da II Guerra Mundial <\/strong><\/p>\n<p>Esta disposi\u00e7\u00e3o para a armazenagem das barras de ouro nada tem a ver com a amea\u00e7a sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>Ela tem muito a ver com a hist\u00f3ria da II Guerra Mundial e suas consequ\u00eancias imediatas.<\/p>\n<p>A primitiva disposi\u00e7\u00e3o no p\u00f3s guerra dos bancos centrais foi ditada pelos Vitoriosos da II Guerra Mundial, nomeadamente os Estados Unidos, a Fran\u00e7a e a Gr\u00e3-Bretanha.<\/p>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o militar dos governos destes tr\u00eas pa\u00edses controlou directamente as reformas monet\u00e1rias do p\u00f3s guerra na Alemanha Ocidental a partir de 1945.<\/p>\n<p>A Alemanha Ocidental fora dividida em tr\u00eas zonas, sob a jurisdi\u00e7\u00e3o respectiva dos EUA, Gr\u00e3-Bretanha e Fran\u00e7a (ver mapa). De 1945 a 1947, o Reichmark continuou a circular com novo papel moeda impresso nos EUA.<\/p>\n<p>Em 1947, as zonas de ocupa\u00e7\u00e3o dos EUA e Gr\u00e3-Bretanha fundiram-se numa &#8220;Bizona&#8221; anglo-americana. Em 1948, sob a chamada &#8220;Primeira Lei sobre Reforma da moeda&#8221;, o governo militar de ocupa\u00e7\u00e3o estabeleceu o<strong>Bank deutscher L\u00e4nder <\/strong>(Banco dos Estados Alem\u00e3es) em liga\u00e7\u00e3o com a Reserva Federal dos EUA e o Banco da Inglaterra. As reformas da moeda foram implementadas em paralelo com o Plano Marshall, lan\u00e7ado em Junho de 1947.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Bank deutscher L\u00e4nder <\/strong>(BdL) destinou-se a administrar o sistema monet\u00e1rio dos L\u00e4nder (o equivalente a estados numa estrutura federal) na Bizona sob a jurisdi\u00e7\u00e3o do governo militar estado-unidense-brit\u00e2nico, levando ao estabelecimento do Deutsch Mark em Junho de 1948, o qual substituiu o Reichsmark.<\/p>\n<p>Ludwig Erhard \u2013 que se tornou ministro das Finan\u00e7as do governo da RFA de Conrad Adenauer e a seguir chanceler alem\u00e3o (1963-1966) \u2013 desempenhou um papel central no processo de reforma monet\u00e1ria. Ele come\u00e7ou a sua carreira pol\u00edtica como consultor econ\u00f3mico do Governo militar dos EUA (USMG, na sigla em ingl\u00eas). Em 1947, foi nomeado presidente da comiss\u00e3o de reforma da moeda. De Janeiro de 1947 a Maio de 1949, o governador militar da zona estado-unidense (USMG) que supervisionava a aplica\u00e7\u00e3o da nova moeda era o general Lucius D. Clay, alcunhado &#8220;Der Kaiser&#8221;.<\/p>\n<p>A iniciativa Deutsche Mark foi ent\u00e3o estendida \u00e0 zona de ocupa\u00e7\u00e3o controlada pela Fran\u00e7a, em Novembro de 1948 (disposi\u00e7\u00e3o &#8220;Trizona&#8221;), com a inclus\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o do Banque de France.<\/p>\n<p>Se bem que a Rep\u00fablica Federal da Alemanha (RFA) (Bundesrepublik Deutschland) tenha sido criada em Maio de 1949, o Bundesbank s\u00f3 veio a existir oito anos depois, em 1957.<\/p>\n<p>As reservas de ouro da Alemanha estavam sob a jurisdi\u00e7\u00e3o do Bank deutscher Laender (e posteriormente do Bundesbank). Mas o BdL foi uma iniciativa da ocupa\u00e7\u00e3o militar EUA-Reino Unido-Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o importante \u00e9 o seguinte:<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que os procedimentos e acordos determinados pelos governos de ocupa\u00e7\u00e3o militar em 1947-48 contemplavam uma estrutura pela qual parte das barras de ouro da Alemanha Ocidental devia ser mantida nos bancos centrais dos vitoriosos, nomeadamente o Banco da Inglaterra, a Reserva Federal dos EUA e o Banco de Fran\u00e7a?<\/p>\n<p><strong>Reservas ouro do Terceiro Reich <\/strong><\/p>\n<p>A quest\u00e3o das reservas ouro do Terceiro Reich \u00e9 um assunto em si pr\u00f3prio, para al\u00e9m do \u00e2mbito deste artigo.<\/p>\n<p>Um par de observa\u00e7\u00f5es: A partir de 1945, grandes quantidades de ouro do Terceiro Reich foram transferidas para a cust\u00f3dia dos governos militares. Parte deste ouro foi utilizada para financiar repara\u00e7\u00f5es de guerra.<\/p>\n<p>Em Setembro de 1945, os Estados Unidos, Gr\u00e3-Bretanha e Fran\u00e7a estabeleceram a Comiss\u00e3o Tripartite para a Restitui\u00e7\u00e3o de Ouro Monet\u00e1rio (TGC, na sigla em ingl\u00eas). A comiss\u00e3o tem as suas ra\u00edzes na Parte III do Acordo de Paris sobre Repara\u00e7\u00e3o, assinado em 14 de Janeiro de 1946 respeitante a repara\u00e7\u00f5es de guerra alem\u00e3s. Sob o Acordo de Paris de 1946, os tr\u00eas Aliados foram encarregados de recuperar ouro monet\u00e1rio saqueado pela Alemanha nazi de bancos na Europa ocupada e de coloc\u00e1-lo num &#8220;gold pool&#8221;.<\/p>\n<p>Reivindica\u00e7\u00f5es legais ao gold pool e a subsequente redistribui\u00e7\u00e3o do ouro aos pa\u00edses reclamantes eram para ser adjudicadas e executadas pelos tr\u00eas Aliados&#8221;. (para mais pormenores, ver\u00a0<a href=\"http:\/\/www.state.gov\/www\/regions\/eur\/tripartite_gold_commission.html\" target=\"_blank\">US State Department, Tripartie Gold Commission<\/a> , February 24, 1997,<\/p>\n<p>Um Foreign Exchange Depositary (FED) foi estabelecido no Reichbank em Frankfurt. Considerado como o Fort Knox da Alemanha, um processo de colecta foi estabelecido pelo FED por conta do Conselho de Ocupa\u00e7\u00e3o Aliado.<\/p>\n<p>O ouro era colectado pelo FED, tanto em forma monet\u00e1ria como n\u00e3o monet\u00e1ria. Em Outubro de 1947 \u2013 coincidindo com o estabelecimento do Bank Deutscher Laender \u2013 the FED havia acumulado 260 milh\u00f5es de d\u00f3lares de ouro monet\u00e1rio (ao pre\u00e7o do ouro de 1947, isto representava uma quantidade de barras monumental).<\/p>\n<p>Uma grande parte deste ouro foi restitu\u00edda a diferentes pa\u00edses que o reclamavam, organiza\u00e7\u00f5es e indiv\u00edduos. Em 1950, os activos remanescentes do FED \u2013 os quais eram m\u00ednimos, segundo o Departamento de Estado dos EUA \u2013 foram transferidos para o Bank Deutscher Laender. (William Z. Slany,\u00a0<a href=\"http:\/\/books.google.ca\/books?id=1dRKMeIM6EcC&amp;pg=PA159&amp;dq=gold+bank+deutscher+laender&amp;hl=en&amp;sa=X&amp;ei=pRr3UNHsNMmU0QHnvYD4Cg&amp;sqi=2&amp;ved=0CDMQ6AEwAQ#v=onepage&amp;q=gold%20bank%20deutscher%20laender&amp;f=true\" target=\"_blank\">US Efforts to Restore Gold and Other Assets Stolen or Hidden by Germany During World War II<\/a> , US State Department, Washington, 1997, p. 150-59)<\/p>\n<p><strong>Nota: <\/strong><\/p>\n<p>As 3400 toneladas de reservas ouro da Alemanha n\u00e3o pertencem ao ouro da era pr\u00e9 1945. Al\u00e9m disso, se bem que os procedimentos da reforma monet\u00e1ria da Alemanha Ocidental sob a ocupa\u00e7\u00e3o militar aliada (1947-48) tenham sido instrumentais para estabelecer o fundamentos do banco central alem\u00e3o na era do p\u00f3s guerra, as quantidades iniciais de barras de ouro depositadas no princ\u00edpio do Bank Deutscher Laender foram m\u00ednimas e de pouco significado.<\/p>\n<p>Entende-se que fora do dom\u00ednio do banco central e da reforma monet\u00e1ria, as for\u00e7as aliadas da II Guerra Mundial, incluindo os EUA, Gr\u00e3-Bretanha, Fran\u00e7a e URSS, apropriaram-se de parte do ouro do Terceiro Reich. Isto \u00e9 uma quest\u00e3o totalmente separada e complexa, a qual est\u00e1 para al\u00e9m do \u00e2mbito deste artigo.<\/p>\n<p>17\/Janeiro\/2013<\/p>\n<p><strong>Ver tamb\u00e9m: <\/strong><\/p>\n<p><strong>O original encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.globalresearch.ca\/frenzy-in-the-gold-market-the-repatriation-of-germanys-post-world-war-ii-gold-reserves\/5319287\" target=\"_blank\">www.globalresearch.ca\/&#8230;<\/a> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Este artigo encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nResistir.info\n\n\n\n\n\n\n\n\n&#8211; A repatria\u00e7\u00e3o das reservas de ouro da Alemanha do p\u00f3s guerra\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4223\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-4223","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-167","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4223","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4223"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4223\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}