{"id":4226,"date":"2013-01-24T16:02:31","date_gmt":"2013-01-24T16:02:31","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4226"},"modified":"2013-01-24T16:02:31","modified_gmt":"2013-01-24T16:02:31","slug":"terrorismo-de-estado-dos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4226","title":{"rendered":"Terrorismo de Estado dos EUA"},"content":{"rendered":"\n<p>O muito bem conceituado analista canadense Michel Chossudovsky fez, em Global Research, uma an\u00e1lise documentada da atividade terrorista do governo dos EUA no mundo. O original est\u00e1<a href=\"http:\/\/www.globalresearch.ca\/terrorism-with-a-human-face-the-history-of-americas-death-squads\/5317564\" target=\"_blank\"><strong> aqui <\/strong><\/a>e a tradu\u00e7\u00e3o, cedida por\u00a0<em>P\u00e1tria Latina<\/em>, a seguir.<\/p>\n<p>TERRORISMO COM FACE HUMANA: A HIST\u00d3RIA DOS ESQUADR\u00d5ES DA MORTE DOS ESTADOS UNIDOS<\/p>\n<p>Global Research, 2013-01-04<\/p>\n<p><strong>Tradu\u00e7\u00e3o: Anna Malm*<\/strong> \u2013 Correspondente de\u00a0<a href=\"http:\/\/www.patrialatina.com.br\/editorias.php?idprog=2578eb9cdf020730f77793e8b58e165a&amp;cod=10862\" target=\"_blank\"><em>P\u00e1tria Latina <\/em><\/a>na Europa<\/p>\n<p>O recrutamento de esquadr\u00f5es da morte faz parte de uma agenda de intelig\u00eancia militar bem estabelecida, nos Estados Unidos. H\u00e1 uma longa hist\u00f3ria de funda\u00e7\u00e3o e apoio, dissimulado, as brigadas de terror e aos assassinatos de alvos pol\u00edticos, que v\u00eam do<a href=\"http:\/\/www.patrialatina.com.br\/editorias.php?idprog=2578eb9cdf020730f77793e8b58e165a&amp;cod=10862\" title=\"Click to Continue &gt; by Vid-Saver\">tempo<\/a> da guerra do Vietnam.<\/p>\n<p>As for\u00e7as governamentais s\u00edrias, ainda hoje est\u00e3o confrontando o auto-proclamado \u201cEx\u00e9rcito\u00a0<a href=\"http:\/\/www.patrialatina.com.br\/editorias.php?idprog=2578eb9cdf020730f77793e8b58e165a&amp;cod=10862\" target=\"_blank\">Livre<\/a> da S\u00edria\u201d \u2013FSA.\u00a0 No contexto atual\u00a0 isso exige\u00a0 o focusar das ra\u00edzes hist\u00f3ricas da guerra, por j\u00e1 encoberta, do ocidente contra a S\u00edria,\u00a0 guerra essa que j\u00e1 resultou em in\u00fameras atrocidades. As ra\u00edzes hist\u00f3ricas da situa\u00e7\u00e3o ser\u00e3o ent\u00e3o aqui estruturadas e encaradas.<\/p>\n<p>Desde o come\u00e7o, em mar\u00e7o de 2011, os Estados Unidos e seus aliados tem apoiado a forma\u00e7\u00e3o de esquadr\u00f5es da morte, assim como a invas\u00e3o do territ\u00f3rio da\u00a0 S\u00edria por brigadas terroristas. Trata-se de um\u00a0<a href=\"http:\/\/www.patrialatina.com.br\/editorias.php?idprog=2578eb9cdf020730f77793e8b58e165a&amp;cod=10862\" target=\"_blank\">trabalho<\/a>organizacional, cuidadosamente planejado.<\/p>\n<p>O recrutamento e o treino de brigadas terroristas tanto no Iraque quanto na S\u00edria, foram modelados na denominada \u201cSalvador Option\u201d, aqui traduzida como \u201cA Op\u00e7\u00e3o de El-Salvador\u201d.\u00a0 Esse \u00e9 um m modelo terrorista, para mortes e assassinatos em massa, efetuados por um governo estabelecido. Em El-Salvador, na Am\u00e9rica Central,\u00a0 o cen\u00e1rio visualizado pelo modelo \u201cSalvador Option\u201d foi implementado pelos esquadr\u00f5es da morte patrocinados\u00a0 pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Esse modelo de recrutamento e treino de brigadas terroristas, por governos constituidos, foi\u00a0 implementado no pr\u00f3prio El Salvados\u00a0 no apogeu da resist\u00eancia contra a ditadura militar no pa\u00eds. O resultado final foi avaliado em cerca de 75.000 mortes.<\/p>\n<p>Os esquadr\u00f5es da morte hoje na S\u00edria fazem parte desse contexto. Tendo come\u00e7ado em El Salvador, o modelo foi desenvolvido no Iraque. Os esquadr\u00f5es da morte hoje ent\u00e3o na S\u00edria foram constru\u00eddos baseados\u00a0 na hist\u00f3ria e na experi\u00eancia das brigadas terroristas do Iraque. Brigadas terroristas essas\u00a0 patrocinadas, como dito,\u00a0 pelos\u00a0 Estados Unidos.<\/p>\n<p>O Pent\u00e1gono denominou esse seu programa de\u00a0 \u201ccontra-insurrei\u00e7\u00e3o\u201d- \u201ccounterinsurgency\u201d.<\/p>\n<p>[Definindo termos: Favor observar aqui a necessidade de se exigir defini\u00e7\u00f5es rigorosas, e\u00a0 convincentes, dos termos usados:- qual \u00e9 a validade de se invadir um pa\u00eds e depois denominar a rea\u00e7\u00e3o dos habitantes alternativamente como insurrei\u00e7\u00e3o, rebeli\u00e3o, ou mesmo \u201cterrorismo\u201d?]<\/p>\n<p><strong>O ESTABELECIMENTO DOS ESQUADR\u00d5ES\u00a0 DA MORTE NO IRAQUE<\/strong><\/p>\n<p>Os esquadr\u00f5es da morte patrocinados pelos Estados Unidos foram recrutados no Iraque em 2004-2005 numa iniciativa lan\u00e7ada abaixo da dire\u00e7\u00e3o do embaixador americano John Negroponte, que foi mandado para Bagd\u00e1 pelo Departamento do Estado Americano,\u00a0 em junho de 2004.<\/p>\n<p>Negroponte era o homem certo para o trabalho, uma vez que tinha sido embaixador para Honduras de 1981\u00a0 a 1985. Negroponte fez um papel central em apoiar\u00a0 e em supervisionar\u00a0 os Contras\u00a0 de Nicaragua, que estavam baseados em Honduras. Ao mesmo tempo ele tamb\u00e9m supervisionava as atividades dos esquadr\u00f5es da morte \u2013 militares- de Honduras.<\/p>\n<p>\u201cNo governo do general Gustavo Alvarez Martinez, o governo militar de Honduras era tanto um aliado \u00edntimo da administra\u00e7\u00e3o de Reagan quanto \u201cfazia desaparecer\u201d muitos oponentes pol\u00edticos. Isso na cl\u00e1ssica forma de trabalho usada por esquadr\u00f5es da morte.\u201d<\/p>\n<p><strong>Em janeiro de 2005, o Pent\u00e1gono confirmou que estava considerando:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cformar esquadr\u00f5es\u00a0 de ataque de combatentes Shia e Curdos ,\u00a0 para atacar l\u00edderes da resist\u00eancia iraquiana. Isso numa mudan\u00e7a estrat\u00e9gica vinda da experi\u00eancia da luta\u00a0 contra as guerrilhas de esquerda da Am\u00e9rica Central, a\u00a0 20 anos atr\u00e1s\u201d .<\/p>\n<p>Abaixo da denominada \u201cOp\u00e7\u00e3o El Salvador\u201d for\u00e7as iraquianas e americanas deveriam ser mandadas a matar ou sequestrar l\u00edderes da insurrei\u00e7\u00e3o, mesmo na S\u00edria, onde alguns dos insurgentes teriam tido ent\u00e3o abrigo.<\/p>\n<p>Esquadr\u00f5es de ataque sendo controversiais, deveriam provavelmente ter de ser mantidos secretos.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia dos \u201cesquadr\u00f5es da morte\u201d na Am\u00e9rica Central continua a ser uma experi\u00eancia brutal para muitos, e ainda continuam contribuindo para sujar a imagem dos Estados Unidos na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Tem se ainda que a administra\u00e7\u00e3o de Reagan deu fundos e treinou times de for\u00e7as nacionalistas para neutralizar os l\u00edderes rebeldes salvadorenhos, assim tamb\u00e9m como os que com eles simpatisavam.<\/p>\n<p>John Negroponte, o embaixador americano em Bagd\u00e1, tinha um lugar privilegiado de observa\u00e7\u00e3o dado o seu tempo como embaixador em Honduras de 1981-85.<\/p>\n<p><strong>Esquadr\u00f5es da morte era uma parte brutal da pol\u00edtica latino-americana de ent\u00e3o\u2026<\/strong><\/p>\n<p>No come\u00e7o dos anos oitenta a administra\u00e7\u00e3o de Reagan, deu fundos e treino\u00a0 aos Contras de Nicaragua baseados em Honduras, com o objetivo de derrubar o regime sandinista de Nicaragua.\u00a0 Os Contras foram equipados com o dinheiro obtido pela venda americana,\u00a0 ilegal,\u00a0 de armas ao Ir\u00e3. Esse foi um esc\u00e2ndalo que poderia ter derrubado Reagan do poder.<\/p>\n<p><strong>O impulso da proposta do Pent\u00e1gono no Iraque\u2026 era o de seguir esse modelo\u2026<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o ficou claro se o objetivo principal da miss\u00e3o seria o de matar os rebeldes ou sequestr\u00e1-los para lev\u00e1-los a interrogat\u00f3rios, no Iraque\u2026mas.. Qualquer miss\u00e3o na S\u00edria seria provavelmente feita pelas For\u00e7as Especiais dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o ficou claro quem iria ter a responsabilidade pelo programa, se o Pent\u00e1gono ou a Ag\u00eancia Central de Intelig\u00eancia, ou seja, a CIA. Essas opera\u00e7\u00f5es feitas abaixo de panos \u2013 encobertas, tem tradicionalmente sido feitas pela CIA, a um bra\u00e7o de dist\u00e2ncia da administra\u00e7\u00e3o em poder, dando aos oficiais americanos a possibilidade de negar conhecimento da situa\u00e7\u00e3o. (El Salvador-style \u201cdeath squads\u201d to be deployed by US against Iraq militants \u2013 Times Online, January 10, 2005, emphasis added \u2013 as \u00eanfases foram acrescentadas)<\/p>\n<p>Enquanto o objetivo especificado da \u201cOp\u00e7\u00e3o Salvadorenha para o Iraque\u201d seria a de acabar com a resist\u00eancia, na pr\u00e1tica as brigadas terroristas patrocinadas pelos Estados Unidos se envolveram em matan\u00e7as rotineiras de civ\u00eds, tendo em visto o ati\u00e7ar\u00a0 uma viol\u00eancia sect\u00e1ria.<\/p>\n<p>Por seu turno, a CIA assim como a MI6 estavam superintendendo unidades da \u201cAl Qaeda no Iraque\u201d envolvidas em assassinados de alvos demarcados e dirigidos contra a popula\u00e7\u00e3o Shiite. \u00c9 importante de se ressaltar que os esquadr\u00f5es da morte foram integrados assim como aconselhados, encoberta e dissimimuladamente, pelas For\u00e7as Especiais dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Robert Stephen Ford \u2013 ..Depois\u00a0 apontado como embaixador dos Estados Unidos na S\u00edria, fazia parte do time de Negroponte em Bagd\u00e1, durante o per\u00edodo de\u00a0 2004-2005. Em janeiro 2004 ele foi mandado como representante americano\u00a0 para a cidade Shiite de Najaf,\u00a0 que era um foco forte do ex\u00e9rcito \u201cMahdi, com o qual ele fez contactos preliminares.<\/p>\n<p>Em janeiro de 2005, Robert S. Ford foi apontado como Ministro Conselheiro para Assuntos Pol\u00edticos \u2013 Minister Counsellor for Political Affairs- na Embaixada dos Estados Unidos, abaixo da dire\u00e7\u00e3o do embaixador\u00a0 John Negopronte. Ele n\u00e3o s\u00f3mente fazia parte do c\u00edrculo mais pr\u00f3ximo e fechado de Negroponte. Ele era tamb\u00e9m o associado dele no estabelecimento da \u201cOp\u00e7\u00e3o Salvadorenha\u201d no Iraque. O terreno j\u00e1 tinha ent\u00e3o sido preparado em Najaf, antes da transfer\u00eancia de Ford a Bagd\u00e1.<\/p>\n<p>John Negroponte e Robert Stephen Ford foram encarregados\u00a0 de recrutar os esquadr\u00f5es da morte iraquianos. Enquanto Negroponte coordenava as opera\u00e7\u00f5es a partir de seu gabinete na Embaixada dos Estados Unidos, Robert S. Ford que falava fluentemente tanto \u00e1rabe como a lingua turca, teve a incumb\u00eancia de estabelecer contactos estrat\u00e9gicos com os grupos militantes Shiite e Curdos,\u00a0 fora da \u201cZona Verde\u201d-\u201cGreen Zone\u201d.<\/p>\n<p>Dois outros oficiais da embaixada, nomeadamente Henry Ensher \u2013 auxiliar\u00a0 ou deputado de Ford,\u00a0 assim como um oficial mais jovem da sec\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, Jeffrey Beals, tiveram\u00a0 um papel importante no time que ent\u00e3o \u201cfalava com alguns segmentos iraquianos, incluindo estremistas\u201d. (Veja The New Yorker, March 26, 2007). Uma outra pessoa-chave no time de Negroponte era James Franklin Jeffrey, embaixador dos Estados Unidos, na Alb\u00e2nia 2002-2004. Jeffrey\u00a0 veio a tornar-se\u00a0 embaixador dos Estados Unidos para o Iraque, entre 2010-2012.<\/p>\n<p>Negroponte tamb\u00e9m trouxe para dentro do time um de seus antigos colaboradores, o Coronel James Steele, retirado dos seus dias de apogeu em Honduras.<\/p>\n<p>Durante a\u00a0 \u201cOp\u00e7\u00e3o El Salvador\u201d no Iraque,\u00a0 Negroponte foi assistido por um colega dos anos oitenta, ou seja, dos seus dias na Am\u00e9rica Central. Esse colega de Negroponte no Iraque era ent\u00e3o o aposentado Coronel James Steele.<\/p>\n<p>Steele, que recebeu em Bagd\u00e1 o t\u00edtulo de Conselheiro das For\u00e7as de Seguran\u00e7a Iraquianas\u00a0 -Counselor for Iraqi Security Forces-\u00a0 supervisionou\u00a0 a sele\u00e7\u00e3o e o treino dos membros da Organiza\u00e7\u00e3o Badr e do Ex\u00e9rcito Mahdi, as duas maiores mil\u00edcias Shiitas, no Iraque. Isso com a inten\u00e7\u00e3o de fazer de alvo a dire\u00e7\u00e3o e a rede de apoio da resist\u00eancia, primordialmente Sunni, do Iraque.\u00a0 Tenha sido planejado, ou n\u00e3o, esses esquadr\u00f5es da morte logo ficaram fora de controle e se tornariam na causa de morte n\u00famero 1, no Iraque.<\/p>\n<p>Se foi a intenc\u00e3o original ou n\u00e3o, o n\u00famero de corpos torturados e mutilados surgindo nas ruas de Bagd\u00e1 todos os dias foram obras dos esquadr\u00f5es da morte, que por sua vez eram impulsionados por John Negroponte. E, foi a viol\u00eancia sect\u00e1ria apoiada pelos Estados Unidos que levou em muito grande parte ao infernal desastre que \u00e9 o Iraque de hoje. (Dahr Jamail, Managing Escalation: Negroponte and Bush\u00b4s New Iraq Team. Antiwar.com, January 7, 2007)<\/p>\n<p>De acordo com o Republicano Dennis Kucinich o coronel Steele era o respons\u00e1vle, pela implementa\u00e7\u00e3o\u00a0 do plano em El Salvador, onde dezenas de milhares salvadorenhos \u201cdesapareceram\u201d ou foram assassinados, inclusive ent\u00e3o tamb\u00e9m o Arquebispo Oscar Romero, assim tamb\u00e9m como quatro freiras americanas.<\/p>\n<p>Logo do seu apontamento para Bagd\u00e1,\u00a0 o Coronel Steele foi encaminhado para a unidade de contra-insurrei\u00e7\u00e3o, unidade essa conhecida como o Comando Policial Especial- \u201cSpecial Police Commando\u201d,\u00a0 abaixo do Minist\u00e9rio do Interior do Iraque. (Veja ACN, Havana, 14 de junho 2006).<\/p>\n<p>Relat\u00f3rios confirmam que \u201cos militares americanos entregaram muitos prisioneiros para a Wolf Brigade \u2013 o temido 2\u00ba batalh\u00e3o dos comandos especiais do minist\u00e9rio do interior\u201d , que ent\u00e3o estavam abaixo do comando do Coronel Steele.\u00a0 Os prisioneiros foram entregados para \u201cinterrogat\u00f3rios adicionais\u201d. . Peter Mass do New York Times confirma\u00a0 que:<\/p>\n<p>\u201cUS soldados, \u00a0conselheiros dos EUA, estavam em posi\u00e7\u00e3o observando, sem fazer nada,\u201d\u00a0 enquanto membros da \u201cWolf Brigade\u201d batiam,\u00a0 assim como\u00a0 torturavam\u00a0 os prisioneros. Os comandos do\u00a0 Minist\u00e9rio do Interior do Iraque teriam ent\u00e3o tamb\u00e9m tomado a biblioteca p\u00fablica de Samara para a transformar num centro de deten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma entrevista conduzida por Mass em 2005\u00a0 nesse local tranformado em pris\u00e3o e\u00a0 em companhia do conselheiro militar americano da \u201cWolf Brigade\u201d,\u00a0 o coronel James Steele, foi interrompida pelos gritos aterrorisados de um prisioneiro fora do local, disse ele.\u00a0 Steele como consta do protocolo foi empregado anteriormente como conselheiro para ajudar a esmagar a resist\u00eancia em El Salvador.\u201d (Ibid)<\/p>\n<p>Um outro elemento not\u00f3rio que teve um papel no programa da contra-insurrei\u00e7\u00e3o no Iraque foi o ex-Comission\u00e1rio da Pol\u00edcia de Nova Iorque, Bernie Kerik que em 2007 foi indicado em corte federal por 16 acusa\u00e7\u00f5es judiciais.<\/p>\n<p>Kerik foi o enviado pela administra\u00e7\u00e3o de Bush, no come\u00e7o da ocupa\u00e7\u00e3o do Iraque, para organizar e treinar a for\u00e7a policial do Iraque. Durante o seu curto termo em 2003, Kerik \u2013que preencheu o posto de interim Ministro do Interior- trabalhou para organizar unidades de terror dentro da For\u00e7a Policial do Iraque:<\/p>\n<p>Mandado para o Iraque para por as for\u00e7as de seguran\u00e7a iraquiana em forma, Kerik usava a denomina\u00e7\u00e3o \u201cministro interim do interior do Iraque\u201d.\u00a0 Entretanto, conselheiros policiais brit\u00e2nicos o chamavam de o \u201cexterminador de Bagd\u00e1\u201d,\u00a0 (Salon, 9 de dezembro de 2004)<\/p>\n<p>Abaixo da dire\u00e7\u00e3o de Negroponte, da Embaixada dos Estados Unidos em Bagd\u00e1, uma onda de assassinatos encobertos\u00a0 de civ\u00eds,\u00a0 assim tamb\u00e9m como assassinatos de pessoas entendidas como alvos, foi deslanchada. Engenheiros, m\u00e9dicos, cientistas e intelectuais foram alvos. O autor e analista geopol\u00edtico Max Fuller, documentou em detalhe as atrocidades cometidas abaixo do programa de contra-insurei\u00e7\u00e3o patrocinado pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O aparecer dos esquadr\u00f5es da morte entraram primeiramente em foco em maio de 2005 quando foi reportado que\u2026dezenas de corpos tinham sido depositados\u2026em terrenos baldios ao redor de Bagd\u00e1. Todas as v\u00edtimas tinham as m\u00e3os presas em algemas, estavam com os olhos vedados e tinham sido baleadas na cabe\u00e7a. Muitos deles mostravam sinais de terem sido brutalmente torturados\u2026<\/p>\n<p>A evid\u00eancia foi suficiente para motivar a Associa\u00e7\u00e3o de Acad\u00eamicos Mu\u00e7ulmanos \u2013Association of Muslim Scholars, AMS, uma conhecida e importante organiza\u00e7\u00e3o Sunnita a fazer declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas na qual acusavam as for\u00e7as de seguran\u00e7a ligadas ao Minist\u00e9rio do Interior, assim como a Badr Brigade, a ex-ala armada do Conselho Supremo da Revolu\u00e7\u00e3o Isl\u00e2mica no Iraque \u2013Supreme Council for Islamic Revolution in Iraq, SCIRI, por estar por detr\u00e1s dessas mortes. Eles tamb\u00e9m acusaram o Minist\u00e9rio do Interior de estar conduzindo terrorismo de estado\u00a0 (Financial Times).<\/p>\n<p>Os Comandos Policiais assim como a \u201cWolf Brigade\u201d eram supervisionadas pelo \u201cprograma de contra-insurrei\u00e7\u00e3o\u201d,\u00a0 no Minist\u00e9rio do Interior do Iraque.<\/p>\n<p>Os Comandos Policiais eram formados abaixo da experi\u00eancia, tutelagem e supervis\u00e3o de combatentes americanos,\u00a0 veteranos de contra-insurrei\u00e7\u00e3o.\u00a0 Os comandos policiais iraquianos ent\u00e3o, desde o come\u00e7o conduzindo opera\u00e7\u00f5es conjuntas com as\u00a0 unidades de for\u00e7as de elite,\u00a0 altamente secretivas.(Reuters, National Review Online).<\/p>\n<p>\u2026James Steele foi\u00a0 uma figura chave\u00a0 no desenvolver dos Comandos Especiais da Pol\u00edcia \u2013 Special Police Comandos do Iraque. Ele foi\u00a0 um operativo das for\u00e7as especiais do Ex\u00e9rcito dos Estados Unidos, que tendo come\u00e7ado no Vietnam foi depois mandado para dirigir a miss\u00e3o militar dos Estados Unidos em El Salvdor, no auge da guerra civil, no pa\u00eds\u2026<\/p>\n<p>Outro contribuinte no desenvolver dos Comandos Especiais da Pol\u00edcia,\u00a0 no Iraque,\u00a0 foi o mesmo Steven Casteel que como o mais experiente conselheiro dos Estados Unidos no Minist\u00e9rio do Interior afastou sem maiores considera\u00e7\u00f5es as bem substanciadas acusa\u00e7\u00f5es de apavorantes viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos como \u201crumores e insinua\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Assim como Steele, Casteel tamb\u00e9m ganhou consider\u00e1vel experi\u00eancia na Am\u00e9rica Latina, no caso dele atrav\u00e9s de participar na persegui\u00e7\u00e3o do bar\u00e3o da cocaina,\u00a0 Pablo Escobar, nas narco-guerras da Col\u00f4mbia, nos anos noventa\u2026<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio da hist\u00f3ria pessoal de Casteel \u00e9 importante nesse caso, porque o tipo de papel de apoio na colheita de informa\u00e7\u00e3o e na produ\u00e7\u00e3o de listas de morte, nas quais as suas experi\u00eancias na Am\u00e9rica Latina foram baseadas ent\u00e3o, s\u00e3o caracter\u00edsticas do envolvimento dos Estados Unidos em programas de contra-insurrei\u00e7\u00e3o, constituindo um elemento b\u00e1sico no que se poderia perceber como acaso,\u00a0 ou orgias de carnificinas desconexadas.<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios do Departamento de Defesa dos Estados Unidos em 2005\u2026Esses tipos de genoc\u00eddios planificados de forma centralizada s\u00e3o consistentes com os acontecimentos no Iraque\u2026Isso \u00e9 tamb\u00e9m consistente com o pouco que sabemos a respeito dos Comandos Especiais da Pol\u00edcia, que foi projetada para prover o Minist\u00e9rio do Interior com uma for\u00e7a de capacidade de ataque especial. (Departamento de Defesa dos Estados Unidos).<\/p>\n<p>Max Fuller comentou, no contexto, que em mantendo esse papel os quart\u00e9is de Comando da Pol\u00edcia tinham se tornado no centro de um comando nacional de controle, comunica\u00e7\u00e3o, inform\u00e1tica e intelig\u00eancia \u2013 Cortesia dos Estados Unidos. (Max Fuller, op cit)<\/p>\n<p>Essa inicial prepara\u00e7\u00e3o de terreno, estabelecida abaixo da dire\u00e7\u00e3o de Negroponte, em 2005, permitiu a implementa\u00e7\u00e3o das atividades abaixo de seu sucessor, o embaixador Zalmay Khalilzad. Robert Stephen Ford garantiu a continuidade do projeto antes do seu apontamento como embaixador dos Estados Unidos na Alg\u00e9ria em 2006, assim tamb\u00e9m como depois do seu retorno a Bagd\u00e1,\u00a0 como Chefe Deputado da Miss\u00e3o \u2013Deputy Chief of Mission, em 2008.<\/p>\n<p><strong>S\u00cdRIA: \u201cAPRENDENDO PELA EXPERI\u00caNCIA DO IRAQUE\u201d<\/strong><\/p>\n<p>A macabra vers\u00e3o iraquiana da\u00a0 \u201cOp\u00e7\u00e3o El Salvador\u201d abaixo da dire\u00e7\u00e3o do embaixador John Negroponte serviu como modelo para a constru\u00e7\u00e3o dos Contras do \u201cEx\u00e9rcito Livre da S\u00edria\u201d. Robert Stephen Ford esteve muito provavelmente envolvido na implementa\u00e7\u00e3o do projeto dos Contras na S\u00edria, depois doseu apontamento como Chefe Deputado da Miss\u00e3o \u2013Deputy Head of Mission em Bagd\u00e1, 2008.<\/p>\n<p>Na S\u00edria o objectivo era o de criar divis\u00f5es faccionais\u00a0 entre as comunidades Sunnitas, Shiitas, Curdas e Crist\u00e3s. Conquanto o contexto da S\u00edria seja completamente diferente da do contexto do Iraque, existem tamb\u00e9m surpreendentes similaridades ao que diz respeito aos procedimentos pelos quais as atrocidades e matan\u00e7as foram, e continuam sendo conduzidas.<\/p>\n<p>Uma reportagem publicada pelo Der Spiegel em rela\u00e7\u00e3o as atrocidades cometidas na cidade s\u00edria de Homs confirma um processo sect\u00e1rio de assassinatos em massa e mortes extra-judiciais, ou seja assassinatos, compar\u00e1veis as conduzidas pelos esquadr\u00f5es da morte no Iraque, esquadr\u00f5es patrocinados pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p>As pessoas em Homs eram de forma rotineira categorizadas como \u201cprisioneiros\u201d (Shia, Alawita) e \u201ctraidores\u201d. Os traidores eram os civ\u00eds Sunnitas, dentro da \u00e1rea urbana\u00a0 ocupada pelos rebeldes, que expressavam discord\u00e2ncia ou oposi\u00e7\u00e3o ao reino de terror do Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria -\u201cFree Syrian Army\u201d \u2013FSA:<\/p>\n<p>\u201cDesde o \u00faltimo ver\u00e3o [2011], n\u00f3s executamos pouco menos que 150 homens, o que representa cerca de 20% dos nossos prisioneiros,\u201d\u00a0 disse Abu Rami\u2026. Mas os executores de Homs estiveram mais ocupados com traidores dentro de suas pr\u00f3prias falanges do que com prisioneiros de guerra. \u201cSe pegamos um Sunnita espionando, ou se um cidad\u00e3o trai a revolu\u00e7\u00e3o, fazemos o processo curto, disse o combatente. De acordo com Abu Rami, \u201cHussein\u00b4s burial brigade\u201d teria posto entre 200 a 250 traidores a morte, desde o come\u00e7o da subleva\u00e7\u00e3o.\u201d (Der Spiegel, March 30, 2012)<\/p>\n<p><strong> PROJETO EM ANDAMENTO AVAN\u00c7ADO<\/strong><\/p>\n<p>Prepara\u00e7\u00f5es ativas para a opera\u00e7\u00e3o s\u00edria teriam certamente sido iniciadas quando da chamada de Ford da Alg\u00e9ria, nos meados de 2008\u00a0 para um novo apontamento na embaixada dos Estados Unidos no Iraque.<\/p>\n<p>O processo exigia um programa inicial de recrutamento e treino de mercen\u00e1rios. Esquadr\u00f5es da morte, incluindo unidades Salafistas do L\u00edbano e da Jord\u00e2nia entraram pela fronteira sul da S\u00edria -com a Jord\u00e2nia, nos meados de mar\u00e7o de 2011. Muito da prepara\u00e7\u00e3o do terreno estava j\u00e1 pronta antes da chegada de Robert Stephen Ford a Damasco, em janeiro de 2011.<\/p>\n<p><strong>EMBAIXADOR FORD EM HAMA NO COME\u00c7O DE JULHO 2011<\/strong><\/p>\n<p>O apontamento de Ford como embaixador da S\u00edria foi anunciad no come\u00e7o de 2010. As rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas estiveram cortadas desde 2005 ap\u00f3s o assassinato de Rafik Hariri, do qual os Estados Unidos acusaram a S\u00edria. Ford chegou em Damasco apenas dois meses antes do come\u00e7o da insurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O EX\u00c9RCITO LIVRE DA S\u00cdRIA \u2013 FSA<\/strong><\/p>\n<p>Washington e seus aliados replicaram na S\u00edria as caracter\u00edsticas essenciais da \u201cOp\u00e7\u00e3o El Salvador \u2013do Iraque\u201d, levando a cria\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria -FSA- e as suas v\u00e1rias fac\u00e7\u00f5es incluindo a brigada \u201cAl Nusra\u201d,\u00a0\u00a0 afiliada a Al Qaeda.<\/p>\n<p>Apesar da cria\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria \u2013FSA ter sido anunciad em junho de 2011, o recrutamento e treino dos mercen\u00e1rios, vindos de fora do pa\u00eds, foram iniciados muito anteriormente.<\/p>\n<p>Em muitos aspectos, o Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria \u00e9 uma cortina de fuma\u00e7a, usada para enublar e desvanecer os contornos da realidade. O denominado Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria \u00e9 apresentado pela m\u00eddia ocidental como uma entidade de boa f\u00e9,\u00a0 estabelecida como resultado de defec\u00e7\u00f5es em massa das for\u00e7as governamentais. O n\u00famero das defec\u00e7\u00f5es no entanto, n\u00e3o foram nem significantes, nem suficientes para estabelecer uma estrutura militar coerente, com os devidos comandos e controles de fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria n\u00e3o \u00e9 uma entidade militar profissional, \u00e9 mais uma rede n\u00e3o estruturada, constituida por diversas brigadas terroristas, as quais por seu turno, s\u00e3o constituidas por muitas c\u00e9lulas paramilitares, agindo em diversas partes do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Cada uma dessas organiza\u00e7\u00f5es opera\u00a0 independentemente. O Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria- FSA, n\u00e3o exerce fun\u00e7\u00f5es de controle ou comando efetivos e isso inclui tamb\u00e9m n\u00e3o efetividade nas suas liga\u00e7\u00f5es e contactos com as entidades paramilitares. Essas entidades paramilitares est\u00e3o em sua grande parte controladas pelas for\u00e7as especiais, assim como profissionais da intelig\u00eancia, patrocinados pelos EUA-OTAN. Tanto as for\u00e7as especiais como os profissionais da intelig\u00eancia s\u00e3o encaixados, ou incrustados, nas alas das v\u00e1rias forma\u00e7\u00f5es terroristas.<\/p>\n<p>Essas for\u00e7as especiais \u201cno solo\u201d \u2013 muitas das quais contratadas de companhias particulares de seguran\u00e7a, est\u00e3o de forma rotineira, em contacto com\u00a0 EUA-OTAN, assim tamb\u00e9m como com unidades de comando da intelig\u00eancia militar dos outros envolvidos. As For\u00e7as Especiais est\u00e3o, muito provavelmente, tamb\u00e9m envolvidas nos ataques devastadores, muito cuidadosamente planejados,\u00a0 dirigidos contra as instala\u00e7\u00f5es governamentais, conjuntos militares, e muitos outros objetos centrais e sens\u00edveis.<\/p>\n<p>Os esquadr\u00f5es da morte s\u00e3o mercen\u00e1rios recrutados e treinados pelos EUA-OTAN,\u00a0 e seus aliados do Golfo P\u00e9rsico, GCC.\u00a0 Eles s\u00e3o supervisionados pelas for\u00e7as especiais aliadas, assim como por companhias particulares de seguran\u00e7a -em contrato com a OTAN e o Pent\u00e1gono. Relat\u00f3rios confirmam o emprisionamento pelas for\u00e7as governamentais da S\u00edria,\u00a0 de cerca de 200-300 contratados de firmas particulares de seguran\u00e7a, contratados esses que estavam integrados nas alas dos rebeldes.<\/p>\n<p><strong>A FRONTE AL NUSRA<\/strong><\/p>\n<p>A Fronte Al Nusra\u00a0 -que se entende como afiliada a Al Qaeda- \u00e9 descrita\u00a0 como o grupo rebelde mais efetivo na luta da oposi\u00e7\u00e3o.\u00a0 Al Nusra \u00e9 o grupo respons\u00e1vel por muitos dos maiores \u2013high profile-\u00a0 ataques de bombas.\u00a0 O grupo Al Nusra \u00e9 apresentado como um inimigo dos Estados Unidos, e est\u00e1 na lista de organiza\u00e7\u00f5es terroristas do Departamento de Estado.<\/p>\n<p>Entretanto, as ac\u00e7\u00f5es da Al Nusra apresentam as caracter\u00edsticas, ou impress\u00f5es digitais, dos treinos e das t\u00e1cticas\u00a0 paramilitares dos Estados Unidos. As atrocidades cometidas contra civ\u00eds pelo grupo Al Nusra s\u00e3o similares a aquelas feitas pelos esquadr\u00f5es da morte patrocinados pelos EUA no Iraque.<\/p>\n<p>Nas palavras do l\u00edder da Al Nusra, Abu Adnan, in Aleppo:- \u201cJabhat al-Nusra conta com veteranos s\u00edrios da guerra do Iraque entre seus n\u00fameros, homens que trazem per\u00edcia \u2013 especialmente na constru\u00e7\u00e3o de dispositivos explosivos (IEDs)\u00a0 para o fronte na S\u00edria.\u201d<\/p>\n<p>Como no Iraque, viol\u00eancia entre fac\u00e7\u00f5es e limpeza \u00e9tnica foram ativamente promovidas. Na S\u00edria as comunidades Alawita, Shia e Crist\u00e3s foram alvo dos esquadr\u00f5es da morte patrocinados pelos EUA-OTAN. A comunidade crist\u00e3 foi um dos alvos centrais no programa de assassinatos.<\/p>\n<p>Relat\u00f3rios confirmam o influxo de Salafistas e esquadr\u00f5es da morte afiliados a Al Qaeda abaixo dos ausp\u00edcios da Irmandade Mu\u00e7ulmana para dentro da S\u00edria, desde o come\u00e7o da insurrei\u00e7\u00e3o, em mar\u00e7o 2011.<\/p>\n<p>Ainda mais, reminiscente do enlistamento dos Mujahideen para lutar a jihad \u2013guerra santa- da CIA no auge da guerra Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica-Afeganist\u00e3o, guerra essa que a OTAN e a Turquia (the Turkish High command) tinham iniciado\u2026<\/p>\n<p>\u2026 \u201cuma campanha para enlistar milhares de volunt\u00e1rios Mu\u00e7ulmanos nos pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio e no Mundo Mu\u00e7ulmano para lutar lado a lado com os rebeldes s\u00edrios. O Ex\u00e9rcito turco iria acomodar esses volunt\u00e1rios, trein\u00e1-los e assegurar a passagem dos mesmos para dentro da S\u00edria. (DEBKAfile,\u00a0 NATO to give rebels anti-tank-weapons, August 14, 2011).<\/p>\n<p>De acordo com o que foi relatado, companhias particulares de seguran\u00e7a operando dos pa\u00edses do Golfo est\u00e3o envolvidas em recrutamento e treino de\u00a0 mercen\u00e1rios.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o especialmente marcadas para o recrutamento dos mercen\u00e1rios dirigidos contra a S\u00edria, relat\u00f3rios apontam para uma cria\u00e7\u00e3o de campos de treinamento em Qatar\u00a0 e no Emirados \u00c1rabes Unidos \u2013UAE.\u00a0 Na cidade militar de Zaved \u2013Zaved Military City, UAE, \u201cum ex\u00e9rcito secreto est\u00e1 sendo construido\u201d, operado por Xe Services, antes denominado Blackwater. O acordo da UAE para estabelecer um campo militar para treino de mercen\u00e1rios foi assinado em julho de 2010, nove meses antes dos furiosos ataques contra a L\u00edbia e a S\u00edria.<\/p>\n<p>Em desenvolvimentos recentes, companhias de seguran\u00e7a em contrato com a OTAN e o Pent\u00e1gono estiveram\u00a0 envolvidas em treinar\u00a0 os esquadr\u00f5es da morte no uso de armas qu\u00edmicas.<\/p>\n<p>\u201cOs Estados Unidos e alguns aliados europeus est\u00e3o usando contratados da defesa para treinar os rebeldes s\u00edrios em como assegurar provis\u00f5es de armas qu\u00edmicas na S\u00edria, um senior oficial dos Estados Unidos, e diversos diplomatas informaram a CNN, domingo\u201d (CNN Report, December 9, 2012<\/p>\n<p>Os nomes das companhias envolvidas n\u00e3o foram revelados.<\/p>\n<p><strong>ATR\u00c1S DE PORTAS FECHADAS NO US DEPARTAMENTO DO ESTADO-<\/strong><\/p>\n<p>Robert Stephen Ford fazia parte de um pequeno time no Departamento do Estado Americano que supervisionava o recrutamento e treino de brigadas terroristas, conjuntamente com Derek Chollet e Frederic C. Hof, um ex-associado de neg\u00f3cios de Richard Armitage, que serviu como \u201ccoordenador especial\u201d de Washington,\u00a0 em assuntos da\u00a0 \u201cS\u00edria\u201d. Derek Chollet foi recentemente apontado para a posi\u00e7\u00e3o de \u201cAssistant Secretary of Defense for International Security Affairs\u201d (ISA)- [Secret\u00e1rio Auxiliar da Defesa para Assuntos de Seguran\u00e7a Internacional]<\/p>\n<p>Esse time trabalhou abaixo da dire\u00e7\u00e3o do ex-Auxiliar Secret\u00e1rio de Estado para Assuntos do Pr\u00f3ximo Oriente \u2013Near Eastern Affairs, Jeffrey Feltman.<\/p>\n<p>O time de Feltman estava em pr\u00f3ximo contacto com os processos de recrutamento e treino dos mercen\u00e1rios da Turquia, Qatar, Ar\u00e1bia Saudita e L\u00edbia (cortesia do p\u00f3s-Kaddafi regime, que despachou -600- tropas da \u201cLibya Islamic Fightin Group\u201d-LIFG para a S\u00edria, via Turquia, nos meses a seguir o colapso do governo de Kadafi, em setembro 2011.<\/p>\n<p>O Auxiliar Secret\u00e1rio do Estado, Feltman,\u00a0 esteve em contacto com o Ministro do Exterior Saudita, o Pr\u00edncipe Saud al Faisal , e o Ministro do Exterior de Qatar, Sheik Hamad bin Jassim. Ele tamb\u00e9m esteve encarregado do gabinete para \u201ccoordena\u00e7\u00e3o especial de seguran\u00e7a\u201d\u00a0 relacionado a S\u00edria\u00a0 e baseado em Doha. Esse gabinete incluia representantes das ag\u00eancias de intelig\u00eancia do ocidente,\u00a0 assim como do GCC e representantes da L\u00edbia. O Pr\u00edncipe Bandar bin Sultan, a prominente e controversial membro da intelig\u00eancia Saudita fazia parte desse grupo. (Veja Press TV, May 12, 2012).<\/p>\n<p>Em junho 2012, Jeffrey Feltman foi apontado UN Under-Secretary-General for Political Affairs, uma posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica que, na pr\u00e1tica consiste em por a agenda da ONU (em favor de Washington) em assuntos pertencendo a \u201cResolu\u00e7\u00e3o de Conflitos\u201d em v\u00e1rios focus de problema\u00a0 ao redor do globo. Isso inclui Som\u00e1lia, L\u00edbano, L\u00edbia, S\u00edria I\u00eamem e Mali. Numa amarga ir\u00f4nia, os pa\u00edses para a \u201cresolu\u00e7\u00e3o de conflitos\u201d da ONU s\u00e3o ent\u00e3o aqueles mesmos sendo alvos das opera\u00e7\u00f5es, encobertas,\u00a0 dos Estados Unidos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/revistamirante.wordpress.com\/2013\/01\/21\/terrorismo-de-estado-dos-eua\/\">Terrorismo de Estado dos&nbsp;EUA<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nPL\n\n\n\n\n\n\n\n\nProf. Michel Chossudovsky\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4226\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-4226","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-16a","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4226","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4226"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4226\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4226"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4226"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4226"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}