{"id":4233,"date":"2013-01-25T20:15:30","date_gmt":"2013-01-25T20:15:30","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4233"},"modified":"2013-01-25T20:15:30","modified_gmt":"2013-01-25T20:15:30","slug":"licitacoes-de-portos-comecarao-este-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4233","title":{"rendered":"Licita\u00e7\u00f5es de portos come\u00e7ar\u00e3o este ano"},"content":{"rendered":"\n<p>Assim como ocorre no setor de petr\u00f3leo, o governo deve promover, a partir deste ano, licita\u00e7\u00f5es de arrendamentos portu\u00e1rios em blocos, para viabilizar a renova\u00e7\u00e3o dos 95 contratos que vencer\u00e3o at\u00e9 2016, conforme previsto no pacote de R$ 54,2 bilh\u00f5es para o setor anunciado no fim do ano passado pela presidente Dilma Rousseff. Com leil\u00f5es j\u00e1 neste ano, o governo quer dar in\u00edcio a um investimento previsto de R$ 8,1 bilh\u00f5es nesses arrendamentos at\u00e9 o fim do mandato da presidente. Ainda em 2013, tamb\u00e9m devem ser concedidos um novo porto em Manaus e o Porto Sul da Bahia, informou ao GLOBO o ministro Le\u00f4nidas Cristino, da Secretaria Especial dos Portos (SEP).<\/p>\n<p>O modelo de licita\u00e7\u00e3o dos arrendamentos por blocos &#8211; que podem ser regionais, por portos ou selecionados de acordo com a prioridade para a economia nacional &#8211; foi debatido com o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) nesta semana, como uma maneira de acelerar as licita\u00e7\u00f5es, que dever\u00e3o significar investimentos at\u00e9 2017 da ordem de R$ 13,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Dos 95 arrendamentos por vencer at\u00e9 2016, 64 j\u00e1 tiveram seu per\u00edodo de licita\u00e7\u00e3o encerrado e outros 12 vencer\u00e3o ainda em 2013, disse Cristino. O governo quer licitar at\u00e9 junho todos os contratos que vencem at\u00e9 julho de 2014.<\/p>\n<p>Entre as prioridades do governo para fazer as novas licita\u00e7\u00f5es est\u00e3o, por exemplo, terminais de gran\u00e9is l\u00edquidos de combust\u00edveis no Par\u00e1 e instala\u00e7\u00f5es nos portos de Santos e do Rio.<\/p>\n<p>&#8211; Vamos priorizar os que est\u00e3o vencidos, aqueles dos portos mais importantes e, em sequ\u00eancia, os que forem vencendo &#8211; informou.<\/p>\n<p>Anteriormente, cada porto fazia seu processo de licita\u00e7\u00e3o de uma maneira diferente dos demais. Os processos licitat\u00f3rios agora ser\u00e3o feitos pela Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq). Para come\u00e7ar esse processo, por\u00e9m, o governo ainda aguarda o fim da tramita\u00e7\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria 595, que teve mais de 500 emendas apresentadas no Congresso. A ministra da Secretaria de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais, Ideli Salvatti, disse que a aprova\u00e7\u00e3o da MP \u00e9 uma das suas prioridades neste in\u00edcio de ano.<\/p>\n<p>Segundo Cristino, o ano de 2012 terminou com um fluxo de cargas pr\u00f3ximo a 900 milh\u00f5es de toneladas nos portos brasileiro, um aumento de cerca de 1,7% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, com um crescimento maior nas movimenta\u00e7\u00f5es por cont\u00eaineres. Os n\u00fameros oficiais ainda n\u00e3o foram calculados. Em 2013, se o Produto Interno Bruto (PIB) crescer pr\u00f3ximo de 4%, o volume de cargas nos portos dever\u00e1 avan\u00e7ar mais de 7%, prev\u00ea. O pacote para o setor anunciado no ano passado prev\u00ea que, em 2030, os terminais brasileiros movimentem 2,26 bilh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>&#8211; Vamos mais do que dobrar o uso dos nossos portos at\u00e9 l\u00e1 &#8211; disse.<\/p>\n<p>Para levar um ganho administrativo ao setor portu\u00e1rio, a SEP tamb\u00e9m trabalha para implantar no curto prazo as institui\u00e7\u00f5es anunciadas no fim de 2012, como a Comiss\u00e3o Nacional de Praticagem.<\/p>\n<p>Segundo Cristino, o governo est\u00e1 avaliando os 23 projetos de novos Terminais de Uso Privativo, para permitir a implanta\u00e7\u00e3o de cerca de metade das novas instala\u00e7\u00f5es a curto prazo. Dos R$ 21,1 bilh\u00f5es previstos para investimentos at\u00e9 2016, o governo quer que R$ 10,4 bilh\u00f5es sejam desembolsados at\u00e9 2014.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo estuda fim do grupo Eletrobras<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>A Eletrobras, holding do setor el\u00e9trico, pode desaparecer, assim como todas as suas subsidi\u00e1rias &#8211; Chesf, Eletronorte, Furnas, Eletrosul, Eletronuclear e CGTE -, respons\u00e1veis por 35,5% da gera\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica do pa\u00eds. Para fazer frente \u00e0 forte redu\u00e7\u00e3o em suas receitas, de cerca de 70%, devido \u00e0 renova\u00e7\u00e3o dos contratos de concess\u00e3o com base na MP 579, come\u00e7a a ganhar for\u00e7a, dentro do Minist\u00e9rio de Minas e Energia, a ideia de se avaliar os rumos que o grupo ter\u00e1 que tomar.<\/p>\n<p>Perdas de R$ 8,7 bilh\u00f5es<\/p>\n<p>Uma fonte do setor afirmou ao GLOBO que uma possibilidade \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de tr\u00eas holdings para a \u00e1rea el\u00e9trica: uma de gera\u00e7\u00e3o, outra de transmiss\u00e3o e uma terceira de distribui\u00e7\u00e3o. Cada uma delas absorveria os ativos das atuais subsidi\u00e1rias da Eletrobras &#8211; os ativos de gera\u00e7\u00e3o de Furnas, por exemplo, iriam para a holding de gera\u00e7\u00e3o, e assim sucessivamente<\/p>\n<p>Segundo a Eletrobras, a holding est\u00e1 estudando medidas para reduzir seus custos, que ser\u00e3o comunicadas ao mercado at\u00e9 o fim do primeiro trimestre. A empresa informou ainda que a queda de receita \u00e9 estimada em R$ 8,7 bilh\u00f5es anuais, &#8220;que ser\u00e3o compensados com a entrada em opera\u00e7\u00e3o dos novos investimentos, como as usinas do (rio) Madeira, e com as medidas de redu\u00e7\u00e3o de custo&#8221;.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o das holdings n\u00e3o est\u00e1 na pauta da reuni\u00e3o do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o que acontece hoje. Para o encontro do conselho, est\u00e1 prevista a avalia\u00e7\u00e3o de propostas de redu\u00e7\u00e3o de custos para as empresas enquadrarem seu caixa \u00e0 nova realidade financeira, devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da receita.<\/p>\n<p>Por enquanto, fontes descartam a possibilidade de a Eletrobras vender, por exemplo, suas participa\u00e7\u00f5es acion\u00e1rias em seis distribuidoras, principalmente no Norte e no Nordeste. A Eletrobras assumiu ao longo dos \u00faltimos anos o controle dessas distribuidoras, que enfrentavam s\u00e9rios problemas financeiros e de gest\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Dilma muda Caixa para abrigar aliados de Kassab<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O Pal\u00e1cio do Planalto vai aumentar o loteamento pol\u00edtico de vagas na Caixa Econ\u00f4mica Federal para abrigar o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab. Al\u00e9m do Minist\u00e9rio da Micro e Pequena Empresa, prometido ao vice-governador de S\u00e3o Paulo, Guilherme Afif Domingos, o PSD dever\u00e1 receber tamb\u00e9m uma vice-presid\u00eancia da Caixa que est\u00e1 em fase final de cria\u00e7\u00e3o, com o mesmo nome do futuro minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>O novo desenho da Caixa dever\u00e1 ficar pronto at\u00e9 o pr\u00f3ximo m\u00eas, segundo fontes do banco. Ter\u00e1 duas novas vice-presid\u00eancias &#8211; al\u00e9m da de Micro Empresa, ser\u00e1 criada outra voltada para a habita\u00e7\u00e3o, que ficar\u00e1 sob o comando do PT &#8211; e dez novas diretorias, sendo que algumas delas tamb\u00e9m ser\u00e3o distribu\u00eddas a aliados de Kassab.<\/p>\n<p>O PSD, oficialmente reconhecido pela Justi\u00e7a Eleitoral em 27 de setembro de 2011, tem 49 deputados e dois senadores, e \u00e9 tido como fundamental montagem da base aliada nos \u00faltimos dois anos do mandato da presidente Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>A reformula\u00e7\u00e3o do organograma tamb\u00e9m prev\u00ea a separa\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de habita\u00e7\u00e3o e saneamento, sendo que um setor ser\u00e1 espec\u00edfico para habita\u00e7\u00e3o popular. A nova estrutura ser\u00e1 submetida \u00e0 presidente Dilma assim que ficar pronta.<\/p>\n<p>Justificativa<\/p>\n<p>A Caixa nega que o redesenho tenha raz\u00f5es pol\u00edticas. Por meio da assessoria de imprensa, a Caixa informou que adotar\u00e1 um novo modelo de gest\u00e3o para adequar o banco a seu novo perfil &#8211; mais competitivo e mais agressivo no mercado.<\/p>\n<p>Segundo a Caixa, o processo est\u00e1 em gesta\u00e7\u00e3o h\u00e1 cerca de um ano e \u00e9 acompanhado pela maior consultoria de intelig\u00eancia empresarial que existe no Brasil, a McKinsey. O novo modelo \u00e9 para atender quest\u00f5es de ordem t\u00e9cnica de interesse do banco, afirma.<\/p>\n<p>Compensa\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Para compensar o PT por ceder lugares ao PSD no comando da Caixa, h\u00e1 hoje um movimento para fortalecer os nomes ligados \u00e0 sigla dentro do banco: Jos\u00e9 Urbano, vice-presidente de Governo e Habita\u00e7\u00e3o; Marcos Vasconcelos, vice-presidente de Gest\u00e3o de Ativos e Terceiros; e M\u00e1rcio Percival Alves Pinto, vice-presidente de Finan\u00e7as e Mercado de Capitais.<\/p>\n<p>\u00c0 reformula\u00e7\u00e3o estudada nos bastidores est\u00e1 gerando profundo mal-estar entre os dirigentes da institui\u00e7\u00e3o e entre os partidos que j\u00e1 dividem as fatias do comando da estatal.<\/p>\n<p>O PMDB, que tem dois vice-presidentes &#8211; Geddel Vieira Lima, de Pessoa Jur\u00eddica, e F\u00e1bio Cleto, de Fundos de Governo e Loterias &#8211; dever\u00e1 perder poder. Avice-presid\u00eancia de Micro e Pequenas Empresas, que ser\u00e1 destinada ao partido de Kassab, surgir\u00e1 com o desmembramento do setor que \u00e9 dirigido por Geddel \u00a0Vieira Lima.<\/p>\n<p>As obras f\u00edsicas para abrigar a nova vice-presid\u00eancia j\u00e1 est\u00e3o prontas no edif\u00edcio-sede da Caixa, na parte central de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>O loteamento da Caixa tem servido para saciar a sede dos partidos aliados por cargos, mas tamb\u00e9m alimenta a disputa entre eles. H\u00e1 pouco mais de um ano a presidente Dilma cogitou demitir F\u00e1bio Cleto depois de receber informa\u00e7\u00f5es de outros dirigentes de que ele vinha alimentando uma rede de intrigas dentro da institui\u00e7\u00e3o. Cleto foi indicado pelo deputado Eduardo Cunha (RJ), favorito para assumir a lideran\u00e7a do PMDB na C\u00e2mara. A presidente n\u00e3o tem boa rela\u00e7\u00e3o pol\u00edtica com Eduardo Cunha. Cleto s\u00f3 n\u00e3o foi demitido porque a c\u00fapula do PMDB agiu para segur\u00e1-lo no cargo.<\/p>\n<p>Controle petista<\/p>\n<p>Historicamente a Caixa tem sido controlada pelo PT. De 1993 a 2002, o atual presidente da institui\u00e7\u00e3o, Jorge Hereda, foi secret\u00e1rio de gest\u00f5es petistas em Diadema e Ribeir\u00e3o Pires e tamb\u00e9m presidente da Companhia de Habita\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo (Cohab). Com a elei\u00e7\u00e3o de Lula em 2002, Hereda mudou-se para Bras\u00edlia e ocupou a Secretaria de Habita\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio das Cidades at\u00e9 2005. Em seguida, foi para a vice-presid\u00eancia de Governo da Caixa.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Analistas esperam aquecimento do mercado de trabalho<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o lenta e gradual da atividade deve dar o tom tamb\u00e9m para o desempenho do mercado de trabalho, dizem economistas. A m\u00e9dia das estimativas de oito consultorias e institui\u00e7\u00f5es financeiras ouvidas pelo Valor Data \u00e9 de fechamento de 402,3 mil vagas de trabalho com carteira assinada em dezembro. No mesmo per\u00edodo do ano anterior, o saldo entre admiss\u00f5es e demiss\u00f5es foi negativo em 408,2 mil. As estimativas variam entre menos 355 mil e menos 450 mil empregos formais. O Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE) divulga o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) hoje.<\/p>\n<p>Em dezembro, por causa do fechamento de postos tempor\u00e1rios abertos nos meses anteriores, \u00e9 comum que ocorram mais desligamentos do que contrata\u00e7\u00f5es, e por isso o saldo l\u00edquido \u00e9 negativo.<\/p>\n<p>Na m\u00e9dia, os analistas consultados pelo Valor Data projetam cria\u00e7\u00e3o de 961 mil empregos no ano passado. As estimativas variam entre 915 mil e 1 milh\u00e3o de novos postos de trabalho neste per\u00edodo.<\/p>\n<p>Para Leandro C\u00e2mara Negr\u00e3o, do Bradesco, h\u00e1 uma recupera\u00e7\u00e3o em curso no volume de contrata\u00e7\u00f5es de trabalhadores com carteira assinada, ainda que em ritmo modesto. Ele projeta fechamento de 403 mil postos formais no \u00faltimo m\u00eas de 2012, mas diz que a m\u00e9dia m\u00f3vel trimestral com base na s\u00e9rie com ajuste sazonal feita pelo Bradesco vai mostrar intensifica\u00e7\u00e3o no ritmo de abertura de novas vagas. No trimestre encerrado em novembro, essa m\u00e9dia foi de 60 mil empregos, n\u00famero que deve saltar para 80 mil em dezembro, na mesma base de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa retomada, diz, ser\u00e1 disseminada entre os setores da economia. &#8220;A expectativa \u00e9 que com n\u00fameros mais positivos no setor imobili\u00e1rio, ocorra alguma recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho nesse segmento, assim como resultado mais positivo em servi\u00e7os&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Caio Machado, da LCA, projeta fechamento de 355 mil vagas em dezembro, desempenho que, em sua opini\u00e3o, j\u00e1 reflete em alguma medida a retomada da atividade, ainda que lenta e gradual, observada nos \u00faltimos meses. &#8220;Vamos ver a acelera\u00e7\u00e3o da atividade j\u00e1 tendo algum impacto sobre a gera\u00e7\u00e3o de vagas, principalmente em servi\u00e7os, mas tamb\u00e9m no com\u00e9rcio.&#8221;<\/p>\n<p>A ind\u00fastria deve dar a principal contribui\u00e7\u00e3o para que o saldo seja menos negativo no \u00faltimo m\u00eas de 2012 do que no ano imediatamente anterior, segundo Machado. O setor, projeta, deve ter fechado em dezembro 129 mil postos de trabalho, ante 146 mil desligamentos em igual per\u00edodo do ano anterior. Para ele, como houve recuo das horas trabalhadas e, por consequ\u00eancia, queda da produtividade, houve menor necessidade de contrata\u00e7\u00e3o de tempor\u00e1rios para atender \u00e0s encomendas de Natal.<\/p>\n<p>Em 2009 e 2010, quando a ind\u00fastria se recuperava do tombo ap\u00f3s a crise internacional, houve contrata\u00e7\u00e3o de 184,2 mil oper\u00e1rios no trimestre encerrado em novembro, com elimina\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m na m\u00e9dia dos dois anos, de 158 mil postos em dezembro. Em 2011, com sinais j\u00e1 bastante evidentes de que a produ\u00e7\u00e3o estava desacelerando, a ind\u00fastria contratou apenas 17 mil novos trabalhadores entre setembro e novembro, mas em dezembro o saldo foi negativo em 146 mil postos de trabalho.<\/p>\n<p>No \u00faltimo ano, houve contrata\u00e7\u00e3o mais branda de tempor\u00e1rios at\u00e9 novembro (57 mil novas vagas), mas a expectativa \u00e9 que a ind\u00fastria tamb\u00e9m fechar\u00e1 menos postos de trabalho em dezembro, com 129 mil desligamentos no per\u00edodo, afirma Machado.<\/p>\n<p>Esse movimento deve continuar a ocorrer em 2013, segundo o economista. A ind\u00fastria vai procurar ter ganhos de produtividade aumentando o volume de horas trabalhadas, o que implicar\u00e1 menor necessidade de contrata\u00e7\u00e3o de novos empregados.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BC v\u00ea limite na expans\u00e3o da oferta<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) subiu o tom de suas preocupa\u00e7\u00f5es inflacion\u00e1rias de curto prazo e deixou claro que a pol\u00edtica monet\u00e1ria nada pode fazer para mudar o atual quadro de fraco crescimento que, na sua vis\u00e3o, reflete limites na oferta.<\/p>\n<p>A ata da \u00faltima reuni\u00e3o do colegiado do Banco Central, divulgada ontem, tamb\u00e9m admite, pela primeira vez, a hip\u00f3tese de um reajuste no pre\u00e7o da gasolina em 2013, em torno de 5%. E conta com recuo de aproximadamente 11% na tarifa de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o com a infla\u00e7\u00e3o fica expl\u00edcita num trecho da ata que aponta sua resist\u00eancia no curto prazo. Nele, o Copom detalha o comunicado divulgado na semana passada, quando decidiu manter o juro b\u00e1sico em 7,25% ao ano, que alertava que o balan\u00e7o de risco para a infla\u00e7\u00e3o apresentou piora no curto prazo.<\/p>\n<p>&#8220;O Copom avalia que a maior dispers\u00e3o de aumentos de pre\u00e7os ao consumidor e a revers\u00e3o de isen\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, combinadas com press\u00f5es sazonais e localizadas no segmento de transportes, tendem a contribuir para que, no curto prazo, a infla\u00e7\u00e3o se mostre resistente&#8221;, diz a ata.<\/p>\n<p>Com isso, o Copom refor\u00e7ou a leitura de que a infla\u00e7\u00e3o preocupa sobretudo no curto prazo. Mais adiante, ela ir\u00e1 convergir para a meta, aposta o BC, com o n\u00edvel de juros atual. Na quarta-feira, o presidente da institui\u00e7\u00e3o, Alexandre Tombini, disse em Davos que a infla\u00e7\u00e3o recuar\u00e1 no segundo semestre deste ano.<\/p>\n<p>A ata do Copom afirma que a pol\u00edtica monet\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 o instrumento certo para fazer a economia, que cresce abaixo do esperado, ganhar impulso. Na avalia\u00e7\u00e3o do colegiado, a fraca expans\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) se deve a limites da oferta. &#8220;O Copom pondera que o ritmo de recupera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica dom\u00e9stica &#8211; menos intenso do que se antecipava &#8211; se deve essencialmente a limita\u00e7\u00f5es no campo da oferta&#8221;, afirma a ata. E segue: &#8220;Dada sua natureza, portanto, esses impedimentos n\u00e3o podem ser endere\u00e7ados por a\u00e7\u00f5es de pol\u00edtica monet\u00e1ria, que s\u00e3o, por excel\u00eancia, instrumento de controle da demanda.&#8221;<\/p>\n<p>O comit\u00ea v\u00ea ainda uma intensifica\u00e7\u00e3o no descompasso entre a oferta e a demanda em alguns setores da economia, embora seu diagn\u00f3stico seja de que os riscos s\u00e3o limitados.<\/p>\n<p>Agora, o Copom v\u00ea a pol\u00edtica fiscal como &#8220;expansionista&#8221;. At\u00e9 o come\u00e7o de dezembro, quando foi divulgada a ata da sua reuni\u00e3o anterior, o diagn\u00f3stico era de que a pol\u00edtica fiscal era de neutra a expansionista.<\/p>\n<p>Em meio a declara\u00e7\u00f5es de autoridades do Minist\u00e9rio da Fazenda sobre a poss\u00edvel flexibiliza\u00e7\u00e3o da meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio, o Copom fez uma sutil mudan\u00e7a na sua hip\u00f3tese de trabalho para a pol\u00edtica fiscal de 2013. Em vez de citar o cumprimento da meta de prim\u00e1rio de 3,1% do PIB, o documento se refere \u00e0 &#8220;gera\u00e7\u00e3o de superavit prim\u00e1rio de R$ 155,9 bilh\u00f5es em 2013, conforme os par\u00e2metros da Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO).&#8221; Com isso, o Copom \u00e9 mais fiel \u00e0 meta fiscal oficial, que \u00e9 estabelecida na LDO em reais, e n\u00e3o como propor\u00e7\u00e3o do PIB.<\/p>\n<p>Os modelos de proje\u00e7\u00e3o do BC continuam a apontar infla\u00e7\u00e3o acima da meta em 2013 e 2014. A ata, por\u00e9m, n\u00e3o explicita se suas proje\u00e7\u00f5es subiram em rela\u00e7\u00e3o aos valores do Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o de dezembro, que aponta alta de pre\u00e7os de 4,8% em 2013.<\/p>\n<p>O BC esclareceu que, dentro da previs\u00e3o de recuo de 11% na tarifa de eletricidade residencial para este ano, est\u00e3o contemplados dois fatores. Um deles \u00e9 o an\u00fancio feito na quarta-feira \u00e0 noite pela presidente Dilma Rousseff de que a tarifa vai cair 18% neste ano para as fam\u00edlias. O outro fator considerado \u00e9 a previs\u00e3o de reajuste das contas de eletricidade feito todos os anos pelas distribuidoras.<\/p>\n<p>O BC projeta ainda estabilidade na tarifa de telefonia fixa e no pre\u00e7o do g\u00e1s de buj\u00e3o. No conjunto de pre\u00e7os administrados por contratos e monitorados, o reajuste projetado agora \u00e9 de 3%, maior do que os 2,4% anteriores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Globo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4233\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4233","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-16h","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4233","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4233"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4233\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4233"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4233"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4233"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}