{"id":4236,"date":"2013-01-27T00:26:15","date_gmt":"2013-01-27T00:26:15","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4236"},"modified":"2013-01-27T00:26:15","modified_gmt":"2013-01-27T00:26:15","slug":"como-foi-inventado-o-povo-judeu-um-livro-importante-de-shlomo-sand","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4236","title":{"rendered":"Como foi inventado o povo judeu &#8211; Um livro importante de Shlomo Sand"},"content":{"rendered":"\n<p><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/outras-opinioes\" border=\"0\" align=\"right\" \/>Embora crescentemente desmentidos pela arqueologia, pela gen\u00e9tica e pela historiografia s\u00e9ria, os mitos de que se alimenta o sionismo continuam a constituir a base em que assenta a reivindica\u00e7\u00e3o de legitimidade do estado etnocr\u00e1tico, confessional, racista e colonialista de Israel. O \u00abEstado do Povo Judeu\u00bb assume-se como democr\u00e1tico. Mas a realidade nega a lei fundamental aprovada pelo Knesset. N\u00e3o pode ser democr\u00e1tico um Estado que trata como p\u00e1rias de novo tipo 20 % da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, um Estado nascido de monstruoso genoc\u00eddio em terra alheia, um Estado cuja pr\u00e1tica apresenta matizes neofascistas.<\/p>\n<p>Uma chuva de insultos fustigou em Israel Shlomo Sand quando publicou um livro cujo t\u00edtulo &#8211; \u00abComo foi inventado o povo judeu\u201d * &#8211; desmonta mitos b\u00edblicos que s\u00e3o cimento do Estado sionista de Israel.<\/p>\n<p>Professor de Historia Contempor\u00e2nea na Universidade de Tel- Aviv, ele nega que os judeus constituam um povo com uma origem comum e sustenta que foi uma cultura especifica e n\u00e3o a descend\u00eancia de uma comunidade arcaica unida por la\u00e7os de sangue o instrumento principal da fermenta\u00e7\u00e3o proto-nacional.<\/p>\n<p>Para ele o \u00abEstado judaico de Israel\u00bb, longe de ser a concretiza\u00e7\u00e3o do sonho nacional de uma comunidade \u00e9tnica com mais de 4 000 anos, foi tornado poss\u00edvel por uma falsifica\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria dinamizada no seculo XIX por intelectuais como Theodor Herzl.<\/p>\n<p>Enquanto acad\u00e9micos israelenses insistem em afirmar que os judeus s\u00e3o um povo com um ADN pr\u00f3prio, Sand, baseado numa documenta\u00e7\u00e3o exaustiva, ridiculariza essa tese acient\u00edfica.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 ali\u00e1s pontes biol\u00f3gicas entre os antigos habitantes dos reinos da Judeia e de Israel e os judeus do nosso tempo.<\/p>\n<p>O mito \u00e9tnico contribuiu poderosamente para o imagin\u00e1rio c\u00edvico. As suas ra\u00edzes mergulham na B\u00edblia, fonte do monote\u00edsmo hebraico. Tal como a Il\u00edada, o Antigo Testamento n\u00e3o \u00e9 obra de um \u00fanico autor. Sand define a B\u00edblia como \u00abbiblioteca extraordin\u00e1ria\u00bb que ter\u00e1 sido escrita entre os s\u00e9culos VI e II antes da Nossa Era. O mito principia com a inven\u00e7\u00e3o do \u00abpovo sagrado\u00bb a quem foi anunciada a terra prometida de Cana\u00e3.<\/p>\n<p>Carecem de qualquer fundamento hist\u00f3rico a intermin\u00e1vel viagem de Mois\u00e9s e do seu povo rumo \u00e0 Terra Santa e a sua conquista posterior. Cabe lembrar que o actual territ\u00f3rio da Palestina era ent\u00e3o parte integrante do Egipto fara\u00f3nico.<\/p>\n<p>A mitologia dos sucessivos ex\u00edlios, difundida atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, acabou por ganhar a apar\u00eancia de verdade hist\u00f3rica. Mas foi forjada a partir da B\u00edblia e ampliada pelos pioneiros do sionismo.<\/p>\n<p>As expuls\u00f5es em massa de judeus pelos Ass\u00edrios s\u00e3o uma invencionice. N\u00e3o h\u00e1 registo delas em fontes hist\u00f3ricas cred\u00edveis.<\/p>\n<p>O grande exilio da Babil\u00f3nia \u00e9 t\u00e3o falso como o das grandes di\u00e1sporas. Quando Nabucodonosor tomou Jerusal\u00e9m destruiu o Templo e expulsou da cidade um segmento das elites. Mas a Babilonia era h\u00e1 muito a cidade de resid\u00eancia, por op\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, de uma numerosa comunidade judaica. Foi ela o n\u00facleo da criatividade dos rabinos que falavam aramaico e introduziram importantes reformas na religi\u00e3o mosaica. Sublinhe-se que somente uma pequena minoria dessa comunidade voltou \u00e0 Judeia quando o imperador persa Ciro conquistou Jerusal\u00e9m no s\u00e9c. VI antes da Nossa Era.<\/p>\n<p>Quando os centros da cultura judaica de Babilonia se desagregaram, os judeus emigram para a Bagdad ab\u00e1ssida e n\u00e3o para a \u00abTerra Santa\u00bb.<\/p>\n<p>Sand dedica aten\u00e7\u00e3o especial aos \u00abEx\u00edlios\u00bb como mitos fundadores da identidade \u00e9tnica.<\/p>\n<p>As duas \u00abexpuls\u00f5es\u00bb dos judeus no per\u00edodo Romano, a primeira por Tito e a segunda por Adriano, que teriam sido o motor da grande di\u00e1spora, s\u00e3o tema de uma reflex\u00e3o aprofundada pelo historiador israelense.<\/p>\n<p>Os jovens judeus aprendem nas escolas que \u00aba na\u00e7\u00e3o judaica\u00bb foi exilada pelos Romanos apos a destrui\u00e7\u00e3o do II Templo por Tito em 70, e posteriormente, por Adriano, em 132. Por si s\u00f3 o texto fantasista de Flavius Joseph, testemunha da revolta dos zelotas, retira credibilidade a essa vers\u00e3o, hoje oficial.<\/p>\n<p>Segundo ele, os romanos massacraram ent\u00e3o 1 100 000 judeus e prenderam 97 000.Isso numa \u00e9poca em que a popula\u00e7\u00e3o total da Galileia era segundo os dem\u00f3grafos atuais muito inferior a meio milh\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>As escava\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas das \u00faltimas d\u00e9cadas em Jerusal\u00e9m e na Cisjord\u00e2nia criaram ali\u00e1s problemas insuper\u00e1veis aos universit\u00e1rios e te\u00f3logos sionistas que \u00abexplicam\u00bb a hist\u00f3ria do povo judeu tomando a Torah e a palavra dos Patriarcas como refer\u00eancias infal\u00edveis.<\/p>\n<p>Os desmentidos da arqueologia perturbaram os historiadores. Ficou provado que Jeric\u00f3 era pouco mais do que uma aldeia sem as poderosas muralhas que a B\u00edblia cita. As revela\u00e7\u00f5es sobre as cidades de Cana\u00e3 alarmaram tamb\u00e9m os rabinos. A arqueologia moderna sepultou o discurso da antropologia social religiosa.<\/p>\n<p>Em Jerusal\u00e9m n\u00e3o foram encontrados sequer vest\u00edgios das grandiosas constru\u00e7\u00f5es que segundo o Livro a transformaram no seculo X, a \u00e9poca dourada de David e Salom\u00e3o, na cidade monumental do \u00abpovo de Deus\u00bb que deslumbrava quantos a conheceram. Nem pal\u00e1cios nem muralhas, nem cer\u00e2mica de qualidade.<\/p>\n<p>O desenvolvimento da tecnologia do carbono 14 permitiu uma conclus\u00e3o. Os grandes edif\u00edcios da regi\u00e3o Norte n\u00e3o foram constru\u00eddos na \u00e9poca de Salom\u00e3o, mas no per\u00edodo do reino de Israel.<\/p>\n<p>\u00abN\u00e3o existe na realidade nenhum vest\u00edgio &#8211; escreve Shlomo Sand &#8211; da exist\u00eancia desse rei lend\u00e1rio cuja riqueza \u00e9 descrita pela B\u00edblia em termos que fazem dele quase o equivalente dos poderosos reis da Babilonia e da P\u00e9rsia\u00bb. \u00abSe uma entidade pol\u00edtica existiu na Judeia do seculo X antes da Nossa Era, acrescenta o historiador, somente poderia ser uma microrealeza tribal e Jerusal\u00e9m apenas uma pequena cidade fortificada\u00bb.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m significativo que nenhum documento eg\u00edpcio refira a \u00abconquista\u00bb pelos judeus de Cana\u00e3, territ\u00f3rio que ent\u00e3o pertencia ao fara\u00f3.<\/p>\n<p><strong>O SILENCIO SOBRE AS CONVERS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p>A historiografia oficial israelense, ao erigir em dogma a pureza da ra\u00e7a, atribui a sucessivas di\u00e1sporas a forma\u00e7\u00e3o das comunidades judaicas em dezenas de pa\u00edses.<\/p>\n<p>A Declara\u00e7\u00e3o de Independ\u00eancia de Israel afirma que, obrigados ao exilio, os judeus esfor\u00e7aram-se ao longo dos seculos por regressar ao pa\u00eds dos seus antepassados,<\/p>\n<p>Trata-se de uma mentira que falsifica grosseiramente a Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A grande di\u00e1spora \u00e9 ficcional, como as demais. Apos a destrui\u00e7\u00e3o de Jerusal\u00e9m e a constru\u00e7\u00e3o de Aelia Capitolina somente uma pequena minoria da popula\u00e7\u00e3o foi expulsa. A esmagadora maioria permaneceu no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Qual a origem ent\u00e3o dos antepassados de uns 12 milh\u00f5es de judeus hoje existentes fora de Israel?<\/p>\n<p>Na resposta a essa pergunta, o livro de Shlomo Sand destr\u00f3i simultaneamente o mito da pureza da ra\u00e7a, isto \u00e9 da etnicidade judaica.<\/p>\n<p>Uma abundante documenta\u00e7\u00e3o reunida por historiadores de prest\u00edgio mundial revela que nos primeiros s\u00e9culos na Nossa Era houve maci\u00e7as convers\u00f5es ao juda\u00edsmo na Europa, na Asia e na Africa.<\/p>\n<p>Tr\u00eas delas foram particularmente importantes e incomodam os te\u00f3logos israelenses.<\/p>\n<p>O Alcor\u00e3o esclarece que Maom\u00e9 encontrou em Medina, na fuga de Meca, grandes tribos judaicas com as quais entrou em conflito, acabando por expuls\u00e1-las. Mas n\u00e3o esclarece que no extremo Sul da Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica, no atual I\u00e9men, o reino de Hymar adotou o juda\u00edsmo como religi\u00e3o oficial. Cabe dizer que chegou para ficar. No seculo VII o Isl\u00e3o implantou-se na regi\u00e3o, mas, transcorridos treze seculos, quando se formou o Estado de Israel, dezenas de milhares de iemenitas falavam o \u00e1rabe, mas continuavam a professar a religi\u00e3o judaica. A maioria emigrou para Israel onde, ali\u00e1s, \u00e9 discriminada.<\/p>\n<p>No Imperio Romano, o juda\u00edsmo tamb\u00e9m criou ra\u00edzes, mesmo na It\u00e1lia. O tema mereceu a aten\u00e7\u00e3o do historiador D\u00edon Cassius e do poeta Juvenal.<\/p>\n<p>Na Cirenaica, a revolta dos judeus da cidade de Cirene exigiu a mobiliza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias legi\u00f5es para a combater.<\/p>\n<p>Mas foi sobretudo no extremo ocidental da \u00c1frica que houve convers\u00f5es em massa \u00e0 religi\u00e3o rab\u00ednica. Uma parcela ponder\u00e1vel das popula\u00e7\u00f5es berberes aderiu ao juda\u00edsmo e a elas se deve a sua introdu\u00e7\u00e3o no Al Andalus.<\/p>\n<p>Foram esses magrebinos que difundiram na Pen\u00ednsula o juda\u00edsmo, os pioneiros dos sefarditas que, apos a expuls\u00e3o de Espanha e Portugal, se exilaram em diferentes pa\u00edses europeus, na Africa mu\u00e7ulmana e na Turquia.<\/p>\n<p>Mais importante pelas suas consequ\u00eancias foi a convers\u00e3o ao juda\u00edsmo dos Khazars, um povo n\u00f3mada turc\u00f3fono, aparentado com os hunos, que, vindo do Altai, se fixou no seculo IV nas estepes do baixo Volga.<\/p>\n<p>Os Khazars, que toleravam bem o cristianismo, constru\u00edram um poderoso estado judaico, aliado de Biz\u00e2ncio nas lutas do Imp\u00e9rio Romano do Oriente contra os Persas Sass\u00e2nidas.<\/p>\n<p>Esse esquecido imp\u00e9rio medieval ocupava uma \u00e1rea enorme, do Volga \u00e0 Crimeia e do Don ao atual Uzbequist\u00e3o. Desapareceu da Historia no seculo XIII quando os Mong\u00f3is invadiram a Europa, destruindo tudo por onde passavam. Milhares de Khazars, fugindo das Hordas de Batu Khan, dispersaram-se pela Europa Oriental. A sua principal heran\u00e7a cultural foi inesperada. Grandes historiadores medievalistas como Renan e Marc Bloch identificam nos Kahzars os antepassados dos asquenazes cujas comunidades na Polonia, na R\u00fassia e na Rom\u00e9nia viriam a desempenhar um papel fulcral na coloniza\u00e7\u00e3o judaica da Palestina.<\/p>\n<p><strong>UM ESTADO NEOFASCISTA<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Nathan Birbaum,o intelectual judeu que inventou em 1891 o conceito de sionismo, \u00e9 a biologia e n\u00e3o a l\u00edngua e a cultura quem explica a forma\u00e7\u00e3o das na\u00e7\u00f5es. Para ele, a ra\u00e7a \u00e9 tudo. E o povo judeu teria sido quase o \u00fanico a preservar a pureza do sangue atrav\u00e9s de mil\u00e9nios. Morreu sem compreender que essa tese racista, a prevalecer, apagaria o mito do povo sagrado eleito por Deus.<\/p>\n<p>Porque os judeus s\u00e3o um povo filho de uma cadeia de mesti\u00e7agens. O que lhes confere uma identidade pr\u00f3pria \u00e9 uma cultura e a fidelidade a uma tradi\u00e7\u00e3o religiosa enraizada na falsifica\u00e7\u00e3o da Historia.<\/p>\n<p>Nos passaportes do Estado Judaico de Israel n\u00e3o \u00e9 aceite a na<\/p>\n<p>cionalidade israelense. Os cidad\u00e3os de pleno direito escrevem \u00abjudeu\u00bb. Os palestinos devem escrever \u00ab\u00e1rabe\u00bb, nacionalidade inexistente.<\/p>\n<p>Ser crist\u00e3o, budista, mazde\u00edsta, mu\u00e7ulmano, ou hindu resulta de uma op\u00e7\u00e3o religiosa, n\u00e3o \u00e9 nacionalidade. O juda\u00edsmo tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma nacionalidade.<\/p>\n<p>Em Israel n\u00e3o h\u00e1 casamento civil. Para os judeus, \u00e9 obrigat\u00f3rio o casamento religioso, mesmo que sejam ateus.<\/p>\n<p>Essa aberra\u00e7\u00e3o \u00e9 insepar\u00e1vel de muitas outras num Estado confessional, etnocracia liberal constru\u00edda sobre mitos, um Estado que trocou o yiddish, falado pelos pioneiros do \u00abregresso a Terra Santa\u00bb, pelo sagrado hebraico dos rabinos, desconhecido do povo da Judeia que se expressava em aramaico, a l\u00edngua em que a B\u00edblia foi redigida na Babil\u00f3nia e n\u00e3o em Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p>O \u00abEstado do Povo Judeu\u00bb assume-se como democr\u00e1tico. Mas a realidade nega a lei fundamental aprovada pelo Knesset. N\u00e3o pode ser democr\u00e1tico um Estado que trata como p\u00e1rias de novo tipo 20 % da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, um Estado nascido de monstruoso genoc\u00eddio em terra alheia, um Estado cuja pr\u00e1tica apresenta matizes neofascistas.<\/p>\n<p>O livro de Shlalom Sand sobre a inven\u00e7\u00e3o do Povo Judeu \u00e9, al\u00e9m de um l\u00facido ensaio hist\u00f3rico, um ato de coragem. Aconselho a sua leitura a todos aqueles para quem o tra\u00e7ado da fronteira da op\u00e7\u00e3o de esquerda passa hoje pela solidariedade com o povo m\u00e1rtir da Palestina e a condena\u00e7\u00e3o do sionismo.<\/p>\n<p><em>Vila Nova de Gaia, 31 de Dezembro de 2012~<\/em><\/p>\n<p><em>*Shlomo Sand, \u00abComment fut invent\u00e9 le peuple juif\u00bb Flammarion, Paris 2010<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nODiario.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nMiguel Urbano Rodrigues\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4236\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-4236","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-16k","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4236","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4236"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4236\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4236"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4236"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4236"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}