{"id":4240,"date":"2013-01-27T00:48:46","date_gmt":"2013-01-27T00:48:46","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4240"},"modified":"2013-01-27T00:48:46","modified_gmt":"2013-01-27T00:48:46","slug":"nao-as-ingerencias-dos-imperialistas-sobre-mali-e-as-provocacoes-de-seus-agentes-islamicos-na-argelia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4240","title":{"rendered":"N\u00e3o \u00e0s inger\u00eancias dos imperialistas sobre Mali e \u00e0s provoca\u00e7\u00f5es de seus agentes isl\u00e2micos na Arg\u00e9lia"},"content":{"rendered":"\n<p><em>&#8220;A chave da resist\u00eancia \u00e9 a edifica\u00e7\u00e3o de partidos revolucion\u00e1rios decididos a p\u00f4r fim \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e \u00e0 domina\u00e7\u00e3o capitalista e imperialista.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>O imperialismo franc\u00eas busca incansavelmente a execu\u00e7\u00e3o de seu plano de controle pol\u00edtico e militar total de suas antigas col\u00f4nias africanas. Ap\u00f3s a Costa do Marfim, onde suas tropas depuseram Gbagbo \u00e0 for\u00e7a, o enviaram a uma pris\u00e3o em Haia e instalaram no poder sua marionete Ouattara, agora \u00e9 a vez de lan\u00e7ar sua for\u00e7a a\u00e9rea e de desembarcar suas tropas no Mali sob o pretexto de combater grupos isl\u00e2micos armados no norte do pa\u00eds e de defender sua integridade territorial.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma semana, os imperialistas franceses tentam realizar um de seus objetivos: implantar suas tropas no Mali de forma dur\u00e1vel, transformar este pa\u00eds em cabe\u00e7a de ponte a fim de controlar as riquezas do Sahel, sob a b\u00ean\u00e7\u00e3o da ONU, inst\u00e2ncia de barganha e de reparti\u00e7\u00e3o do mundo em zonas de influ\u00eancia das pot\u00eancias imperialistas. Gra\u00e7as \u00e0 assim chamada legitimidade internacional conferida a esta a\u00e7\u00e3o pela ONU, o imperialismo franc\u00eas obteve o aval da CEDEAO [Comunidade Econ\u00f4mica dos Estados da \u00c1frica Ocidental, N. do T.], seu instrumento neocolonialista, para bancar o policial da \u00c1frica Franc\u00f3fona, fazer e desfazer os regimes africanos ao sabor de seus interesses.<\/p>\n<p>O pretexto \u00e9 grosseiro e hip\u00f3crita. Seja sob um governo de direita, seja sob um de \u201cesquerda\u201d, o imperialismo sempre se apoia sobre movimentos reacion\u00e1rios que se camuflam sob a religi\u00e3o para se contrapor \u00e0 vontade de emancipa\u00e7\u00e3o dos povos da domina\u00e7\u00e3o imperialista e neutralizar os dirigentes que o desafiam.<\/p>\n<p>\u00c9 matar dois coelhos com uma cajadada. Suas tropas fincam p\u00e9 no Mali, e ele camufla sob esta interven\u00e7\u00e3o seu plano de cerco \u00e0 Arg\u00e9lia pelo sul tendo em vista refor\u00e7ar as press\u00f5es sobre nossos governantes e pression\u00e1-los ainda mais a aderir \u00e0 via do compromisso e da ruptura com suas orienta\u00e7\u00f5es anti-imperialistas tradicionais. O Partido Argelino pela Democracia e pelo Socialismo condena a autoriza\u00e7\u00e3o dada pelo governo argelino ao sobrevoo do territ\u00f3rio nacional pelos avi\u00f5es militares franceses.<\/p>\n<p>O imperialismo engana o povo malin\u00eas, ao qual tenta fazer acreditar que busca proteger de hordas obscurantistas. \u00c9 necess\u00e1rio ser muito ing\u00eanuo, cego ou estar agindo de m\u00e1 f\u00e9 para esquecer ou n\u00e3o enxergar que durante dezenas de anos estes grupos e seus regimes t\u00eam sido os melhores auxiliares do imperialismo, como o foram no Afeganist\u00e3o, B\u00f3snia, Kosovo, L\u00edbia, e agora na S\u00edria.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 poss\u00edvel que tenhamos esquecido que durante os anos 90 os dirigentes\u00a0<em>socialistas<\/em>franceses apoiaram a Frente Isl\u00e2mica de Salva\u00e7\u00e3o na Arg\u00e9lia, exigindo o reconhecimento de sua pretensa \u201cvit\u00f3ria eleitoral\u201d e contribuindo para a propaga\u00e7\u00e3o de mentiras visando a inocentar os grupos isl\u00e2micos armados dos massacres cometidos na Arg\u00e9lia? Como podemos crer que as pot\u00eancias imperialistas libertar\u00e3o os malineses da ditadura dos grupos obscurantistas, se foram elas mesmas que mergulharam a S\u00edria em fogo e sangue para colocar estes mesmos grupos no poder com o apoio dos regimes monarco-teocr\u00e1ticos da Ar\u00e1bia Saudita e do Qatar?<\/p>\n<p>O imperialismo se confronta com a mais grave crise econ\u00f4mica estrutural em sua hist\u00f3ria. Ele necessita dividir os povos. Embora afirme que os combate em certos pa\u00edses, em outros ele sustenta os grupos religiosos fan\u00e1ticos que, nos pa\u00edses \u00e1rabes e mu\u00e7ulmanos, imp\u00f5em pr\u00e1ticas religiosas medievais por meio do terror. Estas pr\u00e1ticas t\u00eam por objetivo e resultado desviar a aten\u00e7\u00e3o, impedindo as pessoas de refletir sobre quest\u00f5es pol\u00edticas, econ\u00f4micas e sociais e sobre as medidas a tomar para se libertarem da pilhagem de suas riquezas pelas multinacionais, para abalar a domina\u00e7\u00e3o imperialista, para transformar de maneira revolucion\u00e1ria as bases econ\u00f4micas de seus pa\u00edses.<\/p>\n<p>O imperialismo mant\u00e9m, aberta ou veladamente, a exist\u00eancia e a influ\u00eancia destes grupos. Ele tira proveito deles para justificar a vigil\u00e2ncia policial sobre todos os povos. Ele difunde o racismo islam\u00f3fobo. Ele ati\u00e7a guerras internas nos pa\u00edses \u00e1rabes e isl\u00e2micos. Ele se apresenta em seguida com a m\u00e1scara do \u201csalvador\u201d. Ele, de fato, tenta de todas as maneiras criar os pretextos para despachar seus espi\u00f5es, seus agentes, seus mercen\u00e1rios, seus assassinos a soldo e seus militares para esses pa\u00edses, instalando nos governos as suas marionetes.<\/p>\n<p>O que se passa em Mali e o que acaba de se passar no complexo de g\u00e1s de In Amenas com a incurs\u00e3o de grupos fortemente armados a partir da L\u00edbia, a pris\u00e3o de dezenas de ref\u00e9ns estrangeiros, o massacre de certo n\u00famero dentre eles, nada mais \u00e9 que a consequ\u00eancia previs\u00edvel da interven\u00e7\u00e3o militar na L\u00edbia das pot\u00eancias imperialistas, dos EUA, da Inglaterra, da Fran\u00e7a, da OTAN, da Uni\u00e3o Europeia. A liquida\u00e7\u00e3o pela for\u00e7a do regime de Kaddafi com o apoio das for\u00e7as mais retr\u00f3gradas de seu pa\u00eds faz pairar sobre a Arg\u00e9lia graves perigos, e a exp\u00f5e a todas as provoca\u00e7\u00f5es armadas pelos servi\u00e7os subversivos daquelas pot\u00eancias. A referida liquida\u00e7\u00e3o encorajou em toda parte as for\u00e7as obscurantistas em sua marcha sinistra pela tomada do poder.<\/p>\n<p>S\u00e3o as pot\u00eancias imperialistas que organizam a inseguran\u00e7a generalizada na regi\u00e3o para justificar sua inger\u00eancia. O emir do Qatar, amigo dos dirigentes franceses, n\u00e3o esconde que subvenciona e apoia abertamente os terroristas isl\u00e2micos fundamentalistas enviados da L\u00edbia ao Mali. Nenhum governo, nem mesmo o argelino, o condenou. Os dirigentes franceses logo depois exploraram a presen\u00e7a de grupos terroristas para se imiscu\u00edrem nos neg\u00f3cios do Mali.<\/p>\n<p>Sob pretexto de dar assist\u00eancia na luta contra os bandos terroristas armados, as pot\u00eancias imperialistas fazem press\u00e3o para que o regime argelino aceite o princ\u00edpio da presen\u00e7a de seus \u201cexperts\u201d militares no Saara argelino, primeiro passo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de bases militares destinadas a minar o pa\u00eds por dentro. O povo argelino n\u00e3o \u00e9 bobo. Ele rejeita a interven\u00e7\u00e3o das pot\u00eancias imperialistas em seus problemas internos, e reage com indigna\u00e7\u00e3o \u00e0s tentativas de dirigentes da Gr\u00e3-Bretanha, dos EUA e de outros pa\u00edses de ditar suas prescri\u00e7\u00f5es aos respons\u00e1veis militares argelinos sobre a maneira de neutralizar estes grupos criminosos.<\/p>\n<p>S\u00e3o os dirigentes das pot\u00eancias imperialistas que carregam a responsabilidade da morte de numerosos trabalhadores, t\u00e9cnicos argelinos e estrangeiros do campo de g\u00e1s de In Amenas. Os comunistas argelinos exprimem sua solidariedade \u00e0s fam\u00edlias de todas as v\u00edtimas da opera\u00e7\u00e3o terrorista de In Amenas, sacrificados pelo imperialismo para realizar seu plano de domina\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Estes acontecimentos n\u00e3o surpreendem os comunistas argelinos. O Partido Argelino pela Democracia e pelo Socialismo preveniu diversas vezes aos trabalhadores e ao povo argelino quanto \u00e0s consequ\u00eancias que adviriam da agress\u00e3o imperialista na L\u00edbia, e, de maneira geral, de sua agressividade contra o mundo. Mas n\u00e3o h\u00e1 fatalidade. Os trabalhadores e os povos det\u00eam os meios para resistir e infligir derrotas ao imperialismo.<\/p>\n<p>Cabe aos povos, a suas for\u00e7as revolucion\u00e1rias e progressistas, combater com seus pr\u00f3prios meios as correntes retr\u00f3gradas, as inger\u00eancias e as guerras imperialistas que favorecem a expans\u00e3o destas correntes, refor\u00e7am a explora\u00e7\u00e3o e a opress\u00e3o dos povos. Frente a esta coaliz\u00e3o reacion\u00e1ria interna e externa, eles devem contar com a mobiliza\u00e7\u00e3o interna das massas trabalhadoras e com a solidariedade das for\u00e7as progressistas no mundo todo. A chave da resist\u00eancia \u00e9 a edifica\u00e7\u00e3o de partidos revolucion\u00e1rios decididos a p\u00f4r fim \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e \u00e0 domina\u00e7\u00e3o capitalista e imperialista.<\/p>\n<p><strong>Partido Argelino pela Democracia e pelo Socialismo<\/strong><\/p>\n<p>19 de janeiro de 2013<\/p>\n<p><em>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\ndw.de\n\n\n\n\n\n\n\n\n(Partido Argelino pela Democracia e pelo Socialismo)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4240\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-4240","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-16o","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4240","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4240"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4240\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4240"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4240"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4240"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}