{"id":4244,"date":"2013-01-28T22:25:58","date_gmt":"2013-01-28T22:25:58","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4244"},"modified":"2013-01-28T22:25:58","modified_gmt":"2013-01-28T22:25:58","slug":"frente-popular-pela-libertacao-da-palestina-recusa-francesa-em-libertar-georges-ibrahim-abdallah-expoe-a-discriminacao-legal-francesa-e-sua-hipocrisia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4244","title":{"rendered":"Frente Popular pela Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina: recusa francesa em libertar Georges Ibrahim Abdallah exp\u00f5e a discrimina\u00e7\u00e3o legal francesa e sua hipocrisia"},"content":{"rendered":"\n<p>O camarada Emad Abu Rahma, membro do Comit\u00ea Central da Frente Popular pela Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina, condenou a recusa francesa em libertar o lutador liban\u00eas pela Palestina, camarada Georges Ibrahim Abdallah. Abu Rahma afirmou que a recusa em libertar Abdallah no dia 14 de janeiro \u2013 e o adiamento do atendimento \u00e0 ordem judicial de liberdade condicional at\u00e9 28 de janeiro, \u00e0 espera de uma ordem de deporta\u00e7\u00e3o pendente do Minist\u00e9rio do Interior \u2013 revela a hipocrisia do sistema legal franc\u00eas, pondo em cheque sua reivindica\u00e7\u00e3o de ser um ber\u00e7o de respeito \u00e0 lei e de independ\u00eancia judicial. A interfer\u00eancia direta em assuntos jur\u00eddicos por parte do governo franc\u00eas \u00e9 claramente evidente em casos relacionados aos povos \u00e1rabe e palestino; assim como s\u00e3o claros o envolvimento e a extens\u00e3o da interfer\u00eancia norte-americana em decis\u00f5es pol\u00edticas internas francesas nestes casos, notou Abu Rahma.<\/p>\n<p>O camarada afirmou ainda que Abdallah manteve suas convic\u00e7\u00f5es e seu comprometimento com a causa \u00e1rabe, assim como com a causa palestina em particular, como demonstrado por sua luta na Frente Popular pela Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina, e n\u00e3o hesitou em pagar o pre\u00e7o por suas convic\u00e7\u00f5es ao longo de 28 anos em pris\u00f5es francesas; o que ocorre agora, disse Abu Rahma, \u00e9 um cabo de guerra, com as autoridades francesas buscando dobrar a for\u00e7a de vontade de Abdallah e for\u00e7\u00e1-lo a abjurar suas convic\u00e7\u00f5es, o que ele vem rejeitando veementemente fazer. Abu Rahma saudou Abdallah com orgulho e respeito, afirmando que ele \u00e9 um modelo para todo ativista ao redor do mundo, e reivindicando que haja press\u00e3o internacional para que o governo franc\u00eas o solte.<\/p>\n<p>O camarada Marwan Abdel Al, membro da coordena\u00e7\u00e3o da FPLP e l\u00edder de sua se\u00e7\u00e3o no L\u00edbano, tamb\u00e9m denunciou o adiamento da soltura de Abdallah, apontando para o fato de que esta a\u00e7\u00e3o demonstra o horror do car\u00e1ter discriminat\u00f3rio da justi\u00e7a francesa. Abdel Al afirmou que a recusa do ministro do interior franc\u00eas em ordenar a deporta\u00e7\u00e3o, adiando assim a soltura a despeito da decis\u00e3o judicial de que Abdallah seria liberado e deportado para o L\u00edbano ap\u00f3s 28 anos em pris\u00f5es francesas, confirma que seu aprisionamento \u00e9 pol\u00edtico, embara\u00e7a o judici\u00e1rio franc\u00eas, revela a verdadeira face do governo da Fran\u00e7a e demonstra o papel que os EUA jogam, bem como o teor de seu compromisso com a liberdade e a democracia.<\/p>\n<p>Os EUA demandaram que a liberdade condicional de Abdallah, a despeito da decis\u00e3o judicial a seu favor, n\u00e3o fosse concedida. Abdel Al afirmou que as autoridades francesas falharam em pressionar Abdallah a negar ou denunciar as lutas \u00e1rabe e palestina. \u201cSua firmeza deixa claro que seus valores continuam fortes, que ele \u00e9 o mesmo lutador que recusou a ideia de tr\u00e9gua na ocupa\u00e7\u00e3o dos anos 70. Sua luta nos ensinou que n\u00e3o importa quanto o inimigo restrinja nossa liberdade, a firmeza e o confronto sempre ser\u00e3o vitoriosos\u201d. Abdel Al contou que o in\u00edcio da milit\u00e2ncia revolucion\u00e1ria de George Ibrahim Abdallah foi no campo de refugiados palestinos no L\u00edbano, e desde ent\u00e3o seu alvo \u00e9 a vit\u00f3ria da causa palestina. \u201cEle sempre esteve na resist\u00eancia, focado nesta ideia, e sempre foi um debatedor agudo e um intelectual provocativo&#8230; Sua pris\u00e3o se tornou quest\u00e3o pol\u00edtica, e seu julgamento um julgamento de toda a hist\u00f3ria da luta contra a ocupa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Abdel Al afirmou que muitos intelectuais franceses tamb\u00e9m est\u00e3o convencidos de que o judici\u00e1rio franc\u00eas \u00e9 \u00a0discriminador, e que continua aderente \u00e0s ideias e ao quadro geral do colonialismo, acrescentando que as rela\u00e7\u00f5es entre governos \u00e1rabes e este judici\u00e1rio est\u00e3o enquadrados nos mesmos termos, tendo sido historicamente constitu\u00eddas retendo sua conex\u00e3o com a antiga situa\u00e7\u00e3o e com os antigos poderes coloniais. Abdel Al assinalou que o controle da regi\u00e3o \u00e9 mantido, hoje, por governos de procura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Comentando sobre quais seriam as provid\u00eancias legais que Georges Ibrahim Abdallah tomaria ap\u00f3s sua liberta\u00e7\u00e3o, Abdel Al lembrou que \u201cconquistar a liberdade \u00e9 o primeiro grande objetivo, que significar\u00e1 que ele conseguiu quebrar as falsas acusa\u00e7\u00f5es contra si e derrotou as amea\u00e7as e insinua\u00e7\u00f5es vindas dos EUA. Abdallah \u00e9 um lutador pela liberdade, comprometido com seus princ\u00edpios, e continuar\u00e1 a lutar porque a resist\u00eancia \u00e9 parte de seu ambiente, e \u00e9 uma responsabilidade coletiva entrar com pedidos de compensa\u00e7\u00e3o \u00e0s autoridades francesas\u201d.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nFPLP\n\n\n\n\n\n\n\n\n16 de janeiro de 2013\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4244\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[],"class_list":["post-4244","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c91-solidariedade-a-palestina"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-16s","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4244","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4244"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4244\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}