{"id":4250,"date":"2013-01-30T17:45:38","date_gmt":"2013-01-30T17:45:38","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4250"},"modified":"2013-01-30T17:45:38","modified_gmt":"2013-01-30T17:45:38","slug":"setor-industrial-esta-mais-otimista-em-relacao-a-recuperacao-mostram-pesquisas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4250","title":{"rendered":"Setor industrial est\u00e1 mais otimista em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o, mostram pesquisas"},"content":{"rendered":"\n<p>O setor industrial se mostra otimista no in\u00edcio deste ano em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o no primeiro trimestre. Isso \u00e9 o que indicam os resultados de dois indicadores divulgados ontem &#8211; o \u00cdndice de Confian\u00e7a da Ind\u00fastria (ICI), da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), e a Sondagem Industrial, da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI).<\/p>\n<p>Para Aloisio Campelo, superintendente-adjunto de ciclos econ\u00f4micos da FGV, a estabilidade do ICI na passagem de dezembro para janeiro revela uma situa\u00e7\u00e3o mais equilibrada do setor, com \u00e2nimo mais moderado no segmento de bens dur\u00e1veis ap\u00f3s a volta gradual do IPI, mas acelera\u00e7\u00e3o em outros setores que conseguiram ajustar seus estoques e come\u00e7aram a reagir com mais f\u00f4lego.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s alta de 1,1% em dezembro ante novembro, feitos os ajustes sazonais, a confian\u00e7a dos empres\u00e1rios, de acordo com o indicador da FGV, subiu 0,1% no primeiro m\u00eas do ano, para 106,5 pontos, situando-se acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica de 104,8 pontos pelo quinto m\u00eas consecutivo.<\/p>\n<p>Para Campelo, sinais favor\u00e1veis vieram da alta de 0,6% no setor de bens de capital, que, no ano passado, sofreu com o tombo do investimento e ainda encontra-se superestocado, mas que mostra perspectivas de aumento da produ\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos tr\u00eas meses e mais otimismo num horizonte mais longo, de seis meses. &#8220;O setor de bens de capital est\u00e1 saindo de uma situa\u00e7\u00e3o muito ruim e come\u00e7ando a ver um horizonte um pouco melhor&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Outra not\u00edcia favor\u00e1vel veio do aumento do n\u00edvel de utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada, que subiu 0,3 ponto percentual entre dezembro e janeiro, para 84,4%, maior n\u00edvel desde fevereiro de 2011. Segundo Campelo, esse movimento confirma que a recupera\u00e7\u00e3o da atividade industrial est\u00e1 ocorrendo.<\/p>\n<p>Os estoques, por sua vez, continuaram em processo de ajuste e s\u00e3o outro ponto a favor de uma retomada da produ\u00e7\u00e3o na avalia\u00e7\u00e3o do economista da FGV. O segmento de bens de capital tem mais estoques para queimar, mas a parcela de empres\u00e1rios que relatam estoques acima do normal diminuiu na passagem mensal, de 27,5% para 23,4%.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m de acordo com indicador de expectativas da CNI, a ind\u00fastria elevou o otimismo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 demanda nos pr\u00f3ximos seis meses. O \u00edndice passou de 54,6 pontos em dezembro do ano passado para 58,4 pontos em janeiro. &#8220;Apesar da retra\u00e7\u00e3o da atividade, os industriais est\u00e3o otimistas com o futuro&#8221;, afirma a CNI, lembrando que o indicador deste m\u00eas ficou acima dos registrados em janeiro de 2011 e 2012.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 compra de mat\u00e9rias-primas, o indicador de expectativa teve avan\u00e7o no per\u00edodo, passando de 52,3 pontos para 55,8 pontos entre dezembro de 2012 e janeiro deste ano. As perspectivas de exporta\u00e7\u00f5es para os pr\u00f3ximos seis meses registraram leve queda para 51,8 pontos, ante 52,6 pontos em dezembro.<\/p>\n<p>A CNI tamb\u00e9m apontou que a situa\u00e7\u00e3o financeira das ind\u00fastrias melhorou no \u00faltimo trimestre de 2012. O indicador, divulgado ontem, subiu para 50,2 pontos, ante 48,6 pontos nos tr\u00eas meses anteriores.<\/p>\n<p>Com a alta, o \u00edndice ficou acima dos 50 pontos, o que indica que os &#8220;empres\u00e1rios ficaram satisfeitos com a situa\u00e7\u00e3o financeira pela primeira vez no ano&#8221;. No quarto trimestre de 2011, o indicador marcava 50,4 pontos. Valores acima de 50 indicam satisfa\u00e7\u00e3o com o quesito analisado e resultados abaixo resultam de avalia\u00e7\u00e3o negativa.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo revisa para R$ 39 bi pagamentos do PAC em 2012<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Al\u00e9m de utilizar os recursos do Fundo Soberano do Brasil (FSB) e a antecipa\u00e7\u00e3o de dividendos de estatais federais, o governo federal inflou os pagamentos do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) para conseguir abater um valor mais expressivo de investimentos da meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio consolidada de 2012, que soma R$ 139,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00fameros apresentados pelo Tesouro Nacional mostram que os valores pagos do PAC totalizaram R$ 39,3 bilh\u00f5es em 2012. Por\u00e9m, todos os n\u00fameros divulgados anteriormente foram revisados. Por exemplo, na divulga\u00e7\u00e3o referente a novembro, o governo informou que havia pago R$ 28,4 bilh\u00f5es de PAC no acumulado de janeiro a novembro. Esse montante, no entanto, saltou para R$ 35,7 bilh\u00f5es no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio do Tesouro Nacional, Arno Augustin, os dados foram revisados para incluir despesas como programas na \u00e1rea da defesa, educa\u00e7\u00e3o e desenvolvimento social e de combate \u00e0 fome. Mas Augustin ressaltou que esse tipo de ajuste tamb\u00e9m ocorreu em outros anos. No total, os investimentos em 2012 somaram R$ 59,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Dos R$ 39,3 bilh\u00f5es de PAC que podem ser abatidos do super\u00e1vit prim\u00e1rio, Augustin afirmou que utilizou R$ 10,5 bilh\u00f5es para assegurar a meta do governo central de 2012. De janeiro a dezembro, o super\u00e1vit prim\u00e1rio do governo central &#8211; que inclui contas do Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central &#8211; foi de R$ 88,528 bilh\u00f5es (2,01% do PIB). O resultado ficou abaixo da meta de R$ 97 bilh\u00f5es estabelecida em lei, mas dentro do resultado ajustado de R$ 71,4 bilh\u00f5es. No m\u00eas passado, o super\u00e1vit foi recorde, de R$ 28,324 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O restante dos investimentos do PAC &#8211; R$ 28,8 bilh\u00f5es &#8211; ser\u00e1 utilizado para compensar a economia de Estados e munic\u00edpios, que segundo o pr\u00f3prio secret\u00e1rio, ficar\u00e1 expressivamente abaixo da meta de R$ 42,8 bilh\u00f5es. Esses n\u00fameros ser\u00e3o divulgados hoje pelo Banco Central (BC).<\/p>\n<p>A economia para pagamento de juros em 2012 foi garantida gra\u00e7as ao resgate de R$ 12,4 bilh\u00f5es do FSB e \u00e0 antecipa\u00e7\u00e3o de dividendos de R$ 28,019 bilh\u00f5es, sendo R$ 7,644 bilh\u00f5es em dezembro. Somente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) transferiu R$ 12,937 bilh\u00f5es, seguido pela Caixa Econ\u00f4mica Federal (R$ 7,7 bilh\u00f5es), Banco do Brasil (R$ 2,970 bilh\u00f5es) e Petrobras (R$ 1,886 bilh\u00e3o).<\/p>\n<p>Para 2013, Augustin reiterou que a meta prevista na Lei Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) \u00e9 de 3,1%, ou R$ 155,9 bilh\u00f5es. No entanto, conforme j\u00e1 havia antecipado ao Valor PRO, n\u00e3o est\u00e3o descartados &#8220;aperfei\u00e7oamentos&#8221;, principalmente no que se refere a Estados e munic\u00edpios. O secret\u00e1rio refor\u00e7ou que aperfei\u00e7oar n\u00e3o quer dizer afrouxar sua rela\u00e7\u00e3o com Estados e munic\u00edpios. Eles continuar\u00e3o tendo uma meta a cumprir.<\/p>\n<p>Apesar das cr\u00edticas do mercado, o secret\u00e1rio voltou a defender as medidas tomadas no fim do ano passado, como o saque do FSB e o resgate antecipado de dividendos. &#8220;O governo n\u00e3o fez manobra alguma. O governo cumpriu rigorosamente todas as determina\u00e7\u00f5es legais&#8221;, disse.<\/p>\n<p>No caso dos aportes no BNDES, Augustin afirmou ver &#8220;total rela\u00e7\u00e3o entre os valores que emprestamos ao BNDES e a redu\u00e7\u00e3o da Selic&#8221;. Para o secret\u00e1rio, se o governo n\u00e3o emprestasse os recursos, haveria press\u00e3o inflacion\u00e1ria quando o pa\u00eds crescesse, o que implicaria aumento da Selic e da d\u00edvida brasileira.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Analistas esperam desacelera\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o no atacado<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Na expectativa de entrada de safras mais favor\u00e1veis de milho e da soja e tamb\u00e9m por causa da valoriza\u00e7\u00e3o do real observada entre dezembro e janeiro, economistas esperam forte desacelera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os no atacado neste m\u00eas. A infla\u00e7\u00e3o ao consumidor, no entanto, deve superar alta de 1% e os reflexos da defla\u00e7\u00e3o dos produtos agropecu\u00e1rios s\u00f3 ser\u00e3o percebidos no varejo entre fevereiro e mar\u00e7o. A m\u00e9dia das estimativas de dez consultorias e institui\u00e7\u00f5es financeiras consultadas pelo Valor Data \u00e9 de alta de 0,32% do \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os &#8211; Mercado (IGP-M) em janeiro, ante varia\u00e7\u00e3o positiva de 0,68% um m\u00eas antes. As proje\u00e7\u00f5es variam entre avan\u00e7o de 0,22% a 0,40%. A Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas divulgar\u00e1 o resultado hoje \u00e0s 8h.<\/p>\n<p>A Tend\u00eancias Consultoria estima alta de 0,39% do IGP-M neste m\u00eas e a economista Alessandra Ribeiro afirma que o principal fator para a perda de f\u00f4lego do \u00edndice na passagem mensal ser\u00e1 os pre\u00e7os agropecu\u00e1rios, que v\u00e3o deixar avan\u00e7o de 1,40% em dezembro para mostrar defla\u00e7\u00e3o de 0,23% em janeiro. A economista afirma que produtos com grande peso na composi\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Produtor Amplo (IPA), como a soja e o milho, mostrar\u00e3o trajet\u00f3ria mais favor\u00e1vel em janeiro do que no m\u00eas anterior, quando press\u00f5es pontuais levaram a um repique das cota\u00e7\u00f5es desses gr\u00e3os.<\/p>\n<p>Para a economista, esses produtos devem apresentar resultado em linha com o observado no IGP &#8211; DI, em que a soja teve defla\u00e7\u00e3o de 4,49%, enquanto o milho avan\u00e7ou apenas 0,63%. A expectativa de boas safras neste ano est\u00e1 contribuindo para a desacelera\u00e7\u00e3o, avalia Alessandra, assim como a valoriza\u00e7\u00e3o do real em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar ao longo do \u00faltimo m\u00eas. No fim do ano passado, a taxa de c\u00e2mbio chegou a se aproximar de R$ 2,15, mas o movimento recente de valoriza\u00e7\u00e3o levou a moeda americana a ser cotada ontem abaixo do patamar de R$ 2,00. &#8220;Como s\u00e3o itens comercializ\u00e1veis, essa valoriza\u00e7\u00e3o do real contribui para que os pre\u00e7os em moeda dom\u00e9stica cedam mais rapidamente&#8221;, afirma a economista.<\/p>\n<p>Natacha Perez, economista do Banco Fator, projeta recuo de 0,9% dos produtos agropecu\u00e1rios neste m\u00eas, decisivo para a perspectiva de alta de 0,24% do IGP-M em janeiro. Para ela, a expectativa da entrada da nova safra da soja e do milho est\u00e1 levando a uma queda dos pre\u00e7os desses gr\u00e3os, movimento que foi refor\u00e7ado pelo aumento dos embarques de soja e milho anunciados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em ingl\u00eas). Segundo Natacha, uma parte importante das terras agricultur\u00e1veis nos Estados Unidos ainda apresenta problemas com a seca, mas como n\u00e3o h\u00e1 expectativa de nova quebra de safra, os pre\u00e7os respondem com trajet\u00f3ria de baixa.<\/p>\n<p>Para Marcelo Arnositi, economista-chefe da BB-DTVM, esses produtos come\u00e7aram a mostrar tend\u00eancia de queda no fim de dezembro, o que pode ter sido marginalmente refor\u00e7ado pela valoriza\u00e7\u00e3o do real no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Natacha, do Fator, acredita ainda que o impacto do c\u00e2mbio ocorre principalmente nos pre\u00e7os industriais. Para a economista, \u00e9 esse movimento que explica em grande parte a proje\u00e7\u00e3o de alta de 0,23% desse grupo em janeiro, ante avan\u00e7o de 0,46% um m\u00eas antes. &#8220;Produtos sider\u00fargicos e qu\u00edmicos, por exemplo, s\u00e3o fortemente impactados pela valoriza\u00e7\u00e3o do real&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Natacha projeta que o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% no \u00edndice geral, vai mostrar defla\u00e7\u00e3o de 0,08% nesta leitura, com influ\u00eancia tamb\u00e9m da desacelera\u00e7\u00e3o esperada para os pre\u00e7os agropecu\u00e1rios. Alessandra, da Tend\u00eancia, projeta IPA um pouco mais forte, mas ainda menor do que em dezembro, de 0,2%.<\/p>\n<p>Para a infla\u00e7\u00e3o ao consumidor, que representa 30% do IGP-M, a perspectiva \u00e9 de alta ainda forte. Os pre\u00e7os dos alimentos in natura seguem pressionados pelo per\u00edodo de chuvas e a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de alta de 1,03% do \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPC-M) em janeiro, ante avan\u00e7o de 0,73% observado no m\u00eas anterior, nos c\u00e1lculos da Tend\u00eancias.<\/p>\n<p>&#8220;O grupo alimenta\u00e7\u00e3o dar\u00e1 a principal contribui\u00e7\u00e3o negativa, mas tamb\u00e9m projetamos acelera\u00e7\u00e3o de despesas pessoais, por causa do reajuste de pre\u00e7os de cigarro, e de transportes&#8221;, afirma Alessandra, da Tend\u00eancias. O aumento das tarifas de \u00f4nibus urbano em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro foi adiado a pedido do governo federal, para evitar alta ainda maior da infla\u00e7\u00e3o ao consumidor em janeiro, mas reajuste em outras capitais, por exemplo, v\u00e3o pressionar o grupo transportes.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos meses, no entanto, a desacelera\u00e7\u00e3o dos alimentos no atacado deve chegar ao varejo, contribuindo para leituras mais positivas em fevereiro e mar\u00e7o, segundo a economista.<\/p>\n<p>Natacha, do Banco Fator, concorda. A economista calcula que o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial de infla\u00e7\u00e3o, vai subir 0,78% em janeiro e 0,25% em fevereiro. Para essa trajet\u00f3ria de desacelera\u00e7\u00e3o, afirma, est\u00e1 embutida a perspectiva de queda de 18% das tarifas de energia ao consumidor e avan\u00e7o bem menor do grupo alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00daltimo item a compor o IGP-M, com peso de 10%, o \u00cdndice Nacional de Custo da Constru\u00e7\u00e3o &#8211; M (INCC-M) avan\u00e7ou 0,39% em janeiro, varia\u00e7\u00e3o mais forte do que a alta de 0,29% observada no m\u00eas anterior, conforme j\u00e1 divulgado pela FGV na sexta-feira.<\/p>\n<hr \/>\n<p>A\u00e7\u00e3o coordenada p\u00f5e o d\u00f3lar em novo patamar<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Remando contra a mar\u00e9 do mercado, alguns especialistas avaliam que faz pouco sentido atrelar o real mais valorizado visto nos \u00faltimos dias ao que seria uma nova estrat\u00e9gia do Banco Central para controlar a infla\u00e7\u00e3o. Mesmo porque o resultado obtido sobre os pre\u00e7os seria bastante t\u00edmido.<\/p>\n<p>Segundo Luciano Sobral, s\u00f3cio da gestora de recursos Fram Capital, a pr\u00f3pria autoridade monet\u00e1ria estima que 10% de varia\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio representaria um impacto entre 0,3% e 0,4% na infla\u00e7\u00e3o anual. Dessa forma, o BC teria que permitir uma valoriza\u00e7\u00e3o do real muito grande para ajudar a conter os pre\u00e7os de forma significativa, o que n\u00e3o parece ser o que Sobral chama de &#8220;estrat\u00e9gia prim\u00e1ria&#8221; do BC. &#8220;\u00c0s vezes o mercado l\u00ea coisas que n\u00e3o necessariamente s\u00e3o o pensamento do BC&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Nas contas da Tend\u00eancias Consultoria, um c\u00e2mbio m\u00e9dio de R$ 1,985 neste primeiro trimestre (ante R$ 2,06 no \u00faltimo trimestre de 2012), e que permanecesse neste n\u00edvel pelo restante do ano, abriria espa\u00e7o para uma queda de 0,14 ponto percentual na infla\u00e7\u00e3o ao consumidor do per\u00edodo.<\/p>\n<p>Diante do quadro, o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado pela Tend\u00eancias cederia de 5,8% para 5,66% em 2013. Para Alessandra Ribeiro, economista da Tend\u00eancias, como o governo busca evitar que a infla\u00e7\u00e3o fique acima de 6% no ano, uma atua\u00e7\u00e3o do BC no sentido de permitir que o d\u00f3lar teste o piso de R$ 2,00 seria ben\u00e9fica. Por\u00e9m, a economista n\u00e3o acredita que a autoridade monet\u00e1ria esteja atuando neste sentido. &#8220;Acho pouco prov\u00e1vel que o governo deixe esse c\u00e2mbio muito abaixo do n\u00edvel atual, pois [o c\u00e2mbio] \u00e9 uma bandeira do governo para impulsionar a ind\u00fastria e, consequentemente, o PIB&#8221;.<\/p>\n<p>Para Sobral, da Fram Capital, as interven\u00e7\u00f5es recentes do BC representariam mais um ajuste fino. &#8220;At\u00e9 porque acredito que para este Banco Central n\u00e3o faz muita diferen\u00e7a se a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 5%, 5,3% ou 5,6%&#8221;. Sobral diz que um c\u00e2mbio mais valorizado at\u00e9 ajudaria a conter os pre\u00e7os, barateando, importa\u00e7\u00f5es. A quest\u00e3o, diz, \u00e9 que, como bem apontou o pr\u00f3prio BC em sua \u00faltima ata, a recupera\u00e7\u00e3o mais fraca da atividade decorre de problemas na oferta, e n\u00e3o na demanda.<\/p>\n<p>Logo, diz ele, a raiz do problema n\u00e3o seria o consumo, mas a negocia\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios. &#8220;A massa salarial cresce h\u00e1 muito tempo acima da infla\u00e7\u00e3o e isso implica em ganho de poder de compra para os consumidores. Essa \u00e9, no fundo, a press\u00e3o de oferta que o BC enxerga, o que n\u00e3o se resolve com movimento de 2%, 3% no c\u00e2mbio&#8221;. Sobral afirma que a infla\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 estruturalmente alta, sustentada, sobretudo, pelos pre\u00e7os dos servi\u00e7os que s\u00e3o uma fun\u00e7\u00e3o quase direta do n\u00edvel de emprego. &#8220;A raiz estrutural da infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 no c\u00e2mbio nem no pre\u00e7o dos importados e disso o BC est\u00e1 bastante consciente&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo Sobral, o que o mercado tem visto novamente neste ano \u00e9 um mundo saindo de ativos considerados seguros e correndo para o risco. &#8220;Colocando o real nessa equa\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma moeda que tende a performar melhor quando o mundo est\u00e1 em busca de risco. Talvez parte da explica\u00e7\u00e3o esteja a\u00ed e n\u00e3o diretamente na preocupa\u00e7\u00e3o do BC com a infla\u00e7\u00e3o&#8221;. Para Sobral, aparente mudan\u00e7a de comportamento do BC &#8211; que sinalizava uma banda maior para o d\u00f3lar, entre R$ 2,05 e R$ 2,10 no fim do ano passado &#8211; estaria, na avalia\u00e7\u00e3o de Sobral, muito mais ligada a uma atua\u00e7\u00e3o para conter a volatilidade da moeda. &#8220;Acho que se o Banco Central vir que existe um fluxo de recursos que justifique o c\u00e2mbio ir para R$ 1,95 ele vai deixar escorregar. Se ele achar que \u00e9 exagerado, que \u00e9 mais capital especulativo, vai se preocupar&#8221;.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Julio Senna, pesquisador da \u00e1rea de economia aplicada do Ibre\/FGV e respons\u00e1vel por estudos sobre pol\u00edtica monet\u00e1ria, faz outra leitura da trajet\u00f3ria do d\u00f3lar. Para o ex-diretor do Banco Central, a fraca demanda externa talvez tenha enfraquecido a vis\u00e3o do governo de que um real muito desvalorizado teoricamente estimularia a economia por meio das transa\u00e7\u00f5es no exterior.<\/p>\n<p>&#8220;Em volume, as exporta\u00e7\u00f5es mundiais crescem a um ritmo de 2% ao ano. Como n\u00e3o \u00e9 por a\u00ed que vamos estimular a economia, talvez seja melhor deixar o c\u00e2mbio quieto para que ele n\u00e3o atrapalhar um outro componente, o investimento&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>Mas afirmar que o governo desejaria um real abaixo de R$ 2, para Senna, seria demais. &#8220;Em refer\u00eancia a esse assunto, o governo j\u00e1 disse que tanto a redu\u00e7\u00e3o do juro quanto a deprecia\u00e7\u00e3o do real fazem parte das mudan\u00e7as estruturais pelas quais passam a economia. Logo voltar atr\u00e1s agora seria um recuo, do ponto de vista do tra\u00e7ado da estrat\u00e9gia, forte demais&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo Senna, pode ser que daqui para frente a orienta\u00e7\u00e3o seja que o BC evite que o c\u00e2mbio venha abaixo de R$ 2. &#8220;Mas os participantes de mercado, permanentemente de olho em oportunidades de ganho, v\u00e3o testar isso. Logo, essa hist\u00f3ria promete n\u00e3o se encerrar no curto prazo.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Estrangeiros buscam aquisi\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O movimento de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es no setor de energias renov\u00e1veis continuar\u00e1 intenso neste ano no Brasil, especialmente no segmento de energia e\u00f3lica. &#8220;Estamos falando com v\u00e1rios interessados. Esse \u00e9 um setor que passar\u00e1 por um processo de consolida\u00e7\u00e3o no pa\u00eds&#8221;, afirma Marco Gon\u00e7alves, s\u00f3cio e chefe da \u00e1rea de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es do BTG Pactual. Segundo Vittorio Perone, s\u00f3cio da \u00e1rea de energia do banco brasileiro, empresas que ainda n\u00e3o est\u00e3o presentes no pa\u00eds &#8211; da \u00c1sia, EUA e Europa &#8211; est\u00e3o em busca de oportunidades, al\u00e9m das pr\u00f3prias el\u00e9tricas tradicionais estabelecidas no Brasil.<\/p>\n<p>De acordo com os dois executivos, \u00e9 imposs\u00edvel estimar, neste momento, quantos dos neg\u00f3cios atualmente em curso chegar\u00e3o \u00e0 reta final. Mas \u00e9 esperado que o setor continue ativo neste ano.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o das taxas de retorno for\u00e7ar\u00e1 as empresas a obter ganhos de escala para rentabilizar os seus neg\u00f3cios, o que contribui para um aumento no n\u00famero de aquisi\u00e7\u00f5es, afirma Elbia Melo, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica (Abee\u00f3lica). Ela estima que j\u00e1 existam empresas trabalhando com taxas de retorno abaixo de 8% no pa\u00eds. Perone prev\u00ea, contudo, que as taxas de rentabilidade exigidas pelos investidores tendem a se estabilizar e que j\u00e1 estariam em um patamar aceit\u00e1vel.<\/p>\n<p>&#8220;O \u00faltimo leil\u00e3o n\u00e3o serviu para nada, s\u00f3 para passar nervoso&#8221;, disse Elbia, ao se referir aos baixos no certame realizado em dezembro, quando o MWh da energia e\u00f3lica foi vendido por R$ 88, o mais baixo na s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 oferta de fontes alternativas (vento, sol e biomassa), o mercado brasileiro ocupar\u00e1 cada vez mais uma posi\u00e7\u00e3o de destaque. Em 2012, o Brasil j\u00e1 respondeu por duas das cinco maiores aquisi\u00e7\u00f5es no setor de energias renov\u00e1veis no mundo, ambas no segmento de gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica: a aquisi\u00e7\u00e3o da Bons Ventos pela CPFL, por US$ 529 milh\u00f5es e a aquisi\u00e7\u00e3o de 40,6% da Desenvix pela Statkraft, da Noruega, por US$ 529 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Com essas duas opera\u00e7\u00f5es, o BTG foi o banco que, no ano passado, mais assessorou fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es no mundo no mercado de energias renov\u00e1veis, segundo uma pesquisa feita pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF). As opera\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m renderam ao escrit\u00f3rio brasileiro de advocacia Machado Meyer um primeiro lugar no globo, ao liderar o ranking de assessores jur\u00eddicos em fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es no setor.<\/p>\n<p>Segundo Perona, os desenvolvedores independentes ainda possuem uma grande participa\u00e7\u00e3o no mercado brasileiro, sobretudo no setor de energia e\u00f3lica, que expandiu-se mais rapidamente no pa\u00eds. Em outros pa\u00edses, onde o setor deslanchou mais cedo, nos anos 90, muitos dos empreendedores pioneiros sa\u00edram de cena e foram adquiridos por grandes empresas.<\/p>\n<p>O modelo escolhido pelo governo brasileiro para o desenvolvimento do setor de energias renov\u00e1veis, baseado em leil\u00f5es com pre\u00e7os competitivos e n\u00e3o em subs\u00eddios, faz com que os projetos no Brasil tenham uma situa\u00e7\u00e3o financeira mais s\u00f3lida, diz Perona. N\u00e3o \u00e9 esperado que as empresas no pa\u00eds venham a passar pela mesma onda de quebradeira vivida pelas companhias nos Estados Unidos, na Europa e \u00c1sia. Para a presidente da Abee\u00f3lica, o Brasil est\u00e1 &#8220;mais imune&#8221; a esse tipo de problema<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil atrai mais trabalhadores estrangeiros<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>O n\u00famero de autoriza\u00e7\u00f5es de trabalho concedidas a estrangeiros somou 73.022 em 2012, uma alta de 3,5% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. O aumento foi ainda mais significativo na categoria empregos permanentes. Neste caso, foram concedidos 5.835 vistos, um volume 26% acima do contabilizado em 2011.<\/p>\n<p>Na categoria de empregos permanentes, com autoriza\u00e7\u00e3o de dois anos ou mais, o setor de petr\u00f3leo liderou a lista de atividades mais buscadas, seguido por servi\u00e7os de engenharia, consultoria empresarial, fabrica\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis e constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<p>Entre as nacionalidades dos estrangeiros que migraram para o Brasil no ano passado, Portugal foi o pa\u00eds que mais enviou trabalhadores (848 vistos de trabalho). Depois dos portugueses, destacaram-se os chineses, os americanos e os espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>&#8211; O n\u00famero final de mais de 70 mil vistos \u00e9 um dado bruto, que envolve situa\u00e7\u00f5es bem distintas: desde a vinda de um t\u00e9cnico para consertar uma m\u00e1quina at\u00e9 o profissional que vem para o Brasil trabalhar em uma empresa brasileira, traz a fam\u00edlia e se enra\u00edza mais no pa\u00eds &#8211; explica Paulo S\u00e9rgio de Almeida, presidente do Conselho Nacional de Imigra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo atraiu mais imigrantes<\/p>\n<p>De acordo com Almeida, S\u00e3o Paulo foi o estado que mais atraiu trabalhadores, com 2.891 vistos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 1.446 autoriza\u00e7\u00f5es. Minas Gerais veio em terceiro lugar, com 361 imigrantes. Em termos de ocupa\u00e7\u00f5es, as principais s\u00e3o em n\u00edveis gerenciais, nas \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00f5es, de pesquisa e desenvolvimento, analistas de neg\u00f3cios e analistas de sistemas. T\u00e9cnicos em minera\u00e7\u00e3o e engenheiros tamb\u00e9m se destacaram. J\u00e1 o n\u00famero de diretores de empresas cresceu 22%.<\/p>\n<p>&#8211; No caso dos diretores, isso significa que novas empresas de capital estrangeiro que se estabeleceram no Brasil est\u00e3o trazendo seus executivos para trabalhar aqui &#8211; explica Almeida.<\/p>\n<p>Outro dado relevante, destaca ele, diz respeito \u00e0s pessoas f\u00edsicas que trazem para o Brasil suas economias para investir no pa\u00eds, em geral abrindo uma firma ou se associando a alguma empresa. Neste caso, houve 1.176 autoriza\u00e7\u00f5es, volume que corresponde a um aumento de 15%. Os investimentos desses estrangeiros somaram, no ano passado, R$ 286,4 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Imigra\u00e7\u00e3o, o governo tem buscado formas de simplificar o ingresso de trabalhadores estrangeiros. Uma das sa\u00edda \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o do volume de documentos exigidos e a realiza\u00e7\u00e3o de todo o procedimento pela internet.<\/p>\n<p>&#8211; Estamos trabalhando em uma nova pol\u00edtica, para trazermos trabalhadores qualificados para o Brasil &#8211; enfatiza Almeida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4250\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4250","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-16y","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4250","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4250"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4250\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}