{"id":4260,"date":"2013-02-01T11:21:02","date_gmt":"2013-02-01T11:21:02","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4260"},"modified":"2013-02-01T11:21:02","modified_gmt":"2013-02-01T11:21:02","slug":"ons-choveu-menos-em-janeiro-do-que-o-previsto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4260","title":{"rendered":"ONS: Choveu menos em janeiro do que o previsto"},"content":{"rendered":"\n<p>Mesmo tendo aumentado de intensidade nas \u00faltimas duas semanas, as chuvas de janeiro ficaram abaixo do previsto pelo Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS) e ainda n\u00e3o foram suficientes para recuperar o n\u00edvel de armazenamento dos reservat\u00f3rios, o que mant\u00e9m incertezas para o restante do &#8220;per\u00edodo \u00famido&#8221;.<\/p>\n<p>O programa mensal de opera\u00e7\u00e3o do ONS estimava que as chuvas de janeiro chegariam a 89% da m\u00e9dia hist\u00f3rica no subsistema Sudeste-Centro-Oeste e a 37% no subsistema Nordeste. At\u00e9 o dia 30, ficaram em 80% e 31%, respectivamente. A m\u00e9dia hist\u00f3rica contempla o registro dos \u00faltimos 82 anos e essas regi\u00f5es t\u00eam as duas maiores capacidades de armazenamento do pa\u00eds, funcionando como uma esp\u00e9cie de caixa d&#8221;\u00e1gua para o sistema el\u00e9trico.<\/p>\n<p>Para especialistas do setor, a frustra\u00e7\u00e3o de janeiro n\u00e3o aumenta o risco de racionamento de energia, por enquanto. Mas joga press\u00e3o adicional para os pr\u00f3ximos meses e inviabiliza o desligamento de usinas t\u00e9rmicas. Com isso, o problema \u00e9 que a gera\u00e7\u00e3o de eletricidade mais cara para economizar \u00e1gua nos reservat\u00f3rios pode elevar os reajustes das contas de luz, principalmente em 2014.<\/p>\n<p>&#8220;Em janeiro, houve uma recupera\u00e7\u00e3o dos reservat\u00f3rios, mas n\u00e3o em patamar suficiente&#8221;, diz o meteorologista Alexandre Nascimento, da Climatempo. Para chegar a uma situa\u00e7\u00e3o &#8220;minimamente confort\u00e1vel&#8221; no fim do per\u00edodo chuvoso, ele acredita que seria preciso acumular de 1.000 a 1.200 mil\u00edmetros de \u00e1gua entre janeiro e mar\u00e7o, no Sudeste. Estimativas atualizadas, no entanto, apontam para algo entre 700 e 800 mil\u00edmetros. &#8220;N\u00e3o \u00e9 um volume que foge da normalidade. O problema \u00e9 o ponto de partida muito ruim, o que dificulta o enchimento dos reservat\u00f3rios. Sa\u00edmos de um dezembro p\u00e9ssimo.&#8221;<\/p>\n<p>No Nordeste, o n\u00edvel dos reservat\u00f3rios subiu de 32,2% no dia 1\u00ba para 32,6% no dia 30 de janeiro, o que representa o menor ganho para o m\u00eas pelo menos desde 2001. Em 2007, as chuvas tamb\u00e9m estavam muito fracas e os lagos da regi\u00e3o aumentaram apenas 2,3 pontos percentuais. H\u00e1 um ano, a folga era muito maior: o armazenamento atingia 71,7%.<\/p>\n<p>No Sudeste-Centro-Oeste, os reservat\u00f3rios ganharam 8,2 pontos percentuais em janeiro e estavam prestes a terminar o m\u00eas com 37% da capacidade. H\u00e1 um ano, tinham 76,2% do total. &#8220;At\u00e9 o come\u00e7o de janeiro, a situa\u00e7\u00e3o das chuvas estava muito ruim. A partir da segunda semana do m\u00eas, come\u00e7amos a contar com sinais mais positivos&#8221;, afirma Paulo Toledo, s\u00f3cio-diretor da Ecom Energia.<\/p>\n<p>Embora os reservat\u00f3rios tenham registrado uma ligeira recupera\u00e7\u00e3o, Toledo ressalta que n\u00e3o foram atingidos n\u00edveis confort\u00e1veis. &#8220;\u00c9 fato que os reservat\u00f3rios ainda est\u00e3o muito depreciados&#8221;, observa. Para ele, a percep\u00e7\u00e3o no setor \u00e9 de que o governo ficou mais cauteloso, a fim de garantir o abastecimento, n\u00e3o s\u00f3 em 2013, mas principalmente em 2014.<\/p>\n<p>O ONS tem mantido as t\u00e9rmicas acionadas a plena carga durante o per\u00edodo chuvoso, o que \u00e9 raro, e as chuvas ainda abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica inviabilizam o desligamento delas nas pr\u00f3ximas semanas. &#8220;Isso se explica pelo cuidado de n\u00e3o termos que passar pelo mesmo sufoco no pr\u00f3ximo ver\u00e3o&#8221;, diz Toledo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de lidar com o desafio pr\u00e1tico relacionado \u00e0 falta de chuvas, ainda h\u00e1 outras fatores que imp\u00f5em press\u00f5es sobre o governo. No entendimento dos especialistas, o governo n\u00e3o quer ver o tema risco de racionamento retornar ao centro do debate nacional em 2014, ano de Copa do Mundo e elei\u00e7\u00f5es presidenciais.<\/p>\n<p>O gerente da consultoria Andrade &amp; Canellas, Ricardo Savoia, considera que o uso das t\u00e9rmicas ao longo do ano \u00e9 a \u00fanica alternativa, al\u00e9m das chuvas, para garantir a recupera\u00e7\u00e3o do n\u00edvel dos reservat\u00f3rios. Ele acredita que, por essa raz\u00e3o, o consumidor dever\u00e1 sentir uma alta nas contas de luz, al\u00e9m do aumento de 5% a 6%, previsto nas proje\u00e7\u00f5es dos \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o. Isso ocorrer\u00e1, segundo ele, justamente em raz\u00e3o do impacto dos encargos, que s\u00e3o acrescidos pelo custo elevado das t\u00e9rmicas. &#8220;Hoje, o Brasil tem demanda crescente por energia, maior inclusive que as taxas do PIB. Em 2012, isso pode ser observado em todos os segmentos, na resid\u00eancia, no com\u00e9rcio e na ind\u00fastria&#8221;, disse Savoia.<\/p>\n<p>Para o meteorologista da Climatempo, a aten\u00e7\u00e3o dever\u00e1 se voltar mais \u00e0 escassez de chuvas na regi\u00e3o Sul, onde houve grande ac\u00famulo de \u00e1gua nos primeiros dez dias de janeiro e depois um per\u00edodo de estiagem.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 como se a torneira tivesse fechado abruptamente no Sul. Desde o dia 13, por exemplo, Itaipu registra a menor vaz\u00e3o para esse per\u00edodo desde 1988&#8221;, diz Nascimento. Os reservat\u00f3rios da regi\u00e3o est\u00e3o com o n\u00edvel mais baixo de armazenamento dos \u00faltimos 12 anos. No restante do pa\u00eds, n\u00e3o h\u00e1 nenhum fen\u00f4meno clim\u00e1tico importante em curso para permitir prever uma extens\u00e3o do per\u00edodo chuvoso, que normalmente termina no fim de abril, afirma.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Dilma resiste a press\u00e3o do PT e evita regular m\u00eddia<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Mesmo ap\u00f3s press\u00e3o do PT, a presidente Dilma Rousseff pretende manter na gaveta o projeto que cria mecanismos de controle dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Segundo auxiliares, ela n\u00e3o se sensibilizou com a insist\u00eancia do presidente do partido. Rui Falc\u00e3o, e do ex-ministro Franklin Martins. Ex-ministro Franklin Martins, que tratou de tema sob Lula, reuniu-se com presidente; Planalto deixa proposta na gaveta Mesmo pressionada por setores do PT e pelo ex-ministro da Comunica\u00e7\u00e3o Social do governo Lu\u00adla Franklin Martins, a presidente Dilma Rousseff pretende man\u00adter na gaveta a proposta que cria mecanismos para o controle dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, informa\u00adram auxiliares do governo. Segundo eles, Dilma n\u00e3o est\u00e1 sensibilizada com o esfor\u00e7o fei\u00adto pelo presidente do PT, Rui Fal\u00adc\u00e3o, e por uma ala do partido co\u00admandada pelo ex-ministro Jos\u00e9 Dirceu, que insiste na regula\u00e7\u00e3o da m\u00eddia. Na quarta-feira, duran\u00adte reuni\u00e3o com deputados do PT, em Bras\u00edlia, Falc\u00e3o atacou a m\u00eddia e acusou setores do Minis\u00adt\u00e9rio P\u00fablico Federal de atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, dizendo que eles fazem a &#8220;real oposi\u00e7\u00e3o&#8221; ao governo. O PT promete insistir no tema da regula\u00e7\u00e3o ao longo do ano. As palavras do presidente do PT foram ditas um dia depois de a Procuradoria-Geral da Rep\u00fabli\u00adca confirmar que encaminhar\u00e1 \u00e0 primeira inst\u00e2ncia as acusa\u00e7\u00f5es do publicit\u00e1rio Marcos Val\u00e9rio contra o ex-presidente Lula. No depoimento ao procurador-geral Roberto Gurgel, em se\u00adtembro, Val\u00e9rio chegou a dizer que o esquema do mensal\u00e3o pa\u00adgou despesas pessoais de Lula. A decis\u00e3o da presidente de n\u00e3o mexer no projeto de contro\u00adle da m\u00eddia ocorre tamb\u00e9m um dia depois de receber a visita do ex-ministro Franklin Martins, autor da proposta, entregue du\u00adrante o final do governo de Lula. Franklin n\u00e3o quis dar detalhes da conversa com a presidente. &#8220;O assunto de uma audi\u00eancia \u00e9 exclusivo da presidente Dilma, de quem sou amigo e com quem converso sempre, quase todos os meses&#8221;, disse ele ao Estado. Prioridades do PT. No final do ano, logo depois de ter sido con\u00addenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrup\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de quadrilha no pro\u00adcesso do mensal\u00e3o, Jos\u00e9 Dirceu disse que neste ano o PT tem tr\u00eas prioridades: regular os meios de comunica\u00e7\u00e3o, fazer a reforma pol\u00edtica e provar que o mensal\u00e3o foi uma farsa. Dirceu e Rui Falc\u00e3o acusaram os meios de comunica\u00e7\u00e3o de terem &#8220;pressio\u00adnado&#8221; o Supremo a condenar os r\u00e9us do mensal\u00e3o. O presidente do PPS, deputa\u00addo Roberto Freire (SP), afirmou que Falc\u00e3o age como &#8220;pau man\u00addado&#8221; de Dirceu quando ataca a imprensa. &#8220;Se n\u00e3o existisse a imprensa para dar a conhecer \u00e0 so\u00adciedade as malfeitorias do gover\u00adno lulopetista, eles (os petistas) j\u00e1 teriam implantado um regime antidemocr\u00e1tico no qual s\u00f3 vale\u00adriam suas opini\u00f5es e ideias.&#8221; O documento do 4\u00ba Congres\u00adso do PT, realizado em 2011, &#8220;convoca o partido e a sociedade a lutar pela democratiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o no Brasil, enfatizando a import\u00e2ncia de um novo marco regulat\u00f3rio para as comunica\u00e7\u00f5es, que, assegurando de modo intransigente a liberdade de express\u00e3o e de imprensa, en\u00adfrente quest\u00f5es como o controle de meios por monop\u00f3lios, a pro\u00adpriedade cruzada, a inexist\u00eancia de uma Lei de Imprensa, a dificul\u00addade para o direito de resposta, a regulamenta\u00e7\u00e3o dos artigos da Constitui\u00e7\u00e3o que tratam do as\u00adsunto, a import\u00e2ncia de um se\u00adtor p\u00fablico de comunica\u00e7\u00e3o e das r\u00e1dios e TVs comunit\u00e1rias&#8221;. Em 2004, Lula enviou ao Con\u00adgresso projeto que criava o Con\u00adselho Federal de Jornalismo (CFJ). O conselho teria poderes, segundo a proposta, para &#8220;orientar, disciplinar e fiscalizar&#8221; o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o e a ativida\u00adde de jornalismo. Diante da re\u00adpercuss\u00e3o negativa, o governo re\u00adtirou o projeto de pauta.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Petrobras vence licita\u00e7\u00e3o e volta a investir na Bol\u00edvia<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Quase sete anos ap\u00f3s a estatiza\u00e7\u00e3o de seus ativos pelo presidente Evo Morales, a Petrobras volta a investir na Bol\u00edvia. Em 30 de dezembro, a estatal venceu licita\u00e7\u00e3o para explorar um campo de 1,1 milh\u00e3o de hectares no Departamento de Santa Cruz, regi\u00e3o que abriga as maiores reservas de g\u00e1s natural do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A Petrobras informou ao Valor que vai assinar contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o com a estatal boliviana YPFB e estimou que os trabalhos no local podem come\u00e7ar no segundo trimestre. N\u00e3o divulgou, por\u00e9m, dados sobre o investimento previsto ou o tamanho das reservas.<\/p>\n<p>O reajuste dos pre\u00e7os da gasolina e do diesel, al\u00e9m de ficar abaixo das expectativas do mercado, n\u00e3o conseguiu tirar as aten\u00e7\u00f5es dos investidores para o resultado da Petrobras no quarto trimestre do ano passado, e consequentemente no exerc\u00edcio de 2012, que ser\u00e1 conhecido na segunda-feira. A aposta no mercado \u00e9 que o resultado da companhia ser\u00e1 pior que o de 2011.<\/p>\n<p>A perspectiva negativa se deve ao crescimento da demanda interna por combust\u00edveis no quarto trimestre, o que levou a estatal a importar um volume maior dos produtos a pre\u00e7os mais elevados que aqueles praticados no mercado nacional. Devido a isso, o J.P. Morgan reviu para baixo a previs\u00e3o de lucro l\u00edquido para a Petrobras no \u00faltimo trimestre de 2012, que passou de R$ 11 bilh\u00f5es para R$ 6,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O Deutsche Bank \u00e9 ainda mais severo e prev\u00ea um lucro trimestral de R$ 4,3 bilh\u00f5es, o que representa uma queda de 15% em rela\u00e7\u00e3o ao resultado apurado pela Petrobras de outubro a dezembro de 2011. O banco alem\u00e3o estima que as perdas operacionais do setor de abastecimento da Petrobras alcancem R$ 10,3 bilh\u00f5es no quarto trimestre de 2012.<\/p>\n<p>A presidente da Petrobras, Maria das Gra\u00e7as Foster, afirmou em novembro que a petroleira importou em m\u00e9dia 80 mil barris de gasolina por dia naquele m\u00eas e que a expectativa era aumentar o volume de importa\u00e7\u00e3o em dezembro, por causa das f\u00e9rias de fim de ano. A previs\u00e3o da companhia era atingir uma m\u00e9dia de importa\u00e7\u00e3o entre 80 mil e 90 mil barris por dia de gasolina em 2012, contra os 43 mil barris di\u00e1rios no ano anterior.<\/p>\n<p>O aumento do volume de importa\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis afeta diretamente o resultado da \u00e1rea de abastecimento, a segunda mais importante, atr\u00e1s apenas da Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o (E&amp;P).<\/p>\n<p>Diante do cen\u00e1rio negativo, todos os bancos de investimentos consultados pelo Valor estimam queda no lucro anual da Petrobras em 2012, em compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. As previs\u00f5es variam de R$ 17,7 bilh\u00f5es, do Deutsche Bank, at\u00e9 R$ 30 bilh\u00f5es, calculado pelo Bank of America Merrill Lynch (BofA). Em 2011, a Petrobras reportou lucro l\u00edquido de R$ 33,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;A expectativa \u00e9 que o resultado venha muito fraco. Deve ser um n\u00famero nada agrad\u00e1vel&#8221;, afirmou o analista Pedro Galdi, da SLW Corretora. Ele acredita que o reajuste dos combust\u00edveis aplicado nesta semana pela companhia n\u00e3o evitar\u00e1 uma rea\u00e7\u00e3o negativa dos investidores com rela\u00e7\u00e3o aos pap\u00e9is da empresa ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o do resultado. A Petrobras acumula perdas de 7,38% no ano, com valor de mercado de R$ 237 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Com a defasagem dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, o que poderia contribuir positivamente para o resultado da Petrobras em 2012 seria um aumento da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural, mas isso n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n<p>A companhia ainda n\u00e3o divulgou a produ\u00e7\u00e3o de dezembro de 2012, mas no acumulado at\u00e9 novembro do ano passado, a produ\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica de petr\u00f3leo da Petrobras totalizou uma m\u00e9dia de 1.975,3 milh\u00e3o de barris ao dia. O volume foi 2,3% inferior \u00e0 m\u00e9dia obtida no ano anterior e ligeiramente abaixo da meta da petroleira para 2012, de 2% para mais ou para menos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o em 2011.<\/p>\n<p>O desempenho abaixo do esperado da produ\u00e7\u00e3o da Petrobras levou a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP) a cobrar da companhia a revis\u00e3o do plano de desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o de alguns de seus campos gigantes, o que dever\u00e1 exigir da estatal um volume maior de investimentos, al\u00e9m dos US$ 236,5 bilh\u00f5es previstos no seu ousado plano de neg\u00f3cios 2012-2016.<\/p>\n<p>Segundo proje\u00e7\u00f5es do J.P. Morgan, em relat\u00f3rio assinado pelos analistas Caio Carvalhal e Felipe dos Santos, a produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de petr\u00f3leo da estatal no Brasil em 2012 ficar\u00e1 em 1,975 milh\u00e3o de barris ao dia, mantendo a queda de 2,3% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. O Deutsche Bank prev\u00ea um volume de produ\u00e7\u00e3o menor no quarto trimestre de 2012, totalizando 1,960 milh\u00e3o de barris\/dia, com uma diferen\u00e7a maior em rela\u00e7\u00e3o ao volume produzido pela companhia em 2011.<\/p>\n<p>De acordo com o analista Marcus Sequeira, que assina o relat\u00f3rio do Deutsche Bank, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, deprecia\u00e7\u00f5es e amortiza\u00e7\u00f5es) do segmento de E&amp;P da Petrobras no quarto trimestre deve alcan\u00e7ar R$ 20,5 bilh\u00f5es, com alta de 5% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2011 e de 4% frente ao trimestre exatamente anterior.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Mesmo com est\u00edmulos, ind\u00fastria deve encerrar 2012 com queda de 3%<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A alta esperada para a produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos em dezembro ser\u00e1 insuficiente para puxar outros ramos de atividade e o setor industrial dever\u00e1 mostrar queda pelo segundo m\u00eas consecutivo. Em novembro, a produ\u00e7\u00e3o manufatureira recuou 0,6% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, com ajuste sazonal. Para dezembro, a m\u00e9dia das estimativas de 11 consultorias e institui\u00e7\u00f5es financeiras consultadas pelo Valor Data \u00e9 de queda de 0,5% do indicador ante novembro, com ajuste sazonal. As proje\u00e7\u00f5es variam entre recuo de 0,3% at\u00e9 baixa de 1%.<\/p>\n<p>Para os economistas, a ind\u00fastria aproveitou a s\u00e9rie de est\u00edmulos dados pelo governo para normalizar estoques, que est\u00e3o mais ajustados neste in\u00edcio de ano, mas sem recupera\u00e7\u00e3o consistente dos investimentos, ser\u00e1 dif\u00edcil manter trajet\u00f3ria mais firme de retomada. No ano, a ind\u00fastria dever\u00e1 acumular queda de 2,7%, estimam os economistas, ante crescimento de 0,3% em 2011. O resultado ser\u00e1 divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Marcelo Arnosti, economista-chefe da BB-DTVM, revisou para baixo a estimativa para a produ\u00e7\u00e3o industrial depois da divulga\u00e7\u00e3o do consumo de energia el\u00e9trica pela ind\u00fastria, que recuou 3% entre novembro e dezembro, na s\u00e9rie com ajuste sazonal. De uma queda de 0,2% na passagem mensal, o economista passou a estimar recuo de 0,6% da ind\u00fastria entre novembro e dezembro, na s\u00e9rie dessazonalizada. O Ita\u00fa tamb\u00e9m alterou sua proje\u00e7\u00e3o para o indicador, de queda de 0,2% para retra\u00e7\u00e3o de 0,4%, porque o consumo de g\u00e1s e energia el\u00e9trica decepcionou.<\/p>\n<p>A economista-chefe da Rosenberg &amp; Associados, Tha\u00eds Zara, afirma ainda que outros indicadores coincidentes de atividade mostraram fraco desempenho no \u00faltimo m\u00eas de 2012. A expedi\u00e7\u00e3o de papel ondulado recuou 2,1% entre novembro e dezembro, de acordo com dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Papel Ondulado (ABPO), sempre na s\u00e9rie com ajuste sazonal da consultoria. J\u00e1 o tr\u00e1fego de ve\u00edculos pesados em rodovias caiu 3,6% na passagem mensal.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, influenciada pelo \u00faltimo m\u00eas de redu\u00e7\u00e3o integral de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para autom\u00f3veis, subiu 0,9% entre novembro e dezembro, o que ajudou a impedir retra\u00e7\u00e3o maior da ind\u00fastria no m\u00eas. Os dados s\u00e3o da Anfavea, entidade que re\u00fane as montadoras instaladas no pa\u00eds, tamb\u00e9m com ajuste sazonal da Rosenberg.<\/p>\n<p>Para Tha\u00eds, a principal nota negativa do resultado esperado para a ind\u00fastria em dezembro ser\u00e1 a quinta queda seguida da produ\u00e7\u00e3o de bens de capital, o que sugere que a recupera\u00e7\u00e3o dos investimentos ainda n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n<p>Arnosti, da BB-DTVM, afirma que dois meses consecutivos de queda da atividade manufatureira, com algum grau de dissemina\u00e7\u00e3o entre os setores, coloca, de fato, alguma d\u00favida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o da economia. De acordo com seus c\u00e1lculos, a ind\u00fastria recuou 0,3% no quarto trimestre, ap\u00f3s ter crescido 1% entre julho e setembro, sempre na compara\u00e7\u00e3o com os tr\u00eas meses imediatamente anteriores, com ajuste sazonal.<\/p>\n<p>Ainda assim, para Arnosti a perspectiva \u00e9 que o primeiro trimestre de 2013 mostre comportamento mais positivo da ind\u00fastria. A Sondagem da Ind\u00fastria da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), por exemplo, apontou continuidade da normaliza\u00e7\u00e3o dos estoques em janeiro, al\u00e9m de recupera\u00e7\u00e3o da demanda interna. Mesmo a percep\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao ambiente externo avan\u00e7ou. &#8220;Continuamos, portanto, com proje\u00e7\u00e3o de recupera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria em 2013&#8221;, diz o economista, que projeta alta de 2,75% da produ\u00e7\u00e3o neste ano.<\/p>\n<p>No entanto, pondera o economista, o resultado esperado para a ind\u00fastria eleva o risco de que o quarto trimestre tenha crescimento inferior ao projetado pela gestora, que trabalha com expans\u00e3o de 1% da atividade no per\u00edodo, sobre o trimestre anterior.<\/p>\n<p>Para Tha\u00eds, da Rosenberg, essa lenta recupera\u00e7\u00e3o do setor j\u00e1 est\u00e1 embutida na proje\u00e7\u00e3o de crescimento de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre, em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro. O resultado, se confirmado, mostrar\u00e1 retomada bastante gradual da economia dom\u00e9stica, j\u00e1 que o PIB avan\u00e7ou 0,6% no terceiro trimestre.<\/p>\n<p>Sem aumento dos investimentos, afirma a economista, \u00e9 dif\u00edcil que a ind\u00fastria mostre recupera\u00e7\u00e3o mais forte.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para cortar custos, China pode abrir portos a supernavios da Vale<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Um representante da associa\u00e7\u00e3o que re\u00fane as sider\u00fargicas chinesas afirmou ontem que a entidade poder\u00e1 mudar de posi\u00e7\u00e3o e apoiar o uso de mega-cargueiros da Vale, caso isso leve a uma queda na cota\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio de ferro. Constru\u00eddos para atender o mercado chin\u00eas, os navios ainda n\u00e3o conseguiram autoriza\u00e7\u00e3o para atracar nos portos do pa\u00eds, em raz\u00e3o do lobby contr\u00e1rio das empresas locais de transporte mar\u00edtimo e das fabricantes de a\u00e7o. &#8220;Essa \u00e9 uma quest\u00e3o para as autoridades de transporte, mas as sider\u00fargicas chinesas esperam que o pre\u00e7o do min\u00e9rio de ferro caia e que os custos de transporte diminuam. Se (o uso dos navios) for bom para isso, n\u00f3s apoiaremos&#8221;, afirmou ontem o secret\u00e1rio-geral da Associa\u00e7\u00e3o de Ferro e A\u00e7o da China, Zhang Changfu. A elevada cota\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio \u00e9 fonte constante de atrito entre a Vale e seus clientes chineses, a maioria dos quais s\u00e3o estatais controladas pelo governo. A empresa enfrenta ainda a desvantagem da maior dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o a seu principal mercado na compara\u00e7\u00e3o com as australianas BHP e Rio Tinto. Para reduzir o custo de transporte e ganhar competitividade, a Vale investiu US$ 2,35 bilh\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o de uma frota de megacargueiros para levar min\u00e9rio de ferro para a China. Mas as autoridades de Pequim proibiram os navios de atracar em portos locais, alegando quest\u00f5es de seguran\u00e7a. Apenas um carregamento foi entregue, em 2011. Por isso, o min\u00e9rio \u00e9 levado a pa\u00edses vizinhos e transportado em navios menores \u00e0 China. Maior importador de min\u00e9rio de ferro, o pa\u00eds se considera prejudicado pela cota\u00e7\u00e3o da commodity e se queixa do controle da produ\u00e7\u00e3o por um pequeno n\u00famero de companhias &#8211; Vale, BHP e Rio Tinto respondem por dois ter\u00e7os do com\u00e9rcio global. Quarta maior sider\u00fargica da China, a Wuhan Iron 8c Steel (Wisco) pretende atingir autos-sufici\u00eancia em min\u00e9rio de ferro em cinco anos com aquisi\u00e7\u00f5es no Brasil e no Canad\u00e1. &#8220;O pre\u00e7o est\u00e1 em US$ 150 a tonelada. Todos sabemos que o custo de produ\u00e7\u00e3o gira em torno de US$ 40&#8221;, disse o diretor de Comunica\u00e7\u00f5es da sider\u00fargica, Sun Jing. Brasil. A Wisco investiu US$ 400 milh\u00f5es no Brasil em 2009 na compra de participa\u00e7\u00e3o de 21,5% da mineradora MMX, de Eike Batista. O min\u00e9rio de ferro \u00e9 o principal produto de exporta\u00e7\u00e3o do Brasil e respondeu por 16,33% dos embarques de US$ 242,6 bilh\u00f5es do ano passado. As vendas somaram US$ 31 bilh\u00f5es, dos quais US$ 15 bilh\u00f5es foram destinados \u00e0 China.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4260\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4260","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-16I","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4260","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4260"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4260\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4260"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4260"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4260"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}