{"id":4280,"date":"2013-02-05T17:03:57","date_gmt":"2013-02-05T17:03:57","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4280"},"modified":"2013-02-05T17:03:57","modified_gmt":"2013-02-05T17:03:57","slug":"pesquisa-mostra-inicio-de-reducao-nos-precos-dos-imoveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4280","title":{"rendered":"Pesquisa mostra in\u00edcio de redu\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os dos im\u00f3veis"},"content":{"rendered":"\n<p>Num cen\u00e1rio de crescimento econ\u00f4mico menor e de estoques elevados de im\u00f3veis, j\u00e1 se come\u00e7a a falar, no mercado, da possibilidade de queda de pre\u00e7os das unidades. At\u00e9 o fim do ano, a avalia\u00e7\u00e3o recorrente era que os valores ficariam est\u00e1veis, em 2013, acompanhando a infla\u00e7\u00e3o. Segundo o diretor-geral do portal Zap Im\u00f3veis, Eduardo Schaeffer, os pre\u00e7os dos im\u00f3veis ter\u00e3o queda real nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>Em janeiro, os im\u00f3veis anunciados em seis das 16 cidades inclu\u00eddas no \u00cdndice FipeZap Ampliado &#8211; realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (Fipe) em parceria com o Zap &#8211; tiveram queda real ante dezembro, tendo como base a infla\u00e7\u00e3o medida pelo IPCA. Houve retra\u00e7\u00e3o real em Bras\u00edlia, Recife, Santo Andr\u00e9 (SP), S\u00e3o Bernardo do Campo (SP), S\u00e3o Caetano do Sul (SP) e Niter\u00f3i (RJ). Em Bras\u00edlia e no Recife, foi registrada redu\u00e7\u00e3o nominal, de 0,1% e 0,2%, respectivamente.<\/p>\n<p>O \u00cdndice FipeZap Ampliado apontou alta na m\u00e9dia nacional de pre\u00e7os por m2 das 16 cidades pesquisadas de 1% em janeiro ante dezembro, para R$ 6,350 mil. A varia\u00e7\u00e3o do \u00cdndice FipeZap Composto, que abrange sete cidades &#8211; S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Bras\u00edlia, Recife, Fortaleza e Salvador &#8211; foi de 0,9%.<\/p>\n<p>&#8220;Os pre\u00e7os n\u00e3o v\u00e3o acompanhar a infla\u00e7\u00e3o. Vai haver uma pequena queda real nos pr\u00f3ximos meses. Est\u00e1 havendo uma acomoda\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou Schaeffer. O representante do Zap disse n\u00e3o esperar redu\u00e7\u00e3o nominal dos valores. Conforme Schaeffer, o crescimento e o investimento do pa\u00eds abaixo do que se esperava resultam na perspectiva de queda real. &#8220;Isso gera um compasso de espera no consumidor. H\u00e1 um freio no frenesi da compra de im\u00f3veis, com queda no ritmo e pequeno recuo real dos pre\u00e7os&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrim\u00f4nio (Embraesp), Luiz Paulo Pomp\u00e9ia espera queda nominal no pre\u00e7o por m2 dos lan\u00e7amentos da cidade de S\u00e3o Paulo de 5% a 10% em 2013. Conforme Pomp\u00e9ia, em 2012, o pre\u00e7o m\u00e9dio por m2 dos im\u00f3veis de um dormit\u00f3rio foi de R$ 9,550 mil; de dois dormit\u00f3rios, R$ 5,957 mil; de tr\u00eas, R$ 6,5 mil; e de quatro dormit\u00f3rios, R$ 8,877 mil. &#8220;Esses valores est\u00e3o altos demais&#8221;, diz, ressaltando a concess\u00e3o de descontos por v\u00e1rias incorporadoras desde o ano passado e os estoques elevados de im\u00f3veis.<\/p>\n<p>A Embraesp projeta que os lan\u00e7amentos na capital paulista ficar\u00e3o em torno de 27 mil unidades em 2013, ante 27,835 mil em 2012 e 38,149 mil, em 2011.<\/p>\n<p>O controlador da Rodobens Neg\u00f3cios Imobili\u00e1rios, Waldemar Verdi Junior, diz que h\u00e1 espa\u00e7o para alta de pre\u00e7os em regi\u00f5es ainda n\u00e3o desenvolvidas no interior do pa\u00eds. Nos grandes centros pode haver queda de pre\u00e7os, segundo ele. &#8220;Acredito em alguma desvaloriza\u00e7\u00e3o nos grandes centros onde os pre\u00e7os foram muito apreciados nos \u00faltimos anos. No interior de Estados desenvolvidos, pode haver valoriza\u00e7\u00e3o e, nas novas regi\u00f5es em desenvolvimento, haver\u00e1 aprecia\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os&#8221;, diz. A empresa atua em cidades do interior e capitais de menor porte.<\/p>\n<p>&#8220;O consumidor est\u00e1 mais esgrimador, com mais cuidado na compra. O momento \u00e9 de consumo consciente&#8221;, diz o presidente da imobili\u00e1ria focada em im\u00f3veis novos com descontos Realton, Rog\u00e9rio Santos. Segundo ele, o cen\u00e1rio \u00e9 de estabiliza\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os. &#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil que haja decr\u00e9scimo de pre\u00e7os, por causa dos custos dos insumos e de a margem das empresas j\u00e1 estar no limite&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP, tamb\u00e9m afirma que, em fun\u00e7\u00e3o dos custos dos insumos, \u00e9 &#8220;muito dif\u00edcil que os pre\u00e7os caiam&#8221;. &#8220;A tend\u00eancia dos pre\u00e7os \u00e9 de estabilidade, acompanhando a infla\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Bernardes.<\/p>\n<p>Conforme o Bar\u00f4metro do Mercado Imobili\u00e1rio, levantamento que abrange as unidades anunciadas no portal imobili\u00e1rio Agente Im\u00f3vel, os pre\u00e7os de im\u00f3veis da cidade de S\u00e3o Paulo subiram 17% em 2012, para R$ 6,678 mil por m2. No \u00faltimo trimestre, a maior valoriza\u00e7\u00e3o por bairro foi registrada na Vila Madalena, com alta de 13,7%, seguida pela Vila Romana com 12,7%. Na ponta oposta, as maiores quedas do trimestre foram registradas na Vila Uberabinha e em Cerqueira C\u00e9sar, com redu\u00e7\u00e3o de 2% no pre\u00e7o m\u00e9dio por m2 nos dois casos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Congresso recebe proposta para minera\u00e7\u00e3o em mar\u00e7o, diz Lob\u00e3o<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Com a retomada das discuss\u00f5es pelo governo sobre o novo c\u00f3digo de minera\u00e7\u00e3o, o ministro de Minas e Energia, Edison Lob\u00e3o, arriscou ontem uma nova previs\u00e3o de envio da proposta de regulamento ao Legislativo. &#8220;Acredito que at\u00e9 mar\u00e7o essa mensagem possa estar sendo enviada ao Congresso&#8221;, disse ao chegar para a solenidade que marcou o in\u00edcio do ano legislativo de 2013.<\/p>\n<p>A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, tem coordenado reuni\u00f5es entre t\u00e9cnicos do governo e empres\u00e1rios do setor de minera\u00e7\u00e3o nas \u00faltimas semanas, com o objetivo de retomar as discuss\u00f5es sobre o tema. Na semana passada, Gleisi chegou a afirmar que a determina\u00e7\u00e3o de concluir as discuss\u00f5es, ouvido o setor privado, partiu da pr\u00f3pria presidente Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>Segundo Lob\u00e3o, o governo est\u00e1 cuidando neste momento do &#8220;aperfei\u00e7oamento&#8221; do modelo de explora\u00e7\u00e3o. &#8220;Estamos examinado ponto a ponto, artigo por artigo. Sempre melhorando tudo aquilo que foi feito no come\u00e7o&#8221;, afirmou o ministro.<\/p>\n<p>O novo marco regulat\u00f3rio do setor prev\u00ea a atualiza\u00e7\u00e3o do c\u00f3digo com novas regras para explora\u00e7\u00e3o de minas. O governo tem o interesse de replicar alguns mecanismos de regula\u00e7\u00e3o de outros segmentos para aperfei\u00e7oar sua atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de minera\u00e7\u00e3o. Isso inclui a licita\u00e7\u00e3o de minas com grande potencial explorat\u00f3rio, o que inclui o pagamento de participa\u00e7\u00e3o especial para empreendimentos considerados altamente lucrativos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o novo marco regulat\u00f3rio prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o de uma ag\u00eancia reguladora e o aumento das al\u00edquotas de royalties. A proposta original tinha a previs\u00e3o de envio ao Congresso Nacional de tr\u00eas projetos de lei.<\/p>\n<p>Ao conceder entrevista, o ministro falou ainda sobre a expectativa do governo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 conclus\u00e3o do plano de reestrutura\u00e7\u00e3o da Eletrobras, medida que prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o de custos na gest\u00e3o das empresas do grupo. &#8220;Acreditamos que dentro de, no m\u00e1ximo, 40 dias j\u00e1 tenhamos uma solu\u00e7\u00e3o definida&#8221;, disse.<\/p>\n<p>A reestrutura\u00e7\u00e3o da estatal \u00e9 tida como fundamental para adequar a empresa \u00e0 nova realidade dos contratos que foram renovados antecipadamente no fim do ano passado. Tal medida garantiu, juntamente com o corte de encargos no setor, a redu\u00e7\u00e3o das tarifas de energia el\u00e9trica. As empresas que acataram o plano de renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es sofreram um corte na remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ontem, Lob\u00e3o tamb\u00e9m comentou sobre possibilidade de o governo adotar novas medidas de est\u00edmulo para o setor de etanol. Ao questionado sobre a hip\u00f3tese de redu\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas de PIS e Cofins, o ministro reiterou que o governo continua estudando.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos examinando um conjunto de medidas, entre as quais, medidas de est\u00edmulo para o setor de etanol. N\u00e3o temos nenhuma decis\u00e3o ainda&#8221;. afirmou. Tal decis\u00e3o n\u00e3o teria sido tomada at\u00e9 o ano passado por falta de espa\u00e7o fiscal.<\/p>\n<p>Na semana passada, o governo anunciou a antecipa\u00e7\u00e3o do aumento do percentual de etanol na gasolina, que passar\u00e1 de 20% para 25% a partir de maio.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural cai 3% em 2012<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Em dezembro do ano passado, o Brasil produziu 4,9% menos petr\u00f3leo que no mesmo m\u00eas de 2011, mas a marca de 2,105 milh\u00f5es de barris\/dia foi suficiente para superar em 2,9% o resultado verificado em novembro. Com isso, a produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia brasileira de petr\u00f3leo em 2012 alcan\u00e7ou 2,061 milh\u00f5es de barris di\u00e1rios, com redu\u00e7\u00e3o de 2,07% em compara\u00e7\u00e3o com o contabilizado no ano anterior.<\/p>\n<p>De acordo com o Boletim da Produ\u00e7\u00e3o de Petr\u00f3leo e G\u00e1s Natural, de dezembro de 2012, divulgado ontem pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP), a produ\u00e7\u00e3o nacional de g\u00e1s natural em dezembro, de 76,2 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos\/dia, foi recorde. O volume \u00e9 6,8% superior ao observado em dezembro de 2011.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural no Brasil, somada, totalizou 2,584 milh\u00f5es de barris de \u00f3leo equivalente por dia (boe\/dia) em dezembro de 2012. O montante \u00e9 2,95% inferior ao observado em igual per\u00edodo do ano passado, de 2,663 milh\u00f5es de boe\/dia. O campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, registrou a maior produ\u00e7\u00e3o em dezembro, totalizando 346 mil barris de \u00f3leo equivalente por dia.<\/p>\n<p>Segundo a ANP, o volume de queima de g\u00e1s natural em dezembro de 2012 foi de 4,3 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos por dia. O montante foi 15,2% menor que o observado no mesmo m\u00eas de 2011 e 4,7% inferior em compara\u00e7\u00e3o com novembro do ano passado.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o brasileira na camada pr\u00e9-sal alcan\u00e7ou 292,5 mil boe\/dia em dezembro de 2012, com alta de 45% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2011, e de 7,5% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas exatamente anterior. A produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no pr\u00e9-sal atingiu 242,7 mil barris por dia enquanto a de g\u00e1s natural registrou 7,9 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos por dia.<\/p>\n<p>O total produzido tem origem em 15 po\u00e7os, sendo dois no Campo de Jubarte; quatro no Campo de Lula; um em reservat\u00f3rio compartilhado pelos Campos de Caratinga e Barracuda; dois em Marlim Leste; um em reservat\u00f3rio compartilhado por Marlim e Voador e cinco no Baleia Azul.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Alimentos t\u00eam alta de at\u00e9 324%<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>O novo ano trouxe uma temporada de muita chuva e estrago no bolso do consumidor. Com o grande volume de precipita\u00e7\u00f5es, houve uma verdadeira disparada nos pre\u00e7os de legumes, verduras e frutas. O clima afeta diretamente a produ\u00e7\u00e3o: estraga os alimentos mais sens\u00edveis, e o que n\u00e3o \u00e9 perdido vai para as g\u00f4ndolas dos mercados com qualidade ruim. Com a escassez, itens comuns na mesa do brasileiro j\u00e1 est\u00e3o at\u00e9 300% mais caros. \u00c9 o caso do quiabo, que passou de R$ 2,97, o quilo, para R$ 12,59, alta de 323,9%.<\/p>\n<p>\u201cDesde dezembro, houve registro de 15 horas seguidas de chuva em um \u00fanico dia. Assim, alimentos mais fr\u00e1geis acabam prejudicados. Al\u00e9m disso, a procura por eles continua elevada, o que faz com que os pre\u00e7os subam, mesmo que o produto tenha baixa qualidade\u201d, ressalta o presidente da Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF), Wilder Santos. Os brasileiros j\u00e1 sentiram o aumento do custo de vida no or\u00e7amento. Em alguns estabelecimentos percorridos pelo Correio, faltam folhagens como r\u00facula e alface \u2014 verduras que ficaram at\u00e9 79,8% e 28,6% mais caras, respectivamente (veja quadro).<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os inflacionados fizeram a aposentada Maria Helena Pinho Alencar, 63 anos, desistir de alguns itens comuns na mesa de casa. \u201cCheguei a pagar, na semana passada, R$ 4 no quilo do tomate. Agora, est\u00e1 custando R$ 7,99. Ou seja: n\u00e3o vou comprar\u201d, reclamou. Segundo Maria, dois meses atr\u00e1s, ela conseguia driblar as altas dos pre\u00e7os ao trocar produtos pelos da esta\u00e7\u00e3o. Mas hoje nem isso, nem as promo\u00e7\u00f5es est\u00e3o valendo a pena. \u201cSe eu n\u00e3o comprar direto no centro de distribui\u00e7\u00e3o de hortali\u00e7as e frutas, pago bem mais. E a qualidade \u00e9 p\u00e9ssima\u201d, comparou.<\/p>\n<p>O funcion\u00e1rio p\u00fablico C\u00e9lio Rodrigues, 51, e a aposentada Leila Faria, 54, lamentam a qualidade do que encontram nas prateleiras. \u201cAl\u00e9m do pre\u00e7o l\u00e1 no alto, o alface, por exemplo, est\u00e1 ruim\u201d, disse ele. \u00a0Leila conta que tamb\u00e9m teve de reduzir a lista de hortifruti que consome. O repolho, por exemplo, est\u00e1 custando, no estabelecimento onde o casal estava ontem, R$ 3,19 \u2014 em promo\u00e7\u00e3o, pode chegar a R$ 2,99. \u201cFaz tr\u00eas meses que eu n\u00e3o compro. Ficou muito caro, e, quando o encontro, as folhas est\u00e3o murchas e amarelas\u201d, observou a aposentada.<\/p>\n<p>No cultivo<\/p>\n<p>Os preju\u00edzos para quem vive do cultivo tamb\u00e9m s\u00e3o grandes. Alguns produtores estimam perda de at\u00e9 70% da safra. Por isso, s\u00e3o obrigados a reajustar o que \u00e9 aproveit\u00e1vel para tentar minimizar esse impacto. O agricultor Ricardo Airton Krewer, 37, conta que, na ch\u00e1cara dele, em Planaltina, as culturas mais atingidas pela varia\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica foram as de piment\u00e3o, tomate e repolho. \u201cNos \u00faltimos meses, passamos de um per\u00edodo com dias de sol forte para outro com chuvas intensas. A planta\u00e7\u00e3o sofreu bastante\u201d, contou.<\/p>\n<p>Para exemplificar, Ricardo conta que a caixa com 20kg de tomate, normalmente vendida entre R$ 25 e R$ 40, chega hoje a R$ 100. Parte desse custo, ressalta o produtor Edson Luiz Bernardes Ferreira, 52, do N\u00facleo Rural do Torto, deve-se aos efeitos da chuva tamb\u00e9m nas rodovias. \u201cA \u00e1gua acaba com as estradas, o que dificulta o transporte do pouco que sobrou.\u201d Ele estima ter perdido entre 60% e 70% do que cultivou. O preju\u00edzo s\u00f3 n\u00e3o foi maior porque, quando as chuvas se intensificaram, parte da produ\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava em fase de colheita. \u201cO que tem ido para os supermercados \u00e9 bem inferior ao que \u00e9 vendido no resto do ano.\u201d<\/p>\n<p>Para aliviar o peso dos hortifruti no bolso, Wilder Santos, da Ceasa, sugere que os consumidores substituam os itens com maior aumento por outros mais em conta. \u201cO ideal \u00e9 pesquisar e trocar na hora de comprar\u201d, disse. A empregada dom\u00e9stica Domingas Soares, 47, segue o conselho \u00e0 risca. \u201cN\u00e3o levo mais tomate nem cenoura: est\u00e3o muito caros. J\u00e1 vi produtos que, geralmente, n\u00e3o custam mais que R$ 4, o quilo, por R$ 7. \u00c9 um absurdo. O jeito \u00e9 n\u00e3o comprar agora e esperar o fim das chuvas, j\u00e1 que todo ano o epis\u00f3dio se repete\u201d, resignou-se.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Bancos oficiais turbinam d\u00edvida federal<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Turbinado principalmente pelos aportes ao BNDES nos \u00faltimos anos, o endividamento contra\u00eddo pelo governo para refor\u00e7ar as disponibilidades financeiras e a capacidade de cr\u00e9dito dos bancos oficiais responde por mais de um quinto da D\u00edvida P\u00fablica Mobili\u00e1ria Federal Interna brasileira (DPMFi), cujo saldo fechou 2012 em R$ 1,916 trilh\u00e3o. Dados do Banco Central mostram que, na mesma data, o estoque de cr\u00e9ditos concedidos pelo governo a essas institui\u00e7\u00f5es somava R$ 406,93 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>S\u00f3 em 2012, o valor deu um salto de 27,5%, aumentando R$ 87,78 bilh\u00f5es, pois era de R$ 319,15 bilh\u00f5es no fim de 2011. A ajuda aos bancos provoca impacto sobre a d\u00edvida p\u00fablica porque, para poder aportar os recursos, o Tesouro emite t\u00edtulos. Os recursos s\u00e3o entregues na forma de pap\u00e9is da DPMFi, que podem ser negociados no mercado secund\u00e1rio, refor\u00e7ando de imediato os ativos de maior liquidez das institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O estoque informado pelo BC inclui apenas o que est\u00e1 classificado como cr\u00e9ditos do governo \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras oficiais e, portanto, n\u00e3o considera capitaliza\u00e7\u00f5es propriamente ditas. Ou seja, deixa de fora o que o Tesouro injetou nos bancos para aumento de capital social.<\/p>\n<p>Ultimamente, as capitaliza\u00e7\u00f5es t\u00eam sido feitas com entrega de a\u00e7\u00f5es de outras empresas estatais, em vez de t\u00edtulos p\u00fablicos, como ocorreu recentemente em opera\u00e7\u00e3o envolvendo entrega de a\u00e7\u00f5es da Petrobras \u00e0 Caixa Econ\u00f4mica Federal. Por\u00e9m, no passado, por v\u00e1rias vezes, principalmente nos anos 1990, o governo j\u00e1 se endividou tamb\u00e9m para capitalizar seus bancos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos valores originalmente emprestados, o saldo de quase R$ 407 bilh\u00f5es apontado pelo BC considera juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria ao longo dos anos. Mas a d\u00edvida que o Tesouro originalmente contraiu para poder emprestar aos bancos tamb\u00e9m foi corrigida.<\/p>\n<p>Em uma d\u00e9cada, o valor dos cr\u00e9ditos em quest\u00e3o aumentou mais de 3.300%, pois eles eram de R$ 11,8 bilh\u00f5es no fim de 2002. S\u00e3o hoje mais de 34 vezes o que eram naquela \u00e9poca, portanto. Medidos como propor\u00e7\u00e3o da d\u00edvida mobili\u00e1ria federal interna tamb\u00e9m deram um salto enorme no per\u00edodo, de 2,1% para cerca de 21%.<\/p>\n<p>A inje\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos nos bancos oficiais na forma de cr\u00e9ditos do Tesouro cresceu principalmente a partir do segundo governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. No fim de 2006, \u00faltimo ano do primeiro mandato, o saldo era de R$ 12,343 bilh\u00f5es, montante ent\u00e3o equivalente a 1,12% da DPMFi.<\/p>\n<p>As inje\u00e7\u00f5es no BNDES s\u00e3o a principal origem dos quase R$ 407 bilh\u00f5es apurados pelo BC. Os cr\u00e9ditos do governo federal junto ao BNDES fecharam 2012 em R$ 371,673 bilh\u00f5es, mais de 31 vezes o que eram no fim de 2002 (R$ 11,8 bilh\u00f5es). Do in\u00edcio de 2003 at\u00e9 fim de 2006, quando atingiram R$ 9,953 bilh\u00f5es, se reduziram. Mas voltaram a aumentar a partir de 2008 e, desde ent\u00e3o, t\u00eam dado um salto todos os anos.<\/p>\n<p>Outros bancos tamb\u00e9m foram beneficiados. S\u00f3 em 2012, por exemplo, a Caixa Econ\u00f4mica Federal recebeu R$ 13 bilh\u00f5es e o Banco do Brasil, R$ 8,1 bilh\u00f5es, por determina\u00e7\u00e3o de uma medida provis\u00f3ria assinada pela presidente Dilma Rousseff em setembro. Os recursos foram contratados na forma de Instrumentos H\u00edbridos de Capital e D\u00edvida (IHCD), d\u00edvidas sem prazo definido de vencimento, para que pudessem ser considerados no patrim\u00f4nio de refer\u00eancia (PR) e aumentar a capacidade dos dois bancos de conceder empr\u00e9stimos e financiamentos. \u00c9 com base no PR que s\u00e3o definidos os limites operacionais das institui\u00e7\u00f5es financeiras no Brasil.<\/p>\n<p>As opera\u00e7\u00f5es envolvendo IHCD respondiam, no fim de 2012, pelos R$ 35,26 bilh\u00f5es restantes do total de quase R$ 407 bilh\u00f5es de cr\u00e9ditos do governo junto aos bancos federais. Nem BC nem Tesouro Nacional informaram a cifra discriminada por banco. Os \u00faltimos balan\u00e7os publicados indicam que, pelo menos em setembro, o montante estava concentrado basicamente na Caixa e no Banco do Brasil.<\/p>\n<p>Com o refor\u00e7o ordenado pela MP n\u00ba 581, o saldo dos IHCD envolvendo Tesouro e Caixa, que j\u00e1 tinha recebido recursos dessa forma antes, alcan\u00e7ou R$ 27,8 bilh\u00f5es em setembro. No balan\u00e7o do BB, tamb\u00e9m j\u00e1 apareciam, na mesma data, os R$ 8,1 bilh\u00f5es autorizados na MP. Havia ainda cerca de R$ 1 bilh\u00e3o classificado dessa forma no balan\u00e7o do Banco do Nordeste (BNB) por conta de um aporte feito em 2010.<\/p>\n<hr \/>\n<p>FMI elogia a\u00e7\u00e3o do BC para esfriar a economia<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Estudo do Fundo avalia que Brasil fez uso &#8220;adequado&#8221; das medidas macroprudenciais, que reduziram ritmo do cr\u00e9dito entre 2010 e 2011. A crise financeira global levou muitos pa\u00edses a usarem a pol\u00edtica monet\u00e1ria para estimular a economia, normalmente baixando juros. Alguns desses pa\u00edses, como o Brasil, tiveram de usar em paralelo pol\u00edticas macroprudenciais para corrigir certas distor\u00e7\u00f5es. Uma equipe de economistas do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) publicou um estudo ontem que conclui que a intera\u00e7\u00e3o entre essas duas pol\u00edticas ainda n\u00e3o \u00e9 clara.<\/p>\n<p>O FMI considera que o Brasil usou de forma &#8220;apropriada&#8221; pol\u00edtica monet\u00e1ria e medidas macroprudenciais em 2010\/2011. Naquele per\u00edodo, preocupado com um poss\u00edvel superaquecimento da economia, o governo passou a tentar restringir o crescimento do cr\u00e9dito. Com isso, exigiu dos bancos reservas maiores de capital para determinadas linhas de empr\u00e9stimo, como financiamento a ve\u00edculos e consignado. Os economistas do Fundo destacam, ao estudar o caso brasileiro, que o Pa\u00eds conseguiu naquele momento estabilidade de pre\u00e7os e financeira.<\/p>\n<p>Apesar de considerar essas medidas apropriadas no exemplo brasileiro, o FMI destaca que precisaria de mais evid\u00eancias e mais estudos para chegar a conclus\u00f5es sobre a intera\u00e7\u00e3o entre pol\u00edtica monet\u00e1ria e medidas macroprudenciais. O n\u00famero de pa\u00edses que adotaram ambas as pol\u00edticas em paralelo e com metas claras ainda \u00e9 limitado. Al\u00e9m do Brasil, o relat\u00f3rio cita alguns outros, como Israel, Pol\u00f4nia, Turquia, Su\u00e9cia e Coreia do Sul. Sabendo melhor como elas interagem, o Fundo poderia fazer recomenda\u00e7\u00f5es de ado\u00e7\u00e3o dessas pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Se de um lado muito se conhece sobre a pol\u00edtica monet\u00e1ria e seus efeitos na economia, de outro, pouco se sabe das pol\u00edticas macroprudenciais, ressalta o estudo do FMI. &#8220;O conhecimento da efic\u00e1cia de medidas macroprudenciais n\u00e3o se compara ao da pol\u00edtica monet\u00e1ria, limitando o que pode ser conhecido sobre a intera\u00e7\u00e3o entre essas duas pol\u00edticas&#8221;, conclui o estudo do FMI. Mundo ideal. No mundo ideal, o estudo do FMI destaca que a pol\u00edtica monet\u00e1ria deve garantir a estabilidade de pre\u00e7os, enquanto medidas macroprudenciais devem minar potenciais fontes de instabilidade financeira. Mas, na pr\u00e1tica, isso nem sempre \u00e9 poss\u00edvel e uma dessas pol\u00edticas pode ter duplo objetivo.<\/p>\n<p>Os governos podem ter dificuldades em encontrar os alvos certos para a pol\u00edtica macroprudencial, pois o conhecimento \u00e9 limitado e as institui\u00e7\u00f5es, imperfeitas. Assim, podem falhar em evitar as instabilidade financeira. Por isso, a pol\u00edtica monet\u00e1ria acaba sendo usada, em alguns casos, para conseguir essa estabilidade. Para elaborar o relat\u00f3rio, os economistas do FMI estudaram casos espec\u00edficos da ado\u00e7\u00e3o das duas pol\u00edticas, no per\u00edodo de 2000 a 2011. Al\u00e9m do Brasil, outros pa\u00edses, como Turquia, Coreia e mercados da Europa, foram avaliados.<\/p>\n<p>No caso dos Estados Unidos, em 2007, ou seja, pouco antes do estouro da maior crise desde 1929, o Fundo Monet\u00e1rio especula se uma pol\u00edtica monet\u00e1ria frouxa, com juros muito baixos, e a falta de ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas macroprudenciais naquele ano, ajudaram a reduzir a estabilidade do setor financeiro.<\/p>\n<p>Rem\u00e9dio antibolha<\/p>\n<p>As medidas macroprudenciais s\u00e3o adotadas por bancos centrais para evitar uma expans\u00e3o inadequada dos empr\u00e9stimos. No Brasil, atingiram principalmente o mercado de ve\u00edculos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4280\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4280","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-172","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4280","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4280"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4280\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4280"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4280"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4280"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}