{"id":4284,"date":"2013-02-05T20:34:29","date_gmt":"2013-02-05T20:34:29","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4284"},"modified":"2013-02-05T20:34:29","modified_gmt":"2013-02-05T20:34:29","slug":"terrorismo-com-face-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4284","title":{"rendered":"Terrorismo com face humana:"},"content":{"rendered":"\n<p>Michel Chossudovsky<\/p>\n<p>As for\u00e7as governamentais s\u00edrias est\u00e3o hoje a confrontar-se com o autoproclamado \u201cEx\u00e9rcito Livre da S\u00edria\u201d \u2013 FSA. \u00c9 uma nova etapa da longa hist\u00f3ria da cria\u00e7\u00e3o de grupos de ac\u00e7\u00e3o destinados ao desempenho das tarefas mais sanguin\u00e1rias e criminosas, nas quais o imperialismo aparentemente n\u00e3o suja as m\u00e3os e por cujos crimes julga que n\u00e3o prestar\u00e1 contas.<\/p>\n<p>O recrutamento de esquadr\u00f5es da morte, faz parte de uma agenda da intelig\u00eancia militar bem estabelecida nos Estados Unidos. Existe uma longa hist\u00f3ria de forma\u00e7\u00e3o e apoio, dissimulado, a brigadas de terror e a assass\u00ednios de alvos pol\u00edticos, que vem do tempo da guerra do Vietnam.<\/p>\n<p>As for\u00e7as governamentais s\u00edrias est\u00e3o hoje a confrontar-se com o autoproclamado \u201cEx\u00e9rcito Livre da S\u00edria\u201d \u2013 FSA. No contexto actual isso exige focar as ra\u00edzes hist\u00f3ricas da guerra, para j\u00e1 encoberta, do ocidente contra a S\u00edria, guerra essa que j\u00e1 resultou em in\u00fameras atrocidades. As ra\u00edzes hist\u00f3ricas da situa\u00e7\u00e3o ser\u00e3o ent\u00e3o aqui analisadas e apresentadas.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio, em Mar\u00e7o de 2011, os Estados Unidos e seus aliados t\u00eam apoiado a forma\u00e7\u00e3o de esquadr\u00f5es da morte, bem como a invas\u00e3o do territ\u00f3rio da S\u00edria por brigadas terroristas. Trata-se de um trabalho organizativo, cuidadosamente planeado.<\/p>\n<p>O recrutamento e o treino de brigadas terroristas, tanto no Iraque como na S\u00edria, foram elaborados segundo o modelo da denominada \u201cSalvador Option\u201d, aqui traduzida como \u201cA Op\u00e7\u00e3o de El-Salvador\u201d. \u00c9 um modelo terrorista para mortes e assass\u00ednios em massa, levados a cabo por um governo estabelecido. Em El-Salvador, na Am\u00e9rica Central, o cen\u00e1rio configurado segundo o modelo \u201cSalvador Option\u201d foi implementado pelos esquadr\u00f5es da morte patrocinados pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Esse modelo de recrutamento e treino de brigadas terroristas, por governos constitu\u00eddos, foi implementado no pr\u00f3prio El Salvados no apogeu da resist\u00eancia contra a ditadura militar no pa\u00eds. O resultado final foi avaliado em cerca de 75.000 mortes.<\/p>\n<p>Os esquadr\u00f5es da morte na S\u00edria de hoje fazem parte desse contexto. Tendo come\u00e7ado em El Salvador, o modelo foi desenvolvido no Iraque. Os esquadr\u00f5es da morte agora na S\u00edria foram constru\u00eddos sobre a base da hist\u00f3ria e da experi\u00eancia das brigadas terroristas no Iraque. Brigadas terroristas essas patrocinadas, como foi dito, pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O Pent\u00e1gono denominou esse seu programa de \u201ccontra-insurrei\u00e7\u00e3o\u201d- \u201ccounterinsurgency\u201d.<\/p>\n<p>[<em>Definindo termos: Observar aqui a necessidade de se exigir defini\u00e7\u00f5es rigorosas e convincentes dos termos usados:- qual \u00e9 a validade de se invadir um pa\u00eds e depois denominar a reac\u00e7\u00e3o dos habitantes alternadamente como insurrei\u00e7\u00e3o, rebeli\u00e3o, ou mesmo \u201cterrorismo\u201d?<\/em>]<\/p>\n<p><strong>O ESTABELECIMENTO DOS ESQUADR\u00d5ES DA MORTE NO IRAQUE<\/strong><\/p>\n<p>Os esquadr\u00f5es da morte patrocinados pelos Estados Unidos foram recrutados no Iraque em 2004-2005 numa iniciativa lan\u00e7ada sob a direc\u00e7\u00e3o do embaixador americano John Negroponte, que foi enviado para Bagdad pelo Departamento do Estado Americano em Junho de 2004.<\/p>\n<p>Negroponte era o homem certo para o trabalho, uma vez que tinha sido embaixador em Honduras de 1981 a 1985. Negroponte desempenhou um papel central no apoio e supervis\u00e3o dos Contras de Nicar\u00e1gua, que estavam baseados em Honduras. Ao mesmo tempo tamb\u00e9m supervisionava as actividades dos esquadr\u00f5es da morte \u2013 militares- de Honduras.<\/p>\n<p>\u201cNo governo do general Gustavo Alvarez Martinez, o governo militar de Honduras era tanto mais um aliado \u00edntimo da administra\u00e7\u00e3o de Reagan quanto mais \u201cfazia desaparecer\u201d numerosos opositores pol\u00edticos. Isso segundo a cl\u00e1ssica forma de trabalho utilizada por esquadr\u00f5es da morte.\u201d<\/p>\n<p><strong>Em Janeiro de 2005, o Pent\u00e1gono confirmou que estava a considerar:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cformar esquadr\u00f5es de ataque de combatentes Shiitas e Curdos para atacar l\u00edderes da resist\u00eancia iraquiana. E isso segundo uma mudan\u00e7a estrat\u00e9gica oriunda da experi\u00eancia da luta contra as guerrilhas de esquerda da Am\u00e9rica Central, 20 anos antes\u201d.<\/p>\n<p>Sob a denominada \u201cOp\u00e7\u00e3o El Salvador\u201d for\u00e7as iraquianas e americanas deveriam ser enviadas para matar ou sequestrar l\u00edderes da insurrei\u00e7\u00e3o, mesmo na S\u00edria, onde alguns dos insurgentes teriam tido ent\u00e3o abrigo. Sendo controversos estes esquadr\u00f5es de ataque, deveriam provavelmente ter de ser mantidos secretos.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia dos \u201cesquadr\u00f5es da morte\u201d na Am\u00e9rica Central continua a ser para muitos uma experi\u00eancia brutal, e continua ainda a contribuir para manchar a imagem dos Estados Unidos na regi\u00e3o. Est\u00e1 ainda bem presente como a administra\u00e7\u00e3o de Reagan atribuiu fundos e treinou equipas de for\u00e7as nacionalistas para neutralizar os l\u00edderes rebeldes salvadorenhos, bem como os que com eles simpatizavam.<\/p>\n<p>John Negroponte, o embaixador americano em Bagdad, dispunha de um local privilegiado de observa\u00e7\u00e3o dado o seu tempo como embaixador em Honduras em 1981-85.<\/p>\n<p><strong>Esquadr\u00f5es da morte era uma parte brutal da pol\u00edtica latino-americana de ent\u00e3o\u2026<\/strong><\/p>\n<p>No come\u00e7o dos anos oitenta a administra\u00e7\u00e3o de Reagan concedeu fundos e treino aos Contras de Nicar\u00e1gua baseados em Honduras, com o objectivo de derrubar o regime sandinista de Nicar\u00e1gua. Os Contras foram equipados com dinheiro obtido pela venda americana, ilegal, de armas ao Ir\u00e3o. Foi um esc\u00e2ndalo que poderia ter derrubado Reagan do poder.<\/p>\n<p><strong>O sentido da proposta do Pent\u00e1gono no Iraque\u2026 era o de seguir esse modelo\u2026<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o ficou claro se o objectivo principal da miss\u00e3o seria o de matar os rebeldes ou sequestr\u00e1-los para os levar a interrogat\u00f3rio no Iraque\u2026mas.. qualquer miss\u00e3o na S\u00edria seria provavelmente realizada pelas For\u00e7as Especiais dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o ficou claro quem iria ter a responsabilidade pelo programa, se o Pent\u00e1gono ou a Ag\u00eancia Central de Intelig\u00eancia, ou seja, a CIA. Essas opera\u00e7\u00f5es encobertas t\u00eam sido tradicionalmente realizadas pela CIA, de forma a n\u00e3o serem directamente atribu\u00eddas \u00e0 administra\u00e7\u00e3o no poder, e dando aos respons\u00e1veis americanos a possibilidade de negar conhecimento da situa\u00e7\u00e3o. (El Salvador-style \u201cdeath squads\u201d to be deployed by US against Iraq militants \u2013 Times Online, January 10, 2005,\u2013 as aspas foram acrescentadas)<\/p>\n<p>Enquanto o objectivo especificado da \u201cOp\u00e7\u00e3o Salvadorenha para o Iraque\u201d seria o de acabar com a resist\u00eancia, na pr\u00e1tica as brigadas terroristas patrocinadas pelos Estados Unidos envolveram-se em matan\u00e7as frequentes de civis, tendo em vista o ati\u00e7ar de uma viol\u00eancia sect\u00e1ria.<\/p>\n<p>Por seu turno, a CIA assim como a MI6 estavam a superintender unidades da \u201cAl Qaeda no Iraque\u201d envolvidas em assass\u00ednios de alvos espec\u00edficos e dirigidos contra a popula\u00e7\u00e3o Shiita. \u00c9 importante ressaltar que os esquadr\u00f5es da morte foram integrados e aconselhados, encoberta e dissimuladamente, pelas For\u00e7as Especiais dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Robert Stephen Ford \u2013 Depois nomeado embaixador dos Estados Unidos na S\u00edria, fazia parte da equipa de Negroponte em Bagdad durante o per\u00edodo de 2004-2005. Em Janeiro de 2004 foi enviado como representante americano para a cidade Shiita de Najaf, que era um foco forte do ex\u00e9rcito \u201cMahdi\u201d, com o qual fez contactos preliminares.<\/p>\n<p>Em Janeiro de 2005, Robert S. Ford foi nomeado Ministro Conselheiro para Assuntos Pol\u00edticos \u2013 Minister Counsellor for Political Affairs- na Embaixada dos Estados Unidos, sob a direc\u00e7\u00e3o do embaixador John Negopronte. N\u00e3o fazia somente parte do c\u00edrculo mais pr\u00f3ximo e restrito de Negroponte. Era tamb\u00e9m o seu associado no estabelecimento da \u201cOp\u00e7\u00e3o Salvadorenha\u201d no Iraque. O terreno j\u00e1 tinha ent\u00e3o sido preparado em Najaf, antes da transfer\u00eancia de Ford para Bagdad.<\/p>\n<p>John Negroponte e Robert Stephen Ford foram encarregados de recrutar os esquadr\u00f5es da morte iraquianos. Enquanto Negroponte coordenava as opera\u00e7\u00f5es a partir de seu gabinete na Embaixada dos Estados Unidos, Robert S. Ford, que falava fluentemente tanto \u00e1rabe como a l\u00edngua turca, teve a incumb\u00eancia de estabelecer contactos estrat\u00e9gicos com os grupos militantes Shiitas e Curdos, fora da \u201cZona Verde\u201d-\u201cGreen Zone\u201d.<\/p>\n<p>Dois outros oficiais da embaixada, nomeadamente Henry Ensher \u2013 auxiliar ou adjunto de Ford, bem como um oficial mais jovem da sec\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, Jeffrey Beals, tiveram um papel importante na equipa que ent\u00e3o \u201cfalava com alguns segmentos iraquianos, incluindo extremistas\u201d. (Veja The New Yorker, March 26, 2007). Uma outra pessoa chave na equipa de Negroponte era James Franklin Jeffrey, embaixador dos Estados Unidos na Alb\u00e2nia 2002-2004. Jeffrey veio a tornar-se embaixador dos Estados Unidos para o Iraque, entre 2010-2012.<\/p>\n<p>Negroponte tamb\u00e9m trouxe para a equipa um de seus antigos colaboradores, o Coronel James Steele, retirado dos seus dias de apogeu em Honduras.<\/p>\n<p>Durante a \u201cOp\u00e7\u00e3o El Salvador\u201d no Iraque, Negroponte teve como assistente um colega dos anos oitenta, ou seja, dos seus dias na Am\u00e9rica Central. Esse colega de Negroponte no Iraque era ent\u00e3o o aposentado Coronel James Steele.<\/p>\n<p>Steele, que recebeu em Bagdad o t\u00edtulo de Conselheiro das For\u00e7as de Seguran\u00e7a Iraquianas -Counselor for Iraqi Security Forces &#8211; supervisionou a selec\u00e7\u00e3o e o treino dos membros da Organiza\u00e7\u00e3o Badr e do Ex\u00e9rcito Mahdi, as duas maiores mil\u00edcias Shiitas, no Iraque. Isto com a inten\u00e7\u00e3o de tomar como alvo a direc\u00e7\u00e3o e a rede de apoio da resist\u00eancia, primordialmente Sunnita, do Iraque. Tenha sido planeado dessa forma ou n\u00e3o, esses esquadr\u00f5es da morte ficaram rapidamente fora de controlo e iriam tornar-se a causa de morte n\u00famero 1 no Iraque.<\/p>\n<p>Tenha ou n\u00e3o sido essa a inten\u00e7\u00e3o inicial, o enorme n\u00famero de corpos torturados e mutilados surgido todos os dias nas ruas de Bagdad foi obra dos esquadr\u00f5es da morte, que por sua vez eram impulsionados por John Negroponte. E foi a viol\u00eancia sect\u00e1ria apoiada pelos Estados Unidos que levou em muito grande parte ao infernal desastre que \u00e9 o Iraque de hoje. (Dahr Jamail, Managing Escalation: Negroponte and Bush\u00b4s New Iraq Team. Antiwar.com, January 7, 2007)<\/p>\n<p>De acordo com o Republicano Dennis Kucinich o coronel Steele era o respons\u00e1vel, pela implementa\u00e7\u00e3o do plano em El Salvador, onde dezenas de milhares de salvadorenhos \u201cdesapareceram\u201d ou foram assassinados, inclusive ent\u00e3o tamb\u00e9m o Arcebispo Oscar Romero, bem como quatro freiras americanas.<\/p>\n<p>Logo que foi nomeado para Bagdad, o Coronel Steele foi encaminhado para a unidade de contra-insurrei\u00e7\u00e3o, unidade essa conhecida como o Comando Policial Especial- \u201cSpecial Police Commando\u201d, do Minist\u00e9rio do Interior do Iraque. (Veja ACN, Havana, 14 de Junho 2006).<\/p>\n<p>Relat\u00f3rios confirmam que \u201cos militares americanos entregaram muitos prisioneiros \u00e0 Wolf Brigade \u2013 o temido 2\u00ba batalh\u00e3o dos comandos especiais do minist\u00e9rio do interior\u201d, que estava ent\u00e3o estavam sob o comando do Coronel Steele. Os prisioneiros foram entregues para \u201cinterrogat\u00f3rios adicionais\u201d. Peter Mass do New York Times confirma que:<\/p>\n<p>\u201cSoldados US, conselheiros dos EUA, observavam, sem fazer nada,\u201d enquanto membros da \u201cWolf Brigade\u201d espancavam e torturavam os prisioneiros. Os comandos do Minist\u00e9rio do Interior do Iraque teriam ent\u00e3o tamb\u00e9m ocupado a biblioteca p\u00fablica de Samara para a transformar num centro de deten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Disse Mass que uma entrevista realizada em 2005 nesse local transformado em pris\u00e3o e em companhia do conselheiro militar americano da \u201cWolf Brigade\u201d, o coronel James Steele, foi interrompida pelos gritos aterrorizados de um prisioneiro no exterior. Tal como consta do seu historial, Steele foi empregado anteriormente como conselheiro para ajudar a esmagar a resist\u00eancia em El Salvador.\u201d (Ibid)<\/p>\n<p>Um outro not\u00f3rio elemento que teve um papel no programa da contra-insurrei\u00e7\u00e3o no Iraque foi o ex-Comiss\u00e1rio da Pol\u00edcia de Nova Iorque, Bernie Kerik, que em 2007 foi presente em tribunal federal para responder por 16 acusa\u00e7\u00f5es judiciais.<\/p>\n<p>Kerik foi o enviado pela administra\u00e7\u00e3o de Bush, no come\u00e7o da ocupa\u00e7\u00e3o do Iraque, para organizar e treinar a for\u00e7a policial do Iraque. Durante o seu curto mandato em 2003, Kerik \u2013 que preencheu o posto de Ministro do Interior interino &#8211; trabalhou para organizar unidades de terror dentro da For\u00e7a Policial do Iraque:<\/p>\n<p>Mandado para o Iraque para p\u00f4r em forma as for\u00e7as de seguran\u00e7a iraquiana, Kerik usava a denomina\u00e7\u00e3o \u201cministro interino do interior do Iraque\u201d. Entretanto, conselheiros policiais brit\u00e2nicos chamavam-no de \u201cexterminador de Bagdad\u201d, (Salon, 9 de Dezembro de 2004)<\/p>\n<p>Sob a direc\u00e7\u00e3o de Negroponte, da Embaixada dos Estados Unidos em Bagdad, foi desencadeada uma onda de assass\u00ednios encobertos de civis, bem como tamb\u00e9m assass\u00ednios de pessoas entendidas como alvos. Engenheiros, m\u00e9dicos, cientistas e intelectuais foram alvos. O autor e analista geopol\u00edtico Max Fuller documentou em detalhe as atrocidades cometidas \u00e0 sombra do programa de contra-insurrei\u00e7\u00e3o patrocinado pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O surgimento dos esquadr\u00f5es da morte foi primeiramente vis\u00edvel em Maio de 2005 quando foi informado que dezenas de corpos tinham sido depositados em terrenos baldios \u00e0 volta de Bagdad. Todas as v\u00edtimas tinham as m\u00e3os presas em algemas, estavam com os olhos vedados e tinham sido baleadas na cabe\u00e7a. Muitos deles mostravam sinais de terem sido brutalmente torturados.<\/p>\n<p>A revela\u00e7\u00e3o foi suficiente para motivar a Associa\u00e7\u00e3o de Acad\u00e9micos Mu\u00e7ulmanos \u2013 Association of Muslim Scholars, MAS -, uma conhecida e importante organiza\u00e7\u00e3o Sunita, para fazer declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas nas quais acusavam as for\u00e7as de seguran\u00e7a ligadas ao Minist\u00e9rio do Interior, bem como a Badr Brigade, a ex-ala armada do Conselho Supremo da Revolu\u00e7\u00e3o Isl\u00e2mica no Iraque \u2013Supreme Council for Islamic Revolution in Iraq, SCIRI -, de estar por detr\u00e1s dessas mortes. Acusaram tamb\u00e9m o Minist\u00e9rio do Interior de estar realizando terrorismo de estado (Financial Times).<\/p>\n<p>Os Comandos Policiais bem como a \u201cWolf Brigade\u201d eram supervisionadas pelo \u201cprograma de contra-insurrei\u00e7\u00e3o\u201d no Minist\u00e9rio do Interior do Iraque.<\/p>\n<p>Os Comandos Policiais eram formados sob a experi\u00eancia, orienta\u00e7\u00e3o e supervis\u00e3o de combatentes americanos, veteranos da contra-insurrei\u00e7\u00e3o. Os comandos policiais iraquianos est\u00e3o desde o come\u00e7o conduzindo opera\u00e7\u00f5es conjuntas com as unidades de for\u00e7as de elite, altamente secretas.(Reuters, National Review Online).<\/p>\n<p>James Steele foi uma figura chave no desenvolvimento dos Comandos Especiais da Pol\u00edcia &#8211; Special Police Comandos &#8211; do Iraque. Foi um operacional das for\u00e7as especiais do Ex\u00e9rcito dos Estados Unidos que tendo come\u00e7ado no Vietnam foi depois enviado para dirigir a miss\u00e3o militar dos Estados Unidos em El Salvador, no auge da guerra civil, no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Outro que contribuiu para desenvolver os Comandos Especiais da Pol\u00edcia no Iraque foi Steven Casteel. O mesmo que, enquanto mais experiente conselheiro dos Estados Unidos no Minist\u00e9rio do Interior, descartou como \u201crumores e insinua\u00e7\u00f5es\u201d as bem fundamentadas acusa\u00e7\u00f5es de apavorantes viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos que lhe eram apresentadas.<\/p>\n<p>Tal como Steele, Casteel tamb\u00e9m ganhou consider\u00e1vel experi\u00eancia na Am\u00e9rica Latina, no seu caso atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o na persegui\u00e7\u00e3o ao bar\u00e3o da coca\u00edna, Pablo Escobar, nas narco-guerras da Col\u00f4mbia nos anos noventa\u2026<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio da hist\u00f3ria pessoal de Casteel \u00e9 importante nesse caso, porque o tipo de papel de apoio na recolha de informa\u00e7\u00e3o e na produ\u00e7\u00e3o de listas de morte, nas quais as suas experi\u00eancias na Am\u00e9rica Latina foram ent\u00e3o baseadas, s\u00e3o caracter\u00edsticas do envolvimento dos Estados Unidos em programas de contra-insurrei\u00e7\u00e3o, constituindo um elemento b\u00e1sico naquilo que doutra forma poderia parecer casual, ou resultante de orgias de carnificinas sem liga\u00e7\u00e3o entre si.<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios do Departamento de Defesa dos Estados Unidos em 2005: \u201cEsse tipo de genoc\u00eddio planificado de forma centralizada \u00e9 consistente com os acontecimentos no Iraque\u201d. \u00c9 tamb\u00e9m consistente com o pouco que sabemos a respeito dos Comandos Especiais da Pol\u00edcia, que foi projectada para prover o Minist\u00e9rio do Interior de uma for\u00e7a com capacidade especial de ataque\u201d. (Departamento de Defesa dos Estados Unidos).<\/p>\n<p>Max Fuller comentou, nesse contexto, que ao assumir esse papel os quart\u00e9is de Comando da Pol\u00edcia se tinham tornado no centro de um comando nacional de controlo, comunica\u00e7\u00e3o, inform\u00e1tica e intelig\u00eancia \u2013 gra\u00e7as aos dos Estados Unidos. (Max Fuller, op cit)<\/p>\n<p>Essa prepara\u00e7\u00e3o inicial de terreno, estabelecida sob a direc\u00e7\u00e3o de Negroponte em 2005, permitiu a implementa\u00e7\u00e3o das actividades pelo seu sucessor, o embaixador Zalmay Khalilzad. Robert Stephen Ford garantiu a continuidade do projecto antes da sua nomea\u00e7\u00e3o como embaixador dos Estados Unidos na Arg\u00e9lia em 2006, bem como depois do seu regresso a Bagdad, em 2008, como Chefe Adjunto da Miss\u00e3o \u2013Deputy Chief of Mission,.<\/p>\n<p><strong>S\u00cdRIA: \u201cAPRENDENDO PELA EXPERI\u00caNCIA DO IRAQUE\u201d<\/strong><\/p>\n<p>A macabra vers\u00e3o iraquiana da \u201cOp\u00e7\u00e3o El Salvador\u201d sob a direc\u00e7\u00e3o do embaixador John Negroponte serviu como modelo para a constru\u00e7\u00e3o dos Contras do \u201cEx\u00e9rcito Livre da S\u00edria\u201d. Robert Stephen Ford esteve muito provavelmente envolvido na implementa\u00e7\u00e3o do projecto dos Contras na S\u00edria, depois da sua designa\u00e7\u00e3o como Chefe Adjunto da Miss\u00e3o \u2013Deputy Head of Mission em Bagdad, 2008.<\/p>\n<p>Na S\u00edria o objectivo era o de criar divis\u00f5es faccionais entre as comunidades Sunitas, Shiitas, Curdas e Crist\u00e3s. Embora o contexto da S\u00edria seja completamente diferente do contexto do Iraque, existem tamb\u00e9m surpreendentes similaridades no que diz respeito aos procedimentos segundo os quais as atrocidades e matan\u00e7as foram e continuam sendo conduzidas.<\/p>\n<p>Uma reportagem publicada pelo Der Spiegel relativa \u00e0s atrocidades cometidas na cidade s\u00edria de Homs confirma um processo sect\u00e1rio de assass\u00ednios em massa e mortes extrajudiciais, ou seja assass\u00ednios, compar\u00e1vel com o conduzido pelos esquadr\u00f5es da morte no Iraque, esquadr\u00f5es esses patrocinados pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Em Homs as pessoas eram habitualmente classificadas como \u201cprisioneiros\u201d (Shia, Alawita) e \u201ctraidores\u201d. Os traidores eram os civis Sunitas dentro da \u00e1rea urbana ocupada pelos rebeldes, que exprimissem discord\u00e2ncia ou oposi\u00e7\u00e3o face ao reino de terror do Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria -\u201cFree Syrian Army\u201d \u2013 FSA:<\/p>\n<p>\u201cDesde o \u00faltimo ver\u00e3o [2011] n\u00f3s executamos pouco menos que 150 homens, o que representa cerca de 20% dos nossos prisioneiros,\u201d disse Abu Rami. Mas os executores de Homs estiveram mais ocupados com traidores dentro de suas pr\u00f3prias hostes do que com prisioneiros de guerra. \u201cSe damos com um Sunita espiando, ou se um cidad\u00e3o trai a revolu\u00e7\u00e3o, fazemos o processo curto\u201d, disse o combatente. De acordo com Abu Rami, \u201cHussein\u00b4s burial brigade\u201d teria morto 200 a 250 \u201ctraidores\u201d desde o come\u00e7o da subleva\u00e7\u00e3o.\u201d (Der Spiegel, March 30, 2012)<\/p>\n<p><strong>PROJECTO EM ANDAMENTO AVAN\u00c7ADO<\/strong><\/p>\n<p>A prepara\u00e7\u00e3o activa da opera\u00e7\u00e3o s\u00edria ter\u00e1 sido certamente iniciada quando da chamada de Ford da Arg\u00e9lia, em meados de 2008, para um novo mandato na embaixada dos Estados Unidos no Iraque.<\/p>\n<p>O processo exigia um programa inicial de recrutamento e treino de mercen\u00e1rios. Esquadr\u00f5es da morte, incluindo unidades Salafistas do L\u00edbano e da Jord\u00e2nia entraram pela fronteira sul da S\u00edria com a Jord\u00e2nia em meados de Mar\u00e7o de 2011. Muita da prepara\u00e7\u00e3o do terreno estava j\u00e1 pronta antes da chegada de Robert Stephen Ford a Damasco em Janeiro de 2011.<\/p>\n<p><strong>EMBAIXADOR FORD EM HAMAS NO COME\u00c7O DE JULHO 2011<\/strong><\/p>\n<p>A nomea\u00e7\u00e3o de Ford como embaixador na S\u00edria foi anunciada no come\u00e7o de 2010. As rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas tinham estado cortadas desde 2005, ap\u00f3s o assassinato de Rafik Hariri, de cuja responsabilidade os Estados Unidos acusaram a S\u00edria. Ford chegou a Damasco apenas dois meses antes do come\u00e7o da insurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O EX\u00c9RCITO LIVRE DA S\u00cdRIA &#8211; FSA<\/strong><\/p>\n<p>Washington e os seus aliados reproduziram na S\u00edria as caracter\u00edsticas essenciais da \u201cOp\u00e7\u00e3o El Salvador do Iraque\u201d, levando \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria -FSA- e das suas v\u00e1rias fac\u00e7\u00f5es incluindo a brigada \u201cAl Nusra\u201d, filiada a Al Qaeda.<\/p>\n<p>Apesar da cria\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria \u2013FSA ter sido anunciada em Junho de 2011, o recrutamento e treino dos mercen\u00e1rios vindos de fora do pa\u00eds fora iniciado muito antes.<\/p>\n<p>Em muitos aspectos, o Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria \u00e9 uma cortina de fumo, utilizada para enevoar e desvanecer os contornos da realidade. O denominado Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria \u00e9 apresentado pelos media ocidentais como uma entidade de boa-f\u00e9, estabelecida como resultado de defec\u00e7\u00f5es em massa das for\u00e7as governamentais. O n\u00famero das defec\u00e7\u00f5es, no entanto, n\u00e3o foi nem significativo nem suficiente para estabelecer uma estrutura militar coerente, com os devidos comandos e controlos de fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria n\u00e3o \u00e9 uma entidade militar profissional, \u00e9 mais uma rede n\u00e3o estruturada, constitu\u00edda por diversas brigadas terroristas, as quais por seu turno s\u00e3o constitu\u00eddas por muitas c\u00e9lulas paramilitares agindo em diversas partes do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Cada uma dessas organiza\u00e7\u00f5es opera independentemente. O Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria- FSA, n\u00e3o exerce fun\u00e7\u00f5es de controlo ou comando efectivos e isso inclui tamb\u00e9m a n\u00e3o efectividade nas suas liga\u00e7\u00f5es e contactos com as entidades paramilitares. Essas entidades paramilitares est\u00e3o na sua grande parte controladas pelas for\u00e7as especiais, bem como profissionais da intelig\u00eancia, patrocinados pelos EUA-OTAN. Tanto as for\u00e7as especiais como os profissionais da intelig\u00eancia s\u00e3o encaixados, ou incrustados, nas alas das v\u00e1rias forma\u00e7\u00f5es terroristas.<\/p>\n<p>Essas for\u00e7as especiais \u201cno solo\u201d \u2013 muitas das quais contratadas a empresas particulares de seguran\u00e7a, est\u00e3o regularmente em contacto com EUA-OTAN, bem como tamb\u00e9m com unidades de comando da intelig\u00eancia militar dos outros envolvidos. As For\u00e7as Especiais est\u00e3o, muito provavelmente, tamb\u00e9m envolvidas nos ataques devastadores, muito cuidadosamente planeados, dirigidos contra as instala\u00e7\u00f5es governamentais, conjuntos militares e muitos outros objectivos centrais e sens\u00edveis.<\/p>\n<p>Os esquadr\u00f5es da morte s\u00e3o mercen\u00e1rios recrutados e treinados pelos EUA-OTAN, e seus aliados do Golfo P\u00e9rsico, GCC. S\u00e3o supervisionados pelas for\u00e7as especiais aliadas, bem como por empresas particulares de seguran\u00e7a &#8211; em contrato com a OTAN e o Pent\u00e1gono. Relat\u00f3rios confirmam o aprisionamento pelas for\u00e7as governamentais da S\u00edria de cerca de 200-300 contratados de firmas particulares de seguran\u00e7a, contratados esses que estavam integrados nas alas dos rebeldes.<\/p>\n<p><strong>A FRENTE AL NUSRA<\/strong><\/p>\n<p>A Frente Al Nusra &#8211; que se julga filiada em Al Qaeda &#8211; \u00e9 descrita como o grupo rebelde mais eficiente na luta da oposi\u00e7\u00e3o. Al Nusra \u00e9 o grupo respons\u00e1vel por muitos dos maiores \u2013 high profile- ataques bombistas. O grupo Al Nusra \u00e9 apresentado como um inimigo dos Estados Unidos, e est\u00e1 na lista de organiza\u00e7\u00f5es terroristas do Departamento de Estado.<\/p>\n<p>Entretanto, as ac\u00e7\u00f5es da Al Nusra apresentam as caracter\u00edsticas, ou impress\u00f5es digitais, dos treinos e das t\u00e1cticas paramilitares dos Estados Unidos. As atrocidades cometidas contra civis pelo grupo Al Nusra s\u00e3o similares \u00e0quelas cometidas pelos esquadr\u00f5es da morte patrocinados pelos EUA no Iraque.<\/p>\n<p>Nas palavras do l\u00edder da Al Nusra, Abu Adnan, in Aleppo:- \u201cJabhat al-Nusra conta com veteranos s\u00edrios da guerra do Iraque entre os seus efectivos, homens que trazem per\u00edcia \u2013 especialmente na constru\u00e7\u00e3o de dispositivos explosivos (IEDs) para a frente na S\u00edria.\u201d<\/p>\n<p>Tal como no Iraque, a viol\u00eancia entre fac\u00e7\u00f5es e limpeza \u00e9tnica foi activamente promovida. Na S\u00edria as comunidades Alawita, Shia e Crist\u00e3s foram alvo dos esquadr\u00f5es da morte patrocinados pelos EUA-OTAN. A comunidade crist\u00e3 foi um dos alvos centrais no programa de assass\u00ednios.<\/p>\n<p>Relat\u00f3rios confirmam o fluxo de Salafistas e esquadr\u00f5es da morte filiados a Al Qaeda sob os ausp\u00edcios da Irmandade Mu\u00e7ulmana para o interior da S\u00edria, desde o come\u00e7o da insurrei\u00e7\u00e3o em Mar\u00e7o 2011.<\/p>\n<p>Mais ainda, numa reminisc\u00eancia do alistamento dos Mujahideen para combater a jihad \u2013guerra santa &#8211; da CIA no auge da guerra Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica-Afeganist\u00e3o, o an\u00fancio de que a OTAN e a Turquia (the Turkish High command) tinham iniciado \u201cuma campanha para alistar milhares de volunt\u00e1rios Mu\u00e7ulmanos nos pa\u00edses do M\u00e9dio Oriente e no Mundo Mu\u00e7ulmano para lutar lado a lado com os rebeldes s\u00edrios. O Ex\u00e9rcito turco iria acolher esses volunt\u00e1rios, trein\u00e1-los e proporcionar a passagem dos mesmos para o interior da S\u00edria. (DEBKAfile, NATO to give rebels anti-tank-weapons, August 14, 2011).<\/p>\n<p>De acordo com o que tem sido informado, empresas particulares de seguran\u00e7a operando dos pa\u00edses do Golfo est\u00e3o envolvidas no recrutamento e treino de mercen\u00e1rios.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o especificamente identificados com o recrutamento dos mercen\u00e1rios dirigidos contra a S\u00edria, relat\u00f3rios apontam para uma cria\u00e7\u00e3o de campos de treino no Qatar e nos Emirados \u00c1rabes Unidos \u2013UAE. Na cidade militar de Zaved \u2013 Zaved Military City, UAE, \u201cum ex\u00e9rcito secreto est\u00e1 sendo constru\u00eddo\u201d, operado por Xe Services, antes denominado Blackwater. O acordo da UAE para estabelecer um campo militar para treino de mercen\u00e1rios foi assinado em Julho de 2010, nove meses antes dos furiosos ataques contra a L\u00edbia e a S\u00edria.<\/p>\n<p>Segundo desenvolvimentos recentes, empresas de seguran\u00e7a a contrato com a OTAN e o Pent\u00e1gono estiveram envolvidas no treino dos esquadr\u00f5es da morte no uso de armas qu\u00edmicas.<\/p>\n<p>\u201cOs Estados Unidos e alguns aliados europeus est\u00e3o a utilizar contratados da defesa para treinar os rebeldes s\u00edrios na forma de garantir o aprovisionamento de armas qu\u00edmicas na S\u00edria, segundo informaram domingo a CNN um oficial s\u00e9nior dos Estados Unidos e diversos diplomatas.\u201d (CNN Report, December 9, 2012)<\/p>\n<p>Os nomes das companhias envolvidas n\u00e3o foram revelados.<\/p>\n<p><strong>ATR\u00c1S DE PORTAS FECHADAS NO DEPARTAMENTO DE ESTADO-US<\/strong><\/p>\n<p>Robert Stephen Ford fazia parte de uma pequena equipe no Departamento do Estado Americano que supervisionava o recrutamento e treino de brigadas terroristas, conjuntamente com Derek Chollet e Frederic C. Hof, um ex-associado de neg\u00f3cios de Richard Armitage, que serviu como \u201ccoordenador especial\u201d de Washington em assuntos da \u201cS\u00edria\u201d. Derek Chollet foi recentemente nomeado para a posi\u00e7\u00e3o de \u201cAssistant Secretary of Defense for International Security Affairs\u201d (ISA)- [Secret\u00e1rio Auxiliar da Defesa para Assuntos de Seguran\u00e7a Internacional]<\/p>\n<p>Essa equipa trabalhou sob a direc\u00e7\u00e3o do ex- Secret\u00e1rio de Estado Auxiliar para Assuntos do Pr\u00f3ximo Oriente \u2013Near Eastern Affairs -, Jeffrey Feltman.<\/p>\n<p>A equipa de Feltman estava em contacto pr\u00f3ximo com os processos de recrutamento e treino dos mercen\u00e1rios da Turquia, Qatar, Ar\u00e1bia Saudita e L\u00edbia (cortesia do regime p\u00f3s-Khadafi, que despachou 600 tropas da \u201cLibya Islamic Fightin Group\u201d-LIFG para a S\u00edria, via Turquia, nos meses a seguir o colapso do governo de Kadhafi, em Setembro 2011).<\/p>\n<p>O Secret\u00e1rio do Estado Auxiliar, Feltman, esteve em contacto com o Ministro do Exterior Saudita, o Pr\u00edncipe Saud al Faisal , e o Ministro do Exterior de Qatar, Sheik Hamad bin Jassim. Esteve encarregado do gabinete para \u201ccoordena\u00e7\u00e3o especial de seguran\u00e7a\u201d relacionado a S\u00edria e baseado em Doha. Esse gabinete inclu\u00eda representantes das ag\u00eancias de intelig\u00eancia do ocidente, assim como do GCC e representantes da L\u00edbia. O Pr\u00edncipe Bandar bin Sultan, um proeminente e controverso membro da intelig\u00eancia Saudita fazia parte desse grupo. (Veja Press TV, May 12, 2012).<\/p>\n<p>Em Junho de 2012, Jeffrey Feltman foi designado UN Under-Secretary-General for Political Affairs, uma posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica que na pr\u00e1tica consiste em influenciar a agenda da ONU (em favor de Washington) em assuntos relativos a \u201cResolu\u00e7\u00e3o de Conflitos\u201d em v\u00e1rios focos de problema \u00e0 volta do globo. Isso inclui Som\u00e1lia, L\u00edbano, L\u00edbia, S\u00edria, I\u00e9men e Mali. Numa amarga ironia, os pa\u00edses em agenda para a \u201cresolu\u00e7\u00e3o de conflitos\u201d da ONU s\u00e3o aqueles mesmos que t\u00eam sido e s\u00e3o alvos das opera\u00e7\u00f5es, encobertas, dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Global Research, 2013-01-04<\/p>\n<p><strong>Tradu\u00e7\u00e3o: Anna Malm<\/strong>* &#8211; Correspondente de P\u00e1tria Latina na Europa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nODiario.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nA hist\u00f3ria dos esquadr\u00f5es da morte dos Estados Unidos\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4284\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-4284","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-176","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4284","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4284"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4284\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4284"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4284"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4284"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}