{"id":4299,"date":"2013-02-07T20:55:19","date_gmt":"2013-02-07T20:55:19","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4299"},"modified":"2013-02-07T20:55:19","modified_gmt":"2013-02-07T20:55:19","slug":"contra-a-opressao-de-genero-e-exploracao-da-classe-trabalhadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4299","title":{"rendered":"Contra a opress\u00e3o de g\u00eanero e explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora"},"content":{"rendered":"\n<p>O Coletivo de Mulheres Ana Montenegro fez sua primeira reuni\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o no Paran\u00e1 neste m\u00eas de janeiro. \u00a0Com o objetivo de organiza-se como frente de massas importante \u00e0 luta travada contra a opress\u00e3o de g\u00eanero e explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>N\u00f3s, militantes do Coletivo, concebemos o Feminismo como sujeito pol\u00edtico das mulheres. \u00a0Al\u00e9m de debatermos o papel feminino na pol\u00edtica, tamb\u00e9m compomos parceria com os demais movimentos sociais que acumulam e ampliam a\u00e7\u00f5es de ruptura com as inst\u00e2ncias que perpetuam as desigualdades sociais e estruturam os pilares da domina\u00e7\u00e3o patriarcal capitalista na contemporaneidade. \u00a0Assim, dialogamos no \u00e2mbito do movimento feminista, com todos os grupos que reivindiquem os elementos que unificam a luta das mulheres com um processo de transforma\u00e7\u00e3o radical das rela\u00e7\u00f5es sociais em sua totalidade.<\/p>\n<p>O nosso posicionamento pol\u00edtico se justifica pela busca em articular a luta das mulheres com a luta pela emancipa\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora. Isso porque compreendemos que para aprofundar o debate e a luta contra o car\u00e1ter social da opress\u00e3o das mulheres, necessariamente devemos inseri-lo na explora\u00e7\u00e3o de classe, uma vez que ambos comp\u00f5em elementos da mesma totalidade: o modo de produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o social capitalista.<\/p>\n<p>O CMAM assume tem\u00e1ticas que reflitam a heterogeneidade da problem\u00e1tica feminina no \u00e2mbito da centralidade do trabalho, para tanto temos como eixo norteador a luta pela desnaturaliza\u00e7\u00e3o do papel social da mulher e seus desdobramentos, tais como: a sexualidade e a mercantiliza\u00e7\u00e3o do corpo, a reivindica\u00e7\u00e3o do direito ao aborto, a defesa da maternidade como op\u00e7\u00e3o, a den\u00fancia da jornada intensiva de trabalho das mulheres e a educa\u00e7\u00e3o sexista como um dos ve\u00edculos da viol\u00eancia contra a mulher.<\/p>\n<p>Por fim, combatemos todas as formas de autoritarismo, totalitarismo, colonialismo e a\u00e7\u00f5es b\u00e9licas contra a vida e dignidade humana. Todavia, n\u00e3o perdemos o foco da unidade de classe, isso porque compreendemos que classe, g\u00eanero e etnia comp\u00f5em a ontologia do ser social, que no capitalismo, s\u00e3o apropriadas pela aliena\u00e7\u00e3o do trabalho, para perpetuar o seu pr\u00f3prio processo de acumula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m temos convic\u00e7\u00e3o que a inclus\u00e3o das demandas de liberdade e autonomia das mulheres e as subsequentes bandeiras de luta feminista que surgem destas demandas, s\u00e3o consideradas irrelevantes pelo cen\u00e1rio pol\u00edtico atual. Assim sendo, reivindicamos a emerg\u00eancia de uma nova concep\u00e7\u00e3o que supere o patriarcalismo, considerado uma estrutura de reprodu\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica da sociedade de classe.<\/p>\n<p>Fato que comprova a necessidade hist\u00f3rica da continuidade da auto-organiza\u00e7\u00e3o das mulheres nas frentes de esquerda e na luta anticapitalista, que configure a constitui\u00e7\u00e3o de uma nova arena pol\u00edtica onde a igualdade entre os sexos e a ruptura radical com os arcabou\u00e7os de opress\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o do capitalismo, caminhem com a mesma acuidade e energia pol\u00edtica no interior da busca pela emancipa\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Entendemos que a incorpora\u00e7\u00e3o da categoria das rela\u00e7\u00f5es sociais de g\u00eanero no Estado burgu\u00eas, possui como base, pol\u00edticas p\u00fablicas que s\u00e3o, grosso modo, plataformas partid\u00e1rias eleitoreiras. E, uma vez estabelecidas pelo governo, se apresentam como um conjunto de organismos de controle social e de interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que fragmentam e falsificam a causa ontol\u00f3gica da opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o tanto de g\u00eanero como de classe, isto \u00e9, que mascaram a divis\u00e3o da sociedade em classes.<\/p>\n<p>Neste sentido, o Coletivo de Mulheres Ana Montenegro tem o desafio de se compor numa unidade entre o particular e o universal, ou seja, entre o interesse das mulheres e a luta pela supera\u00e7\u00e3o do capitalismo como modo de produ\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o social da vida humana.<\/p>\n<p>L\u00edgia Bacarin \u2013 Dire\u00e7\u00e3o Nacional do Coletivo de Mulheres Ana Montenegro<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/coletivomulheranamontenegro.blogspot.com.br\/2013\/02\/contra-opressao-de-genero-e-exploracao.html\">http:\/\/coletivomulheranamontenegro.blogspot.com.br\/2013\/02\/contra-opressao-de-genero-e-exploracao.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nPCB-PR\n\n\n\n\n\n\n\n\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4299\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[22],"tags":[],"class_list":["post-4299","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c3-coletivo-ana-montenegro"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-17l","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4299","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4299"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4299\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4299"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4299"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4299"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}