{"id":4304,"date":"2013-02-10T00:37:50","date_gmt":"2013-02-10T00:37:50","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4304"},"modified":"2013-02-10T00:37:50","modified_gmt":"2013-02-10T00:37:50","slug":"eua-brutalizam-com-assassinatos-a-distancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4304","title":{"rendered":"EUA brutalizam com assassinatos \u00e0 dist\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"\n<p>O s\u00edtio\u00a0<em>ProPublica<\/em> divulgou, com levantamento\u00a0 atualizado e dados alarmantes, mat\u00e9ria sobre a pr\u00e1tica adotada pelo governo dos EUA de assassinar pessoas no mundo inteiro com o uso de\u00a0<em>drones<\/em>. Embora afrontado, o mundo assiste praticamente inerte a essa volta \u00e0s trevas nas rela\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>J\u00e1 somam mais de tr\u00eas mil os assassinados por ordem de matar emitida por Washington, sem estado de guerra dos EUA com os pa\u00edses atingidos, sem processo judicial contra as pessoas atacadas, sem provas de participa\u00e7\u00e3o delas em atos criminosos, \u00e0s vezes sem nem sequer saberem quem s\u00e3o elas. Mais do que o n\u00famero de assassinatos, assusta o precedente aberto pelos EUA, que se d\u00e3o o direito de matar quem quer que seja que os ameace ou por qualquer motivo os desagrade, n\u00e3o importa onde no mundo inteiro, sem exce\u00e7\u00e3o para cidad\u00e3os estadunidenses.<\/p>\n<p>Ocorre hoje situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 dos anos 1930, quando os governos de Inglaterra, EUA e outros pa\u00edses capitalistas, por medo ou cumplicidade, assistiram em sil\u00eancio \u00e0 Alemanha nazista violar a lei internacional e invadir a Tchecoslov\u00e1quia. Confiante em seu poderio b\u00e9lico, o governo de Washington ignora e arrosta a ONU e os governos do mundo, aos quais incumbe defender a soberania de seus respectivos pa\u00edses, ao adotar essa pr\u00e1tica que agride frontalmente o direito internacional, sob o sil\u00eancio temeroso ou c\u00famplice dos governos, ou, no melhor dos casos, um protesto t\u00edmido, pr\u00f3-forma de alguns.<\/p>\n<p>A press\u00e3o da propaganda estadunidense \u00e9 t\u00e3o forte que inclusive a autora da mat\u00e9ria, Cora Currier \u2013 e nisso ela apenas repete os jornalistas que geralmente tratam do assunto \u2013, alude \u00e0s numerosas v\u00edtimas \u201cacidentais\u201d dos ataques, ou seja, pessoas atingidas que n\u00e3o estavam no programa de assassinato, com a qualifica\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas civis, como se os demais fossem militares, o que de certo modo justificaria o crime. N\u00e3o \u00e9 o caso, entretanto.\u00a0 O crime n\u00e3o \u00e9 justific\u00e1vel por nenhum crit\u00e9rio. N\u00e3o h\u00e1 militares envolvidos, todos s\u00e3o civis. Uns s\u00e3o civis que o governo dos Estados Unidos quer matar, por esse ou aquele motivo; outros, civis que para azar deles estavam perto do local onde explodiram as bombas.<\/p>\n<p>O original da mat\u00e9ria est\u00e1\u00a0aqui e a tradu\u00e7\u00e3o cedida por\u00a0<em>Vila Vudu<\/em> a seguir.<\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m, as mat\u00e9rias do The Guardian,\u00a0aqui, e da Reason,\u00a0aqui, sobre os recentes vazamentos de memorandos justificando tais assas\u00ednios (em ingl\u00eas).<\/p>\n<p><strong>O que j\u00e1 sabemos sobre os ataques com\u00a0<em>drones<\/em><\/strong><\/p>\n<p>5\/2\/2013, Cora Currier,\u00a0<em>ProPublica<\/em> [mat\u00e9ria atualizada; a vers\u00e3o original foi publicada em 11\/1\/2013]<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que voc\u00ea j\u00e1 tenha ouvido falar das \u201c<em>kill lists<\/em>\u201d \u2013 listas de nomes de pessoas a serem assassinadas. Certamente voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar dos\u00a0<em>drones<\/em>. Mas os detalhes da campanha que os EUA movem contra militantes no Paquist\u00e3o, no I\u00eamen e na Som\u00e1lia \u2013 pe\u00e7a chave da abordagem que o governo Obama optou por dar \u00e0 seguran\u00e7a nacional \u2013 permanecem envoltos em segredo. Aqui oferecemos um guia do que j\u00e1 sabemos e do que ainda n\u00e3o sabemos.<\/p>\n<p><strong>Onde se trava a guerra \u2018dos\u00a0<em>drones\u2019<\/em>? Quem faz essa guerra?<\/strong><\/p>\n<p>Os avi\u00f5es-rob\u00f4s comandados \u00e0 dist\u00e2ncia, os\u00a0<em>drones<\/em>, s\u00e3o a arma de elei\u00e7\u00e3o do governo Obama para matar militantes fora do Iraque e do Afeganist\u00e3o. Os<em>drones<\/em> n\u00e3o s\u00e3o a \u00fanica arma \u2013 tamb\u00e9m h\u00e1 not\u00edcias de ataques a\u00e9reos tradicionais e outros\u00a0[1].\u00a0Mas, segundo uma das estimativas dispon\u00edveis, em mais de 95% [2] dos assassinatos predefinidos executados depois de 11\/9\/2001, os alvos foram mortos por\u00a0<em>drones<\/em>. Uma das vantagens dos\u00a0<em>drones<\/em>\u00e9 que os soldados estadunidenses est\u00e3o fora da linha de fogo.<\/p>\n<p>O primeiro ataque noticiado contra a Al-Qaeda aconteceu no I\u00eamen em 2002[3]. \u00a0A CIA aumentou muito o n\u00famero de ataques secretos com <em>drones<\/em> no Paquist\u00e3o, durante o governo George W. Bush em 2008\u00a0[4]. E sob o governo Obama o uso foi drasticamente ampliado tamb\u00e9m no Paquist\u00e3o e no I\u00eamen, em 2011 [5].<\/p>\n<p>Mas a CIA n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica ag\u00eancia a atacar com\u00a0<em>drones<\/em>. O ex\u00e9rcito tamb\u00e9m j\u00e1 admitiu \u201ca\u00e7\u00e3o direta\u201d\u00a0[6] no I\u00eamen e na Som\u00e1lia. Ataques nesses pa\u00edses s\u00e3o executados sempre secretamente\u00a0[7] por grupos do Comando Conjunto de Opera\u00e7\u00f5es Especiais [orig.\u00a0<em>Joint Special Operations Command, JSOC<\/em>]. A partir do 11\/9, esse JSOC foi aumentado e \u00e9 hoje dez vezes maior\u00a0[8] ,\u00a0e assumiu fun\u00e7\u00f5es de coleta de intelig\u00eancia\u00a0[9] , al\u00e9m das fun\u00e7\u00f5es de combate. (Por exemplo, uma das equipes do\u00a0<em>JSOC<\/em> atuou na opera\u00e7\u00e3o que assassinou Osama Bin Laden.)<\/p>\n<p>A guerra de\u00a0<em>drones<\/em> \u00e9 lutada por controle remoto, a partir de bases instaladas em territ\u00f3rio dos EUA e numa rede de bases secretas espalhadas por todo o mundo. O\u00a0<em>Washington Post <\/em>conseguiu obter alguma informa\u00e7\u00e3o sobre isso[10],\u00a0examinando contratos de constru\u00e7\u00e3o nos quais havia itens n\u00e3o explicados \u00a0\u2013 por exemplo, na constru\u00e7\u00e3o da base dos EUA numa min\u00fascula na\u00e7\u00e3o africana, o Djibouti, da qual partem muitos dos ataques contra I\u00eamen e Som\u00e1lia. Antes disso, no mesmo ano, a revista <em>Wired<\/em> mapeou os atos de guerra dos EUA\u00a0[11] contra o grupo militante al-Shabaab da Som\u00e1lia, e a crescente presen\u00e7a militar dos EUA em toda a \u00c1frica.<\/p>\n<p>O n\u00famero de ataques no Paquist\u00e3o caiu em anos recentes\u00a0[12], de um m\u00e1ximo de 100 em 2010, para cerca de 46, ano passado. Mas o n\u00famero de ataques contra o I\u00eamen cresceu, chegando a mais de 40 ano passado. E s\u00f3 nos primeiros dez dias de 2013, j\u00e1 houve sete ataques no Paquist\u00e3o [13].<\/p>\n<p><strong>O JARG\u00c3O DA GUERRA DOS\u00a0<em>DRONES<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>AUMF<\/em> [<em>Authorization for Use of Military Force<\/em> \/ Autoriza\u00e7\u00e3o para Uso de For\u00e7a Militar] \u00e9 Lei do Congresso dos EUA\u00a0[14], aprovada poucos dias depois dos ataques de 11\/9, que d\u00e1 ao presidente autoridade para \u201cusar toda a for\u00e7a necess\u00e1ria e apropriada\u201d contra qualquer pessoa ou grupo envolvido naqueles ataques ou que tenha dado abrigo a algu\u00e9m neles envolvido. Ambos, Bush e Obama exigiram para si amplos poderes para deter e matar suspeitos de terrorismos, baseados nessa AUMF.<\/p>\n<p><strong><em>AQAP<\/em><\/strong> [<em>Al-Qaeda in the Arabian Peninsula<\/em> \/ Al-Qaeda na Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica] \u00e9 o grupo afiliado \u00e0 al-Qaeda que tem base no I\u00eamen, responsabilizado pelo atentado a bomba contra um avi\u00e3o no Dia de Natal de 2009\u00a0[15]. Ao longo do ano passado, os EUA aumentaram o n\u00famero de ataques com <em>drones<\/em> contra a AQAP, nos quais foram assassinados l\u00edderes do grupo e outras pessoas que n\u00e3o foram identificadas como militantes.<\/p>\n<p><strong><em>DISPOSITION MATRIX<\/em><\/strong> [Matriz de alvos a serem dispostos (atacados)] \u00e9 um sistema para rastrear suspeitos de pr\u00e1ticas de atos de terrorismo, e para classific\u00e1-los, com registro de onde possam ser assassinados (ou capturados). O jornal\u00a0<em>Washington Post<\/em> noticiou\u00a0[16] neste outono que o sistema \u201cDisposition Matrix\u201d \u00e9 uma tentativa de codificar, em listas nas quais os alvos s\u00e3o dispostos conforme sua import\u00e2ncia relativa, para serem assassinados. Essas listas s\u00e3o as chamadas \u201c<em>kill lists<\/em>\u201d [listas para matar] dos esquadr\u00f5es oficiais da morte dos EUA.<\/p>\n<p><strong><em>GLOMAR<\/em><\/strong> A express\u00e3o designa a resposta a um tipo de pedido de informa\u00e7\u00e3o sobre programa secreto cuja exist\u00eancia n\u00e3o possa ser nem confirmada nem negada. A palavra foi usada pela primeira vez em 1968\u00a0[17], quando a CIA disse a jornalistas que n\u00e3o podia \u201cnem confirmar nem negar\u201d a exist\u00eancia [de um navio chamado] \u201cGlomar Explorer\u201d. Hoje, a CIA tem respondido [18] a quem procure informa\u00e7\u00e3o sobre seu programa de\u00a0<em>drones<\/em> com \u201crespostas GLOMAR\u201d.<\/p>\n<p><strong><em>JSOC<\/em><\/strong> [Joint Special Operations Command \/ Comando Conjunto de Opera\u00e7\u00f5es Especiais] \u00e9 segmento militar altamente secreto. \u00c9 o grupo que executou o assassinato de Bin Laden e, hoje conduz o programa dos\u00a0<em>drones<\/em> militares no I\u00eamen e na Som\u00e1lia. Trabalham tamb\u00e9m na coleta de intelig\u00eancia.<\/p>\n<p><strong><em>PERSONALITY STRIKE<\/em><\/strong> [Ataque \u2018personalidade\u2019] designa o ataque a um indiv\u00edduo identificado como l\u00edder terrorista.<\/p>\n<p><strong><em>SIGNATURE STRIKE<\/em><\/strong> [Ataque \u2018assinatura\u2019] designa o ataque contra algum suspeito de ter atividade pol\u00edtica militante, mesmo que sua identidade seja desconhecida. Esses ataques baseiam-se na an\u00e1lise de um \u201cpadr\u00e3o de vida\u201d \u2013 informa\u00e7\u00e3o que a intelig\u00eancia re\u00fana sobre comportamentos que fa\u00e7am pensar que um indiv\u00edduo seja militante pol\u00edtico. Esse tipo de ataque, que Bush inaugurou no Paquist\u00e3o\u00a0[19], j\u00e1 \u00e9 autorizado hoje tamb\u00e9m no I\u00eamen [20].<\/p>\n<p><strong><em>TADS <\/em><\/strong>[<em>Terror Attack Disruption Strikes<\/em> \/ Ataques para interromper a\u00e7\u00e3o terrorista], express\u00e3o usada \u00e0s vezes em refer\u00eancia a ataques nos quais n\u00e3o se conhece a identidade do alvo a ser assassinado. Funcion\u00e1rios do governo Obama t\u00eam dito\u00a0[21] que os crit\u00e9rios\u00a0[22] para os\u00a0<em>TADS<\/em> s\u00e3o diferentes dos crit\u00e9rios para os \u201cAtaques \u2018assinatura\u2019\u201d, mas nem uns nem outros foram jamais claramente explicados.<\/p>\n<p><strong>Como se definem as v\u00edtimas a serem assassinadas?<\/strong><\/p>\n<p>V\u00e1rios artigos\u00a0[23]<sup>,[24],[25]<\/sup> baseados, na maior parte, em coment\u00e1rios feitos por funcion\u00e1rios n\u00e3o identificados permitem conhecer, pelo menos, um quadro parcial de como os EUA selecionam seus alvos para assassinatos pol\u00edticos predefinidos. Dois relat\u00f3rios recentemente publicados \u00a0\u2013 de pesquisadores da Faculdade de Direito da Universidade Columbia\u00a0[26] e do Conselho de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores\u00a0[27] \u2013\u00a0 tamb\u00e9m oferecem considera\u00e7\u00f5es detalhadas sobre o que se sabe de todo esse processo.<\/p>\n<p>Sabe-se que a CIA e os militares\u00a0[28] mantiveram, por muito tempo, \u2018listas de matar\u2019 que se sobrepunham\u00a0[29].\u00a0Segundo relatos de notici\u00e1rios da primavera passada, as listas dos militares atropelou as demais nas reuni\u00f5es comandadas pelo Pent\u00e1gono, cabendo \u00e0 Casa Branca a decis\u00e3o final. Miss\u00f5es particularmente \u2018sens\u00edveis\u2019 t\u00eam de ser autorizadas pessoalmente pelo presidente Obama.<\/p>\n<p>Este ano, o processo\u00a0[30] mudou, ao que se sabe,[31] para concentrar a an\u00e1lise dos indiv\u00edduos-alvos e os crit\u00e9rios gerais para os assassinatos premeditados, na Casa Branca.\u00a0Segundo o\u00a0<em>Washington Post <\/em>[32], as an\u00e1lises s\u00e3o feitas agora em reuni\u00f5es regulares entre as v\u00e1rias ag\u00eancias, no Centro Nacional para Contraterrorismo. Enviam-se recomenda\u00e7\u00f5es para um semin\u00e1rio permanente de oficiais do Conselho de Seguran\u00e7a Nacional. E as decis\u00f5es finais s\u00e3o levadas pelo Conselheiro para Contraterrorismo da Casa Branca, John Brennan, diretamente ao presidente.\u00a0V\u00e1rios estudos [33] t\u00eam mostrado o importante e controverso papel de Brennan na modelagem de toda a trajet\u00f3ria do programa de assassinatos premeditados. Esta semana, Obama nomeou Brennan\u00a0[34] para dirigir a CIA.<\/p>\n<p>Pelo menos alguns ataques da CIA n\u00e3o t\u00eam de esperar pelo sinal verde da Casa Branca\u00a0[35]. O diretor da CIA tem autonomia, ao que se sabe, para autorizar assassinatos premeditados no Paquist\u00e3o [36]. Numa entrevista em 2011, John Rizzo,[37] ex-advogado chefe da CIA, disse que os advogados da ag\u00eancia analisavam detalhadamente cada \u2018alvo\u2019.<\/p>\n<p>Segundo o\u00a0<em>Washington Post<\/em> [38], o recente esfor\u00e7o do governo Obama para impor limites mais bem definidos \u00e0s listas para matar e aos \u201cassassinatos assinatura\u201d n\u00e3o inclui a campanha da CIA no Paquist\u00e3o. A CIA ganhou mais, no m\u00ednimo, um ano para prosseguir na campanha de assassinatos premeditados no Paquist\u00e3o segundo, exclusivamente, os pr\u00f3prios protocolos.<\/p>\n<p><strong>Os EUA assassinam pessoas cujos nomes nem sabem?!<\/strong><\/p>\n<p>Sim. Por mais que funcion\u00e1rios do governo apresentem os ataques de\u00a0<em>drones<\/em>como limitados a \u201cl\u00edderes de alto n\u00edvel da al-Qaeda que planejem ataques\u201d[39] contra os EUA, muitas vezes o que se v\u00ea s\u00e3o ataques contra \u2018poss\u00edveis\u2019 militantes, cujas identidades os EUA absolutamente n\u00e3o conhecem. Os chamados \u201cAtaques \u2018assinatura\u2019\u201d come\u00e7aram com Bush\u00a0[40], no in\u00edcio de 2008; com Obama, foram muito expandidos. N\u00e3o se sabe exatamente quantos dos ataques s\u00e3o \u201cataques \u2018assinatura\u2019\u201d [41].<\/p>\n<p>Em mais de uma ocasi\u00e3o, os \u201cataques \u2018assinaturas\u2019\u201d perpetrados pela CIA, sobretudo no Paquist\u00e3o, causaram tens\u00f5es\u00a0[42] com a Casa Branca e o Departamento de Estado. Um funcion\u00e1rio contou ao\u00a0<em>New York Times <\/em>[43]sobre piada que circularia, segundo a qual, para a CIA, \u201ctr\u00eas sujeitos fazendo gin\u00e1stica polichinelo\u201d s\u00e3o campo de treinamento de terroristas.<\/p>\n<p>No I\u00eamen e na Som\u00e1lia, discute-se se os militantes que os EUA tomam por alvos est\u00e3o de fato tramando contra os EUA ou se, diferente disso, estariam tramando contra o pr\u00f3prio pa\u00eds deles. Micah Zenko, membro do Conselho de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores que muito criticou o programa dos\u00a0<em>drones<\/em>, disse em entrevista \u00e0 rede\u00a0<em>ProPublica <\/em>[44] que os EUA, de fato, est\u00e3o mantendo uma \u201cfor\u00e7a a\u00e9rea antiguerrilhas\u201d para servir aos pa\u00edses aliados. N\u00e3o raras vezes, os ataques foram organizados a partir de intelig\u00eancia local que, adiante, se comprovou errada ou insuficiente. O\u00a0<em>Los Angeles Times<\/em> examinou recentemente\u00a0[45] o caso do iemenita que foi assassinado por um\u00a0<em>drone<\/em>estadunidense e a complexa rede de la\u00e7os e contatos pol\u00edticos que cercou o caso.<\/p>\n<p><strong>Quantos j\u00e1 foram mortos em ataques de\u00a0<em>drones<\/em>?<\/strong><\/p>\n<p>Ningu\u00e9m conhece o n\u00famero exato, mas h\u00e1 estimativas\u00a0[46] que falam de cerca de tr\u00eas mil mortos\u00a0[47].<\/p>\n<p>V\u00e1rios grupos rastreiam os ataques de\u00a0<em>drones<\/em> e estimam o n\u00famero de v\u00edtimas:<\/p>\n<p>\u2013 O\u00a0<em>Long War Journal<\/em> cobre o Paquist\u00e3o\u00a0[48] e o I\u00eamen\u00a0[49].<\/p>\n<p>\u2013 O\u00a0<em>New America Foundation<\/em> cobre o Paquist\u00e3o\u00a0[50].<\/p>\n<p>\u2013 O\u00a0<em>London Bureau of Investigative Journalism<\/em> cobre I\u00eamen\u00a0[51], Som\u00e1lia[52], e Paquist\u00e3o [53], e oferece estat\u00edsticas [54] sobre ataques com\u00a0<em>drones<\/em>tamb\u00e9m no Afeganist\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Quantos dos mortos eram civis?<\/strong><\/p>\n<p>Imposs\u00edvel saber. Os n\u00fameros variam muito, para mais\u00a0[55] e para menos[56]. A New America Foundation, por exemplo, estima que entre 261 e 305 civis foram mortos no Paquist\u00e3o [57]; o <em>Bureau of Investigative Journalism<\/em>fala de 475 a 891 mortos\u00a0[58].\u00a0Todas essas estimativas s\u00e3o sempre superiores ao n\u00famero de mortos que o governo divulga [59]. (H\u00e1 discrep\u00e2ncias [60] at\u00e9 entre os que oferecem as menores estimativas\u00a0[61].)\u00a0 Algumas an\u00e1lises mostram que o n\u00famero de civis mortos diminuiu [62] em anos recentes. (\u2026) E o\u00a0<em>Washington Post <\/em>noticiou m\u00eas passado\u00a0[63]que o governo do I\u00eamen frequentemente oculta ou tenta ocultar o papel dos <em>drones<\/em>dos EUA em eventos nos quais morram civis.)<\/p>\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o imprecisos tamb\u00e9m porque os EUA com frequ\u00eancia contabilizam\u00a0[64] qualquer homem em idade de prestar servi\u00e7o militar que morra em ataque de\u00a0<em>drones<\/em> como \u201cmilitante terrorista\u201d. Um funcion\u00e1rio do governo Obama disse \u00e0 nossa rede ProPublica que \u201cSe um grupo de homens em idade de combater est\u00e1 em local onde sabemos que est\u00e3o construindo explosivos ou planejando ataques, assumimos que todos os ali reunidos participam do mesmo esfor\u00e7o\u201d\u00a0[65]. N\u00e3o se tem not\u00edcia de resultados de investiga\u00e7\u00e3o, nem se h\u00e1 qualquer investiga\u00e7\u00e3o, depois de consumado o ataque.<\/p>\n<p>A Faculdade de Direito da Universidade Columbia elaborou an\u00e1lise em profundidade de tudo o que se sabe sobre esfor\u00e7os dos EUA para mitigar e calcular o n\u00famero de baixas entre civis\u00a0[66]. Concluiu que o car\u00e1ter clandestino da guerra dos <em>drones<\/em> dificulta, quando n\u00e3o impede completamente, as pr\u00e1ticas de presta\u00e7\u00e3o p\u00fablica de contas que se adotam nas a\u00e7\u00f5es militares tradicionais. Outro estudo\u00a0[67] de Stanford e da New York University, comprovou \u201cansiedade e trauma psicol\u00f3gico\u201d entre habitantes de aldeias paquistanesas.<\/p>\n<p>Este outono, a ONU anunciou uma investiga\u00e7\u00e3o\u00a0[68] sobre o impacto nas popula\u00e7\u00f5es civis \u2013 especialmente sobre acusa\u00e7\u00f5es de \u2018ataques duplos\u2019 [orig.<em>double-tap<\/em>], casos em que ocorre um segundo ataque, que toma por alvos os que venham \u00e0 cena do primeiro ataque para socorrer feridos\u00a0[69].<\/p>\n<p><strong>Por que matar primeiro? Por que n\u00e3o se cogita de capturar suspeitos?<\/strong><\/p>\n<p>Funcion\u00e1rios do governo Obama t\u00eam dito[70] em declara\u00e7\u00f5es que os militantes s\u00e3o tomados como alvos de execu\u00e7\u00e3o quando representem amea\u00e7a iminente ao EUA e a captura n\u00e3o seja exequ\u00edvel.[71] Mas a execu\u00e7\u00f5es em ataques de <em>drones<\/em> s\u00e3o muito mais frequentes que eventos de pris\u00e3o de suspeitos; e os relat\u00f3rios dos ataques pouco ou nada esclarecem sobre \u201camea\u00e7a iminente\u201d ou \u201cexequibilidade\u201d de pris\u00f5es.[72] Casos que envolvam captura secreta de prisioneiros,[73] em conflitos em \u00e1rea remotas,[74]durante o governo Obama mostram as dificuldades pol\u00edticas e diplom\u00e1ticas que se criam para que se decida como e onde um suspeito possa ser detido ou preso.<\/p>\n<p>Esse outono, o\u00a0<em>Washington Post<\/em> descreveu[75] algo denominado \u201c<em>disposition matrix<\/em> [Matriz de alvos a serem dispostos (mortos)] \u2013 processo que oferece planos de conting\u00eancia para o que fazer com terroristas, conforme o local onde estejam.\u00a0<em>The Atlantic<\/em> mapeou[76] o modo como se tomam decis\u00f5es, no caso de o \u2018suspeito\u2019 ser cidad\u00e3o norte-americano, baseado em alguns exemplos conhecidos. Mas, evidentemente, os detalhes dessa \u201cmatriz de alvos a serem mortos [dispostos]\u201d, bem como as \u201clistas de matar\u201d a que d\u00e3o origem, n\u00e3o s\u00e3o conhecidos.<\/p>\n<p><strong>Qual o fundamento que d\u00e1 amparo legal a esses esquadr\u00f5es da morte oficiais?<\/strong><\/p>\n<p>Funcion\u00e1rios do governo Obama t\u00eam feito v\u00e1rias declara\u00e7\u00f5es e discursos\u00a0[77]nos quais muito falam da fundamenta\u00e7\u00e3o legal em que se baseariam os assassinatos predefinidos, mas jamais citam qualquer caso espec\u00edfico. De fato, ningu\u00e9m reconhece oficialmente a exist\u00eancia da guerra de <em>drones<\/em> [78]. Os programas de <em>drones<\/em> para assassinatos premeditados pode incluir indiv\u00edduos associados \u00e0 al-Qaeda ou \u201cfor\u00e7as associadas\u201d, tamb\u00e9m fora do Afeganist\u00e3o e, at\u00e9, cidad\u00e3os estadunidenses\u00a0[79].<\/p>\n<p>\u201cO devido processo legal, disse o Procurador Geral dos EUA Eric Holder, em discurso em mar\u00e7o passado, \u201ctoma em considera\u00e7\u00e3o as realidades do combate\u201d. Em que consiste esse \u201cdevido processo legal\u201d, n\u00e3o se sabe. E, como j\u00e1 noticiamos\u00a0[80], o governo dos EUA frequentemente se fecha\u00a0 para coment\u00e1rios de qualquer tipo e para quest\u00f5es espec\u00edficas \u2013 como o n\u00famero de civis mortos [81] ou os motivos espec\u00edficos pelos quais um ou outro indiv\u00edduo tenha sido considerado \u2018alvo preferencial\u2019 para assassinato premeditado, ou por que a captura foi considerada \u2018n\u00e3o exequ\u00edvel\u2019 (como se v\u00ea em memorando do Departamento de Justi\u00e7a, n\u00e3o secreto\u00a0[82], ao qual teve acesso a rede NBC). (\u2026)<\/p>\n<p><strong>Quando terminar\u00e1 a guerra dos\u00a0<em>drones<\/em>?<\/strong><\/p>\n<p>O governo dos EUA, dizem alguns notici\u00e1rios\u00a0[83], j\u00e1 teria considerado a desescalada da guerra dos <em>drones<\/em>, mas, segundo outras fontes\u00a0[84], estaria trabalhando para formalizar o programa de assassinatos premeditados, que seria convertido em programa de longa dura\u00e7\u00e3o. Os EUA avaliam que a Al-Qaeda na Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica conte hoje com \u201cuns poucos milhares\u201d de membros [85]; mas h\u00e1 oficiais que tamb\u00e9m dizem [86] que os EUA \u201cn\u00e3o podem capturar ou assassinar todos os terroristas que se declarem \u2018ligados\u2019 \u00e0 al-Qaeda.\u201d<\/p>\n<p>Jeh Johnson, que acaba de deixar o posto de conselheiro geral do Pent\u00e1gono, fez uma palestra, m\u00eas passado,[87] sob o t\u00edtulo de \u201cThe Conflict Against Al Qaeda and its Affiliates: How Will It End?\u201d [O conflito contra a al-Qaeda e seus afiliados: como acabar\u00e1?]. Mas n\u00e3o marcou data.<\/p>\n<p>John Brennan disse\u00a0[88] que a CIA deve voltar a concentrar-se no trabalho de coletar intelig\u00eancia. Mas o papel principal de Brennan no comando da guerra dos <em>drones<\/em> a partir da Casa Branca j\u00e1 levantou o debate\u00a0[89] sobre o quanto sua indica\u00e7\u00e3o para dirigir a CIA servir\u00e1 para ocultar ainda mais o envolvimento da ag\u00eancia, se vier a ser confirmado no posto.<\/p>\n<p><strong>E quanto \u00e0 rea\u00e7\u00e3o no exterior?<\/strong><\/p>\n<p>Disso, sim, h\u00e1 muito, em todo o mundo. Os\u00a0<em>drones<\/em> s\u00e3o cada vez mais profundamente impopulares\u00a0[90] nos pa\u00edses onde s\u00e3o empregados, e continuam a provocar protestos frequentes\u00a0[91].\u00a0Apesar disso, Brennan disse em agosto passado [92] que os EUA veem \u201cpoucos sinais de que a a\u00e7\u00e3o dos<em>drones<\/em> esteja gerando sentimentos antiamericanos, ou facilitando o recrutamento de terroristas\u201d.<\/p>\n<p>O general Stanley McChrystal, que comandou os militares no Afeganist\u00e3o, contrariou recentemente essa ideia: \u201cO ressentimento criado por os EUA usarmos os ve\u00edculos n\u00e3o tripulados como arma de ataque (\u2026) \u00e9 muito maior do que sup\u00f5em os americanos m\u00e9dios. Os\u00a0<em>drones<\/em> s\u00e3o visceralmente odiados, at\u00e9 por gente que jamais viu um\u00a0<em>drone <\/em>ou conheceu os efeitos da a\u00e7\u00e3o de um deles.\u201d\u00a0[93] O\u00a0<em>New York Times<\/em> noticiou recentemente que militantes paquistaneses haviam deflagrado campanha brutal contra locais acusados de espionagem a favor dos EUA\u00a0[94].<\/p>\n<p>Quanto a governos estrangeiros, a maioria dos principais aliados dos EUA mant\u00eam sil\u00eancio sepulcral sobre os\u00a0<em>drones <\/em>[95]. Relat\u00f3rio da ONU, de 2010, j\u00e1 levantara preocupa\u00e7\u00f5es sobre o precedente que se criava, de guerra clandestina, sem leis e sem qualquer limite [96]. O presidente do I\u00eamen, Abdu Hadi,\u00a0apoia a campanha dos <em>drones<\/em> norte-americanos\u00a0[97]; e o governo do Paquist\u00e3o mant\u00e9m uma inconfort\u00e1vel combina\u00e7\u00e3o de protestos para efeito p\u00fablico [98] com aceita\u00e7\u00e3o oficial muda\u00a0[99].<\/p>\n<hr width=\"33%\" size=\"1\" \/>\n<p>[1] http:\/\/www.washingtonpost.com\/world\/middle_east\/when-us-drones-kill-civilians-yemens-government-tries-to-conceal-it\/2012\/12\/24\/bd4d7ac2-486d-11e2-8af9-9b50cb4605a7_print.html<\/p>\n<p>[2] https:\/\/www.documentcloud.org\/documents\/553587-drone-report-cfr.html#document\/p19\/a86186<\/p>\n<p>[3] http:\/\/articles.cnn.com\/2002-11-04\/world\/yemen.blast_1_cia-drone-marib-international-killers?_s=PM:WORLD<\/p>\n<p>[4] http:\/\/www.longwarjournal.org\/pakistan-strikes.php<\/p>\n<p>[5]http:\/\/online.wsj.com\/article\/SB10001424052702303848104576384051572679110.html<\/p>\n<p>[6] http:\/\/blogs.cfr.org\/zenko\/2012\/06\/18\/targeted-killings-and-congressional-oversight\/<\/p>\n<p>[7] http:\/\/www.thenation.com\/blog\/160332\/jsoc-black-ops-force-took-down-bin-laden<\/p>\n<p>[8] http:\/\/articles.washingtonpost.com\/2011-09-02\/world\/35273073_1_navy-seal-joint-special-operations-command-drones<\/p>\n<p>[9] http:\/\/www.wired.com\/dangerroom\/2012\/02\/jsoc-ambinder\/<\/p>\n<p>[10] http:\/\/articles.washingtonpost.com\/2012-10-25\/world\/35499227_1_drone-wars-drone-operations-military-base<\/p>\n<p>[11] http:\/\/www.wired.com\/dangerroom\/2012\/08\/somalia-drones\/all\/<\/p>\n<p>[12] http:\/\/www.longwarjournal.org\/pakistan-strikes.php<\/p>\n<p>[13] http:\/\/www.washingtonpost.com\/world\/national-security\/us-drone-strikes-in-pakistan-on-rise-for-2013\/2013\/01\/10\/d0a204a0-5b58-11e2-9fa9-5fbdc9530eb9_story.html?wpisrc=nl_headlines<\/p>\n<p>[14] http:\/\/www.gpo.gov\/fdsys\/pkg\/PLAW-107publ40\/pdf\/PLAW-107publ40.pdf<\/p>\n<p>[15] http:\/\/www.bbc.co.uk\/news\/mobile\/world-us-canada-15278483<\/p>\n<p>[16] http:\/\/articles.washingtonpost.com\/2012-10-23\/world\/35500278_1_drone-campaign-obama-administration-matrix<\/p>\n<p>[17] http:\/\/nsarchive.wordpress.com\/2010\/01\/07\/foia-tip-7-glomar-response\/<\/p>\n<p>[18] http:\/\/www.propublica.org\/article\/drone-documents-why-the-government-wont-release-them<\/p>\n<p>[19] http:\/\/www.nytimes.com\/2008\/02\/22\/washington\/22policy.html?_r=2&amp;<\/p>\n<p>[20] http:\/\/articles.washingtonpost.com\/2012-04-25\/world\/35452363_1_signature-strikes-drone-strikes-qaeda<\/p>\n<p>[21] http:\/\/www.nytimes.com\/2012\/05\/29\/world\/obamas-leadership-in-war-on-al-qaeda.html?pagewanted=all<\/p>\n<p>[22] http:\/\/blogs.cfr.org\/zenko\/2012\/07\/16\/targeted-killings-and-signature-strikes\/<\/p>\n<p>[23] http:\/\/bigstory.ap.org\/content\/who-will-drones-target-who-us-will-decide<\/p>\n<p>[24] http:\/\/articles.washingtonpost.com\/2012-10-23\/world\/35500278_1_drone-campaign-obama-administration-matrix<\/p>\n<p>[25] http:\/\/www.nytimes.com\/2012\/05\/29\/world\/obamas-leadership-in-war-on-al-qaeda.html?hp<\/p>\n<p>[26] https:\/\/www.documentcloud.org\/documents\/553588-the-civilian-impact-of-drones.html#document\/p12\/a14<\/p>\n<p>[27] https:\/\/www.documentcloud.org\/documents\/553587-drone-report-cfr.html#document\/p17\/a86104<\/p>\n<p>[28] http:\/\/blogs.cfr.org\/zenko\/2012\/06\/06\/the-truth-about-u-s-kill-lists\/<\/p>\n<p>[29] http:\/\/www.nytimes.com\/2012\/05\/29\/world\/obamas-leadership-in-war-on-al-qaeda.html?hp<\/p>\n<p>[30] http:\/\/articles.washingtonpost.com\/2012-10-23\/world\/35500278_1_drone-campaign-obama-administration-matrix<\/p>\n<p>[31] http:\/\/bigstory.ap.org\/content\/who-will-drones-target-who-us-will-decide<\/p>\n<p>[32] http:\/\/articles.washingtonpost.com\/2012-10-23\/world\/35500278_1_drone-campaign-obama-administration-matrix<\/p>\n<p>[33] http:\/\/articles.washingtonpost.com\/2012-10-24\/world\/35499428_1_drone-strikes-brennan-obama-administration\/4<\/p>\n<p>[34] http:\/\/www.nytimes.com\/2013\/01\/08\/us\/politics\/counterterror-adviser-to-be-named-chief-of-cia.html?_r=0<\/p>\n<p>[35] http:\/\/articles.washingtonpost.com\/2012-10-24\/world\/35499428_1_drone-strikes-brennan-obama-administration\/3<\/p>\n<p>[36]http:\/\/www.newyorker.com\/reporting\/2009\/10\/26\/091026fa_fact_mayer#ixzz2Be8WuX2V<\/p>\n<p>[37] http:\/\/www.thedailybeast.com\/newsweek\/2011\/02\/13\/inside-the-killing-machine.html<\/p>\n<p>[38] http:\/\/www.washingtonpost.com\/world\/national-security\/cia-drone-strikes-will-get-pass-in-counterterrorism-playbook-officials-say\/2013\/01\/19\/ca169a20-618d-11e2-9940-6fc488f3fecd_story.html<\/p>\n<p>[39] http:\/\/www.cfr.org\/international-law\/legal-adviser-kohs-speech-obama-administration-international-law-march-2010\/p22300<\/p>\n<p>[40] http:\/\/www.nytimes.com\/2008\/02\/22\/washington\/22policy.html?_r=0<\/p>\n<p>[41] http:\/\/edition.cnn.com\/2012\/09\/05\/opinion\/bergen-obama-drone\/index.html<\/p>\n<p>[42] http:\/\/www.thedailybeast.com\/newsweek\/2012\/05\/27\/drones-the-silent-killers.html<\/p>\n<p>[43] http:\/\/www.nytimes.com\/2012\/05\/29\/world\/obamas-leadership-in-war-on-al-qaeda.html?hp<\/p>\n<p>[44] http:\/\/www.propublica.org\/article\/have-u.s.-drones-become-a-counterinsurgency-air-force-for-our-allies<\/p>\n<p>[45] http:\/\/articles.latimes.com\/2012\/dec\/25\/world\/la-fg-yemen-drones-qaeda-20121225<\/p>\n<p>[46] http:\/\/articles.washingtonpost.com\/2012-10-23\/world\/35500278_1_drone-campaign-obama-administration-matrix<\/p>\n<p>[47] https:\/\/www.documentcloud.org\/documents\/553587-drone-report-cfr.html#document\/p24\/a86103<\/p>\n<p>[48] http:\/\/www.longwarjournal.org\/pakistan-strikes.php<\/p>\n<p>[49] http:\/\/www.longwarjournal.org\/multimedia\/Yemen\/code\/Yemen-strike.php<\/p>\n<p>[50] http:\/\/counterterrorism.newamerica.net\/drones<\/p>\n<p>[51] http:\/\/www.thebureauinvestigates.com\/2012\/05\/08\/yemen-reported-us-covert-action-2012\/<\/p>\n<p>[52] http:\/\/www.thebureauinvestigates.com\/2012\/02\/22\/get-the-data-somalias-hidden-war\/<\/p>\n<p>[53] http:\/\/www.thebureauinvestigates.com\/2012\/01\/11\/obama-2012-strikes\/<\/p>\n<p>[54] http:\/\/www.thebureauinvestigates.com\/2012\/12\/04\/revealed-us-and-britain-launched-1200-drone-strikes-in-recent-wars\/<\/p>\n<p>[55] http:\/\/livingunderdrones.org\/numbers\/<\/p>\n<p>[56]http:\/\/afpak.foreignpolicy.com\/posts\/2012\/11\/29\/columbia_drone_report_misses_targets<\/p>\n<p>[57] http:\/\/counterterrorism.newamerica.net\/drones<\/p>\n<p>[58] http:\/\/www.thebureauinvestigates.com\/2013\/01\/03\/obama-2013-pakistan-drone-strikes\/<\/p>\n<p>[59] https:\/\/www.documentcloud.org\/documents\/553587-drone-report-cfr.html#document\/p24\/a86103<\/p>\n<p>[60] http:\/\/www.propublica.org\/article\/obama-drone-death-figures-dont-add-up<\/p>\n<p>[61] http:\/\/www.propublica.org\/special\/how-obama-drone-death-claims-stack-up#1<\/p>\n<p>[62] http:\/\/edition.cnn.com\/2012\/09\/05\/opinion\/bergen-obama-drone\/index.html<\/p>\n<p>[63] http:\/\/www.washingtonpost.com\/world\/middle_east\/when-us-drones-kill-civilians-yemens-government-tries-to-conceal-it\/2012\/12\/24\/bd4d7ac2-486d-11e2-8af9-9b50cb4605a7_print.html<\/p>\n<p>[64] http:\/\/www.nytimes.com\/2012\/05\/29\/world\/obamas-leadership-in-war-on-al-qaeda.html?hp<\/p>\n<p>[65] http:\/\/www.propublica.org\/article\/dissecting-obamas-standard-on-drone-strike-deaths<\/p>\n<p>[66] http:\/\/web.law.columbia.edu\/human-rights-institute\/counterterrorism\/drone-strikes\/counting-drone-strike-deaths<\/p>\n<p>[67] http:\/\/livingunderdrones.org\/<\/p>\n<p>[68] http:\/\/www.guardian.co.uk\/world\/2012\/oct\/25\/un-inquiry-us-drone-strikes<\/p>\n<p>[69] http:\/\/www.thebureauinvestigates.com\/2012\/02\/04\/obama-terror-drones-cia-tactics-in-pakistan-include-targeting-rescuers-and-funerals\/<\/p>\n<p>[70] http:\/\/www.newyorker.com\/online\/blogs\/comment\/2012\/08\/kill-or-capture.html<\/p>\n<p>[71] http:\/\/www.thedailybeast.com\/newsweek\/2012\/05\/27\/drones-the-silent-killers.html<\/p>\n<p>[72] http:\/\/www.mcclatchydc.com\/2012\/11\/28\/175794\/family-neighbors-of-yemeni-killed.html<\/p>\n<p>[73] http:\/\/articles.latimes.com\/2011\/jul\/06\/nation\/la-na-somali-detainee-20110706<\/p>\n<p>[74] http:\/\/articles.latimes.com\/2011\/jul\/06\/nation\/la-na-somali-detainee-20110706<\/p>\n<p>[75] http:\/\/articles.washingtonpost.com\/2012-10-23\/world\/35500278_1_drone-campaign-obama-administration-matrix<\/p>\n<p>[76] http:\/\/www.theatlantic.com\/international\/archive\/2013\/01\/how-obama-decides-your-fate-if-he-thinks-youre-a-terrorist\/266419\/<\/p>\n<p>[77] https:\/\/www.documentcloud.org\/documents\/425630-crs-targeted-killing.html#document\/p12\/a71709<\/p>\n<p>[78] http:\/\/www.propublica.org\/article\/how-the-govt-talks-about-a-drone-program-it-wont-acknowledge<\/p>\n<p>[79] https:\/\/www.documentcloud.org\/documents\/425630-crs-targeted-killing.html#document\/p17\/a85793<\/p>\n<p>[80] http:\/\/www.propublica.org\/article\/how-the-govt-talks-about-a-drone-program-it-wont-acknowledge<\/p>\n<p>[81] http:\/\/www.propublica.org\/article\/obama-drone-death-figures-dont-add-up<\/p>\n<p>[82]http:\/\/msnbcmedia.msn.com\/i\/msnbc\/sections\/news\/020413_DOJ_White_Paper.pdf<\/p>\n<p>[83] http:\/\/www.thedailybeast.com\/newsweek\/2012\/12\/16\/will-obama-end-the-war-on-terror.html<\/p>\n<p>[84] http:\/\/articles.washingtonpost.com\/2012-10-23\/world\/35500278_1_drone-campaign-obama-administration-matrix<\/p>\n<p>[85] http:\/\/www.state.gov\/j\/ct\/rls\/crt\/2011\/195553.htm#AQAP<\/p>\n<p>[86] http:\/\/www.lawfareblog.com\/2012\/11\/jeh-johnson-speech-at-the-oxford-union\/<\/p>\n<p>[87] http:\/\/www.lawfareblog.com\/2012\/11\/jeh-johnson-speech-at-the-oxford-union\/<\/p>\n<p>[88] http:\/\/articles.washingtonpost.com\/2012-10-24\/world\/35499428_1_drone-strikes-brennan-obama-administration<\/p>\n<p>[89] http:\/\/www.newyorker.com\/online\/blogs\/closeread\/2013\/01\/john-brennans-kill-list.html<\/p>\n<p>[90] http:\/\/livingunderdrones.org\/<\/p>\n<p>[91] http:\/\/edition.cnn.com\/2012\/09\/03\/world\/meast\/yemen-drone-strike\/index.html?iref=allsearch<\/p>\n<p>[92] http:\/\/articles.latimes.com\/2012\/aug\/08\/world\/la-fg-us-yemen-20120809<\/p>\n<p>[93] http:\/\/www.reuters.com\/article\/2013\/01\/07\/us-usa-afghanistan-mcchrystal-idUSBRE90608O20130107<\/p>\n<p>[94] http:\/\/www.nytimes.com\/2012\/12\/30\/world\/asia\/drone-war-in-pakistan-spurs-militants-to-deadly-reprisals.html?pagewanted=all&amp;_r=1&amp;<\/p>\n<p>[95] http:\/\/articles.washingtonpost.com\/2012-10-24\/world\/35499428_1_drone-strikes-brennan-obama-administration\/4<\/p>\n<p>[96] http:\/\/www.nytimes.com\/2010\/06\/03\/world\/03drones.html?pagewanted=all&amp;_r=0<\/p>\n<p>[97] http:\/\/www.nytimes.com\/2012\/09\/29\/world\/middleeast\/yemens-leader-president-hadi-praises-us-drone-strikes.html<\/p>\n<p>[98] http:\/\/www.reuters.com\/article\/2012\/06\/04\/us-pakistan-usa-drones-idUSBRE8530MS20120604<\/p>\n<p>[99]http:\/\/online.wsj.com\/article\/SB10000872396390444100404577641520858011452.html<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/revistamirante.wordpress.com\/2013\/02\/06\/eua-brutalizam-com-assassinatos-a-distancia\/\">http:\/\/revistamirante.wordpress.com\/2013\/02\/06\/eua-brutalizam-com-assassinatos-a-distancia\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nDronewarsuk\n\n\n\n\n\n\n\n\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4304\"> 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