{"id":4337,"date":"2013-02-18T16:45:27","date_gmt":"2013-02-18T16:45:27","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4337"},"modified":"2013-02-18T16:45:27","modified_gmt":"2013-02-18T16:45:27","slug":"debate-sobre-inflacao-o-eterno-retorno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4337","title":{"rendered":"Debate sobre infla\u00e7\u00e3o: o eterno retorno"},"content":{"rendered":"\n<p>Passado o per\u00edodo da anestesia geral, a que o Brasil anualmente se submete durante o carnaval, tudo indica que a partir de agora o ano vai come\u00e7ar mesmo pr\u00e1 valer. O momento let\u00e1rgico contribuiu para amortecer o sentimento generalizado de indigna\u00e7\u00e3o com a elei\u00e7\u00e3o dos dirigentes do Congresso Nacional. E tamb\u00e9m para deixar um pouco recluso ao tema do Bloco do Pacot\u00e3o, em Bras\u00edlia, o med\u00edocre crescimento da economia alcan\u00e7ado em 2012 \u2013 \u201co Pibinho da Dilma e do Mantega\u201d.<\/p>\n<p>Agora as p\u00e1ginas de economia dos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o j\u00e1 come\u00e7am a definir os itens da pauta priorit\u00e1ria das demandas do financismo para os meses que se aproximam. Uma leitura atenta do foco apresentado pelos chamados \u201cespecialistas\u201d de plant\u00e3o do setor financeiro, sempre chamados a dar sua opini\u00e3o sobre o desempenho da economia, come\u00e7a a criar uma esp\u00e9cie de unanimidade em torno do tema da vez. O escolhido parece ter sido a infla\u00e7\u00e3o. Assim, h\u00e1 uma grande probabilidade de que esse seja o principal gancho, nessa eterna tentativa de recolocar a ortodoxia no centro do palco.<\/p>\n<p>O receio justificado da infla\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O tema assusta parcelas expressivas de nossa sociedade, que guardam ainda em sua mem\u00f3ria os duros per\u00edodos de infla\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica e elevada &#8211; combinados com momentos mesmo de hiperinfla\u00e7\u00e3o &#8211; que o Brasil atravessou a partir do final da d\u00e9cada de 1970. E, diga-se de passagem, com raz\u00e3o. Houve v\u00e1rias tentativas de planos de ajuste econ\u00f4mico, com congelamento de pre\u00e7os e incluindo a cria\u00e7\u00e3o de novas unidades monet\u00e1rias. Plano Cruzado I, Plano Cruzado II, Plano Bresser, Plano Ver\u00e3o, Plano Collor I e Plano Collor II. As moedas tamb\u00e9m foram muitas: cruzeiro, cruzeiro novo, cruzado, cruzado novo, novo cruzeiro, cruzeiro real e real. Ufa! E em v\u00e1rias das mudan\u00e7as do padr\u00e3o monet\u00e1rio as novas denomina\u00e7\u00f5es perdiam 3 zeros. Tempos dif\u00edceis, em que os pre\u00e7os eram reajustados diariamente e a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda n\u00e3o tinha meios de se defender da corros\u00e3o do poder de compra dos sal\u00e1rios. Apenas os setores de renda mais elevada conseguiam proteger-se das perdas, por meio das aplica\u00e7\u00f5es cotidianas no mercado financeiro.<\/p>\n<p>No entanto, o controle efetivo do crescimento dos pre\u00e7os s\u00f3 veio a ocorrer a partir de 1994, com a edi\u00e7\u00e3o do Plano Real. A infla\u00e7\u00e3o caiu de forma expressiva desde ent\u00e3o, mas os efeitos da verdadeira estabilidade s\u00f3 se fizeram sentir a partir de 2005, per\u00edodo em que a infla\u00e7\u00e3o anual nunca mais superou a meta oficial estabelecida pelo pr\u00f3prio governo. N\u00e3o cabe aqui nesse reduzido espa\u00e7o uma avalia\u00e7\u00e3o a respeito das causas dos fracassos dos planos anteriores e do sucesso obtido a partir do Plano Real. Mas o fato \u00e9 que a inova\u00e7\u00e3o proporcionada pelo \u201ctrip\u00e9 da pol\u00edtica econ\u00f4mica\u201d foi tamb\u00e9m respons\u00e1vel para evitar que novas espirais hiperinflacion\u00e1rias viessem a ocorrer. Isso significava que a condu\u00e7\u00e3o da economia passaria a ser orientada pelos seguintes elementos: i) meta de infla\u00e7\u00e3o; ii) gera\u00e7\u00e3o de super\u00e1vit prim\u00e1rio; iii) liberdade cambial.<\/p>\n<p>O Plano Real e o per\u00edodo da ortodoxia<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, esse novo comportamento das autoridades econ\u00f4micas introduziu na pr\u00f3pria institucionalidade do aparelho de Estado muitas das demandas do sistema financeiro, que continuou a reinar absoluto e a navegar em um mar de tranq\u00fcilidade, comparado aos momentos anteriores de tantas turbul\u00eancias e incertezas. \u00c9 preciso recordar que a d\u00e9cada de 1990 foi o per\u00edodo de apogeu do pensamento neoliberal e de seus dogmas de supremacia absoluta das regras de mercado sobre qualquer tipo de regulamenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Como a meta da infla\u00e7\u00e3o era intoc\u00e1vel e sacrossanta, n\u00e3o se mencionava nunca que havia at\u00e9 mesmo um intervalo de toler\u00e2ncia para cima e para baixo. Ou seja, tudo se fazia para atingir o chamado \u201ccentro da meta\u201d (atualmente, por exemplo, a meta \u00e9 de 4,5% ao ano &#8211; com isso, o intervalo para uma infla\u00e7\u00e3o aceit\u00e1vel fica entre 2,5% e 6,5\u00aa% ao ano). E o instrumento, por excel\u00eancia, para tanto era a chamada \u201cpol\u00edtica monet\u00e1ria\u201d: juros oficiais l\u00e1 em cima, com o objetivo de retirar moeda da circula\u00e7\u00e3o (\u201cenxugar a liquidez\u201d, no jarg\u00e3o do econom\u00eas) e reduzir a press\u00e3o de demanda sobre a oferta de bens e servi\u00e7os. Com isso, haveria menos press\u00e3o inflacion\u00e1ria e os pre\u00e7os ficariam sob controle.<\/p>\n<p>Para tanto, o importante era que o Banco Central fosse \u201cindependente\u201d. Esse modelito foi repetido \u00e0 exaust\u00e3o, por anos e anos em seguida. Pegando carona no sentimento de indigna\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o com a m\u00e1-utiliza\u00e7\u00e3o que se fazia das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e governamentais, os escribas do financismo vinham com a id\u00e9ia enganosa da suposta independ\u00eancia. No entanto, esse discurso apenas escondia o fato de que, na pr\u00e1tica, n\u00e3o existe neutralidade t\u00e9cnica na determina\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica econ\u00f4mica. Essa est\u00f3ria de \u201cautoridade monet\u00e1ria independente\u201d \u00e9 apenas uma forma elegante de justificar a entrega da gest\u00e3o do Banco Central e da pol\u00edtica monet\u00e1ria aos representantes da pr\u00f3pria banca e ponto final. Sem intermedi\u00e1rios. Assim foi ao longo dos mandatos de FHC (Pedro Malan, P\u00e9rsio Arida, Gustavo Loyola, Gustavo Franco e Arm\u00ednio Fraga) e de Lula (com o onipotente Henrique Meirelles). Ora,\u201dindepend\u00eancia\u201d de quem, cara-p\u00e1lida?<\/p>\n<p>A id\u00e9ia de gera\u00e7\u00e3o de super\u00e1vit prim\u00e1rio era tamb\u00e9m uma forma elegante de assegurar a transfer\u00eancia de recursos do or\u00e7amento para pagar os juros e os servi\u00e7os da d\u00edvida p\u00fablica. Com o verniz ret\u00f3rico acerca da \u201cresponsabilidade fiscal\u201d, emprestava-se a importante no\u00e7\u00e3o de gest\u00e3o fiscal equilibrada das contas p\u00fablicas para n\u00e3o questionar quando os gastos fossem os de natureza financeira e parasita. Por \u00faltimo, a proposta de liberdade cambial vinha na corrente do \u201cfora Estado!\u201d e da exalta\u00e7\u00e3o irrespons\u00e1vel das pretensas vantagens inequ\u00edvocas da globaliza\u00e7\u00e3o. \u201cA taxa de c\u00e2mbio deve ser formada como resultado da livre a\u00e7\u00e3o das for\u00e7as de oferta e demanda no mercado de divisas\u201d. A frase \u00e9 at\u00e9 meio pomposa e pode parecer bem articulada para quem n\u00e3o conhece os meandros do poder financeiro. Ocorre que o mercado de moedas n\u00e3o \u00e9 nenhum mercado da batatinha. Os mega-agentes que ali operam respondem apenas aos movimentos especulativos dos grandes conglomerados financeiros. Na pr\u00e1tica, ao abrir m\u00e3o de operar e intervir no mercado de c\u00e2mbio, o governo aceitou passivamente sua condi\u00e7\u00e3o de ref\u00e9m desses interesses. Como a taxa de juros oficiais estava na estratosfera, o capital especulativo espalhado pelos 5 continentes para c\u00e1 se dirigia em busca da rentabilidade segura e elevad\u00edssima. A ben\u00e7\u00e3o sonhada por todo e qualquer operador do mercado financeiro: alto retorno para as aplica\u00e7\u00f5es e quase nenhum risco pelas opera\u00e7\u00f5es. Sopa no mel!<\/p>\n<p>O per\u00edodo recente e a redu\u00e7\u00e3o dos juros<\/p>\n<p>Por 8 anos consecutivos nossa infla\u00e7\u00e3o tem se mostrado comportada, dentro dos intervalos definidos pelo pr\u00f3prio governo. Assim, entre 2005 e 2012, a m\u00e9dia da infla\u00e7\u00e3o anual foi de 5,2%, sempre dentro dos limites estabelecidos nos planos governamentais. O per\u00edodo mais recente foi marcado pela disposi\u00e7\u00e3o da Presidenta Dilma em promover a redu\u00e7\u00e3o da taxa oficial de juros. Com a trajet\u00f3ria descendente da SELIC definida pelo COPOM e a a\u00e7\u00e3o um pouco mais incisiva dos bancos p\u00fablicos federais, as taxas de juros na ponta do balc\u00e3o foram diminu\u00eddas e o sistema financeiro deixou de ter os ganhos certos e seguros como antes. Com os interesses afetados, come\u00e7aram a sair a campo, reclamando do fechamento da torneirinha generosa e esbo\u00e7ando uma estrat\u00e9gia de rea\u00e7\u00e3o. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 desgastar a equipe econ\u00f4mica, mas sem confrontar diretamente a chefe do Executivo, que surfa bem numa onda de popularidade. O instrumento para tanto \u00e9 a cr\u00edtica ao suposto descontrole das contas p\u00fablicas, que estaria na base do ressurgimento de \u201c\u00edndices preocupantes\u201d de crescimento de pre\u00e7os.<\/p>\n<p>Bem que tentaram essa estrat\u00e9gia em 2011 e agora no \u00faltimo trimestre de 2012, mas a infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o ultrapassou o limite superior. Alguns se sa\u00edram com o discurso de que o foco deveria ser o centro da meta, sem o intervalo de 2% que permite chegar a 6,5%. Mas essa interpreta\u00e7\u00e3o exagerada da ortodoxia dogm\u00e1tica acabou n\u00e3o colando \u2013 nem mesmo no interior do financismo. Agora, com a divulga\u00e7\u00e3o dos dados oficiais relativos a janeiro, tem in\u00edcio uma nova onda de catastrofismo, com simula\u00e7\u00f5es para os pr\u00f3ximos 11 meses. A levarmos a s\u00e9rio tal linha de avalia\u00e7\u00e3o, o caos estaria pr\u00f3ximo. Como sempre sugerem, ali\u00e1s! Mas o fato \u00e9 atualmente o acumulado dos \u00faltimos 12 meses ainda registra 6,15%. Em 2011 houve momentos em que o \u00edndice havia ultrapassado a meta e depois no ano oficial (janeiro a dezembro) a infla\u00e7\u00e3o se manteve no intervalo.<\/p>\n<p>O financismo pressiona pela eleva\u00e7\u00e3o da Selic<\/p>\n<p>No entanto, a quest\u00e3o \u00e9 bem mais complexa do que aparenta. De fato, h\u00e1 elementos que preocupam para os pr\u00f3ximos meses. Um dos mais importantes \u00e9 o aumento dos combust\u00edveis que deve vir em breve e que provoca um impacto amplo e generalizado nos pre\u00e7os da economia. Assim como a tarifa de energia el\u00e9trica, s\u00e3o pre\u00e7os de bens p\u00fablicos que est\u00e3o presentes nos custos de quase todos os produtos e servi\u00e7os existentes em nossa sociedade. Por outro lado, \u00e9 importante que o governo tamb\u00e9m atue para evitar e valoriza\u00e7\u00e3o de nossa taxa de c\u00e2mbio. Com isso, ao desvalorizar a nossa moeda frente ao d\u00f3lar e demais moedas estrangeiras, pode-se sentir um impacto inicial de eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos produtos e insumos importados.<\/p>\n<p>Os demais aumentos expressivos v\u00eam da \u00e1rea de alimentos. Al\u00e9m de obedecer a uma certa sazonalidade (os pre\u00e7os podem subir e depois baixar), esse tipo de produto encontra mais facilmente mecanismos de substitui\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio do que ocorre com combust\u00edveis ou energia el\u00e9trica. Dessa forma, o importante \u00e9 que o governo mantenha um acompanhamento, com um sinal de alerta para a evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os em geral, mas sem se deixar cair na avalia\u00e7\u00e3o catastrofista. A ningu\u00e9m interessa retornar aos cen\u00e1rios do passado, com elevadas taxas de crescimento generalizado de pre\u00e7os. Mas estamos muito longe disso.<\/p>\n<p>A alternativa do dep\u00f3sito compuls\u00f3rio<\/p>\n<p>O mais importante, neste momento, \u00e9 n\u00e3o se deixar cair na armadilha da ortodoxia comandada pelos interesses da banca. Com toda a certeza voltar\u00e1 o tom monoc\u00f3rdico de que a infla\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser combatida, de forma efetiva, com a dureza da pol\u00edtica monet\u00e1ria austera e rigorosa. Muito bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1, mas se leia o recado: eleva\u00e7\u00e3o da taxa oficial de juros. O racioc\u00ednio impl\u00edcito \u00e9 de que assim o governo conseguir\u00e1 reduzir enxugar a massa monet\u00e1ria em circula\u00e7\u00e3o e conter a press\u00e3o de demanda. Isso porque as empresas e os indiv\u00edduos, em tese, deixar\u00e3o de consumir bens e servi\u00e7os para aplicar seus recursos em poupan\u00e7a, em raz\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o mais atrativa dos t\u00edtulos financeiros com juros mais elevados. Uma hip\u00f3tese dif\u00edcil de se comprovar, dada a estrutura de renda de nosso pa\u00eds (baixa propens\u00e3o a poupar, no econom\u00eas) e a inacessibilidade aos produtos do mercado financeiro para a maioria da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se o governo quiser mesmo enveredar por esse caminho de interpreta\u00e7\u00e3o conservadora do fen\u00f4meno inflacion\u00e1rio, ent\u00e3o que lance m\u00e3o de outros instrumentos que n\u00e3o o aumento da Selic. Ele pode, por exemplo, promover o aumento do dep\u00f3sito compuls\u00f3rio dos bancos junto ao Banco Central. Obter\u00e1 o mesmo efeito de redu\u00e7\u00e3o da demanda, sem nenhum encargo extra para as finan\u00e7as p\u00fablicas nem para o custo social de empresas produtivas e fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Mas o mais importante \u00e9 iniciar com muita rapidez o j\u00e1 muito atrasado programa de investimentos p\u00fablicos em infra-estrutura. Esse, sim, \u00e9 um setor-problema para a retomada do crescimento da economia a n\u00edveis maiores do que o Pibinho de 2012. Estrangulamento em telecomunica\u00e7\u00f5es, energia e transportes podem realmente provocar press\u00f5es que compliquem o equil\u00edbrio, inst\u00e1vel por sua pr\u00f3pria natureza, de uma determinada conjuntura econ\u00f4mica. E o Brasil precisa e merece crescer a pelo menos 3% ou 4% ao ano. Para tanto, \u00e9 necess\u00e1rio &#8211; ao contr\u00e1rio do que sugerem os arautos do financismo &#8211; ampliar a oferta de cr\u00e9dito e n\u00e3o promover sua redu\u00e7\u00e3o com o aumento dos juros.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Dilma rev\u00ea planos e amplia reforma em minist\u00e9rios para construir bases da reelei\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Portal Estad\u00e3o<\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff deve fazer em mar\u00e7o uma reforma ministerial mais ampla do que a prevista inicialmente para acomodar novos aliados e resolver pend\u00eancias com antigos parceiros, num movimento planejado para construir as bases de sua campanha \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o, em 2014.<\/p>\n<p>Empenhada em conquistar apoios, Dilma pode ceder \u00e0 c\u00fapula do PDT, que reivindica a troca do ministro do Trabalho, Brizola Neto, e atender o PR, \u00e1vido por substituir o titular dos Transportes, Paulo S\u00e9rgio Passos.<\/p>\n<p>Os movimentos da presidente, na fase p\u00f3s-faxina &#8211; per\u00edodo iniciado em julho de 2011, quando seis ministros foram substitu\u00eddos por conta de irregularidades nas pastas -, t\u00eam o objetivo de evitar que apoiadores do PT sejam atra\u00eddos por outros candidatos ao Pal\u00e1cio do Planalto.<\/p>\n<p>O governo acompanha com lupa os passos do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e do senador A\u00e9cio Neves (PSDB-MG), poss\u00edveis advers\u00e1rios de Dilma na disputa do ano que vem, e far\u00e1 de tudo para impedir a debandada de aliados.<\/p>\n<p>&#8216;Especula\u00e7\u00e3o&#8217;<\/p>\n<p>Brizola Neto se reuniu ontem com dirigentes da For\u00e7a Sindical, em S\u00e3o Paulo. O ministro contou que Dilma lhe telefonou e garantiu que not\u00edcias sobre sua sa\u00edda n\u00e3o passam de &#8220;especula\u00e7\u00e3o&#8221;. Contrariada com o &#8220;vazamento&#8221; de informa\u00e7\u00f5es, a presidente tamb\u00e9m pediu \u00e0 ministra da Comunica\u00e7\u00e3o Social, Helena Chagas, que negasse a prepara\u00e7\u00e3o de uma reforma ministerial, neste momento. O desmentido foi publicado no Blog do Planalto.<\/p>\n<p>Antes do carnaval, o presidente do PDT, Carlos Lupi, disse a Dilma que o partido n\u00e3o se sente representado por Brizola Neto, seu desafeto. Ex-ministro do Trabalho, defenestrado em 2011, no rastro de den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o, Lupi indicou para o minist\u00e9rio o secret\u00e1rio-geral do PDT, Manoel Dias.<\/p>\n<p>Dilma ainda n\u00e3o deu resposta. Nos bastidores do Planalto, o coment\u00e1rio \u00e9 que Brizola Neto n\u00e3o consegue unir o PDT e n\u00e3o emplacou nem o l\u00edder da bancada do partido na C\u00e2mara. Disputa o comando do PDT com Lupi que, apesar das acusa\u00e7\u00f5es contra ele, det\u00e9m a hegemonia do partido.<\/p>\n<p>Mais pragm\u00e1tica do que quando chegou ao Planalto, em 2011, Dilma quer agora na Esplanada representantes de partidos que possam garantir sua reelei\u00e7\u00e3o. Para tanto, vive o dilema de ceder ou n\u00e3o aos pedidos daqueles que ca\u00edram na &#8220;faxina&#8221;.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dias, ela teve v\u00e1rias reuni\u00f5es reservadas para tratar da reforma na equipe. Conversou com o vice-presidente Michel Temer e com os ministros Aloizio Mercadante (Educa\u00e7\u00e3o), Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e Alexandre Padilha (Sa\u00fade). Dias antes, j\u00e1 havia se encontrado com dirigentes do PDT e do PR.<\/p>\n<p>Crucial<\/p>\n<p>A prioridade de Dilma \u00e9 manter a dobradinha com o PMDB na campanha da reelei\u00e7\u00e3o. Apesar dos rumores sobre uma aproxima\u00e7\u00e3o com Campos, ela n\u00e3o pretende oferecer a vaga de vice ao PSB em sua chapa.<\/p>\n<p>O PMDB comanda hoje 5 dos 38 minist\u00e9rios (Minas e Energia, Previd\u00eancia, Agricultura, Turismo e Secretaria de Assuntos Estrat\u00e9gicos), al\u00e9m das presid\u00eancias da C\u00e2mara e do Senado, mas pode crescer. O PT, por sua vez, ocupa 18 cadeiras na Esplanada e luta para n\u00e3o perder espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Antes cotado para Ci\u00eancia e Tecnologia, o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) agora \u00e9 citado para Turismo. Chalita apoiou a candidatura de Fernando Haddad (PT) no segundo turno da elei\u00e7\u00e3o para a Prefeitura de S\u00e3o Paulo e, na ocasi\u00e3o, o acordo previa uma vaga no minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Para abrigar o PSD do ex-prefeito de S\u00e3o Paulo Gilberto Kassab, o novo Minist\u00e9rio da Micro e Pequena Empresa dever\u00e1 mesmo ser entregue ao vice-governador de S\u00e3o Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD). O projeto de cria\u00e7\u00e3o da pasta s\u00f3 aguarda a aprova\u00e7\u00e3o do Congresso.<\/p>\n<p>A c\u00fapula do PR quer trocar Paulo S\u00e9rgio Passos, dos Transportes, sob a alega\u00e7\u00e3o de que ele nunca foi um &#8220;republicano aut\u00eantico&#8221;. Passos assumiu ap\u00f3s o presidente do PR, senador Alfredo Nascimento (AM), ser obrigado a deixar o cargo sob den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o na pasta.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, a presidente resistiu \u00e0s mudan\u00e7as, mas agora tem sido aconselhada a ceder. O PDT amea\u00e7a apoiar a poss\u00edvel candidatura de Campos, em 2014, e o PR j\u00e1 deu mostras de que tem bom tr\u00e2nsito com o PSDB. No ano passado, por exemplo, aliou-se ao tucano Jos\u00e9 Serra na briga pela Prefeitura de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O PSB de Campos deve manter o comando de dois minist\u00e9rios (Integra\u00e7\u00e3o Nacional e Portos). Auxiliares de Dilma dizem que, se o governador for candidato, deveria &#8220;devolver os cargos&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Apenas um em cada tr\u00eas brit\u00e2nicos quer ficar na UE, diz \u2018FT\u2019<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Pesquisa do Harris Interactive, para o jornal brit\u00e2nico \u201cFinancial Times\u201d, aponta que apenas um em cada tr\u00eas brit\u00e2nicos se declara a favor da perman\u00eancia do pa\u00eds na Uni\u00e3o Europeia. Caso o referendo para verificar se o pa\u00eds permanece ou n\u00e3o no bloco fosse amanh\u00e3, 50% votariam pelo \u201cfora\u201d contra 33% \u201cdentro\u201d. Outros 17% n\u00e3o votariam em nenhuma das duas op\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O primeiro-ministro brit\u00e2nico, David Cameron, que havia resistido aos apelos de realizar um referendo, finalmente cedeu \u00e0 press\u00e3o no m\u00eas passado com a promessa de que um governo conservador poderia fazer o plebiscito em 2017.<\/p>\n<p>O premier, que faria campanha pelo \u201cdentro\u201d, disse n\u00e3o \u201cter ilus\u00f5es sobre a dimens\u00e3o da tarefa a enfrentar\u201d. A pesquisa ouviu 2.114 adultos entre os dias 29 de janeiro a 6 de fevereiro.<\/p>\n<p>Entre os que votariam pela sa\u00edda do bloco, apenas 12% disseram que mudariam de opini\u00e3o caso houvesse uma renegocia\u00e7\u00e3o bem-sucedida. Outros 47% disseram que possivelmente alterariam o voto. Mas 41% dos que se manifestaram pela sa\u00edda do Reino Unido disseram que definitivamente n\u00e3o mudariam de opini\u00e3o.<\/p>\n<p>A promessa do referendo \u00e9 bastante popular. Seria o primeiro grande plebiscito nacional na Europa desde 1975, quando Harold Wilson, o premier trabalhista, levou ao p\u00fablico a ades\u00e3o ao mercado comum.<\/p>\n<hr \/>\n<p>EUA e Uni\u00e3o Europeia negociam livre com\u00e9rcio para enfrentar China<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Carta Maior<\/p>\n<p>Os Estados Unidos e a Uni\u00e3o Europeia (UE) anunciaram o in\u00edcio de negocia\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o da maior zona de livre com\u00e9rcio do mundo. Em uma declara\u00e7\u00e3o conjunta, o presidente Barack Obama, o do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e o da Comiss\u00e3o Europeia, Jos\u00e9 Manuel Barroso, assinalaram que est\u00e3o comprometidos a aprofundar uma rela\u00e7\u00e3o transatl\u00e2ntica \u201cequivalente \u00e0 metade da produ\u00e7\u00e3o global e a quase um trilh\u00e3o de d\u00f3lares anuais\u201d.<\/p>\n<p>O an\u00fancio foi acompanhado por uma solit\u00e1ria frase do discurso do Estado da Uni\u00e3o, proferido ter\u00e7a-feira \u00e0 noite por Obama, quando ele anunciou o in\u00edcio das negocia\u00e7\u00f5es \u201cporque um com\u00e9rcio livre e justo \u00e9 a base de milh\u00f5es de postos de trabalho nos Estados Unidos\u201d. Essa frase foi o ponto de partida que estavam esperando na Europa mandat\u00e1rios como a chanceler alem\u00e3 Angela Merkel e o primeiro ministro brit\u00e2nico David Cameron que se manifestaram em mais de uma oportunidade a favor de um tratado. \u201cEliminar as barreiras comerciais que restam para assegurar um amplo acordo n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil e exigir\u00e1 valentia de ambas as partes, mas ser\u00e1 amplamente ben\u00e9fico\u201d, disse Cameron, um dos primeiros pol\u00edticos europeus a reagir ao an\u00fancio.<\/p>\n<p>Com um 2013 incerto \u00e0 vista e o permanente desafio da \u00c1sia no horizonte, a possibilidade de um Tratado de Livre Com\u00e9rcio \u00e9 um dos poucos caminhos que os pa\u00edses desenvolvidos t\u00eam para sair no m\u00e9dio prazo da areia movedi\u00e7a deixada pelo estouro da crise financeira de 2008. Nos EUA estava claro quem era o principal competidor. \u201cOs Estados Unidos e a Uni\u00e3o Europeia est\u00e3o enfrentando o desafio global colocado pela China. Creio que a melhor maneira de combater esse desafio \u00e9 nos unirmos\u201d, assinalou Bill Reinsch, presidente do National Foreign Trade Council dos Estados Unidos, um grupo que promove o livre com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Um caminho cheio de pedras<\/p>\n<p>O potencial \u00e9 indiscutivelmente imenso. Segundo algumas estimativas, os interc\u00e2mbios comerciais e de servi\u00e7os chegam a cerca de US$ 3 bilh\u00f5es di\u00e1rios. As tarifas alfandeg\u00e1rias s\u00e3o baixas \u2013 uma m\u00e9dia de 3% -, mas sua elimina\u00e7\u00e3o em um interc\u00e2mbio t\u00e3o massivo suporia um gigantesco est\u00edmulo e uma significativa poupan\u00e7a que poderia ser dirigida para o consumo dom\u00e9stico, um setor que precisa de est\u00edmulo dos dois lados do Atl\u00e2ntico apesar do sobreendividamento ocorrido na d\u00e9cada passada do dinheiro f\u00e1cil.<\/p>\n<p>N\u00e3o resta d\u00favida que ambas as partes precisam disso. Enquanto \u00c1sia, Am\u00e9rica Latina e \u00c1frica tem uma respeit\u00e1vel perspectiva de crescimento para este ano, a Uni\u00e3o Europeia, com o marasmo da zona do euro, o gigantesco endividamento e os programas de austeridade, est\u00e1 lutando para evitar a recess\u00e3o, enquanto que os Estados Unidos sofreram uma contra\u00e7\u00e3o no \u00faltimo trimestre do ano passado e necessitam um crescimento menos esquel\u00e9tico que o atual para recuperar o terreno perdido.<\/p>\n<p>O reiterado fracasso da Rodada de Doha, da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC), que come\u00e7ou em 2001 depois dos atentados contra as torres g\u00eameas e teve uma tentativa de retomada em 2011, \u00e9 parte do plano de fundo desta busca de acordos bilaterais que se multiplicaram nos \u00faltimos anos. Mas os obst\u00e1culos para uma zona de livre com\u00e9rcio EUA-UE tamb\u00e9m s\u00e3o gigantescos. Se o an\u00fancio de Obama foi m\u00fasica da Merkel e Cameron, o som foi um pouco mais dissonante para o presidente da Fran\u00e7a, Fran\u00e7ois Hollande, sempre preocupado com qualquer amea\u00e7a aos subs\u00eddios agr\u00edcolas que equivalem a quase 40% do or\u00e7amento europeu.<\/p>\n<p>O tema agr\u00edcola \u2013 que atravancou a negocia\u00e7\u00e3o de um tratado de livre com\u00e9rcio entre o Mercosul e a Uni\u00e3o Europeia \u2013 n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico obst\u00e1culo. Um verdadeiro pesadelo \u00e9 a harmoniza\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria das ind\u00fastrias automotriz, farmac\u00eautica, alimentar e de brinquedos em ambos os lados do Atl\u00e2ntico. Esta harmoniza\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o complicada que n\u00e3o est\u00e1 inteiramente resolvida no interior dos 27 pa\u00edses que comp\u00f5em a UE. Outro caso que promete longas batalhas diz respeito aos alimentos geneticamente modificados que enfrentam fortes obst\u00e1culos na Europa.<\/p>\n<p>O fantasma do Mercosul-UE<\/p>\n<p>A brevidade do an\u00fancio de Obama \u2013 uma \u00fanica frase com um infinito potencial \u2013 pode se dever a que n\u00e3o havia muito mais o que dizer ou a que, segundo a imprensa estadunidense, o grupo da UE e dos EUA que est\u00e1 trabalhando sobre o tema s\u00f3 pode dar a luz verde na pr\u00f3pria ter\u00e7a-feira, poucas horas antes do discurso do presidente. Esse grupo discutiu durante mais de um ano para ver se as negocia\u00e7\u00f5es ser\u00e3o para chegar a um acordo limitado a tarifas alfandeg\u00e1rias ou a um acordo mais amplo, cobrindo meio ambiente, agricultura, ind\u00fastria farmac\u00eautica e automobil\u00edstica.<\/p>\n<p>Os pessimistas assinalam que uma negocia\u00e7\u00e3o de fundo levar\u00e1 anos. O modelo Mercosul-UE \u00e9 um exemplo das dificuldades. No final de 1995, ambos firmaram um Acordo Marco Interregional (AMI), passagem pr\u00e9via a um Tratado de Associa\u00e7\u00e3o, baseado no livre com\u00e9rcio, na coopera\u00e7\u00e3o e no di\u00e1logo pol\u00edtico. Dezoito anos depois est\u00e1 claro que o livre com\u00e9rcio foi a tumba do assunto, apesar do que, na \u00faltima sess\u00e3o plen\u00e1ria da C\u00fapula de Chefes de Estado do Mercosul, em dezembro, a presidenta argentina, Cristina Fern\u00e1ndez, apoiou uma acelera\u00e7\u00e3o das negocia\u00e7\u00f5es com a Uni\u00e3o Europeia, desde que se \u201cfale de igual para igual\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade de Nottingham, Andreas Bieler, a crise econ\u00f4mica mundial, que pode complicar a negocia\u00e7\u00e3o EUA-UE, poderia tamb\u00e9m aceler\u00e1-la, sobretudo quando o fantasma asi\u00e1tico est\u00e1 batendo \u00e0 porta dos pa\u00edses desenvolvidos. \u201cEste tipo de competi\u00e7\u00e3o com a China pode empurrar para um acordo, apesar de que em muitas \u00e1reas ainda n\u00e3o h\u00e1 uma competi\u00e7\u00e3o direta com a China que tem muito mais com\u00e9rcio em exporta\u00e7\u00f5es baratas, enquanto os Estados Unidos e a Uni\u00e3o Europeia est\u00e3o mais centrados em produtos mais sofisticados\u201d, disse Bieler \u00e0 Carta Maior.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Analistas reduzem proje\u00e7\u00e3o de crescimento para 2013 e 2014<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Estado<\/p>\n<p>A previs\u00e3o de crescimento da economia brasileira em 2013 recuou de 3,09% para 3,08%, na pesquisa Focus divulgada na manh\u00e3 desta segunda-feira, 18, pelo Banco Central. Para 2014, a estimativa de expans\u00e3o caiu de 3,80% para 3,65%. H\u00e1 quatro semanas, as proje\u00e7\u00f5es eram, respectivamente, de 3,19% e 3,60%.<\/p>\n<p>Quanto ao crescimento do setor industrial em 2013, a proje\u00e7\u00e3o caiu de 3,10% para 3,00%. Para 2014, economistas preveem avan\u00e7o industrial de 3,50%, ante 3,70% da pesquisa anterior. Um m\u00eas antes, a Focus apontava estimativa de expans\u00e3o de 3,24% para 2013 e de 3,90% em 2014 para o setor.<\/p>\n<p>Analistas elevaram ainda a previs\u00e3o para o indicador que mede a rela\u00e7\u00e3o entre a d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico e o PIB em 2013 de 34,25% para 34,50%. Para 2014, a proje\u00e7\u00e3o subiu de 33,00% para 33,10%. H\u00e1 quatro semanas, as proje\u00e7\u00f5es estavam em, respectivamente, 34% e 33% para esses dois anos.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o de que a taxa b\u00e1sica de juros (Selic) fique nos atuais 7,25% ao ano at\u00e9 o fim de 2013 foi mantida. Para o fim de 2014, a mediana das proje\u00e7\u00f5es segue em 8,25% ao ano h\u00e1 oito semanas. J\u00e1 a proje\u00e7\u00e3o para Selic m\u00e9dia em 2013 segue em 7,25% ao ano. Para 2014, subiu de 8,23% para 8,25% ao ano, ante 8,10% h\u00e1 quatro semanas.<\/p>\n<p>Pre\u00e7os<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o de infla\u00e7\u00e3o medida pelo IPCA para 2013 caiu de 5,71% para 5,70%. H\u00e1 quatro semanas, a estimativa estava em 5,65%. Para 2014, a proje\u00e7\u00e3o segue em 5,50% h\u00e1 14 semanas. A proje\u00e7\u00e3o de alta da infla\u00e7\u00e3o para os pr\u00f3ximos 12 meses subiu de 5,49% para 5,53%, conforme a proje\u00e7\u00e3o suavizada para o IPCA. H\u00e1 quatro semanas, estava em 5,56%.<\/p>\n<p>Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as proje\u00e7\u00f5es, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previs\u00e3o para o IPCA em 2013 no cen\u00e1rio de m\u00e9dio segue em 5,70%. Para 2014, a previs\u00e3o dos cinco analistas segue em 6,50%, teto da meta de infla\u00e7\u00e3o. H\u00e1 um m\u00eas, o grupo apostava em altas de 5,58% e de 5,85% para cada ano, respectivamente.<\/p>\n<p>C\u00e2mbio<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o para a taxa de c\u00e2mbio no final de 2013 recuou nas estimativas dos analistas consultados na pesquisa Focus, realizada pelo Banco Central. Para o fim deste ano, a mediana das proje\u00e7\u00f5es caiu de R$ 2,03 para R$ 2,02. Quatro semanas antes estava em R$ 2,08. Para o fim de 2014, segue em R$ 2,05. H\u00e1 quatro semanas estava em R$ 2,09.<\/p>\n<p>Transa\u00e7\u00f5es correntes<\/p>\n<p>O mercado financeiro reduziu a previs\u00e3o de d\u00e9ficit em transa\u00e7\u00f5es correntes em 2013 e 2014. Pesquisa semanal Focus mostra que a mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente este ano caiu de US$ 64 bilh\u00f5es para US$ 62,65 bilh\u00f5es. H\u00e1 um m\u00eas, estava em US$ 63 bilh\u00f5es. Para 2014, a previs\u00e3o de d\u00e9ficit nas contas externas caiu de US$ 69,37 bilh\u00f5es para US$ 68,73 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Na mesma pesquisa, economistas reduziram a estimativa de super\u00e1vit comercial em 2013 de US$ 15,50 bilh\u00f5es para US$ 15,20 bilh\u00f5es. Quatro semanas antes, estava em US$ 15,43 bilh\u00f5es. Para 2014, a proje\u00e7\u00e3o passou de US$ 16,00 bilh\u00f5es para US$ 15,60 bilh\u00f5es. H\u00e1 quatro semanas, essa estimativa estava em US$ 15,00 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A pesquisa mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, foi mantida em US$ 60,00 bilh\u00f5es para 2013 e para 2014, mesmos valores de quatro semanas atr\u00e1s.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Parlamentares re\u00fanem-se com ministros para tratar de vota\u00e7\u00e3o do Or\u00e7amento<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Senado<\/p>\n<p>Diante do impasse sobre a vota\u00e7\u00e3o dos mais de 3.000 vetos presidenciais na fila do Congresso, l\u00edderes partid\u00e1rios re\u00fanem-se nesta segunda-feira (18) com os ministros Ideli Salvatti (Rela\u00e7\u00f5es Institucionais) e Lu\u00eds In\u00e1cio Adams (AGU) para tratar do assunto.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise dos vetos colocou em d\u00favida a possibilidade de aprova\u00e7\u00e3o do Or\u00e7amento para 2013, que inicialmente est\u00e1 marcado para esta ter\u00e7a-feira (19).<\/p>\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o do governo aos l\u00edderes da base no Congresso \u00e9 para evitar a an\u00e1lise do Or\u00e7amento de 2013 enquanto o impasse sobre os vetos n\u00e3o for resolvido.<\/p>\n<p>O governo defende que seja estabelecido um novo sistema de an\u00e1lise para os vetos editados nos \u00faltimos 30 dias e argumenta que, se as medidas forem derrubadas por deputados e senadores, pode gerar um rombo de R$ 471 bilh\u00f5es nos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Adams enviou na semana passada ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma a\u00e7\u00e3o pedindo que seja reavaliada uma decis\u00e3o do ministro Luiz Fux determinando a vota\u00e7\u00e3o em ordem cronol\u00f3gica dos 3.060 vetos que est\u00e3o no Congresso.<\/p>\n<p>Os resultados da reuni\u00e3o desta segunda-feira poder\u00e3o levar a um adiamento da vota\u00e7\u00e3o da proposta or\u00e7ament\u00e1ria para 2013, prevista para acontecer em sess\u00e3o do Congresso convocada para a ter\u00e7a-feira (19).<\/p>\n<p>L\u00edderes como Eduardo Braga (PMDB-AM) e Eun\u00edcio Oliveira (PMDB-CE), por exemplo, consideram necess\u00e1ria a manifesta\u00e7\u00e3o do plen\u00e1rio do STF antes da vota\u00e7\u00e3o do Or\u00e7amento, para evitar inseguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n<p>Impasse<\/p>\n<p>A pol\u00eamica sobre os vetos come\u00e7ou ap\u00f3s deputados recorrerem no fim do ano passado ao STF para evitar que o Congresso votasse o veto da presidente Dilma Rousseff \u00e0 Lei dos Royalties.<\/p>\n<p>O veto impedia que Estados produtores de petr\u00f3leo, como Rio de Janeiro e Esp\u00edrito Santo, tivessem uma nova f\u00f3rmula para distribui\u00e7\u00e3o das receitas.<\/p>\n<p>Relator do caso, Fux deu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel (em car\u00e1ter provis\u00f3rio) aos parlamentares e determinou que os 3.060 vetos que aguardavam a an\u00e1lise de deputados e senadores fossem analisados em ordem cronol\u00f3gica.<\/p>\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal diz que os vetos devem ser analisados pelo Congresso no prazo m\u00e1ximo de 30 dias ap\u00f3s chegar ao Legislativo. Se o prazo n\u00e3o for cumprido, deve ser &#8220;colocado na ordem do dia da sess\u00e3o imediata, sobrestadas as demais proposi\u00e7\u00f5es, at\u00e9 sua vota\u00e7\u00e3o final&#8221;.<\/p>\n<p>Pelas contas da AGU, a an\u00e1lise cronol\u00f3gica dos vetos pode paralisar o Congresso, sendo que seriam necess\u00e1rias 153 semanas ou aproximadamente 3 anos para completar a an\u00e1lise dos vetos pendente.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de quando o pedido da AGU pode ser levado ao plen\u00e1rio. A expectativa do Executivo \u00e9 que o texto possa ser discutido nas pr\u00f3ximas sess\u00f5es da corte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ag\u00eancia Carta Maior\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4337\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4337","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-17X","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4337","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4337"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4337\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4337"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4337"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4337"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}