{"id":4345,"date":"2013-02-19T13:00:43","date_gmt":"2013-02-19T13:00:43","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4345"},"modified":"2013-02-19T13:00:43","modified_gmt":"2013-02-19T13:00:43","slug":"embraer-sobe-em-ranking-das-empresas-de-material-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4345","title":{"rendered":"Embraer sobe em ranking das empresas de material militar"},"content":{"rendered":"\n<p>Encomendas do governo brasileiro inflam as vendas militares da Embraer e a empresa ganha espa\u00e7o entre as maiores companhias do mundo. Enquanto a crise global e os cortes nos or\u00e7amentos dos minist\u00e9rios de Defesa de todo o mundo geram uma queda na venda do setor, a empresa nacional segue a tend\u00eancia contr\u00e1ria \u00e0 m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Segundo o Instituto Internacional de Pesquisas de Paz, em Estocolmo, o segmento militar sofreu uma contra\u00e7\u00e3o em suas vendas de cerca de 5% em 2011 por conta da decis\u00e3o de algumas das maiores pot\u00eancias militares em reduzir seus gastos diante da crise. J\u00e1 as vendas da Embraer aumentaram cerca de 30%.<\/p>\n<p>Os dados revelam que as cem maiores empresas militares do mundo realizaram vendas de US$ 410 bilh\u00f5es em 2011, apenas em armas e equipamentos militares. A lista continua a ser dominada por empresas americanas e europeias. Entre as cem maiores est\u00e3o 44 companhias dos Estados Unidos, que representam 60% das vendas de armas no mundo. H\u00e1 tamb\u00e9m 30 empresas euro- peias, que respondem por 29% do mercado internacional.<\/p>\n<p>Mas, em 2011, a entidade constatou uma queda na venda de armas, em parte por conta dos cortes de gastos por pa\u00edses, al\u00e9m do adiamento de programas de renova\u00e7\u00e3o de arsenais por conta da crise. Na Europa, diversos governos abandonaram programas militares lan\u00e7ados antes da crise da d\u00edvida e encomendas de aeronaves e outros equipamentos foram suspensos.<\/p>\n<p>Segundo os especialistas, a redu\u00e7\u00e3o dos conflitos no Afeganist\u00e3o e no Iraque, al\u00e9m da san\u00e7\u00e3o na L\u00edbia, tamb\u00e9m contribu\u00edram para a queda de vendas. Ainda assim, em dez anos, essas empresas aumentaram suas exporta\u00e7\u00f5es em 51%.<\/p>\n<p>Mas, tomando um caminho oposto ao setor, a brasileira Embraer estaria ganhando espa\u00e7o entre as maiores empresas militares do mundo. No ranking de 2011, ela j\u00e1 aparece na 81\u00ba posi\u00e7\u00e3o entre as maiores fomecedoras de equipamentos militares, 14 posi\u00e7\u00f5es acima do ranking do ano anterior.<\/p>\n<p>Em 2011, a Embraer vendeu o equivalente a US$ 860 milh\u00f5es em equipamentos militares, ante um volume de US$ 670 milh\u00f5es em 2010. Segundo o instituto sueco, 15% das vendas da empresa brasileira &#8211; que chegam a US$ 5,8 bilh\u00f5es &#8211; j\u00e1 s\u00e3o para o setor militar.<\/p>\n<p>De acordo com Stephanie Blenckner, uma das especialistas da entidade, o que est\u00e1 garantindo um aumento de vendas da Embraer \u00e9 justamente as compras realizadas pelo governo brasileiro. &#8220;A empresa entregou Super Tucanos e armas modernas aos militares brasileiros em 2011&#8221;, indicou.<\/p>\n<p>Crise<\/p>\n<p>Empresas como a Lockheed Martin e a Boeing continuam sendo as maiores fomecedores de armas do mundo, ambas com mais de US$ 30 bilh\u00f5es em vendas apenas em 2011. Cerca de 45% das atividades da Boeing, por exemplo, est\u00e3o dedicadas \u00e0s armas. Mas, diante da decis\u00e3o de governos de cortar seus gastos, algumas das gigantes do setor passaram a adotar estrat\u00e9gias para driblar os cortes. &#8220;Produtores de armas est\u00e3o tentando se proteger das medidas de austeridade&#8221;, indica Susan Jackson, especialista da entidade em Estocolmo.<\/p>\n<p>Uma das alternativas tem sido a especializa\u00e7\u00e3o, enquanto outras passaram a optar por incrementar suas vendas em regi\u00f5es como a Am\u00e9rica Latina, Oriente M\u00e9dio e \u00c1sia, onde governos continuariam a gastar com armas.<\/p>\n<p>Outra estrat\u00e9gia das empresas \u00e9 focar suas atividades em ciberseguran\u00e7a, que come\u00e7a a surgir como um mercado din\u00e2mico. Gigantes como a Raytheon, BAE System e EADS Cassidian v\u00eam diversificando suas a\u00e7\u00f5es nesse campo, justamente para compensar a queda de vendas em armas tradicionais. \/ J.C<\/p>\n<p>Lista<\/p>\n<p>81\u00ba \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o da Embraer no ranking de 2011 das maiores empresas do setor militar, com vendas de US$ 670 milh\u00f5es. Em 2010, a empresa estava na 95\u00ba posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>15% \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o do setor de defesa nas vendas da Embraer.<\/p>\n<p>US$ 36,2 bi foi o volume de vendas em 2011 da americana Lockheed Martin, a maior do mundo nesse setor.<\/p>\n<p>US$ 31,8 bi foi o volume de vendas da tamb\u00e9m americana Boeing, a segunda maior do ranking.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Juros sobem e j\u00e1 embutem chance de Selic maior em mar\u00e7o<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>As taxas futuras de juros voltaram a subir de forma consistente nesta segunda-feira, ainda sob a influ\u00eancia das palavras do ministro da Fazenda, Guido Mantega, na sexta-feira, de que a taxa de juros \u00e9 o instrumento para o controle da infla\u00e7\u00e3o. A declara\u00e7\u00e3o foi vista como um sinal claro de que o governo est\u00e1 mais preocupado, no atual momento, com o comportamento dos pre\u00e7os do que com a atividade, o que abriria espa\u00e7o para uma pol\u00edtica monet\u00e1ria contracionista.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa, a curva de juros passou a indicar um avan\u00e7o da Selic j\u00e1 no segundo trimestre, ou mesmo uma pequena chance de isso correr em mar\u00e7o, totalizando um ciclo de alta superior a 1 ponto porcentual at\u00e9 o fim de 2013. A taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 fechou em 7,73%, ante 7,62% do ajuste de sexta-feira. Agora, os investidores aguardam uma posi\u00e7\u00e3o do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ou de algum diretor da institui\u00e7\u00e3o. Todos participam hoje de evento em Bras\u00edlia sobre redu\u00e7\u00e3o de custos para os bancos, \u00e0s 10h30.<\/p>\n<p>No mercado de c\u00e2mbio, o d\u00f3lar voltou a cair ante o real. Com o feriado do Dia do Presidente nos EUA, a liquidez ficou comprometida, mas o recuo da moeda voltou a ser influenciado por quest\u00f5es t\u00e9cnicas, uma vez que bancos e investidores estrangeiros continuam bastante vendidos (apostando na queda do d\u00f3lar) em derivativos cambiais. O d\u00f3lar \u00e0 vista no balc\u00e3o, ap\u00f3s oscilar entre altas e baixas, terminou cotado a R$ 1,9630 (-0,20%).<\/p>\n<p>Os neg\u00f3cios na Bovespa tamb\u00e9m sofreram com a aus\u00eancia das bolsas de Nova York. O vencimento de op\u00e7\u00f5es sobre a\u00e7\u00f5es teve giro fraco e o Ibovespa passou a tarde toda no terreno negativo, at\u00e9 terminar com perdas de 0,50%, aos 57.613,90 pontos renovando a m\u00ednima do ano. Vale e sider\u00fargicas tiveram queda, enquanto o avan\u00e7o dos pap\u00e9is da Petrobras impediu um recuo ainda maior da \u00edndice \u00e0 vista. As a\u00e7\u00f5es preferenciais da mineradora ca\u00edram 0,14% enquanto as ordin\u00e1rias cederam 0,68%. J\u00e1 os pap\u00e9is PN da Petrobras subiram 1,53% e os ON avan\u00e7aram 1,72% &#8211; ambos na m\u00e1xima do dia.<\/p>\n<p>No exterior, sem neg\u00f3cios nos EUA, as bolsas europeias terminaram em dire\u00e7\u00f5es distintas. Um relat\u00f3rio do Bundesbank dando conta de que a Alemanha ter\u00e1 crescimento econ\u00f4mico no primeiro trimestre ajudou o \u00edndice de a\u00e7\u00f5es alem\u00e3o, enquanto outras pra\u00e7as foram influenciadas negativamente por resultados corporativos. Al\u00e9m disso, o iene voltou a cair ap\u00f3s o comunicado do G-20 corroborar a pol\u00edtica de est\u00edmulos do Jap\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Serasa indica estabilidade para n\u00edvel de inadimpl\u00eancia<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os n\u00edveis de inadimpl\u00eancia do consumidor devem se normalizar ao longo deste ano, de acordo com indicador de perspectiva divulgado ontem pela Serasa Experian. No lado das empresas, o atraso na quita\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas deve cair de forma mais intensa.<\/p>\n<p>O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimpl\u00eancia do Consumidor ficou est\u00e1vel em dezembro, em 100,1 pontos. Depois de uma sequ\u00eancia de altas registradas no bi\u00eanio 2011\/2012, a estabiliza\u00e7\u00e3o ao redor dos cem pontos ocorridos desde meados do ano passado sinaliza que ocorrer\u00e1 uma normaliza\u00e7\u00e3o dos calotes ao longo deste ano, segundo a Serasa Experian. Para a institui\u00e7\u00e3o, a normaliza\u00e7\u00e3o representa converg\u00eancia da inadimpl\u00eancia apurada pelo Banco Central para um n\u00edvel pr\u00f3ximo a 7%<\/p>\n<p>&#8220;O mercado de trabalho aquecido, com a maioria dos rendimentos corrigidos acima da infla\u00e7\u00e3o, a manuten\u00e7\u00e3o de taxas de juros em patamares mais baixos e maior rigor na concess\u00e3o de cr\u00e9dito por parte do sistema financeiro tendem a configurar um cen\u00e1rio mais favor\u00e1vel para a inadimpl\u00eancia dos consumidores em 2013&#8221;, avalia a Serasa Experian em nota sobre o indicador divulgada ontem.<\/p>\n<p>Para as empresas, o indicador registrou queda de 0,8% em dezembro, ante novembro, para 94 pontos. A continuidade de redu\u00e7\u00f5es graduais do indicador aponta para a melhora da inadimpl\u00eancia das empresas ao longo do ano, avalia a entidade.<\/p>\n<p>&#8220;A converg\u00eancia para a normalidade da inadimpl\u00eancia dos consumidores, a acelera\u00e7\u00e3o do crescimento econ\u00f4mico e a predomin\u00e2ncia de taxas de juros mais baixas no m\u00e9dio prazo contribuem para a redu\u00e7\u00e3o da inadimpl\u00eancia das empresas&#8221;, afirmaram em nota os economistas da Serasa Experian.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Patriota v\u00ea &#8220;desafios&#8221; em acordo EUA-Uni\u00e3o Europeia<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Brasil est\u00e1 &#8220;muito atento&#8221; ao anunciado acordo de livre com\u00e9rcio entre Uni\u00e3o Europeia (UE) e Estados Unidos e &#8220;n\u00e3o se posicionar\u00e1 em desvantagem&#8221;, afirmou o ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Antonio Patriota. Em breve entrevista, ap\u00f3s receber o ministro de Assuntos Externos do Suriname, Winston Lackin, Patriota disse que EUA e UE ter\u00e3o &#8220;desafios&#8221; para garantir que as negocia\u00e7\u00f5es alcancem &#8220;substancialmente todo o com\u00e9rcio&#8221;, como exige a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC).<\/p>\n<p>A OMC considera em desacordo com as regras internacionais acordos bilaterais de redu\u00e7\u00e3o de tarifas envolvendo pa\u00edses desenvolvidos, a n\u00e3o ser que envolvam &#8220;substancialmente todo o com\u00e9rcio&#8221;, ou pelo menos 90% das transa\u00e7\u00f5es comerciais entre os pa\u00edses negociadores doa acordo.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o pa\u00edses que j\u00e1 t\u00eam tarifa [de importa\u00e7\u00e3o] relativamente baixa e que talvez n\u00e3o sejam complementares em \u00e1reas como agricultura&#8221;, disse o ministro, para quem o protecionismo agr\u00edcola nos dois lados pode dificultar um acordo de livre com\u00e9rcio. &#8220;Existem grandes d\u00favidas sobre se os subs\u00eddios \u00e0 agricultura poder\u00e3o ser desmantelados ou n\u00e3o&#8221;, afirmou Patriota.<\/p>\n<p>Algumas das tarifas mais altas nos Estados Unidos e Europa s\u00e3o aplicadas sobre importa\u00e7\u00f5es de produtos agr\u00edcolas, que tamb\u00e9m recebem subs\u00eddios oficiais, acusados de distorcer as condi\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n<p>Para Patriota, que determinou aos diplomatas uma an\u00e1lise sobre os potenciais impactos do futuro acordo entre os dois parceiros do mundo desenvolvido sobre as negocia\u00e7\u00f5es UE-Mercosul, \u00e9 prematuro apontar que consequ\u00eancias as discuss\u00f5es de livre com\u00e9rcio ter\u00e3o sobre o Brasil. A aproxima\u00e7\u00e3o do Brasil com outros pa\u00edses emergentes e em desenvolvimento pode garantir ao pa\u00eds condi\u00e7\u00f5es de acesso a mercados consumidores em crescimento, acredita o ministro.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil n\u00e3o se posicionar\u00e1 em desvantagem, est\u00e1 sempre colhendo vantagens na \u00e1rea de com\u00e9rcio exterior&#8221;, disse Patriota. &#8220;Sabemos, por interm\u00e9dio da OMC e da Unctad [escrit\u00f3rio da ONU para o Com\u00e9rcio] que o com\u00e9rcio Sul-Sul est\u00e1 entre aqueles que mais cresce, e o Brasil se posiciona muito bem&#8221;, afirmou. Segundo o ministro, &#8220;existe uma nova configura\u00e7\u00e3o internacional de poder comercial, econ\u00f4mico e pol\u00edtico, que tampouco pode ser ignorada, e que afetar\u00e1 a emerg\u00eancia desse novo cen\u00e1rio no plano comercial&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Contrato de ferrovias ter\u00e1 prazo de 35 anos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo federal decidiu ampliar em cinco anos o prazo de concess\u00e3o dos novos trechos de ferrovias do programa de investimento em log\u00edstica, totalizando 35 anos de vig\u00eancias dos contratos. Medida semelhante havia sido tomada no in\u00edcio do m\u00eas com altera\u00e7\u00e3o das minutas de contratos de concess\u00e3o dos nove lotes de rodovias federais do pacote. No caso das rodovias, o prazo passou de 25 para 30 anos.<\/p>\n<p>O principal objetivo do governo, segundo o presidente da Empresa de Planejamento e Log\u00edstica (EPL), Bernardo Figueiredo, foi aumentar o tempo que o concession\u00e1rio vai ter para amortizar os investimentos realizados, o que elevar\u00e1 a atratividade econ\u00f4mica dos projetos para as empresas que est\u00e3o de olho nos editais.<\/p>\n<p>&#8220;Assim como fizemos com as rodovias, devemos ampliar o prazo de amortiza\u00e7\u00e3o do investimento tamb\u00e9m nos trechos de ferrovias&#8221;, informou Figueiredo, depois de participar do &#8220;road show&#8221; realizado ontem no Pal\u00e1cio do Itamaraty com embaixadores de pa\u00edses que poder\u00e3o ter investidores interessados em disputar projetos de infraestrutura no Brasil.<\/p>\n<p>Os estudos com as mudan\u00e7as nas concess\u00f5es de ferrovias est\u00e3o sendo conduzidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES). Para atrair investidores, o governo tem adotado mecanismos como a elimina\u00e7\u00e3o do risco de demanda do concession\u00e1rio, pois a estatal Valec comprar\u00e1 a capacidade total de carga que ser\u00e1 ofertada pelas ferrovias concedidas, garantindo a remunera\u00e7\u00e3o do investidor.<\/p>\n<p>Figueiredo disse ainda que ser\u00e1 apresentada na pr\u00f3xima semana a minuta do primeiro edital no novo modelo de concess\u00e3o de ferrovias. Segundo ele, ser\u00e1 aberta audi\u00eancia p\u00fablica para colher cr\u00edticas e sugest\u00f5es do edital de concess\u00e3o do trecho da Ferrovia Norte-Sul, entre A\u00e7ail\u00e2ndia (MA) e Vila do Conde (PA).<\/p>\n<p>Carlos Fernando do Nascimento, diretor da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) disse ontem ao Valor que, na audi\u00eancia p\u00fablica, ser\u00e1 divulgado um &#8220;pacote&#8221; de informa\u00e7\u00f5es incluindo o edital, o contrato de concess\u00e3o e o estudo de viabilidade t\u00e9cnica, econ\u00f4mica e ambiental (Evetea). A audi\u00eancia ter\u00e1 dura\u00e7\u00e3o de 30 dias e haver\u00e1 ao menos duas reuni\u00f5es presenciais: uma em Bel\u00e9m (PA) e outra em Bras\u00edlia. Nascimento afirmou que, a partir do dia 28, a ANTT deve come\u00e7ar a lan\u00e7ar, para an\u00e1lise dos interessados, estudos de outros trechos a serem licitados<\/p>\n<p>&#8220;Vamos divulgar os estudos [de viabilidade] no site da ag\u00eancia com todos os relat\u00f3rios para que os interessados possam se manifestar. Mas eles v\u00e3o se debru\u00e7ar apenas sobre os estudos e n\u00e3o sobre o edital e o contrato de concess\u00e3o, porque acreditamos que o primeiro edital e contrato, para o trecho A\u00e7ail\u00e2ndia-Vila do Conde, ter\u00e3o todas as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que os interessados possam fazer contribui\u00e7\u00f5es ao modelo&#8221;, disse Nascimento. Segundo o diretor da ANTT, a expectativa \u00e9 que o edital de licita\u00e7\u00e3o desse trecho seja lan\u00e7ado no fim de abril, in\u00edcio de maio.<\/p>\n<p>O modelo ao qual Nascimento e se refere s\u00e3o as novas regras para investimento nas ferrovias, segundo as quais o governo vai transferir \u00e0 iniciativa privada a constru\u00e7\u00e3o e a opera\u00e7\u00e3o de novos trechos para trens de carga. S\u00e3o esperados a constru\u00e7\u00e3o de 10 mil quil\u00f4metros de nova malha, originalmente dividida em 12 lotes, que estariam em plena utiliza\u00e7\u00e3o at\u00e9 2020, segundo o Plano Integrado de Log\u00edstica (PIL).<\/p>\n<p>Nascimento, da ANTT, tamb\u00e9m falou sobre o o crit\u00e9rio para definir o ganhador de cada trecho, baseado na menor tarifa oferecida. Essa tarifa ser\u00e1 dividida em duas partes. Uma ter\u00e1 de remunerar a constru\u00e7\u00e3o da ferrovia e se relaciona com a disponibilidade de capacidade operacional. Ser\u00e1 calculada em reais por trem-quil\u00f4metro.<\/p>\n<p>A outra parte da tarifa \u00e9 para cobrir o uso propriamente dito da ferrovia e \u00e9 chamada pela ag\u00eancia de &#8220;tarifa de frui\u00e7\u00e3o&#8221;. Essa ser\u00e1 calculada em reais por mil toneladas por quil\u00f4metro bruto. Nascimento disse que o peso de cada parte na tarifa total ser\u00e1 divulgada no edital a ser lan\u00e7ado na semana que vem.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s rodovias federais, o presidente da EPL disse, em Bras\u00edlia, que ser\u00e3o lan\u00e7ados os editais de concess\u00e3o da BR-116, em Minas Gerais, e da BR-040, que liga Distrito Federal, Goi\u00e1s e Minas Gerais. Os lotes desses dois trechos de estradas receberiam propostas dos investidores no fim de janeiro, mas a licita\u00e7\u00e3o foi suspensa para que o governo federal revisasse a base de remunera\u00e7\u00e3o e o prazo de concess\u00e3o.<\/p>\n<p>Figueiredo afirmou que as mudan\u00e7as na licita\u00e7\u00e3o das rodovias se deram em raz\u00e3o da necessidade de revis\u00e3o na proje\u00e7\u00e3o de tr\u00e1fego. &#8220;N\u00e3o mudamos as regras de concess\u00e3o das rodovias, o que mudou foi a base dos estudos. T\u00ednhamos uma proje\u00e7\u00e3o de demanda muito otimista e passamos a ter uma previs\u00e3o mais realista. Isso melhora as condi\u00e7\u00f5es para o investidor reduzir o risco&#8221;, afirmou o presidente da EPL.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Analistas projetam alta de 0,8% nas vendas do varejo<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Mesmo com a expectativa de desempenho mais modesto do setor de supermercados, analistas projetam acelera\u00e7\u00e3o do varejo restrito (que n\u00e3o inclui materiais de constru\u00e7\u00e3o e autom\u00f3veis) entre novembro e dezembro, baseado nos fundamentos para o com\u00e9rcio, como elevada confian\u00e7a do consumidor e renda em alta.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia das estimativas de dez consultarias e institui\u00e7\u00f5es financeiras \u00e9 de alta de 0,8% das vendas na passagem mensal, feitos os ajustes sazonais, resultado que, se confirmado, levar\u00e1 o \u00edndice a encerrar o ano com alta de 8,3%. As estimativas variam entre alta de 0,1% e avan\u00e7o de 1,1%. A Pesquisa Mensal do Com\u00e9rcio (PMC) ser\u00e1 divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Para o com\u00e9rcio ampliado, sete analistas ouvidos pelo Valo Data calculam, em m\u00e9dia, aumento de 2,4% das vendas entre novembro e dezembro, com ajuste sazonal, influenciadas pelo \u00faltimo m\u00eas de redu\u00e7\u00e3o integral do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>Perto do piso das estimativas, o economista-chefe da BB-DTVM, Marcelo Arnosti, projeta crescimento de 0,3% das vendas no \u00faltimo m\u00eas do ano passado. Para ele, o resultado n\u00e3o ser\u00e1 mais forte por causa do comportamento das vendas de hiper e supermercados, j\u00e1 que as vendas devem terrecuado no m\u00eas, com base no indicador da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Supermercados (Abras), que mostrou queda pr\u00f3xima de 0,5%, segundo dados dessazonalizados pela gestora. &#8220;Esse ser\u00e1 um movimento pontual, ap\u00f3s v\u00e1rios meses consecutivos de alta. No geral, a maior parte dos setores deve mostrar expans\u00e3o&#8221;, afirma Arnosti.<\/p>\n<p>Leandro Padulla, economista da MCM Consultores, concorda. Apesar da expectativa de queda das vendas de alimentos na passagem mensal, outros indicadores coincidentes mostraram evolu\u00e7\u00e3o positiva, como as consultas ao UseCheque, que subiram 2,4% entre novembro e dezembro, com ajuste sazonal da consultoria. J\u00e1 o Indicador Serasa Experian de Atividade do Com\u00e9rcio mostrou alta de 2,8% em dezembro, contra o m\u00eas imediatamente anterior, j\u00e1 descontados os efeitos sazonais.<\/p>\n<p>Para o varejo ampliado, que considera tamb\u00e9m as vendas de autom\u00f3veis e material de constru\u00e7\u00e3o, Arnosti projeta alta de 2,4%, pois as vendas de carros, de acordo com as informa\u00e7\u00f5es da Fenabrave, entidade que re\u00fane as revendedoras de ve\u00edculos, subiram mais do que 10% em dezembro, estimuladas pelo \u00faltimo m\u00eas de desconto &#8220;cheio&#8221; do IPI.<\/p>\n<p>Mariana Oliveira, da Tend\u00eancias, projeta resultado mais fraco, de alta de 0,2% das vendas no varejo ampliado entre novembro e dezembro. O n\u00famero \u00e9 mais baixo porque os dados dessazonalizados da consultoria s\u00e3o de aumento de 1,4% das vendas de ve\u00edculos. Na m\u00e9dia, os economistas consultados pelo Valor Data projetam alta de 8,4% no ano para as vendas do com\u00e9rcio ampliado. Se confirmado, o varejo mostrar\u00e1 acelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a 2011, quando as vendas nesse conceito aumentaram 6,1%.<\/p>\n<p>Para Arnosti, o incentivo fiscal foi bastante importante para determinar o ritmo do com\u00e9rcio ampliado. &#8220;Mas no caso do varejo restrito, os fundamentos foram decisivos para o bom comportamento das vendas, como confian\u00e7a do consumidor e expans\u00e3o da renda&#8221;, afirma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Estado de S. 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