{"id":4353,"date":"2013-02-20T17:47:31","date_gmt":"2013-02-20T17:47:31","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4353"},"modified":"2013-02-20T17:47:31","modified_gmt":"2013-02-20T17:47:31","slug":"brasil-quer-conter-presenca-chinesa-na-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4353","title":{"rendered":"Brasil quer conter presen\u00e7a chinesa na \u00c1frica"},"content":{"rendered":"\n<p>O governo federal quer aproveitar a viagem que a presidente Dilma Rousseff far\u00e1 nesta semana \u00e0 \u00c1frica para tentar refor\u00e7ar ainda mais a presen\u00e7a das empresas brasileiras na regi\u00e3o. O desafio, entretanto, \u00e9 grande: al\u00e9m do desconhecimento de parte consider\u00e1vel do empresariado sobre as potencialidades do mercado africano, as empresas brasileiras precisam enfrentar a concorr\u00eancia de outras companhias estrangeiras, principalmente da China. Est\u00e1 em jogo um mercado de aproximadamente 1 bilh\u00e3o de consumidores, com demanda em alta pelos mais v\u00e1rios tipos de bens e servi\u00e7os e um crescimento econ\u00f4mico superior \u00e0 m\u00e9dia mundial.<\/p>\n<p>Dilma participar\u00e1 na sexta-feira da c\u00fapula Am\u00e9rica do Sul &#8211; \u00c1frica (ASA), em Malabo, Guin\u00e9 Equatorial. O tema do encontro \u00e9 justamente o fortalecimento da coopera\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses em desenvolvimento. Em seguida, ela desembarcar\u00e1 na Nig\u00e9ria, parceiro considerado estrat\u00e9gico no continente.<\/p>\n<p>&#8220;A China tem ganhado participa\u00e7\u00e3o na \u00c1frica. Mas, em termos de com\u00e9rcio, o crescimento da participa\u00e7\u00e3o da China na \u00c1frica n\u00e3o \u00e9 em detrimento da participa\u00e7\u00e3o brasileira. O Brasil tamb\u00e9m cresceu seu &#8220;market share&#8221; em detrimento de outros&#8221;, disse a secret\u00e1ria de Com\u00e9rcio Exterior do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Tatiana Prazeres, destacando que a participa\u00e7\u00e3o do continente africano nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras passou de 3,9% para 5% entre 2003 e 2012 e as importa\u00e7\u00f5es permaneceram em 6% do total no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de autoridades brasileiras, a oferta de linhas de cr\u00e9dito vem tendo um papel estrat\u00e9gico na disputa pelo mercado africano e os ambiciosos programas de financiamento da China t\u00eam feito a diferen\u00e7a. Como consequ\u00eancia, um grupo de trabalho coordenado pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica discute novas formas de impulsionar o com\u00e9rcio com o continente africano. Um dos aspectos discutidos \u00e9 o lan\u00e7amento de mecanismos de financiamento.<\/p>\n<p>Em 2010, registra um estudo do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior, a China substituiu o Banco Mundial (Bird) como principal fonte de financiamento dos pa\u00edses africanos. Entre 2001 e 2010, os empr\u00e9stimos concedidos \u00e0 \u00c1frica pelo Exim Bank chin\u00eas, institui\u00e7\u00e3o voltada ao fomento \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es do pa\u00eds asi\u00e1tico, foram estimados em US$ 67,2 bilh\u00f5es. J\u00e1 os financiamentos do Banco Mundial nesse mesmo per\u00edodo totalizaram US$ 54,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Banco Mundial j\u00e1 analisou a quest\u00e3o. No relat\u00f3rio &#8220;Construindo pontes: O papel crescente da China como financiadora da infraestrutura da \u00c1frica Subsaariana&#8221;, de 2009, o Bird mostrou que o crescimento do com\u00e9rcio entre a China e a \u00c1frica foi acompanhado por uma maior ajuda econ\u00f4mica oferecida pelo pa\u00eds asi\u00e1tico a partir de 2001. Em contrapartida, diversas obras de infraestrutura executadas pelos chineses na \u00c1frica t\u00eam como garantia ou s\u00e3o pagas com petr\u00f3leo, min\u00e9rio de ferro, cromo ou cacau, diz o Bird. Hoje, a China \u00e9 o principal fornecedor do continente, e encontra na \u00c1frica um destino para os seus produtos de alto valor agregado. O pa\u00eds asi\u00e1tico tamb\u00e9m se consolida como o maior comprador de produtos africanos, ultrapassando os Estados Unidos.<\/p>\n<p>A China demonstra que pretende manter tal papel. Em agosto de 2012, anota o estudo do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, o pa\u00eds anunciou a concess\u00e3o de cr\u00e9dito de US$ 20 bilh\u00f5es em tr\u00eas anos para projetos de infraestrutura, agricultura e desenvolvimento na \u00c1frica.<\/p>\n<p>Num ritmo mais t\u00edmido, o Brasil tamb\u00e9m tem disponibilizado apoio \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es \u00e0 regi\u00e3o. Entre 2008 e 2012, por exemplo, o valor desembolsado por programas oficiais alcan\u00e7ou US$ 4,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O Brasil ainda mant\u00e9m uma s\u00e9rie de programas de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica com o continente. Cerca de 150 iniciativas em aproximadamente 40 pa\u00edses s\u00e3o mantidas pelo Brasil, segundo o Itamaraty.<\/p>\n<p>Outro sinal da maior aproxima\u00e7\u00e3o entre o Brasil e a \u00c1frica \u00e9 o crescimento do total de empresas brasileiras que atuam no com\u00e9rcio bilateral. Enquanto o total de empresas brasileiras exportadoras caiu nos \u00faltimos anos, o n\u00famero de empresas que vendem para a \u00c1frica subiu 39% entre 2003 e 2012, para 3.810. J\u00e1 as empresas que importam produtos africanos totalizaram 1.739 em 2012, alta de 84%.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio do Desenvolvimento tamb\u00e9m prev\u00ea uma alta nas exporta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os por parte de empresas brasileiras e, consequentemente, uma eleva\u00e7\u00e3o dos embarques de bens relacionados a esses projetos. Nas contas do minist\u00e9rio, cada US$ 100 milh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os geram US$ 30 milh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es de equipamentos e outros produtos.<\/p>\n<p>&#8220;Esses investimentos brasileiros na \u00c1frica puxam consigo exporta\u00e7\u00f5es de bens que de outra maneira dificilmente ocorreriam&#8221;, afirmou Tatiana Prazeres, destacando ser uma caracter\u00edstica da balan\u00e7a comercial Brasil-\u00c1frica a atua\u00e7\u00e3o de &#8220;trading companies&#8221; de propriedade das construtoras brasileiras. &#8220;As exporta\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas por uma empresa, a comercial exportadora, que traz produtos de empresas de menor porte.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Com\u00e9rcio e ind\u00fastria refor\u00e7am PIB fraco no 4\u00ba tri<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os dados do varejo, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), elevam as chances de um resultado fraco para o Produto Interno Bruto (PIB) no \u00faltimo trimestre de 2012. No terceiro trimestre, o PIB cresceu apenas 0,6% sobre o segundo. As proje\u00e7\u00f5es para o quarto situam-se entre 0,7% e 1%, mas os dados do com\u00e9rcio e da ind\u00fastria nos \u00faltimos meses do ano deram for\u00e7a \u00e0s proje\u00e7\u00f5es mais pessimistas.<\/p>\n<p>Na s\u00e9rie com ajuste sazonal, o volume de vendas do com\u00e9rcio ampliado mostrou alta de apenas 0,6% na compara\u00e7\u00e3o entre o quarto e o terceiro trimestre, uma expressiva desacelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao resultado do terceiro trimestre sobre o segundo, quando o volume de vendas cresceu 2,1% sobre o segundo trimestre. O resultado do com\u00e9rcio ampliado, que inclui autom\u00f3veis e constru\u00e7\u00e3o civil, \u00e9 o dado do varejo que mais se aproxima daquele utilizado pelo instituto para os c\u00e1lculos do PIB.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do com\u00e9rcio, a ind\u00fastria j\u00e1 havia sinalizado enfraquecimento. Do segundo para o terceiro trimestre, ela foi um dos setores que impediu um resultado ainda mais fraco do PIB. A produ\u00e7\u00e3o do setor (pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE) cresceu 1% no terceiro trimestre sobre o segundo, ritmo que virou negativo no quarto trimestre em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro, quando a produ\u00e7\u00e3o encolheu 0,3%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desses dois segmentos, os dados j\u00e1 dispon\u00edveis de produ\u00e7\u00e3o, importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de bens de capital e de execu\u00e7\u00e3o de obras p\u00fablicas n\u00e3o indicam que o investimento tenha reagido fortemente no \u00faltimo trimestre do ano. Pelo contr\u00e1rio, a produ\u00e7\u00e3o de bens de capital, pelo IBGE, encolheu 2% no quarto trimestre sobre o terceiro, quando havia ficado est\u00e1vel (0,2%) sobre o segundo trimestre, sempre nos dados com ajuste sazonal.<\/p>\n<p>A salva\u00e7\u00e3o do PIB no quarto trimestre pode vir, no entanto, do setor de servi\u00e7os, um segmento para o qual existem poucos indicadores antecedentes. No terceiro trimestre, a queda do PIB de transa\u00e7\u00f5es financeiras (de 1,3%) influenciou o resultado de servi\u00e7os, que variou zero na compara\u00e7\u00e3o com o segundo trimestre, em um resultado que levantou muita pol\u00eamica sobre como o IBGE faz esses c\u00e1lculos dentro das contas nacionais.<\/p>\n<p>O resultado foi influenciado pela pr\u00f3pria queda dos juros e do spread banc\u00e1rio, que continuaram em retra\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos tr\u00eas meses do ano. Em valores, os dados do Banco Central sobre novas concess\u00f5es de cr\u00e9dito no \u00faltimo trimestre mostram alta nominal (sem descontar infla\u00e7\u00e3o e sem ajuste sazonal) de 5% na m\u00e9dia di\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro trimestre.<\/p>\n<p>Em resumo, ind\u00fastria, com\u00e9rcio e investimento n\u00e3o fecharam o ano com dados que animem as j\u00e1 fracas previs\u00f5es para o PIB e refor\u00e7am a tese de que o pa\u00eds conviveu no fim de 2012 com uma equa\u00e7\u00e3o curiosa (e dif\u00edcil do ponto de vista da condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria), que combinou infla\u00e7\u00e3o em alta com atividade desacelerada.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Argentina e Brasil buscam salvar projeto da Vale<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os governos do Brasil e da Argentina decidiram juntar for\u00e7as na tentativa de fazer com que a Vale mantenha vivo o gigantesco projeto de explora\u00e7\u00e3o da jazida de pot\u00e1ssio de Rio Colorado, na prov\u00edncia argentina de Mendoza.<\/p>\n<p>Com investimento or\u00e7ado em cerca de US$ 6 bilh\u00f5es, o projeto est\u00e1 em compasso de espera desde dezembro do ano passado quando a mineradora brasileira decidiu reavaliar sua economicidade diante do aumento de custos gerado, principalmente, pela desvaloriza\u00e7\u00e3o do peso, a moeda do pa\u00eds vizinho.<\/p>\n<p>Os dois pa\u00edses elegeram uma comiss\u00e3o formada por dois representantes de cada lado para coordenar as negocia\u00e7\u00f5es em andamento. Segundo uma fonte do Itamaraty, os negociadores brasileiros s\u00e3o o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e o assessor especial de Assuntos Internacionais, Marco Aur\u00e9lio Garcia.<\/p>\n<p>&#8220;Tanto nossos embaixadores em Bras\u00edlia e Buenos Aires como as equipes designadas por n\u00f3s e pela presidente Dilma Rousseff est\u00e3o trabalhando denodadamente para que Vale continue na Argentina, continue com o investimento&#8221;, disse ontem \u00e0 tarde o ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores argentino, H\u00e9ctor Timerman. A declara\u00e7\u00e3o contrasta com amea\u00e7a de cassa\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a de lavra da Vale que chegou a ser feita pelo governo de Mendoza. Para o ministro, &#8220;o projeto ainda vai dar muita satisfa\u00e7\u00e3o para ambas as partes, para o investidor (a Vale) e para a Rep\u00fablica Argentina&#8221;.<\/p>\n<p>A Vale informou em nota que o projeto n\u00e3o estava suspenso, apesar do recesso de fim de ano dos trabalhadores ter sido estendido at\u00e9 agora. No in\u00edcio do m\u00eas. Murilo Ferreira, presidente-executivo da Vale foi \u00e0 Argentina e se reuniu com Francisco Perez, governador da Prov\u00edncia de Mendoza. Participaram do encontro o Embaixador do Brasil, o ministro Fernando Pimentel e Sergio Leite, executivo da Vale no projeto. No encontro, foi acertado a data de 28 de fevereiro para a Vale apresentar um plano revisto dos investimentos no projeto do Rio Colorado e pagar os sal\u00e1rios atrasados.<\/p>\n<hr \/>\n<p>China vai dobrar produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no exterior<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A China est\u00e1 a caminho de produzir suficiente petr\u00f3leo fora de suas fronteiras a ponto de rivalizar com membros da Opep como o Kuait e os Emirados \u00c1rabes Unidos, depois que suas empresas petrol\u00edferas estatais gastaram um recorde de US$ 35 bilh\u00f5es comprando concorrentes estrangeiras no ano passado.<\/p>\n<p>Em sua primeira mensura\u00e7\u00e3o do impacto de recentes investimentos chineses em petr\u00f3leo no exterior, a Ag\u00eancia Internacional de Energia (AIE, que representa os pa\u00edses importadores de petr\u00f3leo) calcula que em 2015 as companhias petrol\u00edferas chinesas dever\u00e3o produzir 3 milh\u00f5es de barris por dia no exterior, quase dobrando sua produ\u00e7\u00e3o no exterior em 2011, pouco superior a 1,5 milh\u00e3o de barris por dia e equivalente \u00e0 produ\u00e7\u00e3o anual do Kuwait.<\/p>\n<p>&#8220;A China dever\u00e1 tornar-se um importante pa\u00eds produtor fora de suas fronteiras&#8221;, disse Fatih Birol, economista-chefe da AIE, ao &#8220;Financial Times&#8221; durante a Semana IP, uma reuni\u00e3o anual da ind\u00fastria petrol\u00edfera em Londres. &#8220;Uma parte significativa do aumento da produ\u00e7\u00e3o estrangeira vem de neg\u00f3cios [fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es] conclu\u00eddos no ano passado.&#8221;<\/p>\n<p>O surto de aquisi\u00e7\u00f5es por empresas petrol\u00edferas chinesas &#8211; e seus investimentos em tecnologias n\u00e3o convencionais de perfura\u00e7\u00e3o &#8211; est\u00e1 remodelando o setor petrol\u00edfero mundial.<\/p>\n<p>Empresas petrol\u00edferas chinesas, como a Cnooc e a Sinopec envolveram-se em uma onda de compras nos \u00faltimos anos, tendo gasto US$ 92 bilh\u00f5es desde o in\u00edcio de 2009 em ativos petrol\u00edferos e gasosos em diversos pa\u00edses &#8211; dos EUA a Angola -, segundo a Dealogic. No ano passado, essas aquisi\u00e7\u00f5es atingiram o recorde de US$ 35 bilh\u00f5es. Os neg\u00f3cios envolveram tanto associa\u00e7\u00f5es como aquisi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Alguns analistas e pol\u00edticos temem que a China esteja &#8220;apoderando-se&#8221; de campos petrol\u00edferos para garantir suas pr\u00f3prias necessidades energ\u00e9ticas. An\u00e1lises da AIE e de outros observadores, por\u00e9m, indicam que as empresas petroleiras de Pequim geralmente vendem sua produ\u00e7\u00e3o no mercado internacional, em vez de transportar o petr\u00f3leo \u00e0 China.<\/p>\n<p>Executivos chineses do setor petrol\u00edfero dizem que seria imposs\u00edvel, para eles, atender \u00e0s necessidades energ\u00e9ticas de seu pa\u00eds por meio de aquisi\u00e7\u00f5es no exterior, devido \u00e0 enorme escala da demanda. A China \u00e9 o segundo maior importador mundial de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>&#8220;Muitos grupos chineses no setor energ\u00e9tico est\u00e3o tentando assegurar uma produ\u00e7\u00e3o fora de seu pa\u00eds&#8221;, disse Birol, acrescentando que os principais motivos s\u00e3o &#8220;interesses comerciais&#8221;.<\/p>\n<p>A obten\u00e7\u00e3o de tecnologias cruciais \u00e9 outro objetivo das aquisi\u00e7\u00f5es, principalmente visando perfura\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas, extra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de xisto e a explora\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos de areias betuminosas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil elevou em 21% \u00e1rea com transg\u00eanicos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Mais da metade da \u00e1rea mundial com culturas geneticamente modificadas esteve em 2012, pela primeira vez, nos pa\u00edses em desenvolvimento e n\u00e3o nos desenvolvidos. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do Servi\u00e7o Internacional para Aquisi\u00e7\u00e3o de Aplica\u00e7\u00f5es em Agrobiotecnologia (ISAAA, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>As culturas transg\u00eanicas continuam avan\u00e7ando sobre as terras cultiv\u00e1veis do mundo, segundo afirma a principal pesquisa anual sobre biotecnologia vegetal. A \u00e1rea plantada com transg\u00eanicos cresceu 6% no ano passado, para 170,3 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n<p>&#8220;Pelo quarto ano consecutivo, o Brasil foi o motor do crescimento mundial, aumentando sua \u00e1rea de culturas biotecnol\u00f3gicas mais do que qualquer outro pa\u00eds &#8211; um crescimento recorde impressionante de 6,3 milh\u00f5es de hectares, 21% a mais que em 2011&#8221;, disse Clive James, fundador e presidente do conselho de administra\u00e7\u00e3o do ISAA.<\/p>\n<p>O total de 36,6 milh\u00f5es de hectares em culturas transg\u00eanicas do Brasil &#8211; soja, milho e algod\u00e3o &#8211; representa mais da metade da \u00e1rea plantada nos EUA, o pa\u00eds que mais tem culturas biotecnol\u00f3gicas. A Argentina est\u00e1 confortavelmente na terceira posi\u00e7\u00e3o no ranking global dos transg\u00eanicos, com 23,9 milh\u00f5es de hectares, \u00e0 frente do Canad\u00e1, com 11,6 milh\u00f5es de hectares plantados.<\/p>\n<p>No outro extremo, Sud\u00e3o e Cuba plantaram culturas transg\u00eanicas pela primeira vez em 2012. Com seu algod\u00e3o biotecnol\u00f3gico, o Sud\u00e3o tornou-se o quarto pa\u00eds da \u00c1frica a usar os transg\u00eanicos, depois da \u00c1frica do Sul, Burkina Faso e do Egito.<\/p>\n<p>Enquanto isso, na Europa, as culturas transg\u00eanicas ainda est\u00e3o presas no atoleiro pol\u00edtico e jur\u00eddico. A Espanha \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds da Uni\u00e3o Europeia a plantar culturas transg\u00eanicas em escala significativa, segundo mostra a pesquisa do ISAA, com 116 mil hectares de milho transg\u00eanico cultivados no ano passado.<\/p>\n<p>A maioria das variedades transg\u00eanicas \u00e9 elaborada para tolerar herbicidas, o que permite aos agricultores eliminar ervas daninhas com sprays qu\u00edmicos sem prejudicar as culturas, ou que elas resistam a pestes. Um n\u00famero crescente possui &#8220;caracter\u00edsticas combinadas&#8221;, que protegem as culturas das duas maneiras ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>De acordo com James, a toler\u00e2ncia \u00e0 seca ser\u00e1 a nova caracter\u00edstica biotecnol\u00f3gica mais significativa a ser introduzida no futuro pr\u00f3ximo, &#8220;porque as secas s\u00e3o, de longe, o maior obst\u00e1culo individual ao aumento da produtividade pela biotecnologia para culturas do mundo todo&#8221;. A Monsanto vai lan\u00e7ar o primeiro milho transg\u00eanico com toler\u00e2ncia \u00e0 seca nos EUA este ano.<\/p>\n<p>Monsanto e Basf doaram a mesma tecnologia para parcerias p\u00fablico-privadas que se esfor\u00e7am para desenvolver milho com toler\u00e2ncia \u00e0 seca adaptado para as condi\u00e7\u00f5es africanas, onde a necessidade de resist\u00eancia \u00e0 falta de \u00e1gua \u00e9 maior, diz James. Este pode estar dispon\u00edvel em 2017.<\/p>\n<p>James \u00e9 um defensor fervoroso da capacidade da biotecnologia de ajudar a melhorar a produtividade agr\u00edcola em \u00e1reas rurais pobres, sem provocar mais danos ao ambiente. &#8220;As culturas biotecnol\u00f3gicas s\u00e3o importantes mas n\u00e3o s\u00e3o uma panaceia e a ades\u00e3o \u00e0s boas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas como os rod\u00edzios e a gest\u00e3o de resist\u00eancia \u00e9 um imperativo tanto paras as culturas transg\u00eanicas como para as convencionais&#8221;, afirma.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Dilma anuncia fim da pobreza extrema e PT d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 campanha<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Depois de passar as \u00faltimas se\u00admanas assistindo \u00e0 movimen\u00adta\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis advers\u00e1rios em 2014, a presidente Dilma Rousseff deu ontem a largada \u00e0 campanha por sua reelei\u00e7\u00e3o. Em solenidade cuidadosamente planejada na v\u00e9spera do ato pol\u00edtico para comemorar, ho\u00adje, os 10 anos do PT \u00e0 frente do governo federal, Dilma anun\u00adciou que 22 milh\u00f5es de brasileiros deixaram a situa\u00e7\u00e3o de ex\u00adtrema pobreza desde que seu governo lan\u00e7ou o programa Brasil Sem Mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>&#8220;Falta muito pouco para a su\u00adpera\u00e7\u00e3o da pobreza extrema&#8221;, afirmou a presidente. Com esse intuito, o governo tamb\u00e9m anunciou que vai complementar a renda de 2,5 milh\u00f5es de benefici\u00e1rios do Bolsa Fam\u00edlia. A erradica\u00ad\u00e7\u00e3o da pobreza extrema foi uma das principais promessas da cam\u00adpanha de Dilma e deve embalar o projeto de reelei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A concorrida cerim\u00f4nia, com o slogan &#8220;O fim da mis\u00e9ria \u00e9 s\u00f3 um come\u00e7o&#8221;, de autoria do mar\u00adqueteiro Jo\u00e3o Santana, contou com a presen\u00e7a de pelo menos 13 ministros e dez governadores, \u00a0al\u00e9m de in\u00fameros parlamenta\u00adres e presidentes de partidos. \u00a0Santana fez a campanha vitorio\u00adsa de Dilma em 2010 e tamb\u00e9m a do ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lu\u00adla da Silva em 2006.<\/p>\n<p>Dilma colou sua agenda \u00e0 do \u00a0PT e criticou antecessores, co\u00admo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), sem cit\u00e1-los nominalmente.<\/p>\n<p>O presidente do PT, Rui Falc\u00e3o, aproveitou a festa para dizer que Dilma &#8220;tem tudo para ser reeleita&#8221; Ele minimizou as poss\u00ed\u00adveis candidaturas presidenciais do governador de Pernambuco, \u00a0Eduardo Campos (PSB) &#8211; hoje na base aliada &#8211; e tamb\u00e9m da ex- senadora Marina Silva, fundado\u00adra de um novo partido, intitula\u00addo &#8220;Rede Sustentabilidade&#8221;. &#8220;O governo n\u00e3o tem pedras no caminho&#8221;, enfatizou Falc\u00e3o.<\/p>\n<p>Criador. Em seu discurso, Dil\u00adma citou pelo menos quatro vezes o ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e seu legado e criticou a gest\u00e3o tucana na \u00e1rea social. &#8220;N\u00f3s come\u00e7amos em 2003, no governo do presidente Lula, quando unificamos programas sociais prec\u00e1rios que at\u00e9 ent\u00e3o existiam&#8221;, disse Dilma.<\/p>\n<p>&#8220;Um Pa\u00eds s\u00f3 pode retirar 36 milh\u00f5es de pessoas da mis\u00e9ria com um programa como o Bolsa Fa\u00adm\u00edlia, quando al\u00e9m de ter a sensibilidade para a dor dos mais pobres possui tamb\u00e9m capacidade t\u00e9cnica, qualidade de gest\u00e3o, ho\u00adnestidade moral e coragem pol\u00edtica para realizar um feito dessa magnitude&#8221;, gabou-se.<\/p>\n<p>Depois de ressaltar que &#8220;o Bra\u00adsil vira uma p\u00e1gina decisiva na longa hist\u00f3ria de exclus\u00e3o so\u00adcial&#8221; com esta nova etapa do pro\u00adgrama Brasil Sem Mis\u00e9ria, que permitir\u00e1 ao governo retirar mais 22 milh\u00f5es de pessoas da mis\u00e9ria, a presidente classificou o seu projeto como o plano so\u00adcial &#8220;mais focado, mais amplo e mais moderno do mundo&#8221;. &#8220;A tecnologia social mais avan\u00e7ada do mundo&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Na tentativa de rebater as cr\u00edticas dos advers\u00e1rios, que acusam o governo Dilma de &#8220;propagan\u00adda enganosa&#8221;, a presidente ante\u00adcipou a resposta: &#8220;N\u00e3o estamos dizendo que n\u00e3o haja mais brasi\u00adleiros extremamente pobres. O que estamos garantindo \u00e9 que o mais dif\u00edcil j\u00e1 foi feito. Dito em outras palavras: por n\u00e3o termos abandonando o nosso povo, a mi\u00ads\u00e9ria est\u00e1 nos abandonando&#8221;.<\/p>\n<p>A presidente enfatizou que o modelo de desenvolvimento constru\u00eddo no Brasil desafia a &#8220;l\u00f3gica simplista, o disse me disse da pol\u00edtica pequena&#8221;. O modelo, segundo ela, seria incompreendido pelos &#8220;conservado\u00adres&#8221;. &#8220;\u00c9 por isso que as correntes do pensamento conservador, aquelas mesmas correntes que quase empurram o mundo para o abismo da crise, insistem em n\u00e3o entender o Brasil e a origina\u00adlidade do nosso modelo.&#8221;<\/p>\n<p>Camponesas<\/p>\n<p>No fim da tarde, Dilma reuniu-se com mulheres camponesas, no Parque da Cidade, e foi bastante aplaudida. A cerim\u00f4nia transformou-se em mais um palanque eleitoral.<\/p>\n<p>&#8220;Quando tomei posse como primeira mulher presidente, dis\u00adse que um dos meus compromissos era honrar as mulheres. Por\u00adque honrar as mulheres do meu Pa\u00eds \u00e9 a forma que eu tenho de expressar que eu devo \u00e0s mulhe\u00adres camponesas, trabalhadoras, que eu devo \u00e0s mulheres desse Brasil inteiro (&#8230;) Estou aqui n\u00e3o por um milagre (&#8230;) Estou aqui porque milh\u00f5es de brasileiras, de mulheres que lutaram nesse Pa\u00eds, constru\u00edram a possibilida\u00adde de eu estar aqui. Eu estou aqui porque voc\u00eas est\u00e3o a\u00ed.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4353\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4353","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-18d","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4353","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4353"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4353\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4353"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4353"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4353"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}