{"id":4355,"date":"2013-02-21T12:44:24","date_gmt":"2013-02-21T12:44:24","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4355"},"modified":"2013-02-21T12:44:24","modified_gmt":"2013-02-21T12:44:24","slug":"brasilia-e-moscou-reduzem-barreiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4355","title":{"rendered":"Bras\u00edlia e Moscou reduzem barreiras"},"content":{"rendered":"\n<p>Brasil e R\u00fassia assinaram ontem protocolo de coopera\u00e7\u00e3o que abre espa\u00e7o para o fornecimento de farelo de soja brasileiro para o mercado russo. Paralelamente, os dois pa\u00edses firmaram acordo sobre requisitos fitossanit\u00e1rios que possibilitar\u00e3o a importa\u00e7\u00e3o de trigo da R\u00fassia pelo Brasil. Os entendimentos foram anunciados durante a visita a Bras\u00edlia do primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, que foi recebido ontem pela presidente Dilma Rousseff , no Pal\u00e1cio do Planalto.<\/p>\n<p>De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de \u00d3leos Vegetais (Abiove), a R\u00fassia j\u00e1 pode importar soja do Brasil, mas os requisitos fitossanit\u00e1rios s\u00e3o t\u00e3o rigorosos que os neg\u00f3cios praticamente n\u00e3o fluem. Em 2011, as exporta\u00e7\u00f5es para o mercado russo foram de apenas 120 mil toneladas, um volume insignificante perto das mais de 30 milh\u00f5es de toneladas embarcadas anualmente para todo o mundo. Os neg\u00f3cios com farelo s\u00e3o praticamente inexistentes.<\/p>\n<p>Uma fonte do governo brasileiro informou ainda que t\u00e9cnicos da R\u00fassia iniciar\u00e3o na pr\u00f3xima semana inspe\u00e7\u00f5es em frigor\u00edficos de Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paran\u00e1, os tr\u00eas estados que ainda enfrentam restri\u00e7\u00f5es para exportar carne ao mercado russo, principal destino do produto nacional. O Minist\u00e9rio da Agricultura anunciou no final de novembro a suspens\u00e3o do embargo, mas Moscou ainda manteve algumas restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Pa\u00eds compra baterias antia\u00e9reas<\/p>\n<p>O pa\u00eds vai comprar cinco ou seis baterias antia\u00e9reas russas para refor\u00e7ar a capacidade de defesa do pa\u00eds e proteger a cidade do Rio de Janeiro durante as Ol\u00edmp\u00edadas de 2016. A aquisi\u00e7\u00e3o est\u00e1 prevista em um dos acordos de coopera\u00e7\u00e3o assinados ontem entre Brasil e R\u00fassia, durante a visita a Bras\u00edlia do primeiro ministro russo, Dmitry Medvedev. O acerto contempla a transfer\u00eancia integral de tecnologia para a ind\u00fastria b\u00e9lica nacional. O chefe do Estado-Maior Conjunto das For\u00e7as Armadas, general Jos\u00e9 Carlos De Nardi, explicou que a produ\u00e7\u00e3o dos equipamentos poder\u00e1 ser iniciada, na R\u00fassia, em at\u00e9 tr\u00eas meses. A fabrica\u00e7\u00e3o no Brasil, come\u00e7ar\u00e1 com itens mais simples e ficar\u00e1 a cargo de um grupo de empresas coordenadas pela Odebrecht Defesa. Em alguns anos, as companhias brasileiras poder\u00e3o produzir pe\u00e7as mais sofisticadas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Empresas n\u00e3o chegam a acordo sobre texto de MP dos portos<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>As empresas que atuam nos portos brasileiros n\u00e3o chegaram ontem a uma posi\u00e7\u00e3o comum em defesa da aprova\u00e7\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria 595, que reformula o setor e abre o caminho para investimentos de R$ 54,2 bilh\u00f5es. Na instala\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Mista que debater\u00e1 a MP, a discuss\u00e3o come\u00e7ou com forte oposi\u00e7\u00e3o dos representantes dos trabalhadores, mas ainda sem uma defesa enf\u00e1tica e uniforme das empresas que dependem do setor portu\u00e1rio.<\/p>\n<p>Alguns setores empresariais resistem em apoiar a MP, temendo a interven\u00e7\u00e3o do Estado em suas opera\u00e7\u00f5es, via Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq), e apontam a falta de vantagens competitivas para os atuais operadores, principalmente industriais, em rela\u00e7\u00e3o a novos participantes como exemplo de problema no texto.<\/p>\n<p>Participaram da reuni\u00e3o de ontem do empresariado as associa\u00e7\u00f5es de terminais portu\u00e1rios (ABTP), de cont\u00eaineres (Abratec), o Instituto A\u00e7o Brasil, as confedera\u00e7\u00f5es nacionais da Agricultura (CNA) e da Ind\u00fastria (CNI), al\u00e9m da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Operadores Portu\u00e1rios (Fenop). Apesar de n\u00e3o ter surgido um entendimento comum, o diretor presidente da ABTP, Wilen Manteli, espera que um acordo seja firmado j\u00e1 na pr\u00f3xima semana, quando os grupos ficaram de se reunir novamente.<\/p>\n<p>&#8211; Havia um princ\u00edpio de n\u00e3o entendimento da MP, mas as diverg\u00eancias diminu\u00edram muit\u00edssimo e acho que estamos perto de um ajuste bastante saud\u00e1vel para o setor empresarial &#8211; disse.<\/p>\n<p>A senadora K\u00e1tia Abreu (PSD-TO), presidente da CNA, disse que, se a MP n\u00e3o for aprovada, o setor portu\u00e1rio sofrer\u00e1 um apag\u00e3o em at\u00e9 sete anos, quando deve dobrar a demanda pelo transporte de cont\u00eaineres nos portos. O Pal\u00e1cio do Planalto entende que exportadores e empres\u00e1rios nos portos t\u00eam de estar unidos em favor da ess\u00eancia do texto da MP, ainda que sejam necess\u00e1rios ajustes, para que seja aprovado no Congresso.<\/p>\n<p>Trabalhadores dos portos dificultaram a instala\u00e7\u00e3o da comiss\u00e3o mista ontem e prometeram fazer uma greve no Porto de Santos amanh\u00e3, entre outros motivos, por serem contr\u00e1rios a previs\u00f5es da MP. A comiss\u00e3o mista que avaliar\u00e1 a MP foi instalada tendo como relator o l\u00edder do governo no Congresso, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), e o l\u00edder do PT na C\u00e2mara, Jos\u00e9 Guimar\u00e3es, como presidente. Braga receber\u00e1 representantes dos trabalhadores portu\u00e1rios na pr\u00f3xima semana.<\/p>\n<p>K\u00e1tia Abreu est\u00e1 otimista quanto \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da MP 595, mas disse que o Brasil s\u00f3 j\u00e1 n\u00e3o vive um apag\u00e3o portu\u00e1rio porque o crescimento do ritmo de cargas desacelerou nos \u00faltimos anos, diante da crise internacional. Apesar de a maior parte dos produtos agropecu\u00e1rios ainda ser exportada a granel, a presidente da CNA prev\u00ea uma tend\u00eancia de uso cada vez maior de cont\u00eaineres &#8211; inclusive para caf\u00e9, soja e carne.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Produtividade cai mais no Brasil<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A produtividade do trabalha\u00addor brasileiro caiu &#8220;dramatica\u00admente&#8221; em 2012. A constata\u00ad\u00e7\u00e3o \u00e9 do centro de pesquisas Conference Board. Levantamento anual diz que o fraco crescimento do PIB e o cont\u00ednuo aumento do emprego explicam a piora do desempenho nacional no ano passado.<\/p>\n<p>&#8220;O decl\u00ednio mais dram\u00e1tico na Am\u00e9rica Latina foi no Brasil, que mostrou queda no n\u00edvel de pro\u00addu\u00e7\u00e3o por pessoa empregada de 0,3% em 2012 ap\u00f3s a desacelera\u00e7\u00e3o vista em 2010 e 2011&#8221;, destaca o relat\u00f3rio. Com isso, a produtividade m\u00e9dia do brasileiro ficou em 18,4% do desempenho m\u00e9dio de um trabalhador norte-americano. O movimento foi na contram\u00e3o da tend\u00eancia global, j\u00e1 que a produtividade m\u00e9dia mundial subiu 1,8% no ano, para 26,2% do observado nos EUA.<\/p>\n<p>A pesquisa argumenta que a piora brasileira \u00e9 fruto do fraco crescimento econ\u00f4mico somado \u00e0 cont\u00ednua melhora do mercado de trabalho. Ou seja, a produtividade caiu porque o n\u00famero de trabalhadores aumentou em ritmo maior que a produ\u00e7\u00e3o. Assim, cada empregado acabou produzindo menos que um ano antes. &#8220;A economia brasileira se deteriorou rapidamente sob a influ\u00eancia da desacelera\u00e7\u00e3o global, o que revelou a fraqueza interna que n\u00e3o era vis\u00edvel sob as elevadas taxas de crescimento dos anos anteriores&#8221;, destaca o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m calcula a efici\u00eancia do uso dos recursos de toda a economia &#8211; o que leva em conta, al\u00e9m do trabalho, outros fatores como infraestrutura, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o. O chamado fator de produtividade total do Brasil caiu 1,8% no ano passado, tamb\u00e9m pior que outros emergentes e economias maduras. Sob essa \u00f3tica mais ampla, o estudo cita que &#8220;os principais problemas dizem respeito \u00e0 infraestrutura inadequada, pouco investimento em novas m\u00e1quinas e equipamentos, impostos elevados sobre o trabalho e melhora lenta na qualifica\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e da gest\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Compara\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O resultado da produtividade do brasileiro foi o segundo pior na Am\u00e9rica Latina, s\u00f3 \u00e0 frente da Bol\u00edvia, pa\u00eds em que indicador m\u00e9dio ficou em 11,4% na compara\u00e7\u00e3o com um norte-americano, (veja outros pa\u00edses no quadro).<\/p>\n<p>Em todos esses pa\u00edses emer\u00adgentes, por\u00e9m, o \u00edndice subiu em 2012. A produtividade dos chine\u00adses, por exemplo, saltou 7,4% em um ano.<\/p>\n<p>O estudo do Conference Board compara a produtividade de trabalhadores de v\u00e1rios pa\u00edses do mundo em rela\u00e7\u00e3o aos EUA. Por ser a refer\u00eancia do estudo, a produtividade de um norte-americano \u00e9 usada como padr\u00e3o. Portanto, de 100%.<\/p>\n<p>Apesar de a economia do Brasil ter crescido a um ritmo mais r\u00e1pido nos \u00faltimos anos, a produtividade n\u00e3o reagiu. Pelo contr\u00e1rio, o estudo mostra que a produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia por trabalhador brasileiro tem crescido menos que o visto em outros grandes emergentes desde 1996.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, a produtividade m\u00e9dia do brasileiro subiu 0,4% por ano no per\u00edodo entre 1996 e 2005. Esse ritmo \u00e9 o pior entre os grandes emergentes citados pelo estudo. Nesse grupo, todos apresentaram desempenho melhor: R\u00fassia, com expans\u00e3o m\u00e9dia da produtividade de 3,8% por ano, \u00cdndia (+4,3%), China (+7,1%), M\u00e9xico (+14%), Indon\u00e9sia (+1,1%) e Turquia (+4,6%).<\/p>\n<p>Segundo o Conference Board, a produtividade dos brasileiros melhorou entre 2006 e 2011, quando, na m\u00e9dia, o indicador subiu anualmente 2%. Mesmo com essa rea\u00e7\u00e3o, o ritmo continuou aqu\u00e9m do visto em outras grandes economias emergentes: R\u00fassia (+3,4%), \u00edndia (+5,9%), China (+10,4%) e Indon\u00e9sial (+3,1%).<\/p>\n<hr \/>\n<p>Consumo interno de m\u00e1quinas continuou estagnado no 4\u00ba tri<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Depois de cinco trimestres seguidos de queda do investimento, o consumo dom\u00e9stico de m\u00e1quinas continuou estagnado no \u00faltimo trimestre. As proje\u00e7\u00f5es de cinco economistas consultados pelo Valor para a evolu\u00e7\u00e3o do consumo aparente de bens de capital oscilam entre menos 1% e mais 1%. O volume importado desses itens subiu com for\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro trimestre, mas a produ\u00e7\u00e3o interna, prejudicada por ac\u00famulo excessivo de estoques, seguiu em terreno negativo no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Para um grupo de analistas, o resultado dessa equa\u00e7\u00e3o foi novo recuo da absor\u00e7\u00e3o interna de m\u00e1quinas, o que sinaliza mais uma retra\u00e7\u00e3o da Forma\u00e7\u00e3o Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida das contas nacionais do que se investe em m\u00e1quinas e constru\u00e7\u00e3o civil), embora menor do que o tombo de 2% observado no terceiro trimestre.<\/p>\n<p>Outros economistas afirmam que a alta em torno de 10% das importa\u00e7\u00f5es de bens de capital entre o terceiro e o quarto trimestres, em termos dessazonalizados, foi suficiente para compensar a queda de 2% da produ\u00e7\u00e3o interna na mesma compara\u00e7\u00e3o, o que culminou em alta da demanda por esses bens. Mesmo entre esses especialistas, por\u00e9m, h\u00e1 a percep\u00e7\u00e3o de que \u00e9 cedo para apontar uma retomada mais consistente do investimento j\u00e1 a partir do \u00faltimo trimestre, tendo em vista a lenta recupera\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a do empresariado e d\u00favidas persistentes quanto ao ritmo de crescimento da atividade.<\/p>\n<p>Aur\u00e9lio Bicalho, do Ita\u00fa Unibanco, calcula que, mesmo com avan\u00e7o de 9% das compras externas, o consumo interno de bens de capital &#8211; que soma a produ\u00e7\u00e3o nacional, descontada a exporta\u00e7\u00e3o, \u00e0s importa\u00e7\u00f5es &#8211; caiu 1% na passagem trimestral, na s\u00e9rie com ajuste sazonal. No terceiro trimestre, esse recuo havia sido mais intenso, de 2,7%, trajet\u00f3ria que tamb\u00e9m deve ocorrer com o investimento. Ele projeta contra\u00e7\u00e3o de 0,5% desse componente do Produto Interno Bruto (PIB) entre outubro e dezembro na compara\u00e7\u00e3o com os tr\u00eas meses anteriores.<\/p>\n<p>Para Bicalho, h\u00e1 &#8220;dados mistos&#8221; no conjunto de informa\u00e7\u00f5es que determinam o investimento, com sinais positivos vindos do aumento das encomendas relatado pela ind\u00fastria do setor e uma procura maior por linhas de cr\u00e9dito do BNDES. Por outro lado, ainda persiste uma fraqueza da produ\u00e7\u00e3o, que encolhe h\u00e1 cinco meses, enquanto a atividade de constru\u00e7\u00e3o civil, que representa cerca de 40% da forma\u00e7\u00e3o bruta, caiu 1% na passagem do terceiro para o quarto trimestre, de acordo com seus c\u00e1lculos.<\/p>\n<p>Em sua opini\u00e3o, fatores que adiaram decis\u00f5es de investir ao longo do ano seguiram presentes no \u00faltimo trimestre, com destaque para a incerteza quanto \u00e0 velocidade de retomada da economia. Assim, mesmo com o menor custo de capital e medidas como a deprecia\u00e7\u00e3o acelerada para compra de m\u00e1quinas e redu\u00e7\u00e3o agressiva de juros de linhas do BNDES, o investimento, mais uma vez, n\u00e3o decolou. &#8220;Essas medidas evitaram um resultado um pouco mais fraco, mas a tend\u00eancia \u00e9 que seu impacto comece a aparecer de forma mais importante a partir de agora.&#8221;<\/p>\n<p>O economista-chefe da LCA Consultores, Bra\u00falio Borges, afirma que uma alta at\u00edpica de 17% do volume exportado de bens de capital no quarto trimestre, provocada pela venda de tr\u00eas plataformas de petr\u00f3leo que continuam operando no Brasil, prejudicou a absor\u00e7\u00e3o interna desses produtos. Segundo seus c\u00e1lculos com ajuste sazonal, o consumo dom\u00e9stico de m\u00e1quinas caiu 0,3% entre o terceiro e o \u00faltimo trimestre. Sem essa opera\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil da Petrobras, Borges estima que essa varia\u00e7\u00e3o teria sido positiva em 3%.<\/p>\n<p>Ele avalia que o avan\u00e7o de dois d\u00edgitos das importa\u00e7\u00f5es de m\u00e1quinas, que cresceram 11% na passagem trimestral em suas contas, j\u00e1 aponta para um cen\u00e1rio mais favor\u00e1vel ao investimento. Para os \u00faltimos tr\u00eas meses de 2012, por\u00e9m, a LCA projeta estabilidade da forma\u00e7\u00e3o bruta, o que resultaria em queda de 4,3% do investimento no ano passado, maior retra\u00e7\u00e3o desde 2009. &#8220;A desacelera\u00e7\u00e3o da economia influenciou negativamente o investimento privado e o governo demorou a tomar medidas, mas acho prov\u00e1vel que em 2013 n\u00e3o haja frustra\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou Borges.<\/p>\n<p>O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse recentemente que os desembolsos saltaram &#8220;mais de 25%&#8221; em janeiro em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2012, varia\u00e7\u00e3o vista por economistas como ind\u00edcio de que o aumento de 60% das consultas observado no ano anterior come\u00e7ou a se materializar. Rodrigo Baggi, analista da Tend\u00eancias Consultoria, nota que, no ano passado, o valor das consultas, que chegaram a R$ 312,3 bilh\u00f5es, superou em quase 50% o dos desembolsos. &#8220;Esse dado precisa ser olhado com cautela, mas esses investimentos podem ocorrer ao longo de 2013.&#8221;<\/p>\n<p>A ind\u00fastria do setor tem relatado um n\u00edvel maior de encomendas, diz Baggi, mas a produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o reagiu devido ao elevado n\u00edvel de estoques. Assim, mesmo com aumento das importa\u00e7\u00f5es, ele calcula que, feito o ajuste sazonal, o consumo aparente de m\u00e1quinas caiu 0,9% no quarto trimestre ante o terceiro. A consultoria ainda n\u00e3o tem uma proje\u00e7\u00e3o fechada para a evolu\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o de capital f\u00edsico no per\u00edodo, mas, a partir dos dados da absor\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica, a expectativa \u00e9 de nova queda. &#8220;Houve uma melhora relativa em rela\u00e7\u00e3o ao segundo e ao terceiro trimestres, mas ela ainda \u00e9 bem morna.&#8221;<\/p>\n<p>Fernando Rocha, economista e s\u00f3cio da JGP Gest\u00e3o de Recursos, faz an\u00e1lise semelhante, apesar de seus c\u00e1lculos apontarem para alta de 0,8% no consumo de bens de capital entre o terceiro e o quarto trimestres. Esse movimento, segundo Rocha, \u00e9 suficiente para interromper a sequ\u00eancia de quedas trimestrais da forma\u00e7\u00e3o bruta, que subiu 1,3% no \u00faltimo trimestre nas proje\u00e7\u00f5es da JGP. Mesmo assim, o analista n\u00e3o v\u00ea uma virada no jogo para o investimento.<\/p>\n<p>Em sua vis\u00e3o, h\u00e1 uma recupera\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o de capital fixo em curso. A quest\u00e3o, no entanto, \u00e9 em que velocidade se dar\u00e1 essa rea\u00e7\u00e3o, limitada, segundo Rocha, por amarras j\u00e1 conhecidas, como o alto custo de m\u00e3o de obra, o baixo n\u00edvel de poupan\u00e7a interna e a perda de competitividade da ind\u00fastria, que reduziram o crescimento potencial da economia brasileira para algo pr\u00f3ximo de 3%. Assim, diz o analista da JGP, para uma expans\u00e3o nesse n\u00edvel esperada para o PIB este ano, o investimento deve crescer dentro desse ritmo.<\/p>\n<p>A partir dos dados dos \u00faltimos tr\u00eas meses de 2012, Fabio Ramos, da Quest Investimentos, avalia que o pessimismo em rela\u00e7\u00e3o ao ambiente macroecon\u00f4mico foi reduzido. Em suas contas, o consumo aparente de bens capital teve alta de 0,7% ante o trimestre anterior, sempre com ajuste sazonal. &#8220;Isso n\u00e3o quer dizer que entramos em um cen\u00e1rio muito otimista. A confian\u00e7a da ind\u00fastria est\u00e1 voltando, mas ainda \u00e9 uma volta lenta&#8221;, disse.<\/p>\n<hr \/>\n<p>61,5% das fam\u00edlias se dizem endividadas, revela pesquisa<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A parcela de fam\u00edlias endividadas no pa\u00eds retomou trajet\u00f3ria de alta em fevereiro, impulsionada por gastos extras, como pagamento de taxas e reajustes de pre\u00e7os que ocorrem nesta \u00e9poca do ano. \u00c9 o que mostra a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic Nacional), divulgada ontem pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC).<\/p>\n<p>Em universo de 18 mil pesquisados, o percentual de fam\u00edlias que se declararam endividadas este m\u00eas foi de 61,5%, resultado acima do verificado em janeiro (60,2%) e tamb\u00e9m superior ao de fevereiro do ano passado (57,4%).<\/p>\n<p>O levantamento mostrou que o endividamento em fevereiro foi mais forte entre aquelas de menor poder aquisitivo. Nas fam\u00edlias com renda at\u00e9 dez sal\u00e1rios m\u00ednimos, o percentual com d\u00edvidas alcan\u00e7ou 63,1% em fevereiro de 2013, ante 61,5% em janeiro de 2013; e 58,4% em fevereiro de 2012.<\/p>\n<p>Nas fam\u00edlias com renda acima de dez sal\u00e1rios m\u00ednimos, a parcela de endividados diminuiu de 54,2%, em janeiro, para 54% em fevereiro. Em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro do ano passado, o percentual de fam\u00edlias com d\u00edvidas nesse grupo de renda era menor, de 50,6%.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio acendeu sinal de alerta para os n\u00edveis de inadimpl\u00eancia. A fatia de fam\u00edlias que declararam ter d\u00edvidas ou contas em atraso, em fevereiro, foi de 22,1% &#8211; acima de janeiro de 2013 (21,2%). A parcela de fam\u00edlias que admitiram n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es de quitar seus d\u00e9bitos tamb\u00e9m subiu de 6,6% para 7% entre janeiro e fevereiro deste ano.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Acordo limita soberania na zona do euro<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Um elemento-chave dos planos de garantir a disciplina das pol\u00edticas econ\u00f4micas na zona do euro foi resolvido ontem, depois de um ano de negocia\u00e7\u00f5es entre os governos europeus e os legisladores do Parlamento Europeu.<\/p>\n<p>As novas regras, chamadas de &#8220;two-pack&#8221; (algo como &#8220;pacote duplo&#8221;) pelos burocratas da Uni\u00e3o Europeia (UE), obrigar\u00e3o governos da zona do euro a avisar Bruxelas sobre os seus planos or\u00e7ament\u00e1rios e d\u00e3o \u00e0 Comiss\u00e3o Europeia, bra\u00e7o executivo da UE, mais condi\u00e7\u00f5es de supervisionar os pa\u00edses sob risco de crise financeira.<\/p>\n<p>As regras s\u00e3o o \u00faltimo grande esfor\u00e7o para impor disciplina \u00e0s pol\u00edticas econ\u00f4micas sob os tratados atuais da UE. Elas se seguem a um pacto fiscal do ano passado, que obriga os governos a buscar or\u00e7amentos equilibrados e a introduzir uma s\u00e9rie de reformas, aprovadas em 2011, que permitem que Bruxelas repreenda com san\u00e7\u00f5es os pa\u00edses-membros recalcitrantes.<\/p>\n<p>O acordo de ontem foi alcan\u00e7ado ap\u00f3s os legisladores terem recuado em seus esfor\u00e7os de persuadir a Comiss\u00e3o Europeia a apoiar alguma forma de d\u00edvida comum da zona do euro. A Alemanha se op\u00f4s fortemente \u00e0 iniciativa.<\/p>\n<p>Em vez disso, a comiss\u00e3o concordou em criar um grupo de especialistas que deve apresentar, at\u00e9 mar\u00e7o de 2014, um parecer sobre um poss\u00edvel fundo regional de resgate de d\u00edvida, no qual alguns d\u00e9bitos nacionais poderiam ser agrupados e gerenciados. O acordo de ontem ainda precisa ser ratificado pelos governos e legisladores europeus, o que provavelmente ocorrer\u00e1 ao logo das pr\u00f3ximas semanas.<\/p>\n<p>O comiss\u00e1rio para assuntos econ\u00f4micos da UE, Olli Rehn, disse que quaisquer passos futuros com rela\u00e7\u00e3o a agrupamento de d\u00edvidas &#8220;devem andar de m\u00e3os dadas com uma maior disciplina fiscal e integra\u00e7\u00e3o&#8221; na pol\u00edtica econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Ele disse tamb\u00e9m que as regras devem dar \u00e0 zona do euro &#8220;uma estrutura mais integrada e efetiva para a defini\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas&#8221;.<\/p>\n<p>Essas regras surgem num momento em que os d\u00e9ficits governamentais est\u00e3o gradualmente diminuindo e a crise de d\u00edvida da regi\u00e3o arrefece um pouco. Contudo, muitas economias europeias est\u00e3o definhando com a recess\u00e3o e est\u00e3o crescendo os apelos para que a UE promova iniciativas que priorizem o crescimento sobre a disciplina.<\/p>\n<p>Isso define o cen\u00e1rio para a longa batalha entre legisladores e pa\u00edses-membros com rela\u00e7\u00e3o a quais medidas o &#8220;two-pack&#8221; deveria conter.<\/p>\n<p>Sob as regras, os integrantes da zona do euro ter\u00e3o de submeter os seus planos de or\u00e7amento para a comiss\u00e3o at\u00e9 o dia 15 de outubro do ano anterior \u00e0 sua vig\u00eancia. A executiva da UE pode ent\u00e3o publicamente discutir mudan\u00e7as se considerar que o plano ir\u00e1 tirar o pa\u00eds do rumo com rela\u00e7\u00e3o ao seu d\u00e9ficit.<\/p>\n<p>As propostas tamb\u00e9m d\u00e3o \u00e0 comiss\u00e3o poder para pressionar por mudan\u00e7as nas pol\u00edticas quando as autoridades acreditarem que o pa\u00eds corre o risco de instabilidade financeira. A comiss\u00e3o pode solicitar dados mais detalhados, incluindo testes de estresse dos bancos, com o objetivo de prevenir que pa\u00edses como a Espanha, que tinha posi\u00e7\u00f5es fiscais relativamente saud\u00e1veis, sofra um colapso do sistema financeiro. Pa\u00edses como a Irlanda e a Gr\u00e9cia, j\u00e1 em programas de resgate, continuar\u00e3o sujeitos \u00e0 vigil\u00e2ncia da comiss\u00e3o quando sa\u00edrem deles.<\/p>\n<p>Houve um certo enfraquecimento das propostas originalmente feitas pela comiss\u00e3o. A executiva da UE n\u00e3o ganhar\u00e1 o poder de recomendar a um pa\u00eds-membro que ele busque um programa de ajuda financeira &#8211; iniciativa que poderia exercer enorme press\u00e3o sobre pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os legisladores retiraram a promessa de que a comiss\u00e3o buscar\u00e1 proteger os investimentos p\u00fablicos em educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade quando fizer recomenda\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias. E a comiss\u00e3o prometeu propor um fundo em 2013 para ajudar os pa\u00edses-membros a empreender reformas profundas nas estruturas das suas economias.<\/p>\n<p>&#8220;Pa\u00edses que hoje est\u00e3o fazendo sacrif\u00edcios sobre-humanos precisam saber que seus esfor\u00e7os s\u00e3o reconhecidos e ser\u00e3o recompensados&#8221;, disse Elisa Ferreira, legisladora portuguesa do Parlamento Europeu que participou da elabora\u00e7\u00e3o do texto.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ritmo da expans\u00e3o global dos transg\u00eanicos arrefece<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Embora o plantio global de safras transg\u00eanicas tenha batido recorde, o ritmo de ado\u00e7\u00e3o da tecnologia perdeu f\u00f4lego em 2012, em um sinal de consolida\u00e7\u00e3o dos mercados tradicionais.<\/p>\n<p>No ano passado, a \u00e1rea ocupada com sementes geneticamente modificadas cresceu 6%, para 170,3 milh\u00f5es de hectares, segundo o ISAAA, lobby cient\u00edfico financiado pelas multinacionais de biotecnologia agr\u00edcola. Trata-se da menor taxa de expans\u00e3o pelo menos desde 2001 &#8211; em 2010 e 2011, o aumento foi de 10,4% e 8,1%, respectivamente.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, maior mercado agr\u00edcola do mundo, o cultivo de transg\u00eanicos cresceu menos de 1% no ano passado (para 69,5 milh\u00f5es de hectares), depois de avan\u00e7ar 3,3% no ano anterior. Mercados relevantes como Argentina (23,9 milh\u00f5es de hectares), \u00cdndia (10,8 milh\u00f5es) e China (4 milh\u00f5es) tamb\u00e9m ficaram perto da estagna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A principal exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra foi o Brasil, que respondeu, sozinho, por 60% de todo o aumento na \u00e1rea plantada com transg\u00eanicos no mundo. Em 2012, a ado\u00e7\u00e3o da tecnologia no pa\u00eds avan\u00e7ou quase 21%, de 30,3 milh\u00f5es para 36,6 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o dos transg\u00eanicos no mundo ainda esbarra em resist\u00eancias por parte de ambientalistas e autoridades de seguran\u00e7a alimentar, sobretudo na Uni\u00e3o Europeia, onde o uso da tecnologia continua virtualmente vetado. Mesmo na \u00cdndia, quarto maior produtor mundial de transg\u00eanicos, o uso da tecnologia ainda \u00e9 restrito ao plantio de algod\u00e3o.<\/p>\n<p>Quase duas d\u00e9cadas depois que a Monsanto lan\u00e7ou suas primeiras sementes de soja resistentes ao herbicida glifosato, nos Estados Unidos, apenas 28 pa\u00edses plantam transg\u00eanicos &#8211; em 2011, eram 29 &#8211; e apenas 9 cultivam mais de 2 milh\u00f5es de hectares. Destes, tr\u00eas &#8211; Estados Unidos, Brasil e Argentina- respondem por 75% de toda a \u00e1rea &#8220;convertida&#8221; \u00e0 transgenia.<\/p>\n<p>Nesses mercados, o n\u00edvel de ado\u00e7\u00e3o da tecnologia j\u00e1 se aproxima de um limite. Nos Estados Unidos, mais de 90% das lavouras de soja e milho j\u00e1 s\u00e3o geneticamente modificadas. No Brasil, estima-se que quase 90% das lavouras de soja e 75% das de milho contenham a tecnologia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ainda n\u00e3o h\u00e1 no mercado variedades geneticamente modificadas para culturas como arroz, trigo e cana-de-a\u00e7\u00facar, que ocupam centenas de milh\u00f5es de hectares em todo o mundo &#8211; o ISAAA espera que a primeira variedade transg\u00eanica de arroz seja lan\u00e7ada nas Filipinas em 2013\/14.<\/p>\n<p>Tudo indica que a pr\u00f3xima fase de crescimento acelerado na ado\u00e7\u00e3o de transg\u00eanicos depender\u00e1 do amadurecimento de tecnologias para a \u00c1sia. S\u00f3 na China, afirma a ISAAA, a ado\u00e7\u00e3o de milho transg\u00eanico pode abrir um mercado de 30 milh\u00f5es de hectares para as multinacionais de sementes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Correio Braziliense\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4355\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4355","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-18f","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4355","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4355"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4355\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4355"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4355"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4355"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}