{"id":4363,"date":"2013-02-21T16:43:21","date_gmt":"2013-02-21T16:43:21","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4363"},"modified":"2013-02-21T16:43:21","modified_gmt":"2013-02-21T16:43:21","slug":"entre-che-e-allende-deficit-teorico-e-busca-de-uma-estrategia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4363","title":{"rendered":"Entre Che e Allende: d\u00e9ficit te\u00f3rico e busca de uma estrat\u00e9gia"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u201cNenhum intelectual deve ser<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>assalariado do pensamento oficial\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Silvio Rodriguez<\/p>\n<p>Em um debate realizado no \u201cInstituto Lula\u201d que procurava tratar do tema<em>\u201c<\/em><em>Caminhos progressistas para o desenvolvimento e a integra\u00e7\u00e3o regional<\/em><em>\u201d<\/em> o Secret\u00e1rio executivo do Foro de S\u00e3o Paulo e dirigente do PT, meu amigo, Valter Pomar externou a seguinte opini\u00e3o: aqueles que defendem o socialismo e aqueles que defendem um novo modelo de desenvolvimento capitalista, al\u00e9m de concordar com a necessidade de uma integra\u00e7\u00e3o regional, reconhecem que existe um \u201cd\u00e9ficit te\u00f3rico\u201d.<\/p>\n<p>Tal d\u00e9ficit se manifestaria em tr\u00eas pontos: na compreens\u00e3o do capitalismo do s\u00e9culo XXI, no balan\u00e7o das experi\u00eancias pol\u00edticas do s\u00e9culo XX (o socialismo, a social democracia e o nacional desenvolvimentismo) e na quest\u00e3o da estrat\u00e9gia. Neste \u00faltimo ponto, segundo Pomar, \u201cno imagin\u00e1rio de grande parte da esquerda latino-americana Che ainda suplanta Allende, apesar de que estamos todos envolvidos hoje numa experi\u00eancia que tem mais a aprender com Allende do que com Che\u201d (<em><a href=\"http:\/\/valterpomar.blogspot.com.br\/2013\/01\/intervencao-no-seminario-do-instituto.html\" target=\"_blank\">Interven\u00e7\u00e3o no semin\u00e1rio do Instituto Lula<\/a><\/em>).<\/p>\n<p>Para o dirigente petista este d\u00e9ficit se explicaria por uma s\u00e9rie de motivos e n\u00e3o pode ser confundido com pouca produ\u00e7\u00e3o, mas com sua debilidade. As causas seriam o impacto da ofensiva neoliberal sobre o pensamento de esquerda (a tripla crise do socialismo, da socialdemocracia e do nacional desenvolvimentismo) e seu grande impacto sobre a cultura, a comunica\u00e7\u00e3o de massas e a educa\u00e7\u00e3o; e, o que considera em primeiro lugar, o deslocamento da classe media tradicional para posturas \u201cfascistas e esquerdistas\u201d. Uma vez que \u00e9 nos setores m\u00e9dios que se encontram a maior parte dos intelectuais isso teria afetado a produ\u00e7\u00e3o te\u00f3rica.<\/p>\n<p>Esta compreens\u00e3o se aproxima da posi\u00e7\u00e3o defendida neste blog por Emir Sader (<em><a href=\"http:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2013\/01\/23\/intelectuais-e-processos-politicos\/\" target=\"_blank\">Intelectuais e processos pol\u00edticos<\/a><\/em>, Blog da Boitempo de 23\/01\/2013) quando afirma que \u201ca produ\u00e7\u00e3o intelectual foi profundamente afetada por todos estes efeitos\u201d, de maneira que, segundo seu ju\u00edzo, os intelectuais latino-americanos n\u00e3o estariam \u201c\u00e0 altura desse momento hist\u00f3rico\u201d. Em sua coluna anterior no mesmo blog, Sader refor\u00e7ar\u00e1 esta tese afirmando que a separa\u00e7\u00e3o entre teoria e pr\u00e1tica afetou seriamente a produ\u00e7\u00e3o intelectual e a capacidade de interven\u00e7\u00e3o na realidade por parte dos intelectuais, concluindo que \u201ca esquerda passou a estar marcada por uma teoria sem pr\u00e1tica e por uma pr\u00e1tica sem teoria\u201d (<em><a href=\"http:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2012\/10\/24\/intelectuais-e-politica\/\">Intelectuais e pol\u00edtica<\/a><\/em>, Blog da Boitempo de 24\/10\/2012). Sader empenha suas esperan\u00e7as em Haddad e Pochmann como intelectuais que combinariam teoria e pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>O grande pecado desta intelectualidade conservadora (acompanho Leandro Konder em sua preocupa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o banalizar o termo fascista) e aquela anatematizada como \u201cesquerdista\u201d \u00e9 que n\u00e3o souberam compreender verdadeiramente o profundo significado dos \u201cprocessos progressistas e de esquerda em curso na America Latina\u201d e, em especial, na experi\u00eancia de governo petista no Brasil.<\/p>\n<p>Valter Pomar, que dedicadamente resiste na posi\u00e7\u00e3o de defensor de um \u201chorizonte socialista\u201d, buscando se diferenciar daqueles que hoje no PT se limitam a buscar formas de gerenciamento do capitalismo, \u00e9 mais critico e prudente. Ainda que defendendo a experi\u00eancia petista como positiva por ter \u201cmelhorado a vida do povo, recuperado o papel do Estado e adotado uma pol\u00edtica de integra\u00e7\u00e3o regional\u201d, mant\u00e9m seu senso cr\u00edtico caracterizando o governo Lula como \u201cum governo de centro-esquerda, [que] melhorou a vida dos pobres e garantiu grandes lucros aos ricos\u201d (<em><a href=\"http:\/\/valterpomar.blogspot.com.br\/2013\/02\/entrevista-wwwpagina13orgbr.html\" target=\"_blank\">Entrevista ao jornal P\u00e1gina 13<\/a><\/em>).<\/p>\n<p>Em s\u00edntese o que preocupa nossos companheiros \u00e9 que a intelectualidade n\u00e3o se seduziu pela experi\u00eancia petista a ponto de produzir reflex\u00f5es te\u00f3ricas que iluminassem os pontos indicados por Pomar no sentido de superar este d\u00e9ficit. Tal fato tem uma explica\u00e7\u00e3o mais simples do que julga nosso companheiro. Deixemos os conservadores de lado por um tempo, ainda que haja entre eles os que se seduziram pelo petismo moderado, mas uma boa dose de preconceito de classe e a pobreza do irracionalismo p\u00f3s-moderno seria o bastante para delimitar o alcance e a relev\u00e2ncia da produ\u00e7\u00e3o cr\u00edtica de molde conservador.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 intelectualidade de esquerda as coisas n\u00e3o s\u00e3o bem assim. H\u00e1 uma intelectualidade \u201cpetista\u201d ou simp\u00e1tica \u00e0 experi\u00eancia em curso, mas mesmo esses n\u00e3o t\u00eam se empenhado em an\u00e1lises profundas sobre tal experi\u00eancia, salvo raras e honradas exce\u00e7\u00f5es, principalmente se esperamos destas an\u00e1lises os efeitos almejados por Pomar, isto \u00e9, que nos ajudem a compreender o capitalismo contempor\u00e2neo e, \u00e0 luz do balan\u00e7o das experi\u00eancias de esquerda e de centro-esquerda, pensar os caminhos estrat\u00e9gicos para o Brasil. Entre esses parece haver uma postura cautelosa, isto \u00e9, n\u00e3o analisemos muito a fundo porque podem aparecer contradi\u00e7\u00f5es que sirvam aos advers\u00e1rios para atacar a experi\u00eancia em si positiva.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 pensamento cr\u00edtico que resista a tal cautela e a experi\u00eancia do pensamento oficial das experi\u00eancias socialistas deveriam ter nos ensinado isso.<\/p>\n<p>Mas, h\u00e1 tamb\u00e9m uma intelectualidade de esquerda cr\u00edtica \u00e0 experi\u00eancia petista e caracteriz\u00e1-la em bloco como \u201cesquerdista\u201d se tem alguma fun\u00e7\u00e3o defensiva na luta pol\u00edtica imediata n\u00e3o serve de muita coisa na compreens\u00e3o s\u00e9ria do problema. Estou convencido que \u00e9 a\u00ed que, inclusive os intelectuais petistas s\u00e9rios que n\u00e3o se renderam ao coro laudat\u00f3rio do governismo emburrecedor, poderiam encontrar um bom campo de di\u00e1logo que lhes mostrasse os limites e debilidades da experi\u00eancia em curso. Mas, Narciso continua achando feio o que n\u00e3o \u00e9 espelho.<\/p>\n<p>Ao que parece, o ju\u00edzo de esquerdismo se aplica mais ao c\u00e1lculo da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mais precisamente, quanto \u00e0 desconsidera\u00e7\u00e3o da real correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, da defini\u00e7\u00e3o do inimigo principal e das alian\u00e7as necess\u00e1rias e poss\u00edveis, colocando, como \u00e9 da caracter\u00edstica do esquerdismo, o objetivo final no lugar da a\u00e7\u00e3o t\u00e1tica.<\/p>\n<p>Da mesma forma, \u00e9 caracter\u00edstico de todo reformismo, esquecer o objetivo final e se render ao pragmatismo imediatista, sempre ancorado na justificativa da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as e da \u201carte do poss\u00edvel\u201d. Como j\u00e1 disse Luk\u00e1cs se h\u00e1 um movimento para o qual o pragmatismo (a\u00a0<em>realpolitik<\/em>) \u00e9 nefasta, esse movimento \u00e9 o socialismo.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 proclamou Engels em certa ocasi\u00e3o, o que falta a esses senhores \u00e9 dial\u00e9tica. O objetivo final sem t\u00e1tica, ou uma t\u00e1tica que n\u00e3o leva ao objetivo final transformado em uma virtualidade nunca realiz\u00e1vel.<\/p>\n<p>Concordando com os termos da necessidade do debate sobre a estrat\u00e9gia da transforma\u00e7\u00e3o social no Brasil e na Am\u00e9rica Latina apontado por Pomar, n\u00e3o posso concordar com seu ponto de partida ao utilizar a imagem de uma contraposi\u00e7\u00e3o entre Che e Allende. Devemos desculp\u00e1-lo a princ\u00edpio pelo fato de ser a transcri\u00e7\u00e3o de uma fala em um semin\u00e1rio na qual pesa mais o recurso de orat\u00f3ria do que a precis\u00e3o da an\u00e1lise, mas creio que ela revela algo mais fundamental.<\/p>\n<p>A real pol\u00eamica para quem pensa seriamente o Brasil e o mundo hoje n\u00e3o \u00e9 a velha contraposi\u00e7\u00e3o entre uma a\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria direta, seja armada ou insurreicional, ou um longo processo de reformas moderadas que iria minando a ordem o capital por dentro at\u00e9 que houvesse correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as suficientes para uma passagem pac\u00edfica ao socialismo.<\/p>\n<p>Estou profundamente convencido que temos muito a aprender com a experi\u00eancia da unidade popular no Chile, principalmente por sua capacidade de incorpora\u00e7\u00e3o das massas trabalhadoras com uma clara dire\u00e7\u00e3o de classe, na sua incr\u00edvel a\u00e7\u00e3o cultural que de t\u00e3o forte resistiu \u00e0 ditadura e renasce hoje vivificada pela juventude. Da mesma forma que sua experi\u00eancia de governo, se bem estudada, comprovar\u00e1 que foi muito al\u00e9m dos limites rebaixados de um reformismo que se rende \u00e0 pol\u00edtica do poss\u00edvel e covardemente se esconde atr\u00e1s de uma correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as desfavor\u00e1vel para buscar formas modernas de gerir a barb\u00e1rie capitalista.<\/p>\n<p>No entanto, contrapor a riqueza da experi\u00eancia chilena ao pensamento e a pr\u00e1tica pol\u00edtica de Ernesto Che Guevara \u00e9 um equ\u00edvoco que s\u00f3 atualiza a pobreza da contraposi\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica \u00e0 qual nos refer\u00edamos. Deixemos que o comandante nos diga o que pensa.<\/p>\n<p>Ao analisar a possibilidade de desenvolvimento de uma estrat\u00e9gia revolucion\u00e1ria na Am\u00e9rica Latina, Che ressalta que h\u00e1 pa\u00edses nos quais o desenvolvimento de uma economia industrial, de uma urbaniza\u00e7\u00e3o e do desenvolvimento de institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas mais est\u00e1veis, levaria \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que seriam poss\u00edveis mudan\u00e7as estruturais pela via do ac\u00famulo de representantes no parlamente ou vit\u00f3rias eleitorais. Diante disso reflete:<\/p>\n<p>\u201cA qualidade de um revolucion\u00e1rio se mede pela capacidade em encontrar t\u00e1ticas adequadas a cada mudan\u00e7a de situa\u00e7\u00e3o, em ter sempre em mente as diferentes t\u00e1ticas poss\u00edveis e em explor\u00e1-las ao m\u00e1ximo.\u00a0<em>Seria um erro imperdo\u00e1vel descartar por princ\u00edpio a participa\u00e7\u00e3o em algum processo eleitoral<\/em>. Em determinado momento ele pode significar um avan\u00e7o do programa revolucion\u00e1rio. Mas seria imperdo\u00e1vel tamb\u00e9m limitar-se a esta t\u00e1tica sem utilizar outros meios de luta, inclusive a luta armada, como instrumento indispens\u00e1vel para aplicar e desenvolver o programa revolucion\u00e1rio\u201d. (grifos nossos)<\/p>\n<p>Logo em seguida, em uma antecipa\u00e7\u00e3o impressionante dos fatos que ainda se dariam no Chile de Allende, nos diz:<\/p>\n<p>\u201cQuando se fala em alcan\u00e7ar o poder pela via eleitoral, nossa pergunta \u00e9 sempre a mesma: se um movimento popular ocupa o governo de um pa\u00eds sustentado por ampla vota\u00e7\u00e3o popular e resolve em consequ\u00eancia iniciar as grandes transforma\u00e7\u00f5es sociais que constituem o programa pelo qual se elegeu, n\u00e3o entrar\u00e1 imediatamente em choque com os interesses das classes reacion\u00e1rias desse pa\u00eds? O ex\u00e9rcito n\u00e3o tem sido sempre o instrumento de opress\u00e3o a servi\u00e7o destas classes? N\u00e3o ser\u00e1 ent\u00e3o l\u00f3gico imaginar que o ex\u00e9rcito tome partido por sua classe e entrar\u00e1 em conflito com o governo eleito? Em consequ\u00eancia, o governo pode ser derrubado por meio de um golpe de estado e a\u00ed recome\u00e7a de novo a velha hist\u00f3ria; ou, outra solu\u00e7\u00e3o, \u00e9 que o ex\u00e9rcito opressor seja derrubado pela a\u00e7\u00e3o popular armada em defesa de seu governo\u201d. (<em>Cuba: exce\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica ou vanguarda na luta contra o colonialismo?<\/em>)<\/p>\n<p>Ora, a quest\u00e3o de fundo que aqui se apresenta e precisa ser enfrentada por qualquer um que pense seriamente a realidade brasileira na perspectiva da transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 a quest\u00e3o da ruptura e esta n\u00e3o pode ser pensada em toda sua dimens\u00e3o sem encararmos a quest\u00e3o do Estado. A ilus\u00e3o da estrat\u00e9gia dominante em nosso per\u00edodo consiste na cren\u00e7a de que \u00e9 poss\u00edvel mudar ou neutralizar o car\u00e1ter de classe de um Estado pela ocupa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os gerenciais e governativos da maquina pol\u00edtica burguesa sem que ao mesmo tempo sejamos obrigados a dar as respostas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 perpetua\u00e7\u00e3o da acumula\u00e7\u00e3o de capitais.<\/p>\n<p>Uma pol\u00edtica de massas orientada politicamente para a ruptura, uma ruptura sustentada por uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de massas. Eis os termos da quest\u00e3o. Che teria o que aprender com Allende, mas Allende teria algumas coisas a aprender com Che. E n\u00f3s\u2026 ora, n\u00f3s temos muito que aprender com os dois.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p><strong>Mauro Iasi<\/strong> \u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, presidente da ADUFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro <a href=\"http:\/\/boitempo.com\/livro_completo.php?isbn=85-87767-10-0\" target=\"_blank\"><em>O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia<\/em><\/a> (Boitempo, 2002). Colabora para o <strong>Blog da Boitempo<\/strong> mensalmente, \u00e0s quartas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2013\/02\/20\/entre-che-e-allende-deficit-teorico-e-busca-de-uma-estrategia\/\">http:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2013\/02\/20\/entre-che-e-allende-deficit-teorico-e-busca-de-uma-estrategia\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nBoitempo\n\n\n\n\n\n\n\n\nPor Mauro Iasi.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4363\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-4363","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c65-lulismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-18n","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4363","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4363"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4363\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4363"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4363"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4363"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}