{"id":4382,"date":"2013-02-27T17:16:34","date_gmt":"2013-02-27T17:16:34","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4382"},"modified":"2013-02-27T17:16:34","modified_gmt":"2013-02-27T17:16:34","slug":"mantega-tenta-atrair-investidor-para-plano-de-us-235-bilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4382","title":{"rendered":"Mantega tenta atrair investidor para plano de US$ 235 bilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>Diante de questionamentos sobre o risco de aumento da infla\u00e7\u00e3o no Brasil e em busca de atrair recursos financeiros estrangeiros, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou a investidores de Wall Street um gigantesco plano de US$ 235 bilh\u00f5es em concess\u00f5es na \u00e1rea de infraestrutura nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>No mais ambicioso plano das \u00faltimas d\u00e9cadas, com um rendimento para os investidores estimado em 10% ao ano, o governo brasileiro, segundo Mantega, prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o de 7,5 mil km de rodovias, 10 mil km de ferrovias, um trem de alta velocidade e dois grandes aeroportos internacionais, al\u00e9m de concess\u00f5es nas \u00e1reas de g\u00e1s e eletricidade.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos criando uma estrutura de financiamento muito favor\u00e1vel a essas concess\u00f5es que estamos apresentando. Esse projeto poder\u00e1 ser financiado pelos bancos p\u00fablicos, como BNDES, Caixa e Banco do Brasil, e tamb\u00e9m pelos bancos privados, que precisam participar&#8221;, disse o ministro brasileiro, que estava ao lado do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e de outros membros do governo.<\/p>\n<p>Segundo Mantega, o ideal seria que viessem fundos de pens\u00e3o do exterior para se juntarem a esses grandes projetos. Falamos de um financiamento muito grande, de US$ 235 bilh\u00f5es, e n\u00e3o temos condi\u00e7\u00f5es financeiras para dar conta disso&#8221;. &#8220;Por esse motivo, \u00e9 preciso que venham recursos do exterior, e a vinda deles ser\u00e1 facilitada.&#8221;<\/p>\n<p>Para convencer os estrangeiros, Mantega disse que o Brasil tem &#8220;seguran\u00e7a e rentabilidade&#8221; com regras claras e contratos que t\u00eam sido respeitados &#8220;pelo menos desde 2003&#8221;. Alguns analistas o questionaram sobre recentes ru\u00eddos envolvendo a quebra de contratos na \u00e1rea de energia. O ministro disse que n\u00e3o houve problema e os casos seriam de renova\u00e7\u00e3o de contratos.<\/p>\n<p>Mantega afirmou que o retorno nos investimentos \u00e9 estimado em &#8220;10% reais ao ano&#8221;, sem entrar em detalhes. As poucas restri\u00e7\u00f5es a remessas de lucros e ingresso de capital tamb\u00e9m foram citadas como motivos para investir no Pa\u00eds. Os investidores demonstraram preocupa\u00e7\u00e3o com quatro pontos. Primeiro, a aus\u00eancia de projetos de educa\u00e7\u00e3o. Mantega respondeu argumentando que o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o possui a maior verba do governo. Em segundo lugar, a aus\u00eancia de men\u00e7\u00f5es ao meio ambiente. O ministro rebateu dizendo a legisla\u00e7\u00e3o ambiental brasileira \u00e9 rigorosa. No caso da energia, que seria o terceiro ponto, ele disse n\u00e3o haver problema de falta de eletricidade no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o mais importante levantada pelos investidores e que tem sido uma constante na visita do ministro e tamb\u00e9m do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, a Nova York, envolve a infla\u00e7\u00e3o, que subiu em janeiro. Mantega argumentou que j\u00e1 existe um &#8220;monitoramento rigoroso da infla\u00e7\u00e3o&#8221;, que teria recuado na medi\u00e7\u00e3o do IPCA da FGV.<\/p>\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o recente, de acordo com o ministro, se deveu &#8220;a choques&#8221; na \u00e1rea de commodities. Os pre\u00e7os dos alimentos, segundo ele, se estabilizam com a nova safra. No caso da gasolina, diz Mantega, a Petrobras &#8220;busca um pre\u00e7o m\u00e9dio&#8221;. Assim, dependendo do valor do c\u00e2mbio e do pre\u00e7o do petr\u00f3leo, pode subir ou cair.<\/p>\n<p>Mantega tamb\u00e9m disse que o Brasil n\u00e3o enfrenta problemas com gastos da previd\u00eancia e pagamentos do funcionalismo e da d\u00edvida p\u00fablica. O governo, segundo o ministro, deve anunciar um super\u00e1vit prim\u00e1rio de US$ 26,1 bilh\u00f5es em janeiro, que equivale a 24% do previsto para 2013. O mercado consumidor do Brasil, em 2020, disse Mantega citando dados da McKinsey, &#8220;ser\u00e1 o quinto maior do mundo&#8221;, atr\u00e1s de EUA, China, Jap\u00e3o e Alemanha.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Primeiro leil\u00e3o do pr\u00e9-sal ser\u00e1 dia 28 de novembro<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O primeiro leil\u00e3o do pr\u00e9-sal j\u00e1 tem data marcada: 28 de novembro, segundo cronograma divulgado ontem pelo Minist\u00e9rio de Minas e Energia. Haver\u00e1 um mix de \u00e1reas totalmente novas e de \u00e1reas unitiz\u00e1veis, ou seja, blocos vizinhos \u00e0queles onde j\u00e1 existe atividade de explora\u00e7\u00e3o. &#8220;Mas tem que ter algo grande no leil\u00e3o&#8221;, disse o secret\u00e1rio de petr\u00f3leo e g\u00e1s do minist\u00e9rio, Marco Ant\u00f4nio Martins Almeida, evitando detalhes. Ele afirmou que o governo est\u00e1 na reta final de defini\u00e7\u00e3o das \u00e1reas, que s\u00f3 ser\u00e3o anunciadas em junho.<\/p>\n<p>Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff tamb\u00e9m pediu aos t\u00e9cnicos uma antecipa\u00e7\u00e3o da 12\u00aa rodada de petr\u00f3leo e g\u00e1s, originalmente planejada para dezembro. A inten\u00e7\u00e3o de Dilma \u00e9 fazer essa rodada, destinada exclusivamente \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de recursos n\u00e3o convencionais, em outubro.<\/p>\n<p>Seis bacias est\u00e3o na mira do governo: Paran\u00e1, S\u00e3o Francisco, Parecis, Sergipe\/Alagoas, Parna\u00edba e Rec\u00f4ncavo. &#8220;Algumas bacias s\u00e3o bem desconhecidas, mas t\u00eam potencial tanto para &#8220;shale&#8221; quanto para &#8220;tight&#8221;&#8221;, disse o secret\u00e1rio, citando os dois tipos de petr\u00f3leo e g\u00e1s n\u00e3o convencionais, conhecidos pelos nomes em ingl\u00eas.<\/p>\n<p>Almeida admitiu que h\u00e1 quest\u00f5es ainda em aberto para esse leil\u00e3o: qual ser\u00e1 o b\u00f4nus de assinatura (esp\u00e9cie de valor de outorga cobrado) e o \u00edndice de conte\u00fado nacional exigido nos equipamentos e as al\u00edquotas de royalties. &#8220;Temos uma faixa de 5% a 10% para trabalhar. Esse n\u00edvel ser\u00e1 definido em fun\u00e7\u00e3o do potencial que n\u00f3s identificarmos&#8221;, disse, referindo-se \u00e0 faixa de cobran\u00e7a permitida hoje pela legisla\u00e7\u00e3o. No mercado, h\u00e1 quem pe\u00e7a royalties mais baixos, a fim de estimular a explora\u00e7\u00e3o de recursos n\u00e3o convencionais, mas Almeida descartou mudan\u00e7as na lei. &#8220;Voc\u00ea acha que d\u00e1 para discutir mais isso agora?&#8221;, perguntou, lembrando a j\u00e1 complicada tramita\u00e7\u00e3o do marco regulat\u00f3rio do pr\u00e9-sal e o novo c\u00e1lculo de redistribui\u00e7\u00e3o de royalties.<\/p>\n<p>No semin\u00e1rio realizado em Nova York para promover investimentos em infraestrutura no Brasil, Almeida lembrou que o leil\u00e3o do pr\u00e9-sal vai inaugurar contratos com regras pelo regime de partilha: cobran\u00e7a de 15% de royalties, maior oferta de participa\u00e7\u00e3o governamental no \u00f3leo produzido como crit\u00e9rio de disputa e obrigatoriedade de 30% de participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria da Petrobras nas \u00e1reas licitadas. A estatal tamb\u00e9m dever\u00e1 atuar como operadora.<\/p>\n<p>Um dos maiores objetivos do governo na etapa internacional do &#8220;road show&#8221; de infraestrutura, no que se refere ao setores de petr\u00f3leo e g\u00e1s, \u00e9 atrair fornecedores de equipamentos para o Brasil e fortalecer essa ind\u00fastria. Almeida acredita que a 11\u00aa rodada, marcada para maio e voltada para \u00e1reas fora do pr\u00e9-sal, dever\u00e1 gerar receitas de R$ 1 bilh\u00e3o a R$ 2 bilh\u00f5es com os b\u00f4nus de assinatura. O \u00faltimo leil\u00e3o ocorreu em dezembro de 2008 e, por isso, e a demanda reprimida pode elevar os \u00e1gios. &#8220;O mercado est\u00e1 \u00e1vido por blocos, mas n\u00e3o d\u00e1 para prever como isso se transformar\u00e1 em precifica\u00e7\u00e3o&#8221;, comentou. A assinatura dos contratos, pelo antigo regime de concess\u00e3o (para \u00e1reas do p\u00f3s-sal), est\u00e1 prevista para agosto.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Aumento da dengue deixa pa\u00eds em alerta<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>O crescimento de 190% de casos de dengue nas sete primeiras semanas deste ano, comparadas com o mesmo per\u00edodo de 2012, atesta a necessidade de se intensificar medidas de preven\u00e7\u00e3o. Especialistas destacam que os n\u00fameros podem significar um relaxamento da popula\u00e7\u00e3o e dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos em rela\u00e7\u00e3o ao combate ao mosquito, devido ao decr\u00e9scimo de notifica\u00e7\u00f5es da doen\u00e7a nos \u00faltimos anos. Para a enterologista Cristiane Pujol, neste momento, \u00e9 necess\u00e1rio que a popula\u00e7\u00e3o se conscientize. \u201cComo estava havendo diminui\u00e7\u00e3o, muitas pessoas podem ter deixado de se preocupar com coisas b\u00e1sicas, como tomar conta do quintal e checar o vaso da planta.\u201d<\/p>\n<p>Apesar de os casos no pa\u00eds terem triplicado, houve redu\u00e7\u00e3o de 20% na quantidade de mortes e queda de 40% nos registros graves da doen\u00e7a. Segundo Clelia Parreira, professora de Sa\u00fade Coletiva e membro do grupo de Planejamento e A\u00e7\u00f5es de Combate \u00e0 Dengue da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), mesmo n\u00e3o havendo o crescimento de mortes, as a\u00e7\u00f5es precisam ser intensificadas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 um problema espec\u00edfico da sa\u00fade. Tem de ter a presen\u00e7a do agente de vigil\u00e2ncia ambiental, do servi\u00e7o de limpeza urbana. As a\u00e7\u00f5es t\u00eam de ser integradas, continuadas e articuladas entre os estados\u201d, diz. No Distrito Federal, que teve aumento de 231% na incid\u00eancia da dengue, Clelia ressalta que muitos casos notificados s\u00e3o de pessoas infectadas em Goi\u00e1s, estado vizinho em epidemia com aumento de 571% dos registros.<\/p>\n<p>O Centro-Oeste, que teve crescimento de 801% no n\u00famero de casos, concentra tr\u00eas das cinco unidades da Federa\u00e7\u00e3o em epidemia: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goi\u00e1s \u2014 Acre e Tocantins s\u00e3o as outras. O coordenador de Controle de Dengue da Secretaria de Sa\u00fade de Goi\u00e1s, Murilo do Carmo, afirma que a troca de autoridades municipais colaboraram com o aumento, mas a\u00e7\u00f5es de combate est\u00e3o sendo tomadas, como a prepara\u00e7\u00e3o de materiais educativos. A diretora geral de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade de Mato Grosso do Sul, Bernadete Lewandowski, estado com maior incid\u00eancia de dengue no pa\u00eds \u2014 1.677,2 casos por 100 mil habitantes \u2014, reconhece a gravidade da situa\u00e7\u00e3o e diz que medidas preventivas est\u00e3o em andamento.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Concess\u00e3o de ferrovia ter\u00e1 subs\u00eddio de R$ 36 bi<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Para tirar do papel o ambicioso programa de concess\u00f5es de ferrovias, que dever\u00e1 acrescentar dez mil quil\u00f4metros de trilhos \u00e0 malha atual, o governo prev\u00ea a necessidade de entrar com um subs\u00eddio em torno de 40% de todo o investimento planejado.<\/p>\n<p>Tomando como base o investimento anunciado de R$ 91 bilh\u00f5es, isso significa que cerca de R$ 36 bilh\u00f5es sair\u00e3o do Tesouro ao longo dos 35 anos de dura\u00e7\u00e3o dos contratos, mesmo indiretamente. Esse montante foi apontado pelos estudos que balizam as concess\u00f5es e est\u00e3o em fase final de elabora\u00e7\u00e3o, conforme antecipa o presidente da Empresa de Planejamento e Log\u00edstica (EPL), Bernardo Figueiredo.<\/p>\n<p>O subs\u00eddio em torno de 40% do investimento total dever\u00e1 ser assumido pela estatal Valec, que precisar\u00e1 recorrer ao Tesouro para fechar as contas. Para eliminar o risco de demanda e garantir a viabilidade do neg\u00f3cio, a Valec comprar\u00e1 das futuras concession\u00e1rias toda a capacidade de transporte das ferrovias leiloadas. Depois, ir\u00e1 ao mercado e far\u00e1 uma oferta p\u00fablica dessa capacidade, garantindo o direito de passagem dos trens em todas as malhas. Mas nem tudo poder\u00e1 ser revendido, segundo os estudos, e a diferen\u00e7a acabar\u00e1 entrando na conta final do neg\u00f3cio como um subs\u00eddio para viabilizar os novos projetos.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia do mecanismo de compra e venda de carga j\u00e1 era conhecida do mercado desde agosto, quando foi anunciado o programa de concess\u00f5es, mas n\u00e3o se sabia qual o d\u00e9ficit estimado da Valec. Em \u00faltima inst\u00e2ncia, se n\u00e3o bancasse eventuais preju\u00edzos com a revenda do direito de passagem, a estatal possivelmente gastaria mais dinheiro na constru\u00e7\u00e3o das ferrovias, para tir\u00e1-las do papel.<\/p>\n<p>Algumas ferrovias talvez sequer precisem de subs\u00eddio, mas a estimativa de 40% reflete uma m\u00e9dia, segundo Figueiredo. &#8220;H\u00e1 trechos que esgotam a capacidade no meio do contrato, e outros que n\u00e3o esgotam at\u00e9 o fim da concess\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Esgotar a capacidade, nas palavras do chefe da EPL, significa que a Valec conseguir\u00e1 vender integralmente os direitos de transporte de carga naquela linha. Os estudos indicam que esse \u00e9 o caso do trecho Urua\u00e7u (GO) &#8211; Corinto (MG) -Campos (RJ), cuja demanda tem alto potencial e est\u00e1 ancorada no escoamento do min\u00e9rio de ferro produzido ao longo da linha.<\/p>\n<p>Por outro lado, dois trechos que dificilmente permitir\u00e3o \u00e0 Valec obter retorno s\u00e3o o Recife-Salvador e o Salvador-Belo Horizonte, com menos potencial de carga. &#8220;Mas criar uma op\u00e7\u00e3o log\u00edstica mais barata, no Nordeste, \u00e9 algo positivo&#8221;, ressalta Figueiredo.<\/p>\n<p>Uma das d\u00favidas da iniciativa privada sobre o novo modelo \u00e9 o que pode ocorrer caso um governo, no futuro, ache a conta da Valec salgada demais e resolva n\u00e3o mais remunerar a concession\u00e1ria da ferrovia por toda a sua capacidade de transporte. Para propiciar mais garantias aos investidores, j\u00e1 se pensa em uma medida provis\u00f3ria, com um endosso direto da Uni\u00e3o aos pagamentos.<\/p>\n<p>De acordo com uma fonte que participa das discuss\u00f5es, isso daria mais &#8220;tranquilidade&#8221; aos grupos interessados nas ferrovias e aumentaria a &#8220;seguran\u00e7a psicol\u00f3gica&#8221;, mesmo sem implicar muitas mudan\u00e7as. Os or\u00e7amentos da Valec precisam anualmente de aprova\u00e7\u00e3o do Congresso e um endosso da Uni\u00e3o, como garantidor dos pagamentos \u00e0s futuras concession\u00e1rias pela compra da capacidade de transporte. \u00c9 mais prov\u00e1vel que haja a necessidade de editar uma MP, mas talvez isso possa ser resolvido at\u00e9 mesmo nos pr\u00f3prios contratos de concess\u00e3o, segundo a fonte envolvida nas discuss\u00f5es.<\/p>\n<p>Ontem, no semin\u00e1rio em Nova York para promover as concess\u00f5es em infraestrutura, o governo apresentou oficialmente um redesenho do pacote de ferrovias. Os dois trechos do Ferroanel de S\u00e3o Paulo (norte e sul) e o acesso ao porto de Santos foram agrupados em um \u00fanico lote, com 245 quil\u00f4metros de extens\u00e3o e investimento estimado em R$ 4,8 bilh\u00f5es. Trechos da Ferrovia Norte-Sul que est\u00e3o em fase final de constru\u00e7\u00e3o, como Palmas-An\u00e1polis, v\u00e3o &#8220;turbinar&#8221; outros lotes de concess\u00f5es. A informa\u00e7\u00e3o havia sido antecipada pelo Valor h\u00e1 duas semanas.<\/p>\n<p>O maior investimento do pacote \u00e9 no lote Urua\u00e7u-Corinto-Campos. A futura concession\u00e1ria ter\u00e1 que aplicar R$ 18,1 bilh\u00f5es no empreendimento, mas ele tem alto potencial: em 2030, segundo os estudos, poder\u00e3o ser transportadas 80 milh\u00f5es de toneladas \u00fateis na ferrovia.<\/p>\n<p>Figueiredo recorre \u00e0 experi\u00eancia americana no ramo ferrovi\u00e1rio para rebater as cr\u00edticas de que trechos como S\u00e3o Paulo-Rio Grande (RS) poder\u00e3o se concentrar no transporte de manufaturados e n\u00e3o t\u00eam carga pesada o suficiente, como soja ou min\u00e9rio, para justificar uma nova liga\u00e7\u00e3o sobre trilhos. &#8220;Um dos grandes clientes de cargas gerais nas ferrovias, nos Estados Unidos, \u00e9 a UPS. E eles trabalham basicamente com cargas de at\u00e9 30 quilos&#8221;, diz Figueiredo.<\/p>\n<p>Onde a carga transportada \u00e9 basicamente de gr\u00e3os ou de min\u00e9rio de ferro, sustenta o presidente da EPL, n\u00e3o chega a ser muito dif\u00edcil oferecer servi\u00e7os log\u00edsticos. Trata-se de um trabalho mais complicado quando o alvo s\u00e3o manufaturas, o que requer um servi\u00e7o de porta a porta, mas ainda com alta demanda. &#8220;Basta ver como est\u00e3o as rodovias para saber se h\u00e1 demanda ou n\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Para ele, o novo modelo de explora\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria permitir\u00e1 &#8220;inverter a l\u00f3gica existente at\u00e9 hoje&#8221;, de primeiro fomentar o desenvolvimento de uma regi\u00e3o para depois cuidar do escoamento de seus produtos. Figueiredo acredita que a pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o de infraestrutura de transportes pode induzir o desenvolvimento.<\/p>\n<p>O subs\u00eddio nas pr\u00f3ximas concess\u00f5es, que permite &#8220;viabilizar o uso das ferrovias como alternativa&#8221; aos outros modais de transporte, ser\u00e1 inferior \u00e0quele adotado no passado recente. Em 2007, a Vale venceu o leil\u00e3o do trecho entre A\u00e7ail\u00e2ndia (MA) e Palmas (TO) da Ferrovia Norte-Sul, ao pagar uma outorga de R$ 1,478 bilh\u00e3o. O custo de constru\u00e7\u00e3o do trecho pela Valec foi de aproximadamente R$ 3,5 bilh\u00f5es, segundo Figueiredo. Com isso, a estatal acabou bancando diretamente 60% do investimento.<\/p>\n<p>De acordo com o executivo, h\u00e1 negocia\u00e7\u00f5es em curso com as atuais concession\u00e1rias de ferrovias onde h\u00e1 trechos subutilizados, que ser\u00e3o retomados e licitados no novo modelo. Figueiredo faz mist\u00e9rio, no entanto, sobre a solu\u00e7\u00e3o que vai ser adotada para a devolu\u00e7\u00e3o dos trechos. &#8220;H\u00e1 v\u00e1rias formas jur\u00eddicas de fazer isso e estamos estudando o melhor procedimento&#8221;, diz. Ele procura acalmar o setor. &#8220;N\u00e3o estamos construindo um modelo contra ningu\u00e9m. \u00c9 um modelo a favor de as coisas funcionarem bem. Vamos insistir no consenso.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Sob ataque da oposi\u00e7\u00e3o, Dilma afaga o PMDB<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Com a campanha nas ruas, sob ataques da oposi\u00e7\u00e3o e pressionada pela movimenta\u00e7\u00e3o eleitoral do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), a presidente Dilma Rousseff lan\u00e7ou uma ofensiva para cimentar a alian\u00e7a com o PMDB para 2014. A f\u00f3rmula combina gestos simb\u00f3licos e a promessa de mais presen\u00e7a na Esplanada para o partido. O primeiro passo ser\u00e1 a presen\u00e7a de Dilma na conven\u00e7\u00e3o do PMDB, no pr\u00f3ximo s\u00e1bado.<\/p>\n<p>Antes, na noite de quinta-feira, a presidente ir\u00e1 ao Pal\u00e1cio do Jaburu, a convite do vice-presidente Michel Temer, para participar de jantar em homenagem ao ex-presidente Jos\u00e9 Sarney (PMDB-AP), no qual estar\u00e3o presentes ministros, senadores, deputados e governadores da sigla.<\/p>\n<p>Minist\u00e9rio para Minas<\/p>\n<p>O objetivo do Planalto \u00e9 sinalizar que o PMDB \u00e9 o aliado preferencial para a sucess\u00e3o de 2014. O partido recebeu ainda o aceno de que poder\u00e1 vir a ser contemplado com o minist\u00e9rio &#8220;top&#8221;, na vis\u00e3o de peemedebistas: o dos Transportes, que a presidente pretende entregar a Minas Gerais. Um dos cotados \u00e9 o deputado Leonardo Quint\u00e3o, que abriu m\u00e3o de sua candidatura a prefeito de Belo Horizonte, para apoiar a alian\u00e7a com o PT.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que consolida a alian\u00e7a com o PMDB, a presidente tamb\u00e9m arquiteta uma recomposi\u00e7\u00e3o com o setor empresarial. Dilma vai se reunir com os pesos pesado do PIB nacional para se contrapor ao discurso tucano, que tem centrado suas cr\u00edticas no desempenho da economia.<\/p>\n<p>A presidente participar\u00e1, hoje, no Planalto, da reuni\u00e3o que ir\u00e1 comemorar os dez anos de cria\u00e7\u00e3o do Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (CDES). Este est\u00e1 sendo considerado mais um ato de campanha, j\u00e1 que o governo quer exaltar o &#8220;Conselh\u00e3o&#8221; como mais um marco dos dez anos de governo petista e injetar \u00e2nimo nos empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>No encontro, onde estar\u00e3o presentes empres\u00e1rios e representantes da sociedade civil, a presidente Dilma vai aproveitar para bombardear o discurso pessimista sobre a economia, embalado pelo PSDB nos \u00faltimos dias. Sem resposta a FHC. Dilma n\u00e3o pretende responder diretamente ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que a chamou de &#8220;ingrata&#8221; e disse que a presidente &#8220;cospe no prato que comeu&#8221;. A ideia \u00e9 continuar fazendo balan\u00e7os e mostrar resultados positivos alcan\u00e7ados pelo governo petista, para se contrapor aos ataques do PSDB.<\/p>\n<p>Os tucanos t\u00eam criticado em seus discursos a alta da infla\u00e7\u00e3o e o baixo crescimento. A oposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o se cansa de alardear que o IPCA, um dos principais indicadores inflacion\u00e1rios, fechou em alta de 0,86%, maior \u00edndice nos \u00faltimos dez anos, e que a pr\u00e9via do Produto Interno Bruto (PIB) de 2012, divulgada semana passada pelo Banco Central, apontou para uma expans\u00e3o de 1,64% da economia, bem menor do que a expectativa do ministro da Fazenda, Guido Mantega.<\/p>\n<p>O governo insiste em responder que medidas foram tomadas contra a crise e os resultados est\u00e3o sendo aguardados. Este discurso ser\u00e1 repetido hoje no Conselh\u00e3o pela presidente, que pretende apresentar estat\u00edsticas e dados positivos, como a concess\u00e3o de portos e aeroportos. Tais medidas, acredita, permitir\u00e3o a amplia\u00e7\u00e3o dos investimentos da iniciativa privada em projetos estrat\u00e9gicos.<\/p>\n<p>Base aliada<\/p>\n<p>A movimenta\u00e7\u00e3o de partidos da base aliada tamb\u00e9m est\u00e1 na mira de Dilma, para evitar defec\u00e7\u00f5es em 2013, prejudicando o projeto da reelei\u00e7\u00e3o. Por isso os afagos ao PMDB. A conven\u00e7\u00e3o de s\u00e1bado consagrar\u00e1 e reiterar\u00e1 Michel Temer como presidente de honra do partido. Hoje Temer est\u00e1 licenciado do cargo de presidente, mas \u00e9 a maior lideran\u00e7a do partido.<\/p>\n<p>Durante a conven\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ser\u00e1 escolhida a nova dire\u00e7\u00e3o do PMDB. Ao prestigiar Temer, Dilma deixa claro que o quer na Vice tamb\u00e9m em 2014.0 ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, padrinho pol\u00edtico de Dilma e arquiteto da sua reelei\u00e7\u00e3o, chegou a sugerir nos bastidores que a Vice fosse entregue ao PSB em 2014 para evitar que Eduardo Campos se lan\u00e7asse candidato.<\/p>\n<p>A especula\u00e7\u00e3o provocou ru\u00eddos na rela\u00e7\u00e3o do PT com o PMDB. Agora, a ideia foi abandonada pelos petistas.<\/p>\n<p>PSB<\/p>\n<p>Dilma recebeu ontem, em seu gabinete, por duas horas, o governador do Cear\u00e1, Cid Gomes (PSB), tr\u00eas dias ap\u00f3s o irm\u00e3o dele, Ciro Gomes, ter atacado todos os presidenci\u00e1veis (Eduardo Campos, Marina Silva e A\u00e9cio Neves). Ciro disse que o correligion\u00e1rio, que preside o PSB, n\u00e3o tem vis\u00e3o de Brasil e nem proposta para o Pa\u00eds. O Planalto conta com os irm\u00e3os Gomes como cabos eleitorais de Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>Prosseguindo o afago aos aliados, o deputado Anthony Garoti-nho (PR-RJ) foi recebido ontem pela ministra Ideli Salvatti, juntamente com as lideran\u00e7as do partido. Queixou-se do &#8220;descaso&#8221; de alguns ministros.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Corte de juro banc\u00e1rio perde f\u00f4lego<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Ap\u00f3s cinco meses em decl\u00ednio, o spread do cr\u00e9dito total do sistema financeiro subiu em janeiro, segundo dados divulgados na ter\u00e7a-feira pelo Banco Central. Isso mostra que a trajet\u00f3ria de redu\u00e7\u00e3o do spread, que representa a diferen\u00e7a entre o custo de capta\u00e7\u00e3o e de repasse de recursos pelos bancos, pode j\u00e1 estar no fim, explica Wermeson Fran\u00e7a, economista da LCA Consultores.<\/p>\n<p>Em 2012, os bancos p\u00fablicos reduziram as taxas de juros cobradas de clientes, levando as institui\u00e7\u00f5es financeiras privadas a fazer o mesmo. Com isso, o spread recuou continuamente desde meados do ano passado. &#8220;Os spreads aumentaram ap\u00f3s atingirem em dezembro os patamares mais baixo da nova s\u00e9rie&#8221;, diz Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>O spread do cr\u00e9dito total, que engloba tanto recursos livres quanto direcionados, aumentou de 11,5 pontos percentuais em dezembro do ano passado para 12,2 pontos em janeiro, ap\u00f3s cinco meses consecutivos de queda. Por sua vez, o spread dos empr\u00e9stimos concedidos com recursos livres passou de 17,6 pontos para 18,3 pontos, no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Para o diretor de um grande banco privado, o rumo dos spreads vai depender do apetite das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas neste ano. Se recuarem, abrindo espa\u00e7o para os bancos privados, a tend\u00eancia \u00e9 de que o spread do sistema financeiro suba. &#8220;Mesmo que os privados reduzam um pouco os spreads, ainda ficar\u00e3o mais altos do que nos p\u00fablicos, puxando a m\u00e9dia para cima&#8221;, diz o executivo.<\/p>\n<p>Na semana passada, Banco do Brasil e Caixa Econ\u00f4mica Federal deixaram claro que o espa\u00e7o para mais corte nos spreads ficou apertado. Durante a divulga\u00e7\u00e3o dos resultados financeiros de 2012, executivos dos bancos afirmaram que s\u00f3 a partir de ganhos de efici\u00eancia &#8211; leia-se corte de despesas e ganho de receitas &#8211; poderiam fazer novas rodadas de redu\u00e7\u00e3o dos spreads daqui para a frente.<\/p>\n<p>O aumento do spread do cr\u00e9dito total em janeiro deve-se principamente \u00e0s empresas. A taxa da modalidade aumentou de 7 pontos percentuais de dezembro para janeiro, enquanto a das pessoas f\u00edsicas subiu 0,3 ponto, para 18 pontos.<\/p>\n<p>A pesquisa divulgada pela autoridade monet\u00e1ria tamb\u00e9m confirmou o que os bancos tra\u00e7aram em seus cen\u00e1rios para este ano: a inadimpl\u00eancia deve recuar. O primeiro ind\u00edcio disso \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o da taxa de calotes da modalidade voltada para pessoas f\u00edsicas que mais preocupou os banqueiros no ano passado, a de ve\u00edculos. Em janeiro, a taxa foi a mesma de dezembro, 6,4%. O percentual representa um recuo de 0,4 ponto percentual ante novembro.<\/p>\n<p>&#8220;Comparando com o observado ao longo de 2012, linhas de financiamento mais arriscadas, como a de ve\u00edculos, j\u00e1 d\u00e3o sinais de estabiliza\u00e7\u00e3o. Os calotes dos empr\u00e9stimos para aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos haviam chegado a 7,2% em meados do ano passado&#8221;, diz o economista da LCA. &#8220;O aumento do rigor dos bancos na concess\u00e3o de cr\u00e9dito parece estar surtindo efeito.&#8221;<\/p>\n<p>A taxa de calotes considerando os atrasos h\u00e1 mais de 90 dias em todas as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito do sistema financeiro (livre e direcionado) ficou est\u00e1vel em 3,7% entre dezembro e janeiro. Este \u00e9 o menor patamar desde dezembro de 2011. Os atrasos referentes a pessoas f\u00edsicas ca\u00edram 0,1 ponto percentual para 5,5%, enquanto a inadimpl\u00eancia das empresas foi de 2,2%, a mesma de dezembro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Estado de S. 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