{"id":4389,"date":"2013-03-01T13:21:06","date_gmt":"2013-03-01T13:21:06","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4389"},"modified":"2013-03-01T13:21:06","modified_gmt":"2013-03-01T13:21:06","slug":"as-ideias-transformam-se-em-forcas-quando-as-massas-as-assumem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4389","title":{"rendered":"As ideias transformam-se em for\u00e7as quando as massas as assumem"},"content":{"rendered":"\n<p>O povo \u00e9 o agente das grandes rupturas hist\u00f3ricas. Mas para que ele se assuma como sujeito \u00e9 imprescind\u00edvel um n\u00edvel de consci\u00eancia politica hoje insuficiente em Portugal. N\u00e3o estamos no limiar de uma situa\u00e7\u00e3o pr\u00e9-revolucion\u00e1ria; longe disso. Os tempos s\u00e3o sombrios e no horizonte pr\u00f3ximo esbo\u00e7am-se novas agress\u00f5es ao povo por um governo de contornos fascizantes.<\/p>\n<p>Mas paralelamente a resist\u00eancia popular crescer\u00e1 em torrente. Uma certeza: as massas derrotar\u00e3o nas ruas e nos locais de trabalho o projeto da ditadura da burguesia.<\/p>\n<p>Tenho escrito repetidamente que Portugal vive sob uma ditadura da burguesia de fachada democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>A afirma\u00e7\u00e3o tem suscitado reparos de camaradas. Alegam que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito diferente da existente na \u00e9poca do fascismo, com a crise a evoluir num quadro institucional garantido por uma constitui\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Creio \u00fatil esclarecer algumas quest\u00f5es fundamentais.<\/p>\n<p>A minha afirma\u00e7\u00e3o n\u00e3o estabelece um paralelo entre o regime instaurado por Salazar e o atual.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as \u00e9 hoje muito diferente da anterior ao 25 de Abril. N\u00e3o existe a figura de um ditador e o governo PSD\/CDS n\u00e3o \u00e9 homog\u00e9neo, sequer ideologicamente. H\u00e1 ministros que se distanciam da mentalidade dos homens de confian\u00e7a de Salazar e Caetano. Mesmo no tri\u00e2ngulo Passos- Gaspar- Relvas as contradi\u00e7\u00f5es s\u00e3o inocult\u00e1veis.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas cultivam o discurso do \u00abposs\u00edvel\u00bb. N\u00e3o podem expressar- se como os ministros de Salazar.<\/p>\n<p>O fascismo contou durante d\u00e9cadas com o apoio incondicional das For\u00e7as Armadas. O Poder Judicial era ent\u00e3o um d\u00f3cil instrumento do governo. A repress\u00e3o nas suas m\u00faltiplas frentes \u00e9 hoje invi\u00e1vel \u00e0 moda antiga.<\/p>\n<p>O mal-estar nas For\u00e7as Armadas \u00e9 transparente. Mas o governo n\u00e3o pode recorrer ao Exercito para reprimir maci\u00e7amente os protestos populares. O descontentamento dos militares exclui porem a hip\u00f3tese de um golpe de estado. O funcionamento das engrenagens da Uni\u00e3o europeia n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com cuartelazos. O grande capital recorre hoje a outros meios para impor a sua estrat\u00e9gia de domina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O controlo do sistema medi\u00e1tico substituiu a censura como meio eficaz de prote\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o subliminar da ideologia do Poder.<\/p>\n<p>Mas a impossibilidade de Passos &amp; Portas se expressarem e governarem como desejariam n\u00e3o altera o seu pensamento politico. Sob uma fraseologia pseudodemocr\u00e1tica \u00e9 identific\u00e1vel uma mentalidade aparentada com a de Salazar e sua gente.<\/p>\n<p>O executivo \u2013 repito &#8211; n\u00e3o \u00e9 homog\u00e9neo. Mas alguns ministros e deputados da coliga\u00e7\u00e3o escondem mal afinidades ideol\u00f3gicas com a ordem social do fascismo. Dela se sentem mais pr\u00f3ximos do que do neoliberalismo ortodoxo de Friedrich Hayek.<\/p>\n<p>O malogro inocult\u00e1vel da \u00abestrat\u00e9gia de austeridade\u00bb obrigou o governo a reconhecer finalmente que n\u00e3o atingiu os objetivos fixados. A recess\u00e3o ser\u00e1 pelo menos o dobro da prevista no Or\u00e7amento. Passos &amp; Gaspar imploram agora que lhes seja concedido mais um ano para a redu\u00e7\u00e3o do d\u00e9fice do Or\u00e7amento. A troika, em mais uma visita a Portugal, certamente lhes atender\u00e1 o apelo. E, negando o que afirmavam semanas atr\u00e1s, falam pela primeira vez da necessidade de crescimento econ\u00f3mico para combater o desemprego galopante (j\u00e1 superior a l7 %).<\/p>\n<p>Os \u00abprodutores de opini\u00e3o\u00bb, empenhados em evitar a subida da mar\u00e9 da indigna\u00e7\u00e3o popular, adotaram tamb\u00e9m um estilo diferente, acompanhando a mudan\u00e7a da orat\u00f3ria oficial. Persistem na cr\u00edtica superficial a medidas do governo, mas insistem que n\u00e3o h\u00e1 alternativa para a pol\u00edtica de submiss\u00e3o ao diktat do capital. Admitem a urg\u00eancia da renegocia\u00e7\u00e3o dos prazos impostos pelo pacto assinado com a troika, mas concluem que a redu\u00e7\u00e3o de 4000 milh\u00f5es de euros nas despesas da Sa\u00fade, da Educa\u00e7\u00e3o e da Seguran\u00e7a Social \u00e9 para eles uma fatalidade inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>O mais influente desses intelectuais org\u00e2nicos da burguesia, Marcelo Rebelo de Sousa, descobriu subitamente uma estranha metamorfose no Primeiro-ministro. Com surpresa identifica nele um pol\u00edtico dialogante, aberto \u00e0 cr\u00edtica. Fala de um \u00abnovo\u00bb Passos.<\/p>\n<p>Outro bombeiro do capital, Jos\u00e9 Gomes Ferreira, repete, incans\u00e1vel, que n\u00e3o h\u00e1 alternativa para a ofensiva que Gaspar prepara contra a \u00c1rea Social.<\/p>\n<p>Muitos intelectuais progressistas, sem disso tomarem consci\u00eancia, refletem na sua interven\u00e7\u00e3o politica os efeitos do discurso de uma burguesia cada vez mais arrogante no esfor\u00e7o para branquear o fascismo, reescrevendo a Historia.<\/p>\n<p>A campanha para apresentar a ditadura de Salazar como um regime autorit\u00e1rio quase benigno colocou na moda a express\u00e3o \u00abEstado Novo\u00bb. \u00c9 de lamentar que alguns historiadores marxistas temam j\u00e1 empregar a palavra fascismo.<\/p>\n<p>Cabe relembrar o que Thomas Mann escreveu em 1951: \u00abse nada mais me levasse a respeitar a Revolu\u00e7\u00e3o Russa, seria a sua inabal\u00e1vel oposi\u00e7\u00e3o ao fascismo\u00bb.<\/p>\n<p><strong>AS VAIAS A RELVAS E SEUS PARES<\/strong><\/p>\n<p>A solidariedade com a direita \u2013 inconfessada mas concreta &#8211; de dirigentes pol\u00edticos do PS e da chusma de comentadores e analistas da TV ficou transparente nas rea\u00e7\u00f5es aos protestos populares dos \u00faltimos dias.<\/p>\n<p>Tudo principiou com as vaias a Miguel Relvas, quando o ministro de Estado foi repetidamente vaiado no Norte e depois impedido de falar no ISCTE por estudantes que cantaram ali o Gr\u00e2ndola Vila Morena.<\/p>\n<p>Passos Coelho na Assembleia da Republica e os ministros da Economia, da Defesa, da Administra\u00e7\u00e3o Publica, da Agricultura e alguns secret\u00e1rios de Estado tamb\u00e9m escutaram a can\u00e7\u00e3o que assinalou o in\u00edcio da Revolu\u00e7\u00e3o de Abril. Esses protestos populares assumiram tal frequ\u00eancia e amplitude que os membros do governo alteram os hor\u00e1rios e saem pelas traseiras dos edif\u00edcios p\u00fablicos onde s\u00e3o recebidos com cartazes de rep\u00fadio pela pol\u00edtica da coliga\u00e7\u00e3o reacion\u00e1ria. Mais de uma vez a PSP e a GNR identificaram os manifestantes como se fosse crime entoar nas ruas Gr\u00e2ndola Vila Morena.<\/p>\n<p>Por si s\u00f3 o argumento de que vaiar Passos e sua gente configura atentado \u00e0 liberdade de express\u00e3o \u00e9 definidor da op\u00e7\u00e3o politica das personalidades que que criticam essas manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A cumplicidade com o Poder de influentes comentadores das mesas redondas \u00e9 t\u00e3o transparente que alguns, em gesto de humor negro, afirmam que a imagem p\u00fablica de Relvas melhorou desde o boicote e as vaias do ISCTE.<\/p>\n<p><strong>AS MASSAS COMO SUJEITO NA HIST\u00d3RA<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 chocante que Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Seguro, Ant\u00f3nio Costa, Vitorino e outros destacados dirigentes socialistas tenham condenado esses epis\u00f3dios recorrendo a uma linguagem acaciana.<\/p>\n<p>Tal atitude \u00e9 esclarecedora do que se pode esperar do PS no desenvolvimento da crise, agarrado como est\u00e1 ao memorado da troika como lapa \u00e0 rocha.<\/p>\n<p>\u00c9 muito significativo que Francisco Assis tenha na semana passada defendido para a pr\u00f3xima legislatura um governo PS-PSD e elogiado Paulo Portas.<\/p>\n<p>Coloco a quest\u00e3o porque o regresso do PS ao Governo me aparece como quase inevitabilidade ap\u00f3s as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es legislativas, provavelmente antecipadas.<\/p>\n<p>Na logica do funcionamento do sistema, vai ocorrer uma desloca\u00e7\u00e3o de votos do PSD e do CDS para o PS para punir a equipa Passos \u2013 Portas.<\/p>\n<p>Tudo indica que vamos assistir a uma dram\u00e1tica repeti\u00e7\u00e3o das \u00faltimas farsas eleitorais.<\/p>\n<p>Teoricamente, seria poss\u00edvel atrav\u00e9s do voto eleger uma Assembleia empenhada em levar adiante uma pol\u00edtica progressista. Mas \u00e9 uma ilus\u00e3o rom\u00e2ntica acreditar que isso vai acontecer. O PS e o PSD, somados, obter\u00e3o mais uma vez uma ampla maioria. As engrenagens do sistema n\u00e3o conduzem a outra sa\u00edda.<\/p>\n<p>Porqu\u00ea se a mar\u00e9 da indigna\u00e7\u00e3o sobe torrencialmente, se a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o repudia hoje a pol\u00edtica do governo que levou o pa\u00eds \u00e0 ruina e milh\u00f5es de fam\u00edlias \u00e0 mis\u00e9ria?<\/p>\n<p>Para se compreender a contradi\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio tomar plena consci\u00eancia de que o Pa\u00eds est\u00e1 submetido \u2013 insisto- a uma ditadura de classe encoberta por uma enganadora fachada democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>A vig\u00eancia de uma Constitui\u00e7\u00e3o que garante liberdades e direitos fundamentais &#8211; muitos deles desrespeitados &#8211; n\u00e3o impede que a classe dominante exer\u00e7a o poder discricionariamente, impedindo na pr\u00e1tica \u2013 excepto na \u00e1rea das autarquias \u2013 a participa\u00e7\u00e3o popular. Esta est\u00e1 reduzida ao voto, mas as escolhas do eleitorado s\u00e3o condicionadas por mecanismos controlados pelo capital. Os jornais e os audiovisuais encontram-se hegemonicamente nas suas m\u00e3os. A t\u00e3o falada liberdade de express\u00e3o esconde a evid\u00eancia: a liberdade dos propriet\u00e1rios dos media.<\/p>\n<p>Outro factor impeditivo de uma vit\u00f3ria eleitoral de for\u00e7as progressistas \u00e9 aquilo que Marx, com clareza meridiana, definiu como \u00abaliena\u00e7\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p>A grande maioria dos cidad\u00e3os eleitores, incluindo uma parcela ponder\u00e1vel dos trabalhadores, n\u00e3o transformou ainda a consci\u00eancia de classe em consci\u00eancia pol\u00edtica interveniente.<\/p>\n<p>Sabe o que n\u00e3o quer, mas sente enorme dificuldade em atuar em defesa dos seus interesses. O avolumar dos grandes protestos \u00abespont\u00e2neos\u00bb traduz bem essa realidade. Eles s\u00e3o positivos, mas insuficientes para enfrentar o poder da classe dominante.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es objetivas para a passagem dos protestos de uma juventude indignada \u00e0 luta organizada contra o Poder s\u00e3o muito favor\u00e1veis.<\/p>\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o para esse objetivo da CGTP nos \u00faltimos meses, desde que Arm\u00e9nio Carlos assumiu a Coordena\u00e7\u00e3o da central sindical, tem sido muito importante.<\/p>\n<p>Creio que a releitura do \u00abQue fazer\u00bb de Lenin \u00e9 muito \u00fatil nestas v\u00e9speras de grandes lutas sociais. Foi a sua grande contribui\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o do partido revolucion\u00e1rio de novo tipo. Mas o que lhe confere maior atualidade \u00e9 a reflex\u00e3o criadora do papel da vanguarda como \u00fanica for\u00e7a capaz de mobilizar as massas organizadamente. Com fins bem definidos na luta contra o Poder que as oprime.<\/p>\n<p>N\u00e3o pretendo obviamente estabelecer qualquer analogia entre a situa\u00e7\u00e3o existente na R\u00fassia imperial antes da Revolu\u00e7\u00e3o de 1905 e a que vivemos hoje em Portugal. Mas os ensinamentos de Lenin sobre o papel da vanguarda permanecem v\u00e1lidos.<\/p>\n<p>Sem participa\u00e7\u00e3o intensa do povo n\u00e3o h\u00e1 democracia aut\u00eantica (palavra de que se usa e abusa em Portugal onde ela \u00e9 uma fachada).<\/p>\n<p>O povo \u00e9 o agente das grandes rupturas hist\u00f3ricas. Mas para que ele se assuma como sujeito \u00e9 imprescind\u00edvel um n\u00edvel de consci\u00eancia politica hoje insuficiente em Portugal.<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos no limiar de uma situa\u00e7\u00e3o pr\u00e9-revolucion\u00e1ria; longe disso. Mas \u00e9 cada vez ampla a convic\u00e7\u00e3o de que as coisas n\u00e3o podem continuar como est\u00e3o. Eric Hobsbawm enuncia uma evid\u00eancia ao afirmar que \u00abas ideias n\u00e3o se transformam em for\u00e7as at\u00e9 se apoderarem das massas\u00bb *. E isso \u00e9 muito dif\u00edcil, lento. Uma tarefa da vanguarda (no caso portugu\u00eas o PCP) que exige muita paci\u00eancia, quase magia, como lembra o historiador brit\u00e2nico.<\/p>\n<p>Os tempos s\u00e3o sombrios e no horizonte pr\u00f3ximo esbo\u00e7am-se novas agress\u00f5es ao povo por um governo de contornos fascizantes.<\/p>\n<p>Mas paralelamente a resist\u00eancia popular crescer\u00e1 em torrente. Uma certeza: as massas derrotar\u00e3o nas ruas e nos locais de trabalho o projeto da ditadura da burguesia.<\/p>\n<p><em>*Eric Hobsbawm, \u00abComo Mudar o Mundo-Marx e o Marxismo, 1840-2011\u00bb, p\u00e1g. 182,Editora Companhia das Letras, S\u00e3o Paulo 2011<\/em><\/p>\n<p><em>Serpa e Vila Nova de Gaia, 23 de Fevereiro de 2013<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/?p=2784\" target=\"_blank\">http:\/\/www.odiario.info\/?p=2784<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nodiario.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nMiguel Urbano Rodrigues\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4389\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[98],"tags":[],"class_list":["post-4389","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c111-portugal"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-18N","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4389","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4389"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4389\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4389"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4389"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}