{"id":4390,"date":"2013-03-01T13:25:00","date_gmt":"2013-03-01T13:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4390"},"modified":"2013-03-01T13:25:00","modified_gmt":"2013-03-01T13:25:00","slug":"verdades-reveladas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4390","title":{"rendered":"Verdades reveladas"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por\u00a0Jackslene\u00a0Silva<\/strong><\/p>\n<p>S\u00f4nia. \u201cPau de arara? Choque el\u00e9trico? Pancadas? Chutes? Pode escolher\u201d, insistia o cabo Anselmo, esperando que sua v\u00edtima fizesse a escolha. Depois de ter o corpo completamente despido e molhado, S\u00f4nia, a jovem militante pernambucana, teve o corpo enrolado por fios el\u00e9tricos e recebeu choques nos ouvidos numa voltagem t\u00e3o alta que chegou a inflamar sua garganta. O golpe a impediu de comer e beber durante dias. Mesmo assim, ela n\u00e3o parava de urinar e, ao pedir para usar o banheiro, foi conduzida a mais uma sess\u00e3o de tortura com choques intermin\u00e1veis.<\/p>\n<p>S\u00f4nia Arruda Beltr\u00e3o<\/p>\n<p>Os golpes lhe causaram uma tens\u00e3o neurol\u00f3gica incontrol\u00e1vel que fazia sentir os choques todo o tempo. \u201cTenho a impress\u00e3o de que fiquei com cara de louca\u201d, contou S\u00f4nia Arruda Beltr\u00e3o, hoje arquiteta, ao lembrar a \u00fanica vez em que teve companhia na cela. Quando uma nova\u00a0detenta\u00a0a viu ficou apavorada com a situa\u00e7\u00e3o. S\u00f4nia avisava para a rec\u00e9m-chegada n\u00e3o deitar, sentar, nunca tocar o ch\u00e3o, as paredes e todo o resto. S\u00f4nia dava choque em tudo. Diante do estado perturbado em que S\u00f4nia se encontrava, a novata pediu aos gritos para trocar de cela.<\/p>\n<p>O questionamento mais intrigante para a maioria das pessoas, quando se fala da ditadura militar \u00e9: por que estas pessoas foram torturadas? Mais: o que realmente aconteceu neste per\u00edodo? Como S\u00f4nia, dezenas de pessoas foram torturadas no Brasil, mas muitas n\u00e3o sobreviveram para responder \u00e0s v\u00e1rias perguntas ainda hoje em aberto. Muitas foram sequestradas e, depois desapareceram. Mas muitas ainda vivem para contar o que viram e viveram no c\u00e1rcere da ditadura pernambucana. Este foi o tema de meu trabalho de conclus\u00e3o de curso.<\/p>\n<p>Em uma dessas entrevistas, ouvi de S\u00f4nia: \u201cSentaram-me numa cadeira e me mandaram ficar com a coluna reta. Um soldado com um fuzil mediu minhas costas e, fazendo mira, tentava ver onde seria melhor para me dar um tiro. Eu acreditei, pensei que iria morrer\u201d. Ela ainda chora s\u00f3 de recordar o epis\u00f3dio.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Lourdes.jpeg?resize=151%2C166\" border=\"0\" hspace=\"12\" width=\"151\" height=\"166\" align=\"left\" \/><\/p>\n<p>Lourdes e as oper\u00e1rias<\/p>\n<p>Lourdes. Em outro local do Recife, a volunt\u00e1ria da Juventude Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica (JOC), Maria de Lourdes Silva, foi sequestrada dentro de seu apartamento simplesmente porque desenvolvia um trabalho de inclus\u00e3o social com jovens prostitutas da cidade de\u00a0Timba\u00faba, no interior pernambucano. Era uma esp\u00e9cie de porta-voz das trabalhadoras das f\u00e1bricas da capital. Lourdes estava com tr\u00eas meses de gravidez quando foi presa. Nos quatro meses seguintes, recebeu choques pelo corpo inteiro e foi obrigada a engolir um rem\u00e9dio desconhecido. S\u00f3 usava o banheiro quando era observada. Ela passou todo o per\u00edodo da pris\u00e3o sem tomar banho, pois tinha medo de sofrer abuso sexual.<\/p>\n<p>Lourdes temia por sua vida, preocupava-se com sua fam\u00edlia, mas principalmente temia pela vida do filho que estava se desenvolvendo num ventre materno atormentado por choques, pancadas e gritos di\u00e1rios. As explos\u00f5es nas ruas n\u00e3o lhe permitiam dormir; e como o beb\u00ea n\u00e3o mexia, pensou que ele pudesse ter morrido. Um certo dia, para sua surpresa, o beb\u00ea se mexeu, como se desejasse tranquilizar a m\u00e3e. \u201cFoi imposs\u00edvel conter a emo\u00e7\u00e3o, chorei incontrolavelmente mesmo correndo o risco de ser agredida por isso\u201d, lembra com os olhos marejados.<\/p>\n<p>Ivo: Ivo, carteiro e pichador<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/ivo.jpeg?resize=134%2C170\" border=\"0\" hspace=\"12\" width=\"134\" height=\"170\" align=\"left\" \/><\/p>\n<p>Maur\u00edlio. Abaixa a ditadura! Dizia a picha\u00e7\u00e3o feita \u00e0s pressas nos murros das lojas, f\u00e1bricas e, casas pr\u00f3ximas ao centro do Recife. Maur\u00edlio Cruz era um jovem idealista. Come\u00e7ou a fazer coro aos protestos na capital pernambucana quando ativista que se dizia comunista no p\u00e1tio da escola onde estudava. Este encontro fez Maur\u00edlio ganhar um nome secreto. Ivo. Era como era chamado pelos integrantes do Movimento Revolucion\u00e1rio Crist\u00e3o (MCR). A partir deste dia, fez picha\u00e7\u00f5es e panfletagens em frente \u00e0s f\u00e1bricas e, especialmente, entregou cartas vindas de todas as partes do pa\u00eds com orienta\u00e7\u00f5es sobre como os companheiros deviam agir para alcan\u00e7ar seus objetivos.<\/p>\n<p>A opress\u00e3o existente entre os que buscavam uma sobreviv\u00eancia justa e sem explora\u00e7\u00e3o tornou a vida dos trabalhadores e militantes um tormento, sobretudo para a popula\u00e7\u00e3o de Recife, que tinham como no resto do pa\u00eds uma longa jornada de trabalho e recebiam cerca de 10% do valor total do produto final.<\/p>\n<p>Tal fato causou a indigna\u00e7\u00e3o em muitos militantes que se reuniram nas ruas e pra\u00e7as para orientar o povo a buscar as mudan\u00e7as necess\u00e1rias. As condi\u00e7\u00f5es de trabalho brasileiras eram sub-humanas em todos os setores, e n\u00e3o eram raras as not\u00edcias de funcion\u00e1rios que perdiam membros por t\u00e9tano causado pelo contato com objetos enferrujados ou que adoeciam com tuberculose, pneumonia, febre reum\u00e1tica entre outras doen\u00e7as que se proliferavam no ambiente de trabalho devido \u00e0 falta de preven\u00e7\u00e3o ou tratamento das doen\u00e7as, a m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o ou aus\u00eancia da mesma no local de trabalho.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o era orientada a entregar qualquer suspeito de atitude antipatri\u00f3tica. A dela\u00e7\u00e3o era feita para a r\u00e1dio local. Maur\u00edlio fora entregue por vizinhos e, em quest\u00e3o de horas, estava na sede do Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (DOPS). Depois do interrogat\u00f3rio, foi transferido para a Casa de Deten\u00e7\u00e3o do Recife, onde logo conheceu a solit\u00e1ria. A cela da tinha cerca de 80 cent\u00edmetros quadrados e sem a passagem de ventila\u00e7\u00e3o o calor tornava-se insuport\u00e1vel ao fechar a porta. Com um buraco no canto da parede substituindo o vaso sanit\u00e1rio e o excesso de fezes deixado pelos presos anteriores, respirar tornou-se uma tarefa custosa. Depois de algumas horas, o corpo solicitava outra posi\u00e7\u00e3o e Ivo s\u00f3 tinha duas op\u00e7\u00f5es: de p\u00e9, encostado nas paredes apenas surradas com pedregulhos e molhadas de urina, ou sentado sobre as fezes no ch\u00e3o. As horas se passaram e o cansa\u00e7o o venceu, e Ivo terminou decidiu se sentar. Parte do rosto, bra\u00e7os e pernas foram cortados pelos pedregulhos.<\/p>\n<p>Iber\u00e9.\u00a0Iber\u00e9\u00a0da Costa, militante do Partido Comunista do Brasil (PCB) conheceu Engenho\u00a0Galil\u00e9ia\u00a0em 1964. Em visita aos engenhos encontrou\u00a0Rogaciano, um campon\u00eas simples que ganhava a vida nos canaviais da regi\u00e3o. O corte de cana rendia pouco aos trabalhadores que n\u00e3o conheciam o que era um banheiro em seu domic\u00edlio.\u00a0Rogaciano\u00a0convidou\u00a0Iber\u00e9\u00a0para dormir em sua casa de choupana, toda de palha, de tr\u00eas c\u00f4modos. Ali havia uma rede, uma pequena mesa com dois bancos, e tr\u00eas pedras que usava como fog\u00e3o onde cozinhava sempre que voltava do canavial. A influ\u00eancia dos socialistas trouxe possibilidades de transforma\u00e7\u00f5es na vida dos camponeses. Ap\u00f3s den\u00fancias realizadas pelas Ligas Camponesas, os espancamentos e assassinatos constantes realizados contra os agricultores da regi\u00e3o reduziram, mas n\u00e3o terminaram. Fora aberta investiga\u00e7\u00e3o e comprovada a veracidade dos fatos quando encontraram cabe\u00e7as, dedos, p\u00e9s, e ossadas inteiras dentro do a\u00e7ude do Engenho Serra. \u201cEsses corpos nunca foram identificados nem seus assassinos foram descobertos ou punidos, os a\u00e7udes, barragens e rios est\u00e3o cheios de sangue de inocentes\u201d, afirma\u00a0Iber\u00e9, que morou nos engenhos por v\u00e1rios meses.<\/p>\n<p>Teresa. A professora de Historia, Teresa\u00a0Vila\u00e7a\u00a0resolveu ajudar os camponeses porque o campo havia se tornado um ambiente de discuss\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o popular. A escolha lhe rendeu quatro anos nos por\u00f5es da ditadura. Militantes de v\u00e1rios partidos e de v\u00e1rios estados vinham socorrer Pernambuco que havia atingido o n\u00edvel m\u00e1ximo de absoluta mis\u00e9ria social.<\/p>\n<p>As reuni\u00f5es aconteciam \u00e0 noite na zona canavieira, muitas vezes \u00e0s escondidas e depois de longas caminhadas a p\u00e9 no meio do mato. \u201cMuitos morriam de fome ou assassinados por terem reagido aos desmandos dos senhores e seus capangas. Chegara a vez de buscar melhorias para as fam\u00edlias que levavam seus parentes para enterrar em redes durante o dia e dormiam nas mesmas redes \u00e0 noite\u201d, defende a historiadora.<\/p>\n<p>Toda interroga\u00e7\u00e3o na sede do DOPS gerava p\u00e2nico nos militantes. Para Tereza, era mais que isso. Ela foi levada a uma sala e pode conhecer o rosto do temido torturador Luiz Miranda, que sempre era chamado quando o investigado n\u00e3o queria colaborar. \u201cEle olhou para mim e disse \u2018eu sou Miranda e eu vou lhe torturar\u2019. Em resposta eu disse \u2018diz isso porque eu estou algemada\u2019. Recebi a maior tapa na cara da minha vida, que deu in\u00edcio a muitas torturas\u201d, recorda chorando.<\/p>\n<p>Como historiadora, Tereza teve a oportunidade de saber que caminho a hist\u00f3ria do Brasil tomava quando dentro do pres\u00eddio, o Instituto Bom Pastor, teve contato com as presas comuns, e soube que v\u00e1rias delas tamb\u00e9m eram camponesas presas por roubar para tentar alimentar seus filhos. Ou jovens que se prostitu\u00edram e eram expulsas de casa. \u201cLembro de uma jovem que foi presa por tentativa de assassinato dos tr\u00eas filhos, porque ela pulou no rio com os tr\u00eas filhos por n\u00e3o suportarem a fome e n\u00e3o terem a ajuda de ningu\u00e9m. Estas eram as criminosas do Brasil\u201d, lembra.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/ivo1.jpeg?resize=130%2C143\" border=\"0\" hspace=\"12\" width=\"130\" height=\"143\" align=\"left\" \/><\/p>\n<p>Gabriel Veloso<\/p>\n<p>Gabriel. A forma desumana e avassaladora com que as desigualdades foram expostas contribuiu para a reflex\u00e3o sobre o sentido real de tamanha indiferen\u00e7a social. E esta medita\u00e7\u00e3o reuniu mais jovens idealistas como Gabriel Veloso, que tinha apenas 27 anos quando, como membro ativo do Partido Comunista do Brasil (PCB), visitou as regi\u00f5es usineiras do estado historicamente conhecidas como desenvolvido pelo fino a\u00e7\u00facar, o \u201couro branco\u201d, que trouxe riqueza para alguns e fome para outros. A disparidade causou um choque de realidade no jovem idealista, pois n\u00e3o esperava encontrar o gado morto de sede na estrada, crian\u00e7as p\u00e1lidas de anemia ou inchadas de verminose, desnutridas e analfabetas com pais em semelhante situa\u00e7\u00e3o. \u201cJamais pensei que algu\u00e9m vivesse assim; queria que a vida daquelas pessoas fosse diferente\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Em 20 de abril de 1964, Gabriel recebeu a visita de Selma, uma namorada que lhe trouxe um recado de um delegado do Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (DOPS). \u201cEle disse que \u00e9 melhor voc\u00ea se entregar.\u201d Convencido de que Selma fora coagida e para evitar mais repres\u00e1lias, ele se dirigiu no mesmo dia \u00e0 delegacia e foi conduzido a um setor de tortura chamado de\u00a0Bunker\u00a0para que falasse sobre sua atua\u00e7\u00e3o junto \u00e0s Ligas Camponesas e, principalmente, revelar os nomes de quem participava e o que faziam. Foram seis dias de interrogat\u00f3rio at\u00e9 ser levado \u00e0 Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica e depois conduzido \u00e0 Casa de Deten\u00e7\u00e3o do Recife.<\/p>\n<p>Em sua cela no segundo andar da pris\u00e3o, Gabriel podia ver a Esta\u00e7\u00e3o de Metr\u00f4 do Recife e observar os detalhes de sua arquitetura como os p\u00e1ssaros em estilo barroco que mesmo com asas estavam presos \u00e0 constru\u00e7\u00e3o. Esta imagem gerava piadas de alguns presos. \u201cCerta vez, um dos presos pol\u00edticos disse em tom de ironia que s\u00f3 sair\u00edamos daqui quando aqueles p\u00e1ssaros voassem. Os p\u00e1ssaros n\u00e3o precisaram voar e eu estou livre. O lament\u00e1vel \u00e9 que outros companheiros n\u00e3o tiveram a mesma sorte.\u201d<\/p>\n<p>Hoje as\u00a0ex-presas\u00a0e presos pol\u00edticos e seus familiares pedem que as Comiss\u00f5es da Verdade tragam \u00e0 sociedade a veracidade dos fatos ocorridos no per\u00edodo. Sabem que a Justi\u00e7a brasileira inocentou a maioria dos torturadores do per\u00edodo. Enquanto isso, os relatos de Lourdes, Gabriel, S\u00f4nia,\u00a0Iber\u00e9, Maur\u00edlio e Teresa\u00a0Vila\u00e7a\u00a0ajudam a revelar as verdades escondidas no per\u00edodo fora do eixo\u00a0Rio-S\u00e3o\u00a0Paulo, os epicentros da opress\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/sociedade\/verdades-reveladas\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.cartacapital.com.br\/sociedade\/verdades-reveladas\/<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCM\n\n\n\n\n\n\n\n\nAnos de chumbo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4390\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-4390","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c64-ditadura"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-18O","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4390","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4390"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4390\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4390"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4390"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4390"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}