{"id":4395,"date":"2013-03-01T14:06:12","date_gmt":"2013-03-01T14:06:12","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4395"},"modified":"2013-03-01T14:06:12","modified_gmt":"2013-03-01T14:06:12","slug":"sondagem-da-industria-traz-expectativas-mais-moderadas-para-fevereiro-e-marco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4395","title":{"rendered":"Sondagem da ind\u00fastria traz expectativas mais moderadas para fevereiro e mar\u00e7o"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"line-height: 1.3em;\">O setor industrial virou o ano com percep\u00e7\u00e3o de recupera\u00e7\u00e3o da demanda e atividade mais forte, mas a Sondagem Conjuntural da Ind\u00fastria de Transforma\u00e7\u00e3o deste m\u00eas, da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), indica que essa rea\u00e7\u00e3o ficou mais concentrada em janeiro, ao passo que fevereiro ser\u00e1 um m\u00eas de resultados mais fracos, com poss\u00edvel queda da produ\u00e7\u00e3o. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de Aloisio Campelo, superintendente-adjunto de ciclos econ\u00f4micos da FGV, para quem o cen\u00e1rio de retomada para o primeiro trimestre n\u00e3o foi anulado, mas houve uma &#8220;calibragem para baixo&#8221; nas proje\u00e7\u00f5es do empresariado.<\/span><\/p>\n<p>Segundo Campelo, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer uma leitura favor\u00e1vel dos dados de fevereiro, m\u00eas em que o \u00cdndice de Confian\u00e7a da Ind\u00fastria (ICI) ficou praticamente est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a janeiro, ao passar de 106,5 pontos para 106,6 pontos, mantendo-se acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica dos \u00faltimos cinco anos, de 104,7 pontos.<\/p>\n<p>Apesar da relativa estabilidade no dado geral, o economista destacou que, no per\u00edodo, houve piora do otimismo em nove dos 14 g\u00eaneros pesquisados pela FGV, enquanto um n\u00e3o mostrou mudan\u00e7a e outros quatro tiveram alta. Este \u00e9 o pior resultado em termos qualitativos desde agosto de 2011, quando apenas dois setores tiveram aumento de confian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. &#8220;Vai haver melhora no primeiro trimestre, mas o resultado de fevereiro j\u00e1 esfria um pouco o ritmo dessa recupera\u00e7\u00e3o&#8221;, disse.<\/p>\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de confian\u00e7a, ressaltou ele, foi sustentada por expectativas para um horizonte mais longo, que se mantiveram em terreno positivo, enquanto indicadores referentes ao momento presente pioraram. O \u00cdndice da Situa\u00e7\u00e3o Atual (ISA) recuou 1% entre janeiro e fevereiro, para 105,7 pontos, ficando abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica dos \u00faltimos cinco anos, de 106,1 pontos. A contra\u00e7\u00e3o foi puxada por avalia\u00e7\u00f5es mais desfavor\u00e1veis em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel de demanda, tanto externa como interna, indicador que caiu 2,6% na compara\u00e7\u00e3o mensal, para 103 pontos.<\/p>\n<p>De acordo com Campelo, espera-se um comportamento mais homog\u00eaneo da produ\u00e7\u00e3o entre os setores neste primeiro trimestre, j\u00e1 que os bens dur\u00e1veis, que puxaram a retomada da ind\u00fastria a partir de meados do segundo semestre com o impulso dos incentivos tribut\u00e1rios, devem mostrar arrefecimento. &#8220;O ajuste acontece com uma certa converg\u00eancia para uma situa\u00e7\u00e3o de normalidade, mas que levou a uma queda no \u00edndice geral, apesar de quase 80% das empresas avaliarem a demanda como normal.&#8221;<\/p>\n<p>Com a perda de f\u00f4lego dos bens dur\u00e1veis, o coordenador da FGV apontou que a recupera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria ficar\u00e1 mais dependente do setor de bens capital, cuja produ\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 comprometida por ac\u00famulo de estoques. Segundo a sondagem, 20% dos fabricantes do segmento relataram possuir invent\u00e1rios excessivos em fevereiro.<\/p>\n<p>Esse dado, na vis\u00e3o de Campelo, refor\u00e7a a an\u00e1lise de que o crescimento da ind\u00fastria n\u00e3o ser\u00e1 t\u00e3o consistente nos primeiros tr\u00eas meses do ano, apesar de a FGV manter o cen\u00e1rio de varia\u00e7\u00e3o positiva da produ\u00e7\u00e3o no per\u00edodo. &#8220;As expectativas do setor de bens de capital est\u00e3o melhores, mas com esse resultado de fevereiro, h\u00e1 atenua\u00e7\u00e3o no ritmo de recupera\u00e7\u00e3o dos investimentos&#8221;. Na passagem mensal, a confian\u00e7a do ramo, que vinha em alta, recuou 0,8%.<\/p>\n<p>Outro dado que corrobora a perda de ritmo da ind\u00fastria em fevereiro, em sua opini\u00e3o, \u00e9 a queda de 0,3 ponto percentual do N\u00edvel de Utiliza\u00e7\u00e3o da Capacidade Instalada (Nuci) do setor, que, ao ficar em 84,1% este m\u00eas, voltou ao mesmo patamar de janeiro. O recuo foi espalhado pelos cinco grandes categorias industriais pesquisadas.<\/p>\n<p>O indicador de estoques, por sua vez, manteve-se ajustado em fevereiro, com alta de 0,1% frente a janeiro, para 101,2 pontos, dado que, na vis\u00e3o de Campelo, n\u00e3o \u00e9 fator de conten\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o dos indicadores ligados ao curto prazo, o \u00cdndice de Expectativas (IE) manteve-se em alta e subiu 1,4% na passagem de janeiro para fevereiro, para 107,6 pontos, maior patamar desde maio de 2011. Segundo a FGV, 56,7% das empresas consultadas acreditam que a situa\u00e7\u00e3o ir\u00e1 melhorar num horizonte de seis meses, enquanto apenas 4,8% preveem piora. Segundo Campelo, a percep\u00e7\u00e3o otimista \u00e9 influenciada, em parte, pela base de compara\u00e7\u00e3o deprimida, que leva em conta o primeiro semestre de 2012, mas sustenta a previs\u00e3o de recupera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria no primeiro semestre.<\/p>\n<hr \/>\n<p>UE quer limitar b\u00f4nus pagos por bancos a executivos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia anunciou um acordo preliminar para a imposi\u00e7\u00e3o de limites \u00e0s bonifica\u00e7\u00f5es pagas a executivos de bancos, como parte de uma legisla\u00e7\u00e3o mais ampla para assegurar que as institui\u00e7\u00f5es tenham uma situa\u00e7\u00e3o financeira mais s\u00f3lida. A ideia \u00e9 que os b\u00f4nus correspondam a uma ou, no m\u00e1ximo, duas vezes a remunera\u00e7\u00e3o fixa desses profissionais. O pagamento extra precisar\u00e1 contar com apoio dos acionistas.<\/p>\n<p>&#8220;Temos todos os elementos para um acordo&#8221;, disse o comiss\u00e1rio europeu para o mercado interno, Michel Barnier. O pacto precisar\u00e1 ser submetido a uma nova rodada de discuss\u00f5es no Parlamento Europeu e entre os pa\u00edses da UE.<\/p>\n<p>As regras para pagamentos de b\u00f4nus ser\u00e3o aplicadas a bancos da UE, incluindo as suas opera\u00e7\u00f5es fora do bloco, bem como \u00e0s subsidi\u00e1rias de bancos estrangeiros na UE. A ideia \u00e9 que as novas regras sejam adotadas a partir de 1\u00ba de janeiro de 2014 ou, no mais tardar, em 1\u00ba de julho de 2014.<\/p>\n<p>Para que os executivos recebam bonifica\u00e7\u00e3o de um ou dois sal\u00e1rios, 66% dos acionistas precisar\u00e3o votar a favor da proposta, com a presen\u00e7a na assembleia de representantes de ao menos 50% deles. Se esse percentual de presen\u00e7a n\u00e3o for observado, ser\u00e1 necess\u00e1rio o apoio de ao menos 75% dos acionistas para que a bonifica\u00e7\u00e3o duas vezes superior \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o fixa seja concedida.<\/p>\n<p>A imposi\u00e7\u00e3o de limites \u00e0 bonifica\u00e7\u00e3o \u00e9 parte da discuss\u00e3o sobre regras de capital mais r\u00edgidas para os bancos presentes nos 27 pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>O setor banc\u00e1rio europeu reagiu com protesto \u00e0 proposta. As medidas, tal como previstas nessa vers\u00e3o, proibiriam as institui\u00e7\u00f5es de pagar b\u00f4nus que excedam o sal\u00e1rio do funcion\u00e1rio &#8211; por\u00e9m, com aprova\u00e7\u00e3o do acionista, o valor poderia chegar ao dobro.<\/p>\n<p>Executivos de bancos e empresas financeiras europeias avaliam que a regra vai deixar essas institui\u00e7\u00f5es em desvantagem em rela\u00e7\u00e3o a bancos americanos e asi\u00e1ticos. &#8220;\u00c9 um desastre&#8221;, afirmou um executivo s\u00eanior de banco de investimento de uma grande institui\u00e7\u00e3o europeia. &#8220;\u00c9 uma medida louca&#8221; que pode amea\u00e7ar a habilidade dos bancos europeus para contratar talentos nos Estados Unidos e na \u00c1sia.<\/p>\n<p>O pagamento de b\u00f4nus varia muito, mas n\u00e3o \u00e9 incomum que banqueiros recebam valores que representam muitas vezes seus sal\u00e1rios. O chefe de outro banco de investimentos europeu afirmou que a institui\u00e7\u00e3o em trabalha j\u00e1 avalia a possibilidade de dobrar ou triplicar os sal\u00e1rios-base de seus funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Autoridades europeias argumentam que as regras &#8211; parte de uma lei mais ampla que exige dos bancos reservas de capital mais robustas &#8211; se justificam ap\u00f3s anos de excessos no setor banc\u00e1rio. &#8220;\u00c9 o fim de uma era de b\u00f4nus excessivos, que levaram a maior tomada de risco e sal\u00e1rios aumentados em muitas vezes&#8221;, afirmou Barnier.<\/p>\n<p>Embora a proposta da Comiss\u00e3o Europeia n\u00e3o tivesse originalmente previsto o teto para os b\u00f4nus, a ideia se disseminou entre membros do Parlamento Europeu, que abra\u00e7aram os limites.<\/p>\n<p>O primeiro-ministro brit\u00e2nico, David Cameron, afirmou que o governo ainda avalia as medidas. &#8220;Temos grandes bancos internacionais que s\u00e3o baseados no Reino Unido, mas t\u00eam escrit\u00f3rios e atividades em todo o mundo. Precisamos ter certeza de que a regulamenta\u00e7\u00e3o de Bruxelas \u00e9 flex\u00edvel o bastante para permitir que esses bancos continuem competindo e tendo sucesso mesmo sendo localizados no Reino Unido&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Alguns executivos do setor acreditam que a ado\u00e7\u00e3o dos novos par\u00e2metros ser\u00e1 lenta o suficiente para suscitar mais debate. Stephen Hester, presidente-executivo do Royal Bank of Scotland (RBS), afirmou temer que as regras sejam injustas e criem um ambiente desigual que prejudique as institui\u00e7\u00f5es europeias. &#8220;N\u00e3o acho que os banqueiros devam ser tratados como criaturas especiais&#8221;, afirmou \u00e0 r\u00e1dio BBC. &#8220;Talvez um dos problemas do passado tenha sido acharem que devessem ser tratados como criaturas especiais.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>EUA enviar\u00e3o US$ 60 milh\u00f5es em ajuda n\u00e3o letal para rebeldes na S\u00edria<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Para ajudar a oposi\u00e7\u00e3o s\u00edria a consolidar-se como um gover\u00adno paralelo, os 11 pa\u00edses &#8220;amigos da S\u00edria&#8221; concordaram on\u00adtem, em Roma, com o envio de recursos financeiros e equipa\u00admentos n\u00e3o letais. Os EUA contribuir\u00e3o com US$ 60 mi\u00adlh\u00f5es, mas mantiveram sua posi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o enviar armas.<\/p>\n<p>A ajuda, por\u00e9m, foi considera\u00adda insuficiente e inadequada pe\u00adla oposi\u00e7\u00e3o s\u00edria. O regime de Ba\u00adshar Assad continua a receber ar\u00admas da R\u00fassia e do Ir\u00e3. &#8220;Isso j\u00e1 se tornou constrangedor e degra\u00addante. A escalada (de viol\u00eancia) do regime torna nossos apelos bobos&#8221;, disse Mohamed Sarmini, porta-voz do Conselho Nacio\u00adnal S\u00edrio (CNS).<\/p>\n<p>O CNS, maior grupo opositor, boicotou a reuni\u00e3o dos &#8220;amigos da S\u00edria&#8221;, em Roma. A Coaliz\u00e3o de Oposi\u00e7\u00e3o S\u00edria, que cedeu aos apelos dos EUA e esteve presen\u00adte, mostrou-se frustrada com a ajuda e acusou a comunidade in\u00adternacional de se preocupar mais com o risco de as armas ca\u00ed\u00adrem nas m\u00e3os de extremistas mu\u00ad\u00e7ulmanos.<\/p>\n<p>&#8220;A imprensa est\u00e1 mais atenta ao comprimento da barba dos combatentes do que com os mas\u00adsacres&#8221;, afirmou o l\u00edder do gru\u00adpo, Moaz Khatib.<\/p>\n<p>Cerca de 70 mil s\u00edrios j\u00e1 morre\u00adram desde o in\u00edcio do conflito, h\u00e1 dois anos. Ontem, comiss\u00e1rio da ONU para os refugiados, An\u00adt\u00f3nio Guterres, disse que 40 mil s\u00edrios fogem do pa\u00eds por semana. Em junho, o total de refugiados ser\u00e1 de 1,1 milh\u00e3o se a guerra civil continuar no mesmo ritmo. &#8220;O n\u00famero de refugiados \u00e9 inacredi\u00adt\u00e1vel, mas n\u00e3o d\u00e1 a total medida da trag\u00e9dia. Tr\u00eas quartos deles s\u00e3o mulheres e crian\u00e7as. Muitos perderam membros de suas fa\u00adm\u00edlias e a maioria perdeu tudo o que tinha&#8221;, disse Guterres.<\/p>\n<p>Em Roma, o secret\u00e1rio de Esta\u00addo dos EUA, John Kerry, anun\u00adciou o envio de US$ 60 milh\u00f5es aos opositores como um passo ambicioso dos EUA. Os recursos devem ser empregados em proje\u00adtos nas \u00e1reas sanit\u00e1ria, de educa\u00ad\u00e7\u00e3o e de seguran\u00e7a nas regi\u00f5es dominadas pela oposi\u00e7\u00e3o. Washington, no entanto, ainda resiste \u00e0 ideia de enviar armas.<\/p>\n<p>No ano passado, a Casa Bran\u00adca vetou a sugest\u00e3o do Pent\u00e1go\u00adno, da CIA e do Departamento de Estado de armar grupos oposi\u00adtores. Recentemente, o governo rejeitou mandar equipamentos militares n\u00e3o letais.<\/p>\n<p>No entanto, a Ar\u00e1bia Saudita, uma das mais importantes alia\u00addas dos EUA na regi\u00e3o, segundo o New York Times, tem financia\u00addo a entrega de armas da Cro\u00e1cia aos rebeldes s\u00edrios. &#8220;Algumas pessoas na S\u00edria, que n\u00f3s n\u00e3o apoiamos e cujos interesses n\u00e3o se alinham aos nossos, est\u00e3o en\u00adtregando essa ajuda (em ar\u00admas)&#8221;, afirmou Kerry.<\/p>\n<p>Ao final da reuni\u00e3o em Roma, os chanceleres brit\u00e2nico, Wil\u00adliam Hague, e franc\u00eas, Laurent Fabius, concordaram em dar mais apoio \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o s\u00edria em raz\u00e3o do aumento da viol\u00eancia do regime de Assad. A Gr\u00e3 Breta\u00adnha anunciou que fornecer\u00e1 equipamentos n\u00e3o letais. A Fran\u00ad\u00e7a n\u00e3o especificou como ser\u00e1 a sua ajuda.<\/p>\n<p>Interven\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A guerra civil na S\u00edria dever\u00e1 ser o tema das con\u00adversas entre Kerry e as autorida\u00addes de Turquia, Ar\u00e1bia Saudita e Catar, nos pr\u00f3ximos dias. Em sua primeira viagem como secre\u00adt\u00e1rio de Estado, ele havia tratado dessa quest\u00e3o em Londres, Paris e em Berlim, onde tamb\u00e9m se en\u00adcontrou com o chanceler russo, Sergei Lavrov. A R\u00fassia e a China s\u00e3o os membros do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU contr\u00e1rios a uma interven\u00e7\u00e3o militar na S\u00ed\u00adria.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para empres\u00e1rios, desonera\u00e7\u00e3o \u00e9 importante, mas insuficiente<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Para os empres\u00e1rios que participaram ontem da reuni\u00e3o da comiss\u00e3o tripartite no Minist\u00e9rio da Fazenda &#8211; destinada a avaliar e acompanhar os efeitos da desonera\u00e7\u00e3o na folha de pagamentos -, a medida, que est\u00e1 em vigor desde meados do ano passado, e que j\u00e1 beneficia 42 setores da economia, foi importante para a gera\u00e7\u00e3o de emprego e aumento da competitividade da ind\u00fastria nacional. No entanto, dependendo do setor, apenas essa medida n\u00e3o \u00e9 suficiente para que os produtos nacionais possam competir com os importados.<\/p>\n<p>&#8220;A desonera\u00e7\u00e3o foi muito importante, houve ganho de produtividade, mas n\u00e3o o suficiente para enfrentar a conjuntura econ\u00f4mica de concorr\u00eancia predat\u00f3ria que o pa\u00eds est\u00e1 vivendo com a desindustrializa\u00e7\u00e3o&#8221;, disse o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria T\u00eaxtil e de Confec\u00e7\u00e3o (Abit), Aguinaldo Diniz Filho, ao sair da reuni\u00e3o. O encontro contou com a presen\u00e7a do secret\u00e1rio de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica, M\u00e1rcio Holland de Brito e tamb\u00e9m de representantes de setores da ind\u00fastria, de centrais sindicais, da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) e do Dieese.<\/p>\n<p>Segundo Diniz Filho, a ideia do encontro foi discutir os ganhos efetivos e determinar uma metodologia para se fazer uma apura\u00e7\u00e3o mais rigorosa dos benef\u00edcios da desonera\u00e7\u00e3o em cada um dos setores. Em agosto, segundo ele, acontecer\u00e1 outro encontro para complementar essa discuss\u00e3o.<\/p>\n<p>Falando especificamente do setor t\u00eaxtil, Diniz Filho disse que foram perdidos 7 mil empregos no ano passado. A contrapartida para o setor deixar de pagar 20% sobre a folha de pagamento, e arcar com al\u00edquota de 1% a 2% sobre o faturamento, \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de empregos. O executivo admitiu que o setor deixou de atender \u00e0 contrapartida, mas explicou que &#8220;outros fatores influenciam a ind\u00fastria nacional&#8221;. No caso dos t\u00eaxteis, e deu como exemplo a importa\u00e7\u00e3o de vestu\u00e1rio, que subiu 20% em 2012.<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria El\u00e9trica e El\u00e9trica (Abinee), Humberto Barbato, disse que a desonera\u00e7\u00e3o da folha do setor, adotada em agosto do ano passado, \u00e9 avaliada de forma &#8220;muito positiva&#8221;. &#8220;De todas as empresas que responderam para n\u00f3s, nenhuma disse que gostaria de retornar ao sistema antigo de recolhimento&#8221;, disse Barbato.<\/p>\n<p>De acordo com o executivo, dos 1.250 itens que comp\u00f5em o universo do setor, 674 foram beneficiados pela mudan\u00e7a na tributa\u00e7\u00e3o. Esses itens beneficiados representam 40% do faturamento do setor. As reclama\u00e7\u00f5es, segundo Barbato, foram de apenas 4 itens entre 674 e partiram de empresas que importam mercadorias e passaram a pagar 1% de PIS-Cofins.<\/p>\n<p>O setor encerrou 2012 com a gera\u00e7\u00e3o de 3 mil postos de trabalho, uma forte desacelera\u00e7\u00e3o ante os 10 mil empregos l\u00edquidos gerados em 2011. &#8220;Sem a desonera\u00e7\u00e3o, nem esses 3 mil empregos seriam gerados&#8221;, disse o presidente da Abinee.<\/p>\n<p>O al\u00edvio com a folha \u00e9 bem recebido, mas o setor acredita que o c\u00e2mbio ainda est\u00e1 fora de lugar. &#8220;O c\u00e2mbio ainda n\u00e3o traz a competitividade que precisamos. Entendemos que a moeda est\u00e1 bastante sobrevalorizada&#8221;, disse Barbato, para quem o c\u00e2mbio competitivo &#8220;aceit\u00e1vel&#8221; para a m\u00e9dia do setor seria de R$ 2,30.<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00cdndia freia e cresce menos que o previsto<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Produto Interno Bruto (PIB) da \u00cdndia desacelerou mais que o esperado no quarto trimestre do ano passado, avan\u00e7ando 4,5% na compara\u00e7\u00e3o com os mesmos tr\u00eas meses de 2011. O n\u00famero ficou abaixo da expans\u00e3o de 5,3% do terceiro trimestre. Economistas ouvidos pela Dow Jones Newswires esperavam leitura de 4,8%.<\/p>\n<p>A economia indiana teve uma forte desacelera\u00e7\u00e3o ao longo dos \u00faltimos anos, prejudicada pela alta infla\u00e7\u00e3o e pelos d\u00e9ficits em conta corrente. O enfraquecimento econ\u00f4mico global tamb\u00e9m contribuiu com os problemas do pa\u00eds. O resultado sugere que as preocupa\u00e7\u00f5es com os problemas econ\u00f4micos do pa\u00eds n\u00e3o tendem a acabar imediatamente.<\/p>\n<p>O an\u00fancio veio no mesmo dia em que o governo anunciou propostas para o Or\u00e7amento federal para o ano fiscal que come\u00e7a em 1\u00ba de abril. Analistas esperavam que o pa\u00eds acelerasse obras de infraestrutura para promover o crescimento do PIB. Mas as expectativas foram frustradas, com as grandes obras nessa \u00e1rea limitando-se \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de dois portos e 3.000 km de rodovias.<\/p>\n<p>O governo espera para este ano fiscal uma alta de 5% no PIB e, para o pr\u00f3ximo, entre 6,1% e 6,7%.<\/p>\n<p>O ministro das Finan\u00e7as Chidambaram Palaniappan anunciou tamb\u00e9m uma alta de 16% nos gastos p\u00fablicos para o pr\u00f3ximo ano fiscal, totalizando US$ 309 bilh\u00f5es. A medida surpreendeu analistas, mas rendeu ao governo acusa\u00e7\u00f5es por parte de opositores de descuidar das finan\u00e7as de olho nas elei\u00e7\u00f5es do ano que vem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4395\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4395","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-18T","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4395","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4395"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4395\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4395"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4395"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4395"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}