{"id":4407,"date":"2013-03-05T14:20:59","date_gmt":"2013-03-05T14:20:59","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4407"},"modified":"2013-03-05T14:20:59","modified_gmt":"2013-03-05T14:20:59","slug":"china-se-torna-maior-importador-de-petroleo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4407","title":{"rendered":"China se torna maior importador de petr\u00f3leo"},"content":{"rendered":"\n<p>A China ultrapassou os Estados Unidos como maior importador l\u00edquido de petr\u00f3leo do mundo. Trata-se de uma mudan\u00e7a hist\u00f3rica que dever\u00e1 mexer com a geopol\u00edtica dos recursos naturais no mundo, informa o &#8220;Financial Times&#8221; na sua edi\u00e7\u00e3o online.<\/p>\n<p>Os EUA t\u00eam sido o maior importador l\u00edquido de petr\u00f3leo desde meados dos anos 1970, o que influenciou a pol\u00edtica externa de Washington na dire\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses ricos em petr\u00f3leo, como Ar\u00e1bia Saudita, Iraque, Venezuela, Nig\u00e9ria e a regi\u00e3o do mar C\u00e1spio.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a entre China e Estados Unidos, entretanto, ainda \u00e9 preliminar. O mercado de energia vai aguardar mais dados mensais antes de confirmar a troca de posi\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses no ranking de importa\u00e7\u00e3o global de petr\u00f3leo, em parte porque raz\u00f5es tribut\u00e1rias podem ter distorcido as estimativas de importa\u00e7\u00f5es l\u00edquidas em dezembro.<\/p>\n<p>Tradicionalmente, as empresas petrol\u00edferas dos EUA reduzem suas compras l\u00edquidas de petr\u00f3leo no fim do ano para diminuir seus estoques e, dessa forma, suas despesas com impostos, observa o FT.<\/p>\n<p>As importa\u00e7\u00f5es l\u00edquidas de petr\u00f3leo dos EUA &#8211; que incluem petr\u00f3leo bruto e derivados refinados &#8211; ca\u00edram em dezembro para 5,98 milh\u00f5es de barris\/dia, o menor volume desde fevereiro de 1992, de acordo com dados preliminares do Departamento de Energia dos EUA. No mesmo m\u00eas, as importa\u00e7\u00f5es l\u00edquidas de petr\u00f3leo da China subiram a 6,12 milh\u00f5es de barris\/dia, segundo informa\u00e7\u00f5es oficiais do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Infla\u00e7\u00e3o. Manter a infla\u00e7\u00e3o controlada continua a ser o principal obj etivo do Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do pa\u00eds), segundo declara\u00e7\u00f5es de Yi Gang, vice-presidente da institui\u00e7\u00e3o, \u00e0 r\u00e1dio estatal chinesa. &#8220;Nesse est\u00e1gio de desenvolvimento da China, espero que manter a infla\u00e7\u00e3o em um n\u00edvel modesto seja o principal objetivo do PBOC&#8221;, disse Yi. &#8220;O banco central vai continuar mantendo a infla\u00e7\u00e3o em um n\u00edvel relativamente baixo&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o na China provavelmente vai se acelerar neste ano, mas o PBOC ainda est\u00e1 confiante de que poder\u00e1 manter o aumento dos pre\u00e7os sob controle, disse Yi. Uma fonte do banco central afirmou ontem que o \u00edndice de pre\u00e7os ao consumidor (CPI, na sigla em ingl\u00eas) do pa\u00eds dever\u00e1 subir cerca de 3% neste ano, depois de avan\u00e7ar 2,6% em 2012.<\/p>\n<p>As autoridades chinesas est\u00e3o seguindo adiante com a liberaliza\u00e7\u00e3o da taxa de juros, segundo Yi, que observou que o processo precisa de tempo. &#8220;N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que a liberaliza\u00e7\u00e3o da taxa de juros seja alcan\u00e7ada imediatamente&#8221; disse Yi.<\/p>\n<p>Apesar de Yi n\u00e3o ter fornecido detalhes sobre o assunto, os \u00f3rg\u00e3os reguladores da China est\u00e3o preocupados com a possibilidade de a liberaliza\u00e7\u00e3o da taxa de juros reduzir os lucros dos bancos e prejudicar alguns bancos pequenos. Atualmente a China n\u00e3o tem seguro de dep\u00f3sitos, mas planeja criar tal sistema para proteger os depositantes no caso de fal\u00eancia de um banco.<\/p>\n<p>Diferen\u00e7a<\/p>\n<p>5,98 milh\u00f5es de barris\/dia foi a m\u00e9dia de importa\u00e7\u00e3o dos EUA em dezembro 6,12 milh\u00f5es foi a m\u00e9dia da China no m\u00eas<\/p>\n<hr \/>\n<p>ONGs protestam na ONU contra remo\u00e7\u00f5es no Pa\u00eds<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Associa\u00e7\u00f5es de moradores e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais denunciaram ontem na Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) o fato de que 170 mil brasileiros j\u00e1 foram v\u00edtimas de remo\u00e7\u00f5es for\u00e7adas ou amea\u00e7ados de despejos por conta das obras da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Ol\u00edmpicos de 2016.<\/p>\n<p>A queixa foi apresentada em Genebra ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. Os ativistas pediram que a entidade considere a situa\u00e7\u00e3o de milhares de brasileiros e tome uma decis\u00e3o para frear imediatamente o comportamento das autoridades do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Falando na plen\u00e1ria da ONU, a representante da Articula\u00e7\u00e3o Nacional dos Comit\u00eas Populares da Copa, Giselle Tanaka, alertou aos demais pa\u00edses e \u00e0 pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o que um a cada mil brasileiros tem sofrido com remo\u00e7\u00f5es for\u00e7adas por conta de &#8220;eventos que v\u00e3o durar apenas um m\u00eas&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Pedimos para que o Conselho da ONU apele ao governo brasileiro que pare imediatamente com as remo\u00e7\u00f5es for\u00e7adas&#8221;, disse Giselle, que solicitou a elabora\u00e7\u00e3o de um plano de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Em seu discurso, a ativista ainda apontou para os &#8220;abusos&#8221; cometidos na prepara\u00e7\u00e3o dos megaeventos esportivos, al\u00e9m da falta e um planejamento em rela\u00e7\u00e3o aos investimentos feitos em est\u00e1dios &#8220;sem um futuro&#8221;.<\/p>\n<p>Ontem, o governo brasileiro ignorou solenemente as cr\u00edticas contra ele na ONU. Em um discurso feito antes da interven\u00e7\u00e3o das ONGs, citou apenas de forma gen\u00e9rica os &#8220;desafios&#8221; na prepara\u00e7\u00e3o dos grandes eventos esportivos, sem citar o problema da remo\u00e7\u00e3o. Os representantes do Itamaraty nem sequer tomaram a palavra para responder \u00e0s cr\u00edticas das ONGs.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia de ignorar as cr\u00edticas e cobran\u00e7as tem sido uma constante do Itamaraty em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Copa e Jogos Ol\u00edmpicos. O Itamaraty, por exemplo, n\u00e3o respondeu a uma carta da relatora da ONU para o direito \u00e0 moradia, Raquel Rolnick, que denunciava viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos na prepara\u00e7\u00e3o da Copa.<\/p>\n<p>J\u00e1 na Su\u00ed\u00e7a, neste fim de semana, os habitantes do leste do pa\u00eds votaram contra um projeto de lan\u00e7ar a cidade de Saint Moritz para organizar os Jogos Ol\u00edmpicos de 2022. Como o projeto envolvia dinheiro p\u00fablico para as obras, a lei estabelece que a popula\u00e7\u00e3o local deve ser consultada. Com a vit\u00f3ria do &#8220;n\u00e3o&#8221;, o plano agora foi abandonado.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Bersani d\u00e1 ultimato por coaliz\u00e3o e It\u00e1lia se aproxima de novas elei\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>L\u00edder da coaliz\u00e3o mais votada nas elei\u00e7\u00f5es parlamentares da It\u00e1lia h\u00e1 uma semana, o social-democrata Pier Luigi Bersani deu um ultimato a seus opositores: ou colaboram para um governo, ou o pa\u00eds ter\u00e1 de retornar \u00e0s urnas.<\/p>\n<p>A amea\u00e7a foi dirigida ao comediante Beppe Grillo, l\u00edder do movimento antissistema 5 Estrelas (M5S), que at\u00e9 aqui se recusa a uma alian\u00e7a por reformas pol\u00edticas e econ\u00f4micas no Parlamento e ontem voltou a afirmar que n\u00e3o dar\u00e1 voto de confian\u00e7a a Bersani. Sem acordo, Roma pode ter um novo governo de Mario Monti.<\/p>\n<p>O ultimato veio a p\u00fablico durante uma entrevista concedida \u00e0 rede de TV RAI 3 no final da noite de domingo. Bersani exortou Grillo a demonstrar &#8220;responsabilidade&#8221;, colaborando com um voto de confian\u00e7a para que ele possa formar um gabinete a partir do dia 15, tornando-se o novo primeiro-ministro. &#8220;Eu disse a Grillo: decida o que voc\u00ea quer ou vamos todos para casa&#8221;, afirmou Bersani, referindo-se a dissolver o Congresso rec\u00e9m-eleito, mas ainda n\u00e3o empossado. &#8220;H\u00e1 um movimento que teve um ter\u00e7o dos votos do Parlamento e deve decidir o que fazer.&#8221;<\/p>\n<p>Bersani \u00e9 l\u00edder do Partido Democr\u00e1tico (PD), que obteve o maior n\u00famero de votos nas elei\u00e7\u00f5es, mas conquistou apenas a maioria na C\u00e2mara dos Deputados, e n\u00e3o no Senado. Ainda assim, o social-democrata confirmou que pretende montar um governo de minoria. &#8220;N\u00f3s temos 460 deputados, o dobro da direita e tr\u00eas vezes mais do que Grillo. Logo, a primeira palavra nos cabe&#8221;, argumentou, sem no entanto cantar vit\u00f3ria. &#8220;N\u00f3s tamb\u00e9m perdemos, porque conseguimos um resultado inferior \u00e0s expectativas.&#8221;<\/p>\n<p>Nas elei\u00e7\u00f5es parlamentares dos dias 24 e 25, a It\u00e1lia dividiu-se entre Bersani, PD, Silvio Berlusconi, do Povo da Liberdade (PDL, centro direita), e Grillo, do M5S, partidos que foram separados por menos de 10% dos votos.<\/p>\n<p>Caso Grillo refute de fato a amea\u00e7a de Bersani, a It\u00e1lia tende a mergulhar em meses de total paralisia democr\u00e1tica. Isso porque novas elei\u00e7\u00f5es teriam de ser convocadas, mas s\u00f3 depois da elei\u00e7\u00e3o do novo presidente da rep\u00fablica, que substituir\u00e1 em abril o atual chefe de Estado, Giorgio Napolitano. At\u00e9 l\u00e1, uma das hip\u00f3teses seria a manuten\u00e7\u00e3o do atual premi\u00ea, o tecnocrata Mario Monti, em um governo enfraquecido e incapaz de promover reformas para reverter a crise econ\u00f4mica que abala o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Quem confirmou essa hip\u00f3tese ontem foi o rec\u00e9m-eleito presidente da bancada do M5S no Senado, Crimi Vito, que ontem concedeu a primeira entrevista coletiva \u00e0 imprensa italiana, at\u00e9 ent\u00e3o boicotada. Horas depois de Grillo reafirmar sua indisposi\u00e7\u00e3o de apoiar o voto de confian\u00e7a de que Bersani precisa para governar, o senador demonstrou n\u00e3o acreditar que o governo do l\u00edder PD realmente saia do papel. &#8220;N\u00f3s avaliaremos toda proposta alternativa ao governo dos partidos&#8221;, disse, referindo-se ao PD e ao PDL. &#8220;Cabe a Napolitano identificar um governo.&#8221;<\/p>\n<p>Preocupado com o impasse, Napolitano havia aumentado a incerteza pol\u00edtica que paira sobre a It\u00e1lia ao enviar uma mensagem a Bersani e Grillo no s\u00e1bado \u00e0 noite. O presidente insinuara a inten\u00e7\u00e3o de recusar um eventual governo de minoria parlamentar na It\u00e1lia, como o proposto pelo social-democrata, preferindo que um premi\u00ea tecnocrata administre o pa\u00eds at\u00e9 novas elei\u00e7\u00f5es. Ainda assim, o presidente disse esperar que os tr\u00eas partidos cheguem a um entendimento. &#8220;Eu recomendaria a qualquer entidade pol\u00edtica o realismo e o sentimento de responsabilidade nestes dias dedicados a reflex\u00f5es&#8221;, afirmou Napolitano.<\/p>\n<p>Ouvido pela ag\u00eancia Reuters, o vice-presidente do instituto de pesquisas SWG, Maurizio Pessato, disse que o M5S n\u00e3o tem interesse de conceder o voto de confian\u00e7a a Bersani. &#8220;\u00c9 do interesse de Grillo que os italianos retornem o mais r\u00e1pido poss\u00edvel \u00e0s se\u00e7\u00f5es eleitorais&#8221;, afirmou. Isso porque, na atual configura\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados e do Senado, o l\u00edder do movimento &#8220;antissistema&#8221; n\u00e3o conseguiria chegar ao poder. &#8220;Para ele, \u00e9 imposs\u00edvel se aliar \u00e0 velha guarda.&#8221;<\/p>\n<p>Contra a parede &#8211; Pier Luigi Bersani (Primeiro colocado nas &#8220;elei\u00e7\u00f5es italianas):<\/p>\n<p>&#8220;Agora, (Grillo) deve dizer o que quer. Ou, ent\u00e3o, vamos todos para casa &#8211; incluindo ele pr\u00f3prio&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Pa\u00eds fecha bimestre com d\u00e9ficit no com\u00e9rcio bilateral<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Brasil fechou o primeiro bimestre com resultado negativo de US$ 16 milh\u00f5es no com\u00e9rcio com a Argentina. Trata-se de um d\u00e9ficit pequeno, mas, segundo economistas, mostra que a tend\u00eancia de deteriora\u00e7\u00e3o dos saldos comerciais nas trocas com os argentinos ser\u00e1 mantida em 2013. \u00c9 considerada baixa, por\u00e9m, a probabilidade do com\u00e9rcio bilateral ter saldo negativo para o Brasil neste ano.<\/p>\n<p>No primeiro bimestre de 2012, o Brasil ficou com super\u00e1vit de US$ 837 milh\u00f5es nas trocas com os argentinos. O d\u00e9ficit de US$ 16 milh\u00f5es gerado no acumulado de janeiro a fevereiro deste ano foi resultado, em parte, de uma queda de 12,1%, considerado a m\u00e9dia di\u00e1ria, nas exporta\u00e7\u00f5es para o pa\u00eds vizinho. A redu\u00e7\u00e3o foi bem maior que o recuo de 5,5% na exporta\u00e7\u00e3o total brasileira no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o foi s\u00f3 a queda de embarques que contribuiu para o resultado negativo do bimestre. As importa\u00e7\u00f5es com origem na Argentina cresceram 20,7% de janeiro a fevereiro de 2013 contra mesmo per\u00edodo do ano passado. A importa\u00e7\u00e3o brasileira total aumentou em ritmo menor, de 11,8%.<\/p>\n<p>Rodrigo Branco, economista da Funda\u00e7\u00e3o Centro de Estudos do Com\u00e9rcio Exterior (Funcex), havia interpretado como bom sinal a retirada da barreira da licen\u00e7a n\u00e3o autom\u00e1tica pelo governo argentino no fim de 2012. &#8220;Havia sinaliza\u00e7\u00e3o de flexibiliza\u00e7\u00e3o das barreiras e esper\u00e1vamos que com a maior folga fiscal a Argentina voltaria a importar do Brasil.&#8221;<\/p>\n<p>A Argentina, por\u00e9m, n\u00e3o mudou o &#8220;um por um&#8221;, sistema pelo qual o governo exige, para cada d\u00f3lar importado, o mesmo valor em exporta\u00e7\u00e3o, diz Branco. A exig\u00eancia \u00e9 feita para que o importador argentino obtenha a declara\u00e7\u00e3o jurada, na pr\u00e1tica uma autoriza\u00e7\u00e3o para comprar produtos do exterior. Ao mesmo tempo, o congelamento de pre\u00e7os aplicado pelo governo argentino, entre outros fatores, dificultam ainda mais o cen\u00e1rio no pa\u00eds. &#8220;N\u00e3o creio em d\u00e9ficit este ano, mas numa continuidade da tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o do super\u00e1vit comercial do Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Argentina&#8221;, diz o economista.<\/p>\n<p>Ele lembra que a balan\u00e7a com a Argentina sofreu os efeitos das restri\u00e7\u00f5es do pa\u00eds vizinho j\u00e1 no ano passado, o que fez o super\u00e1vit brasileiro recuar. Em 2011, o Brasil teve saldo positivo de US$ 5,8 bilh\u00f5es no com\u00e9rcio com os argentinos. No ano passado, o super\u00e1vit caiu para US$ 1,55 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>A queda do saldo comercial foi resultado de redu\u00e7\u00e3o bem mais vigorosa da exporta\u00e7\u00e3o brasileira do que da importa\u00e7\u00e3o com origem Argentina. Em 2012, a exporta\u00e7\u00e3o brasileira para o pa\u00eds vizinho caiu 20,7%, enquanto que a importa\u00e7\u00e3o origem Argentina recuou 2,7%.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos corrigir a balan\u00e7a. N\u00e3o queremos reverter tend\u00eancias. A balan\u00e7a n\u00e3o precisa ser superavit\u00e1ria para n\u00f3s, pode ser equilibrada. O que n\u00e3o pode acontecer \u00e9 queda nas exporta\u00e7\u00f5es e nas importa\u00e7\u00f5es, \u00e9 preciso que o fluxo de com\u00e9rcio volte a crescer. Neste sentido, em 2012 o resultado n\u00e3o foi o ideal&#8221;, declarou ontem, em viagem \u00e0 Argentina, o ministro do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio, Fernando Pimentel. Ele n\u00e3o quis comentar o d\u00e9ficit brasileiro no primeiro bimestre. &#8220;No com\u00e9rcio exterior voc\u00ea n\u00e3o pode analisar o resultado bimestral. O significativo \u00e9 o resultado anual.&#8221;<\/p>\n<p>Bruno Lavieri, economista da Tend\u00eancias Consultoria, considera baixa a probabilidade de o Brasil ficar com d\u00e9ficit este ano com a Argentina. &#8220;Nos dois primeiros meses do ano, as exporta\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais fracas. O saldo tende a melhorar a partir do segundo trimestre, quando come\u00e7a a colheita da safra agr\u00edcola.&#8221; A complementariedade entre a economia brasileira e a argentina deve ajudar a rela\u00e7\u00e3o comercial entre os pa\u00edses, diz Lavieri.<\/p>\n<p>O ex-secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio Exterior Welber Barral tem opini\u00e3o semelhante. Para ele, a Argentina depende muito de insumos brasileiros nos setores qu\u00edmico, de autope\u00e7as e de bens de capital. Esses embarques tamb\u00e9m devem ganhar mais for\u00e7a nos pr\u00f3ximos meses e garantir saldo positivo para o Brasil em 2013. &#8220;No ano que vem, o quadro pode mudar um pouco.&#8221;<\/p>\n<p>Embora as licen\u00e7as n\u00e3o autom\u00e1ticas tenham sido retiradas pelo governo argentino, outras restri\u00e7\u00f5es est\u00e3o afetando a exporta\u00e7\u00e3o para o pa\u00eds vizinho. Em 2012, a ind\u00fastria cal\u00e7adista brasileira, por exemplo, teve dificuldade de exportar para a Argentina, porque, com a licen\u00e7a n\u00e3o autom\u00e1tica, os produtos demoravam a ingressar no territ\u00f3rio vizinho. Em 2012 uma m\u00e9dia de 2,5 milh\u00f5es de pares mensais ficavam retidos para cruzar a fronteira. A licen\u00e7a n\u00e3o autom\u00e1tica come\u00e7ou a ser retirada desde outubro e agora n\u00e3o h\u00e1 mais cal\u00e7ados brasileiros esperando pela libera\u00e7\u00e3o, diz Heitor Klein, diretor-executivo da Abical\u00e7ados, que re\u00fane fabricantes do setor.<\/p>\n<p>A exig\u00eancia da declara\u00e7\u00e3o jurada, por\u00e9m, tem causado queda de demanda nos embarques de cal\u00e7ados brasileiros para o pa\u00eds vizinho. Em 2012, o Brasil exportou, segundo a Abical\u00e7ados, 10,2 milh\u00f5es de pares para a Argentina, o que significa 25,6% a menos que o volume vendido em 2011. No mesmo per\u00edodo, a exporta\u00e7\u00e3o total de cal\u00e7ados ficou praticamente est\u00e1vel, em volume, com eleva\u00e7\u00e3o de 0,3%.<\/p>\n<p>Mesmo com o fim das licen\u00e7as n\u00e3o autom\u00e1ticas, as exporta\u00e7\u00f5es n\u00e3o devem se recuperar, avalia Klein. Em janeiro, diz o diretor, o Brasil exportou para o pa\u00eds vizinho 173 mil pares de cal\u00e7ados, metade dos 350 mil pares vendidos \u00e0 Argentina no mesmo m\u00eas do ano passado. Essa queda deve-se a dois fatores. &#8220;Com as barreiras no ano passado, muitas ind\u00fastrias brasileiras desistiram de exportar para a Argentina. Al\u00e9m disso, a demanda tem sido afetada por quest\u00f5es econ\u00f4micas e tamb\u00e9m pela exig\u00eancia da declara\u00e7\u00e3o jurada.&#8221;<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 muita perspectiva para que as ind\u00fastrias voltem a exportar com for\u00e7a para a Argentina, diz Klein. Em 2011, a Argentina era o segundo maior destino externo dos cal\u00e7ados brasileiros. No ano passado, o pa\u00eds vizinho manteve essa posi\u00e7\u00e3o, mas a participa\u00e7\u00e3o no total exportado pelo Brasil, levando em conta volume de cal\u00e7ados, caiu de 12% em 2011 para 9% no ano passado. Em janeiro deste ano, por\u00e9m, essa fatia da Argentina foi somente de 1,4% contra 3,1% no mesmo m\u00eas do ano passado.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Atividade do com\u00e9rcio recua 0,5% em fevereiro, diz Serasa Experian<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Estado<\/p>\n<p>O Indicador de Atividade do Com\u00e9rcio, apurado pela Serasa Experian, mostra que o movimento nas lojas em todo o Pa\u00eds diminuiu 0,5% em fevereiro, na compara\u00e7\u00e3o com janeiro, descontados os efeitos sazonais. Na compara\u00e7\u00e3o com fevereiro de 2012, foi registrada alta de 14,4%.<\/p>\n<p>Para os economistas da Serasa Experian, a queda mensal da atividade varejista no m\u00eas passado &#8220;foi determinada pelo fim das promo\u00e7\u00f5es das unidades em estoque com o IPI antigo, que haviam sido realizadas em janeiro pelo segmento automotivo&#8221;. A institui\u00e7\u00e3o aponta que, ap\u00f3s alta de 10,9% em janeiro, o movimento de consumidores nas lojas especializadas de ve\u00edculos, motos e pe\u00e7as recuou 2,1% em fevereiro.<\/p>\n<p>O recuo de 1,6% no movimento das lojas de material de constru\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m contribuiu para o resultado negativo do segundo m\u00eas do ano. Assim como as quedas de 0,3% e de 0,1% nos segmentos de m\u00f3veis, eletroeletr\u00f4nicos e inform\u00e1tica e de combust\u00edveis e lubrificantes, respectivamente.<\/p>\n<p>No movimento contr\u00e1rio, a atividade varejista de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas subiu 0,9% em fevereiro e o segmento de tecidos, vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados e acess\u00f3rios apresentou varia\u00e7\u00e3o positiva (0,7%), na compara\u00e7\u00e3o com janeiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Estado de S. 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