{"id":4410,"date":"2013-03-06T17:56:29","date_gmt":"2013-03-06T17:56:29","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4410"},"modified":"2013-03-06T17:56:29","modified_gmt":"2013-03-06T17:56:29","slug":"decisao-sobre-royalties-fica-para-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4410","title":{"rendered":"Decis\u00e3o sobre royalties fica para hoje"},"content":{"rendered":"\n<p>A bancada do Rio de Janeiro conseguiu ontem uma pequena vit\u00f3ria na luta pelos royalties do petr\u00f3leo: o adiamento, por 24 horas, da vota\u00e7\u00e3o dos vetos da presidente Dilma Rousseff ao projeto que redistribui os royalties e gera perdas bilion\u00e1rias aos estados produtores. O motivo foi a republica\u00e7\u00e3o, no Di\u00e1rio Oficial de ontem, dos vetos feitos pela presidente Dilma em novembro, incluindo dois dispositivos que n\u00e3o haviam sido publicados na \u00e9poca por esquecimento. Temendo a anula\u00e7\u00e3o da sess\u00e3o no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), transferiu para hoje \u00e0 noite a vota\u00e7\u00e3o dos vetos.<\/p>\n<p>Ontem \u00e0 noite, numa sess\u00e3o rel\u00e2mpago do Congresso, Renan anunciou a suspens\u00e3o da vota\u00e7\u00e3o e fez a leitura dos dois vetos que haviam sido esquecidos. Como \u00e9 necess\u00e1rio um prazo de 24 horas entre a leitura dos textos e a vota\u00e7\u00e3o, a sess\u00e3o de aprecia\u00e7\u00e3o dos vetos foi remarcada para as 19h25m de hoje, o que significa que a batalha seguir\u00e1 noite adentro. As c\u00e9dulas de vota\u00e7\u00e3o ser\u00e3o reimpressas para que os dois dispositivos sejam inclu\u00eddos. O veto de Dilma garante respeito aos contratos vigentes.<\/p>\n<p>\u00c0 tarde, a bancada do Rio atravessou os corredores do Congresso e foi, em peso, ao gabinete de Renan pedir a suspens\u00e3o da vota\u00e7\u00e3o. Os parlamentares do Rio alegaram que a republica\u00e7\u00e3o dos vetos obrigaria a uma nova leitura destes em plen\u00e1rio, comprometendo todo o processo de vota\u00e7\u00e3o. Comandada pelo l\u00edder do PR, Anthony Garotinho, a tropa de parlamentares amea\u00e7ou recorrer ao STF com um novo mandado de seguran\u00e7a. A tese foi defendida por Garotinho e pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).<\/p>\n<p>&#8211; A vota\u00e7\u00e3o ficou para amanh\u00e3 (hoje). O governo publicou um adendo hoje (ontem) com rela\u00e7\u00e3o aos vetos dos royalties. Precisamos fazer a leitura, publicar (no Di\u00e1rio do Congresso) e fazer a vota\u00e7\u00e3o amanh\u00e3 (hoje) &#8211; disse Renan.<\/p>\n<p>Expectativa maior \u00e9 com o Supremo<\/p>\n<p>Na sess\u00e3o de hoje, a bancada do Rio tentar\u00e1 evitar novamente a vota\u00e7\u00e3o dos 142 vetos. Ser\u00e1 usado o argumento de que o Di\u00e1rio Oficial fez uma republica\u00e7\u00e3o integral de todos os vetos e que isso obrigar\u00e1 a iniciar todo o processo de tramita\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>&#8211; Prevaleceu o bom senso. Eles come\u00e7aram a ver que n\u00e3o dava para votar assim. Eles t\u00eam maioria, mas n\u00e3o d\u00e1 para impor a vota\u00e7\u00e3o. \u00c9 claro que o veto, tendo sido publicado hoje (ontem), acabou nos ajudando &#8211; disse o senador Lindberg Faria (PT-RJ), admitindo que a t\u00e1tica do Planalto de republicar justamente ontem os vetos &#8220;ajudou o Rio&#8221; .<\/p>\n<p>Mas os parlamentares dos estados produtores sabem que s\u00e3o minoria e que, no voto, devem ser derrotados, com a derrubada dos vetos.<\/p>\n<p>&#8211; Vamos lutar pelos nossos direitos at\u00e9 o fim. Lutamos batalha por batalha e ganhamos a de hoje (ontem) &#8211; disse o deputado Alessandro Molon (PT-RJ).<\/p>\n<p>O Pal\u00e1cio do Planalto negou tentativa de manobra com a republica\u00e7\u00e3o das raz\u00f5es dos vetos. O erro teria sido identificado pelo Senado, quando as c\u00e9dulas da vota\u00e7\u00e3o foram impressas. O Senado teria pressionado, ent\u00e3o, o Executivo a corrigir o problema, alegando risco de inseguran\u00e7a jur\u00eddica. Segundo assessores do Planalto, o governo teria ficado &#8220;entre a cruz e a espada&#8221;, tendo de escolher entre o risco de inseguran\u00e7a jur\u00eddica e a cria\u00e7\u00e3o de um problema pol\u00edtico, j\u00e1 que os estados produtores de petr\u00f3leo usariam a brecha para tentar suspender a vota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A vers\u00e3o do projeto de lei de royalties e participa\u00e7\u00f5es especiais aprovada no Congresso recebeu 23 vetos da presidente. Um dos principais \u00e9 o dispositivo da lei que aplica a nova distribui\u00e7\u00e3o dos royalties aos contratos em vigor, o que o Executivo julgou inconstitucional.<\/p>\n<p>Mais cedo, Dilma disse que n\u00e3o se tem de gostar da Constitui\u00e7\u00e3o, e sim cumpri-la.<\/p>\n<p>&#8211; Vetei a lei dos royalties porque considerava que a Constitui\u00e7\u00e3o era clara. Eu, como presidenta, n\u00e3o tenho de gostar das leis, muito menos da Constitui\u00e7\u00e3o, eu tenho de respeit\u00e1-la e cumpri-la, e quando tiver a convic\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o est\u00e1 correto, tomar as devidas provid\u00eancias, no caso, o veto. O Brasil \u00e9 um pa\u00eds que deu um grande passo na sua maturidade institucional, ao respeitar contratos. Contrato feito \u00e9 contrato respeitado. Concordo que tenha de fazer uma redistribui\u00e7\u00e3o melhor dos royalties, principalmente porque os recursos do pr\u00e9-sal s\u00e3o muito significativos &#8211; disse Dilma. &#8211; Vivemos numa democracia. O que o Congresso decidir \u00e9 o que vai estar decidido. Eu lamento muito, mas se o Congresso resolver tamb\u00e9m n\u00e3o considerar os contratos j\u00e1 feitos, a\u00ed eu serei obrigada a seguir.<\/p>\n<p>Vice-governador do Rio e pr\u00e9-candidato ao governo estadual, Luiz Fernando Pez\u00e3o comemorou o adiamento, mas admitiu que a derrota no Congresso \u00e9 certa e a batalha ser\u00e1 no STF:<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 uma s\u00e9rie de inconstitucionalidades que v\u00e3o fragilizando cada vez mais essa vota\u00e7\u00e3o. Acho muito dif\u00edcil Rio e Esp\u00edrito Santo perderem essa quest\u00e3o no Supremo.<\/p>\n<p>Para o governador de S\u00e3o Paulo, Geraldo Alckmin, o adiamento traz &#8220;mais tempo para o debate pol\u00edtico sobre o tema&#8221;. J\u00e1 Renato Casagrande, do Esp\u00edrito Santos, afirmou que isso n\u00e3o muda a perspectiva de os estados produtores perderem no Congresso. Mas garantiu que a articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos estados para manter o veto continuar\u00e1 at\u00e9 o \u00faltimo momento:<\/p>\n<p>&#8211; Temos de tentar at\u00e9 o \u00faltimo minuto, mas o que vemos \u00e9 que o Congresso tem uma posi\u00e7\u00e3o sem responsabilidade e sem solidariedade ao pacto federativo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>China define meta de 7,5% para o PIB<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A China vai aumentar os gastos e a d\u00edvida p\u00fablica para alcan\u00e7ar crescimento ao redor de 7,5% neste ano e refor\u00e7ar os esfor\u00e7os para mudar a estrutura de sua economia, com aumento do consumo dom\u00e9stico e redu\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es e dos investimentos na composi\u00e7\u00e3o do PIB.<\/p>\n<p>Esses objetivos foram tra\u00e7ados ontem pelo primeiro-ministro Wen Jiabao, em seu \u00faltimo discurso na abertura do Congresso Nacional do Povo antes de transferir o cargo a seu sucessor, Li Keqiang, na pr\u00f3xima semana.<\/p>\n<p>A meta de 7,5% para a expans\u00e3o do PIB \u00e9 a mesma do ano passado, quando os dirigentes chineses abandonaram a m\u00e1gica cifra \u00a0de 8% e deram adeus ao crescimento m\u00e9dio anual de 10% que havia vigorado por tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Em 2012, o PIB da segunda maior economia do mundo aumentou em 7,8%, a menor taxa desde 1999, com forte desacelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos 9,2% registrados em 2011 e aos 10,3% de 2010.<\/p>\n<p>O menor \u00edndice \u00e9 considerado mais sustent\u00e1vel, mas continua acima da m\u00e9dia de 7,0% prevista no Plano Q\u00fcinq\u00fcenal para o per\u00edodo 2011-2015, que enfatiza a necessidade de estimular a demanda dom\u00e9stica e reduzir a depend\u00eancia de investimentos e exporta\u00e7\u00f5es como fonte de crescimento.<\/p>\n<p>Apesar da ret\u00f3rica oficial, poucas mudan\u00e7as estruturais foram realizadas nesse sentido e os investimentos continuam a ser o principal motor da expans\u00e3o do PIB.<\/p>\n<p>Os objetivos de Pequim para 2013 contemplam a amplia\u00e7\u00e3o de recursos para \u00e1reas sociais, como sa\u00fade, habita\u00e7\u00e3o popular e previd\u00eancia, o que pode aumentar a renda dispon\u00edvel para o consumo que sobra no bolso da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para isso, o d\u00e9ficit p\u00fablico passar\u00e1 de 1,6% do PIB em 2012 para 2,0% neste ano, o equivalente a 1,2 trilh\u00e3o de yuans (US$ 193 bilh\u00f5es ou R$ 380,6 bilh\u00f5es). Desse total, 850 bilh\u00f5es de yuans correspondem a gastos superiores \u00e0 receita do governo central, enquanto os restantes 350 bilh\u00f5es dizem respeito a b\u00f4nus que ser\u00e3o emitidos por Pequim em nome de prov\u00edncias e munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Fragilidades<\/p>\n<p>Diante da fragilidade de seus principais mercados, a China reduziu para 8% a meta de expans\u00e3o de seu com\u00e9rcio exterior (soma de exporta\u00e7\u00f5ese importa\u00e7\u00f5es). No ano passado, o aumento foi de 6,2%, bem abaixo dos 10% almejados \u00a0pelo governo e dos 22,5% registrados em 2011.<\/p>\n<p>&#8220;O crescimento econ\u00f4mico \u00a0mundial continuar\u00e1 a ser lento. A demanda das principais econ\u00f4micas se manter\u00e1 em geral fraca. Todas as formas de protecionismo est\u00e3o claramente se reafirmando&#8221;, disse relat\u00f3rio apresentado ao Congresso Nacional do Povo pela Comiss\u00e3o Nacional de Reforma e Desenvolvimento, respons\u00e1vel pelo planejamento de longo prazo.<\/p>\n<p>A fragilidade das exporta\u00e7\u00f5es intensifica a necessidade de reestrutura\u00e7\u00e3o do modelo de crescimento. &#8220;O desenvolvimento desequilibrado, descoordenado e insustent\u00e1vel continua a ser um problema proeminente&#8221;, declarou Wen, repetindo a express\u00e3o que forjou em 2007 para descrever a situa\u00e7\u00e3o da economia chinesa.<\/p>\n<p>Gastos fixos<\/p>\n<p>Entre as amea\u00e7as diante do pa\u00eds, o primeiro-ministro mencionou potenciais riscos no setor financeiro, a desacelera\u00e7\u00e3o na receita do governo com amplia\u00e7\u00e3o dos gastos fixos e o conflito entre a queda no ritmo de crescimento do PIB e o aumento do excesso de capacidade produtiva do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Wen Jiabao tamb\u00e9m ressaltou que a economia continuar\u00e1 &#8220;sob consider\u00e1vel press\u00e3o inflacion\u00e1ria&#8221;. Ainda assim, a meta de alta de pre\u00e7os ao consumidor foi reduzida de 4% para 3,5% neste ano.<\/p>\n<p>Entre os fatores que podem aquecer a infla\u00e7\u00e3o, o primeiro-ministro mencionou as pol\u00edticas de expans\u00e3o monet\u00e1ria adotadas em na\u00e7\u00f5es desenvolvidas e a alta nos pre\u00e7os dom\u00e9sticos de terra e de sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>Pequim pretende manter alto \u00a0o ritmo de expans\u00e3o dos investimentos do pa\u00eds no exterior, que deram um salto de 28,6% no ano passado, para US$ 77,2 bilh\u00f5es. A meta \u00e9 que o volume alcance US$ 88,7 bilh\u00f5es em 2013, o que ! representaria uma alta de 15% em rela\u00e7\u00e3o a 2012.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Bird prev\u00ea expans\u00e3o de 3,5%<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O presidente do Banco Mundial (Bird), Jim Yong Kim, disse esperar um repique do PIB ap\u00f3s o baixo crescimento econ\u00f4mico registrado no Brasil em 2012, e prev\u00ea expans\u00e3o de 3,5% em 2013. &#8220;N\u00f3s entendemos a frustra\u00e7\u00e3o pelo crescimento de 0,9% no ano passado, mas ele teve muito a ver com fatores externos, como a baixa demanda global&#8221;, disse Yong Kim, ap\u00f3s reuni\u00f5es com os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Tereza Campello (Desenvolvimento Social).<\/p>\n<p>&#8220;A nossa expectativa \u00e9 que o crescimento chegue a 3,5% neste ano&#8221;, afirmou. Yong Kim reconheceu que &#8220;precisamos de crescimento do setor privado&#8221;, mas destacou que &#8220;o compromisso do governo brasileiro com a inclus\u00e3o social tem sido impressionante&#8221;. Segundo ele, &#8220;o sucesso do Brasil \u00e9 extremamente importante para o sucesso do Banco Mundial&#8221;.<\/p>\n<p>Yong Kim disse que &#8220;\u00e9 extremamente dif\u00edcil prever o impacto&#8221; do corte de gastos do governo dos EUA, que entrou em vigor em 1\u00ba de mar\u00e7o. &#8220;Esperamos que os partidos pol\u00edticos encontrem uma sa\u00edda&#8221;, afirmou Yong Kim, sem fazer previs\u00f5es sobre os riscos que isso pode ter para a economia global.<\/p>\n<p>Segundo ele, o Banco Mundial est\u00e1 muito atento ao impacto que a fragilidade das economias americana e europeia ainda pode ter sobre os pa\u00edses em desenvolvimento. Yong Kim pediu que se evitem cortes nos gastos em educa\u00e7\u00e3o e em infraestrutura, diante das dificuldades. &#8220;O que estamos fazendo \u00e9 pedir que os pa\u00edses n\u00e3o ajustem todos os programas para reagir ao curto prazo. Pensem em investimentos em capital humano e infraestrutura&#8221;, afirmou o presidente do banco.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Com o fim de promo\u00e7\u00f5es, vendas caem em fevereiro<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O movimento de consumidores no com\u00e9rcio do pa\u00eds diminuiu 0,5% em fevereiro, ante janeiro, feitos os efeitos sazonais, de acordo com indicador da Serasa Experian. Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado, houve alta de 14,4%.<\/p>\n<p>A queda mensal da atividade varejista foi determinada pelo fim das promo\u00e7\u00f5es de estoques de produtos cujo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ainda estava reduzido ou zerado, como \u00e9 o caso dos autom\u00f3veis. Ap\u00f3s alta de 10,9% em janeiro, o movimento de consumidores nas lojas especializadas de ve\u00edculos, motos e pe\u00e7as recuou 2,1% em fevereiro, segundo a Serasa.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m contribu\u00edram para o resultado negativo da atividade varejista no m\u00eas passado o recuo de 1,6% no movimento nas lojas de material de constru\u00e7\u00e3o e a queda de 0,3% e de 0,1% nos segmentos de m\u00f3veis, eletroeletr\u00f4nicos e inform\u00e1tica e de combust\u00edveis e lubrificantes, respectivamente.<\/p>\n<p>No campo positivo, houve eleva\u00e7\u00e3o de 0,9% na atividade dos supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas e de 0,7% no ramo de tecidos, vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados e acess\u00f3rios.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o anual, todos os segmentos apresentam resultados positivos: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (6,1%), m\u00f3veis, eletroeletr\u00f4nicos e inform\u00e1tica (16,7%), combust\u00edveis e lubrificantes (12,9%), ve\u00edculos, motos e pe\u00e7as (3,4%), tecidos, vestu\u00e1rio, cal\u00e7ado e acess\u00f3rios (2,3%) e material de constru\u00e7\u00e3o (2,9%).<\/p>\n<p>O Indicador de Atividade do Com\u00e9rcio \u00e9 apurado pelo volume de consultas mensais realizadas por estabelecimentos comerciais \u00e0 base de dados da Serasa Experian.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Varejo refaz contas e reivindica que desonera\u00e7\u00e3o da folha seja facultativa<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Beneficiado no fim do ano passado com a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos, o setor do com\u00e9rcio varejista j\u00e1 se articula para tornar facultativa a migra\u00e7\u00e3o das empresas para a contribui\u00e7\u00e3o sobre um percentual sobre o faturamento. Em dezembro, o Minist\u00e9rio da Fazenda desonerou a folha de pagamentos do com\u00e9rcio varejista, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e, consequentemente, dar maior competitividade ao setor, num momento em que o governo quer estimular a economia. Em troca, as empresas pagariam uma al\u00edquota de 1% sobre o faturamento bruto. A medida entra em vigor a partir de abril.<\/p>\n<p>Apesar de ter negociado o benef\u00edcio com a \u00e1rea econ\u00f4mica do governo, o presidente do Conselho de Assuntos Sindicais da Fecomercio-SP, Ivo Dall&#8221;Acqua J\u00fanior, informou que, feitas as contas, se verificou que, para muitas empresas, a medida n\u00e3o \u00e9 vantajosa financeiramente.<\/p>\n<p>Dall\u00b4Acqua J\u00fanior apresentou estudo feito pela entidade, que mostra que o pagamento de uma al\u00edquota de 1% sobre o faturamento s\u00f3 beneficiar\u00e1 a empresa cuja despesa com funcion\u00e1rios for superior a 5% do faturamento bruto.<\/p>\n<p>Pelas regras atuais, uma companhia com faturamento de R$ 100 mil, cuja folha de pagamento representa 4% do faturamento, desembolsa R$ 800 de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria. Esse valor aumenta para R$ 1 mil, se o gasto com pessoal representar 5% do faturamento, e para R$ 1,2 mil, se corresponder a 6% da receita. Com a nova f\u00f3rmula, no entanto, o pagamento de tributo seria de R$ 1 mil, ou seja, atrativa apenas para as empresas cuja folha de pagamento representa mais de 5% do faturamento bruto.<\/p>\n<p>Para que a medida do governo federal beneficie o senhor, seria preciso dar a op\u00e7\u00e3o da empresa decidir pelo pagamento de 20% de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a folha de pagamento ou um percentual do faturamento, afirma Dall\u00b4Acqua J\u00fanior. Dessa forma, cada empresa faria suas contas para saber se a desonera\u00e7\u00e3o da folha \u00e9 vantajosa financeiramente. &#8220;Foi um presente de grego&#8221;, afirmou o representante do setor varejista paulista.<\/p>\n<p>Recentemente, o Congresso Nacional aprovou a Medida Provis\u00f3ria 582, que agora depende de san\u00e7\u00e3o da presidente Dilma Rousseff. Ap\u00f3s altera\u00e7\u00f5es no texto, a MP tornou facultativa a ades\u00e3o \u00e0 desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos para ind\u00fastria e alguns segmentos do setor de servi\u00e7os. O Minist\u00e9rio da Fazenda \u00e9 contr\u00e1rio \u00e0 mudan\u00e7a, mas a Fecomercio-SP tenta, por meio de emenda apresentada pelo deputado federal Arnaldo Faria de S\u00e1 (PTB-SP) \u00e0 MP 601, garantir o direito de escolha tamb\u00e9m para o setor de com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Segundo estimativas do Minist\u00e9rio da Fazenda, a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento do varejo ter\u00e1 um impacto de R$ 1,27 bilh\u00e3o em 2013. A partir do pr\u00f3ximo ano, esse custo sobe para R$ 2,1 bilh\u00e3o. Dentre os beneficiados do setor est\u00e3o lojas de departamento ou magazines, materiais de constru\u00e7\u00e3o, equipamentos e suprimentos de inform\u00e1tica, telefonia e comunica\u00e7\u00e3o, artigos de vestu\u00e1rio, tecidos, livros, entre outros.<\/p>\n<p>Por enquanto, 42 setores econ\u00f4micos ser\u00e3o atendidos com a desonera\u00e7\u00e3o da folha neste ano. O objetivo do governo \u00e9 ampliar a lista de beneficiados, por\u00e9m, esse movimento depender\u00e1 de margem fiscal.<\/p>\n<hr \/>\n<p>De olho no PIB, Mantega ouvir\u00e1 empres\u00e1rios<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Depois do fraco crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, decidiu se reunir com os representantes do setor produtivo para tra\u00e7ar \u00a0uma estrat\u00e9gia para impulsionar a atividade este ano. Mantega receber\u00e1 hoje em seu gabinete pesos pesados da economia, os presidentes de seis confedera\u00e7\u00f5es patronais.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer um balan\u00e7o dos setores no primeiro bimestre e apresentar as perspectivas para o restante do ano. \u00c9 uma tentativa de evitar que 2013 repita o t\u00edmido crescimento de 0,9% do ano passado. O resultado foi apresentado sexta-feira, quando Mantega avaliou que, apesar de ser um ano de crise externa, 2012 apresentou &#8220;n\u00edtida recuperai \u00e7\u00e3o&#8221; da atividade. Ele previu que a expans\u00e3o da economia brasileira este ano ser\u00e1 de 3% a 4%.<\/p>\n<p>O presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria ! (CNI), Robson Andrade, j\u00e1 confirmou presen\u00e7a. O setor manufatureiro teve queda na produ\u00e7\u00e3o no ano passado e registrou \u00a0contribui\u00e7\u00e3o negativa de 0,8% para o PIB de 2012. Tamb\u00e9m estar\u00e1 presente a presidente da Confedera\u00e7\u00e3o de Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA), a senadora K\u00e1tia Abreu (PSD-TO). O setor foi o que levou o maior tombo no ano passado: 2,3%.<\/p>\n<p>J\u00e1 os Servi\u00e7os sustentaram o pequeno crescimento do Pa\u00eds em 2012, com uma alta de 1,7% na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. Dessa \u00e1rea, est\u00e3o previstas as presen\u00e7as, al\u00e9m da confedera\u00e7\u00e3o do setor e do com\u00e9rcio, de representantes de institui\u00e7\u00f5es financeiras e dos transportes.<\/p>\n<p>Reaproxima\u00e7\u00e3o. O convite ao setor privado mostra o interesse do governo numa reaproxima\u00e7\u00e3o com os empres\u00e1rios brasileiros. Freq\u00fcentadores ass\u00edduos de Bras\u00edlia durante o governo Lula, executivos e donos de companhias queixavam-se do afastamento na gest\u00e3o de Dilma Rousseff. Desde o fim do ano passado, a presidente vem fazendo a rea-proxima\u00e7\u00e3o com empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>Reuni\u00f5es de Mantega com executivos n\u00e3o s\u00e3o novas, mas s\u00e3o mais freq\u00fcentes nos momentos de crise, quando s\u00e3o discutidas a formas de alavancar setores em est\u00e1gio cr\u00edtico. Em 2009, governo e setor privado criaram o Grupo de Acompanhamento da Cri-se(GAC), para discutir os impactos da turbul\u00eancia externa sobre \u00a0a economia brasileira. Sob a mesma sigla, o encontro mudou de nome e passou a ser chamado de \u00a0Grupo de Avan\u00e7o da Competitividade. No governo de Dilma, por\u00e9m, essas reuni\u00f5es tomaram-se mais escassas.<\/p>\n<p>O setor produtivo vai aproveitar a reuni\u00e3o com o ministro para &#8220;aparar arestas&#8221; sobre a representatividade dos contribuintes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). O conselho, formado por representantes do governo e dos contribuintes, julga a aplica\u00e7\u00e3o da lei no \u00e2mbito da tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo uma fonte, os t\u00e9cnicos escolhidos pelo setor privado t\u00eam encontrado dificuldades para trabalhar, principalmente depois que apresentam posicionamento contr\u00e1rio ao governo. &#8220;Nomeamos pessoas id\u00f4neas e competentes.Imagine voc\u00ea ser convidado para uma festa e depois ser barrado&#8221;, disse a fonte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Globo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4410\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4410","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-198","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4410","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4410"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4410\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4410"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4410"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4410"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}