{"id":4431,"date":"2013-03-08T17:26:36","date_gmt":"2013-03-08T17:26:36","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4431"},"modified":"2013-03-08T17:26:36","modified_gmt":"2013-03-08T17:26:36","slug":"cesta-basica-sobe-em-todas-as-18-capitais-pesquisadas-pelo-dieese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4431","title":{"rendered":"Cesta b\u00e1sica sobe em todas as 18 capitais pesquisadas pelo Dieese"},"content":{"rendered":"\n<p>O pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica subiu em todas as 18 capitais analisadas mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) nos dois primeiros meses de 2013. As maiores eleva\u00e7\u00f5es foram em Salvador (18,90%), Natal (18,20%) e Aracaju (16,83%).As menores ocorreram em Bel\u00e9m (5,57%), S\u00e3o Paulo (7,11%) e Vit\u00f3ria (7,74%).<\/p>\n<p>Considerando apenas fevereiro, o valor da cesta subiu em 15 das 18 capitais, caindo nas 3 restantes. Na compara\u00e7\u00e3o com janeiro, Recife (8,35%), Fortaleza (7,22%) e Jo\u00e3o Pessoa (7,11%) tiveram as maiores altas. Houve redu\u00e7\u00e3o em Vit\u00f3ria (0,63%), Goi\u00e2nia (0,56%) e Bras\u00edlia (0,24%).<\/p>\n<p>Pelo quinto m\u00eas seguido, a cidade de S\u00e3o Paulo permaneceu em fevereiro no posto de capital com a cesta b\u00e1sica mais cara do Pa\u00eds. O pre\u00e7o m\u00e9dio do conjunto de 13 produtos aliment\u00edcios que comp\u00f5em a cesta atingiu R$ 326,59 em S\u00e3o Paulo, alta de 2,57% ante janeiro (R$ 318,40). Na seq\u00fc\u00eancia, apareceram Porto Alegre (R$ 318,16), Florian\u00f3polis \u00c7R$ 314,46) e Manaus (R$ 314,18). As capitais com valores m\u00e9dios mais baixos s\u00e3o Aracaju (R$ 238,40), Campo Grande (R$ 269,38) e Salvador (R$ 270,04).<\/p>\n<p>O Dieese estima que o valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo em fevereiro deveria ter sido de R$ 2743,69,4,05 vezes o m\u00ednimo em vigor, de R$ 678. Para chegar a esse valor, a entidade leva em conta a previs\u00e3o constitucional de que o m\u00ednimo deve ser suficiente para cobrir despesas de uma fam\u00edlia com. alimenta\u00e7\u00e3o, moradia, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, vestu\u00e1rio, higiene, transporte, lazer e previd\u00eancia.<\/p>\n<p>Em janeiro, o m\u00ednimo necess\u00e1rio era R$ 2.674,88 ou 3,95 vezes o piso vigente. Em fevereiro de 2012, o valor necess\u00e1rio para atender \u00e0s despesas de uma fam\u00edlia era de R$ 2.323,21 ou 3,74 vezes d m\u00ednimo de ent\u00e3o (R$ 622).<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a pesquisa, o pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica comprometeu em fevereiro 46,91% do sal\u00e1rio m\u00ednimo &#8211; em janeiro esse porcentual era de 45?59%. Em fevereiro do ano passado, a cesta b\u00e1sica equivalia a 42,44% do sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>Para comprar os mesmos produtos que comprou em janeiro, o paulistano que recebe sal\u00e1rio m\u00ednimo precisou trabalhar 105 horas e 58 minutos. Em janeiro, eram 103 horas e 19 minutos. De acordo com o Dieese, esse aumento est\u00e1 relacionado \u00e0 varia\u00e7\u00e3o do custo da cesta no m\u00eas. Em fevereiro de 2012, o tempo de trabalho para a aquisi\u00e7\u00e3o da cesta era de 97 horas e 49 minutos.<\/p>\n<p>Em fevereiro, o custo da cesta em S\u00e3o Paulo comprometeu 52,36% do sal\u00e1rio m\u00ednimo l\u00edquido &#8211; ap\u00f3s os descontos previdenci\u00e1rios. Em janeiro, o porcentual exigido era de 51,05%.<\/p>\n<p>Diferen\u00e7a<\/p>\n<p>R$326,59 \u00e9 o custo da cesta b\u00e1sica em S\u00e3o Paulo, a capital com o valor mais alto do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>R$238,40 \u00e9 o valor da cesta em Aracaju.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Gera\u00e7\u00e3o de empregos em 2012 fica abaixo da estimativa<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo reduziu para 1,5 milh\u00e3o, 100 mil a menos, a estimativa de empregos formais criados no ano passado, incluindo a iniciativa privada e o setor p\u00fablico. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do diretor de emprego e sal\u00e1rio do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE), Rodolfo Torelly, com base no comportamento consolidado do mercado de trabalho em 2012, a ser conhecido pela Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais). O prazo para a entrega da declara\u00e7\u00e3o da Rais referente a 2012 termina hoje.<\/p>\n<p>De acordo com dados coletados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mede a cria\u00e7\u00e3o de postos de trabalho com carteira assinada nas empresas privadas, o pa\u00eds criou 1,3 milh\u00e3o de vagas no ano passado.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o feita pelo Minist\u00e9rio do Trabalho em outubro do ano passado era de um saldo positivo de vagas entre 1,4 milh\u00e3o &#8211; resultado do Caged &#8211; e 1,6 milh\u00e3o, a ser apurado pela Rais. Portanto, o desempenho abaixo do esperado para o Caged levou a uma redu\u00e7\u00e3o na expectativa do comportamento do mercado de trabalho mais amplo &#8211; iniciativa privada e setor p\u00fablico.<\/p>\n<p>&#8220;Vai ficar um pouco abaixo do que vinha rodando nos \u00faltimos anos&#8221;, disse Torelly. Em 2011, a Rais registrou a cria\u00e7\u00e3o de 2,2 milh\u00f5es de postos de trabalho, enquanto o saldo apurado pelo Caged foi de 2 milh\u00f5es. &#8220;Mesmo assim, a taxa de desemprego atual do pa\u00eds est\u00e1 nos n\u00edveis mais baixos da hist\u00f3ria&#8221;, afirmou o diretor de emprego e sal\u00e1rio do minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>O resultado da Rais, que tamb\u00e9m traz pequenos ajustes dos n\u00fameros do Caged, deve ser divulgado em junho. At\u00e9 o fim da tarde de ontem, 4,5 milh\u00f5es de empresas, de um total de 8 milh\u00f5es, haviam enviado as informa\u00e7\u00f5es requeridas. Ao contr\u00e1rio do ano passado, o prazo n\u00e3o ser\u00e1 prorrogado.<\/p>\n<p>As empresas que enviarem as declara\u00e7\u00f5es com atraso est\u00e1 sujeito a multas de R$ 425. H\u00e1 acr\u00e9scimo de R$ 106 por bimestre de atraso, mais uma multa que varia conforme o n\u00famero de empregados da empresa. Os dados da Rais s\u00e3o usados para liberar o abono salarial, benef\u00edcio para trabalhadores que recebem at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo lan\u00e7a pacote de R$ 30 bi para inova\u00e7\u00e3o e cria a &#8216;Embrapa da ind\u00fastria&#8217;<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O pacote oficial de apoio \u00e0 inova\u00e7\u00e3o nas empresas, com recursos superiores a R$ 30 bilh\u00f5es, ser\u00e1 anunciado dia 14 pela presidente Dilma Rousseff e incluir\u00e1 a oficializa\u00e7\u00e3o, com or\u00e7amento em torno de R$ 300 milh\u00f5es, da Empresa Brasileira de Pesquisa Industrial e Inova\u00e7\u00e3o (Embrapii) &#8211; que vem sendo chamada de a &#8220;Embrapa da ind\u00fastria&#8221;. Dilma pretende anunciar o programa de impulso \u00e0 inova\u00e7\u00e3o nas empresas durante a reuni\u00e3o, no Pal\u00e1cio do Planalto, da Mobiliza\u00e7\u00e3o Empresarial pela Inova\u00e7\u00e3o, grupo com executivos privados e do governo.<\/p>\n<p>A Embrapii j\u00e1 funciona sob a forma de contratos de gest\u00e3o do governo em programas experimentais com institutos tecnol\u00f3gicos na Bahia (automa\u00e7\u00e3o industrial), Rio de Janeiro (petr\u00f3leo e g\u00e1s) e S\u00e3o Paulo (bionanotecnologia). A partir de agora, ter\u00e1 personalidade jur\u00eddica, com capacidade de aprovar projetos em regime de &#8220;fast track&#8221; (via r\u00e1pida), como definiu o diretor da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) Rafael Lucchesi, ao anunciar, para empres\u00e1rios do setor, a cria\u00e7\u00e3o da empresa.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje as empresas t\u00eam de entrar no timing dos editais de financiamento, e isso n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com o ritmo das ind\u00fastrias e dos investimentos em competitividade&#8221;, disse Lucchesi, durante lan\u00e7amento da P&amp;D Brasil, a nova associa\u00e7\u00e3o de empresas nacionais de alta tecnologia desenvolvida no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A Embrapii ser\u00e1 criada como organiza\u00e7\u00e3o social, o que lhe dar\u00e1 maior autonomia na gest\u00e3o de pessoal e contratos com o setor privado. Ela apoiar\u00e1 projetos de inova\u00e7\u00e3o de processos e produtos, dividindo igualmente os custos com as empresas beneficiadas e as institui\u00e7\u00f5es de pesquisa contratadas.<\/p>\n<p>O or\u00e7amento de R$ 300 milh\u00f5es, para este ano e 2014, usar\u00e1 recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico (FNDCT). O governo quer ampliar os investimentos nacionais em pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o, de 1,2% para 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB), j\u00e1 em 2014.<\/p>\n<p>Como antecipou o Valor, a presidente, al\u00e9m de refor\u00e7ar as linhas de financiamento a pesquisa e desenvolvimento para a produ\u00e7\u00e3o nacional, centralizar\u00e1 a an\u00e1lise, aprova\u00e7\u00e3o e libera\u00e7\u00e3o dos recursos, reunindo os instrumentos oficiais existentes em uma esp\u00e9cie de &#8220;porta \u00fanica&#8221;. Ser\u00e3o reunidos sob a mesma coordena\u00e7\u00e3o recursos hoje concedidos sob a forma de subven\u00e7\u00e3o, financiamentos a taxas favorecidas e at\u00e9 a participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria em empreendimentos pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Na mais recente reuni\u00e3o com os respons\u00e1veis pelo programa de inova\u00e7\u00e3o, Dilma comparou as mudan\u00e7as a serem anunciadas ao que o governo Luiz In\u00e1cio Lula da Silva fez com o Bolsa Fam\u00edlia, ao reunir sob uma s\u00f3 administra\u00e7\u00e3o diversos programas de assist\u00eancia social existentes no setor p\u00fablico federal.<\/p>\n<p>Desde 2011, o governo testa esse modelo com dois programas oficiais, o Inova-Petro, de apoio tecnol\u00f3gico e de pesquisa ao setor de petr\u00f3leo, e o Paiss, o programa de incentivo \u00e0 competitividade do setor sucroalcooleiro.<\/p>\n<p>A unifica\u00e7\u00e3o dos programas permite reunir, no mesmo plano de neg\u00f3cios, atividades candidatas a receber recursos n\u00e3o reembols\u00e1veis (para centros de pesquisa associados a grandes empresas), subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica (para empresa menores ligadas ao desenvolvimento tecnol\u00f3gico), cr\u00e9ditos do Programa de Sustenta\u00e7\u00e3o do Investimento (PSI) do BNDES e at\u00e9, em alguns casos, a participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria da Finep e do BNDES.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 centralizada, por exemplo, a administra\u00e7\u00e3o dos recursos de fundos criados com contribui\u00e7\u00f5es compuls\u00f3rias nos setores de telecomunica\u00e7\u00f5es e energia, do or\u00e7amento do Sebrae para inova\u00e7\u00e3o em pequenas e m\u00e9dias empresas e das verbas para inova\u00e7\u00e3o reunidas no plano de safra controlado pelo Banco do Brasil. O pacote ter\u00e1 seis editais, com est\u00edmulos para os setores de petr\u00f3leo e g\u00e1s, etanol, energias renov\u00e1veis, defesa e aeroespacial, sa\u00fade e tecnologia da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BCE mant\u00e9m juros e n\u00e3o d\u00e1 sinais de cortes no curto prazo<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, mandou um sinal claro durante entrevista ontem &#8211; depois de o banco manter a taxa b\u00e1sica de juros inalterada em 0,75%-, que a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 com nenhuma pressa em cortar os juros. Draghi reiterou tamb\u00e9m que a posi\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria do BCE continuar\u00e1 acomodat\u00edcia &#8220;enquanto for necess\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Permaneceremos em modo de aloca\u00e7\u00e3o total de liquidez enquanto for necess\u00e1rio&#8221;, afirmou, acrescentando que &#8220;n\u00f3s discutimos a possibilidade de faz\u00ea-lo (o corte). O consenso que prevaleceu foi que os juros devem ficar inalterados&#8221;.<\/p>\n<p>Draghi disse tamb\u00e9m que prev\u00ea que a economia da zona do euro comece a se recuperar &#8220;na segunda parte deste ano&#8221; ap\u00f3s o \u00e0 experi\u00eancia de Ghiang Mai (fundo comum de China, Jap\u00e3o, Coreia e outros pa\u00edses asi\u00e1ticos) e dos pr\u00f3prios europeus, que agora t\u00eam o pr\u00f3prio fundo de reservas. Se algum dos pa\u00edses do Brics tiver uma crise no balan\u00e7o de pagamentos e precisar de recursos para as suas reservas, poder\u00e1 recorrer ao fundo.<\/p>\n<p>A reuni\u00e3o de c\u00fapula do Brics est\u00e1 marcada para os dias 26 e 27, na \u00c1frica do Sul. BCE cortar as proje\u00e7\u00f5es para o Produto Interno Bruto (PIB). O banco agora espera que a economia registre contra\u00e7\u00e3o de -0,9% a -0,1% neste ano e expans\u00e3o de entre zero e 2% em 2014.<\/p>\n<p>Apesar de ter revisado levemente para baixo suas expectativas para o crescimento econ\u00f4mico, Draghi disse que as expectativas para a infla\u00e7\u00e3o continuam &#8220;firmemente ancoradas&#8221;. O BCE espera que a infla\u00e7\u00e3o anual na zona do euro fique entre 1,2% e 2% em 2013 e entre 0,6% e 2,0% em 2014- proje\u00e7\u00f5es praticamente inalteradas em rela\u00e7\u00e3o a leituras anteriores.<\/p>\n<p>Euro<\/p>\n<p>Sobre o c\u00e2mbio, Draghi n\u00e3o mencionou explicitamente o fortalecimento do euro como um fator limitador do crescimento, o que forneceu menos raz\u00e3o para que os operadores vendessem a moeda, que atingiu uma m\u00e1xima no m\u00eas em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar durante a coletiva.<\/p>\n<p>Socorro<\/p>\n<p>Draghi indicou que o programa de compras de b\u00f4nus : do BCE, conhecido como Transa\u00e7\u00f5es Monet\u00e1rias Completas (OMT, na sigla em ingl\u00eas), n\u00e3o ser\u00e1 uma t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o para pa\u00edses europeus em dificuldades, fazendo refer\u00eancia especificamente a Portugal e Irlanda.<\/p>\n<p>O programa poder\u00e1 ser usado para facilitar a sa\u00edda dos dois pa\u00edses de seus programas de resgate. &#8220;OOMT nunca foi pensado, ou criado para dar suporte ao acesso de pa\u00edses aos mercados&#8221;, afirmou Draghi, explicando que os pa\u00edses que quiserem ser elegiveis para o programa dever\u00e3o estar no mercado de d\u00edvida por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Sobre a It\u00e1lia, Draghi procurou acalmar os investidores sobre o impasse pol\u00edtico no pa\u00eds ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es, realizadas h\u00e1 duas semanas. Segundo ele, a crise pol\u00edtica na It\u00e1lia est\u00e1 tendo um efeito limitado na zona do euro por causa da volta da confian\u00e7a dos investidores. &#8220;Os pol\u00edticos e a imprensa est\u00e3o mais impressionados com a situa\u00e7\u00e3o do . pa\u00eds do que os mercados.&#8221; O presidente do BCE ressaltou que o \u00ed &#8220;ajuste fiscal pelo qual a It\u00e1lia est\u00e1 passando vai continuar&#8221;, apesar do impasse pol\u00edtico.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ind\u00fastria reage e cresce 2,5% em janeiro<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A ind\u00fastria brasileira come\u00e7ou o ano com o p\u00e9 direito. A produ\u00e7\u00e3o surpreendeu com o avan\u00e7o de 2,5% em rela\u00e7\u00e3o a dezembro, o melhor resultado desde mar\u00e7o de 2010, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Os destaques foram as categorias de bens de capital e de bens de consumo dur\u00e1veis. Ambas foram impulsionadas pelo setor de ve\u00edculos, beneficiado por incentivos do governo e por uma base de compara\u00e7\u00e3o mais baixa.<\/p>\n<p>Apesar da boa not\u00edcia, economistas est\u00e3o cautelosos e n\u00e3o esperam que o movimento se repita em fevereiro. &#8220;Os indicadores j\u00e1 divulgados apontam para recuo da produ\u00e7\u00e3o industrial (em fevereiro). Os \u00edndices de confian\u00e7a dos empres\u00e1rios ficaram praticamente est\u00e1veis no m\u00eas. O consumo de energia el\u00e9trica teve ligeira alta, enquanto a produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos sofreu acentuada queda de 13,2%&#8221;, avaliou Aur\u00e9lio Bicalho, economista do Ita\u00fa Uni- banco, que prev\u00ea queda de cerca de 1,2% para a produ\u00e7\u00e3o industrial em fevereiro.<\/p>\n<p>O IBGE aponta que o crescimento em janeiro na ind\u00fastria foi disseminado. Todas as categorias de uso registraram aumento, assim como a maioria das atividades -18 entre as 27investigadas. A alta de 8,2% na produ\u00e7\u00e3o de bens de capital foi o avan\u00e7o mais acentuado desde junho de 2008. &#8220;Por tr\u00e1s desse resultado est\u00e1 claramente a volta na produ\u00e7\u00e3o de caminh\u00f5es. A redu\u00e7\u00e3o de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e o financiamento do BNDES com juros mais baixos tamb\u00e9m ajudam a explicar essa velocidade maior&#8221;, disse Andr\u00e9 Macedo, gerente da Coordena\u00e7\u00e3o de Ind\u00fastria do IBGE.<\/p>\n<p>Outro destaque foi o aumento de 2,5% na produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo dur\u00e1veis, com forte influ\u00eancia dos autom\u00f3veis, mesmo com o fim do IPI zero. &#8220;O n\u00edvel de estoques estava num patamar mais baixo do que em 2012, ent\u00e3o janeiro tem um ritmo mais intenso (na produ\u00e7\u00e3o)&#8221;, explicou Macedo, adicionando que houve contribui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m da maior fabrica\u00e7\u00e3o de televis\u00f5es e telefone celulares.<\/p>\n<p>Entre as atividades, os principais impactos positivos em janeiro foram ve\u00edculos, refino de petr\u00f3leo e produ\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool, m\u00e1quinas e equipamentos, farmac\u00eautica e material eletr\u00f4nico, aparelhos e equipamentos de comunica\u00e7\u00f5es. As f\u00e9rias coletivas e as redu\u00e7\u00f5es de jornada de trabalho em alguns segmentos no fim do ano passado influenciaram a queda na produ\u00e7\u00e3o naquele per\u00edodo e a retomada agora.<\/p>\n<p>O \u00edndice de difus\u00e3o da Pesquisa Industrial Mensal, que indica o porcentual de produtos com<\/p>\n<p>aumento na produ\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m apresentou melhora, saindo de 37,4% em dezembro para 52,3% em janeiro. O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) reconhece que h\u00e1 uma retomada, mas n\u00e3o na magnitude verificada em janeiro.<\/p>\n<p>. &#8220;Tem coisa boa a\u00ed, mas estamos cautelosos. As magnitudes de crescimento refletem uma base de compara\u00e7\u00e3o mais baixa, mas o sinal \u00e9 positivo&#8221;, afirmou Rog\u00e9rio C\u00e9sar de Souza, economista-chefe do Iedi.<\/p>\n<p>Carros<\/p>\n<p>A alta de 4,7% na fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos interrompeu o comportamento negativo que o setor mostrava desde novembro, per\u00edodo em que acumulou perda de 4,5%. Na compara\u00e7\u00e3o com janeiro de 2012, cresceu 39,3%, e puxou o avan\u00e7o na ind\u00fastria nacional no per\u00edodo (5,7%).<\/p>\n<p>O resultado excepcional foi influenciado por paralisa\u00e7\u00f5es nas montadoras em janeiro de 2012, por conta da mudan\u00e7a no motor dos caminh\u00f5es e dos altos n\u00edveis de estoques nos autom\u00f3veis. Em janeiro de 2013, a produ\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis cresceu 25,3% em rela\u00e7\u00e3o a janeiro de 2012, enquanto a fabrica\u00e7\u00e3o de caminh\u00f5es aumentou 206,4%. &#8220;A demanda estava muito fraca. \u00c9 quase um movimento de recupera\u00e7\u00e3o de estoques&#8221;, disse Fl\u00e1vio Combat, economista-chefe da corretora Conc\u00f3rdia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Estado de S. 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