{"id":4443,"date":"2013-03-09T23:24:44","date_gmt":"2013-03-09T23:24:44","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4443"},"modified":"2013-03-09T23:24:44","modified_gmt":"2013-03-09T23:24:44","slug":"cinco-anos-do-massacre-de-sucumbios-nos-nao-esquecemos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4443","title":{"rendered":"Cinco anos do Massacre de Sucumb\u00edos. N\u00f3s n\u00e3o esquecemos!"},"content":{"rendered":"\n<p>No 1 de mar\u00e7o de 2008, o ex\u00e9rcito e a pol\u00edcia colombianos realizaram um ataque militar em territ\u00f3rio equatoriano, com objetivo era assassinar o comandante das For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia &#8211; Ex\u00e9rcito do Povo (FARC-EP), Ra\u00fal Reyes. O acampamento em que se encontrava foi bombardeado em duas ocasi\u00f5es; a partir de helic\u00f3pteros de combate os soldados metralharam a \u00e1rea e, em seguida, desceram e mataram os feridos. Vinte e cinco pessoas foram mortas enquanto dormiam, incluindo um equatoriano civil e quatro estudantes mexicanos.<\/p>\n<p>Para realizar a a\u00e7\u00e3o militar, o governo colombiano teve o apoio de Washington. A Col\u00f4mbia usou o armamento com a mais avan\u00e7ada tecnologia dos EUA. Al\u00e9m disso, &#8220;coincidentemente&#8221; com o massacre e de maneira excepcional, um avi\u00e3o militar dos EUA realizou um v\u00f4o noturno partindo da base de Manta, no Equador, em 29 de fevereiro, e retornando na manh\u00e3 de 1 de mar\u00e7o com rota &#8220;desconhecida&#8221;.<\/p>\n<p>O ataque militar colombiano ao Equador foi uma viola\u00e7\u00e3o do direito internacional e humanit\u00e1rio e desencadeou um conflito em larga escala regional. Equador, Venezuela e Nicar\u00e1gua romperam rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com a Col\u00f4mbia. Os presidentes equatoriano, Rafael Correa, e venezuelano, Hugo Ch\u00e1vez, mobilizaram tropas at\u00e9 as fronteiras com a Col\u00f4mbia, dispostos a defender a sua soberania de novas agress\u00f5es. O ataque foi condenado pelos governos da maioria dos pa\u00edses do continente, com exce\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos e da Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Os governos colombiano e estadunidense, apoiados pela direita internacional, desencadearam uma campanha de m\u00eddia e uma persegui\u00e7\u00e3o judicial para justificar o massacre, criminalizando as v\u00edtimas e vinculando com o &#8220;terrorismo internacional&#8221; os governos progressistas da regi\u00e3o, bem como de organiza\u00e7\u00f5es e indiv\u00edduos solid\u00e1rios com o povo colombiano.<\/p>\n<p>No acampamento localizado na prov\u00edncia de Sucumb\u00edos trabalha-se pela paz. Ra\u00fal Reyes era o respons\u00e1vel das FARC para as rela\u00e7\u00f5es internacionais e para levar adiante um eventual troca de prisioneiros de guerra, pelo que ficariam em liberdade n\u00e3o apenas policiais, soldados e civis detidos pela insurg\u00eancia na selva colombiana, mas todos os guerrillheiros e guerrilheiras presos nos c\u00e1rceres da Col\u00f4mbia e tamb\u00e9m os extraditados aos Estados Unidos (Simon Trinidad, Sonia e Ivan Vargas) e que, sem d\u00favida, seria o primeiro passo para uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do conflito armado na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Poucos dias antes do ataque militar, as FARC haviam libertado unilateralmente quatro ex-parlamentares colombianos como demonstra\u00e7\u00e3o de vontade pol\u00edtica. Para isso foi decisivo apoio do presidente da Venezuela, Hugo Ch\u00e1vez, comprometido com a troca e o fim da guerra na Col\u00f4mbia. Em resposta, o governo colombiano assassina o negociador da guerrilha, pretendendo acabar com o conflito a sangue e fogo.<\/p>\n<p>Os principais respons\u00e1veis por este massacre t\u00eam nomes e sobrenomes, os cargos que ocupavam na ocasi\u00e3o, sua participa\u00e7\u00e3o no massacre e declara\u00e7\u00f5es que os envolvem. S\u00e3o eles: \u00c1lvaro Uribe, presidente da Col\u00f4mbia, Juan Manuel Santos, ministro da Defesa, Freddy Padilla, comandante das for\u00e7as armadas; \u00d3scar Naranjo, diretor da Pol\u00edcia Nacional; Mario Montoya, comandante do Ex\u00e9rcito, David Ren\u00e9 Moreno, chefe do Estado-Maior; Guillermo Barrera, comandante da Marinha. No Equador h\u00e1 um processo contra v\u00e1rios deles. No entanto, Santos foi exclu\u00eddo por ser o atual presidente da Col\u00f4mbia; dentre os acusados, tampouco figura Uribe, apesar de ter perdido a faixa presidencial.<\/p>\n<p>Dos povos da Am\u00e9rica Latina, a exig\u00eancia continua sendo a puni\u00e7\u00e3o dos culpados, Alvaro Uribe, Juan Manuel Santos, os altos militares e todos aqueles que participaram da chamada Opera\u00e7\u00e3o F\u00eanix e dever\u00e3o ser julgados por crimes contra a humanidade. Com o massacre de Sucumb\u00edos, a Col\u00f4mbia e os Estados Unidos criaram um precedente para a implementa\u00e7\u00e3o do modelo de guerra preventiva em nossa regi\u00e3o; cabe a n\u00f3s imped\u00ed-lo.<\/p>\n<p>Cinco anos ap\u00f3s o seu assassinato, lembramos do comandante Ra\u00fal Reyes; do equatoriano Franklin Aisalla; dos mexicanos Fernando Franco, Juan Gonz\u00e1lez, Soren Avil\u00e9s e Ver\u00f3nica Vel\u00e1zquez; bem como dos 19 guerrilheiros e guerrilheiras que foram sepultados no Equador sem identifica\u00e7\u00e3o. Para eles, como para todas as v\u00edtimas do terrorismo de Estado colombiano, exigimos justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Desta Venezuela bolivariana, dizemos para a Am\u00e9rica Latina e para o mundo que n\u00e3o se esque\u00e7am do Massacre de Sucumb\u00edos, que fazemos votos pela paz com justi\u00e7a social para nossa irm\u00e3 Col\u00f4mbia e que vamos continuar trabalhando para construir a P\u00e1tria Grande com que Simon Bol\u00edvar sonhou.<\/p>\n<p>CONTRA A CRIMINALIZA\u00c7\u00c3O DAS V\u00cdTIMAS<\/p>\n<p>NEM PERD\u00c3O NEM ESQUECIMENTO. CASTIGO AOS CULPADOS.<\/p>\n<p>SUCUMB\u00cdOS NUNCA MAIS<\/p>\n<p><strong> Mar\u00e7o de 1922<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nDiario Liberdade\n\n\n\n\n\n\n\n\nMaria Hurtado. 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