{"id":4449,"date":"2013-03-11T13:08:12","date_gmt":"2013-03-11T13:08:12","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4449"},"modified":"2013-03-11T13:08:12","modified_gmt":"2013-03-11T13:08:12","slug":"dilma-discute-reforma-ministerial-com-temer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4449","title":{"rendered":"Dilma discute reforma ministerial com Temer"},"content":{"rendered":"\n<p>A presidente Dilma Rousseff deve avan\u00e7ar nas mudan\u00e7as no primeiro escal\u00e3o do governo aguardadas desde o rearranjo pol\u00edtico resultante das elei\u00e7\u00f5es municipais, depois de uma agenda intensa de conversas com lideran\u00e7as aliadas.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 que amanh\u00e3 Dilma discuta a cota do PMDB na reforma ministerial, em encontro com o vice-presidente, Michel Temer.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio proposto pelo PMDB &#8211; e que o partido considera mais prov\u00e1vel de anu\u00eancia da presidente &#8211; contempla amplia\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o na Esplanada dos Minist\u00e9rios. O atual secret\u00e1rio de Assuntos Estrat\u00e9gicos (SAE), Wellington Moreira Franco, iria para a Secretaria de Avia\u00e7\u00e3o Civil (SAC), pasta em evid\u00eancia com a realiza\u00e7\u00e3o de grandes eventos no pa\u00eds e de concess\u00f5es de aeroportos.<\/p>\n<p>Moreira Franco seria substitu\u00eddo por Mendes Ribeiro, que cederia a Agricultura para o presidente do PMDB mineiro e deputado federal Ant\u00f4nio Andrade.<\/p>\n<p>O PMDB abriu m\u00e3o de candidatura pr\u00f3pria em Belo Horizonte para apoiar Patrus Ananias, do PT, derrotada pelo atual prefeito M\u00e1rcio Lacerda, do PSB, em um dos embates mais emblem\u00e1ticos entre os dois partidos. Em tratamento de sa\u00fade, Mendes Ribeiro, por sua vez, seria menos demandado na SAE, avaliam interlocutores do partido.<\/p>\n<p>O PMDB foi avisado da inviabilidade de entregar o Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia ao deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP), ap\u00f3s vir \u00e0 tona uma s\u00e9rie de acusa\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 \u00e9poca em que o pemedebista integrou a gest\u00e3o tucana de Geraldo Alckmin (2003-2006).<\/p>\n<p>Chalita era dado como certo para o lugar do atual ministro de Ci\u00eancia e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, em raz\u00e3o do apoio \u00e0 candidatura do prefeito eleito de S\u00e3o Paulo, Fernando Haddad (PT), no segundo turno.<\/p>\n<p>Entre as v\u00e1rias discuss\u00f5es na reforma ministerial, a pasta dos Transportes, tamb\u00e9m alvo do PMDB, poderia voltar ao PR com um outro nome do partido, que n\u00e3o v\u00ea o ministro Paulo S\u00e9rgio Passos como uma indica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da legenda.<\/p>\n<p>Um nome cotado era o do deputado Leonardo Quint\u00e3o (PMDB-MG). Dilma, entretanto, foi alertada de que o deputado poderia se fortalecer e por em risco as pretens\u00f5es do PT em Minas. Al\u00e9m disso, h\u00e1 a cobran\u00e7a do PR para manter a Pasta.<\/p>\n<p>Com a aprova\u00e7\u00e3o da Secretaria da Micro e Pequena Empresa pelo Congresso, Dilma poder\u00e1 finalmente abrir espa\u00e7o para o PSD e formalizar sua ades\u00e3o ao governo. O nome mais cotado \u00e9 o do vice-governador paulista, Guilherme Afif Domingos.<\/p>\n<p>\u00c9 ainda considerada incerta a perman\u00eancia de Brizola Neto (PDT) \u00e0 frente do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Cresce rejei\u00e7\u00e3o a austeridade fiscal na Zona do Euro<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>As press\u00f5es est\u00e3o aumentando de novo na zona do euro para os governos atenuarem os programas de austeridade, em meio \u00e0 persistente contra\u00e7\u00e3o na economia e desemprego elevado.<\/p>\n<p>O PIB da zona do euro est\u00e1 agora 3% abaixo de seu n\u00edvel de antes da crise. Na It\u00e1lia, a queda \u00e9 de 10%. Cerca de 7,5 milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o desempregadas, a renda das fam\u00edlias foi enfraquecida pelo desemprego ou redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios e aumento de impostos. A avalia\u00e7\u00e3o crescente de economistas \u00e9 de que os objetivos de corte de d\u00e9ficit prometidos pelos governos dificilmente ser\u00e3o alcan\u00e7ados este ano.<\/p>\n<p>A mensagem de italianos de rejei\u00e7\u00e3o da austeridade continua a ressoar nos outros pa\u00edses em crise na zona do euro, onde o desemprego bate recordes de 17% na Gr\u00e9cia, 26,2% na Espanha, 17,6% em Portugal. Na semana passada, um milh\u00e3o de pessoas manifestou contra a austeridade em Portugal.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a posi\u00e7\u00e3o dura da Alemanha por manuten\u00e7\u00e3o dos ajustes tem pouca chance de mudar antes da elei\u00e7\u00e3o geral no pa\u00eds, o que pode provocar imobilismo europeu at\u00e9 setembro.<\/p>\n<p>Em todo caso, nota Philipe Gudin, do Banco Barclays, em Paris, &#8220;a press\u00e3o est\u00e1 vindo agora de pesquisas e da rua, e os l\u00edderes europeus v\u00e3o ter que levar isso em conta quando se encontrarem para discutir as diretrizes para a pol\u00edtica economica nos pr\u00f3ximos anos&#8221;.<\/p>\n<p>O governo socialista na Fran\u00e7a anunciou cortes suplementares de despesas, mas insistindo que tentar\u00e1 evitar que o pa\u00eds afunde na recess\u00e3o. A Espanha, por sua vez, negocia com a Comiss\u00e3o Europeia um alongamento do calend\u00e1rio de redu\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit.<\/p>\n<p>Os ministros de Finan\u00e7as da zona do euro come\u00e7aram na pr\u00e1tica, na semana passada, a adotar abordagem mais flex\u00edvel da consolida\u00e7\u00e3o fiscal, o nome dado ao ajuste.<\/p>\n<p>Depois da Gr\u00e9cia em novembro, Portugal e Irlanda tamb\u00e9m dever\u00e3o obter prazo suplementar para reembolsar os empr\u00e9stimos europeus que receberam, de \u20ac 52 bilh\u00f5es e \u20ac 40 bilh\u00f5es, respectivamente, nota o BNP Paribas.<\/p>\n<p>O princ\u00edpio de assist\u00eancia para os dois pa\u00edses voltarem a ter acesso aos mercados internacionais, a Irlanda no fim de 2013 e Portugal em meados de 2014, parece agora garantido. Em contrapartida, a recapitaliza\u00e7ao direta do sistema banc\u00e1rio portugu\u00eas ou irland\u00eas pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade continua a causar racha entre os pa\u00edses da zona do euro.<\/p>\n<p>Dados da produ\u00e7\u00e3o industrial na zona do euro devem ser publicados esta semana. Pesquisas entre empres\u00e1rios indicam que o setor continuou a contrair em janeiro e em fevereiro, mas em ritmo menor. Enquanto isso, a diferen\u00e7a entre a Alemanha, motor do crescimento, e o resto parece crescer.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para empres\u00e1rios, MP dos Portos pode criar cart\u00e9is<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Um grupo de empres\u00e1rios de peso do setor portu\u00e1rio est\u00e1 preocupados com os efeitos da MP 595 e levar\u00e1 ao Pal\u00e1cio do Planalto, esta semana, um alerta. Na avalia\u00e7\u00e3o desses empres\u00e1rios, a nova lei n\u00e3o diminuir\u00e1 o custo do transporte e ainda pode criar um cartel no pa\u00eds. Representantes de portos p\u00fablicos e privados, de terminais de cont\u00eaineres, da ind\u00fastria de base e de operadores portu\u00e1rios alertar\u00e3o sobre a possibilidade de as pouqu\u00edssimas empresas internacionais de frete tornarem-se donas de portos no Brasil e se juntarem para quebrar concorrentes.<\/p>\n<p>O ministro dos Portos, Le\u00f4nidas Cristino, j\u00e1 foi informado do problema. O grupo pretende agora levar essa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e0 ministra da Casa Civil, Gleisi Roffman. Hoje, o mercado de &#8220;armadores&#8221; (que fazem frete mar\u00edtimo no mundo inteiro) \u00e9 formado por poucas empresas sediadas em para\u00edsos fiscais. Segundo fontes, essas empresas, al\u00e9m de fazerem venda casada do frete com o servi\u00e7o do porto, cobram mais do cliente do que deveriam. Uma resolu\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq), de fevereiro de 2012, diz que a taxa que deve ser paga ao porto tem de ser cobrada pelo armador a t\u00edtulo de ressarcimento.<\/p>\n<p>Setor diz que n\u00e3o foi consultado<\/p>\n<p>O medo \u00e9 que essas empresas entrem no Brasil e construam seus pr\u00f3prios portos. Pois, se isso ocorrer, poderiam estipular o pre\u00e7o, fazer dumping e quebrar concorrentes. Depois, controlariam os pre\u00e7os dos fretes, encarecendo o custo desses servi\u00e7os. Os empres\u00e1rios querem que a MP 595 pro\u00edba armadores internacionais de comprar portos e que a Antaq fiscalize o repasse do dinheiro das taxas portu\u00e1rias aos portos.<\/p>\n<p>Segundo fontes, na prepara\u00e7\u00e3o do texto da MP dos Portos, o Pal\u00e1cio do Planalto n\u00e3o ouviu os segmentos envolvidos. Inicialmente foram chamadas 20 pessoas para discutir o assunto, mas o rumo das discuss\u00f5es foi afetado pela Opera\u00e7\u00e3o Porto Seguro da Pol\u00edcia Federal, no fim de novembro, porque o ex-diretor da Antaq Paulo Vieira foi acusado de venda de pareceres relacionados \u00e0 explora\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria. Depois disso, a presidente Dilma Rousseff ordenou o esvaziamento do grupo, que passou a contar com meia d\u00fazia de pessoas do alto escal\u00e3o. O setor deixou de ser consultado sobre o texto.<\/p>\n<p>No dia 5 de dezembro, v\u00e9spera da publica\u00e7\u00e3o da MP 595 no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o (DOU), a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, teve acesso ao texto e o enviou para a \u00e1rea jur\u00eddica de sua pasta. Os t\u00e9cnicos identificaram 54 falhas gerais e 35 espec\u00edficas no conte\u00fado e elaboraram um relat\u00f3rio com perguntas e sugest\u00f5es de ajustes, que foi ignorado pela Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU). Os t\u00e9cnicos da Secretaria de Portos, dizem fontes do governo, s\u00f3 tiveram conhecimento de particularidades do texto final ao l\u00ea-lo no DOU.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Kayap\u00f3s acusam Eletrobras de n\u00e3o respeitar acordos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Se os trabalhadores de Belo Monte est\u00e3o dispostos a negociar, o mesmo n\u00e3o se pode dizer dos \u00edndios que s\u00e3o, de alguma forma, afetados pela constru\u00e7\u00e3o da usina. Na semana passada, um grupo da etnia kayap\u00f3 rompeu os compromissos firmados com a estatal Eletrobras, principal acionista da Norte Energia, dona da hidrel\u00e9trica. Numa declara\u00e7\u00e3o curta, direcionada aos &#8220;senhores da Eletrobr\u00e1s&#8221;, os \u00edndios disseram que n\u00e3o querem &#8220;nem mais um Real do dinheiro sujo&#8221; oferecido pela empresa e que n\u00e3o aceitam a barragem no Xingu. &#8220;Nosso rio n\u00e3o tem pre\u00e7o, os peixes que comemos n\u00e3o t\u00eam pre\u00e7o. A alegria dos nossos netos n\u00e3o tem pre\u00e7o. N\u00e3o vamos parar de lutar em Altamira, em Bras\u00edlia, no Supremo Tribunal Federal. O Xingu \u00e9 nossa casa e voc\u00eas n\u00e3o s\u00e3o bem-vindos&#8221;, declararam os \u00edndios, conforme informado pelo Instituto Socioambiental (ISA).<\/p>\n<p>Segundo os \u00edndios, em 2010 a Eletrobras se comprometeu a repassar \u00e0s aldeias kayap\u00f3 da margem Oeste e Leste do Xingu, respectivamente, R$ 3 milh\u00f5es por ano, por tr\u00eas anos. Os recursos seriam igualmente divididos entre as aldeias kayap\u00f3 de ambas as margens do Xingu. &#8220;Mais uma vez, condicionantes definidas n\u00e3o cumpridas&#8221;, alegam.<\/p>\n<p>As queixas n\u00e3o se restringem \u00e0s empresas que controlam Belo Monte. Na semana passada, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) no Par\u00e1 enviou um alerta \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai) sobre a situa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica que a institui\u00e7\u00e3o enfrenta em Altamira (PA). Segundo o MPF, em vistoria feita no pr\u00e9dio da Funai, um perito constatou &#8220;um ambiente ca\u00f3tico, sujo, sem condi\u00e7\u00f5es dignas para os servidores e para os ind\u00edgenas&#8221;.<\/p>\n<p>Os procuradores afirmam que a Norte Energia assinou um termo de compromisso com a Funai em que estava prevista a constru\u00e7\u00e3o de uma nova sede para a funda\u00e7\u00e3o em Altamira, contrata\u00e7\u00e3o de equipe t\u00e9cnica, doa\u00e7\u00e3o de equipamentos, material de consumo e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o. O compromisso, considerado pelo MPF como insuficiente mesmo se fosse cumprido, expirou no ano passado, com execu\u00e7\u00e3o apenas parcial. &#8220;A nova sede nunca ficou pronta&#8221;, informa o MPF.<\/p>\n<p>A Funai foi procurada pelo Valor para se posicionar sobre o assunto. A postura da funda\u00e7\u00e3o, vinculada ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, foi a mesma adotada em outros momentos: n\u00e3o fazer qualquer coment\u00e1rio sobre as acusa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No Congresso, a Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) do Tr\u00e1fico de Pessoas deve ouvir representantes de empresas ligadas a Belo Monte sobre a ocorr\u00eancia de casos de prostitui\u00e7\u00e3o infantil no entorno da usina. A Norte Energia e o CCBM negam que a casa de prostitui\u00e7\u00e3o estivesse em \u00e1rea de suas responsabilidades.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Euro mais fraco \u00e9 criticado na Alemanha<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Partido Democr\u00e1tico Liberal (FDP), que integra a coaliz\u00e3o de governo da chanceler alem\u00e3, Angela Merkel, fez um alerta no fim de semana contra os esfor\u00e7os para reduzir a cota\u00e7\u00e3o do euro, dizendo que uma moeda mais fraca ir\u00e1 alimentar a infla\u00e7\u00e3o e prejudicar os cidad\u00e3os europeus.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 um novo perigo na Europa, que \u00e9 a discuss\u00e3o sobre se seria melhor enfraquecer a moeda em vez de refor\u00e7ar sua competitividade&#8221;, disse o l\u00edder do FDP, Philipp Roesler, falando em um congresso de seu partido, que adota uma pol\u00edtica pr\u00f3-mercado.<\/p>\n<p>&#8220;Acreditamos que a tentativa de exercer press\u00e3o pol\u00edtica sobre o Banco Central Europeu (BCE) \u00e9 desastrosa&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>A Fran\u00e7a e alguns outros Estados da zona do euro temem que um euro forte afete suas exporta\u00e7\u00f5es e elimine o crescimento de que necessitam para criar empregos e restaurar as finan\u00e7as p\u00fablicas. O presidente franc\u00eas, Fran\u00e7ois Hollande, pediu no m\u00eas passado a fixa\u00e7\u00e3o de uma meta de m\u00e9dio prazo para a taxa de c\u00e2mbio do euro, mas foi alvo de imediata oposi\u00e7\u00e3o do governo alem\u00e3o.<\/p>\n<p>O euro tem permanecido relativamente firme desde que o BCE prometeu no ano passado fazer o que for necess\u00e1rio para salvar a moeda, apesar das preocupa\u00e7\u00f5es persistentes entre os investidores sobre a economia estagnada da Europa e os desafios pol\u00edticos, como a ascens\u00e3o de pol\u00edticos populistas e de partidos contr\u00e1rios a medidas de austeridade, como visto mais recentemente na elei\u00e7\u00e3o da It\u00e1lia. Alguns pa\u00edses, como EUA e Jap\u00e3o, s\u00e3o acusados de usar a pol\u00edtica monet\u00e1ria para moldar movimentos cambiais.<\/p>\n<p>No pronunciamento no congresso de seu partido, como pr\u00e9via \u00e0s elei\u00e7\u00f5es federais da Alemanha, em setembro, Roesler afirmou que uma pol\u00edtica monet\u00e1ria mais frouxa por parte do BCE iria prejudicar assalariados, pensionistas e poupadores europeus, e n\u00e3o os ricos. O congresso partid\u00e1rio deve aprovar uma mo\u00e7\u00e3o apoiando a independ\u00eancia do BCE e se opondo \u00e0 mutualiza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida na zona do euro, ideia defendida pela Fran\u00e7a.<\/p>\n<hr \/>\n<p>At\u00e9 agora, consumo d\u00e1 sinais positivos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Neste in\u00edcio de ano, os sinais s\u00e3o positivos para empresas que atuam na ponta final da cadeia de consumo como Magazine Luiza, Johnson &amp; Johnson, Alpargatas e a fabricante de meias Lupo.<\/p>\n<p>&#8220;Est\u00e1 melhor do que o ano passado&#8221;, disse Luiza Helena Trajano, presidente da Magazine Luiza, varejista de eletrodom\u00e9sticos e m\u00f3veis, com 731 lojas e 30 milh\u00f5es de clientes. Prudentemente, por\u00e9m, observa que ainda n\u00e3o d\u00e1 para saber se esse desempenho positivo das vendas \u00e9 uma tend\u00eancia que v\u00e1 estender-se para o resto do ano. &#8220;\u00c9 um pouco cedo&#8221;, disse ela ao Valor.<\/p>\n<p>Na Lupo, a maior fabricante de meias do pa\u00eds, o ano tamb\u00e9m come\u00e7ou bem, depois de ter registrado uma freada a partir de junho do ano passado. &#8220;Estamos sentindo uma melhora nas vendas&#8221;, disse a presidente da Lupo, Liliana Aufiero. Foi um ano &#8220;dif\u00edcil&#8221;. As vendas cresceram 3% no per\u00edodo, para R$ 665,8 milh\u00f5es &#8211; um desempenho que para outras empresas seria razo\u00e1vel, mas que representou um tombo consider\u00e1vel comparado com o aumento de 16% em 2011.<\/p>\n<p>Apesar das vendas fracas, em 2012, Liliana Aufiero fez um investimento robusto na empresa, que tem sede em Araraquara (SP), emprega 5 mil pessoas e fabrica, al\u00e9m de meias, lingerie e artigos esportivos. Com um financiamento de R$ 55 milh\u00f5es do BNDES, ampliou a \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o, de 22 mil metros quadrados para quase 75 mil, e est\u00e1 comprando equipamentos. &#8220;Est\u00e1vamos um pouco apertados na empresa. Arrumamos os espa\u00e7os&#8221;.<\/p>\n<p>Mas a demanda n\u00e3o veio no ritmo esperado. &#8220;Diz-se que as empresas n\u00e3o estavam investindo. Eu investi!&#8221;, disse a empres\u00e1ria. Para este ano, a meta \u00e9 ampliar as vendas em 12% e aumentar a rede de 240 lojas em mais 40 unidades.<\/p>\n<p>&#8220;Para n\u00f3s est\u00e1 \u00f3timo&#8221;, disse Maria Eduarda Kert\u00e9sz, presidente da divis\u00e3o de consumo da Johnson &amp; Johnson, que comanda a estrat\u00e9gia de produ\u00e7\u00e3o e vendas de produtos de higiene pessoal de marcas como Band-Aid, Carefree e Sundown. Em 2012, a subsidi\u00e1ria brasileira foi a que mais cresceu na \u00e1rea de consumo entre as 120 opera\u00e7\u00f5es da companhia americana.<\/p>\n<p>O mercado dom\u00e9stico tamb\u00e9m foi bom para a Alpargatas, dona da marca Havaianas. A diretora da divis\u00e3o de sand\u00e1lias, Carla Schimitzberger, disse que a companhia vendeu 200 milh\u00f5es de pares no pa\u00eds em 2012. &#8220;O mercado interno continua crescendo&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Luiza, Maria Eduarda, Liliana e Carla estiveram entre as dez executivas que foram homenageadas na quinta-feira \u00e0 noite, por integrarem o time das &#8220;dez melhores executivas&#8221; do pa\u00eds, segundo pesquisa realizada pelo Valor em parceria com a consultoria Egon Zehnder.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Analistas esperam mais desonera\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo far\u00e1 mais desonera\u00e7\u00f5es de impostos federais com o objetivo de ajudar no controle da infla\u00e7\u00e3o e assim afastar, ou minimizar, um ciclo de alta da taxa b\u00e1sica de juros, segundo avalia\u00e7\u00e3o de economistas ouvidos pelo Valor. Com uma infla\u00e7\u00e3o acima do que o mercado e o governo esperavam para fevereiro, a possibilidade de que o Banco Central aumente j\u00e1 nos pr\u00f3ximos meses a Selic, a taxa b\u00e1sica de juros, come\u00e7ou a ganhar for\u00e7a. Para os economistas, contudo, desonera\u00e7\u00f5es como a da cesta b\u00e1sica, v\u00e3o ajudar no controle de curto prazo, mas n\u00e3o resolvem o problema.<\/p>\n<p>Na sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff anunciou &#8211; em cadeia nacional de r\u00e1dio e televis\u00e3o &#8211; que todos os produtos da cesta b\u00e1sica ser\u00e3o desonerados, o que exigir\u00e1, neste ano, uma ren\u00fancia fiscal de R$ 5,5 bilh\u00f5es este ano, mas o governo tem mais &#8220;arsenal&#8221;. Em pedidos encaminhados ao relator do Or\u00e7amento, senador Romero Juc\u00e1, o governo reduziu a previs\u00e3o de receita com PIS\/Cofins em R$ 18,3 bilh\u00f5es para este ano, como informou na edi\u00e7\u00e3o de quinta-feira do Valor, o colunista Ribamar Oliveira.<\/p>\n<p>&#8220;Acredito que vir\u00e3o mais desonera\u00e7\u00f5es do que altera\u00e7\u00f5es na taxa Selic&#8221;, disse Alessandra Ribeiro, economista da Tend\u00eancias Consultoria. &#8220;\u00c9 um recurso que o governo tem usado bastante, enquanto os juros s\u00e3o segurados equivocadamente para baixo.&#8221;<\/p>\n<p>O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado na sexta-feira pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), mostrou uma alta de 0,6% em fevereiro &#8211; abaixo dos 0,86% de janeiro, mas acima da previs\u00e3o m\u00e9dia de 0,5% verificada pelo Valor Data em 11 institui\u00e7\u00f5es. No in\u00edcio do m\u00eas, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, chegou a dizer que o IPCA de fevereiro deveria ser a metade do de janeiro. Em 12 meses, o \u00edndice acumula alta de 6,31% &#8211; n\u00famero que s\u00f3 foi garantido gra\u00e7as \u00e0 redu\u00e7\u00e3o nas tarifas de energia el\u00e9trica, a partir de 24 de janeiro. Sem esse fator, que teve queda de 15,17% no m\u00eas, o IPCA, no c\u00e1lculo da Tend\u00eancias Consultoria, teria sido de 6,82%, j\u00e1 acima do teto da meta.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s at\u00e9 acreditamos que o Banco Central deve aumentar os juros no curto prazo, no m\u00e1ximo at\u00e9 maio. Mas ainda ser\u00e1 um aumento menor do que a economia precisa para ficar em equil\u00edbrio&#8221;, disse Fl\u00e1vio Serrano, economista s\u00eanior do Banco Esp\u00edrito Santo (BES). A previs\u00e3o do banco \u00e9 que a taxa seja elevada entre 1 e 1,5 ponto, para at\u00e9 8,75% ao ano. Mas, em seu c\u00e1lculo, ela precisaria ser de pelo menos 9,5% ao ano para que o pa\u00eds possa seguir seu ritmo de crescimento atual, j\u00e1 baixo, sem pressionar a infla\u00e7\u00e3o. O c\u00e1lculo feito pela Tend\u00eancias Consultoria \u00e9 ainda mais agressivo: uma taxa Selic adequada entre 10,25% e 11,25%.<\/p>\n<p>&#8220;O governo est\u00e1 evitando subir taxas de juros para n\u00e3o inibir a demanda. Mas medidas de desonera\u00e7\u00e3o, como a da cesta b\u00e1sica, resolvem o problema apenas no curto prazo&#8221;, diz Serrano. &#8220;Ela deixaria os pre\u00e7os 5% a 10% mais baixos por um ano, mas depois eles voltam a ficar 5% a 10% mais altos de novo. S\u00f3 se coloca um band-aid em um problema que, na verdade, \u00e9 estrutural.&#8221;<\/p>\n<p>\u00c9 o que j\u00e1 est\u00e1 acontecendo com autom\u00f3veis e linha branca, com a volta gradual do IPI na composi\u00e7\u00e3o do pre\u00e7os, e tamb\u00e9m o que acontecer\u00e1 com a tarifa de energia el\u00e9trica, que, concentrada entre janeiro e principalmente fevereiro, j\u00e1 neste m\u00eas deixar\u00e1 de ter qualquer impacto no IPCA. &#8220;O nosso problema \u00e9 de oferta, \u00e9 ter um ambiente favor\u00e1vel aos neg\u00f3cios e ao investimento, e o governo vem fazendo pol\u00edticas para estimular a demanda. Isso fatalmente gera infla\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Serrano.<\/p>\n<p>Para o objetivo imediato do governo, no entanto &#8211; n\u00e3o ultrapassar o teto da meta -, as medidas s\u00e3o efetivas. A redu\u00e7\u00e3o na energia el\u00e9trica ter\u00e1, no fim do ano, retirado 0,58 ponto do IPCA, na proje\u00e7\u00e3o do BES, de 6% para 2013, j\u00e1 considerado o impacto da eletricidade. A desonera\u00e7\u00e3o da cesta, a depender das condi\u00e7\u00f5es, pode tirar de 0,2 a 0,4 ponto na avalia\u00e7\u00e3o do economista. Dilma disse que espera queda de 9,25% no pre\u00e7o das carnes, caf\u00e9, manteiga e \u00f3leo de cozinha por conta da desonera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4449\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4449","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-19L","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4449","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4449"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4449\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4449"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4449"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4449"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}