{"id":4453,"date":"2013-03-11T22:05:07","date_gmt":"2013-03-11T22:05:07","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4453"},"modified":"2013-03-11T22:05:07","modified_gmt":"2013-03-11T22:05:07","slug":"drones-dos-eua-no-oeste-africano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4453","title":{"rendered":"Drones dos EUA no Oeste africano*"},"content":{"rendered":"\n<p>Enquanto numerosos pa\u00edses africanos procuram solu\u00e7\u00f5es pac\u00edficas para os conflitos que afectam o continente, nomeadamente no Congo e no Mali, o imperialismo refor\u00e7a a ofensiva. Os EUA, a Fran\u00e7a e outras pot\u00eancias empenhadas na guerra de reconquista desencadeada no Mali instalam mais tropas, \u201cconselheiros\u201d, equipamento e bases militares. Mais uma vez a \u201cguerra contra o terrorismo\u201d mostra a sua verdadeira face: dar cobertura \u00e0 recoloniza\u00e7\u00e3o, enquadrar a ac\u00e7\u00e3o terrorista do imperialismo contra povos e na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Onze pa\u00edses africanos chegaram a um entendimento para estabelecer a paz no Congo, pa\u00eds mergulhado h\u00e1 15 anos numa guerra movida por grupos armados apoiados do exterior.<\/p>\n<p>A \u00abPlataforma de Coopera\u00e7\u00e3o para a Paz e a Seguran\u00e7a na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e a Regi\u00e3o dos Grandes Lagos\u00bb foi assinada em Addis-Abeba, no domingo, 24,entre o governo congol\u00eas e diversos chefes de estado.<\/p>\n<p>O acordo, com a b\u00ean\u00e7\u00e3o da ONU e da Uni\u00e3o Africana, prev\u00ea o fim da ajuda aos rebeldes congoleses. Subscreveram o documento, al\u00e9m do Congo, a Rep\u00fablica Centro-Africana, Uganda, Burundi, Ruanda, Angola, Congo-Brazzaville, \u00c1frica do Sul, Sud\u00e3o do Sul, Z\u00e2mbia e Tanz\u00e2nia. Assinaram tamb\u00e9m o secret\u00e1rio-geral da ONU, Ban Ki-moon, a l\u00edder da Uni\u00e3o Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, e o presidente da Comunidade para o Desenvolvimento da \u00c1frica Austral, Armando Guebuza.<\/p>\n<p>Dirigentes na capital et\u00edope manifestaram optimismo em rela\u00e7\u00e3o aos resultados deste acordo de paz no Congo, a bra\u00e7os com uma rebeli\u00e3o armada no leste que Kinshasa acusa de ser fomentada pelo Ruanda. As Na\u00e7\u00f5es Unidas prometeram agora reorganizar a sua for\u00e7a de \u00abcapacetes azuis\u00bb na zona e exortaram os rebeldes do M23, activos no Kivu Norte, a optarem por uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m se falou de paz em Malabo, na Guin\u00e9-Equatorial, onde decorreu na sexta-feira, 22, a 3.\u00aa cimeira do F\u00f3rum Am\u00e9rica do Sul-\u00c1frica (ASA), organiza\u00e7\u00e3o que integra mais de 60 estados.<\/p>\n<p>Os l\u00edderes africanos e sul-americanos aprovaram uma declara\u00e7\u00e3o em que \u00abapoiam a abordagem global da crise no Mali tal como indicam a Uni\u00e3o Africana e as Na\u00e7\u00f5es Unidas\u00bb. Pediram \u00e0 comunidade internacional apoio aos processos de \u00abregresso \u00e0 ordem constitucional\u00bb na Guin\u00e9-Bissau e em Madag\u00e1scar e \u00e0 \u00abnormaliza\u00e7\u00e3o e estabiliza\u00e7\u00e3o\u00bb do Congo.<\/p>\n<p>O presidente anfitri\u00e3o, Obiang Nguema, prop\u00f4s alargar o f\u00f3rum aos pa\u00edses centro-americanos e caribenhos, \u00abque tamb\u00e9m foram v\u00edtimas do colonialismo e da discrimina\u00e7\u00e3o existente nas rela\u00e7\u00f5es internacionais\u00bb.<\/p>\n<p>Por seu turno, Dilma Rousseff, do Brasil, acredita que \u00abo s\u00e9culo XXI, as pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, v\u00e3o ser de afirma\u00e7\u00e3o do mundo em desenvolvimento e, especialmente, da \u00c1frica e da Am\u00e9rica Latina\u00bb. A presidente brasileira considerou que as duas regi\u00f5es t\u00eam agora a oportunidade hist\u00f3rica de reduzir a dist\u00e2ncia econ\u00f3mica e social que ainda as separa das na\u00e7\u00f5es mais avan\u00e7ados. \u00abVamos ser protagonistas decisivos desse novo cen\u00e1rio hist\u00f3rico e de uma cultura de paz, solidariedade, justi\u00e7a social e coopera\u00e7\u00e3o fraterna\u00bb, previu.<\/p>\n<p>Guerra imperialista agravou-se no Mali<\/p>\n<p>Enquanto em Addis-Abeba e Malabo se debateram a paze o desenvolvimento,no Mali internacionaliza-se cada vez mais a guerra imperialista de reconquista, desencadeada em Janeiro com a interven\u00e7\u00e3o militar francesa.<\/p>\n<p>O conflito, que envolve j\u00e1 milhares de soldados de Fran\u00e7a e de v\u00e1rios estados oeste-africanos como a Nig\u00e9ria e o Chade,al\u00e9m de centenas de\u00abconselheiros e peritos militares\u00bbde pot\u00eancias europeias ocidentais, alastra-se j\u00e1 a pa\u00edses vizinhos e amea\u00e7a a paz e a seguran\u00e7a no Sahel e no Magrebe.<\/p>\n<p>O presidente Barack Obama anunciou na sexta-feira, numa carta ao Congresso, que os Estados Unidos enviaram 100 militares para o N\u00edger, com o aval do governo nigerino, para instalar na capital, Niamey, uma base de \u00abdrones\u00bb.S\u00e3o, na sua maioria, especialistas em log\u00edstica, intelig\u00eancia e seguran\u00e7a e v\u00e3o apoiar as tropas francesas no Mali.<\/p>\n<p>Esta decis\u00e3o abriu uma outra frente de guerra, com a utiliza\u00e7\u00e3o de avi\u00f5es n\u00e3o-tripulados contra os insurgentes islamitas refugiados no norte montanhoso maliano, junto \u00e0 fronteira com a Arg\u00e9lia.<\/p>\n<p>Segundo o \u00abNew York Times\u00bb, a nova base no N\u00edger\u00ab\u00e9 uma indica\u00e7\u00e3o da prioridade que a \u00c1frica assumiu nos esfor\u00e7os norte-americanos contra o terrorismo\u00bb.<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o militar yankee no continente \u00e9 coordenada pelo Africom, com quartel-general na Alemanha e uma base permanente no Djibouti.<\/p>\n<p>O N\u00edger assinou recentemente com os EUA um acordo que abriu caminho ao aumento da presen\u00e7a militar americana nesse pa\u00eds vizinho do Mali.<\/p>\n<p>O Pent\u00e1gono pretende que os \u00abdrones\u00bb Predator \u2013 conhecidos pelas suas miss\u00f5es de espionagem no Ir\u00e3o e de bombardeamentos terroristas de popula\u00e7\u00f5es civis no Afeganist\u00e3o, no Paquist\u00e3o, no Iraque \u2013\u00abfar\u00e3o apenas voos desarmados, de vigil\u00e2ncia\u00bb, embora n\u00e3o tenha descartado \u00aba possibilidade de conduzir ataques com m\u00edsseis se a amea\u00e7a terrorista aumentar\u00bb.<\/p>\n<p>O plano \u00e9 mudar mais tarde a base militar dos EUA no N\u00edger para Agadez, mais perto do norte do Mali, onde est\u00e3o em curso as principais opera\u00e7\u00f5es b\u00e9licas da legi\u00e3o francesa.<\/p>\n<p>*Este artigo foi publicado no \u201cAvante!\u201d n\u00ba 2048, 28.02.2013<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/?p=2793\" target=\"_blank\">http:\/\/www.odiario.info\/?p=2793<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nODiario.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nCarlos Lopes Pereira\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4453\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-4453","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-19P","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4453","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4453"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4453\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4453"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4453"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4453"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}