{"id":4455,"date":"2013-03-12T15:08:56","date_gmt":"2013-03-12T15:08:56","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4455"},"modified":"2013-03-12T15:08:56","modified_gmt":"2013-03-12T15:08:56","slug":"pib-da-zona-do-euro-teve-forte-queda-em-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4455","title":{"rendered":"PIB da zona do euro teve forte queda em 2012"},"content":{"rendered":"\n<p>As economias de It\u00e1lia, Portugal e Gr\u00e9cia registraram contra\u00e7\u00e3o no \u00faltimo trimestre de 2012, segundo dados divulgados ontem pelos respectivos institutos nacionais de estat\u00edsticas.<\/p>\n<p>Na It\u00e1lia, a economia contraiu 0,9% no quarto trimestre do ano passado e o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 2,8% na compara\u00e7\u00e3o anual, informou o instituto Istat. Pesou sobre a economia italiana demanda dom\u00e9stica fraca e uma queda nos estoques, enquanto as exporta\u00e7\u00f5es registraram crescimento modesto.<\/p>\n<p>A It\u00e1lia enfrenta uma recess\u00e3o desde meados de 2011 e n\u00e3o deve mostrar nenhum crescimento at\u00e9 o segundo semestre. A economia se contraiu 2,4% no ano passado e na sexta-feira a Fitch cortou o rating de cr\u00e9dito soberano do pa\u00eds, citando forte recess\u00e3o, d\u00edvida crescente e instabilidade pol\u00edtica ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o inconclusiva do m\u00eas passado.<\/p>\n<p>Em Portugal, o PIB recuou 1,8% no quarto trimestre de 2012 em rela\u00e7\u00e3o aos tr\u00eas meses anteriores, segundo dados do Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE). Na compara\u00e7\u00e3o anual, o PIB portugu\u00eas encolheu 3,8% entre outubro e dezembro, num ritmo mais forte do que a queda de 3,5% verificada no terceiro trimestre. Em todo o ano de 2012, o PIB de Portugal perdeu 3,2% em volume, ap\u00f3s a redu\u00e7\u00e3o de 1,6% observada no ano anterior, informou o INE.<\/p>\n<p>J\u00e1 a economia grega encolheu 5,7% no \u00faltimo trimestre de 2012 na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano anterior, somando uma queda de 20% em termos reais desde 2008. Teria sido pior n\u00e3o fosse pela queda de 17,5% no d\u00e9ficit comercial do pa\u00eds no quarto trimestre, informou o servi\u00e7o estat\u00edstico Elstat.<\/p>\n<p>Dados revisados do PIB mostraram uma contra\u00e7\u00e3o mais leve do que a estimativa preliminar de 6,0% feita em fevereiro, a expectativa ainda \u00e9 de que a Gr\u00e9cia registre em 2013 contra\u00e7\u00e3o pelo sexto ano consecutivo.<\/p>\n<p>O governo e o banco central projetam uma contra\u00e7\u00e3o de 4,5% para 2013. &#8220;Os dados preliminares confirmaram a contra\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da demanda dom\u00e9stica, com importa\u00e7\u00f5es menores fornecendo uma influ\u00eancia positiva&#8221;, afirmou o economista do Eurobank Platon Monokroussos. Com esse resultado, a contra\u00e7\u00e3o no ano todo chegou a 6,4%, em conson\u00e2ncia com as proje\u00e7\u00f5es do governo.<\/p>\n<p>Privatiza\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Ainda ontem, o Fundo de Desenvolvimento de Ativos da Rep\u00fablica Hel\u00e9nica, respons\u00e1vel pelas privatiza\u00e7\u00f5es na Gr\u00e9cia, anunciou a abertura de licita\u00e7\u00e3o para a venda de 28 pr\u00e9dios p\u00fablicos, incluindo as sedes de v\u00e1rios minist\u00e9rios, escrit\u00f3rios da Receita Federal grega e a sede da pol\u00edcia de Atenas.<\/p>\n<p>Desde que recebeu seu primeiro pacote de ajuda financeira internacional, em maio de 2010, a Gr\u00e9cia conseguiu levantar apenas \u20ac 2 bilh\u00f5es com privatiza\u00e7\u00f5es. A meta para 2012 era de \u20ac 3 bilh\u00f5es e, neste ano, o governo grego espera arrecadar \u20ac 2,6 bilh\u00f5es com a venda de ativos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Mercado aposta na alta dos juros<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>Para a maior parte do mercado financeiro, a alta dos juros b\u00e1sicos (Selic) ainda neste ano se tornou inevit\u00e1vel. Depois do comunicado da \u00faltima reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), na semana passada, os analistas entenderam que a infla\u00e7\u00e3o ganhou mais peso entre as preocupa\u00e7\u00f5es do Banco Central. No boletim semanal Focus, publica\u00e7\u00e3o que re\u00fane as expectativas de cerca de 100 economistas de bancos e empresas de consultoria, a estimativa dominante \u00e9 que a Selic termine 2013 em 8% ao ano. O processo de eleva\u00e7\u00e3o teria in\u00edcio em outubro, quando o BC subiria a taxa em 0,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano. Em novembro, haveria um novo aperto de 0,25 ponto.<\/p>\n<p>Na semana passada, quando a infla\u00e7\u00e3o surpreendeu os analistas ao registrar expans\u00e3o de 0,6% em fevereiro e 6,31% no acumulado de 12 meses, o mercado futuro de juros reagiu fortemente e as apostas chegaram a bater em uma Selic de at\u00e9 9% ao ano no fim de 2013. Com o an\u00fancio da desonera\u00e7\u00e3o da cesta b\u00e1sica, que tem potencial para diminuir o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) em 0,4 ponto percentual, o \u00edmpeto dessas apostas, por\u00e9m, diminuiu. Ontem, elas j\u00e1 haviam recuado para algo ao redor de 7,5% ao ano e pouqu\u00edssimos acreditavam em um ajuste monet\u00e1rio j\u00e1 na pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Copom, em abril.<\/p>\n<p>Alguns analistas acham at\u00e9 que o ritmo de crescimento do pa\u00eds est\u00e1 lento demais para suportar um aumento dos juros b\u00e1sicos. Na avalia\u00e7\u00e3o dessa corrente, o pior da infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 nos servi\u00e7os, que chegaram a aumentar 8,66% no acumulado de 12 meses at\u00e9 fevereiro \u2014 quase o dobro do centro da meta estabelecida pelo governo para o IPCA, de 4,5%. Nos c\u00e1lculos de Andr\u00e9 Perfeito, economista-chefe da corretora Gradual Investimentos, para levar os pre\u00e7os dos servi\u00e7os a um patamar mais toler\u00e1vel, seria necess\u00e1rio subir a Selic dos atuais 7,25% ao ano para cerca de 10%, o que provocaria forte conten\u00e7\u00e3o na atividade econ\u00f4mica. \u201cIsso transformaria a classe m\u00e9dia em classes D e E novamente, o que ningu\u00e9m quer. Espera-se do BC algo que n\u00e3o d\u00e1 para exigir\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o dele, o Banco Central tem espa\u00e7o para esperar e analisar o comportamento dos pre\u00e7os a curto prazo. Para o Bradesco, que faz avalia\u00e7\u00e3o semelhante, a autoridade monet\u00e1ria n\u00e3o vai subir juros em 2013, porque j\u00e1 est\u00e1 em curso uma desacelera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos alimentos. Enquanto o pre\u00e7o m\u00e9dio do grupo alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas registrou alta de 1,99% em janeiro, no m\u00eas seguinte a eleva\u00e7\u00e3o foi menor, de 1,45%. A expectativa \u00e9 que essa taxa diminua ainda mais nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>Sangue frio<\/p>\n<p>Mesmo assim, o IPCA acumulado em 12 meses deve estourar o teto da meta, definida em 6,5%, j\u00e1 em mar\u00e7o. A avalia\u00e7\u00e3o de alguns analistas econ\u00f4micos \u00e9 que o Banco Central ter\u00e1 de ter sangue frio para suportar as cr\u00edticas, se n\u00e3o subir os juros j\u00e1 no pr\u00f3ximo m\u00eas. As acusa\u00e7\u00f5es de que o presidente do BC, Alexandre Tombini, tem sido leniente com a alta de pre\u00e7os tendem a ganhar corpo com a divulga\u00e7\u00e3o do IPCA deste m\u00eas. No boletim Focus, as previs\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o para 2013 tamb\u00e9m pioraram, passando de 5,70%, na semana passada, para 5,82%.<\/p>\n<p>Elson Teles, economista do Ita\u00fa Unibanco, revisou a estimativa de infla\u00e7\u00e3o de mar\u00e7o de 0,45% para 0,55%, apesar da desonera\u00e7\u00e3o da cesta b\u00e1sica. \u201cSe este resultado for confirmado, a infla\u00e7\u00e3o (em 12 meses) chegaria a 6,67%\u201d, calculou. Teles est\u00e1 entre os mais pessimistas com a carestia. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, a queda nos alimentos n\u00e3o \u00e9 suficiente para segurar o \u00edndice. \u201cO aumento nos pre\u00e7os dos alimentos tem sido resistente, indicando que a desacelera\u00e7\u00e3o, na margem, deve ser menos intensa do que o anteriormente previsto\u201d, observou.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Bancos esperam mais IPOs em 2013<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O apetite dos investidores por ofertas de a\u00e7\u00f5es de empresas brasileiras come\u00e7a a se recuperar, mas seletividade \u00e9 a palavra de ordem. Os anos de euforia em rela\u00e7\u00e3o ao pa\u00eds ficaram para tr\u00e1s, o que se reflete numa exig\u00eancia maior na busca por ativos.<\/p>\n<p>Diferentemente do que se viu no auge das emiss\u00f5es de a\u00e7\u00f5es, em 2007, hoje \u00e9 quase imposs\u00edvel levar a mercado uma companhia em fase pr\u00e9-operacional. Tamb\u00e9m s\u00e3o remotas as chances de sucesso de ofertas de empresas que n\u00e3o tenham um hist\u00f3rico consistente de resultados e n\u00e3o apresentem perspectivas vistas como fact\u00edveis.<\/p>\n<p>As companhias j\u00e1 perceberam que s\u00f3 poder\u00e3o captar recursos na bolsa se sua hist\u00f3ria estiver &#8220;redonda&#8221;, diz Roberto Barbuti, correspons\u00e1vel pelo banco de investimentos do Bank of America Merrill Lynch no Brasil. &#8220;Muitas est\u00e3o fazendo ajustes internos e aquisi\u00e7\u00f5es para ganhar massa cr\u00edtica.&#8221;<\/p>\n<p>Para Daniel Darahem, diretor do banco de investimentos do J.P. Morgan, o ideal \u00e9 que as candidatas tenham receitas recorrentes, baixa necessidade de investimentos e alta gera\u00e7\u00e3o de caixa.<\/p>\n<p>Em boa medida, a demanda dos investidores reflete o comportamento que se tem visto na bolsa, onde pap\u00e9is de segmentos tradicionais, com grande peso no Ibovespa, est\u00e3o em queda e setores mais ligados ao consumo interno est\u00e3o em alta. &#8220;Existem hoje dois &#8220;Brasis&#8221;&#8221;, diz Fernando Iunes, diretor de banco de investimentos do Ita\u00fa BBA. &#8220;Um est\u00e1 mais sujeito \u00e0 regula\u00e7\u00e3o e ao cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico. Outro \u00e9 o Brasil empreendedor, que continua dando certo.&#8221;<\/p>\n<p>Apesar dessa divis\u00e3o informal, nada impede que ofertas de empresas de segmentos como energia e petr\u00f3leo saiam. Basta que estejam bem amarradas. O investidor n\u00e3o est\u00e1 preso a setores espec\u00edficos e tem feito suas an\u00e1lises caso a caso, diz Renato Ejnisman, diretor do Bradesco BBI.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o tem setor ruim ou bom, o que tem \u00e9 hist\u00f3ria boa ou n\u00e3o&#8221;, acrescenta o chefe do banco de investimentos do Credit Suisse no Brasil, Allan Libman.<\/p>\n<p>Em 2012, houve apenas tr\u00eas ofertas iniciais na BM&amp;FBovespa. A maior delas foi a do banco BTG Pactual, em abril. As outras foram da fabricante de m\u00f3veis Unicasa e da locadora de ve\u00edculos Locam\u00e9rica. Na segunda metade do ano, empresas como a Vix Log\u00edstica e a CPFL Renov\u00e1veis ensaiaram ir \u00e0 bolsa, mas engavetaram os planos.<\/p>\n<p>Agora, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais animadora. Al\u00e9m da Linx, a desenvolvedora de software Senior Solution j\u00e1 foi a mercado neste ano e captou R$ 62,2 milh\u00f5es &#8211; foi a segunda oferta da hist\u00f3ria do Bovespa Mais, segmento da bolsa voltado a empresas pequenas e m\u00e9dias.<\/p>\n<p>A BB Seguridade, subsidi\u00e1ria do Banco do Brasil, prepara uma oferta estimada em R$ 5 bilh\u00f5es. A Smiles, que gerencia o programa de milhagens da Gol, e a sucroalcooleira Biosev, tamb\u00e9m deram in\u00edcio a seus preparativos. Al\u00e9m delas, os bancos dizem ter em carteira dezenas de empresas cujas ofertas est\u00e3o sendo desenhadas e se tornar\u00e3o p\u00fablicas nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>&#8220;A aus\u00eancia de not\u00edcias ruins \u00e9 o que favorece esse cen\u00e1rio&#8221;, afirma F\u00e1bio Nazari, chefe de mercado de capitais do BTG Pactual. &#8220;Se a liquidez continuar grande e a volatilidade permanecer baixa, o mercado est\u00e1 bastante f\u00e9rtil.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Repasse de isen\u00e7\u00e3o para o consumidor ser\u00e1 parcial<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>H\u00e1 pouco consenso em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 magnitude do repasse final para os consumidores da desonera\u00e7\u00e3o da cesta b\u00e1sica anunciada sexta-feira pela presidente Dilma Rousseff. Analistas ouvidos pelo Valor avaliam que dificilmente o consumidor sentir\u00e1 de forma integral a isen\u00e7\u00e3o de impostos sobre os produtos que comp\u00f5em a cesta, j\u00e1 que parte do incentivo tribut\u00e1rio ser\u00e1 usado para recompor margens. O repasse integral, afirmam, equivaleria a al\u00edvio de at\u00e9 0,6 ponto para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013, mas a avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a desonera\u00e7\u00e3o deve tirar algo entre 0,2 e 0,5 ponto do \u00edndice neste ano.<\/p>\n<p>O impacto mais importante ocorrer\u00e1 no curto prazo e, por isso, a maioria dos economistas consultados considera que a medida pode ter garantido que a infla\u00e7\u00e3o oficial acumulada em 12 meses n\u00e3o ir\u00e1 superar em mar\u00e7o o limite psicol\u00f3gico estabelecido pelo teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 6,5%. At\u00e9 fevereiro, o \u00edndice acumulava alta de 6,31%, nessa base de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As al\u00edquotas de PIS e Cofins foram reduzidas de 9,25% para zero para itens como carnes, manteiga, margarina e \u00f3leo de soja. Para produtos de higiene pessoal, como a\u00e7\u00facar e sabonete, a al\u00edquota, que era de 12,5%, tamb\u00e9m foi zerada. Caso essas altera\u00e7\u00f5es fossem integralmente repassadas pelo varejo, o impacto seria de 0,6 ponto percentual a menos para a infla\u00e7\u00e3o no curto prazo, mas a economista Andrea Damico, do Bradesco, projeta repasse de cerca de dois ter\u00e7os da desonera\u00e7\u00e3o, equivalente a 0,4 ponto a menos no IPCA.<\/p>\n<p>Para o c\u00e1lculo, o Bradesco considerou a m\u00e9dia dos repasses da redu\u00e7\u00e3o de IPI de carros, de cerca de 84%, e da desonera\u00e7\u00e3o da linha branca, de cerca de 40%. &#8220;Consideramos algo pr\u00f3ximo da m\u00e9dia desses dois eventos para estimarmos o repasse da cesta&#8221;, disse Andrea.<\/p>\n<p>Para a economista, o principal efeito da desonera\u00e7\u00e3o se dar\u00e1 nos pr\u00f3ximos tr\u00eas meses. Em fun\u00e7\u00e3o da medida, o Bradesco passou a projetar infla\u00e7\u00e3o 0,10 ponto menor em mar\u00e7o, para 0,35%. Se confirmadas as proje\u00e7\u00f5es do banco, o IPCA alcan\u00e7aria 6,46% em mar\u00e7o e voltaria a desacelerar em abril e maio, sempre no acumulado em 12 meses.<\/p>\n<p>A Tend\u00eancias tamb\u00e9m avalia que a desonera\u00e7\u00e3o da cesta b\u00e1sica ser\u00e1 importante para que a infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses volte a perder for\u00e7a. Antes do an\u00fancio, a Tend\u00eancias estimava alta de 0,52% do IPCA em mar\u00e7o e avan\u00e7o de 6,64% do \u00edndice em 12 meses. &#8220;Provavelmente o governo evitou o estouro do teto da meta e garantiu em abril infla\u00e7\u00e3o menor que a alta de 0,64% observada em igual per\u00edodo do ano passado&#8221;, comenta a economista Alessandra Ribeiro.<\/p>\n<p>A Tend\u00eancias estima em 0,5 ponto os efeitos diretos e indiretos da medida, o que, em conjunto com o socorro do governo \u00e0s distribuidoras, que evitar\u00e1 que os custos com o acionamento das t\u00e9rmicas sejam repassados ao consumidores, levar\u00e1 a consultoria a revisar a infla\u00e7\u00e3o para o ano de 5,8% para algo mais pr\u00f3ximo a 5,4%.<\/p>\n<p>A LCA Consultores tamb\u00e9m revisou suas proje\u00e7\u00f5es para o \u00edndice de mar\u00e7o (de 0,47% para 0,36%), abril (de 0,44% para 0,32%) e maio (de 0,18% para 0,11%).<\/p>\n<p>Para a economista Priscila Godoy, da Rosenberg &amp; Associados, o \u00edndice oficial de infla\u00e7\u00e3o ter\u00e1 alta de 0,31% neste m\u00eas. Essa desacelera\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s a alta de 0,6% em fevereiro, ser\u00e1 motivada pela combina\u00e7\u00e3o da defla\u00e7\u00e3o de produtos agropecu\u00e1rios observada no primeiro bimestre com a desonera\u00e7\u00e3o da cesta b\u00e1sica, o que levar\u00e1 o grupo alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas a desacelerar com mais for\u00e7a em mar\u00e7o.<\/p>\n<p>O movimento de revis\u00e3o para baixo das estimativas de infla\u00e7\u00e3o no curto prazo n\u00e3o foi consensual. O Barclays, por exemplo, espera que o IPCA alcance alta de 0,5% em mar\u00e7o, contra previs\u00e3o anterior de 0,4%. Com isso, a infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00edndice deve chegar aos 6,6% no per\u00edodo de 12 meses at\u00e9 mar\u00e7o, ultrapassando, ao menos momentaneamente, o teto da meta de infla\u00e7\u00e3o estabelecida pelo governo.<\/p>\n<p>Nas contas do economista Guilherme Loureiro, do Barclays, o impacto cheio da desonera\u00e7\u00e3o da cesta b\u00e1sica seria de aproximadamente 0,45 ponto no IPCA, mas, segundo ele, parte relevante da desonera\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 repassada ao consumidor, mas usada para recompor margens. Sendo assim, diz Loureiro, o impacto efetivo deve girar pr\u00f3ximo de 20 pontos-base.<\/p>\n<p>O economista Sergio Vale, da MB Associados, tamb\u00e9m calcula que o al\u00edvio ser\u00e1 de cerca de 0,2 ponto percentual, &#8220;e mesmo assim se perdendo ao longo do tempo, diluindo-se em recomposi\u00e7\u00e3o de margem que as empresas tendem a fazer com esse tipo de corte&#8221;, afirma. Vale diz que a medida pode ser contrabalan\u00e7ada pelo aumento do pre\u00e7o do frete, que vem contribuindo para a alta dos pre\u00e7os de produtos agropecu\u00e1rios nos supermercados.<\/p>\n<p>O Ita\u00fa estima que apenas um quarto da redu\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas de impostos ser\u00e1 efetivamente repassada ao consumidor. &#8220;Se as empresas fossem repassar integralmente a desonera\u00e7\u00e3o para os pre\u00e7os, a medida &#8220;tiraria&#8221; 0,48 ponto do IPCA&#8221;, diz o economista \u00c9lson Teles, em nota. O cen\u00e1rio do banco, no entanto, \u00e9 que o efeito final para o consumidor ser\u00e1 de apenas 0,12 ponto percentual.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo acompanha os pre\u00e7os de setores beneficiados, diz Mantega<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que o governo est\u00e1 acompanhando os pre\u00e7os de todos os setores que receberam benef\u00edcios, e que eles podem ser revertidos &#8220;em caso de abuso&#8221;. Entre as medidas governamentais citadas por Mantega est\u00e3o a eleva\u00e7\u00e3o do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. O acompanhamento \u00e9 feito pela Secretaria de Acompanhamento Econ\u00f4mico (Seae), que levanta os pre\u00e7os dos produtos. &#8220;No caso de alimentos, o pr\u00f3prio \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) mede. A alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 um componente importante, facilmente verificado&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Segundo o ministro, a principal contrapartida \u00e0 desonera\u00e7\u00e3o de tributos federais da cesta b\u00e1sica, anunciada na sexta-feira pela presidente Dilma Rousseff, \u00e9 o repasse da redu\u00e7\u00e3o dos impostos para o pre\u00e7o final do produto. Al\u00e9m disso, Mantega citou o aumento das vendas e expans\u00e3o dos investimentos do setor como benef\u00edcios da desonera\u00e7\u00e3o da cesta b\u00e1sica. &#8220;O setor apresentou um plano de expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de alimentos no pa\u00eds&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>&#8220;Eles faturaram R$ 425 bilh\u00f5es no ano passado, o setor est\u00e1 indo bem e n\u00e3o sentiu a crise&#8221;, disse. Mantega afirmou ainda que &#8220;o setor \u00e9 importante para o governo porque gera muito emprego e atende necessidades b\u00e1sicas da popula\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Mantega se reuniu ontem com representantes da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Supermercados (Abras), Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Alimentos (Abia), Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Supermercados (Apas) e de empresas dos segmentos. &#8220;Para n\u00f3s do governo \u00e9 importante que essa medida chegue logo \u00e0s prateleiras dos supermercados para beneficiar a popula\u00e7\u00e3o brasileira&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O ministro acredita que as empresas do setor de consumo, como supermercados e ind\u00fastria de alimentos, crescer\u00e3o mais neste ano e, com isso, contribuir\u00e3o para a expans\u00e3o da economia em 2013, que resultar\u00e1 num &#8220;bom&#8221; resultado para o Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n<p>Ele disse que n\u00e3o notou &#8220;cansa\u00e7o&#8221; no consumo interno e deu como exemplo os pr\u00f3prios empres\u00e1rios de supermercados que &#8220;estiveram animados&#8221; na reuni\u00e3o que tiveram com ele. Esse setor, segundo o ministro, cresceu nos \u00faltimos anos puxado pela inclus\u00e3o social &#8211; aumento da classe m\u00e9dia, que ao receber uma eleva\u00e7\u00e3o na renda passou a consumir mais, principalmente, alimentos. Mantega espera mais investimentos dessas empresas neste ano e afirmou que, em 2012, elas &#8220;queimaram estoques&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo o ministro, as desonera\u00e7\u00f5es de tributos neste ano, j\u00e1 considerando a cesta b\u00e1sica, devem somar R$ 53 bilh\u00f5es ante R$ 45 bilh\u00f5es do ano passado.<\/p>\n<p>O impacto da desonera\u00e7\u00e3o da cesta b\u00e1sica ser\u00e1 de R$ 5,5 bilh\u00f5es neste ano e R$ 7,4 bilh\u00f5es em 2014. O ministro ressaltou ainda que est\u00e1 &#8220;generalizando a redu\u00e7\u00e3o de tributos&#8221;, destacando a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos.<\/p>\n<p>Mantega disse tamb\u00e9m que est\u00e1 &#8220;examinando v\u00e1rios setores&#8221; para serem atendidos com a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos. &#8220;Estamos analisando a import\u00e2ncia econ\u00f4mica e disponibilidade de recursos do governo. Existem outras necessidades de redu\u00e7\u00e3o de tributos prontas para serem feitas&#8221;, destacou. O governo, no entanto, avalia se a mudan\u00e7a \u00e9 vantajosa para todas as empresas do setor e se h\u00e1 espa\u00e7o fiscal para anunciar a amplia\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos.<\/p>\n<p>De acordo com Mantega, h\u00e1 outras desonera\u00e7\u00f5es prontas para serem feitas, mas elas n\u00e3o foram anunciadas porque, segundo disse, &#8220;n\u00e3o temos o or\u00e7amento&#8221;.<\/p>\n<p>O governo ainda n\u00e3o sabe o impacto da desonera\u00e7\u00e3o da cesta b\u00e1sica nos \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o. Mantega citou que economistas anunciaram c\u00e1lculos de que a medida vai reduzir \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o de 0,2 ponto percentual a 0,6 ponto percentual. &#8220;N\u00e3o sabemos exatamente. Vamos saber depois que o IPCA captar essa redu\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Ele afirmou que as desonera\u00e7\u00f5es aumentam a competitividade e a produtividade da ind\u00fastria brasileira. &#8220;O consumidor tamb\u00e9m \u00e9 beneficiado por isso&#8221;, disse, lembrando que a popula\u00e7\u00e3o pode fazer &#8220;mais investimentos, com menos tributos e juros mais baixos&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Balan\u00e7a comercial volta a registrar super\u00e1vit<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A balan\u00e7a comercial brasileira registrou super\u00e1vit de US$ 236 milh\u00f5es at\u00e9 a segunda semana deste m\u00eas, informou ontem o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior. O resultado se deve a US$ 5,734 bilh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es e US$ 5,498 bilh\u00f5es em importa\u00e7\u00f5es. A primeira semana, que teve apenas o dia 1\u00ba, registrou super\u00e1vit de US$ 61 milh\u00f5es. A segunda semana teve super\u00e1vit de US$ 175 milh\u00f5es. No ano, o saldo continua negativo em US$ 5,079 bilh\u00f5es. No mesmo per\u00edodo do ano passado, o saldo da balan\u00e7a comercial era superavit\u00e1rio em US$ 659 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia di\u00e1ria de US$ 955,7 milh\u00f5es nas exporta\u00e7\u00f5es at\u00e9 a segunda semana de mar\u00e7o \u00e9 0,5% superior \u00e0 m\u00e9dia di\u00e1ria de US$ 950,5 milh\u00f5es dos embarques realizados em todo o m\u00eas de mar\u00e7o do ano passado. Esse aumento \u00e9 explicado pelo maior embarque dos produtos semimanufaturados.<\/p>\n<p>As vendas desses produtos subiram, em m\u00e9dia, 29,8%, passando de US$ 109,1 milh\u00f5es em mar\u00e7o de 2012 para US$ 141,6 milh\u00f5es no acumulado deste m\u00eas. O resultado se deve ao maior embarque de catodos de cobre, a\u00e7\u00facar em bruto, ouro em forma semimanufaturada, ferro fundido, alum\u00ednio em bruto, couros e peles, celulose e ferro-ligas. J\u00e1 as exporta\u00e7\u00f5es de produtos b\u00e1sicos ca\u00edram 1%. No caso de manufaturados, os embarques apresentaram baixa de 8%.<\/p>\n<p>Na outra ponta, as importa\u00e7\u00f5es aumentaram 6,7% at\u00e9 a segunda semana de mar\u00e7o, com m\u00e9dia di\u00e1ria de US$ 916,3 milh\u00f5es, ante US$ 858,7 milh\u00f5es em todo o m\u00eas de mar\u00e7o de 2012. Os maiores gastos foram com adubos e fertilizantes, cereais e produtos de moagem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Estado de S. 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