{"id":4469,"date":"2013-03-14T17:25:55","date_gmt":"2013-03-14T17:25:55","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4469"},"modified":"2013-03-14T17:25:55","modified_gmt":"2013-03-14T17:25:55","slug":"multinacionais-compram-empresas-de-autopecas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4469","title":{"rendered":"Multinacionais compram empresas de autope\u00e7as no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Duas empresas brasileiras do setor automotivo, uma de autope\u00e7as e outra de artefatos de borracha foram vendidas para multinacionais nesta semana. Ontem, o grupo americano Dayco anunciou a compra da Nytron, fabricante de tensionadores com duas unidades em Itapira (SP), por valor n\u00e3o revelado. A japonesa Toyo Tires deve pagar US$ 15,5 milh\u00f5es pela Produflex, com f\u00e1bricas em S\u00e3o Paulo e Minas Gerais.<\/p>\n<p>A venda da Produflex foi divulgada pelo jornal japon\u00eas Nikkei, mas ainda n\u00e3o foi confirmada no Brasil. A empresa brasileira emprega 430 funcion\u00e1rios e fornece componentes de borracha para v\u00e1rias montadoras, especialmente a Fiat. A Toyo \u00e9 uma das maiores produtoras de pneus no mundo e tem quatro f\u00e1bricas na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>Fundada h\u00e1 20 anos por um grupo familiar, a Nytron \u00e9 l\u00edder nacional do mercado de reposi\u00e7\u00e3o de tensionadores, item que comp\u00f5e o sistema do motor dos autom\u00f3veis. Com a compra, a Dayco, que tamb\u00e9m lidera no Pa\u00eds as vendas de correias automotivas, passa a ser a maior fornecedora desses dois itens no mercado de reposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Nosso objetivo \u00e9 fazer da Nytron tamb\u00e9m uma grande exportadora para a Am\u00e9rica do Sul e Europa&#8221;, diz o vice-presidente da Dayco, Ronaldo Teffeha. A Dayco tem duas f\u00e1bricas no Brasil (em S\u00e3o Paulo e Minas Gerais) e uma na Argentina e exporta 20% de sua produ\u00e7\u00e3o para a Am\u00e9rica do Sul, Europa e China.<\/p>\n<p>Segundo Teffeha, as aquisi\u00e7\u00f5es no Brasil &#8220;n\u00e3o param por a\u00ed&#8221;. O grupo que espera faturar US$ 150 milh\u00f5es neste ano (7% mais que em 2012) avalia novas aquisi\u00e7\u00f5es, mas ele n\u00e3o revela detalhes.<\/p>\n<p>O presidente do Sindicato Nacional da Ind\u00fastria de Componentes para Ve\u00edculos (Sindipe\u00e7as), Paulo Butori, afirma que h\u00e1 um novo movimento de desnacionaliza\u00e7\u00e3o de empresas no setor, em raz\u00e3o das dificuldades financeiras que muitas enfrentam.<\/p>\n<p>&#8220;Com as crises na Europa, EUA e Jap\u00e3o, muitas multinacionais se voltaram para o Brasil e acabam adquirindo companhias locais&#8221;, diz Butori. Em 1994, as empresas nacionais respondiam por 52,% do faturamento total do setor de autope\u00e7as, participa\u00e7\u00e3o que em 2011 caiu para 30%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo quer cortar impostos de mais 40 setores, mas s\u00f3 em 2014<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>A equipe econ\u00f4mica est\u00e1 disposta a desonerar a folha de pagamento de mais de 40 setores, entre eles, os de transporte de cargas, engenharia e arquitetura e empresas jornal\u00edsticas, mas s\u00f3 a partir de 2014. Essas atividades foram inclu\u00eddas na medida provis\u00f3ria (MP) 582, aprovada pelo Congresso, mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai recomendar \u00e0 presidente Dilma Rousseff o veto e pretende negociar os benef\u00edcios com as empresas de acordo com as disponibilidades do caixa do Tesouro.<\/p>\n<p>T\u00e9cnicos do governo argumentaram que \u00e9 preciso calcular com calma o impacto fiscal que a inclus\u00e3o de novos setores na desonera\u00e7\u00e3o da folha ter\u00e1 sobre as contas p\u00fablicas. Mantega j\u00e1 informou que o governo vai estender o incentivo, mas n\u00e3o quer ser pressionado a fazer isso imediatamente. Antes, ser\u00e1 preciso avaliar os efeitos que a desonera\u00e7\u00e3o da folha ter\u00e1 sobre cada um dos setores e sobre a arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Setor de armas foi inclu\u00eddo<\/p>\n<p>O governo j\u00e1 reduziu os encargos sobre a folha de 42 setores, como t\u00eaxtil, de autope\u00e7as e tecnologia. Juntos, representam uma ren\u00fancia de R$ 16 bilh\u00f5es. No entanto, durante a tramita\u00e7\u00e3o da MP 582 (que previa uma s\u00e9rie de benef\u00edcios fiscais), o Congresso incluiu mais de 40 novas atividades &#8211; entre as quais a produ\u00e7\u00e3o de armas, muni\u00e7\u00e3o e fogos de artif\u00edcio. Segundo os t\u00e9cnicos, embora seja importante para economia, pois gera empregos e reduz custos das empresas, a desonera\u00e7\u00e3o da folha tem de ser avaliada com cuidado para saber se seus impactos s\u00e3o relevantes sobre o mercado de trabalho e o crescimento da atividade.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o que precisa ser avaliada pelos t\u00e9cnicos \u00e9 o fato de que, dentro de um mesmo setor, uma parte das empresas pode n\u00e3o querer o benef\u00edcio. Por terem um folha de pagamento pequena, para elas n\u00e3o seria vantagem passar a pagar a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre o faturamento.<\/p>\n<p>&#8211; Todos os setores beneficiados pela desonera\u00e7\u00e3o da folha passaram por uma negocia\u00e7\u00e3o com o governo. Os impactos desse tipo de medida, tanto sobre os setores quanto sobre as contas p\u00fablicas, t\u00eam de ser avaliados &#8211; disse um t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>Os parlamentares tamb\u00e9m inclu\u00edram no texto da MP a possibilidade de as empresas optarem por pagar a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a folha ou sobre o faturamento. Neste caso, a equipe econ\u00f4mica tamb\u00e9m vai recomendar o veto \u00e0 presidente. Segundo os t\u00e9cnicos, isso traria riscos para a arrecada\u00e7\u00e3o da Previd\u00eancia.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o de Via\u00e7\u00e3o e Transportes da C\u00e2mara aprovou ontem requerimento convidando Mantega e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para falar sobre o fraco desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, de apenas 0,9%. A ideia \u00e9 fazer sess\u00e3o conjunta com outras comiss\u00f5es. Como \u00e9 convite, eles n\u00e3o s\u00e3o obrigados a comparecer.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Argentina amea\u00e7a Vale com tomada de concess\u00e3o<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>O governo argentino elevou o tom ontem contra a Vale. O ministro do Planejamento, Julio de Vido, acusou a empresa de &#8220;roubar&#8221; e &#8220;espoliar&#8221; o pa\u00eds e amea\u00e7ou tomar a concess\u00e3o da mineradora para explora\u00e7\u00e3o de pot\u00e1ssio na prov\u00edncia de Mendoza. Ele negou que a decis\u00e3o da companhia, anunciada segunda-feira passada, de suspender o projeto Rio Colorado tenha sido motivada pela instabilidade pol\u00edtico-econ\u00f4mica na Argentina, e insistiu na sua rela\u00e7\u00e3o com a crise econ\u00f4mica mundial.<\/p>\n<p>&#8211; Se eu fosse investidor estaria muito preocupado porque a empresa violou a seguran\u00e7a jur\u00eddica, as leis da Argentina e de Mendoza. Se n\u00e3o explorarem este ativo, v\u00e3o perd\u00ea-lo. H\u00e1 um descumprimento flagrante do contrato pela concession\u00e1ria &#8211; disse De Vido em evento na Casa Rosada. &#8211; A seguran\u00e7a jur\u00eddica em quest\u00e3o de investimentos \u00e9 uma via de m\u00e3o dupla. O Estado deve cumprir (as leis), e as empresas tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Recentemente, a Argentina estatizou a petrol\u00edfera YPF e a a\u00e9rea Aerol\u00edneas Argentinas, entre outras prestadoras de servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>O ministro do Planejamento frisou ainda que a Vale fez demandas ao governo para permanecer no pa\u00eds, que inclu\u00edam restitui\u00e7\u00e3o antecipada no Impostos sobre Valor Agregado (IVA) e flexibilidade cambial, entre outros, totalizando US$ 3 bilh\u00f5es em ajuda estatal.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o podemos dar a eles US$ 3 bilh\u00f5es sem qualquer contrapartida. Isso \u00e9 roubar e n\u00e3o vamos nos prestar jamais a espoliar dessa maneira os argentinos &#8211; afirmou. &#8211; (A suspens\u00e3o do projeto) foi uma tend\u00eancia global, nada tem a ver com nossa conjuntura.<\/p>\n<p>Vale levaria caso \u00e0 Justi\u00e7a<\/p>\n<p>A Vale n\u00e3o recebeu qualquer notifica\u00e7\u00e3o oficial do governo de Cristina Kirchner quanto \u00e0 poss\u00edvel expropria\u00e7\u00e3o de Rio Colorado. Caso isso aconte\u00e7a, a tend\u00eancia \u00e9 que a empresa questione o ato judicialmente, segundo fontes que acompanham o caso. Paralelamente, a Vale cogita buscar compradores para o projeto, mas essas fontes admitem que, nas condi\u00e7\u00f5es impostas pelo governo argentino, as chances d e sucesso s\u00e3o remotas.<\/p>\n<p>Os ativos em Mendoza foram comprados pela Vale em 2009 da concorrente Rio Tinto. O projeto estava avaliado em US$ 5,9 bilh\u00f5es, mas a varia\u00e7\u00e3o cambial, a infla\u00e7\u00e3o na Argentina e as demandas dos governos das cinco prov\u00edncias diretamente afetadas pelo empreendimento &#8211; havia exig\u00eancias de contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra e fornecedores locais acima do considerado aceit\u00e1vel pela empresa &#8211; o inviabilizaram e elevaram seu custo para cerca de US$ 11 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A falta de coordena\u00e7\u00e3o nacional das exig\u00eancias dificultava as negocia\u00e7\u00f5es. O projeto compreendia uma mina, uma ferrovia e um porto e previa produ\u00e7\u00e3o anual de 4,3 milh\u00f5es de toneladas de pot\u00e1ssio, insumo para os fertilizantes.<\/p>\n<p>Com sua suspens\u00e3o, cerca de seis mil trabalhadores ficar\u00e3o sem emprego. Ontem, o Minist\u00e9rio do Trabalho da Argentina teria um encontro com representantes da Vale, numa tentativa de reduzir o n\u00famero de demiss\u00f5es. A empresa, por\u00e9m, j\u00e1 come\u00e7ou a comunicar seus funcion\u00e1rios das dispensas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>11\u00aa rodada de leil\u00f5es j\u00e1 tem 36 empresas interessadas<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O diretor da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP) Helder Queiroz informou que 36 empresas, de 15 pa\u00edses, j\u00e1 manifestaram interesse de participar da 11\u00aa rodada de licita\u00e7\u00f5es de \u00e1reas explorat\u00f3rias, marcada para maio. O prazo para as empresas manifestarem interesse de participar vai at\u00e9 o dia 26 e novas empresas devem se habilitar.<\/p>\n<p>Entre as inscritas est\u00e3o gigantes como BG, Shell e BP e empresas pouco conhecidas no mercado brasileiro, como Gran Tierra e Novapetroleo.<\/p>\n<p>Queiroz informou que h\u00e1 empresas de Jap\u00e3o, Canad\u00e1, Estados Unidos e de pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia. J\u00e1 as chinesas, que t\u00eam grande interesse de garantir acesso futuro a reservas, ainda n\u00e3o se habilitaram.<\/p>\n<p>Os lances que as empresa devem fazer para ter direito de explorar o petr\u00f3leo da Uni\u00e3o podem arrecadar de R$ 1,5 bilh\u00e3o a R$ 2 bilh\u00f5es na rodada de maio, numa estimativa que considerou relativamente conservadora. &#8220;Podemos ter uma grata surpresa de ser algo at\u00e9 acima&#8221;, disse Queiroz, no VIII F\u00f3rum Ibef de \u00d3leo e G\u00e1s, no Rio.<\/p>\n<p>Caso todas as 289 \u00e1reas ofertadas sejam arrematadas pelo pre\u00e7o m\u00ednimo, seriam arrecadados cerca de R$ 620 milh\u00f5es, informou. H\u00e1 outras duas rodadas previstas para este ano, uma para g\u00e1s, em outbro, e outra para o pr\u00e9-sal, em novembro.<\/p>\n<p>Esta ser\u00e1 a primeira participa\u00e7\u00e3o em leil\u00e3o da ANP para v\u00e1rias empresas que chegaram ao Brasil nos \u00faltimos cinco anos, per\u00edodo no qual n\u00e3o houve a realiza\u00e7\u00e3o de leil\u00f5es, j\u00e1 que a descoberta do pr\u00e9-sal motivou mudan\u00e7as regulat\u00f3rias no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A canadense Gran Tierra, que entrou no Brasil h\u00e1 tr\u00eas anos e meio adquirindo licen\u00e7as de concorrentes, \u00e9 uma delas. Hoje produzindo mil barris de petr\u00f3leo, a companhia espera aumentar a atua\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A Novapetro \u00e9 outra. O presidente do conselho, Murilo Marroquim, diz que o foco da companhia ser\u00e1 em petr\u00f3leo, em blocos terrestres de baixo risco. A empresa, criada h\u00e1 cerca de seis meses, re\u00fane investidores que migraram do setor el\u00e9trico. &#8220;Est\u00e1 fresquinha, acabamos de criar&#8221;, disse Marroquim.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Previs\u00f5es para varejo v\u00e3o de zero a 1,8% de alta<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os fundamentos do com\u00e9rcio permaneceram s\u00f3lidos no come\u00e7o do ano, com renda em alta e desemprego nas m\u00ednimas hist\u00f3ricas, mas um desempenho morno do setor de supermercados impediu recupera\u00e7\u00e3o mais expressiva do volume de vendas do varejo restrito (que n\u00e3o inclui autom\u00f3veis e material de constru\u00e7\u00e3o), segundo economistas.<\/p>\n<p>Depois de recuo de 0,5% entre novembro e dezembro, feito o ajuste sazonal, a m\u00e9dia de 12 consultorias e institui\u00e7\u00f5es financeiras consultadas pelo Valor Data aponta para aumento de 0,5% da Pesquisa Mensal do Com\u00e9rcio (PMC) em janeiro sobre o \u00faltimo m\u00eas de 2012, no conceito restrito. As estimativas variam entre zero e 1,8%. O dado ser\u00e1 divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Para o com\u00e9rcio ampliado, oito analistas esperam, em m\u00e9dia, avan\u00e7o de 1,6% do volume de vendas na passagem mensal. Essa varia\u00e7\u00e3o, dizem, foi sustentada pelas promo\u00e7\u00f5es de concession\u00e1rias, que colocaram no mercado seus \u00faltimos estoques de ve\u00edculos com Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) totalmente reduzido. A partir de janeiro, a al\u00edquota entrou em processo de recomposi\u00e7\u00e3o gradual.<\/p>\n<p>Perto do piso das estimativas, Leandro Padulla, economista da MCM Consultores, projeta alta de 0,3% do com\u00e9rcio restrito entre dezembro e janeiro. De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Supermercados (Abras), as vendas reais do setor encolheram 22% no per\u00edodo, n\u00famero que, dessazonalizado pela MCM, resultou em avan\u00e7o de 0,4%. Para Padulla, esse dado indica estabilidade para o volume de vendas de hiper, supermercados, produtos aliment\u00edcios, bebidas e fumo &#8211; segmento que representa cerca de 50% da PMC restrita &#8211; na compara\u00e7\u00e3o mensal.<\/p>\n<p>Segundo o analista, a infla\u00e7\u00e3o mais pressionada de alimentos prejudicou a atividade desse ramo do com\u00e9rcio, que, por ter peso elevado, evitou que o resultado geral mostrasse crescimento mais significativo em janeiro, mesmo com comportamento mais positivo de outros setores. A despeito da evolu\u00e7\u00e3o mais modesta dos supermercados no in\u00edcio do ano, Padulla destaca que a remunera\u00e7\u00e3o dos ocupados segue em trajet\u00f3ria de ascens\u00e3o, o que deve manter o consumo em n\u00edvel aquecido ao longo de 2013.<\/p>\n<p>Com base em n\u00fameros do IBGE referentes ao rendimento m\u00e9dio real efetivo dos trabalhadores na m\u00e9dia do trimestre encerrado em dezembro, Mariana Hauer, do banco ABC Brasil, estima salto de 14,5% dessa vari\u00e1vel nas seis maiores regi\u00f5es metropolitanas em janeiro sobre igual m\u00eas de 2012. O conceito de rendimento efetivo \u00e9 diferente do habitual, e reflete movimentos como 13\u00ba sal\u00e1rio e rendas extras. A alta de dois d\u00edgitos, diz ela, foi suficiente para que as vendas mostrassem rea\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m acentuada em janeiro, ainda que sem a ajuda dos supermercados. No teto das proje\u00e7\u00f5es, a economista prev\u00ea alta de 1,8% no varejo restrito no primeiro m\u00eas do ano.<\/p>\n<p>Por trabalhar com impulso mais forte do que o mercado, Mariana v\u00ea possibilidade de que as vendas cres\u00e7am abaixo de sua estimativa em janeiro, mas, em sua opini\u00e3o, est\u00e1 descartada nova retra\u00e7\u00e3o mensal no consumo restrito. O Indicador Serasa Experian de Atividade do Com\u00e9rcio, nota a analista do ABC, avan\u00e7ou 1,5% ante dezembro, feito o ajuste sazonal, puxado por ve\u00edculos, mas com contribui\u00e7\u00e3o positiva de outros ramos do varejo, como m\u00f3veis, eletr\u00f4nicos e inform\u00e1tica e tecidos, vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados e acess\u00f3rios.<\/p>\n<p>Mais cauteloso, o superintendente de tesouraria do Banco Indusval &amp; Partners (BI&amp;P), Daniel Moreli Rocha, afirma que o movimento maior dos consumidores nas lojas captado pela Serasa em janeiro apenas &#8220;compensou&#8221; outros sinais menos consistentes do varejo em igual per\u00edodo, como a relativa estabilidade das vendas de supermercados e das consultas ao Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC). Assim, diz Rocha, sua proje\u00e7\u00e3o de que o com\u00e9rcio restrito ir\u00e1 subir 0,7% frente a dezembro, descontados os fatores sazonais, &#8220;talvez esteja um pouco otimista.&#8221;<\/p>\n<p>Rocha ainda menciona a confian\u00e7a do consumidor, que est\u00e1 em trajet\u00f3ria de queda h\u00e1 cinco meses, como outro sinal de que a demanda n\u00e3o come\u00e7ou 2013 em ritmo t\u00e3o acelerado. Segundo a \u00faltima divulga\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), ap\u00f3s retra\u00e7\u00e3o de 0,7% no primeiro m\u00eas do ano, o \u00cdndice de Confian\u00e7a do Consumidor (ICC) diminuiu 1,4% entre janeiro e fevereiro, para 116,2 pontos.<\/p>\n<p>Padulla, da MCM, avalia que o menor grau de otimismo deve se refletir mais sobre as compras de bens dur\u00e1veis, que tamb\u00e9m perder\u00e3o f\u00f4lego no primeiro trimestre com a volta gradual do IPI. Ap\u00f3s a alta esperada de 1,2% para o varejo ampliado em janeiro, o analista afirma que essa parte do com\u00e9rcio pode ceder em fevereiro, quando o emplacamento de autom\u00f3veis, comerciais leves e motocicletas caiu 9,5% frente o m\u00eas anterior, segundo dados da Fenabrave (entidade que re\u00fane as concession\u00e1rias) dessazonalizados pela consultoria.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BNDESPAR concentra ainda mais seus investimentos<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dez anos, a BNDESPar, bra\u00e7o de participa\u00e7\u00f5es do BNDES, aumentou a concentra\u00e7\u00e3o dos seus investimentos. Levantamento feito pelo Valor mostra que o peso dos setores de \u00f3leo e g\u00e1s, minera\u00e7\u00e3o e energia saltou de 54% para 75% do total da carteira da BNDESPar entre 2002 e 2012. O levantamento foi feito com base em informa\u00e7\u00f5es dos balan\u00e7os dos \u00faltimos 11 anos e levou em conta participa\u00e7\u00f5es diretas e indiretas em empresas com a\u00e7\u00f5es em bolsa.<\/p>\n<p>Ao se incluir mais dois setores na conta &#8211; alimentos e papel e celulose &#8211; a concentra\u00e7\u00e3o sobe para 89% da carteira total de a\u00e7\u00f5es. Em termos financeiros, isso significa que dos R$ 74,5 bilh\u00f5es investidos pela empresa de participa\u00e7\u00f5es ao fim do ano passado (considerando valores de mercado inclusive para companhias classificadas como coligadas), R$ 66,3 bilh\u00f5es estavam alocados em apenas cinco setores e R$ 8,2 bilh\u00f5es estavam distribu\u00eddos entre todos os demais. E os setores que ficam com a maior parte dos recursos n\u00e3o s\u00e3o os mesmos que foram alvo das pol\u00edticas industriais dos \u00faltimos governos.<\/p>\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o aumentou n\u00e3o apenas pela forte valoriza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de Petrobras e Vale em meados da d\u00e9cada passada, mas tamb\u00e9m por novos aportes feitos pela empresa de participa\u00e7\u00f5es do BNDES nessas duas companhias e em outras que integram esses setores, como Eletrobras, CPFL e MPX e OGX mais recentemente.<\/p>\n<p>A carteira da BNDESPar foi multiplicada por mais de quatro vezes entre 2002 e 2012, saindo de R$ 16,2 bilh\u00f5es para R$ 74,5 bilh\u00f5es, considerando valores de mercado. Apesar do crescimento, h\u00e1 uma queda relevante desde o pico de R$ 102 bilh\u00f5es, alcan\u00e7ado ao fim de 2010.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o do portf\u00f3lio ante a m\u00e1xima hist\u00f3rica se explica, em parte, pela desvaloriza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es, com destaque para R$ 10,8 bilh\u00f5es apenas da queda das a\u00e7\u00f5es da Petrobras desde a capitaliza\u00e7\u00e3o em 2010 at\u00e9 o fim do ano passado. Mas tem a ver tamb\u00e9m com a venda de pap\u00e9is em bolsa &#8211; o que a empresa faz de forma regular &#8211; e com o repasse de R$ 6 bilh\u00f5es em a\u00e7\u00f5es para o Tesouro, antes da virada do ano, que foram parar na carteira da Caixa.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise setorial da carteira da BNDESPar tamb\u00e9m permite notar que o setor de telecomunica\u00e7\u00f5es, que em 2002 representava 11% do total, hoje tem peso abaixo de 1% nos investimentos.<\/p>\n<p>No lugar das empresas de telecom, entraram as companhias do setor alimentos, com destaque para o segmento de prote\u00edna animal. Representado hoje por JBS, Marfrig, BRF e Vigor, o setor de alimentos sequer aparecia na carteira em 2002, mas no fim do ano passado tinha peso de 6% no investimento total. A LBR, do segmento de l\u00e1cteos, n\u00e3o entra nessa conta, porque, al\u00e9m de n\u00e3o ter a\u00e7\u00f5es em bolsa, foi baixada do balan\u00e7o.<\/p>\n<p>Um segmento que, apesar de altos e baixos ao longo dos dez anos, sempre manteve peso importante na carteira da BNDESPar foi o de papel e celulose, que fechou o ano passado com uma fatia equivalente a 8%. Em 2002, a participa\u00e7\u00e3o era de 10%.<\/p>\n<p>Nenhum desses cinco setores mais representativos da carteira est\u00e1 entre os segmentos eleitos como priorit\u00e1rios na pol\u00edtica industrial anunciada pelo governo Lula em 2004, que listou bens de capital, software e f\u00e1rmacos, al\u00e9m de projetos ligados \u00e0 inova\u00e7\u00e3o, como os preferidos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Olhando a carteira total por empresa, os dez maiores investimentos equivalem a 84% do total. Petrobras e Vale garantem 60 pontos percentuais desse subtotal, enquanto Fibria, JBS, Brasiliana (Eletropaulo e AE Tiet\u00ea), Copel, CPFL, Suzano, CEG e Eletrobras completam a lista com os outros 24 pontos percentuais. Como se nota, todas as empresas s\u00e3o dos segmentos de \u00f3leo e g\u00e1s, minera\u00e7\u00e3o, energia, alimentos e papel e celulose.<\/p>\n<p>Em entrevista ao Valor, o diretor da BNDESPar, Julio Ramundo, disse que a composi\u00e7\u00e3o da carteira e suas varia\u00e7\u00f5es exprimem a intensidade de capital de alguns setores, como \u00f3leo e g\u00e1s, minera\u00e7\u00e3o e papel e celulose. Afirmou ainda que o aumento da concentra\u00e7\u00e3o decorre tamb\u00e9m da valoriza\u00e7\u00e3o de algumas das a\u00e7\u00f5es desses setores e de aportes de capital feitos pelo governo, entre os quais estariam os R$ 22,4 bilh\u00f5es repassados para investimento na capitaliza\u00e7\u00e3o da Petrobras em 2010. &#8220;A despeito dessa concentra\u00e7\u00e3o, que pode levar \u00e0 falsa conclus\u00e3o de que o BNDES est\u00e1 reproduzindo determinado padr\u00e3o de divis\u00e3o setorial da economia brasileira, \u00e9 importante verificar os movimentos [da BNDESPar], menores em valores, mas representativos em termos da carteira&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Ele citou como exemplo desses movimentos o caso do setor de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o (TI). Disse que, das quatro empresas brasileiras do setor listadas na bolsa, tr\u00eas &#8211; Totvs, Linx e Bematech &#8211; t\u00eam a &#8220;digital&#8221; do BNDES. Mas reconheceu: &#8220;Infelizmente esse setor [de TI] ainda n\u00e3o tem a express\u00e3o, em termos de mercado de capitais, da existente em economias desenvolvidas&#8221;. A cr\u00edtica \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o da carteira seria mais v\u00e1lida, segundo Ramundo, se o Brasil tivesse uma situa\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca e at\u00e9 cultural no mercado de capitais, em que houvesse in\u00fameras empresas da \u00e1rea de tecnologia e elas n\u00e3o tivessem o apoio do BNDES.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia, segundo ele, \u00e9 de que o banco aumente a exposi\u00e7\u00e3o da carteira a setores de maior risco, como empresas de base tecnol\u00f3gica. Ele disse que, s\u00f3 em 2012, a BNDESPar fez dez novas opera\u00e7\u00f5es diretas em empresas com \u00eanfase em inova\u00e7\u00e3o e tecnologias limpas, no valor total de R$ 1,87 bilh\u00e3o. Entre elas est\u00e3o GraalBio (etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o, com R$ 600 milh\u00f5es), Renova (energia e\u00f3lica, com R$ 315 milh\u00f5es) e Six (semicondutores, com R$ 272 milh\u00f5es)<\/p>\n<p>Como contraposi\u00e7\u00e3o, disse que os principais investimentos novos em empresas grandes abertas somaram R$ 882 milh\u00f5es, considerando exerc\u00edcio de direitos de subscri\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de Fibria, Suzano e Marfrig, al\u00e9m de uma emiss\u00e3o de deb\u00eantures da Contax.<\/p>\n<p>Referindo-se especificamente ao setor de prote\u00edna animal, ele disse que, apesar n\u00e3o estar na lista da pol\u00edtica industrial de 2004, integrava a Politica de Desenvolvimento Produtivo (PDP), de 2008. &#8220;O BNDES \u00e9 executor de politica. N\u00e3o saiu como ente iluminado executando isso&#8221;, disse.<\/p>\n<p>E de onde vem o dinheiro para da BNDESPar? Os dados de balan\u00e7o indicam que foram feitos aportes de capital de R$ 50 bilh\u00f5es entre 2007 e 2012. Mas Ramundo nega que a empresa de participa\u00e7\u00f5es tenha se abastecido pelos repasses bilion\u00e1rios que o Tesouro tem feito ao banco. &#8220;A BNDESPar \u00e9 independente dos recursos do BNDES. Se pegar de 2003 para c\u00e1, ela gerou R$ 25 bilh\u00f5es em caixa.&#8221;<\/p>\n<p>O aumento de capital, segundo ele, se justifica tanto pelos R$ 22,4 bilh\u00f5es da opera\u00e7\u00e3o da Petrobras em 2010, como pela transforma\u00e7\u00e3o de um m\u00fatuo antigo que a empresa tinha como o banco em capital, sem entrada de dinheiro novo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" O Estado de S. 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