{"id":4490,"date":"2013-03-19T12:21:47","date_gmt":"2013-03-19T12:21:47","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4490"},"modified":"2013-03-19T12:21:47","modified_gmt":"2013-03-19T12:21:47","slug":"apesar-de-enchentes-chuvas-decepcionam-setor-eletrico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4490","title":{"rendered":"Apesar de enchentes, chuvas decepcionam setor el\u00e9trico"},"content":{"rendered":"\n<p>O Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS) reduziu a previs\u00e3o do n\u00edvel dos reservat\u00f3rios das hidrel\u00e9tricas do subsistema Sudeste-Centro-Oeste para o fim de mar\u00e7o, de 54,2% para 52%. O motivo \u00e9 o menor volume de \u00e1gua que entrou nos lagos das usinas em rela\u00e7\u00e3o ao estimado no in\u00edcio do m\u00eas.<\/p>\n<p>Diante do cen\u00e1rio desfavor\u00e1vel, n\u00e3o h\u00e1 qualquer indica\u00e7\u00e3o pelo governo de desligar as termel\u00e9tricas a \u00f3leo combust\u00edvel e diesel em curto prazo. J\u00e1 as usinas a g\u00e1s natural dever\u00e3o operar continuamente at\u00e9 novembro. Todas as t\u00e9rmicas est\u00e3o gerando hoje 15.200 megawatts (MW), o equivalente a um quarto do consumo do sistema hoje.<\/p>\n<p>Em relat\u00f3rio semanal da opera\u00e7\u00e3o, o ONS informou que a expectativa de energia natural afluente (basicamente o volume de \u00e1gua que \u00e9 transformado em energia) para o Sudeste-Centro-Oeste, que concentra 70% da capacidade de armazenamento do pa\u00eds, \u00e9 de 81% da m\u00e9dia hist\u00f3rica para mar\u00e7o. No in\u00edcio do m\u00eas, a previs\u00e3o do ONS era alcan\u00e7ar 89% da m\u00e9dia hist\u00f3rica para o subsistema.<\/p>\n<p>Segundo a meteorologista Patr\u00edcia Madeira, da Climatempo, al\u00e9m de o volume de chuvas em fevereiro e mar\u00e7o ter sido inferior \u00e0 m\u00e9dia hist\u00f3rica para o per\u00edodo, no Sudeste, as chuvas nesses dois meses foram concentradas na parte leste da regi\u00e3o, principalmente no litoral. Elas n\u00e3o ocorreram com maior intensidade nas bacias hidrogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p>Patr\u00edcia lembrou que neste ver\u00e3o, que termina na pr\u00f3xima quarta-feira, praticamente n\u00e3o houve o fen\u00f4meno clim\u00e1tico chamado zona de converg\u00eancia do Atl\u00e2ntico Sul, que cria uma faixa de instabilidade, com chuvas cont\u00ednuas sobre os reservat\u00f3rios. &#8220;Neste ver\u00e3o, houve muito mais pancadas isoladas do que chuvas cont\u00ednuas e concentradas&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Segundo o ONS, a previs\u00e3o de energia natural afluente para a bacia do rio Parana\u00edba, uma das principais do Sudeste-Centro-Oeste, foi revista 80% para 61% da m\u00e9dia hist\u00f3rica para mar\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8220;No per\u00edodo de dezembro de 2012 a mar\u00e7o de 2013, t\u00eam se verificado vaz\u00f5es afluentes significativamente desfavor\u00e1veis nas regi\u00f5es Sudeste, Nordeste e Norte, concomitantemente&#8221;, informou o ONS no relat\u00f3rio. De acordo com o operador, a energia natural afluente para o Sudeste no per\u00edodo \u00e9 a d\u00e9cima-quarta pior em 82 anos. No Nordeste e Norte, foram a terceira e a vig\u00e9sima pior, respectivamente.<\/p>\n<p>Em m\u00e9dia, o per\u00edodo de dezembro a mar\u00e7o concentra mais de 50% de toda a &#8220;energia armazen\u00e1vel&#8221; que entra nos reservat\u00f3rios e resta apenas pouco mais de um m\u00eas para terminar o per\u00edodo \u00famido, sendo que abril j\u00e1 \u00e9 um m\u00eas historicamente mais fraco. &#8220;Estamos saindo do per\u00edodo chuvoso e &#8220;devendo&#8221; chuva&#8221;, disse Patr\u00edcia.<\/p>\n<p>Outro ponto que tamb\u00e9m influencia o desempenho dos reservat\u00f3rios \u00e9 o consumo de energia. O ONS prev\u00ea que a demanda em mar\u00e7o, alcance 65,7 mil MW m\u00e9dios, com alta de 4% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo do ano passado. No in\u00edcio do m\u00eas, a previs\u00e3o do operador era de uma alta de 3,2%, para 65 mil MW m\u00e9dios. Na mesma compara\u00e7\u00e3o, o consumo de energia no Sudeste-Centro-Oeste dever\u00e1 crescer 3,6%, para 40.286 MW m\u00e9dios. A previs\u00e3o anterior era de alta de 2,3%.<\/p>\n<p>No Nordeste, o ONS prev\u00ea crescimento de 10,8%, na compara\u00e7\u00e3o com mar\u00e7o de 2012, totalizando consumo de 10.160 MW m\u00e9dios. A expectativa anterior era de uma alta de 7%. O motivo do crescimento expressivo previsto \u00e9 o desempenho da atividade econ\u00f4mica e as temperaturas elevadas na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>As hidrel\u00e9tricas do Nordeste, por\u00e9m, registram o pior n\u00edvel de armazenamento do pa\u00eds, atualmente em 42%. Em seu relat\u00f3rio semanal, o ONS reviu para cima o volume de acumula\u00e7\u00e3o dos lagos das usinas da regi\u00e3o, de 41,1% para 42,3%, ao fim de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>O ONS tamb\u00e9m elevou a estimativa de estoque dos reservat\u00f3rios da regi\u00e3o Sul, de 48,4% para 50,6%. As hidrel\u00e9tricas da regi\u00e3o est\u00e3o com n\u00edvel de energia guardada nos reservat\u00f3rios de 49,2%. No Norte, a proje\u00e7\u00e3o de armazenamento foi reduzida de 97,7% para 93,2%. As usinas da regi\u00e3o est\u00e3o com volume de estoque de \u00e1gua de 88,2%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Fabricantes de m\u00e1quinas come\u00e7am o ano com queda no faturamento<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>As boas perspectivas para 2013 n\u00e3o foram abaladas, mas o ano come\u00e7ou de forma ainda lenta para os fabricantes de bens de capital. Dados compilados pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq) d\u00e3o conta que o faturamento bruto do setor recuou 3,7% na passagem de dezembro para janeiro, na s\u00e9rie sem ajuste sazonal, para R$ 5,8 bilh\u00f5es. Na compara\u00e7\u00e3o anual, houve avan\u00e7o, mas modesto, de 0,2%.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros do primeiro m\u00eas de 2013 sofreram o impacto das transa\u00e7\u00f5es externas. As importa\u00e7\u00f5es avan\u00e7aram 9,9% em rela\u00e7\u00e3o a janeiro do ano passado. As exporta\u00e7\u00f5es, por sua vez, ca\u00edram 24,1%. O resultado foi um d\u00e9ficit da balan\u00e7a comercial do setor de US$ 1,9 bilh\u00e3o, o maior para um m\u00eas de janeiro desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica da Abimaq, que data de 2005.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o da entidade \u00e9 que houve uma redu\u00e7\u00e3o na demanda de m\u00e1quinas em mercados desenvolvidos, como Estados Unidos e Europa, al\u00e9m dos problemas bilaterais com a Argentina, que continuam afetando as exporta\u00e7\u00f5es. &#8220;Torcemos para que isso n\u00e3o seja uma tend\u00eancia, pois exportamos cerca de um quarto da produ\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Carlos Pastoriza, diretor da Abimaq, em coletiva de imprensa.<\/p>\n<p>Pelo lado das importa\u00e7\u00f5es, uma avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que havia demanda reprimida. &#8220;As condi\u00e7\u00f5es de financiamento do BNDES [para produtos nacionais] e barreiras colocadas pelo governo deram uma segurada nas importa\u00e7\u00f5es no fim do ano passado&#8221;, afirmou Andr\u00e9 Romi, presidente da C\u00e2mara Setorial de M\u00e1quinas Ferramenta da Abimaq, em entrevista ao Valor PRO, servi\u00e7o de informa\u00e7\u00f5es em tempo real do Valor.<\/p>\n<p>Romi disse que a taxa anual de financiamento Finame\/PSI do BNDES passou de 2,5%, no ano passado, para 3%, neste semestre, e chegar\u00e1 a 3,5% na segunda metade do ano. &#8220;A condi\u00e7\u00e3o excepcional de financiamento fez as empresas anteciparem o consumo no fim do ano; no segmento de m\u00e1quinas ferramenta, cerca de 20% a 30% das vendas foram antecipadas&#8221;.<\/p>\n<p>Para o executivo, essa combina\u00e7\u00e3o trouxe uma retomada das importa\u00e7\u00f5es e uma queda na compra de produtos nacionais. Essa tend\u00eancia, prev\u00ea, continuar\u00e1 a ser observada em fevereiro, que provavelmente trar\u00e1 resultados ainda fracos, at\u00e9 porque os dois primeiros meses do ano s\u00e3o sazonalmente mais fracos.<\/p>\n<p>&#8220;Mar\u00e7o j\u00e1 tende a ser um m\u00eas mais &#8220;normal&#8221;, mais homog\u00eaneo&#8221;, disse o executivo. A expectativa dele, em linha com a j\u00e1 apresentada pelo presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, \u00e9 de uma retomada suave e mais consistente a partir do segundo trimestre. Romi afirmou que, apesar da alta gradual da taxa Finame\/PSI, o financiamento de m\u00e1quinas continuar\u00e1 muito atraente e estimular\u00e1 as vendas. No segmento de m\u00e1quinas ferramenta, a linha do BNDES \u00e9 usada em 70% a 80% das vendas dos fabricantes nacionais, estima Romi.<\/p>\n<p>Sinais para corroborar esse &#8220;otimismo moderado&#8221; aparecem no horizonte. A ind\u00fastria, cliente do setor de bens de capital, mostrou-se mais vigorosa neste in\u00edcio de 2013. A produ\u00e7\u00e3o industrial, medida pelo IBGE, avan\u00e7ou 2,5% na passagem de dezembro para janeiro (descontadas as influ\u00eancias sazonais). Foi a maior alta mensal do \u00edndice desde mar\u00e7o de 2010. A produ\u00e7\u00e3o de bens de capital subiu 8,5%.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ponderar que esses sinais est\u00e3o bastante concentrados em alguns setores, especialmente o automobil\u00edstico, que puxou a produ\u00e7\u00e3o de bens dur\u00e1veis, e de caminh\u00f5es, que inflou os dados da produ\u00e7\u00e3o de bens de capital.<\/p>\n<p>O setor de caminh\u00f5es se recupera de um 2012 que foi muito ruim. Com a edi\u00e7\u00e3o de nova regula\u00e7\u00e3o para emiss\u00f5es de poluentes, os clientes haviam adiantado as compras de caminh\u00f5es no fim de 2011 e as vendas sofreram fortemente no ano passado.<\/p>\n<p>Outro \u00edndice positivo foi visto na pesquisa &#8220;Indicadores Industriais&#8221;, da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI). A capacidade instalada da ind\u00fastria alcan\u00e7ou 84%, em janeiro, melhor \u00edndice desde fevereiro de 2008.<\/p>\n<p>Por outro lado, a pesquisa da CNI apontou uma queda de 4,2% no faturamento real da ind\u00fastria, na compara\u00e7\u00e3o com dezembro. Em rela\u00e7\u00e3o a janeiro de 2012, o tombo foi de 5%. A pesquisa mostra um cen\u00e1rio tamb\u00e9m da ind\u00fastria, como um todo, preparando-se para uma retomada das vendas no futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>ANP sugere \u00e1reas para 1\u00aa Rodada do pr\u00e9-sal<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP) submeteu \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da presidente, Dilma Rousseff, as \u00e1reas para serem ofertadas na 1\u00aa Rodada de blocos explorat\u00f3rios de petr\u00f3leo, nas \u00e1reas do pr\u00e9-sal, previsto para novembro. Estimativas preliminares da ag\u00eancia reguladora sugerem a possibilidade de volume recuper\u00e1vel de 10 bilh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo nessas \u00e1reas do pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>Magda Chambriard, diretora-geral da ANP, disse que o volume foi previsto com base em s\u00edsmicas de duas dimens\u00f5es (2D) realizadas pela ag\u00eancia. Magda ponderou, no entanto, que o grau de incerteza em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s previs\u00f5es ainda \u00e9 muito alto. As previs\u00f5es est\u00e3o sujeitas a incertezas t\u00e9cnicas e comerciais e se referem a uma estimativa de volumes potencialmente recuper\u00e1veis.<\/p>\n<p>J\u00e1 para as \u00e1reas que ser\u00e3o ofertadas na 11\u00aa Rodada de licita\u00e7\u00e3o de blocos explorat\u00f3rios de petr\u00f3leo, a previs\u00e3o, com base nas mesmas s\u00edsmicas 2D, \u00e9 de volume recuper\u00e1vel de cerca de 7,5 bilh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo. Para se ter uma ideia, at\u00e9 2011, o total de reservas provadas no Brasil atingiu 15,1 bilh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo. A 11\u00aa Rodada est\u00e1 marcada para os dias 14 e 15 de maio, com a oferta de 289 blocos em onze bacias sedimentares.<\/p>\n<p>Para que se tenha uma previs\u00e3o mais precisa do volume recuper\u00e1vel ser\u00e1 necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de s\u00edsmicas em terceira dimens\u00e3o e outras atividades que, segundo Magda, ser\u00e3o de responsabilidade dos vencedores do leil\u00e3o. &#8220;A gente consegue mapear oportunidades explorat\u00f3rias importantes baseadas em s\u00edsmicas 2D&#8221;, disse Magda, ap\u00f3s participar de semin\u00e1rio t\u00e9cnico realizado pela a ANP.<\/p>\n<p>O cobi\u00e7ado reservat\u00f3rio de Libra, na Bacia de Santos, \u00e9 uma das \u00e1reas propostas pela ANP para serem inclu\u00eddas na concorr\u00eancia do pr\u00e9-sal, sob o regime de partilha. Al\u00e9m dele, est\u00e3o \u00e1reas adjacentes a campos ou descobertas e outras \u00e1reas da Bacia de Santos.<\/p>\n<p>Magda descartou que as duas rodadas a serem realizadas ainda este ano, ap\u00f3s a 11\u00aa Rodada, sofram flexibiliza\u00e7\u00e3o das exig\u00eancias de conte\u00fado local. &#8220;N\u00e3o tenho nenhuma indica\u00e7\u00e3o que isso vai mudar&#8221;, disse. A Petrobras e outras companhias do setor pediram o abrandamento das regras \u00e0 ANP. Segundo Magda, as regras fazem parte de pol\u00edtica do governo e tem como objetivo o longo prazo. &#8220;O gargalo que se enxerga agora certamente n\u00e3o existir\u00e1 daqui a 10 ou 15 anos.&#8221;<\/p>\n<p>Recentemente, a Petrobras decidiu transferir encomendas feitas no pa\u00eds para o exterior. &#8220;A Petrobras tem todo o direito de fazer encomenda onde ela quer, desde que cumpra o compromisso assinado em contrato&#8221;, disse. De acordo com Magda, a ag\u00eancia vai auditar os projetos da estatal e se o \u00edndice n\u00e3o estiver cumprido a petroleira ser\u00e1 multada.<\/p>\n<p>A ANP tamb\u00e9m n\u00e3o deve flexibilizar na cobran\u00e7a do desenvolvimento de campos maduros do pa\u00eds. Recentemente a ag\u00eancia apresentou plano para o Campo de Roncador, na Bacia de Campos, e a Petrobras fez um pedido de revis\u00e3o. &#8220;Estamos estudando, mas n\u00e3o acredito que tenha muito espa\u00e7o para grandes revis\u00f5es&#8221;, afirmou Magda. Esse \u00e9 o primeiro plano dos dez que devem ser apresentados pela ANP para desenvolvimento.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Taxa de calotes deve ceder, diz Febraban<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban) mostrou otimismo quanto \u00e0 perspectiva para a inadimpl\u00eancia. Para a entidade, o atraso nas opera\u00e7\u00f5es &#8220;emite sinais de esgotamento na margem&#8221;, o que pode favorecer uma recupera\u00e7\u00e3o mais efetiva do cr\u00e9dito neste ano.<\/p>\n<p>A expectativa consta em informativo divulgado ontem e traz uma avalia\u00e7\u00e3o dos balan\u00e7os do \u00faltimo trimestre de cinco grandes bancos e oito de menor porte, cujos ativos totais representam cerca de 85% do sistema financeiro.<\/p>\n<p>A taxa geral de inadimpl\u00eancia dos bancos da amostra recuou pela segunda vez, ap\u00f3s cinco trimestres de alta, para 3,43%. No terceiro trimestre do ano passado, esse percentual era de 3,53%.<\/p>\n<p>&#8220;O \u00edndice de cobertura, que recuou desde o final de 2010 como efeito do aumento da inadimpl\u00eancia, tem ficado relativamente est\u00e1vel em torno de 175%, em patamar confort\u00e1vel&#8221;, acrescenta o texto.<\/p>\n<p>A carteira de cr\u00e9dito total dos bancos da amostra avan\u00e7ou 5,5% no \u00faltimo trimestre. Vale destacar o crescimento de 9% dos bancos p\u00fablicos ante 2,8% nas institui\u00e7\u00f5es grandes privadas e 2% nos bancos de menor porte.<\/p>\n<p>J\u00e1 no ano passado, o crescimento da carteira de cr\u00e9dito da amostra foi de 17,8%, o que aponta uma desacelera\u00e7\u00e3o ante o desempenho de 2011. O avan\u00e7o mais expressivo foi novamente registrado pelos bancos p\u00fablicos, com 30% em 2012, ante uma desacelera\u00e7\u00e3o do avan\u00e7o para 9% dos bancos grandes privados. J\u00e1 os bancos menores registraram expans\u00e3o de 8,3%.<\/p>\n<p>A Febraban destacou tamb\u00e9m que o lucro dos bancos da amostra somou R$ 13,4 bilh\u00f5es no quarto trimestre de 2012, o que representa um aumento de 9% em rela\u00e7\u00e3o aos tr\u00eas meses anteriores e de 1% ante o mesmo per\u00edodo de 2011, sendo o maior valor nominal trimestral da s\u00e9rie.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Exporta\u00e7\u00e3o de manufaturado volta a recuar<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A valoriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar desde dezembro j\u00e1 come\u00e7ou a afetar a exporta\u00e7\u00e3o de manufaturados. Mais do que isso, fez a venda de industrializados ao exterior voltar a apresentar queda, ap\u00f3s uma tentativa de recupera\u00e7\u00e3o no \u00faltimo trimestre de 2012. Junto com o c\u00e2mbio, pesam contra a exporta\u00e7\u00e3o de manufaturados a falta de recupera\u00e7\u00e3o de mercados como o europeu e o americano, al\u00e9m da dificuldade de exportar para a Argentina, o maior destino dos manufaturados brasileiros.<\/p>\n<p>Em ritmo desacelerado desde junho de 2011, a exporta\u00e7\u00e3o brasileira de manufaturados come\u00e7ou a cair no trimestre encerrado em junho de 2012, contra mesmo per\u00edodo do ano anterior. No \u00faltimo trimestre do ano passado, a venda de manufaturados ensaiou uma recupera\u00e7\u00e3o (alta de 2,9% no trimestre encerrado em novembro), mas voltou a cair em 2013. Os trimestres encerrados em janeiro e fevereiro tiveram recuo de 3,1% e 11,3%, respectivamente.<\/p>\n<p>A queda nas vendas ao exterior de manufaturados preocupa mais, porque s\u00e3o os itens da pauta de exporta\u00e7\u00e3o com maior valor agregado, diz Rodrigo Branco, economista da Funda\u00e7\u00e3o Centro de Estudos do Com\u00e9rcio Exterior (Funcex). &#8220;Esse desempenho p\u00f5e em evid\u00eancia a dificuldade da ind\u00fastria em aumentar exporta\u00e7\u00f5es, mesmo com as medidas de incentivo.&#8221;<\/p>\n<p>A queda na venda dos manufaturados n\u00e3o est\u00e1 restrita a poucos setores. Entre os 24 segmentos industriais que a Funcex acompanha, houve redu\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00e3o em 14 setores no primeiro bimestre contra o mesmo per\u00edodo de 2012. As vendas externas de m\u00e1quinas e equipamentos ca\u00edram 25,9%, metalurgia teve recuo de 11,8% e produtos de borracha e pl\u00e1stico, 12,4%.<\/p>\n<p>A queda de 9,9% no embarque do total de manufaturados foi maior que a esperada e contribuiu para a Funcex reduzir de US$ 16 bilh\u00f5es para US$ 13 bilh\u00f5es a estimativa de super\u00e1vit comercial para 2013. &#8220;Ao que tudo indica, a recupera\u00e7\u00e3o da balan\u00e7a do ano vai depender muito mais das safras agr\u00edcolas do que se imaginava antes&#8221;, diz Branco. Depois do d\u00e9ficit hist\u00f3rico em fevereiro, a balan\u00e7a acumula no primeiro bimestre saldo negativo de US$ 5,31 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;A exporta\u00e7\u00e3o brasileira de manufaturados tem uma depend\u00eancia grande do c\u00e2mbio e segue a curva do d\u00f3lar a curto prazo&#8221;, diz Welber Barral, s\u00f3cio da Barral M Jorge e ex-secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio Exterior. A recupera\u00e7\u00e3o no \u00faltimo trimestre do ano passado, diz Jos\u00e9 Augusto de Castro, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), acompanhou a expectativa do exportador e o discurso do governo federal, segundo o qual o real mais desvalorizado iria permanecer. &#8220;Mas em dezembro, o governo come\u00e7ou a mudar o discurso, o que mexeu na expectativa de c\u00e2mbio e na queda de exporta\u00e7\u00e3o de manufaturados&#8221;, diz Castro. &#8220;O exportador n\u00e3o altera o pre\u00e7o e nem faz esfor\u00e7o para exportar, se acha que o real vai se valorizar.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m da valoriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar, h\u00e1 outros fen\u00f4menos. Entre eles, a concorr\u00eancia ainda maior no mercado internacional, que se acirrou nos \u00faltimos meses&#8221;, diz Barral. A maior competi\u00e7\u00e3o, diz, \u00e9 resultado da frustra\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o de economias como a europeia e a americana, que n\u00e3o reagiram ainda como esperado.<\/p>\n<p>O fator Argentina, lembra Castro, tamb\u00e9m \u00e9 relevante. Os argentinos s\u00e3o os maiores compradores externos de manufaturados brasileiros. No ano passado, em raz\u00e3o das barreiras impostas, as vendas do Brasil ao pa\u00eds vizinho tiveram queda de 20,8%, enquanto a exporta\u00e7\u00e3o total brasileira caiu 5,3%.<\/p>\n<p>Cerca de 90% do que o Brasil exporta para a Argentina s\u00e3o manufaturados. No ano passado, a venda de manufaturados aos argentinos caiu 19,7%, e no primeiro bimestre deste ano contra igual per\u00edodo de 2012, o recuo foi alto de novo &#8211; 16,3%.<\/p>\n<p>Do total em manufaturados vendidos pelo Brasil ao exterior, 18,1% v\u00e3o para os argentinos. O segundo maior destino s\u00e3o os Estados Unidos, com 15%, e depois, a Holanda. O desempenho abaixo do esperado, por\u00e9m, n\u00e3o se limita \u00e0 Argentina. No primeiro bimestre contra mesmo per\u00edodo do ano passado, a venda de manufaturados aos americanos ficou, segundo dados da Funcex, com queda leve de 0,9%. A venda dos produtos dessa mesma classe para a Uni\u00e3o Europeia sofreu redu\u00e7\u00e3o de 18,2%.<\/p>\n<p>Um dos agravantes, diz Branco, \u00e9 a perda de mercado pelo Brasil na venda de manufaturados para os pa\u00edses latino-americanos, que t\u00eam fatia superior a 40% na exporta\u00e7\u00e3o brasileira dessa classe de produtos. &#8220;E o Brasil tem perdido fatia de mercado nessa regi\u00e3o, porque o problema n\u00e3o se restringe \u00e0 Argentina.&#8221; A exporta\u00e7\u00e3o brasileira de manufaturados, diz o economista da Funcex, n\u00e3o tem acompanhado o crescimento econ\u00f4mico dos pa\u00edses latino-americanos.<\/p>\n<p>Embora ainda demonstre f\u00f4lego para Paraguai (alta de 15,1%) e para Col\u00f4mbia (alta de 5,3%), as vendas para o Peru e para a Venezuela amargaram queda, de 12,2% e de 21,2%, respectivamente. Todos os n\u00fameros levam em conta o primeiro bimestre contra mesmo per\u00edodo do ano passado. Al\u00e9m de c\u00e2mbio e concorr\u00eancia, a exporta\u00e7\u00e3o regional de manufaturados, diz Barral, esbarra nas prefer\u00eancias naturais criadas com os acordos comerciais mais recentes que pa\u00edses como a Col\u00f4mbia assinaram com os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Barral n\u00e3o espera grande melhora na exporta\u00e7\u00e3o brasileira de manufaturados para este ano. O receio \u00e9 de que o processo de valoriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar continue nos pr\u00f3ximos meses. O debate atual sobre o aumento de juros para segurar a infla\u00e7\u00e3o, diz Barral, contribui muito para isso. &#8220;Se os juros aumentarem, atrairemos mais d\u00f3lares para investimentos e haver\u00e1 mais press\u00e3o para a valoriza\u00e7\u00e3o do real.&#8221;<\/p>\n<p>Enquanto isso, diz Castro, o exportador continua sem confian\u00e7a para explorar novos mercados ou investir mais na exporta\u00e7\u00e3o. &#8220;As medidas tribut\u00e1rias n\u00e3o foram suficientes, e mesmo o Reintegra, um benef\u00edcio mais geral, demorou muito para ser prorrogado ao fim do ano passado.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil deve ter primeiro d\u00e9ficit comercial no 1\u00ba tri desde 2001<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A balan\u00e7a comercial brasileira registrou d\u00e9ficit de US$ 448 milh\u00f5es na terceira semana de mar\u00e7o. Com esse resultado, no ano, o saldo est\u00e1 negativo em US$ 5,526 bilh\u00f5es. No mesmo per\u00edodo do ano passado, o saldo da balan\u00e7a comercial foi positivo em US$ 1,127 bilh\u00e3o. A \u00faltima vez que a balan\u00e7a comercial registrou d\u00e9ficit no primeiro trimestre foi em 2001, com resultado negativo de US$ 672,9 milh\u00f5es. Naquele ano, foram US$ 13,8 bilh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es e US$ 14,4 bi em importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>De acordo com dados do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (Mdic), o resultado da terceira semana de mar\u00e7o resultou de US$ 4,155 bilh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es e US$ 4,603 bilh\u00f5es em importa\u00e7\u00f5es. Com o dado da segunda semana, a balan\u00e7a comercial acumula d\u00e9ficit de US$ 212 milh\u00f5es em mar\u00e7o. A m\u00e9dia di\u00e1ria de US$ 899 milh\u00f5es nas exporta\u00e7\u00f5es de mar\u00e7o at\u00e9 a terceira semana \u00e9 5,4% inferior \u00e0 m\u00e9dia di\u00e1ria de US$ 950,5 milh\u00f5es dos embarques realizados em todo o m\u00eas de mar\u00e7o do ano passado.<\/p>\n<p>Essa queda \u00e9 explicada pelo menor embarque de produtos b\u00e1sicos e manufaturados. As exporta\u00e7\u00f5es de produtos b\u00e1sicos ca\u00edram 9,4%, de US$ 460,8 milh\u00f5es da m\u00e9dia di\u00e1ria de mar\u00e7o de 2012 para US$ 417,3 milh\u00f5es at\u00e9 a terceira semana deste m\u00eas, por conta, principalmente, de petr\u00f3leo em bruto, farelo de soja, algod\u00e3o em bruto, fumo em folhas e trigo em gr\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas commodities agr\u00edcolas, todo o complexo soja registrou, at\u00e9 a terceira semana, volume m\u00e9dio de exporta\u00e7\u00f5es inferior ao de mar\u00e7o de 2012. Na m\u00e9dia, o volume de soja em gr\u00e3o est\u00e1 14% menor, o de farelo, 42% inferior, e para \u00f3leo, a retra\u00e7\u00e3o em quantidade chega a 79%. De 23 commodities agr\u00edcolas e industriais analisadas pelo Mdic, 11 est\u00e3o com um volume m\u00e9dio de exporta\u00e7\u00e3o inferior ao de mar\u00e7o do ano passado. Em pre\u00e7o, 13 das mesmas 23 est\u00e3o com pre\u00e7o m\u00e9dio inferior ao de igual m\u00eas de 2012.<\/p>\n<p>No caso de manufaturados, os embarques apresentaram redu\u00e7\u00e3o de 9% na compara\u00e7\u00e3o da m\u00e9dia di\u00e1ria acumulada neste m\u00eas (US$ 326,9 milh\u00f5es) com mar\u00e7o do ano passado (US$ 359,2 milh\u00f5es). As maiores retra\u00e7\u00f5es foram nas vendas de bombas e compressores, ve\u00edculos de carga, m\u00e1quinas p\/ terraplenagem, \u00f3xidos\/hidr\u00f3xidos de alum\u00ednio, pneum\u00e1ticos e pol\u00edmeros pl\u00e1sticos.<\/p>\n<p>J\u00e1 para os semimanufaturados, a m\u00e9dia subiu 20,4%, passando de US$ 109,1 milh\u00f5es em mar\u00e7o de 2012 para US$ 131,3 milh\u00f5es no acumulado deste m\u00eas. O resultado se deve ao maior embarque de catodos de cobre, a\u00e7\u00facar em bruto, ferro fundido, alum\u00ednio em bruto, couros e peles, celulose e ouro em forma semimanufaturada.<\/p>\n<p>Na outra ponta, as importa\u00e7\u00f5es aumentaram 6,9% at\u00e9 a terceira semana de mar\u00e7o, com m\u00e9dia di\u00e1ria de US$ 918,3 milh\u00f5es, ante US$ 858,7 milh\u00f5es em todo o m\u00eas de mar\u00e7o do ano passado. Nesse m\u00eas, ao contr\u00e1rio do que aconteceu em janeiro e fevereiro, as importa\u00e7\u00f5es de combust\u00edveis n\u00e3o foram at\u00edpicas &#8211; elas ficaram 2,9% inferiores as de mar\u00e7o de 2012, pela m\u00e9dia di\u00e1ria.<\/p>\n<p>Nessa compara\u00e7\u00e3o, houve aumento de gastos com adubos e fertilizantes (59,9%), cereais e produtos de moagem (33,4%), sider\u00fargicos (15,1%), pl\u00e1sticos e obras (14,8%), aparelhos eletroeletr\u00f4nicos (10,8%) e instrumentos de \u00f3tica e precis\u00e3o (9,6%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4490\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4490","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1aq","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4490","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4490"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4490\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4490"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4490"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4490"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}