{"id":4496,"date":"2013-03-20T15:05:58","date_gmt":"2013-03-20T15:05:58","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4496"},"modified":"2013-03-20T15:05:58","modified_gmt":"2013-03-20T15:05:58","slug":"brasil-e-eua-buscam-acordos-bilaterais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4496","title":{"rendered":"Brasil e EUA buscam acordos bilaterais"},"content":{"rendered":"\n<p>O governo dos Estados Unidos quer encontrar &#8220;meios concretos&#8221; para ampliar a rela\u00e7\u00e3o comercial e econ\u00f4mica com o Brasil, como um acordo de investimentos, disse ao Valor o assessor adjunto para Seguran\u00e7a Nacional dos Estados Unidos, Michael Froman, um dos integrantes do governo americano mais pr\u00f3ximos do presidente Barack Obama. Froman e a secret\u00e1ria interina de Com\u00e9rcio dos EUA, Rebbeca Blank ouviram ontem do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, uma proposta para buscar acordos bilaterais que possam ser discutidos sem necessidade de aprova\u00e7\u00e3o dos membros do Mercosul, em temas como servi\u00e7os, investimentos, transportes e tributos.<\/p>\n<p>Os EUA, j\u00e1 dispostos a aprofundar as rela\u00e7\u00f5es comerciais e de investimento com o Brasil, est\u00e3o em conversas avan\u00e7adas para coopera\u00e7\u00e3o no setor de energia, inclusive nuclear, disse Froman. O governo americano quer discutir com o Brasil novas tecnologias de explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de xisto voltadas \u00e0 sustentabilidade ambiental, aproveitando a experi\u00eancia do pa\u00eds com esse combust\u00edvel que provocou uma &#8220;revolu\u00e7\u00e3o&#8221; no setor de energia, barateando custos e promovendo o ressurgimento da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Froman \u00e9 cotado para ser o representante comercial da Casa Branca (embora j\u00e1 tenha recusado um posto na \u00e1rea, por preferir suas fun\u00e7\u00f5es na Casa Branca, com maior amplitude de a\u00e7\u00e3o e maior proximidade ao presidente). Mesmo mostrando forte interesse do governo americano, n\u00e3o deixou de criticar, em entrevista exclusiva ao Valor, as medidas tomadas recentemente pelo governo brasileiro em sua pol\u00edtica industrial, como a eleva\u00e7\u00e3o de tarifas para cem produtos e a cria\u00e7\u00e3o de exig\u00eancias de conte\u00fado local para investimentos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;Respeitamos muito o desejo do Brasil de ter um setor industrial vibrante, n\u00f3s tamb\u00e9m temos nosso setor industrial e uma pol\u00edtica industrial dirigida a esse objetivo, mas h\u00e1 v\u00e1rias maneiras de promover a industrializa\u00e7\u00e3o&#8221;, disse o assessor de Obama. &#8220;H\u00e1 uma boa discuss\u00e3o a ser feita se protecionismo e exig\u00eancias de produ\u00e7\u00e3o local encorajam ou desencorajam uma ind\u00fastria globalmente competitiva.&#8221; Froman defendeu o modelo adotado pela Embraer, com esfor\u00e7os tecnol\u00f3gicos que incluem apoio do MIT, um dos mais prestigiados institutos tecnol\u00f3gicos dos EUA e instala\u00e7\u00f5es fora do pa\u00eds, em coopera\u00e7\u00e3o com companhias americanas. &#8220;Esse modo de coopera\u00e7\u00e3o da Embraer, com o setor acad\u00eamico, setor privado e abertura, me impressiona como um modelo muito bom.&#8221;<\/p>\n<p>Ele lamentou, como protecionistas, as medidas de eleva\u00e7\u00e3o de tarifas e restri\u00e7\u00f5es a investimento, que, na sua avalia\u00e7\u00e3o, contrariam os compromissos assumidos pelos pa\u00edses com as economias mais influentes do mundo, reunidos no G-20. Durante conversa com a secret\u00e1ria Rebbeca Blank, Pimentel argumentou que o Brasil n\u00e3o busca um modelo de substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es como nos anos 50, mas a produ\u00e7\u00e3o local de bens de alto conte\u00fado tecnol\u00f3gico. O ministro do Desenvolvimento defendeu, por\u00e9m, um esfor\u00e7o para &#8220;acelerar&#8221; negocia\u00e7\u00f5es em torno de acordos de investimento, servi\u00e7os, tributos e transportes.<\/p>\n<p>A proposta de Pimentel reflete a crescente preocupa\u00e7\u00e3o, no setor privado brasileiro e em algumas \u00e1reas de governo, com a exclus\u00e3o do Brasil nas grandes negocia\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio iniciadas recentemente, \u00e0 margem da organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC). O ministro brasileiro afirmou aos americanos que o Brasil est\u00e1 disposto a encorajar os s\u00f3cios no Mercosul a manter uma &#8220;negocia\u00e7\u00e3o madura&#8221; de liberaliza\u00e7\u00e3o comercial com os EUA.<\/p>\n<p>&#8220;Devemos explorar todas as possibilidades de avan\u00e7os bilaterais enquanto nos preparamos&#8221;, disse \u00e0 secret\u00e1ria Blank. Ap\u00f3s uma reuni\u00e3o, \u00e0 tarde, Pimentel e Blank participaram de outro encontro de trabalho, no Pal\u00e1cio do Planalto, com Froman e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.<\/p>\n<p>A proposta de avan\u00e7ar em negocia\u00e7\u00f5es bilaterais foi recebida com aprova\u00e7\u00e3o e cautela pelas autoridades americanas. Os EUA, lembrou o assessor de Obama, al\u00e9m de terem lan\u00e7ado negocia\u00e7\u00f5es de livre com\u00e9rcio com a Uni\u00e3o Europeia e pa\u00edses do Pac\u00edfico (&#8220;que somar\u00e3o 65% do Produto Interno Bruto e do com\u00e9rcio mundiais&#8221;), est\u00e3o engajados em tr\u00eas grandes frentes de negocia\u00e7\u00e3o: um acordo plurilateral de servi\u00e7os, com 46 pa\u00edses, em Genebra, que representam 70% do mercado global de servi\u00e7os; um acordo para estender o alcance do atual tratado de liberaliza\u00e7\u00e3o em tecnologia de informa\u00e7\u00e3o; e um tratado multilateral para &#8220;facilita\u00e7\u00e3o de com\u00e9rcio&#8221; (remo\u00e7\u00e3o de obst\u00e1culos burocr\u00e1ticos ao tr\u00e2nsito de mercadorias).<\/p>\n<p>O Brasil participa apenas da \u00faltima delas e todas podem ser oportunidades de ampliar a rela\u00e7\u00e3o bilateral, comentou Froman. &#8220;Estamos de mente aberta e \u00e0 espera de sugest\u00f5es do lado brasileiro sobre o que querem fazer&#8221;, disse o conselheiro econ\u00f4mico de Obama. O tema acaba de ser inclu\u00eddo na agenda bilateral, comentou ele.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Aneel confirma volume de chuvas insuficiente<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O diretor-geral da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), Romeu Rufino, admitiu ontem que o volume das chuvas que abastecem os reservat\u00f3rios das usinas hidrel\u00e9tricas do pa\u00eds ainda n\u00e3o ocorre no n\u00edvel esperado. Rufino, que ocupa interinamente o posto de diretor-geral, deu a informa\u00e7\u00e3o depois de deixar a reuni\u00e3o da Aneel e ser perguntado sobre a manuten\u00e7\u00e3o do funcionamento das usinas termel\u00e9tricas por per\u00edodo indeterminado para garantir a seguran\u00e7a no fornecimento de energia.<\/p>\n<p>Segundo reportagem publicada ontem no Valor, dados do relat\u00f3rio do Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS) demonstram que, apesar das enchentes verificadas em v\u00e1rias regi\u00f5es, o pa\u00eds dever\u00e1 encerrar a temporada de chuvas de ver\u00e3o com n\u00edvel de precipita\u00e7\u00e3o abaixo do esperado para garantir o bom funcionamento do sistema de gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica.<\/p>\n<p>&#8220;Isso significa apenas que, por enquanto, os reservat\u00f3rios n\u00e3o est\u00e3o enchendo na velocidade que gostar\u00edamos&#8221;, disse Rufino. Ele ressaltou que qualquer avalia\u00e7\u00e3o sobre o risco de desabastecimento ou a decis\u00e3o sobre o tempo de perman\u00eancia da opera\u00e7\u00e3o de usinas termel\u00e9tricas cabe ao Comit\u00ea de Monitoramento do Setor El\u00e9trico (CMSE).<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u2018H\u00e1 muitos ju\u00edzes para colocar para fora\u2019<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criticou ontem duramente as liga\u00e7\u00f5es de ju\u00edzes com advogados e afirmou que ainda h\u00e1 muitos ju\u00edzes &#8220;para colocar para fora&#8221; da magistratura. Para ele, as alian\u00e7as veladas entre magistrados e advogados seriam a origem de casos de corrup\u00e7\u00e3o e se constituem num dos aspectos mais nocivos da Justi\u00e7a brasileira. Barbosa fez a declara\u00e7\u00e3o durante o julgamento do juiz Jo\u00e3o Borges de Souza Filho no Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) e acabou protagonizando um longo embate com o desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 muitos (ju\u00edzes) para colocar para fora. Esse conluio entre ju\u00edzes e advogados \u00e9 o que h\u00e1 de mais pernicioso. N\u00f3s sabemos que h\u00e1 decis\u00f5es graciosas, condescendentes, fora das regras &#8211; afirmou Barbosa ao endossar parte da den\u00fancia contra Souza Filho.<\/p>\n<p>O juiz de Picos, no Piau\u00ed, foi acusado de favorecer advogados em alguns processos. Os conselheiros presentes \u00e0 sess\u00e3o votaram pela aposentadoria compuls\u00f3ria do juiz. Tourinho Neto foi o \u00fanico a votar contra a puni\u00e7\u00e3o. O desembargador n\u00e3o v\u00ea problema em um juiz receber advogados de processos em que est\u00e3o atuando. Para ele, a proximidade entre alguns ju\u00edzes e advogados n\u00e3o implica necessariamente em casos de corrup\u00e7\u00e3o. O desembargador citou a si mesmo como exemplo. Ele disse que j\u00e1 bebeu cerveja e u\u00edsque com advogados e nem por isso comprometeu duas decis\u00f5es como juiz.<\/p>\n<p>&#8211; Eu atendo o advogado de A e depois o de B &#8211; disse Tourinho.<\/p>\n<p>&#8211; Isso est\u00e1 errado &#8211; respondeu Barbosa.<\/p>\n<p>N\u00e3o satisfeito, Tourinho criticou o suposto excesso de zelo de ju\u00edzes que, para evitar den\u00fancias de favorecimento, instalam c\u00e2meras nos gabinetes e atendem advogados das duas partes de um determinado processo ao mesmo tempo. Em meio ao debate, o desembargador insinuou que, em alguns casos, ju\u00edzes influentes n\u00e3o s\u00e3o punidos por erros que cometem.<\/p>\n<p>&#8211; Tem juiz que viaja para o exterior com festa paga por advogado e, a\u00ed, n\u00e3o acontece nada &#8211; insinuou o desembargador.<\/p>\n<p>&#8211; Conselheiro Tourinho, sua verve na despedida est\u00e1 impag\u00e1vel &#8211; respondeu Barbosa.<\/p>\n<p>O presidente do STF e o desembargador divergiram v\u00e1rias vezes, mas em tom amistoso. Nos momentos finais do embate, Barbosa voltou a criticar a proximidade de ju\u00edzes com advogados e reafirmou que isso, muitas vezes, resulta em tratamento privilegiado e desequilibra o jogo em favor de uma das partes. Ainda em tom de brincadeira, Tourinho disse que Barbosa era &#8220;duro como o Diabo&#8221; e que pode at\u00e9 se presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>&#8211; Vossa excel\u00eancia foi endeusado. Quem sabe n\u00e3o ser\u00e1 o pr\u00f3ximo presidente da Rep\u00fablica? &#8211; provocou Tourinho.<\/p>\n<p>No ano passado, o desembargador j\u00e1 havia provocado pol\u00eamica quando tentou anular as investiga\u00e7\u00f5es da opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal sobre a atua\u00e7\u00e3o do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Na ocasi\u00e3o, Tourinho criticou a conduta do juiz de primeira inst\u00e2ncia. E sustentou que as escutas telef\u00f4nicas poderiam ser invalidadas por conta de supostas falhas jur\u00eddicas na condu\u00e7\u00e3o do inqu\u00e9rito na Justi\u00e7a Federal de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>No intervalo da sess\u00e3o do CNJ, Joaquim Barbosa assinou um conv\u00eanio com a ministra do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, Eliana Calmon, para facilitar a atua\u00e7\u00e3o de ju\u00edzes em a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa. Eliana \u00e9 diretora da Escola Nacional de Forma\u00e7\u00e3o e Aperfei\u00e7oamento de Magistrados (Enfam). Durante a audi\u00eancia, o ministro conclamou os ju\u00edzes a julgar as a\u00e7\u00f5es por improbidade. Este tipo de a\u00e7\u00e3o \u00e9 direcionada principalmente contra pol\u00edticos acusados de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; O tempo de escamotear a improbidade sob o argumento de legisla\u00e7\u00e3o fr\u00e1gil e desconexa j\u00e1 passou. Fa\u00e7amos nosso trabalho, encontremos solu\u00e7\u00e3o para essa demanda. Absolvendo quem deve ser e condenando quem condenou princ\u00edpios e regras da nossa administra\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 nossa prioridade. Para isso contamos com a colabora\u00e7\u00e3o dos senhores &#8211; disse Barbosa.<\/p>\n<p>Hoje existem no pa\u00eds 17 mil a\u00e7\u00f5es por improbidade pendentes. Segundo Eliana, a parceria entre o CNJ e o Enfam poder\u00e1 acelerar o julgamento de boa parte destas a\u00e7\u00f5es. Pela proposta, ju\u00edzes ser\u00e3o treinados por colegas para lidar com casos desta natureza.<\/p>\n<p>&#8211; O Brasil era um pa\u00eds de faz de conta. Estamos fazendo com que a Justi\u00e7a funcione. O Brasil mudou &#8211; disse a ministra.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Refinarias do NE: futuro incerto<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Rio e S\u00e3o Paulo Politicamente desejadas no governo Lula, mas economicamente invi\u00e1veis, as refinarias Premium I, no Maranh\u00e3o, e a Premium II, no Cear\u00e1, dever\u00e3o ter seus destinos decididos at\u00e9 julho deste ano. Ao detalhar o Plano de Neg\u00f3cios 2013-2017 ao mercado, a presidente da Petrobras, Maria das Gra\u00e7as Foster, afirmou ontem que, apesar de importantes para o atendimento do mercado interno de combust\u00edveis, os dois projetos, al\u00e9m da segunda unidade de refino do Comperj, em Itabora\u00ed, no Rio de Janeiro, precisam se tornar vi\u00e1veis economicamente para serem executados.<\/p>\n<p>&#8211; O desafio agora \u00e9 viabilizar essas refinarias para que elas sejam competitivas a n\u00edvel internacional. Essas refinarias nunca subiram no telhado, nem est\u00e3o no telhado, mas n\u00e3o posso construir uma refinaria que n\u00e3o deu tudo de si como projeto. As Premium precisam mostrar evolu\u00e7\u00e3o em sua concep\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 pessimismo nem otimismo, \u00e9 realidade &#8211; destacou Gra\u00e7a.<\/p>\n<p>As duas refinarias entraram nos planos estrat\u00e9gicos da Petrobras em 2008, quando a companhia era comandada por Jos\u00e9 Sergio Gabrielli. A do Maranh\u00e3o, com capacidade para refinar 600 mil barris por dia e or\u00e7ada pelo mercado em cerca de US$ 20 bilh\u00f5es, tinha previs\u00e3o para iniciar a opera\u00e7\u00e3o em 2016. J\u00e1 a do Cear\u00e1, de 300 mil barris por dia e custo estimado em US$ 10 bilh\u00f5es, entraria em 2017. Para especialistas, a decis\u00e3o de Gabrielli, que foi predominantemente pol\u00edtica, para agradar aliados do governo, carece de suporte t\u00e9cnico e econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Segundo o ex-diretor da Petrobras Wagner Freire, a op\u00e7\u00e3o pelas Premium, isoladas no Nordeste, revela que houve inger\u00eancia pol\u00edtica do governo federal.<\/p>\n<p>&#8211; Por que e para que investir em refinarias no Maranh\u00e3o e no Cear\u00e1? Ao meu ver, esses investimentos n\u00e3o t\u00eam sentido. Mesmo sendo adiados, deveriam ser revistos &#8211; diz Freire.<\/p>\n<p>O especialista Adriano Pires concorda que a decis\u00e3o de se construir as refinarias foi pol\u00edtica, mas, lembra que havia um argumento t\u00e9cnico, a exporta\u00e7\u00e3o dos derivados e, posteriormente, o suprimento do consumo na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Esses projetos se tornaram invi\u00e1veis porque, al\u00e9m das margens de refino serem pequenas, o governo controlou os pre\u00e7os dos combust\u00edveis &#8211; afirma.<\/p>\n<p>As duas refinarias constam como projetos em avalia\u00e7\u00e3o do Plano 2013\/17, que prev\u00ea investimentos de US$ 236,7 bilh\u00f5es, o mesmo volume do Plano 2012\/16. A redu\u00e7\u00e3o dos custos da companhia envolve ainda a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Gra\u00e7a afirmou que j\u00e1 conseguiu reduzir custos em US$ 3 bilh\u00f5es. Atualmente, a refinaria est\u00e1 or\u00e7ada em US$ 17,3 bilh\u00f5es, dos quais j\u00e1 foram gastos US$ 11,7 bilh\u00f5es, com 70,6% da obra executada. Sobre a possibilidade de a petroleira estatal da Venezuela, PDVSA, ainda participar do projeto, Gra\u00e7a disse que est\u00e1 aberta a discuss\u00f5es. No dia 28 de fevereiro, venceu o prazo do \u00faltimo aditivo, no qual se esperava uma posi\u00e7\u00e3o da Venezuela.<\/p>\n<p>&#8211; Foi solicitada uma agenda com o presidente da PDVSA &#8211; destacou Gra\u00e7a.<\/p>\n<p>Os executivos da Petrobras detalharam ainda a evolu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo para os pr\u00f3ximos anos. Para 2013, a expectativa \u00e9 de uma produ\u00e7\u00e3o de dois milh\u00f5es de barris por dia, com uma varia\u00e7\u00e3o de 2% para cima ou para baixo. Gra\u00e7a lembrou que, a partir do segundo semestre deste ano, com a entrada de novas plataformas, a produ\u00e7\u00e3o come\u00e7ar\u00e1 a crescer, chegando a 2,75 bilh\u00f5es por dia em 2017. Para 2020, a meta \u00e9 de 4,2 milh\u00f5es di\u00e1rios.<\/p>\n<p>O destaque dos pr\u00f3ximos per\u00edodos ficar\u00e1 por conta do pr\u00e9-sal. Sua produ\u00e7\u00e3o, hoje em 300 mil barris por dia, vai saltar para 1 milh\u00e3o de barris di\u00e1rios em 2017, ou 42% do total. Jos\u00e9 Formigli, diretor de Explora\u00e7\u00e3o &amp; Produ\u00e7\u00e3o da estatal, afirmou que em 2020 o pr\u00e9-sal vai produzir 2 milh\u00f5es por dia, cerca de metade do total.<\/p>\n<p>&#8211; O pr\u00e9-sal corresponde a 30% dos investimentos em explora\u00e7\u00e3o, cerca de US$ 7,2 bilh\u00f5es. Em produ\u00e7\u00e3o, a fatia sobe para 68%, com US$ 72,6 bilh\u00f5es. Em 2011, o pr\u00e9-sal era 5%; em 2012, foi 7%. A op\u00e7\u00e3o da empresa \u00e9 a otimiza\u00e7\u00e3o dos investimentos em explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o &#8211; afirmou.<\/p>\n<p>Segundo o Plano 2013\/17, o segmento de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o vai consumir US$ 147,5 bilh\u00f5es, 62% do total. Gra\u00e7a se disse satisfeita com a manuten\u00e7\u00e3o das metas de produ\u00e7\u00e3o e destacou o forte desenvolvimento no pr\u00e9-sal, com ganhos de produtividade e redu\u00e7\u00e3o de custos. Ela citou que o tempo de perfura\u00e7\u00e3o de um po\u00e7o no pr\u00e9-sal caiu de 134 dias para 70 dias:<\/p>\n<p>&#8211; Temos po\u00e7os que hoje produzem 30 mil barris por dia de \u00f3leo.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00f5es em queda na Bolsa<\/p>\n<p>Para escoar o aumento da produ\u00e7\u00e3o que vir\u00e1 com o pr\u00e9-sal, a Petrobras est\u00e1 analisando criar novas bases portu\u00e1rias no Norte do Rio e no Esp\u00edrito Santo. A empresa admitiu que est\u00e1 conversando com o empres\u00e1rio Eike Batista para usar o Porto de A\u00e7u, em S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra, como uma das bases para escoar a produ\u00e7\u00e3o. Formigli, no entanto, ressaltou que a principal base ser\u00e1 o Porto do Rio:<\/p>\n<p>&#8211; (O Porto do Rio) tem capacidade para atender por v\u00e1rios anos, j\u00e1 que Maca\u00e9 est\u00e1 no limite.<\/p>\n<p>Apesar da manuten\u00e7\u00e3o das metas de produ\u00e7\u00e3o, o mercado reagiu mal ao detalhamento do plano, por causa da falta de previs\u00e3o de novos reajustes de combust\u00edveis. Al\u00e9m disso, desagradou o fato de que n\u00e3o haver\u00e1 mudan\u00e7as na distribui\u00e7\u00e3o de dividendos, alterada recentemente para gerar mais caixa \u00e0 empresa. Com isso, as a\u00e7\u00f5es preferenciais (PN, sem direito a voto) perderam 0,52% e os pap\u00e9is ordin\u00e1rios (ON, com direito a voto) recuaram 1,81% ontem na Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo (Bovespa).<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o posso dizer que preciso de mais um, dois, ou tr\u00eas reajustes, ou nenhum, para para colocar esse plano sustent\u00e1vel. Estamos buscando a converg\u00eancia com os pre\u00e7os internacionais. Nos \u00faltimos nove meses, tivemos quatro aumentos (de 21,9% no diesel e de 14,9% na gasolina) e temos demonstrado empenho na busca da aproxima\u00e7\u00e3o da converg\u00eancia &#8211; disse Gra\u00e7a.<\/p>\n<p>Para executar o plano, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, garantiu que a empresa vai manter sua alavancagem em at\u00e9 35% para n\u00e3o perder o grau de investimento. Outro compromisso, disse, \u00e9 que n\u00e3o ser\u00e3o feitas novas emiss\u00f5es de a\u00e7\u00f5es. Dos investimentos totais, US$ 165 bilh\u00f5es vir\u00e3o de recursos pr\u00f3prios e US$ 61,3 bilh\u00f5es ser\u00e3o captados no mercado, al\u00e9m de US$ 10 bilh\u00f5es com venda de ativos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Dilma recua e elogia discurso do pont\u00edfice<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Um dia depois de contestar o papa Francisco, a presidente Dilma Rousseff mudou de discurso, recuou, fez amplos elogios ao pont\u00edfice e \u00e0 sua estrat\u00e9gia de lidar com a pobreza no mundo. Ontem, Dilma n\u00e3o comungou na missa de. inaugura\u00e7\u00e3o do pontificado do argentino, mantendo-se sentada enquanto a h\u00f3stia era distribu\u00edda aos chefes de Estado. Mas o papa aceitou um pedido de Dilma para que fosse recebida, hoje, em uma audi\u00eancia privada Na segunda-feira, a presidente havia declarado que a aten\u00e7\u00e3o que o argentino daria ao combate \u00e0 pobreza n\u00e3o seria suficiente e a Igreja tamb\u00e9m deveria &#8220;compreender as op\u00e7\u00f5es diferenciadas&#8221; de cada pessoa, numa alus\u00e3o \u00e0 homossexualidade, ao aborto e a outros temas pol\u00eamicos, O presidente da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB), d. Raymundo Damasceno, deixou claro que &#8220;respeitar n\u00e3o significaria aprovar&#8221;.<\/p>\n<p>Ontem, \u00e0s v\u00e9speras de seu encontro privado com o papa, Dilma mudou o tom. &#8220;Acho que ele fez um serm\u00e3o bastante interessante, porque afirmou um grande compromisso com os pobres&#8221;, disse. &#8220;Se espera de um representante de uma grande religi\u00e3o, como a religi\u00e3o cat\u00f3lica, esse compromisso com os mais fr\u00e1geis.&#8221;<\/p>\n<p>Dilma chegou a apontar que a insist\u00eancia do papa com os pobres estaria influenciada pela nova realidade da Am\u00e9rica Latina e pelos avan\u00e7os sociais na regi\u00e3o. &#8220;Acho que o fato de ele ter essa op\u00e7\u00e3o preferencial pelos pobres tem a ver com. O nosso continente, que est\u00e1 passando por um processo de supera\u00e7\u00e3o da pobreza.&#8221;<\/p>\n<p>Comungar<\/p>\n<p>Dilma ainda fez quest\u00e3o de rasgar elogios \u00e0 cerim\u00f4nia e mostrar que conhece as missas. &#8220;Foi uma missa muito solene, muito bonita, em latim&#8221;, disse. Durante a celebra\u00e7\u00e3o, ela chegou a cantarolar em latim. &#8220;Foi muito bonito. Seu coro \u00e9 muito bonito tamb\u00e9m. Sou da \u00e9poca da missa em latim e ent\u00e3o eu lembro quase tudo&#8221;, disse.<\/p>\n<p>No momento da h\u00f3stia, quem queria receber a h\u00f3stia ficava de p\u00e9 &#8211; Dilma permaneceu sentada. Gilberto Carvalho, secret\u00e1rio da presid\u00eancia, confirmou que Dilma. n\u00e3o comungou.<\/p>\n<p>Hoje, o papa aceitou um pedido da presidente para uma audi\u00eancia, de cerca de 20 minutos. Os dois estar\u00e3o sozinhos e o tema central \u00e9 a Jornada Mundial da Juventude, que ser\u00e1 a primeira viagem internacional do papa, justamente ao Brasil, em julho, Dilma n\u00e3o ser\u00e1 a \u00fanica a ser recebida entre as delega\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Diante da popularidade do papa, a presidente prev\u00ea uma multi-: d\u00e3o no Rio para o evento. &#8220;Tenho a ligeira impress\u00e3o de que \u00e9 o maior evento que ele vai participar&#8221;, disse Dilma. &#8220;Isso vai atrair para o Brasil uma multid\u00e3o de jovens cat\u00f3licos, que ser\u00e3o muito bem recebidos como a gente sempre faz&#8221;<\/p>\n<p>Ontem, na fila dos cumprimentos ap\u00f3s a missa, Dilma falou com o papa por 24 segundos, metade do que foi usado por Rafael Correa, presidente do Equador e por outros l\u00edderes da regi\u00e3o. Questionada sobre o que teria dito ao papa, a presidente explicou que nenhum tema espec\u00edfico foi tratado. &#8220;Eu disse que tinha muito prazer em v\u00ea-lo e que n\u00f3s vamos nos encontrar amanh\u00e3. Foi o que ele me disse e o que eu disse para ele&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>Dilma deixa Roma hoje, ap\u00f3s quatro dias na cidade. Nesse per\u00edodo, ela se hospedou no luxuoso hotel Excelsior com quatro ministros. J\u00e1 o pr\u00e9dio da Embaixada do Brasil em Roma, na Piazza Navona, ficou vazio.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Depoimento indica que EUA monitoravam \u00f3rg\u00e3os policiais<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Ex-deputado federal e um dos 15 prisioneiros do regime militar libertados em troca do diplomata norte-americano Charles Elbrick em 1969, Ricardo Zarattini falou ontem \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade paulista. Em seu depoimento, afirmou ter sido interrogado por Richard Melton, que se tornaria embaixador dos Estados Unidos no Brasil entre 1989 e 1993, durante sua pris\u00e3o no Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (Dops) do Recife (PE), em dezembro de 1968.<\/p>\n<p>O depoimento corrobora a tese de que representantes da diplomacia dos EUA acompanhavam a rotina dos \u00f3rg\u00e3os policiais do regime militar. H\u00e1 um m\u00eas, a Comiss\u00e3o paulista revelou que Claris Rowley Halliwell, adido no Consulado-Geral de S\u00e3o Paulo, visitava com frequ\u00eancia a sede do Dops paulista e l\u00e1 esteve no dia em que o oper\u00e1rio Devanir Jos\u00e9 de Carvalho, l\u00edder do Movimento Revolucion\u00e1rio Tiradentes (MRT), foi preso e morto. A presen\u00e7a de Halliwell no local est\u00e1 registrada em livros de ponto da \u00e9poca, encontrados no Arquivo P\u00fablico do Estado e levados a p\u00fablico pela Comiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Preso por incitar a forma\u00e7\u00e3o de uma &#8220;guerrilha rural&#8221; na zona canavieira de Pernambuco, Zarattini disse que Melton n\u00e3o participou das sess\u00f5es de tortura que sofreu. &#8220;Ele me questionou por que eu era contra os EUA. Respondi que era contra o imperialismo e a inger\u00eancia que faziam nos pa\u00edses pobres&#8221;, relatou.<\/p>\n<p>Melton era ent\u00e3o vice-c\u00f4nsul no Recife, posto que deixaria em 1969. Foi sucessivamente enviado a pa\u00edses que encerravam ditaduras para manter o governo dos EUA informado sobre o rumo pol\u00edtico que tomariam. Esteve em Portugal no per\u00edodo seguinte \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos e foi expulso pelos sandinistas na Nicar\u00e1gua em 1988, acusado de ser um espi\u00e3o da ag\u00eancia de intelig\u00eancia CIA.<\/p>\n<p>Voltou ao Brasil quando terminava o governo do ex-presidente Jos\u00e9 Sarney (PMDB-AP). Correspondentes brasileiros anotaram \u00e0 \u00e9poca que a escolha era fruto do temor dos EUA de que a esquerda vencesse a elei\u00e7\u00e3o. Zarattini enviou a den\u00fancia ao Ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Roberto de Abreu Sodr\u00e9, o que foi fartamente noticiado. Mas como o Dops pernambucano n\u00e3o guardara qualquer registro de presen\u00e7a de Melton, o governo aceitou sua nomea\u00e7\u00e3o. O atual embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, trabalhou com Richard Melton.<\/p>\n<p>Zarattini, que \u00e9 pai do deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) pediu que seu depoimento seja encaminhado \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional da Verdade e \u00e0 sess\u00e3o estadual de Pernambuco, para que se fa\u00e7a uma nova apura\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo de Melton com as for\u00e7as policiais locais \u00e0 \u00e9poca da repress\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Valor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4496\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4496","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1aw","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4496","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4496"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4496\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4496"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4496"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4496"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}