{"id":450,"date":"2010-05-09T21:40:42","date_gmt":"2010-05-09T21:40:42","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=450"},"modified":"2010-05-09T21:40:42","modified_gmt":"2010-05-09T21:40:42","slug":"comunicado-do-partido-comunista-da-grecia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/450","title":{"rendered":"Comunicado do Partido Comunista da Gr\u00e9cia"},"content":{"rendered":"\n<p>O capital e os governos que o representam levaram a cabo em todo o espa\u00e7o do continente europeu, uma nova ofensiva, em plena crise econ\u00f3mica capitalista. A redu\u00e7\u00e3o substancial nos sal\u00e1rios e nas reformas, a implementa\u00e7\u00e3o de novos impostos, o desmantelamento gradual dos diferentes sistemas de seguran\u00e7a social, e os ataques sistem\u00e1ticos contra o C\u00f3digo do Trabalho, encontram-se na vanguarda desta ofensiva comum. Estas medidas foram tomadas com a crise como pretexto e n\u00e3o se trata de decis\u00f5es cujos efeitos ir\u00e3o ser tempor\u00e1rios, mas sim permanentes pois foram encomendadas h\u00e1 muitos anos atr\u00e1s, apoiando-se nos tratados da Uni\u00e3o Europeia, sendo o primeiros dos quais a inspirar tais pol\u00edticas o Tratado de Maastricht, e at\u00e9, posteriormente, \u00e0 mais recente Estrat\u00e9gia de Lisboa.<\/p>\n<p>Com estes condicionalismos, h\u00e1 diversas for\u00e7as que optaram por uma solu\u00e7\u00e3o de compromisso contra o mundo do trabalho ou seja parte do movimento sindical que defende junto dos trabalhadores a concerta\u00e7\u00e3o social e a colabora\u00e7\u00e3o eivada do seu esp\u00edrito de classe, encenando hipocritamente a oposi\u00e7\u00e3o a todos estes ataques e o aparente combate \u00e0s medidas da\u00ed resultantes. Essas for\u00e7as s\u00e3o a CES e a CSI, assim como as confedera\u00e7\u00f5es que optam pelo tal compromisso e que s\u00e3o a GSEE, ou seja a Confedera\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores do sector privado na Gr\u00e9cia e a ADEDY, a Confedera\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores do sector p\u00fablico, que participaram todos e oficialmente nas conversa\u00e7\u00f5es com a Uni\u00e3o Europeia e com as outras organiza\u00e7\u00f5es imperialistas e ao longo de d\u00e9cadas, traduzindo-se essa proximidade em colabora\u00e7\u00f5es e decis\u00f5es tomadas ao lado dos grandes monop\u00f3lios e para se ir aferindo em conjunto, a melhor forma de se aplicar estas medidas anti-populares em cada um dos pa\u00edses visados. Para se transformar esses esfor\u00e7os em letra de lei, in\u00fameras funda\u00e7\u00f5es, como por exemplo a Funda\u00e7\u00e3o Ebert social-democrata, contribu\u00edram com o financiamento necess\u00e1rio, actuando igualmente atrav\u00e9s de tentativas de coac\u00e7\u00e3o dos sindicatos, procurando-se desse modo obter um consenso geral.<\/p>\n<p>Todas estas partes interessadas puseram-se do lado da plutocracia europeia, deixando todo este poder fazer tudo o que era poss\u00edvel para desmontar o movimento social e para atacar os direitos dos trabalhadores. Ao longo de anos a fio, assinaram com os capitalistas acordos cujas consequ\u00eancias foram a redu\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios e das reformas, a elimina\u00e7\u00e3o de programas sociais, e a concess\u00e3o de in\u00fameras facilidades fiscais para o patronato. Semearam ilus\u00f5es deixando o povo acreditar que um capitalismo de rosto humano pudesse ser poss\u00edvel, que a economia de mercado conseguisse ser regulada e controlada, e que seria eficaz um combate \u00e0 especula\u00e7\u00e3o, que por sua vez, consiste numa quest\u00e3o imanente e a regra do jogo seguida neste sistema pol\u00edtico de explora\u00e7\u00e3o. Propuseram reivindica\u00e7\u00f5es que favorecem os interesses do patronato e a sua obsess\u00e3o pela maximiza\u00e7\u00e3o dos lucros, enquanto que ao mesmo tempo, refor\u00e7avam amplamente uma frente de batalha que prometia uma ainda melhor optimiza\u00e7\u00e3o dos lucros obtidos pelo capital ou seja, apostando na oposi\u00e7\u00e3o de fachada. As for\u00e7as reformistas e oportunistas, as for\u00e7as do sindicalismo amarelo, apoiadas pela CSI, consideram que as mobiliza\u00e7\u00f5es de in\u00fameros participantes para as manifesta\u00e7\u00f5es de 24 de Mar\u00e7o, e que se encontram em perfeita sintonia com os objectivos do capital europeu, n\u00e3o passam de mais uma \u201cetapa\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o se trata aqui t\u00e3o somente da constata\u00e7\u00e3o do facto de essas for\u00e7as serem incapazes de organizar a luta dos trabalhadores. Essas for\u00e7as procuram, igualmente, deixar transparecer a ideia de identifica\u00e7\u00e3o social entre alguns trabalhadores com as classes sociais dominantes, ou ent\u00e3o desorientando-os, at\u00e9 se colocarem numa posi\u00e7\u00e3o antag\u00f3nica aos interesses do povo. Na realidade encontram-se no outro lado da barricada. Este posicionamento pol\u00edtico tem de ser desmascarado, mesmo se estes fariseus alardearem inten\u00e7\u00f5es hip\u00f3critas, sob a press\u00e3o das posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas dos interesses de classe e dos trabalhadores que desse modo ir\u00e3o acabar sempre por inspirar a desilus\u00e3o e a desmobiliza\u00e7\u00e3o das for\u00e7as oper\u00e1rias e populares.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria experi\u00eancia do KKE na sua luta pela Gr\u00e9cia comprova que a emancipa\u00e7\u00e3o e a uni\u00e3o entre os oper\u00e1rios, torna necess\u00e1rio a afirma\u00e7\u00e3o do combate contra os representantes do capital, e que \u00e9 muito melhor escutada atrav\u00e9s do movimento sindical. Os trabalhadores devem refor\u00e7ar aqueles que lutam pela sua classe social, e fortalecer a sua organiza\u00e7\u00e3o nos locais de trabalho, ao mesmo tempo que a batalha contra a plutocracia e as medidas anti-populares forem decorrendo. O movimento popular nada dever\u00e1 esperar de positivo da parte da CES ou da CSI. T\u00eam estado ao servi\u00e7o do capital e certamente, continuar\u00e3o a agir desse modo no futuro. As suas iniciativas e as suas mobiliza\u00e7\u00f5es t\u00eam o objectivo de alcan\u00e7ar o controle total da resposta dos trabalhadores , manipulando-os para que desse modo o consequente aprofundar da luta de classes, nunca seja correctamente interpretado pelo povo.<\/p>\n<p>A necessidade da defini\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia unida das diferentes for\u00e7as intervenientes devidamente articuladas e com a mesma posi\u00e7\u00e3o de classe, e a sua coordena\u00e7\u00e3o no plano internacional mediante a Federa\u00e7\u00e3o Sindical Mundial (FSM), est\u00e1 a ser muito debatida actualmente. O conflito existente entre as for\u00e7as que t\u00eam uma leitura de luta de classes e as diversas for\u00e7as do consenso da concerta\u00e7\u00e3o social e do reformismo, imp\u00f5em esta urg\u00eancia. Este conflito acabar\u00e1 por refor\u00e7ar de forma decisiva a FSM, e poder\u00e1 ajudar \u00e0 emancipa\u00e7\u00e3o das for\u00e7as que defendem o povo.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia adquirida demonstra a necessidade de coordena\u00e7\u00e3o das ac\u00e7\u00f5es de massas, nos locais de trabalho, assim como nos bairros populares, para contribuir com uma resposta consciente ao ataque coordenado pelo capital europeu e do governo pequeno burgu\u00eas. Os trabalhadores s\u00e3o aqueles que produzem a riqueza e deveriam reivindicar por isso mesmo o seu retorno.<em>Nota do Tradutor:<\/em><\/p>\n<p><em>CES, Confedera\u00e7\u00e3o Europeia dos Sindicatos; CSI Confedera\u00e7\u00e3o Sindical Internacional.<\/em><\/p>\n<p><em>Este texto foi publicado em<\/em><a href=\"http:\/\/fr.kke.gr\/news\/2010news\/2010-03-symvivasmenoi\/\" target=\"_blank\"><em>http:\/\/fr.kke.gr\/news\/2010news\/2010-03-symvivasmenoi\/<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>Tradu\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Hinard de P\u00e1dua<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: KKE\n\n\n\n\nAos Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/450\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[36],"tags":[],"class_list":["post-450","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c41-unidade-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7g","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/450","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=450"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/450\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}