{"id":4504,"date":"2013-03-21T17:57:36","date_gmt":"2013-03-21T17:57:36","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4504"},"modified":"2013-03-21T17:57:36","modified_gmt":"2013-03-21T17:57:36","slug":"o-racismo-contra-os-indigenas-esta-vivo-e-passa-bem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4504","title":{"rendered":"O racismo contra os ind\u00edgenas est\u00e1 vivo e passa bem"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma entrevista em v\u00eddeo realizada com a cacique Eunice Antunes, da comunidade Guarani, do Morro dos Cavalos, mostrou o quanto a quest\u00e3o ind\u00edgena em Santa Catarina tamb\u00e9m \u00e9 revestida de profunda viol\u00eancia. O &#8220;sul maravilha&#8221;, de certa forma, passa a imagem de um espa\u00e7o civilizado, longe da trucul\u00eancia de regi\u00f5es conflagradas como a Amaz\u00f4nia ou o Mato Grosso do Sul, nas quais \u00e9 comum o assassinato descarado de \u00edndios. S\u00f3 que isso \u00e9 pura ilus\u00e3o. Ou pior. Mostra que quando os \u00edndios est\u00e3o quietos, confinados na sua mis\u00e9ria, \u00e9 sempre muito f\u00e1cil parecer &#8220;bonzinho&#8221; e &#8220;respeitar&#8221; os direitos, no geral expressos em distribui\u00e7\u00e3o de cestas b\u00e1sicas. Mas, se eles se levantam em luta e exigem que as terras sejam demarcadas, que a lei seja cumprida, a\u00ed a viol\u00eancia assoma, com sua cara feia, e todo o racismo que subjaz no cotidiano igualmente aflora.<\/p>\n<p>A comunidade Guarani do Morro dos Cavalos \u00e9 um espa\u00e7o de quatro hectares onde se apertam 28 fam\u00edlias, 200 almas. Elas reivindicam desde h\u00e1 anos suas terras ancestrais e, finalmente, em 2008, os 1.997 hectares aos quais t\u00eam direito foram demarcados. S\u00f3 que nesse territ\u00f3rio tamb\u00e9m estavam mais de 60 fam\u00edlias de &#8220;juru\u00e1s&#8221; (os brancos), que, ou grilaram ou compraram as terras e agora precisam sair. O trabalho da Funai tem sido sistem\u00e1tico no sentido de indenizar e retirar as fam\u00edlias. A maioria tem aceitado, mas uma parcela insiste em ficar. Sentimento justo, afinal, algumas est\u00e3o ali h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es. E \u00e9 por a\u00ed que se espraia o conflito. O governo do estado deveria tamb\u00e9m indenizar as fam\u00edlias, no valor da terra, j\u00e1 que a Funai s\u00f3 paga as benfeitorias, por conta de que o espa\u00e7o \u00e9 uma reserva natural e n\u00e3o poderia ter ningu\u00e9m morando.<\/p>\n<p>Pois a fala da cacique (<a href=\"http:\/\/youtu.be\/bKUKCXHDCKU\" target=\"_blank\">http:\/\/youtu.be\/bKUKCXHDCKU<\/a>), contanto essa hist\u00f3ria e, inclusive, se colocando a favor da indeniza\u00e7\u00e3o dessas fam\u00edlias, fez brotar um onda de viol\u00eancias verbais nos coment\u00e1rios do You Tube, que bem mostram a intoler\u00e2ncia, o \u00f3dio e o preconceito que cerca a quest\u00e3o ind\u00edgena. &#8220;O diretor da escola Itaty diz que os jovens s\u00f3 ficam brincando, vendo TV depois da aula, pois recebem bolsa fam\u00edlia,bolsa escola. A cacique ainda n\u00e3o os ensinou a pescar, ca\u00e7ar, afinal ela n\u00e3o tem tempo, pois fica s\u00f3 recebendo informa\u00e7\u00e3o da FUNAI. Que cultura \u00e9 essa de \u00edndio recebendo bolsa do governo?&#8221;, diz um dos coment\u00e1rios. E outro: &#8220;A cacique \u00e9 bem viajada, faz turismo com nosso dinheiro. Quase n\u00e3o fica na aldeia, \u00a0est\u00e1 explicada a vinda dos \u00edndios \u00e0 vila pedir (esmolar). Essa \u00e9 boa vida deles. N\u00e3o \u00e9 preciso ser \u00edndio, basta seguir a religi\u00e3o para se dizer \u00edndio&#8221;.<\/p>\n<p>Outras barbaridades como chamar a cacique de boliviana, paraguaia, estrangeira e fazer piada com o fato de ela estar usando batom foram depois retiradas dos coment\u00e1rios quando algu\u00e9m sugeriu que ia entrar na justi\u00e7a por racismo. O debate mostra, com riqueza de detalhes, o ran\u00e7o que existe, indel\u00e9vel, n\u00e3o s\u00f3 nas comunidades pr\u00f3ximas \u00e0 aldeia, mas tamb\u00e9m em todo o estado. Para boa parte das pessoas, \u00edndio s\u00f3 \u00e9 bonitinho nas p\u00e1ginas dos livros ou quietinho nas aldeias. Bastou gritar, exigir direitos, para virar inimigo, &#8220;coisa ruim&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Ser \u00edndio<\/strong><\/p>\n<p>O movimento de recupera\u00e7\u00e3o das culturas origin\u00e1rias que assomou na Am\u00e9rica Latina desde o final dos anos 90 demorou a chegar no Brasil. E n\u00e3o poderia ser diferente. Ao contr\u00e1rio de pa\u00edses como a Bol\u00edvia, Equador, Guatemala e outros que contabilizam a maioria da popula\u00e7\u00e3o como ind\u00edgena, aqui no Brasil os povos aut\u00f3ctones foram sendo dizimados desde a chegada dos portugueses em 1500. Com a leva dos imigrantes logo ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, mais uma onda de destrui\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas se fez. No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, com a necessidade de abertura de novas fronteiras agr\u00edcolas, tamb\u00e9m a regi\u00e3o norte, ainda bastante isolada, foi sendo tomada. Restou aos ind\u00edgenas o confinamento em reservas ou a integra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada na vida dos brancos.\u00a0 Tudo isso foi provocando a desapari\u00e7\u00e3o de povos inteiros e a falta de uma pol\u00edtica clara de demarca\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios tamb\u00e9m fomentou uma esp\u00e9cie de &#8220;guerra&#8221; permanente com os interesses dos fazendeiros, mineradores e madeireiros que foram invadindo as terras ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Hoje, depois de mais de uma d\u00e9cada de lutas importantes pela Am\u00e9rica Latina e a profunda mudan\u00e7a na posi\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas diante de sua realidade, tamb\u00e9m os povos do Brasil come\u00e7aram a se integrar no processo de retomada da cultura e da identidade. Tanto que , segundo o IBGE, a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena cresceu 205% desde 1991. Isso porque muitas pessoas que j\u00e1 estavam no mundo urbano, &#8220;integradas&#8221;, tamb\u00e9m resolveram assumir sua identidade e lutar pela sua cultura. Hoje, o Brasil j\u00e1 contabiliza 896,9 mil \u00edndios de 305 etnias, e em quase todos os munic\u00edpios (80%) tem alguma pessoa autodeclarada ind\u00edgena. At\u00e9 mesmo alguns grupos j\u00e1 considerados extintos, como os Charrua, se levantam, se juntam, retomam suas ra\u00edzes, formam associa\u00e7\u00f5es e lutam por territ\u00f3rio. A maioria dos ind\u00edgenas, 63%, ainda vive em \u00e1rea rural e o IBGE tamb\u00e9m constatou que aqueles que j\u00e1 est\u00e3o com suas terras demarcadas conseguem viver com mais tranquilidade, vivenciando suas culturas. Esses, conformam tamb\u00e9m uma maioria, com mais \u00a0de 500 mil pessoas.<\/p>\n<p>A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o \u00e9 a terra dos Yanomami, a mais populosa, com 25 mil e 700 habitantes, entre os estados do Amazonas e Roraima, que tem sofrido a invas\u00e3o sistem\u00e1tica de garimpeiros em busca de ouro e outros minerais. V\u00e1rios conflitos s\u00e3o registrados sistematicamente na regi\u00e3o desde o ano de 1996, quando o ent\u00e3o deputado Romero Juc\u00e1 entrou com um projeto de lei para regulamentar a minera\u00e7\u00e3o em terras ind\u00edgenas, principalmente na dos Yanomami. Naquele mesmo per\u00edodo, segundo den\u00fancia dos ind\u00edgenas, ele e Jos\u00e9 Sarney derramaram mais de 40 mil garimpeiros na \u00e1rea, exacerbando os conflitos. Esse projeto tramitou e em 2012 o deputado \u00c9dio Lopes (PMBB), de Roraima, apresentou um substitutivo global, o qual sugere a cess\u00e3o de quase 80% do territ\u00f3rio Yanomami para grandes empresas mineradoras. Existem, hoje, mais de 650 requerimentos de empresas querendo minerar nas terras ind\u00edgenas. Assim, sob a alega\u00e7\u00e3o de que as riquezas nacionais precisam ser exploradas, mais uma vez os ind\u00edgenas correm risco de perderem sua vida. \u201cQueremos que a floresta permane\u00e7a silenciosa, que o c\u00e9u continue claro, que a escurid\u00e3o da noite cai realmente e que se possa ver as estrelas&#8221;, insiste Davi Yanomami, mas esse seu desejo n\u00e3o \u00e9 levado em considera\u00e7\u00e3o quando o que est\u00e1 em jogo \u00e9 a expans\u00e3o do capital e a explora\u00e7\u00e3o desenfreada de minerais.<\/p>\n<p>N\u00e3o bastasse isso, outras comunidades do norte est\u00e3o hoje completamente amea\u00e7adas pelas famosas obras do Plano de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC). Essa regi\u00e3o concentra 38,2 % dos projetos, que envolvem abertura de estradas e constru\u00e7\u00f5es de usinas. Dos 61 projetos em andamento no norte, 37 deles est\u00e3o da regi\u00e3o amaz\u00f4nica e devem atingir 30 \u00e1reas ind\u00edgenas . O mais emblem\u00e1tico e que j\u00e1 provocou dezenas de conflitos \u00e9 o de Belo Monte, uma obra gigante que coloca em risco todos os povos do Xingu.<\/p>\n<p>Outro drama que se desenrola longe das c\u00e2maras de TV e da consci\u00eancia nacional \u00e9 o do povo Pankararu, uma comunidade de oito mil pessoas que sempre viveu \u00e0s margens do Rio S\u00e3o Francisco, em Petrol\u00e2ndia, Pernambuco, e que agora est\u00e1 sem acesso \u00e0 \u00e1gua e ao rio por conta das obras de transposi\u00e7\u00e3o. \u00a0Desalojados, perdidos da rela\u00e7\u00e3o com o rio, eles s\u00e3o abastecidos com carro-pipa, nas piores condi\u00e7\u00f5es, enquanto o governo fala nas maravilhas da transposi\u00e7\u00e3o, que nada mais \u00e9 do que a proposta de levar \u00e1gua ao agroneg\u00f3cio. J\u00e1, com os \u00edndios, quem se importa?<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m os povos que vivem no Mato Grosso do Sul amargam viol\u00eancia e desamparo. S\u00e3o mais de 30 acampamentos de ind\u00edgenas no estado, que \u00e9 o que lidera o triste p\u00f3dio de assassinatos de \u00edndios (62% ) , assim como o de mortes de crian\u00e7as ind\u00edgenas por falta de assist\u00eancia m\u00e9dica. Recentemente uma comunidade de Guarani Kaiow\u00e1, com 170 pessoas, que estava acampada em dois hectares na beira de uma estrada, amea\u00e7ou resistir at\u00e9 o \u00faltimo homem caso fosse despejada. O drama provocou como\u00e7\u00e3o nacional quando a m\u00eddia falou em suic\u00eddio. Na verdade, o estado de Mato Grosso do Sul tamb\u00e9m \u00e9 campe\u00e3o em n\u00famero de suic\u00eddio de \u00edndios, com mais de 1.500 casos registrado nos \u00faltimos dez anos, sendo a maioria de jovens de 13 a 15 anos, completamente destitu\u00eddos da vontade de viver sem condi\u00e7\u00f5es de serem plenos na sua cultura.<\/p>\n<p><strong>A voracidade do capital<\/strong><\/p>\n<p>E assim \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas nesse pa\u00eds. Sempre tendo de superar dezenas de barreira para simplesmente ser. No Amazonas meninas \u00edndias trocam a virgindade por 20 reais, madeireiros assassinam \u00edndios no Par\u00e1, fazendeiros escravizam \u00edndios em Vacaria, Rio Grande do Sul , \u00edndios morrem nos cant\u00f5es tentando defender suas terras. Tudo isso aparece como pequenos &#8220;drops&#8221; informativos, como se fossem casos esdr\u00faxulos, fora do normal. \u00a0N\u00e3o s\u00e3o. Essa \u00e9 a realidade cotidiana de milhares de ind\u00edgenas, todos os dias colocados sob o foco do racismo, tal como agora acontece em Santa Catarina. S\u00e3o chamados de feios, sujos, vagabundos, b\u00eabados, paraguaios, esc\u00f3ria do mal. Basta de saiam de suas aldeias e reivindiquem. Agora, com a pol\u00edtica de cotas, eles est\u00e3o entrando nas universidades. Mais um espa\u00e7o no qual o racismo aflora com for\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00c9 uma tarefa dura para as gentes aut\u00f3ctones viver num mundo que os hostiliza sempre que saem da sua condi\u00e7\u00e3o de &#8220;coitadinhos&#8221;. Mas eles est\u00e3o a\u00ed, crescendo, se multiplicando. Com outros tantos de autodeclarando, assomando na cultura, na l\u00edngua, no territ\u00f3rio. Nunca ser\u00e1 f\u00e1cil. A consci\u00eancia de que todo o territ\u00f3rio foi roubado custa a se formar , da\u00ed a viol\u00eancia que se v\u00ea no dia-a-dia. Mas, muito mais do que isso, o que provoca a maior parte dos conflitos \u00e9 insaci\u00e1vel expans\u00e3o do capital. Terras ind\u00edgenas como as do Mato Grosso do Sul s\u00e3o pura fertilidade, os fazendeiros as querem. Tamb\u00e9m s\u00e3o ricas em min\u00e9rio as terras amaz\u00f4nicas, e os interesses multinacionais s\u00e3o gigantes. Da\u00ed que fomentar o racismo, provocar o \u00f3dio, tamb\u00e9m faz parte da estrat\u00e9gia do capital. Fica mais f\u00e1cil destruir, derrotar, extinguir aquilo que as pessoas consideram &#8220;lixo&#8221;. Assim, n\u00e3o h\u00e1 culpas.<\/p>\n<p>Por isso que no sul do Brasil, na &#8220;europa&#8221; brasileira, Santa Catarina, fam\u00edlias de gente boa, pia, se engalfinham em disc\u00f3rdia com os \u00edndios, os sujos, os paraguaios, os estrangeiros. Parece at\u00e9 coisa do realismo fant\u00e1stico. Chamam de estrangeiros aqueles que s\u00e3o os verdadeiros donos da terra. Na terra Guarani, nesses dias de outono, as gentes espiam pelos barracos mal havidos, com medo. Porque ousaram lutar e garantir seu territ\u00f3rio. Agora amargam a viol\u00eancia e a discrimina\u00e7\u00e3o. E, ao largo, a vida passa.<\/p>\n<p>Existe vida no Jornalismo<\/p>\n<p>Blog da Elaine:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.eteia.blogspot.com\/\" target=\"_blank\">www.eteia.blogspot.com<\/a><\/p>\n<p>Am\u00e9rica Latina Livre &#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.iela.ufsc.br\/\" target=\"_blank\">www.iela.ufsc.br<\/a><\/p>\n<p>Desacato &#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.desacato.info\/\" target=\"_blank\">www.desacato.info<\/a><\/p>\n<p>Pobres &amp; Nojentas &#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.pobresenojentas.blogspot.com\/\" target=\"_blank\">www.pobresenojentas.blogspot.com<\/a><\/p>\n<p>Agencia Contestado de Noticias Populares &#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.agecon.org.br\/\" target=\"_blank\">www.agecon.org.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nElaine Tavares\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4504\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-4504","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c1-popular"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1aE","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4504","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4504"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4504\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}