{"id":4528,"date":"2013-03-25T15:16:19","date_gmt":"2013-03-25T15:16:19","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4528"},"modified":"2013-03-25T15:16:19","modified_gmt":"2013-03-25T15:16:19","slug":"governo-manda-tropa-da-forca-nacional-proteger-belo-monte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4528","title":{"rendered":"Governo manda tropa da For\u00e7a Nacional proteger Belo Monte"},"content":{"rendered":"\n<p>Diante dos conflitos que paralisam as obras da usina hidrel\u00e9trica de Belo Monte, o governo decidiu enviar tropas da For\u00e7a Nacional e Seguran\u00e7a P\u00fablica ao local.<\/p>\n<p>Portaria do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, publicada na edi\u00e7\u00e3o desta segunda-feira do &#8220;Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o&#8221;, informa que efetivo da For\u00e7a Nacional ser\u00e1 enviado ao Par\u00e1, por 90 dias &#8211;prazo que poder\u00e1 se estendido&#8211;, atendendo \u00e0 demanda do Minist\u00e9rio de Minas e Energia.<\/p>\n<p>Segundo a portaria, o ministro Edison Lob\u00e3o, de Minas e Energia, solicitou o envio de tropas no dia 21, data em que um grupo de manifestantes, composto na maioria por \u00edndios, ocupou um dos canteiros de obras de Belo Monte e paralisou as atividades de cerca de seis mil oper\u00e1rios no s\u00edtio Pimental, no rio Xingu.<\/p>\n<p>O uso das tropas tem o objetivo de &#8220;garantir incolumidade das pessoas, do patrim\u00f4nio e a manuten\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica nos locais em que se desenvolvem as obras, demarca\u00e7\u00f5es, servi\u00e7os e demais atividades atinentes ao Minist\u00e9rio das Minas e Energia&#8221;, afirma o ministro da Justi\u00e7a, Jos\u00e9 Eduardo Cardozo, na portaria.<\/p>\n<p>O protesto no canteiro da usina na semana passada foi o segundo envolvendo \u00edndios neste ano.<\/p>\n<p>Em janeiro, eles fecharam o acesso ao s\u00edtio Pimental durante tr\u00eas dias, reclamando de impactos da obra ao rio Xingu, e terminaram o protesto ap\u00f3s uma garantia de indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No ano passado, \u00edndios chegaram a realizar um quebra-quebra nos escrit\u00f3rios da obra. No in\u00edcio deste m\u00eas, oper\u00e1rios tocaram fogo em alojamentos. Um oper\u00e1rio foi preso ap\u00f3s a pol\u00edcia encontrar bananas de dinamite em seu arm\u00e1rio.<\/p>\n<p>A hidrel\u00e9trica de Belo Monte tem conclus\u00e3o prevista para 2019 e dever\u00e1 ser a terceira maior do mundo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Feliciano diz que s\u00f3 deixa comiss\u00e3o da C\u00e2mara se morrer<\/p>\n<p>Folha Online<\/p>\n<p>Pressionado a renunciar ao cargo de presidente da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da C\u00e2mara, o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou que s\u00f3 deixa a comiss\u00e3o &#8220;se morrer&#8221;.<\/p>\n<p>Em entrevista ao programa &#8220;P\u00e2nico&#8221;, da Band, levada ao ar no domingo (24), o pastor afirmou que sua escolha no colegiado foi feito por meio de um acordo partid\u00e1rio, e acordo &#8220;n\u00e3o se quebra&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Estou aqui por um prop\u00f3sito, fui eleito por um colegiado. \u00c9 um acordo partid\u00e1rio, acordo partid\u00e1rio n\u00e3o se quebra. S\u00f3 se eu morrer&#8221;, disse o pastor.<\/p>\n<p>A indica\u00e7\u00e3o \u00e0 comiss\u00e3o ficou com o PSC ap\u00f3s o PT abrir m\u00e3o do comando do colegiado na divis\u00e3o de cargos na C\u00e2mara, no fim do m\u00eas passado.<\/p>\n<p>A entrevista ao &#8220;P\u00e2nico&#8221; foi gravada no meio da semana passada, segundo a assessoria da emissora. Na quarta-feira (20), o presidente da C\u00e2mara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), aumentou a press\u00e3o para que o PSC encontre uma solu\u00e7\u00e3o para o impasse na comiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Feliciano, renunciar ao cargo na comiss\u00e3o seria como referendar as cr\u00edticas que tem recebido.<\/p>\n<p>&#8220;Uma coisa \u00e9 voc\u00ea chegar em casa e ter que explicar para uma crian\u00e7a de 10 anos o por qu\u00ea na escola falam que seu pai \u00e9 racista. Isso d\u00f3i. Isso machuca. Ent\u00e3o, uma ren\u00fancia minha agora seria como um atestado de confiss\u00e3o: &#8216;eu sou mesmo, ent\u00e3o estou abandonando&#8217;. Eu n\u00e3o sou e estou aqui para provar isso&#8221;, disse \u00e0 apresentadora Sabrina Sato.<\/p>\n<p>Press\u00e3o<\/p>\n<p>Desde que assumiu o posto, no come\u00e7o do m\u00eas, Marco Feliciano tem sido pressionado para deixar o cargo.<\/p>\n<p>A press\u00e3o pela sua sa\u00edda cresceu ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o de um v\u00eddeo, na segunda-feira (18), com cr\u00edticas aos seus opositores.<\/p>\n<p>O material, publicado pela produtora de um assessor do deputado, e divulgado por Feliciano no Twitter, chama de &#8220;rituais macabros&#8221; os atos contra sua indica\u00e7\u00e3o e questiona a conduta de seus opositores.<\/p>\n<p>As duas \u00fanicas sess\u00f5es da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos realizadas sob o comando de Feliciano foram marcadas por manifesta\u00e7\u00f5es contra sua perman\u00eancia.<\/p>\n<p>O pastor \u00e9 acusado de ter opini\u00f5es consideradas homof\u00f3bicas e racistas. Feliciano nega as acusa\u00e7\u00f5es e diz que apenas defende posi\u00e7\u00f5es comuns aos evang\u00e9licos, como ser contra a uni\u00e3o civil homossexual.<\/p>\n<p>&#8220;Se por acaso algu\u00e9m me interpretou mal, se sentiu ofendido, me desculpe&#8221;, disse durante a entrevista ao &#8220;P\u00e2nico&#8221;.<\/p>\n<p>Bol\u00edvia<\/p>\n<p>Ontem, o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) deu mais sinais p\u00fablicos de que pretende resistir no cargo.<\/p>\n<p>Divulgou em seu site que &#8220;j\u00e1 prepara viagem oficial&#8221; \u00e0 Bol\u00edvia &#8220;nos pr\u00f3ximos dias&#8221; para tratar do caso dos corintianos presos naquele pa\u00eds ap\u00f3s a morte de um garoto numa partida de futebol.<\/p>\n<p>Ele diz ter sido informado pelo embaixador da Bol\u00edvia, Jerjes Justiniano Talavera, que h\u00e1 caminhos para a comiss\u00e3o encontrar uma sa\u00edda para o caso dos corintianos.<\/p>\n<p>O deputado disse ainda que Tavalera o convidou para acompanhar a situa\u00e7\u00e3o dos 12 torcedores que est\u00e3o presos desde o dia 20 de fevereiro pela morte do torcedor do San Jos\u00e9 Kevin Espada.<\/p>\n<p>A Folha apurou que o deputado j\u00e1 fez contato com o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores. Na comiss\u00e3o, ele apresentou um requerimento pedindo que o minist\u00e9rio envie solicita\u00e7\u00e3o \u00e0 Embaixada do Brasil na Bol\u00edvia e &#8220;promova gest\u00f5es para entrega dos torcedores brasileiros detidos&#8221;, &#8220;que ficariam em liberdade provis\u00f3ria, sob cust\u00f3dia das autoridades brasileiras, at\u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o do julgamento&#8221;.<\/p>\n<p>O documento ainda n\u00e3o foi analisado pela comiss\u00e3o, que n\u00e3o conseguiu realizar reuni\u00f5es devido aos protestos que cobram a sa\u00edda do pastor do cargo. Isolado na bancada do PSC e sem o aval da C\u00e2mara, Feliciano tem at\u00e9 amanh\u00e3 para apresentar uma solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ontem, o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o avan\u00e7ou no fim de semana. &#8220;N\u00e3o tive not\u00edcias.&#8221;<\/p>\n<p>Alves tem dito que a situa\u00e7\u00e3o ficou insustent\u00e1vel diante dos protestos. Foi ele quem deu o prazo at\u00e9 amanh\u00e3 para o PSC achar uma solu\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que regimentalmente n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel destituir o pastor do cargo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Acionistas da Petrobras perdem 21% em 12 meses<\/p>\n<p>Folha Online<\/p>\n<p>O mau desempenho recente das a\u00e7\u00f5es da Petrobras tem preocupado investidores.<\/p>\n<p>C\u00e1lculos feitos para a Folha pela empresa de informa\u00e7\u00f5es financeiras Comdinheiro mostram que quem aplicou R$ 10 mil h\u00e1 12 meses no papel mais negociado da estatal (o preferencial, sem direito a voto) tinha, em 19 de mar\u00e7o deste ano, R$ 7.912,18, j\u00e1 considerando os proventos (dividendos, juros sobre capital pr\u00f3prio e rendimentos).<\/p>\n<p>Quem investiu o valor na a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria (menos negociada, com direito a voto) perdeu mais dinheiro: o saldo diminuiu para R$ 7.021,70.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es ca\u00edram no per\u00edodo pressionadas pela desconfian\u00e7a dos investidores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 inger\u00eancia do governo na empresa, que impediu, por exemplo, reajustes mais elevados da gasolina por causa da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a companhia reduziu os dividendos (fatia do lucro distribu\u00edda aos acionistas) no ano passado.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de especialistas, para quem tem pap\u00e9is da companhia ou pensa em compr\u00e1-los com uma vis\u00e3o de retorno no curto prazo, a perspectiva n\u00e3o \u00e9 boa.<\/p>\n<p>&#8220;O fator pol\u00edtico \u00e9 preponderante e, se isso continuar no lugar de maximiza\u00e7\u00e3o de valor, o resultado n\u00e3o tem por que ser diferente&#8221;, diz Rafael Paschoarelli, professor da USP e um dos respons\u00e1veis pelo levantamento.<\/p>\n<p>Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros, recomenda a migra\u00e7\u00e3o para outros ativos.<\/p>\n<p>&#8220;Por exemplo, a\u00e7\u00f5es de setores relacionados ao consumo interno, como o de bebidas e o financeiro&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>&#8220;A n\u00e3o ser que o investidor j\u00e1 tenha tido um preju\u00edzo grande com Petrobras e possa manter aplica\u00e7\u00e3o por um prazo longo na expectativa de recuperar valor.&#8221;<\/p>\n<p>Os c\u00e1lculos ao lado mostram que os investimentos feitos na estatal h\u00e1 mais tempo geraram ganhos. Quem aplicou R$ 10 mil no papel preferencial em 2000 tinha saldo de R$ 61.812,30 em 19 de mar\u00e7o de 2013, tamb\u00e9m com proventos. Na a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria, o valor era de R$ 63.759,12.<\/p>\n<p>Perspectivas<\/p>\n<p>E, embora rentabilidade passada n\u00e3o garanta ganhos futuros, analistas afirmam que, no longo prazo, a perspectiva para a Petrobras segue positiva, considerando que, em 2017, a explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal estar\u00e1 mais forte.<\/p>\n<p>&#8220;O que ela tem de bom \u00e9 o pr\u00e9-sal, e, de ruim, a inger\u00eancia do governo&#8221;, diz Pedro Galdi, da SLW Corretora.<\/p>\n<p>Como exemplo dessa inger\u00eancia, os especialistas tamb\u00e9m destacam os casos da refinaria Abreu e Lima (PE), que teve o or\u00e7amento aumentado.<\/p>\n<p>&#8220;Se o investidor pode suportar esses fatores externos e quer ter uma empresa do setor de petr\u00f3leo na sua carteira, os pap\u00e9is da companhia est\u00e3o baratos&#8221;, afirma Galdi.<\/p>\n<p>J\u00e1 na avalia\u00e7\u00e3o da XP Investimentos, n\u00e3o h\u00e1 muita diferen\u00e7a de cen\u00e1rio para o investimento de longo ou curto prazos. A corretora considera que h\u00e1 op\u00e7\u00f5es &#8220;mais claras&#8221; na Bolsa, como nos setores de educa\u00e7\u00e3o e portu\u00e1rio.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Analistas reduzem novamente a proje\u00e7\u00e3o de crescimento em 2013<\/p>\n<p>Portal Estad\u00e3o<\/p>\n<p>A previs\u00e3o de crescimento da economia brasileira em 2013 recuou de 3,03% para 3,00% na pesquisa Focus divulgada h\u00e1 pouco pelo Banco Central. Para 2014, a estimativa de expans\u00e3o segue em 3,50%. H\u00e1 quatro semanas, as proje\u00e7\u00f5es eram, respectivamente, de 3,10% e 3,60%.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o para o crescimento do setor industrial em 2013 segue em 3,00%. Para 2014, economistas preveem avan\u00e7o industrial de 3,95%, abaixo dos 4,00% da pesquisa anterior. Um m\u00eas antes, a Focus apontava estimativa de expans\u00e3o de 3,10% para 2013 e de 3,50% em 2014 para o setor.<\/p>\n<p>Analistas elevaram ainda a previs\u00e3o para o indicador que mede a rela\u00e7\u00e3o entre a d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico e o PIB em 2013 de 34,10% para 34,50%. Para 2014, a proje\u00e7\u00e3o segue em 33,20%. H\u00e1 quatro semanas, as proje\u00e7\u00f5es estavam em, respectivamente, 34,50% e 33,20% para esses dois anos.<\/p>\n<p>Infla\u00e7\u00e3o e juro<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o de infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7o ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2013 caiu pela segunda semana seguida, de 5,73% para 5,71%. H\u00e1 quatro semanas, a estimativa estava em 5,69%. Para 2014, por outro lado, a proje\u00e7\u00e3o subiu pela segunda semana consecutiva, de 5,54% para 5,60%. H\u00e1 quatro semanas, estava em 5,50%.<\/p>\n<p>J\u00e1 a proje\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o para os pr\u00f3ximos 12 meses caiu de 5,45% para 5,42%, conforme a proje\u00e7\u00e3o suavizada para o IPCA, na terceira queda seguida. H\u00e1 quatro semanas, estava em 5,49%. Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as proje\u00e7\u00f5es, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previs\u00e3o para o IPCA em 2013 no cen\u00e1rio de m\u00e9dio prazo subiu de 5,71% para 5,72%.<\/p>\n<p>Para 2014, a previs\u00e3o dos cinco analistas segue em 6,05%. H\u00e1 um m\u00eas, o grupo apostava em altas de 5,56% e de 6,50% para cada ano, respectivamente. \u00a0Os economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central elevaram a previs\u00e3o para a taxa b\u00e1sica de juros (Selic) no fim de 2013 de 8,25% para 8,50% ao ano. Para o fim de 2014, a mediana das proje\u00e7\u00f5es segue em 8,50% ao ano.<\/p>\n<p>H\u00e1 quatro semanas, as proje\u00e7\u00f5es estavam em, respectivamente, 7,25% e 8,25% ao ano. A proje\u00e7\u00e3o para a reuni\u00e3o do Copom de abril segue em 7,25% ao ano, indicando estabilidade. Para 2014, segue em 8,50% ao ano, ante 8,25% h\u00e1 quatro semanas.<\/p>\n<p>C\u00e2mbio<\/p>\n<p>A mediana das proje\u00e7\u00f5es para a taxa de c\u00e2mbio no final de 2013 segue em R$ 2,00 nas estimativas dos analistas consultados na pesquisa Focus. Quatro semanas antes, estava em R$ 2,00. Para o fim de 2014, a mediana segue em R$ 2,05. H\u00e1 quatro semanas estava em R$ 2,05. Na mesma pesquisa, o mercado financeiro manteve a previs\u00e3o para a taxa m\u00e9dia de c\u00e2mbio em 2013 em R$ 1,99. Para o fim de mar\u00e7o, a estimativa passou de R$ 1,97 para R$ 1,98.<\/p>\n<p>O mercado financeiro manteve a previs\u00e3o de d\u00e9ficit em transa\u00e7\u00f5es correntes em 2013. Pesquisa Focus mostra que a mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente este ano segue em US$ 65,0 bilh\u00f5es. H\u00e1 um m\u00eas, estava em US$ 63,10 bilh\u00f5es. Para 2014, a previs\u00e3o de d\u00e9ficit nas contas externas subiu de US$ 70,4 bilh\u00f5es para US$ 70,5 bilh\u00f5es, ante US$ 68,35 bilh\u00f5es h\u00e1 quatro semanas.<\/p>\n<p>Na mesma pesquisa, economistas reduziram a estimativa de super\u00e1vit comercial em 2013 de US$ 14,00 bilh\u00f5es para US$ 13,00 bilh\u00f5es. Quatro semanas antes, estava em US$ 15,20 bilh\u00f5es. Para 2014, a proje\u00e7\u00e3o recuou de US$ 14,50 bilh\u00f5es para US$ 13,30 bilh\u00f5es. H\u00e1 quatro semanas, essa estimativa estava em US$ 15,60 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A pesquisa mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, foi mantida em US$ 60,00 bilh\u00f5es para 2013 e para 2014, mesmos valores de quatro semanas atr\u00e1s.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&#8220;Tarefa da OMC ser\u00e1 evitar retrocessos no com\u00e9rcio global&#8221;, diz candidato brasileiro<\/p>\n<p>Folha de S. Paulo<\/p>\n<p>Paralisada h\u00e1 cinco anos pelos impasses na rodada Doha de liberaliza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio global, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio escolhe agora um novo diretor-geral que ter\u00e1 como miss\u00e3o recobrar a relev\u00e2ncia de uma institui\u00e7\u00e3o essencial ao crescimento econ\u00f4mico global.<\/p>\n<p>O brasileiro Roberto Azev\u00eado, cuja candidatura foi lan\u00e7ada pelo governo no fim de 2012, desponta como um dos favoritos entre os nove candidatos para suceder Pascal Lamy, que nos pr\u00f3ximos dois meses se submeter\u00e3o a tr\u00eas etapas de vota\u00e7\u00e3o pelos 159 pa\u00edses-membros.<\/p>\n<p>\u00c0 frente da miss\u00e3o do Brasil na OMC desde 2008, o embaixador tornou-se respeitado e querido em Genebra, onde fica a sede da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Seu nome, por\u00e9m, \u00e9 menos conhecido nas capitais, de onde partir\u00e1 a decis\u00e3o e onde a tend\u00eancia \u00e9 ligar sua candidatura \u00e0 pol\u00edtica comercial do Brasil &#8212; vista como protecionista por observadores e analistas estrangeiros.<\/p>\n<p>Para apresentar suas ideias e dissociar seu nome de Bras\u00edlia, Azev\u00eado, 55, embarcou numa corrida maluca: desde janeiro, visitou 46 pa\u00edses.<\/p>\n<p>Na semana passada, o diplomata passou 48 horas em Washington, onde se encontrou com Demetrios Marantis, chefe interino do equivalente a Minist\u00e9rio do Com\u00e9rcio Exterior, e com representantes da Casa Branca, do Congresso e do setor privado.<\/p>\n<p>Fez uma pausa tamb\u00e9m para conversar com a Folha, na resid\u00eancia oficial do embaixador brasileiro em Washington, antes de voltar a Genebra e dali voar para Doha e depois Durban, onde o p\u00e9riplo segue at\u00e9 meados de abril.<\/p>\n<p>A vota\u00e7\u00e3o na OMC ocorre por meio de consultas sigilosas aos pa\u00edses-membros, que apontam seus favoritos. At\u00e9 9 de abril, quatro ser\u00e3o eliminados, e depois, tr\u00eas, at\u00e9 o resultado sair no fim de maio.<\/p>\n<p>&#8220;Estou satisfeito. E estou tranquilo&#8221;, afirmou. &#8220;N\u00e3o esperava [que corresse t\u00e3o bem]. Quando a campanha come\u00e7a, h\u00e1 muita incerteza.&#8221;<\/p>\n<p>Eis a entrevista.<\/p>\n<p>Folha &#8211; Voc\u00ea se reuniu com representantes do governo dos EUA. Como foi a conversa?<\/p>\n<p>Roberto Azev\u00eado &#8211; Muito boa. J\u00e1 estamos mantendo contato h\u00e1 tempo. N\u00e3o tem nada novo, a ideia era vir, fazer um gesto, conversar com eles. E como nas vezes anteriores, a conversa foi \u00f3tima.<\/p>\n<p>Eles n\u00e3o declaram voto?<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o comento sobre o apoio ou n\u00e3o-apoio de nenhum pa\u00eds, eles que digam.<\/p>\n<p>Nos encontros que o sr. tem mantido, quais preocupa\u00e7\u00f5es s\u00e3o levantadas sobre a OMC?<\/p>\n<p>Quando eu apresento minhas prioridades, sobretudo na \u00e1rea do pilar negociador, que as negocia\u00e7\u00f5es est\u00e3o bloqueadas h\u00e1 muito tempo, que \u00e9 preciso encontrar uma solu\u00e7\u00e3o para a rodada Doha, desbloque\u00e1-la, porque a\u00ed voc\u00ea desbloqueia n\u00e3o s\u00f3 a rodada, mas a organiza\u00e7\u00e3o, pois voc\u00ea come\u00e7a a ter mais espa\u00e7o para discutir outras coisas que acabam nem entrando na agenda porque os membros n\u00e3o querem, de maneira geral, discutir novas coisas com o temor de que se abandone de vez a rodada. Desbloquear a rodada significa desbloquear a organiza\u00e7\u00e3o como um todo.<\/p>\n<p>Quando eu digo essas coisas, todos eles, de maneira geral, coincidem que esse \u00e9 o maior problema e deveria ser a prioridade do pr\u00f3ximo diretor-geral. Todos falam muito da import\u00e2ncia de ter algum resultado [na reuni\u00e3o ministerial de] Bali [no segundo semestre], tamb\u00e9m. Muitos est\u00e3o tamb\u00e9m preocupados com que os pa\u00edses passem a fazer sempre op\u00e7\u00f5es por negocia\u00e7\u00f5es bilaterais ou plurilaterais em detrimento do sistema multilateral. As duas coisas sempre existiram juntas, caminhavam juntas, mas o que est\u00e1 acontecendo hoje \u00e9 que o multilateral bloqueou de vez, e s\u00f3 tem uma vertente caminhando.<\/p>\n<p>H\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o com a perda de relev\u00e2ncia da OMC?<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, todo mundo fala isso, h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o com a perda de relev\u00e2ncia e de interesse pelo multilateral, e tamb\u00e9m com o fato de que a OMC na verdade tem regras e disciplinas que o mundo operava em termos de neg\u00f3cios no in\u00edcio dos anos 80. N\u00f3s estamos falando de um sistema que est\u00e1 defasado h\u00e1 30 anos.<\/p>\n<p>O sr. falou em mudar os pilares de negocia\u00e7\u00e3o. A rodada Doha empacou por causa de uma resist\u00eancia grande entre dois grupos de pa\u00edses. O que poderia haver de diferente para dissolver as diverg\u00eancias?<\/p>\n<p>Nos anos imediatos que se seguiu ao impasse era com a crise. Ningu\u00e9m sabia quantific\u00e1-la, n\u00e3o sabia o tamanho, as consequ\u00eancias. Hoje a crise \u00e9 uma coisa quantificada, e est\u00e1 embutida nos c\u00e1lculos. Ningu\u00e9m acha que seja uma coisa passageira, que amanh\u00e3 estaremos bem, mas na maior parte dos casos achamos que o pior j\u00e1 passou, que agora haver\u00e1 uma recupera\u00e7\u00e3o, lenta e gradual, e vai demorar um pouco para uma recupera\u00e7\u00e3o completa.<\/p>\n<p>Acho tamb\u00e9m que nos momentos que se seguiu ao impasse houve muitas tentativas de se fazer o pacote que estava sobre a mesa funcionasse, e portanto a ideia era convencer o outro lado a pegar o que estava na mesa. E n\u00e3o deu. Hoje ningu\u00e9m mais espera que o outro lado pegue o que esteja na mesa.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o partimos de uma situa\u00e7\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o diferente, em que todo mundo j\u00e1 conhece as sensibilidades, as impossibilidades da negocia\u00e7\u00e3o, e haver\u00e1 uma disposi\u00e7\u00e3o de trabalhar de uma maneira mais criativa. N\u00e3o vai ficar perdendo tempo, um tentando convencer o outro.<\/p>\n<p>Concordar em discordar?<\/p>\n<p>Isso, e encontrar o que podemos fazer dentro da discord\u00e2ncia. Outra coisa importante \u00e9 que todos querem o acordo. A OMC j\u00e1 est\u00e1 paralisada h\u00e1 muito tempo, e n\u00e3o d\u00e1 para ficar esperando que as estrelas se alinhem.<\/p>\n<p>Se a gente ficar mais cinco, dez anos com o sistema paralisado a organiza\u00e7\u00e3o talvez tenha uma perda de relev\u00e2ncia irrevers\u00edvel, porque a\u00ed o mundo vai desenvolver mecanismos de negocia\u00e7\u00e3o que v\u00e3o passar ao largo do sistema multilateral.<\/p>\n<p>Hoje, se voc\u00ea conseguir que o sistema se torne vi\u00e1vel como foro negociador, as pessoas voltam. Se voc\u00ea demorar cinco, dez anos, as pessoas v\u00e3o encontrar outra cultura negociadora, a OMC vai perder sua relev\u00e2ncia de vez. Diante desse quadro, acho que as pessoas est\u00e3o mais dispostas a negociar. O que acontece \u00e9 que elas n\u00e3o sabem como sair do impasse.<\/p>\n<p>Se espera do pr\u00f3ximo diretor-geral a f\u00f3rmula m\u00e1gica?<\/p>\n<p>Acho que n\u00e3o existe f\u00f3rmula m\u00e1gica, mas acho que existem maneiras de se encontrar a negocia\u00e7\u00e3o se houver duas coisas: interesse em sair do impasse e uma lideran\u00e7a capaz de trazer as pessoas para a mesa e fazer a negocia\u00e7\u00e3o acontecer de maneira construtiva, com confian\u00e7a, em que os dois lados acreditem que o outro quer a solu\u00e7\u00e3o. \u00c9 poss\u00edvel fazer sem esse facilitador, mas levaria dez anos.<\/p>\n<p>No quadro que o sr. descreve, essa confian\u00e7a melhorou.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se a confian\u00e7a melhorou, o que melhorou foi a vontade.<\/p>\n<p>O sr. falou em criatividade para criar consensos. Onde o sr. v\u00ea caminhos?<\/p>\n<p>Os temas do impasse n\u00f3s sabemos quais s\u00e3o, e sabemos o tamanho das lacunas, e as maneiras de abordar o tema que temos na mesa.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses desenvolvidos querendo mais acesso aos mercados nos pa\u00edses em desenvolvimento&#8230;<\/p>\n<p>E os pa\u00edses em desenvolvimento querendo mais acesso aos mercados dos pa\u00edses desenvolvidos, mas em outras \u00e1reas. H\u00e1 uma discord\u00e2ncia sobre o que isso pode fazer na \u00e1rea de bens industriais e na \u00e1rea de agricultura. O que se pede em agricultura para se dar em bens industriais o outro lado n\u00e3o quer, e vice-versa.<\/p>\n<p>Mas isso \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio internacional. Onde d\u00e1 para comer pelas beiradas?<\/p>\n<p>Tem v\u00e1rias coisas, e eu n\u00e3o posso falar. O impasse se d\u00e1 em determinadas \u00e1reas de bens industriais. Tem maneiras de fazer. E tem que ser no impasse, se voc\u00ea n\u00e3o ver solu\u00e7\u00e3o no impasse n\u00e3o adianta nada. Agora, para Bali, se resolveu evitar os pontos problem\u00e1ticos. Mas para resolver Doha isso n\u00e3o vai funcionar, voc\u00ea tem que ir direto no impasse e descobrir o que d\u00e1 para fazer, para vender isso em todos os pa\u00edses, sem reduzir a ambi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como chefe da miss\u00e3o brasileira, o sr. levou o debate sobre o c\u00e2mbio \u00e0 OMC. Este \u00e9 um debate que o sr. levaria como diretor-geral tamb\u00e9m?<\/p>\n<p>O diretor-geral n\u00e3o pode levar nada. S\u00e3o os membros que levam. Ele pode propor, mas s\u00e3o os membros que v\u00e3o decidir. Tanto o c\u00e2mbio quanto qualquer outro tema dependeria de os membros interessados convencerem os membros que n\u00e3o est\u00e3o interessados em discutir.<\/p>\n<p>O diretor-geral \u00e9 um facilitador, que tem que ajudar a fazer com que a negocia\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a. Ele at\u00e9 pode sugerir coisas, mas \u00e9 bom tomar cuidado. Raramente voc\u00ea vai ter uma ideia que seja aceita por todos os membros de maneira indiscut\u00edvel. Se ele sai muito propositivo em uma \u00e1rea ou outra ele rapidamente vai criar um problem\u00e3o com metade dos membros.<\/p>\n<p>Acho que tem o momento de ser ativo, e o motivo de ser cauteloso. Tudo isso depende de como o sistema evoluir.<\/p>\n<p>Chegou a haver uma discuss\u00e3o sobre enterrar Doha e come\u00e7ar outra coisa, outra rodada.<\/p>\n<p>N\u00e3o acho que seja poss\u00edvel, n\u00e3o \u00e9 politicamente vi\u00e1vel. Hoje, 90% dos problemas que voc\u00ea tem na OMC v\u00eam do medo dos pa\u00edses em desenvolvimento de que se abandone a rodada. E para come\u00e7ar de novo, come\u00e7aria em que base? Mais f\u00e1cil ajustar o que est\u00e1 l\u00e1.<\/p>\n<p>Qual o papel do avan\u00e7o na liberaliza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio internacional no p\u00f3s-crise?<\/p>\n<p>Acho importante, primeiro, evitar que se caminhe para tr\u00e1s, sobretudo no sentido de prote\u00e7\u00e3o. A OMC foi muito importante para evitar que medidas protecionistas fossem adotadas de forma desenfreada &#8212; o aumento foi muito mais modesto do que houve no momento, e o com\u00e9rcio continuou crescendo. Muita gente &#8212; e eu tamb\u00e9m &#8212; creditou isso \u00e0s disciplinas da OMC. Essa \u00e9 a primeira coisa. A segunda \u00e9 ir criando espa\u00e7os para ir liberando o com\u00e9rcio progressivamente. S\u00f3 que isso n\u00e3o \u00e9 algo que se consegue da noite para o dia.<\/p>\n<p>Mesmo o mundo desenvolvido levou meio s\u00e9culo para ir baixando as tarifas, e ainda hoje h\u00e1 picos tarif\u00e1rios e setores mais protegidos, como t\u00eaxteis e agricultura. O processo \u00e9 lento, mas n\u00e3o pode perder o sentido. A relev\u00e2ncia maior do sistema multilateral \u00e9 essa.<\/p>\n<p>O Brasil costuma ser destacado, sobretudo na imprensa internacional, como pa\u00eds protecionista, embora n\u00e3o tenha sido o \u00fanico a tomar medidas que sejam vistas como protecionistas. O sr. v\u00ea resist\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil, ou questionamentos, por causa disso? O sr. ouviu reclama\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>Reclama\u00e7\u00e3o propriamente n\u00e3o. Claro que para v\u00e1rios pa\u00edses daria mais conforto se o candidato fosse de um pa\u00eds percebido como livre-cambista. At\u00e9 porque na maioria das vezes \u00e9 dif\u00edcil nas capitais&#8230; Em Genebra as pessoas me conhecem, sabem como eu atuo. Mas nas capitais a tend\u00eancia \u00e9 associar a pessoa ao pa\u00eds, e a\u00ed cada um faz o julgamento de como ele v\u00ea aquele pa\u00eds, se \u00e9 um pa\u00eds com vis\u00e3o, com pol\u00edtica comercial, parecida com a dele ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao longo da campanha, por\u00e9m, a ideia \u00e9 dar a imagem do candidato de como ele \u00e9, porque quando ele for eleito ele vai ser uma pessoa totalmente independente [de seu pa\u00eds], que vai receber instru\u00e7\u00f5es dos membros e pautar sua atua\u00e7\u00e3o com base nos princ\u00edpios constitutivos da OMC, independentemente da pol\u00edtica do pa\u00eds dele.<\/p>\n<p>Ele tem que ser absolutamente imparcial, porque na medida que ele for percebido como um diretor-geral que empurra uma determinada agenda, ele perde a efetividade rapidamente.<\/p>\n<p>Quem o sr. enxerga como os mais qualificados?<\/p>\n<p>Todos s\u00e3o muito qualificados, todos de primeira linha. A organiza\u00e7\u00e3o vai estar muito bem servida, n\u00e3o importa quem seja. Mas alguns estar\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de ajudar mais do que outros, pela experi\u00eancia, o conhecimento do sistema, pelo tr\u00e2nsito entre os negociadores, pela confian\u00e7a que t\u00eam dos membros.<\/p>\n<p>Algum dos candidatos defende a agenda de seu pa\u00eds?<\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o pode, porque perderia imediatamente a efic\u00e1cia. O diretor-geral n\u00e3o s\u00f3 tem que ser imparcial como tem que ser percebido como sendo uma pessoa imparcial. O que ele tem que fazer \u00e9 encontrar e facilitar consensos onde for poss\u00edvel. O que ele tem que fazer \u00e9 zelar para que a organiza\u00e7\u00e3o caminhe dentro de seus princ\u00edpios constitutivos. Se ele come\u00e7ar a se associar com uma determinada linha, a organiza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 ac\u00e9fala por muitos anos.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma ressalva em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua candidatura que se repete: o fato de o sr. nunca ter tido cargo ministerial, como tiveram ou t\u00eam muitos dos demais candidatos. O que o sr. acha disso?<\/p>\n<p>Acho que \u00e9 uma cr\u00edtica sem subst\u00e2ncia. A efetividade de um diretor-geral n\u00e3o est\u00e1 vinculada aos cargos que ele ocupou, mas \u00e0 sua capacidade de liderar a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde que a OMC entrou em vigor, em 1995, todos os diretores-gerais que foram ministros n\u00e3o conseguiram nenhum resultado, e os que conseguiram n\u00e3o eram ministros. E um argumento que eu ou\u00e7o muito, de que os ministros falam com chefes de Estado, \u00e9 conversa. Voc\u00ea vai me dizer que um candidato vai ligar para a presidente Dilma Rousseff e ela vai atender o telefone? Ela vai atender o diretor-geral da OMC, e se a OMC estiver fazendo alguma coisa que seja relevante.<\/p>\n<p>Agora, se chegar na rodada final e for [disputar] eu com uma pessoa que for ministra, a pessoa vai usar as coisas \u00f3bvias [para defender sua candidatura]. V\u00e3o dizer que eu sou de um pa\u00eds visto como protecionista, que eu n\u00e3o sou ministro. Porque apontar para as qualidades profissionais vai ser dif\u00edcil.<\/p>\n<hr \/>\n<p>CIA ajuda Ar\u00e1bia Saudita e Qatar a armar rebeldes s\u00edrios, diz &#8216;NYT&#8217;<\/p>\n<p>Folha Online<\/p>\n<p>O jornal &#8220;The New York Times&#8221; publicou nesta segunda-feira que a CIA (Ag\u00eancia Central de Intelig\u00eancia, sigla em ingl\u00eas) ajuda a Ar\u00e1bia Saudita e o Qatar a enviar armas para os rebeldes s\u00edrios. A entrega \u00e9 feita atrav\u00e9s de avi\u00f5es militares dos dois pa\u00edses.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia n\u00e3o comentou sobre a contribui\u00e7\u00e3o e disse que o governo americano apenas repassa ajuda n\u00e3o letal aos insurgentes que combatem h\u00e1 dois anos contra o regime de Bashar Assad. Os Estados Unidos tamb\u00e9m reconhecem a oposi\u00e7\u00e3o como a representante real da S\u00edria.<\/p>\n<p>Funcion\u00e1rios americanos disseram ao jornal que a CIA colaborou de forma consultiva com os carregamentos, dizendo aos pa\u00edses do golfo P\u00e9rsico que armamentos adquirir e onde poderiam ser comprados. A maioria das armas veio da Cro\u00e1cia, que possui grandes dep\u00f3sitos da \u00e9poca da Guerra da Iugosl\u00e1via, na d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n<p>Segundo a publica\u00e7\u00e3o, os suprimentos militares chegaram ao pa\u00eds em cerca de 160 voos de avi\u00f5es militares feitos entre janeiro de 2012 e o in\u00edcio de mar\u00e7o. O armamento entra atrav\u00e9s das fronteiras com a Jord\u00e2nia e em especial com a Turquia, que tem abrigado a maioria dos voos.<\/p>\n<p>O principal pa\u00eds fornecedor \u00e9 o Qatar, com 85 voos destinados \u00e0 base militar de Esenboga, ao lado da capital turca, Ancara. De l\u00e1, os carregamentos s\u00e3o enviados por terra at\u00e9 a S\u00edria e recebido por rebeldes nas \u00e1reas que foram dominadas pelos insurgentes.<\/p>\n<p>Outros 37 carregamentos foram enviados por aeronaves sauditas, enquanto oito vieram da Jord\u00e2nia. O pa\u00eds, que abriga o maior n\u00famero de refugiados s\u00edrios, tamb\u00e9m foi o destino de 36 voos cargueiros comerciais da Cro\u00e1cia com armas, que foram compradas pelos qatarianos e sauditas aos rebeldes.<\/p>\n<p>Todos os pa\u00edses negaram as acusa\u00e7\u00f5es e dizem que fornecem apenas ajuda n\u00e3o letal aos opositores s\u00edrios. A estimativa de grupos de direitos humanos \u00e9 que estes carregamentos tenham levado mais de 3.500 toneladas de armas aos rebeldes.<\/p>\n<p>Risco de guerra<\/p>\n<p>De acordo com o &#8220;New York Times&#8221;, o tamanho da opera\u00e7\u00e3o log\u00edstica causa preocupa\u00e7\u00e3o aos funcion\u00e1rios americanos, em especial pelo risco de uma a\u00e7\u00e3o militar do Ir\u00e3 contra Turquia e Jord\u00e2nia. Mesmo recebendo grande quantidade de armamento, as reclama\u00e7\u00f5es dos rebeldes s\u00e3o constantes.<\/p>\n<p>Em entrevista ao jornal, os grupos armados dizem que a quantidade de armas \u00e9 pequena e muito leve para combater a artilharia a disposi\u00e7\u00e3o do ditador Bashar Assad. &#8220;\u00c9 como se os estrangeiros abrissem e fechassem as comportas&#8221;, disse o comandante do grupo isl\u00e2mico Soquor al Sham, Abel Rahman Ayachi.<\/p>\n<p>Outro problema apontado \u00e9 a corrup\u00e7\u00e3o e a infiltra\u00e7\u00e3o de grupos que fazem com\u00e9rcio com as armas. &#8220;Existem brigadas que se dizem do Ex\u00e9rcito Livre S\u00edrio que quando conseguem as armas, vendem-nas no mercado negro&#8221;, disse Hassan Aboud, tamb\u00e9m da Soquor al Sham.<\/p>\n<p>Funcion\u00e1rios do governo americano ouvidos pelo &#8220;New York Times&#8221; dizem que o tamanho do carregamento \u00e9 grande, mas diz que os rebeldes gastam demais, em uma m\u00e9dia de um milh\u00e3o de cartuchos a cada duas semanas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Folha Online\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4528\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-4528","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1b2","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4528","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4528"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4528\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4528"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4528"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4528"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}