{"id":4548,"date":"2013-03-27T23:42:08","date_gmt":"2013-03-27T23:42:08","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4548"},"modified":"2013-03-27T23:42:08","modified_gmt":"2013-03-27T23:42:08","slug":"de-bergoglio-a-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4548","title":{"rendered":"De Bergoglio a Francisco"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1\u00a0muito pouco para acrescentar ao que j\u00e1\u00a0 foi dito sobre o papa Francisco desde sua surpreendente eleva\u00e7\u00e3o ao trono de S\u00e3o Pedro. Tratarei de sintetizar esta breve nota em torno de tr\u00eas eixos: a) as acusa\u00e7\u00f5es sobre sua atua\u00e7\u00e3o durante a genocida ditadura civil-militar; b) sua pol\u00edtica como arcebispo de Buenos Aires e presidente da Confer\u00eancia Episcopal; c) o poss\u00edvel impacto de seu pontificado sobre a realidade sociopol\u00edtica da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro ponto, \u00e9 indiscut\u00edvel que sua conduta tenha se enquadrado, em termos gerais, nas deplor\u00e1veis linhas estabelecidas pela hierarquia cat\u00f3lica. N\u00e3o foi um monstro como Christian Von Wernich, figura presente na comiss\u00e3o de crimes de lesa humanidade e condenada pela Justi\u00e7a argentina; ou um troglodita medieval como o bispo castrense Antonio Baseotto, que prop\u00f4s pendurar uma pedra de moinho no pesco\u00e7o e depois atirar ao mar o ministro de Sa\u00fade, Gin\u00e9s Gonz\u00e1lez Garc\u00eda, por ter recomendado a utiliza\u00e7\u00e3o de preservativos. Por\u00e9m, tampouco foi um crist\u00e3o exemplar como os bispos Enrique Angelelli e Carlos Horacio Ponce de Le\u00f3n, o padre Carlos Mugica, os sacerdotes palotinos ou as freiras francesas L\u00e9onie Duquet e Alice Domon, todos assassinados pela ditadura, ou como os bispos Miguel Hesayne, Jorge Novak e Jaime de Nevares, duros cr\u00edticos do regime militar.<\/p>\n<p>O ent\u00e3o Provincial da Companhia de Jesus teve uma conduta reprov\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a dois de seus subordinados diretos, os sacerdotes Francisco Jalics e Orlando Virgilio Yorio, que exerciam seu trabalho pastoral em uma vila do Bajo Flores e fora sequestrados e torturados pela ditadura ante a ina\u00e7\u00e3o de seu superior, que os privou de sua prote\u00e7\u00e3o. Alguns testemunhos, como o de Alicia Oliveira, repudiam estas cr\u00edticas assinalando sua ativa colabora\u00e7\u00e3o para salvar a vida de cl\u00e9rigos e laicos em perigo. Por\u00e9m, a evid\u00eancia documental \u2013 que n\u00e3o \u00e9 o mesmo que uma opini\u00e3o \u2013 apresentada neste dia por Horacio Verbitsky, na P\u00e1gina\/12, ou o que escrevera um eminente cat\u00f3lico como Emilio F. Mignone, o tipificam como um pastor que entregou \u201csuas ovelhas ao inimigo sem defend\u00ea-las nem regat\u00e1-las\u201d, em um caso ao menos de um neto que foi apropriado pelos repressores mantendo oculta esta informa\u00e7\u00e3o por anos.<\/p>\n<p>O mais prov\u00e1vel \u00e9\u00a0que ambas as atitudes sejam certas, por\u00e9m os bons gestos destacados por alguns n\u00e3o s\u00e3o suficientes para esconder a gravidade dos outros. Em um pa\u00eds onde todos sabiam dos crimes perpetrados pelo terrorismo de Estado n\u00e3o se pode alegar ignor\u00e2ncia, menos ainda um sacerdote que administrava o sacramento da confiss\u00e3o e em permanente contato com pessoas comuns. Em seu momento, Bergoglio pediu perd\u00e3o em nome da Igreja \u201cpor n\u00e3o ter feito suficiente\u201d para preservar os direitos humanos ante a barb\u00e1rie do terrorismo de Estado; deveria t\u00ea-lo pedido, ao inv\u00e9s disso, pelo expl\u00edcito apoio que a hierarquia deu aos genocidas e n\u00e3o pelo pouco que fez para combat\u00ea-los. Neutralidade ou toler\u00e2ncia ante o terrorismo de Estado? Hum, recordemos o que disse Dante n\u2019 A Divina Com\u00e9dia: \u201cO c\u00edrculo mais horrendo do inferno est\u00e1 reservado para aqueles que, em tempos de crise moral, optam pela neutralidade\u201d!<\/p>\n<p>Por\u00e9m, suponhamos que um exame exaustivo e imparcial dite a absoluta inoc\u00eancia de Bergoglio nos anos de chumbo. O que podemos dizer de sua atua\u00e7\u00e3o durante a reconstitui\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica posterior \u00e0 ditadura? Conforme a contrarreforma lan\u00e7ada por Jo\u00e3o Paulo II com o apoio e benepl\u00e1cito de Ronald Reagan e Margareth Thatcher, Bergoglio se associou \u00e0s tend\u00eancias mais reacion\u00e1rias da Igreja argentina, o que n\u00e3o \u00e9 pouco. Formado no peronismo de direita, militante da Guardia de Hierro em sua juventude, durante sua gest\u00e3o como cardeal primado da Argentina, se alinhou inequ\u00edvoca e sistematicamente contra todas as boas causas: se op\u00f4s \u2013 sem \u00eaxito \u2013 ao matrim\u00f4nio igualit\u00e1rio, reagiu junto ao furioso fanatismo de Tom\u00e1s de Torquemada ante a mostra do artista pl\u00e1stico Le\u00f3n Ferrari, que teve de ser retirada antes do tempo; combateu com ferocidade tudo que fosse relacionado \u00e0 educa\u00e7\u00e3o sexual, ao controle de natalidade, \u00e0 descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto e aos direitos das minorias sexuais; mant\u00e9m dentro da Igreja (e, dessa forma, protege) criminosos como Von Wernich e Julio C\u00e9sar Grassi (condenados por pedofilia); atenta contra o car\u00e1ter laico do Estado democr\u00e1tico e defende com garra os privil\u00e9gios que possui a Igreja em termos financeiros e no controle sobre o processo educacional, em aberta viola\u00e7\u00e3o ao disposto na Constitui\u00e7\u00e3o de 1994.<\/p>\n<p>Em conclus\u00e3o, um papa austero e distante dos bastidores do Vaticano com uma marcada preocupa\u00e7\u00e3o pela sorte dos pobres, por\u00e9m sumamente conservador. Isso \u00e9 novidade? Nenhuma. O conservadorismo popular tem longa hist\u00f3ria e n\u00e3o s\u00f3 na Am\u00e9rica Latina. Ao contr\u00e1rio de sua variante elitista e aristocratizante, os valores e interesses tradicionais que sustentam a ordem social injusta se refor\u00e7am, aproveitando-se da ignor\u00e2ncia e credulidade dos sujeitos populares ganhos pela pr\u00e9dica eclesi\u00e1stica. \u00c9 um conservadorismo plebeu, exc\u00eantrico em suas formas, por\u00e9m que presta um valioso servi\u00e7o \u00e0s classes dominantes, como provado pela obscena explos\u00e3o de j\u00fabilo dos genocidas nos tribunais quando foi conhecida a escolha de Bergoglio como pont\u00edfice, pela transbordante alegria das mais diversas express\u00f5es e variados representantes da direita argentina ou pela fenomenal campanha apolog\u00e9tica dos di\u00e1rios da burguesia e do imp\u00e9rio \u2013 principalmente Clar\u00edn e La Naci\u00f3n, este \u00faltimo marcando a penosa involu\u00e7\u00e3o moral de um jornal fundado por Bartolom\u00e9 Mitre, um ma\u00e7om provado e confesso \u2013 ante as not\u00edcias procedentes de Roma. Com semelhantes amigos, como crer que Francisco vai imitar o santo de Assis, cuja ren\u00fancia \u00e0 riqueza e aos bens materiais foi total e absoluta? Na companhia de ricos irm\u00e3os, a \u201cop\u00e7\u00e3o pelos pobres\u201d dificilmente pode ser algo mais que um acompanhamento distante de seus sofrimentos e priva\u00e7\u00f5es, por\u00e9m sempre buscando ensinar-lhes quem os condena a transitar por este vale de l\u00e1grimas, padecimentos e infort\u00fanios.<\/p>\n<p>Faz quase meio s\u00e9culo que Dom Helder C\u00e2mara, bispo de Olinda e Recife, explicou muito bem esta contradi\u00e7\u00e3o:\u00a0\u201cSe dou de comer aos pobres, dizem que sou um santo. Mas se pergunto por que os pobres passam fome e est\u00e3o mal, dizem que sou comunista\u201d.\u00a0N\u00e3o basta a humanidade nem a confraterniza\u00e7\u00e3o com os pobres: \u00e9 preciso ensinar-lhes que a pobreza n\u00e3o \u00e9 resultado de um des\u00edgnio divino ou de um capricho da natureza, mas um produto hist\u00f3rico de uma sociedade chamada capitalista, m\u00e1quina implac\u00e1vel de fabricar pobreza e mis\u00e9ria e a qual a Igreja jamais teve a ousadia de condenar, apesar de sua intr\u00ednseca malignidade.<\/p>\n<p>Dos ditos e dos fatos de Francisco n\u00e3o significa que isto vai ocorrer. \u00c9\u00a0bom que o escravo se rebele contra seu amo, por\u00e9m como dizia Lenin, a mudan\u00e7a s\u00f3\u00a0ser\u00e1\u00a0produzida quando aquele que se rebele contra a escravid\u00e3o, contra o sistema e n\u00e3o s\u00f3\u00a0contra um de seus agentes. Francisco incentivar\u00e1 a rebeli\u00e3o anticapitalista dos pobres, dado que dentro do capitalismo sua sorte est\u00e1 lan\u00e7ada? Nada em sua biografia autoriza a pensar nesse curso de a\u00e7\u00e3o. O mais prov\u00e1vel ser\u00e1 que estimule sua benevol\u00eancia e eternize sua submiss\u00e3o. \u00c9 que a \u201cop\u00e7\u00e3o pelos pobres\u201d da Igreja que surge da contrarreforma liderada por Jo\u00e3o Paulo II e que varreu os avan\u00e7os do Conc\u00edlio Vaticano II n\u00e3o \u00e9 a que propunha a Igreja de Carlos Mugica, Jaime de Nevares, Miguel Hesayne, Oscar Arnulfo Romero (arcebispo de San Salvador), Sergio M\u00e9ndez Arceo (bispo de Cuernavaca, M\u00e9xico), Samuel Ruiz Garc\u00eda (bispo de San Crist\u00f3bal, Chiapas), Pedro Casald\u00e1liga e dom Helder C\u00e2mara (Brasil) e Ernesto Cardenal (Nicar\u00e1gua) ou, em nossos dias, os te\u00f3logos da liberta\u00e7\u00e3o como Frei Betto, Leonardo Boff, Gustavo Guti\u00e9rres ou Jon Sobrino.<\/p>\n<p>Seu pontificado ser\u00e1\u00a0um\u00a0remake\u00a0do de Jo\u00e3o Paulo II? \u00c9 muito pouco prov\u00e1vel. O papa Wojtila foi um produto de finais dos anos setenta, quando o mundo era muito diferente do de hoje. Foi o instrumento que a burguesia imperial necessitava para derrubar a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e os pa\u00edses do Leste Europeu. Por\u00e9m, essa estrat\u00e9gia foi eficaz porque aqueles regimes padeciam de um avan\u00e7ado estado de decomposi\u00e7\u00e3o moral, pol\u00edtica, econ\u00f4mica e social. Na realidade, Jo\u00e3o Paulo se limitou a desencadear a investida final contra um edif\u00edcio que j\u00e1 estava caindo, produto de suas pr\u00f3prias contradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Hoje o mundo mudou muito. O imperialismo j\u00e1\u00a0 n\u00e3o tem, tal como reconhecem seus pr\u00f3prios intelectuais org\u00e2nicos, a gravita\u00e7\u00e3o do passado. Os rivais s\u00e3o mais numerosos e diversificados, e economicamente muito mais fortes do que eram a URSS e os pa\u00edses da Europa Oriental. Seus aliados, no entanto, s\u00e3o mais d\u00e9beis e vacilantes. A Igreja, por sua vez, se v\u00ea debilitada por uma intermin\u00e1vel sucess\u00e3o de esc\u00e2ndalos e precisa da credibilidade que ganhou nos anos Jo\u00e3o XXIII.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, se quer lan\u00e7ar todo seu peso para desestabilizar os processos bolivarianos na Venezuela, Bol\u00edvia e Equador, ou as experi\u00eancias de transforma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em curso em outros pa\u00edses da regi\u00e3o, a resposta ser\u00e1 muito diferente daquela dada h\u00e1 mais de trinta anos pelo Leste Europeu. Aqui se trata de processos que contam com um enorme apoio popular que nem remotamente existiam l\u00e1, e por conseguinte, o projeto das direitas latino-americanas \u2013 organizadas e financiadas pelo imp\u00e9rio \u2013 de reutilizar a m\u00e1quina eclesi\u00e1stica que t\u00e3o bons resultados dera contra a Europa Oriental para acabar com os governos progressistas e de esquerda na regi\u00e3o terminaria em um rotundo fracasso. A \u201crevolu\u00e7\u00e3o de veludo\u201d na Tchecoslov\u00e1quia n\u00e3o possui nenhuma rela\u00e7\u00e3o com a Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana da Venezuela, Evo Morales n\u00e3o \u00e9 Lech Walesa e Correa n\u00e3o \u00e9 Ceaucescu.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3\u00a0os processos e a \u00e9poca hist\u00f3rica s\u00e3o distintos. Os enormes problemas que enfrenta hoje a Igreja (crise financeira, crimes econ\u00f4micos do Banco Vaticano, alian\u00e7as com interesses mafiosos, pedofilia e seus processos, o celibato sacerdotal, a incorpora\u00e7\u00e3o da mulher ao sacerd\u00f3cio e o postergado\u00a0aggiornamiento\u00a0reivindicado por Jo\u00e3o XXIII) dificilmente permitir\u00e3o a Francisco dedicar muita aten\u00e7\u00e3o ao que ocorre nos pa\u00edses de Nuestra Am\u00e9rica. \u00c9 um bom administrador e ter\u00e1 que colocar a casa em ordem. \u00c9 tamb\u00e9m um pol\u00edtico muito h\u00e1bil e sabe que muito r\u00e1pido dever\u00e1 convocar um Conc\u00edlio que permita por fim a velhas disputas que est\u00e3o corroendo a Igreja, isolando-a cada vez mais do mundo real. H\u00e1 exatamente quinhentos anos, Nicolau Maquiavel diagnosticava n\u2019 O Pr\u00edncipe que, para salvar-se, a Igreja necessitava de uma revolu\u00e7\u00e3o. Tal coisa n\u00e3o aconteceu. Quatro anos mais tarde, em 1517, estourava a Reforma Protestante de Martim Lutero, e a revolu\u00e7\u00e3o ficou congelada. Agora, a revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais urgente e necess\u00e1ria que antes.<\/p>\n<p>Se Francisco fracassa nesta empreitada, a sorte da institui\u00e7\u00e3o duas vezes milenar se ver\u00e1 muito seriamente comprometida. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel se enganar com as cifras manipuladas pela imprensa nestes dias: desses 1,2 bilh\u00f5es de cat\u00f3licos em todo o mundo, os realmente praticantes s\u00e3o uma \u00ednfima minoria que diminui a cada dia. Pretender esmagar os processos emancipacionistas em curso na Am\u00e9rica Latina e Caribe seria uma perda de tempo, o passaporte para uma derrota certa e um esfor\u00e7o que desviaria o papado de seu desafio fundamental. Talvez por isso Leonardo Boff confia no fato de que, em que pese seus antecedentes, Francisco se abster\u00e1 de continuar o caminho que a direita e o imperialismo lhe indicam a seguir e escolher\u00e1, em contrapartida, o caminho da reforma. Em poucos anos a hist\u00f3ria oferecer\u00e1 seu veredito.<\/p>\n<p>*Polit\u00f3logo, diretor do PLED, Centro Cultural de Coopera\u00e7\u00e3o Floreal Gorini.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nAtilio A. 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