{"id":4607,"date":"2013-04-10T18:43:58","date_gmt":"2013-04-10T18:43:58","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4607"},"modified":"2013-04-10T18:43:58","modified_gmt":"2013-04-10T18:43:58","slug":"sem-regras-verba-do-pre-sal-vai-para-superavit-primario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4607","title":{"rendered":"Sem regras, verba do pr\u00e9-sal vai para super\u00e1vit prim\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<p>O dinheiro do pr\u00e9-sal continua pagando d\u00edvidas do passado por atrasos do governo. A falta de regulamenta\u00e7\u00e3o do Fundo Social do pr\u00e9-sal atrasa a destina\u00e7\u00e3o de recursos para \u00e1reas como Educa\u00e7\u00e3o, Sa\u00fade e Ci\u00eancia e Tecnologia.<\/p>\n<p>A lei sobre o tema foi aprovada em 2010 e o governo n\u00e3o definiu ainda as regras de funcionamento. Com isso, o dinheiro vai para o super\u00e1vit prim\u00e1rio, a economia feita para pagar juros da d\u00edvida.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda diz que est\u00e1 debatendo a regulamenta\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o para ela entrar em vigor. Em 2011, um decreto presidencial determinou a destina\u00e7\u00e3o de recursos de \u00e1reas j\u00e1 licitadas para o Fundo. Embora a explora\u00e7\u00e3o esteja em fase inicial, o Fundo j\u00e1 deveria ter R$ 700 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 2012, segundo a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, R$ 479,4 milh\u00f5es deveriam ter sido repassados pelo Tesouro ao fundo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Feliciano promete sair se PT tirar mensaleiros<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>A t\u00e3o esperada conversa do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) com as lideran\u00e7as parlamentares e a Mesa Diretora da C\u00e2mara, marcada para ontem, serviu para esquentar ainda mais a arranhada rela\u00e7\u00e3o do parlamentar com o PT. Ao ser pressionado para deixar o comando da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), o pastor condicionou a ren\u00fancia \u00e0 sa\u00edda dos r\u00e9us do mensal\u00e3o Jos\u00e9 Geno\u00edno (PT-SP) e Jo\u00e3o Paulo Cunha (PT-SP) da Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ). O l\u00edder petista, Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (CE), classificou a proposta de &#8220;provoca\u00e7\u00e3o&#8221; e &#8220;desaforo&#8221;. Sem a contrapartida, Feliciano disse que fica, mas saiu do encontro com uma bronca do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que o obrigou a reabrir as sess\u00f5es do colegiado: &#8220;Ele vai ter que se comportar&#8221;.<\/p>\n<p>Enquanto alguns l\u00edderes, como o do PSDB, Carlos Sampaio (SP), se recusaram a participar do encontro porque n\u00e3o vislumbravam qualquer alternativa para a crise, outros sa\u00edram dele decepcionados. &#8220;Foi uma reuni\u00e3o totalmente desnecess\u00e1ria, sem efeito algum, n\u00e3o deveria nem ter participado, foi s\u00f3 para ouvir desaforos&#8221;, reclamou Jos\u00e9 Guimar\u00e3es, referindo-se \u00e0 condi\u00e7\u00e3o imposta por Feliciano para deixar o comando da CDHM. &#8220;Quando ele disse que n\u00e3o ia renunciar e pediu que tiv\u00e9ssemos miseric\u00f3rdia, porque estava sendo perseguido, foi desanimador&#8221;, comentou Ivan Valente (SP), l\u00edder do PSol. &#8220;Ele quer se manter a qualquer custo, est\u00e1 se colocando como v\u00edtima para aproveitar o momento a seu favor e acaba aumentando o impasse&#8221;, reclamou o l\u00edder do PPS, Rubens Bueno (PR).<\/p>\n<p>Os apelos pela sa\u00edda, por\u00e9m, n\u00e3o foram un\u00e2nimes. Muitos l\u00edderes evitaram falar, e outros defenderam o direito de o pastor se manter na presid\u00eancia do colegiado. &#8220;\u00c9 l\u00f3gico que \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o delicada para a imagem da Casa, mas, regimentalmente, n\u00e3o h\u00e1 nada a ser feito. Todos temos direito de nos manifestar dentro dos limites da lei&#8221;, argumentou o l\u00edder do PSD, Eduardo Sciarra (PR). Com o apoio de parte dos colegas, Feliciano saiu do encontro sentindo-se fortalecido. &#8220;A maioria dos l\u00edderes foi a favor da minha perman\u00eancia, porque \u00e9 regimental. Eu fico, fui eleito democraticamente. Estou tentando viver, estou com seis quilos a menos. Deem-me uma chance de trabalhar&#8221;, disse.<\/p>\n<p>A autoconfian\u00e7a do pastor, no entanto, esbarrou no Regimento da Casa e na irrita\u00e7\u00e3o de Henrique Alves. A decis\u00e3o tomada por Feliciano de fechar as pr\u00f3ximas sess\u00f5es da CDHM teve que ser revogada. &#8220;Essa hist\u00f3ria de comiss\u00e3o proibir o acesso do povo \u00e0s suas reuni\u00f5es \u00e9 invi\u00e1vel, aqui \u00e9 a Casa do povo&#8221;, declarou o peemedebista. A entrada de manifestantes nas reuni\u00f5es, a partir de agora, s\u00f3 poder\u00e1 ser proibida se os protestos atrapalharem a sess\u00e3o.<\/p>\n<p>Comportamento<\/p>\n<p>Al\u00e9m de exigir a abertura da comiss\u00e3o, Henrique Alves criticou o comportamento e os coment\u00e1rios de Feliciano. &#8220;Ele n\u00e3o pode associar a sua palavra de presidente da comiss\u00e3o e de pastor, n\u00e3o pode ser aqui uma pessoa, exercer a presid\u00eancia, que tem dever de agregar, e sair daqui e ter uma posi\u00e7\u00e3o diferenciada, em conflito com as minorias&#8221;, ponderou. &#8220;O compromisso dele agora \u00e9 de que vai se comportar respeitosamente aqui e fora daqui.&#8221;<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o haver mais possibilidades regimentais para Feliciano deixar o comando da CDHM, parlamentares contr\u00e1rios ao pastor ainda estudam medidas alternativas. Por meio de projetos de resolu\u00e7\u00e3o a serem apresentados \u00e0 Mesa Diretora, eles querem aumentar o n\u00famero de integrantes do colegiado, o que poderia esvaziar a hegemonia evang\u00e9lica na atual composi\u00e7\u00e3o, ou permitir que um presidente de comiss\u00e3o possa ser deposto do cargo pelo Conselho de \u00c9tica em caso de quebra de decoro \u2014 atualmente, a \u00fanica puni\u00e7\u00e3o poss\u00edvel \u00e9 a perda de mandato. &#8220;Ainda vamos encontrar uma sa\u00edda&#8221;, promete Andr\u00e9 Figueiredo.<\/p>\n<p>\u00c0 tarde, ao ser questionado se teria condicionado sua ren\u00fancia \u00e0 presid\u00eancia da CDHM \u00e0 de deputados condenados pelo mensal\u00e3o, Feliciano ironizou: &#8220;Ser\u00e1 que eu falei isso mesmo? T\u00e1 gravado?&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Ser\u00e1 que eu falei isso mesmo? T\u00e1 gravado?&#8221;<\/p>\n<p>Marco Feliciano, deputado do PSC-SP, sobre a possibilidade de deixar a CDHM caso os condenados pelo mensal\u00e3o deixem a CCJ<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo libera agrot\u00f3xico sem registro no Pa\u00eds<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Mesmo com dois pareceres t\u00e9cnicos contr\u00e1rios, o Minist\u00e9rio da Agricultura (Mapa) liberou o uso de um agrot\u00f3xico n\u00e3o registrado no Pa\u00eds para combater emergencialmente uma praga nas lavouras de algod\u00e3o e soja. A decis\u00e3o, publicada anteontem no Di\u00e1rio Oficial, permite o uso de defensivos agr\u00edcolas que tenham em sua composi\u00e7\u00e3o o benzoato de emamectina, subst\u00e2ncia que, por ser considerada t\u00f3xica para o sistema neurol\u00f3gico, teve seu registro negado pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), em 2007.<\/p>\n<p>O uso de agrot\u00f3xicos no Pa\u00eds \u00e9 norteado por pareceres do Comit\u00ea T\u00e9cnico de Assessoramento para Agrot\u00f3xicos (CTA), formado por membros dos Minist\u00e9rios da Agricultura e do Meio Ambiente e da Anvisa &#8211; os dois \u00faltimos s\u00e3o encarregados de avaliar os riscos do uso de defensivo para o meio ambiente e a sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, diante da praga da lagarta quarenten\u00e1ria A-i Helicoverpa armigera em lavouras do oeste da Bahia, representantes do Mapa solicitaram uma reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria do CTA para a libera\u00e7\u00e3o do benzoato. A proposta era que o produto fosse usado emergencialmente at\u00e9 a safra 2014\/2015.<\/p>\n<p>No primeiro encontro, representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e da Anvisa foram contr\u00e1rios \u00e0 libera\u00e7\u00e3o. De acordo com a ata da reuni\u00e3o, a maioria do grupo afirmava que os documentos apresentados n\u00e3o permitiam tal libera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Diante da negativa, o Mapa solicitou uma nova reuni\u00e3o, realizada cinco dias depois. Nesse encontro, tanto a Anvisa quanto o Ibama mantiveram sua posi\u00e7\u00e3o: n\u00e3o havia elementos suficientes para que a libera\u00e7\u00e3o fosse realizada.<\/p>\n<p>O Mapa, no entanto, decidiu liberar \u00a0o uso do benzoato. De acordo com o minist\u00e9rio, n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que a Agricultura adota uma decis\u00e3o unilateral. Em 1986, de acordo com a assessoria, tamb\u00e9m houve , libera\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos para combater uma praga de gafanhoto.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do benzoato, outros cinco tiveram seu uso liberado para o combate \u00e0 praga: dois produtos biol\u00f3gicos (V\u00edrus VPN HzSNPV e Bacillus Thuringiensis) e tr\u00eas qu\u00edmicos (Clorantranilipro- le, Clorfenapyr e Indoxacarbe). A diferen\u00e7a, no entanto, \u00e9 que os cinco j\u00e1 t\u00eam registro no Pa\u00eds para uso em outras lavouras.<\/p>\n<p>Regras<\/p>\n<p>O uso do benzoato ser\u00e1 regulamentado numa instru\u00e7\u00e3o normativa. De acordo com a norma publicada nesta semana, as regras de importa\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o do produto ter\u00e3o de ser feito, segundo o Mapa, ter\u00e1 de ser acompanhada por fiscais estaduais agropecu\u00e1rios e supervisionada por fiscais federais.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Inadimpl\u00eancia e vendas do varejo crescem em mar\u00e7o<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A taxa de inadimpl\u00eancia no varejo cresceu 10,58% em mar\u00e7o ante o mesmo m\u00eas de 2012, apontou ontem a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), com base em dados do SPC Brasil. Em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro o indicador avan\u00e7ou 3,61%.<\/p>\n<p>O resultado representa uma acelera\u00e7\u00e3o ante fevereiro, quando a inadimpl\u00eancia no varejo havia crescido 6,65% na compara\u00e7\u00e3o com o segundo m\u00eas de 2012. A inadimpl\u00eancia no varejo no primeiro trimestre \u00e9 9,68% maior do que entre janeiro e mar\u00e7o de 2012.<\/p>\n<p>O resultado era aguardado pela CNDL e \u00e9 considerado aceit\u00e1vel. &#8220;Ele reflete o aumento das compras n\u00e3o planejadas e contra\u00eddas em forma de parcela no fim do ano passado&#8221;, destaca a economista do SPC Brasil, Ana Paula Bastos. Al\u00e9m disso, &#8220;mar\u00e7o \u00e9 historicamente um m\u00eas que registra pico no n\u00famero de contas em atraso.&#8221;<\/p>\n<p>O indicador de vendas, que mede a atividade no varejo, cresceu 12,38% em mar\u00e7o deste ano em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2012 e 10,22% na compara\u00e7\u00e3o com fevereiro. Esse \u00e9 o maior crescimento nos \u00faltimos 12 meses, aponta a CNDL.<\/p>\n<p>O resultado demonstra &#8220;a continuidade dos impactos positivos das melhores condi\u00e7\u00f5es do cr\u00e9dito na economia&#8221;, apontou, em nota, Ana Paula. O presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, afirmou que espera que o varejo mantenha &#8220;grande for\u00e7a ao longo de 2013&#8221;. &#8220;O consumo dos brasileiros se mant\u00e9m forte, acima das nossas expectativas&#8221;, disse. Ele pede aten\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, para a possibilidade de o Banco Central aumentar a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, como forma de combater a infla\u00e7\u00e3o. Hoje, a Selic est\u00e1 em 7,25%. &#8220;Se o BC decidir interromper a manuten\u00e7\u00e3o dos juros baixos, as vendas podem sofrer o efeito&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Apesar do avan\u00e7o na inadimpl\u00eancia, o indicador de recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, que \u00e9 medido a partir das exclus\u00f5es de registros dos devedores da base de dados do SPC, cresceu 7,96% em mar\u00e7o ante o mesmo m\u00eas de 2012. Na compara\u00e7\u00e3o com fevereiro, o indicador cresceu 6,92%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo faz pacote de incentivos para mais 3 setores<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Depois de lan\u00e7ar 16 pacotes com medidas de est\u00edmulo \u00e0 economia, o governo Dilma Rousseff vai anunciar hoje a empres\u00e1rios um &#8220;pacot\u00e3o de inten\u00e7\u00f5es&#8221;, com pelo menos tr\u00eas grandes conjuntos de incentivos que pretende tirar do papel neste ano, para as ind\u00fastrias qu\u00edmicas, sucroalcooleiras e para o complexo de defesa, aeron\u00e1utica e espacial.<\/p>\n<p>A presidente Dilma escalou o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, para contar a grandes empres\u00e1rios e l\u00edderes sindicais a agenda estrat\u00e9gica do Plano Brasil Maior, sua pol\u00edtica industrial. H\u00e1 previs\u00e3o de est\u00edmulo a 19 setores definidos como priorit\u00e1rios. O Estado apurou que pelo menos tr\u00eas desses pacotes est\u00e3o praticamente prontos.<\/p>\n<p>De acordo com Mauro Borges, presidente da Ag\u00eancia Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABD\u00cd), as empresas dever\u00e3o, em contrapartida, aumentar &#8220;fortemente&#8221; os investimentos. Envolvida na formula\u00e7\u00e3o das medidas, a secret\u00e1ria de Desenvolvimento da Produ\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio de Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior, Helo\u00edsa Menezes, afirmou ontem que a ind\u00fastria deve reagir &#8220;imediatamente&#8221; aos est\u00edmulos.<\/p>\n<p>Diante de grandes empres\u00e1rios como Marcelo Odebrecht, Luiza Trajano, Robson Andrade e Frederico Curado &#8211; de Odebrecht, Magazine Luiza, Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) e Embraer, respectivamente o governo quer apresentar o que tem na agenda para essas ind\u00fastrias neste ano e, com isso, convencer empres\u00e1rios a retomar investimentos.<\/p>\n<p>De in\u00edcio, Pimentel anunciar\u00e1 hoje redu\u00e7\u00e3o dos prazos de concess\u00e3o de patentes pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), como medida concreta e imediata.<\/p>\n<p>Tr\u00eas pacotes<\/p>\n<p>Entre as apostas do governo federal para continuar estimulando setores individualmente e, assim, apostar no efeito conjunto na economia, est\u00e3o tr\u00eas novos pacotes, cujos detalhes est\u00e3o em fase final de elabora\u00e7\u00e3o, restando apenas o sinal verde do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n<p>Diante do menor espa\u00e7o fiscal dispon\u00edvel para novas desonera\u00e7\u00f5es depois dos pacotes j\u00e1 lan\u00e7ados agora em 2013, os t\u00e9cnicos ainda precisam definir qual \u00e9 o melhor momento de tir\u00e1-las do papel. A decis\u00e3o pol\u00edtica de conceder o benef\u00edcio j\u00e1 foi tomada, falta agora definir quanto cada imposto poder\u00e1 cair, por exemplo. Assim, Dilma apresentar\u00e1 o fio condutor das pol\u00edticas e os detalhes saem quando forem finalizados pela Fazenda.<\/p>\n<p>Para os qu\u00edmicos, o governo deve reduzir o PIS e a Cofins que incidem sobre o faturamento das fabricantes de mat\u00e9rias-primas petroqu\u00edmicas e criar dois regimes de tributa\u00e7\u00e3o. Um deles, o Regime Especial de Incentivo ao Investimento na Ind\u00fastria Qu\u00edmica (Repequim), j\u00e1 est\u00e1 quase pronto. O setor, formado principalmente por multinacionais, ter\u00e1 carga de impostos menor caso amplie os investimentos usando insumos nacionais. O governo espera investimentos de R$ 14 bilh\u00f5es em contrapartida, apurou o Estado.<\/p>\n<p>O setor sucroalcooleiro ter\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o do PIS e da Cofins, a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos, e tamb\u00e9m medidas regulat\u00f3rias. A ideia \u00e9 aumentar a pesquisa de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o, que aproveita toda a cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>Finalmente, haver\u00e1 um pacote para defesa, aeron\u00e1utica e \u00e1rea espacial. Ser\u00e1 criada uma empresa mista &#8211; participa\u00e7\u00e3o privada, mas controle do Minist\u00e9rio da Defesa &#8211; para funcionar como trading nas compras e vendas ao exterior do setor. A ideia \u00e9 dinamizar o segmento melhorando a media\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios. O pacote vai contar, ainda, com financiamento para o setor de defesa e cria\u00e7\u00e3o do sistema para homologar produtos da \u00e1rea.<\/p>\n<p>Dinamismo<\/p>\n<p>Para a ind\u00fastria de defesa, aeron\u00e1utica e espacial, o governo vai criar uma empresa com participa\u00e7\u00e3o privada, mas controle do Minist\u00e9rio da Defesa para funcionar como trading.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Estudo analisa impacto do clima sobre potencial h\u00eddrico<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O impacto da mudan\u00e7a do clima vai criar um ambiente de maior inseguran\u00e7a energ\u00e9tica a m\u00e9dio prazo no Brasil e \u00e9 preciso assegurar a oferta complementar de energia por meio de outras fontes al\u00e9m da h\u00eddrica. Usinas com reservat\u00f3rios conseguem gerenciar melhor sua vulnerabilidade do que aquelas a fio d&#8221;\u00e1gua. A preocupa\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica deve estar na agenda de planejamento e estrat\u00e9gia das empresas.<\/p>\n<p>Essas recomenda\u00e7\u00f5es fazem parte do &#8220;Estudo sobre adapta\u00e7\u00e3o e vulnerabilidade \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica: o caso do setor el\u00e9trico brasileiro&#8221;, desenvolvido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (CEBDS), uma rede de 77 grandes empresas nacionais e globais que responde por mais de 40% do PIB brasileiro. Fazem parte do Conselho, por exemplo, Eletrobras, GE, Philips, CPFL, Vale, Petrobras, Alcoa e Cemig, al\u00e9m de v\u00e1rios bancos. O estudo teve apoio da consultoria Way Carbon.<\/p>\n<p>&#8220;Adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a do clima nunca foi um tema muito contemplado nas pol\u00edticas p\u00fablicas no Brasil, embora isso esteja mudando&#8221;, diz Marina Grossi, presidente-executiva do CEBDS. O estudo, diz ela, mostra o setor privado reafirmando o que especialistas em universidades j\u00e1 sinalizaram &#8211; &#8220;que a nossa vulnerabilidade energ\u00e9tica \u00e9 muito grande e que temos que ter medidas mais urgentes de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a do clima&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo Marina, s\u00f3 o setor de seguros \u00e9 mais ativo em considerar que &#8220;a mudan\u00e7a do clima \u00e9 importante&#8221;. Na Europa, ilustra, j\u00e1 se utilizam torres e\u00f3licas que se retraem quando os ventos s\u00e3o muito fortes, um exemplo de adapta\u00e7\u00e3o a um fen\u00f4meno cada vez mais recorrente. &#8220;O governo tem que se mobilizar para esse di\u00e1logo.&#8221; As empresas no mundo come\u00e7am a querer mapear com mais precis\u00e3o o que devem fazer para se adaptar ao clima em muta\u00e7\u00e3o, conta ela.<\/p>\n<p>O trabalho do CEBDS procurou analisar a vulnerabilidade do setor el\u00e9trico por meio de uma an\u00e1lise de gerenciamento de risco. O estudo colocou uma lupa sobre tr\u00eas usinas hidrel\u00e9tricas &#8211; uma pequena a fio d&#8221;\u00e1gua com pot\u00eancia instalada de 30 MW, outra de at\u00e9 100 MW e uma terceira com mais de 1000 MW &#8211; as duas \u00faltimas com reservat\u00f3rio. Para entender o efeito da mudan\u00e7a do clima no potencial h\u00eddrico brasileiro, o estudo usou s\u00e9ries hist\u00f3ricas da vaz\u00e3o dos rios onde ficam as usinas, nas bacias do Paran\u00e1 e do Atl\u00e2ntico Leste\/Sudeste. \u00c9 ali que est\u00e1 a regi\u00e3o que mais consome eletricidade no pa\u00eds e onde fica a maioria das hidrel\u00e9tricas.<\/p>\n<p>O estudo de 77 p\u00e1ginas definiu como horizontes 2020 e 2050. &#8220;Algumas empresas come\u00e7aram a perceber que estavam aumentando custos ou diminuindo lucros como consequ\u00eancia clim\u00e1tica&#8221;, explica Fernando Malta, assessor t\u00e9cnico do CEBDS e da publica\u00e7\u00e3o. Ele cita uma produtora de laranjas que percebeu que a cada ano precisa de mais \u00e1gua al\u00e9m daquela da chuva para irrigar a planta\u00e7\u00e3o ou uma mineradora que teve que desativar uma mina na Am\u00e9rica do Sul por conta de um per\u00edodo de chuvas intensas. &#8220;Esse deve ser o primeiro de uma s\u00e9rie de estudos em adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a do clima&#8221;, adianta Malta.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi f\u00e1cil realizar o estudo, diz Marina Grossi. Ela lembra que os dados n\u00e3o s\u00e3o p\u00fablicos, n\u00e3o h\u00e1 r\u00e9gua pluviom\u00e9trica e uniformidade de medidas. &#8220;O setor el\u00e9trico devia abrir v\u00e1rias caixas-pretas.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Estado de S. 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