{"id":4617,"date":"2013-04-11T19:21:25","date_gmt":"2013-04-11T19:21:25","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4617"},"modified":"2013-04-11T19:21:25","modified_gmt":"2013-04-11T19:21:25","slug":"inflacao-passa-meta-e-cresce-pressao-por-alta-de-juros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4617","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o passa meta e cresce press\u00e3o por alta de juros"},"content":{"rendered":"\n<p>A infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses estourou, em mar\u00e7o, a meta do governo, aumentando a press\u00e3o de economistas e do mercado por uma resposta do Banco Central (BG), com a eleva\u00e7\u00e3o na taxa b\u00e1sica de juros (hoje em 7,25%). O \u00edndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador utilizado na meta, atingiu 6,59% em 12 meses, a maior taxa desde novembro de 2011, informou ontem o IBGE.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do BC, que decide a taxa de juros, ser\u00e1 realizada na semana que vem.<\/p>\n<p>O resultado do IPCA levou os investidores a elevarem suas apostas em uma alta na pr\u00f3xima reuni\u00e3o. Os neg\u00f3cios fechados na Bolsa de S\u00e3o Paulo indicam uma chance de 80% de uma alta. A alta seria de 0,25 ponto porcentual, elevando a taxa a 7,5% ao ano.<\/p>\n<p>Para a economista Priscila Go-doy, da Rosenberg &amp; Associados, o BC ser\u00e1 contradit\u00f3rio se n\u00e3o elevar a Selic ap\u00f3s o IPCA acumulado superar o teto da meta. Outros economistas dizem que o BC est\u00e1 mais propenso a iniciar a alta em maio, como Silvia Matos, do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (Ibre\/ FGV), e Solange Srour, do BNY MellonARX.<\/p>\n<p>Os alimentos foram os principais respons\u00e1veis pelo estouro da meta, respondendo por cerca de 50% da infla\u00e7\u00e3o em 12 meses. O IPCA veio mais comportado em mar\u00e7o, mas os produtos aliment\u00edcios ainda subiram de forma consider\u00e1vel no m\u00eas, apesar dos esfor\u00e7os do governo.<\/p>\n<p>O efeito da desonera\u00e7\u00e3o de S itens da cesta b\u00e1sica, anunciada no in\u00edcio de mar\u00e7o, ainda n\u00e3o p\u00f4de ser percebido com clareza, segundo Eulina dos Santos, coordenadora de \u00edndices de Pre\u00e7os do IBGE. &#8220;Algum efeito houve, no sentido de reduzir a taxa de crescimento em produtos espec\u00edficos.&#8221;<\/p>\n<p>Outras contribui\u00e7\u00f5es para o al\u00edvio nos pre\u00e7os, segundo Eulina s\u00e3o as previs\u00f5es de sa\u00edra recorde em 2013, com aumento da produ\u00e7\u00e3o de soja e arroz, al\u00e9m da melhora nas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas nos EUA e Argentina.<\/p>\n<p>Produtos beneficiados pela desonera\u00e7\u00e3o figuraram na lista de maiores quedas entre os alimentos: a\u00e7\u00facar, carnes e \u00f3leo de soja. Por\u00e9m, todos j\u00e1 tinham registrado defla\u00e7\u00e3o em fevereiro.<\/p>\n<p>Segundo Eulina, os produtos estavam ficando mais baratos por outros fatores, como a entrada da safra, mas a desonera\u00e7\u00e3o pode ter ajudado os pre\u00e7os a recuarem mais. Entre os itens de higiene desonerados, apenas a pasta de dente ficou mais barata.<\/p>\n<p>A conta de luz voltou a subir no m\u00eas, depois dos esfor\u00e7os do governo para cortar o valor da tarifa em 18%. Mas Eulina disse que a redu\u00e7\u00e3o nos dois primeiros meses do ano ainda est\u00e1 segurando o IPCA.<\/p>\n<p>&#8220;Os aumentos vieram sobre um pre\u00e7o mais baixo. Embora no IPCA de mar\u00e7o tenha tido um impacto, as pessoas est\u00e3o de fato pagando 18% menos.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Com importa\u00e7\u00f5es e exporta\u00e7\u00f5es em queda, Brasil perde espa\u00e7o no com\u00e9rcio global<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Brasil perdeu espa\u00e7o no com\u00e9rcio mundial em 2012. E a quest\u00e3o na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) \u00e9 at\u00e9 que ponto essa situa\u00e7\u00e3o pode piorar neste ano, levando em conta a persistente fraqueza da economia mundial e de a\u00e7\u00f5es no pa\u00eds. Em 2012, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras ca\u00edram 5% em valor, a segunda maior queda entre grandes emergentes (na \u00c1frica do Sul caiu 11%) e mais do dobro da m\u00e9dia mundial (2,1%). Em 2010 e 2011, as vendas externas brasileiras tinham crescido 32% e 27%, superando inclusive a China (29% e 18%).<\/p>\n<p>A OMC coloca \u00eanfase no lado das importa\u00e7\u00f5es para se ter melhor ideia dos resultados do com\u00e9rcio em 2012. As compras brasileiras ca\u00edram 2%, em sintonia com a m\u00e9dia global, mas isso vem ap\u00f3s enormes altas de 43% e 24% em 2010 e 2011, quando a expans\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es foi maior do que dos outros emergentes.<\/p>\n<p>Como resultado, a fatia brasileira nas exporta\u00e7\u00f5es mundiais baixou para 1,7% (1,8% em 2011), ficando na 22\u00aa posi\u00e7\u00e3o. Do lado das importa\u00e7\u00f5es, o Brasil manteve a fatia de 1,6%, mas perdeu terreno, caindo uma posi\u00e7\u00e3o, para a 21\u00aa, com US$ 233 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao apresentar proje\u00e7\u00f5es do com\u00e9rcio global, Pascal Lamy, diretor-geral da OMC, alertou que 2013 pode ser pior do que o esperado por causa de fortes riscos de deteriora\u00e7\u00e3o vinculados \u00e0 crise do euro, ritmo da contra\u00e7\u00e3o fiscal nas economias desenvolvidas, e da amea\u00e7a de pa\u00edses tentarem restringir ainda mais o com\u00e9rcio na tentativa de proteger seus mercados.<\/p>\n<p>Ele considera a amea\u00e7a de protecionismo talvez hoje mais presente do que em qualquer outro momento desde o in\u00edcio da crise global &#8220;porque as pol\u00edticas tentadas para restaurar o crescimento t\u00eam sido em v\u00e3o&#8221;. Al\u00e9m disso, a entidade diz n\u00e3o saber exatamente em qual medida os pa\u00edses em desenvolvimento conseguiram reduzir sua depend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 demanda externa.<\/p>\n<p>Numa resposta ao Valor, Lamy observou que uma quest\u00e3o \u00e9 se o &#8220;boom&#8221; de commodities ser\u00e1 perene e infinito, e visivelmente em dire\u00e7\u00e3o do Brasil ele mostra-se cauteloso: &#8220;Eu duvido, haver\u00e1 um momento em que o volume e valor desse segmento ser\u00e3o v\u00edtimas de economias desaceleradas, mesmo se a taxa de crescimento dos emergentes continuar\u00e1 entre duas e tr\u00eas vezes mais elevada do que nas economias desenvolvidas nos pr\u00f3ximos anos.&#8221;<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 de que as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras continuar\u00e3o sofrendo o impacto da menor demanda de mat\u00e9rias-primas da China, j\u00e1 que Pequim n\u00e3o pode exportar no mesmo ritmo para a Europa em recess\u00e3o, que deixou de ser seu maior mercado (agora s\u00e3o os Estados Unidos).<\/p>\n<p>Segundo, os pre\u00e7os das commodities ca\u00edram fortemente. As estat\u00edsticas da entidade mostram que o valor das vendas de min\u00e9rio de ferro caiu 24,8%, a\u00e7\u00facar, 14%, caf\u00e9 e ch\u00e1, 27,6%, por exemplo.<\/p>\n<p>A China vai prosseguir crescendo mais que as outras grandes economias, mas em ritmo menor. A surpreendente alta das importa\u00e7\u00f5es chinesas no come\u00e7o do ano, gra\u00e7as \u00e0 demanda interna e n\u00e3o para reexporta\u00e7\u00e3o, dificilmente ser\u00e1 sustent\u00e1vel, acreditam certos analistas no mercado.<\/p>\n<p>Ou seja, problemas no setor imobili\u00e1rio que t\u00eam deprimido a demanda de commodities pela China pode continuar. &#8220;Isso \u00e9 not\u00edcia ruim para os exportadores de commodities&#8221;, diz Qinwei Wang, da consultoria Capital Economics.<\/p>\n<p>Lamy espera, por\u00e9m, ligeira melhora nas cota\u00e7\u00f5es. &#8220;A influ\u00eancia de pre\u00e7o sobre commodities \u00e9 mais importante do que no pre\u00e7o de camisa ou cal\u00e7ados&#8221;, diz. &#8220;Mas a tend\u00eancia \u00e9 de alta de pre\u00e7o de commodities.&#8221;<\/p>\n<p>Sobre o baque nas importa\u00e7\u00f5es brasileiras, a avalia\u00e7\u00e3o em Genebra \u00e9 de que reflete mais a menor demanda do ano passado. &#8220;Protecionismo tem um efeito a mais longo prazo&#8221;, diz um economista, em refer\u00eancia a medidas de prote\u00e7\u00e3o adotadas pelo governo de Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>Lamy, por\u00e9m, \u00e9 prudente: &#8220;\u00c9 verdade que houve um fen\u00f4meno de redu\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es brasileiras, mas se \u00e9 resultado de medidas macroecon\u00f4micas ou de pol\u00edtica comercial \u00e9 dif\u00edcil dizer e n\u00e3o seria suficiente para taxar isso de protecionismo, at\u00e9 porque a OMC n\u00e3o tem defini\u00e7\u00e3o de protecionismo.&#8221;<\/p>\n<p>Em termos reais (volume do com\u00e9rcio corrigido da infla\u00e7\u00e3o e varia\u00e7\u00e3o cambial), as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de mercadorias ca\u00edram 1,2% em 2012, em compara\u00e7\u00e3o ao crescimento m\u00e9dio mundial de 2,1%. Por sua vez, as importa\u00e7\u00f5es brasileiras ca\u00edram 2,1% em volume, ante a alta de 8,5% importado em 2011.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao com\u00e9rcio de servi\u00e7os, em valor, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras aumentaram 5%, e as importa\u00e7\u00f5es, 7%, muito abaixo do crescimento de 20% do ano anterior.<\/p>\n<p>Entre os Brics, a China aumentou suas vendas em 8% e manteve-se como a principal na\u00e7\u00e3o comerciante com US$ 2,049 trilh\u00f5es. A \u00cdndia e a R\u00fassia tamb\u00e9m exportaram mais que o Brasil em valor, o primeiro com US$ 293 bilh\u00f5es, e o segundo com US$ 529 bilh\u00f5es. As vendas brasileiras alcan\u00e7aram US$ 243 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es do Mercosul ca\u00edram 4% em valor e as importa\u00e7\u00f5es, 3%. Os pa\u00edses da \u00c1sia mantiveram as vendas com alta de 1% e as importa\u00e7\u00f5es aumentaram 6%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cresce uso internacional da moeda chinesa<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os pagamentos em yuan, a moeda chinesa, nos fluxos de entrada e sa\u00edda com o Brasil, aumentaram substancialmente desde novembro de 2012, informou ao Valor a Sociedade para Telecomunica\u00e7\u00f5es Financeiras Interbanc\u00e1rias Globais, conhecida pela sigla inglesa Swift.<\/p>\n<p>A entidade, que tem 8 mil institui\u00e7\u00f5es financeiras como clientes em todo o mundo, n\u00e3o d\u00e1 cifras, estimando que os volumes ainda s\u00e3o muito vol\u00e1teis. Mas estima que o acordo de swap entre Bras\u00edlia e Pequim, de 190 bilh\u00f5es de yuans, deve elevar a confian\u00e7a no uso crescente do yuan internacionalmente e expandir o com\u00e9rcio chin\u00eas, em sua moeda, com os principais parceiros.<\/p>\n<p>A China \u00e9 a maior na\u00e7\u00e3o comerciante do mundo, com US$ 2,049 trilh\u00f5es em 2012, seguida dos EUA (US$ 1,547 trilh\u00e3o). No ano passado, o Brasil exportou US$ 243 bilh\u00f5es. Para Pascal Lamy, diretor-geral da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC), o uso da moeda chinesa no com\u00e9rcio internacional \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o previs\u00edvel, mas deixou claro que o impacto n\u00e3o ser\u00e1 significativo no curto prazo.<\/p>\n<p>Indagado se seria recomend\u00e1vel que exportadores e importadores brasileiros acelerassem o uso da moeda chinesa, o diretor da OMC foi cauteloso. &#8220;A realidade \u00e9 que o mercado do yuan n\u00e3o \u00e9 um mercado livre. Antes de intervir num mercado que n\u00e3o \u00e9 livre, \u00e9 preciso se tomar precau\u00e7\u00f5es para ter a certeza que se mant\u00e9m o volume de ativos em yuan&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Nesta semana, a China e a Austr\u00e1lia assinaram acordo para conversibilidade direta entre o d\u00f3lar australiano e o yuan. At\u00e9 agora, apenas o d\u00f3lar americano e o iene japon\u00eas eram trocados diretamente na moeda chinesa.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo prev\u00ea desonera\u00e7\u00e3o de R$ 88 bi em 2014<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o de tributos sobre o setor produtivo dever\u00e1 somar R$ 88 bilh\u00f5es em 2014, ap\u00f3s ter chegado a R$ 70,1 bilh\u00f5es em 2013, uma alta de 25%, informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao sair da reuni\u00e3o do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), ontem, em que se discutiu a agenda estrat\u00e9gica do governo para os dois \u00faltimos anos do governo Dilma Rousseff. O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, confirmou que o governo estuda novos regimes de redu\u00e7\u00e3o de impostos e incentivo a inova\u00e7\u00e3o nos setores qu\u00edmico, sucroalcooleiro e t\u00eaxtil.<\/p>\n<p>&#8220;Vamos continuar com a desonera\u00e7\u00e3o do investimento, continuar com a desonera\u00e7\u00e3o da folha&#8221;, garantiu Mantega. &#8220;Estamos esperando aprovar a reforma do ICMS, e vai entrar a reforma do PIS e Cofins, que tamb\u00e9m vai criar uma desonera\u00e7\u00e3o para 2014.&#8221; Mantega n\u00e3o quis confirmar a prorroga\u00e7\u00e3o do programa de compensa\u00e7\u00e3o por tributos cobrados durante o processo produtivo, o Reintegra, esperada pelos empres\u00e1rios e vista como necess\u00e1ria pelo Minist\u00e9rio do Desenvolvimento.<\/p>\n<p>O Reintegra devolve aos exportadores, sob a forma de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios ou dinheiro em esp\u00e9cie, o equivalente a 3% do faturamento com as vendas externas, e o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento elabora proposta para, a partir de dezembro, incluir no programa o setor de papel e celulose. T\u00e9cnicos do governo informam que h\u00e1 planos tamb\u00e9m para estender o Reintegra ao setor sucroalcooleiro. Durante a reuni\u00e3o do CNDI, o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), Robson Andrade, sugeriu que o Reintegra, marcado para acabar no fim deste ano, passe a ter pelo menos cinco anos de validade. &#8220;Sem prazo maior, o empres\u00e1rio n\u00e3o tem como incluir no pre\u00e7o&#8221;, argumentou.<\/p>\n<p>Segundo o presidente da Ag\u00eancia Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Mauro Borges, o modelo a ser usado pelo governo nos regimes especiais de incentivo \u00e0 competitividade, em setores como o qu\u00edmico e sucroalcooleiro, que representam 30% do PIB industrial, ser\u00e1 baseado no regime criado para empresa de fertilizantes, o Reif, no ano passado, que eliminou o PIS-Cofins e o IPI na importa\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos, novos, e de materiais de constru\u00e7\u00e3o para os projetos aprovados &#8211; na ind\u00fastria qu\u00edmica e na sucroalcooleira, o PIS-Cofins tamb\u00e9m seria retirado da compra de mat\u00e9rias-primas.<\/p>\n<p>&#8220;Os benef\u00edcios fiscais sempre est\u00e3o ligados a metas, de efici\u00eancia, produtividade, e manuten\u00e7\u00e3o de empregos&#8221;, detalhou o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Ele minimizou como &#8220;pontuais&#8221; as recentes demiss\u00f5es anunciadas na GM, argumentando que o pa\u00eds vive uma situa\u00e7\u00e3o de &#8220;pleno emprego&#8221; e demitidos t\u00eam sido aproveitados &#8220;rapidamente&#8221; no pr\u00f3prio setor.<\/p>\n<p>Empres\u00e1rios e autoridades foram apresentados \u00e0s &#8220;agendas estrat\u00e9gicas&#8221; para 19 setores da ind\u00fastria e de servi\u00e7os. O Minist\u00e9rio do Desenvolvimento considera que as propostas podem ser aprovadas at\u00e9 o fim de 2014.<\/p>\n<p>As agendas preveem, por exemplo, a execu\u00e7\u00e3o dos regimes especiais para a ind\u00fastria qu\u00edmica e fertilizantes, a partir de agosto. Desde setembro, por\u00e9m, o Reif, de fertilizantes foi encaminhado ao Congresso como medida provis\u00f3ria, enquanto o Repequim, da qu\u00edmica, ainda est\u00e1 em discuss\u00e3o no governo.<\/p>\n<p>Andrade, da CNI, destacado para falar das demandas da ind\u00fastria, sugeriu que, ao lado das propostas setoriais, que preveem novas medidas de apoio tamb\u00e9m a outros setores, como o de bens de capital, de petr\u00f3leo e g\u00e1s e de sa\u00fade, o governo tomasse medidas horizontais, de alcance geral para todos os setores. A pedido do executivo, o governo criou cinco grupos para apresentar, at\u00e9 agosto, na pr\u00f3xima reuni\u00e3o do CNDI, propostas de medidas de redu\u00e7\u00e3o e desburocratiza\u00e7\u00e3o de tributos, reforma da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, melhoria de log\u00edstica, apoio ao com\u00e9rcio exterior e facilita\u00e7\u00e3o de investimentos.<\/p>\n<p>&#8220;Est\u00e1 se criando um cen\u00e1rio para que possamos tratar do m\u00e9dio e longo prazo&#8221;, comentou ao Valor o vice-presidente do conselho da Suzano Holding, Daniel Feffer. Robson Andrade defendeu, por\u00e9m, novas iniciativas para permitir planejamento de mais longo prazo, como a simplifica\u00e7\u00e3o de procedimentos para licen\u00e7a de exporta\u00e7\u00e3o, &#8220;que hoje demoram 15 dias&#8221;, e a presen\u00e7a da fiscaliza\u00e7\u00e3o capaz de permitir funcionamento dos portos 24 horas por dia, entre outras medidas.<\/p>\n<p>Autoridades e empres\u00e1rios adotaram um tom otimista na reuni\u00e3o, ao comentarem as perspectivas da economia. &#8220;O primeiro trimestre dever\u00e1 fechar com um crescimento razo\u00e1vel, superior ao \u00faltimo trimestre do ano passado&#8221;, previu Mantega, ao afirmar que o crescimento iniciado no \u00faltimo trimestre do ano passado est\u00e1 se acelerando em 2013. &#8220;A ind\u00fastria est\u00e1 se expandindo&#8221;, disse. O baixo crescimento industrial, para o ministro da Fazenda, foi afetado pelo Carnaval e a recupera\u00e7\u00e3o dos investimentos v\u00e3o garantir, em 2013, um &#8220;crescimento sustent\u00e1vel, que vai prosseguir nos pr\u00f3ximos anos&#8221;.<\/p>\n<p>Para Robson Andrade, a recupera\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria n\u00e3o ter\u00e1 o ritmo previsto pelo governo: o crescimento industrial deve ficar em 2,6% neste ano, com aumento, nos investimentos, de 4%, bem abaixo dos esperados 7%.<\/p>\n<hr \/>\n<p>No bimestre, produtividade cresce mais que os sal\u00e1rios na ind\u00fastria<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A pesquisa de emprego e sal\u00e1rio na ind\u00fastria, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), mostra que o setor entrou em 2013 com menor press\u00e3o de sal\u00e1rios e com ganhos de produtividade. A ind\u00fastria encerrou o primeiro bimestre com um n\u00edvel de emprego 1,2% inferior ao de igual per\u00edodo de 2012. Por isso, e tamb\u00e9m por menores concess\u00f5es salariais, a folha de pagamentos real passou a exercer uma press\u00e3o menor sobre os custos do setor.<\/p>\n<p>No come\u00e7o de 2012, a folha de sal\u00e1rios, aumentou 4,8% sobre o primeiro bimestre de 2011. Agora, o custo de sal\u00e1rios mais benef\u00edcios avan\u00e7ou 1,6% no bimestre em compara\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo do ano passado, sempre em termos reais. A folha de pagamento por trabalhador tamb\u00e9m cresceu menos neste come\u00e7o de ano: 2,8%, ante 5,5% no in\u00edcio do ano passado.<\/p>\n<p>O resultado deste custo tamb\u00e9m mostra que, pela primeira vez no curto prazo, o valor da folha cresceu menos que a produtividade, que variou 3% na compara\u00e7\u00e3o entre janeiro e fevereiro deste ano em rela\u00e7\u00e3o aos dois primeiros meses de 2012. No in\u00edcio do ano passado, o mesmo confronto mostrava perda de 2,3% na produtividade.<\/p>\n<p>O resultado, apesar de positivo, ainda n\u00e3o anima os especialistas. Rog\u00e9rio C\u00e9sar de Souza, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), chama aten\u00e7\u00e3o para a composi\u00e7\u00e3o do indicador, que \u00e9 calculado, de maneira mais simples, pela raz\u00e3o entre a varia\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o industrial e das horas pagas. O crescimento &#8220;virtuoso&#8221;, explica, acontece quando h\u00e1 aumento simult\u00e2neo das duas vari\u00e1veis, mas em ritmo maior da primeira sobre a \u00faltima. No acumulado do ano, ante os dois primeiros meses de 2012, por\u00e9m, houve retra\u00e7\u00e3o de 1,8% no n\u00famero de horas pagas e avan\u00e7o de 1,1% na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A produtividade foi garantida \u00e0 custa do emprego. Isso indica geralmente que, quando houver recupera\u00e7\u00e3o da atividade, as contrata\u00e7\u00f5es voltar\u00e3o a acontecer e a produtividade tender\u00e1 a cair novamente&#8221;, emenda Edgard Pereira, professor do Instituto de Economia da Unicamp. Para ele, esse movimento \u00e9 importante porque refor\u00e7a os sinais de que a ind\u00fastria continua fazendo ajustes, na tentativa de calibrar seu crescimento. A diminui\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o &#8211; de 1,5% no acumulado em 12 meses e de 1,2% no primeiro bimestre, contra mesmo per\u00edodo do ano anterior &#8211; tamb\u00e9m refor\u00e7a o diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, afirma, o crescimento da folha de pagamentos, de 1,6% em janeiro e fevereiro ante o in\u00edcio de 2012, \u00e9 ainda heran\u00e7a das eleva\u00e7\u00f5es generalizadas de sal\u00e1rios que aconteceram no ano passado e deve perder f\u00f4lego nos pr\u00f3ximos meses, diante das expectativas mais modestas de crescimento da economia. Isso explicaria tamb\u00e9m o ritmo mais lento de avan\u00e7o, que chegou a 4,8% nos dois primeiros meses do ano passado.<\/p>\n<p>Para Rog\u00e9rio Souza, do IEDI, o aumento do custo salarial diante da queda da ocupa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m indica uma tentativa da ind\u00fastria de reter sua m\u00e3o de obra qualificada, que tem sido seduzida pelos ganhos do rendimento m\u00e9dio real em outros setores, em especial o de servi\u00e7os.<\/p>\n<p>O emprego se manteve praticamente est\u00e1vel na ind\u00fastria nos \u00faltimos meses. Teve varia\u00e7\u00e3o negativa de 0,1% na m\u00e9dia m\u00f3vel trimestral encerrada em fevereiro e livre de influ\u00eancias sazonais. Para o economista do IEDI, essa estabilidade faz da vari\u00e1vel atualmente um dos melhores term\u00f4metros para medir o n\u00edvel de retomada da atividade industrial, especialmente diante dos resultados at\u00edpicos do \u00edndice de produ\u00e7\u00e3o &#8211; alta de 2,6% janeiro e queda de 2,5% em fevereiro, ambas ante m\u00eas imediatamente anterior e dessazonalizadas. &#8220;Quando a retomada for mais consistente, o emprego reagir\u00e1 a reboque e apresentar\u00e1 crescimento&#8221;.<\/p>\n<p>No confronto com fevereiro de 2012, a pesquisa indica que a redu\u00e7\u00e3o de 1,2% na ocupa\u00e7\u00e3o decorreu de uma queda em dez dos 14 locais que avalia. O resultado foi puxado pela regi\u00e3o Nordeste, que contabilizou retra\u00e7\u00e3o de 5,3%, ainda na compara\u00e7\u00e3o mensal, pressionada por taxas negativas em 13 dos 18 setores.<\/p>\n<p>O aumento de 2,8% da folha de pagamento da ind\u00fastria em fevereiro, na compara\u00e7\u00e3o com janeiro, ocorreu devido ao pagamento de participa\u00e7\u00e3o nos lucros em setores como o extrativo e de transforma\u00e7\u00e3o, informou o economista do IBGE, Fernando Abritta. &#8220;A alta da folha em fevereiro sobre janeiro pode ser atribu\u00edda \u00e0 alta no setor extrativo (+2,5%), devido ao pagamento de participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados em algumas empresas. O setor de transforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m registrou alta de 1,7% na folha de pagamento&#8221;, explicou.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para a OMC, Europa travar\u00e1 neg\u00f3cios<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A Europa vai continuar afundando a demanda mundial neste ano, fazendo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) baixar sua proje\u00e7\u00e3o para as exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es em 2013. Agora, a OMC projeta alta de apenas 3,3% do com\u00e9rcio mundial, abaixo da m\u00e9dia de 5,3% dos \u00faltimos 20 anos e um corte em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 proje\u00e7\u00e3o de 4,5% feita em setembro. A OMC se baseia em crescimento econ\u00f4mico global de 2,1%.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es de economias desenvolvidas devem crescer apenas 1,4%, enquanto as dos pa\u00edses em desenvolvimento aumentar\u00e3o 5,3%. No lado das importa\u00e7\u00f5es, os desenvolvidos comprar\u00e3o apenas 1,4% a mais e os emergentes 5,9% a mais do que em 2012.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da discrep\u00e2ncia no ritmo do com\u00e9rcio mundial, a OMC confirma as diverg\u00eancias no lado dos pr\u00f3prios pa\u00edses desenvolvidos.<\/p>\n<p>A economia da Uni\u00e3o Europeia &#8220;dever\u00e1 estagnar ou se contrair ligeiramente neste ano&#8221;. Embora a Alemanha resista, outros pa\u00edses europeus continuam em recess\u00e3o. Nada menos de 90% do crescimento econ\u00f4mico global deve ser gerado fora do bloco europeu.<\/p>\n<p>A desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica europeia tem peso desproporcional no com\u00e9rcio mundial. A OMC leva em conta a UE como um todo, assim representando 32% do com\u00e9rcio global. S\u00f3 que, descontando as trocas entre seus pa\u00edses membros, essa fatia cai para 15%.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, o desemprego caiu, mas os progressos t\u00eam sido lentos. E no Jap\u00e3o, os anos de defla\u00e7\u00e3o dificilmente ser\u00e3o superados rapidamente.<\/p>\n<p>A China, maior exportador mundial de mercadorias, continuar\u00e1 mais forte do que as outras grandes economias, mas tamb\u00e9m sofrer\u00e1 impacto da menor demanda europeia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Estado de S. 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