{"id":4662,"date":"2013-04-19T14:47:58","date_gmt":"2013-04-19T14:47:58","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=4662"},"modified":"2013-04-19T14:47:58","modified_gmt":"2013-04-19T14:47:58","slug":"dia-dos-prisioneiros-palestinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4662","title":{"rendered":"\u201cDia dos Prisioneiros Palestinos\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Em homenagem ao \u201cDia dos Prisioneiros Palestinos\u201d, a Addameer refor\u00e7a que agora \u00e9 o momento de manter a responsabilidade da ocupa\u00e7\u00e3o por crimes contra os presos e detidos, e lan\u00e7a uma campanha mundial contra a deten\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n<p>Ocupado Ramallah, 17 de abril de 2013<\/p>\n<p>No \u201cDia dos Prisioneiros Palestinos\u201d, a Addameer reafirma seu compromisso de luta pela liberdade dos prisioneiros e detidos palestinos nas pris\u00f5es da ocupa\u00e7\u00e3o. A Addameer reafirma que a causa dos presos \u00e9 a causa do povo palestino como um todo, e que sua luta \u00e9 fundamental para a liberta\u00e7\u00e3o da terra palestina e o retorno de seu povo \u00e0 terra que lhe pertence. A luta representa a primeira linha de paz e justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Desde a ocupa\u00e7\u00e3o da Cisjord\u00e2nia e de Gaza em 1967, houve mais de 750 mil deten\u00e7\u00f5es de palestinos, n\u00famero que representa 20% da popula\u00e7\u00e3o palestina dos territ\u00f3rios ocupados (incluindo os territ\u00f3rios de 1948, Gaza e Cisjord\u00e2nia), 40% da popula\u00e7\u00e3o masculina e 10 mil mulheres.<\/p>\n<p>Desde a Segunda Intifada, que se deu em setembro de 2000, as for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o prenderam 78 mil palestinos, entre eles 950 mulheres, mais de 9 mil crian\u00e7as e mais de 50 ministros e membros do Conselho Legislativo Palestino (CLP). Desde 1967, as for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o emitiram mais de 50 mil ordens de deten\u00e7\u00e3o administrativa (ambos novos pedidos e renova\u00e7\u00f5es), 23 mil deles emitidos depois de setembro de 2000.<\/p>\n<p>De acordo com novos dados divulgados em abril de 2013, as for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o detiveram 4.900 palestinos, incluindo 14 mulheres, 236 crian\u00e7as e 168 detidos administrativos, incluindo oito membros do CLP. Esses n\u00fameros incluem 183 civis de Jerusal\u00e9m, 190 palestinos dos territ\u00f3rios de 1948 e 433 da Faixa de Gaza. Cerca de 530 deles t\u00eam senten\u00e7as de pris\u00e3o perp\u00e9tua e mais de 77 seguem encarcerados h\u00e1 mais de 20 anos. Vinte e cinco desses prisioneiros passaram mais de 25 anos na pris\u00e3o e 105 foram presos antes dos Acordos de Oslo, em setembro de 1993.<\/p>\n<p>Como resultado de procedimentos de tortura, neglig\u00eancia m\u00e9dica deliberada, assassinato ou espancamento, 204 palestinos foram mortos nas pris\u00f5es da ocupa\u00e7\u00e3o. Desde 1 \u00ba de janeiro de 2011, cinco presos foram mortos em pris\u00f5es israelenses. A data de 1\u00ba de janeiro de 2011 coincide com a assinatura de um acordo entre o Comit\u00ea Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e o Servi\u00e7o Prisional de Israel (IPS, em ingl\u00eas) para reduzir a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os m\u00e9dicos por parte do CICV aos prisioneiros doentes, bem como para diminuir as contribui\u00e7\u00f5es financeiras do CICV aos m\u00e9dicos, permitindo assim que os IPS comande as tarefas, fornecendo o tratamento aos presos e detidos sob cust\u00f3dia israelense.<\/p>\n<p>Dados de organiza\u00e7\u00f5es que trabalham em defesa de prisioneiros palestinos indicam que mais de mil presos e detidos sofrem com v\u00e1rias doen\u00e7as. Entre eles est\u00e3o 16 presos que residem na Cl\u00ednica da Pris\u00e3o Ramleh permanentemente. Atualmente, 85 presos sofrem defici\u00eancias variadas, 170 prisioneiros necessitam de cirurgia urgente e 25 prisioneiros sofrem de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Hoje, a luta continua enquanto quatro prisioneiros palestinos em greve de fome assumem graves riscos de sa\u00fade. Especialmente em risco, segue em greve de fome o prisioneiro Samer Issawi, que est\u00e1 em greve h\u00e1 mais de 262 dias, em protesto contra a nova deten\u00e7\u00e3o nos termos do artigo 186 da Ordem Militar 1.651. Junto com ele est\u00e1 Ayman Abu Daoud, que anunciou sua greve de fome em 14 de abril de 2013; ele foi preso novamente depois de ganhar sua liberdade na \u00faltima troca de prisioneiros. Continuando sua greve de fome segue tamb\u00e9m Younis Huroub, que est\u00e1 protestando contra a pol\u00edtica de ocupa\u00e7\u00e3o de deten\u00e7\u00e3o administrativa, bem como o detento Samer Al-Barq, que come\u00e7ou a sua terceira greve de fome em protesto contra sua deten\u00e7\u00e3o administrativa continuada. Todas as suas vidas est\u00e3o em perigo.<\/p>\n<p>Esses fatos levam-nos a concluir que as pol\u00edticas de deten\u00e7\u00e3o da Ocupa\u00e7\u00e3o \u2013 especialmente a deten\u00e7\u00e3o administrativa \u2013 representam uma das muitas formas de puni\u00e7\u00e3o coletiva cont\u00ednua e sistem\u00e1tica praticada pela ocupa\u00e7\u00e3o, bem como algumas das flagrantes viola\u00e7\u00f5es da 4 \u00aa Conven\u00e7\u00e3o de Genebra. Essas viola\u00e7\u00f5es constituem crimes de guerra e crimes contra a humanidade, de acordo com o Estatuto de Roma, que fundou o Tribunal Penal Internacional.<\/p>\n<p>A pris\u00e3o, portanto, \u00e9 uma das muitas pol\u00edticas da ocupa\u00e7\u00e3o, que tem como objetivo a limpeza \u00e9tnica dos palestinos, a supress\u00e3o da sua identidade cultural e a viola\u00e7\u00e3o dos seus direitos pol\u00edticos, todos com o intuito principal de remover os palestinos da hist\u00f3ria de uma vez por todas.<\/p>\n<p>A Addameer acredita que o compromisso pol\u00edtico resultante dos Acordos de Oslo, em 1993, em vez de acabar com a ocupa\u00e7\u00e3o, consolidou ainda mais o Estado ocupante, que agora governa a Cisjord\u00e2nia, com base em 1.7000 ordens militares que controlam todos os aspectos da vida dos palestinos. Os Acordos de Oslo asseguram, dessa forma, que os palestinos vivam sob imposi\u00e7\u00f5es israelenses, sem a possibilidade ou sufici\u00eancia para que exista um governo pr\u00f3prio, independente, e n\u00e3o conseguiu garantir a liberta\u00e7\u00e3o dos prisioneiros palestinos das pris\u00f5es da Ocupa\u00e7\u00e3o. Mais importante ainda, os Acordos de Oslo renunciaram ao palestino o direito de considerar o Estado da ocupa\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pelos crimes que cometeu.<\/p>\n<p>Addameer acredita que agora \u00e9 o momento certo para mudar de rumo, terminando esse per\u00edodo de aquiesc\u00eancia e submiss\u00e3o. \u00c9 hora de parar de usar a quest\u00e3o dos prisioneiros como uma motiva\u00e7\u00e3o para voltar \u00e0 mesa de negocia\u00e7\u00e3o, a mover-se ap\u00f3s a presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia jur\u00eddica aos presos e detidos e trazer novamente \u00e0 tona o direito de os prisioneiros serem libertados imediatamente. \u00c9 hora de posicionar a ocupa\u00e7\u00e3o como respons\u00e1vel no Tribunal Penal Internacional e em pa\u00edses que respeitam a jurisdi\u00e7\u00e3o da lei internacional. Esses esfor\u00e7os devem ocorrer em conjunto com um trabalho s\u00e9rio em boicote, desinvestimento e san\u00e7\u00f5es contra o Estado ocupante. Finalmente, \u00e9 hora de um boicote dos tribunais militares da ocupa\u00e7\u00e3o, audi\u00eancias sobre deten\u00e7\u00f5es e, especialmente, as administrativas.<\/p>\n<p>A Addameer apela a organiza\u00e7\u00f5es palestinas de direitos legais e humanos para:<\/p>\n<p>Boicotar os tribunais militares, as audi\u00eancias sobre deten\u00e7\u00e3o, especialmente administrativas.<\/p>\n<p>Intensificar os esfor\u00e7os conjuntos para promover a\u00e7\u00e3o legal internacional contra o Estado de ocupa\u00e7\u00e3o, utilizando os mecanismos previstos pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas e as comiss\u00f5es de direitos humanos.<\/p>\n<p>Melhorar os esfor\u00e7os conjuntos para expor os crimes das for\u00e7as especiais israelenses nas sess\u00f5es do Conselho de Direitos Humanos das Na\u00e7\u00f5es Unidas e as Comiss\u00f5es de Revis\u00e3o Peri\u00f3dica Universal.<\/p>\n<p>Envolver-se em esfor\u00e7os de advocacia para o boicote e desinvestimento do Estado de ocupa\u00e7\u00e3o, tanto dentro da Palestina quanto internacionalmente.<\/p>\n<p>Estabelecer um banco de dados eletr\u00f4nico com imagens, v\u00eddeos e materiais escritos, destacando depoimentos de v\u00edtimas de tortura entre os prisioneiros e detidos palestinos.<\/p>\n<p>A Addameer faz as seguintes recomenda\u00e7\u00f5es para as organiza\u00e7\u00f5es internacionais:<\/p>\n<p>Addameer apela ao secret\u00e1rio-geral Ban Ki-moon da ONU a trabalhar seriamente para for\u00e7ar o Estado de ocupa\u00e7\u00e3o a respeitar os seus compromissos com base na sua participa\u00e7\u00e3o nas Na\u00e7\u00f5es Unidas e sua ades\u00e3o \u00e0 4 \u00aa Conven\u00e7\u00e3o de Genebra, bem como a sua ratifica\u00e7\u00e3o das conven\u00e7\u00f5es de direitos humanos. Addameer apela a Ban Ki Moon para assegurar a aplica\u00e7\u00e3o desses acordos em territ\u00f3rio palestino ocupado, especialmente nos casos de palestinos detidos e presos. Apela tamb\u00e9m a Ban Ki Moon para trabalhar seriamente pela liberta\u00e7\u00e3o de todos os presos administrativos, crian\u00e7as, doentes, prisioneiros e membros do Conselho Legislativo Palestino atualmente sob cust\u00f3dia israelense.<\/p>\n<p>Addameer insta a Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da ONU para for\u00e7ar o Estado de ocupa\u00e7\u00e3o a permitir o acesso internacional e comiss\u00f5es de investiga\u00e7\u00e3o para as pris\u00f5es, para se averiguar as condi\u00e7\u00f5es enfrentadas pelos prisioneiros. Addameer pede ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que inicie uma investiga\u00e7\u00e3o s\u00e9ria sobre as den\u00fancias de detidos e prisioneiros palestinos, especialmente aqueles relacionados aos crimes cometidos pelas for\u00e7as especiais dos IPS.<\/p>\n<p>Addameer insta a Comiss\u00e3o Internacional da Cruz Vermelha para levar a cabo sua miss\u00e3o de proteger os detentos, de acordo com o seu mandato internacional para garantir o tratamento humano dos prisioneiros e detidos em conformidade com o direito internacional humanit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Neste \u201cDia dos Prisioneiros Palestinos\u201d, a Addameer relan\u00e7a a campanha contra a deten\u00e7\u00e3o administrativa internacionalmente, divulgando a causa em mais de 70 pa\u00edses. A campanha inclui manifesta\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias cidades em todo o mundo. Addameer preparou fichas e relat\u00f3rios legais detalhados em mais de 12 idiomas para ajudar na divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre a pr\u00e1tica prisional da ocupa\u00e7\u00e3o e da deten\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n<p>Em homenagem ao \u201cDia dos Prisioneiros Palestinos\u201d, dizemos ao nosso povo e aos nossos prisioneiros assim como nosso colega Ayman Nasser, que foi detido em 15 de outubro de 2012, disse uma vez:<\/p>\n<p>\u201cEu apoio os prisioneiros, mesmo que isso custe a minha liberdade.\u201d\u201cDia dos Prisioneiros Palestinos\u201d Em homenagem ao \u201cDia dos Prisioneiros Palestinos\u201d, a Addameer refor\u00e7a que agora \u00e9 o momento de manter a responsabilidade da ocupa\u00e7\u00e3o por crimes contra os presos e detidos, e lan\u00e7a uma campanha mundial contra a deten\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ocupado Ramallah, 17 de abril de 2013<\/p>\n<p>No \u201cDia dos Prisioneiros Palestinos\u201d, a Addameer reafirma seu compromisso de luta pela liberdade dos prisioneiros e detidos palestinos nas pris\u00f5es da ocupa\u00e7\u00e3o. A Addameer reafirma que a causa dos presos \u00e9 a causa do povo palestino como um todo, e que sua luta \u00e9 fundamental para a liberta\u00e7\u00e3o da terra palestina e o retorno de seu povo \u00e0 terra que lhe pertence. A luta representa a primeira linha de paz e justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Desde a ocupa\u00e7\u00e3o da Cisjord\u00e2nia e de Gaza em 1967, houve mais de 750 mil deten\u00e7\u00f5es de palestinos, n\u00famero que representa 20% da popula\u00e7\u00e3o palestina dos territ\u00f3rios ocupados (incluindo os territ\u00f3rios de 1948, Gaza e Cisjord\u00e2nia), 40% da popula\u00e7\u00e3o masculina e 10 mil mulheres.<\/p>\n<p>Desde a Segunda Intifada, que se deu em setembro de 2000, as for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o prenderam 78 mil palestinos, entre eles 950 mulheres, mais de 9 mil crian\u00e7as e mais de 50 ministros e membros do Conselho Legislativo Palestino (CLP). Desde 1967, as for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o emitiram mais de 50 mil ordens de deten\u00e7\u00e3o administrativa (ambos novos pedidos e renova\u00e7\u00f5es), 23 mil deles emitidos depois de setembro de 2000.<\/p>\n<p>De acordo com novos dados divulgados em abril de 2013, as for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o detiveram 4.900 palestinos, incluindo 14 mulheres, 236 crian\u00e7as e 168 detidos administrativos, incluindo oito membros do CLP. Esses n\u00fameros incluem 183 civis de Jerusal\u00e9m, 190 palestinos dos territ\u00f3rios de 1948 e 433 da Faixa de Gaza. Cerca de 530 deles t\u00eam senten\u00e7as de pris\u00e3o perp\u00e9tua e mais de 77 seguem encarcerados h\u00e1 mais de 20 anos. Vinte e cinco desses prisioneiros passaram mais de 25 anos na pris\u00e3o e 105 foram presos antes dos Acordos de Oslo, em setembro de 1993.<\/p>\n<p>Como resultado de procedimentos de tortura, neglig\u00eancia m\u00e9dica deliberada, assassinato ou espancamento, 204 palestinos foram mortos nas pris\u00f5es da ocupa\u00e7\u00e3o. Desde 1 \u00ba de janeiro de 2011, cinco presos foram mortos em pris\u00f5es israelenses. A data de 1\u00ba de janeiro de 2011 coincide com a assinatura de um acordo entre o Comit\u00ea Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e o Servi\u00e7o Prisional de Israel (IPS, em ingl\u00eas) para reduzir a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os m\u00e9dicos por parte do CICV aos prisioneiros doentes, bem como para diminuir as contribui\u00e7\u00f5es financeiras do CICV aos m\u00e9dicos, permitindo assim que os IPS comande as tarefas, fornecendo o tratamento aos presos e detidos sob cust\u00f3dia israelense.<\/p>\n<p>Dados de organiza\u00e7\u00f5es que trabalham em defesa de prisioneiros palestinos indicam que mais de mil presos e detidos sofrem com v\u00e1rias doen\u00e7as. Entre eles est\u00e3o 16 presos que residem na Cl\u00ednica da Pris\u00e3o Ramleh permanentemente. Atualmente, 85 presos sofrem defici\u00eancias variadas, 170 prisioneiros necessitam de cirurgia urgente e 25 prisioneiros sofrem de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Hoje, a luta continua enquanto quatro prisioneiros palestinos em greve de fome assumem graves riscos de sa\u00fade. Especialmente em risco, segue em greve de fome o prisioneiro Samer Issawi, que est\u00e1 em greve h\u00e1 mais de 262 dias, em protesto contra a nova deten\u00e7\u00e3o nos termos do artigo 186 da Ordem Militar 1.651. Junto com ele est\u00e1 Ayman Abu Daoud, que anunciou sua greve de fome em 14 de abril de 2013; ele foi preso novamente depois de ganhar sua liberdade na \u00faltima troca de prisioneiros. Continuando sua greve de fome segue tamb\u00e9m Younis Huroub, que est\u00e1 protestando contra a pol\u00edtica de ocupa\u00e7\u00e3o de deten\u00e7\u00e3o administrativa, bem como o detento Samer Al-Barq, que come\u00e7ou a sua terceira greve de fome em protesto contra sua deten\u00e7\u00e3o administrativa continuada. Todas as suas vidas est\u00e3o em perigo.<\/p>\n<p>Esses fatos levam-nos a concluir que as pol\u00edticas de deten\u00e7\u00e3o da Ocupa\u00e7\u00e3o \u2013 especialmente a deten\u00e7\u00e3o administrativa \u2013 representam uma das muitas formas de puni\u00e7\u00e3o coletiva cont\u00ednua e sistem\u00e1tica praticada pela ocupa\u00e7\u00e3o, bem como algumas das flagrantes viola\u00e7\u00f5es da 4 \u00aa Conven\u00e7\u00e3o de Genebra. Essas viola\u00e7\u00f5es constituem crimes de guerra e crimes contra a humanidade, de acordo com o Estatuto de Roma, que fundou o Tribunal Penal Internacional.<\/p>\n<p>A pris\u00e3o, portanto, \u00e9 uma das muitas pol\u00edticas da ocupa\u00e7\u00e3o, que tem como objetivo a limpeza \u00e9tnica dos palestinos, a supress\u00e3o da sua identidade cultural e a viola\u00e7\u00e3o dos seus direitos pol\u00edticos, todos com o intuito principal de remover os palestinos da hist\u00f3ria de uma vez por todas.<\/p>\n<p>A Addameer acredita que o compromisso pol\u00edtico resultante dos Acordos de Oslo, em 1993, em vez de acabar com a ocupa\u00e7\u00e3o, consolidou ainda mais o Estado ocupante, que agora governa a Cisjord\u00e2nia, com base em 1.7000 ordens militares que controlam todos os aspectos da vida dos palestinos. Os Acordos de Oslo asseguram, dessa forma, que os palestinos vivam sob imposi\u00e7\u00f5es israelenses, sem a possibilidade ou sufici\u00eancia para que exista um governo pr\u00f3prio, independente, e n\u00e3o conseguiu garantir a liberta\u00e7\u00e3o dos prisioneiros palestinos das pris\u00f5es da Ocupa\u00e7\u00e3o. Mais importante ainda, os Acordos de Oslo renunciaram ao palestino o direito de considerar o Estado da ocupa\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pelos crimes que cometeu.<\/p>\n<p>Addameer acredita que agora \u00e9 o momento certo para mudar de rumo, terminando esse per\u00edodo de aquiesc\u00eancia e submiss\u00e3o. \u00c9 hora de parar de usar a quest\u00e3o dos prisioneiros como uma motiva\u00e7\u00e3o para voltar \u00e0 mesa de negocia\u00e7\u00e3o, a mover-se ap\u00f3s a presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia jur\u00eddica aos presos e detidos e trazer novamente \u00e0 tona o direito de os prisioneiros serem libertados imediatamente. \u00c9 hora de posicionar a ocupa\u00e7\u00e3o como respons\u00e1vel no Tribunal Penal Internacional e em pa\u00edses que respeitam a jurisdi\u00e7\u00e3o da lei internacional. Esses esfor\u00e7os devem ocorrer em conjunto com um trabalho s\u00e9rio em boicote, desinvestimento e san\u00e7\u00f5es contra o Estado ocupante. Finalmente, \u00e9 hora de um boicote dos tribunais militares da ocupa\u00e7\u00e3o, audi\u00eancias sobre deten\u00e7\u00f5es e, especialmente, as administrativas.<\/p>\n<p>A Addameer apela a organiza\u00e7\u00f5es palestinas de direitos legais e humanos para:<\/p>\n<p>Boicotar os tribunais militares, as audi\u00eancias sobre deten\u00e7\u00e3o, especialmente administrativas.<\/p>\n<p>Intensificar os esfor\u00e7os conjuntos para promover a\u00e7\u00e3o legal internacional contra o Estado de ocupa\u00e7\u00e3o, utilizando os mecanismos previstos pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas e as comiss\u00f5es de direitos humanos.<\/p>\n<p>Melhorar os esfor\u00e7os conjuntos para expor os crimes das for\u00e7as especiais israelenses nas sess\u00f5es do Conselho de Direitos Humanos das Na\u00e7\u00f5es Unidas e as Comiss\u00f5es de Revis\u00e3o Peri\u00f3dica Universal.<\/p>\n<p>Envolver-se em esfor\u00e7os de advocacia para o boicote e desinvestimento do Estado de ocupa\u00e7\u00e3o, tanto dentro da Palestina quanto internacionalmente.<\/p>\n<p>Estabelecer um banco de dados eletr\u00f4nico com imagens, v\u00eddeos e materiais escritos, destacando depoimentos de v\u00edtimas de tortura entre os prisioneiros e detidos palestinos.<\/p>\n<p>A Addameer faz as seguintes recomenda\u00e7\u00f5es para as organiza\u00e7\u00f5es internacionais:<\/p>\n<p>Addameer apela ao secret\u00e1rio-geral Ban Ki-moon da ONU a trabalhar seriamente para for\u00e7ar o Estado de ocupa\u00e7\u00e3o a respeitar os seus compromissos com base na sua participa\u00e7\u00e3o nas Na\u00e7\u00f5es Unidas e sua ades\u00e3o \u00e0 4 \u00aa Conven\u00e7\u00e3o de Genebra, bem como a sua ratifica\u00e7\u00e3o das conven\u00e7\u00f5es de direitos humanos. Addameer apela a Ban Ki Moon para assegurar a aplica\u00e7\u00e3o desses acordos em territ\u00f3rio palestino ocupado, especialmente nos casos de palestinos detidos e presos. Apela tamb\u00e9m a Ban Ki Moon para trabalhar seriamente pela liberta\u00e7\u00e3o de todos os presos administrativos, crian\u00e7as, doentes, prisioneiros e membros do Conselho Legislativo Palestino atualmente sob cust\u00f3dia israelense.<\/p>\n<p>Addameer insta a Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da ONU para for\u00e7ar o Estado de ocupa\u00e7\u00e3o a permitir o acesso internacional e comiss\u00f5es de investiga\u00e7\u00e3o para as pris\u00f5es, para se averiguar as condi\u00e7\u00f5es enfrentadas pelos prisioneiros. Addameer pede ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que inicie uma investiga\u00e7\u00e3o s\u00e9ria sobre as den\u00fancias de detidos e prisioneiros palestinos, especialmente aqueles relacionados aos crimes cometidos pelas for\u00e7as especiais dos IPS.<\/p>\n<p>Addameer insta a Comiss\u00e3o Internacional da Cruz Vermelha para levar a cabo sua miss\u00e3o de proteger os detentos, de acordo com o seu mandato internacional para garantir o tratamento humano dos prisioneiros e detidos em conformidade com o direito internacional humanit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Neste \u201cDia dos Prisioneiros Palestinos\u201d, a Addameer relan\u00e7a a campanha contra a deten\u00e7\u00e3o administrativa internacionalmente, divulgando a causa em mais de 70 pa\u00edses. A campanha inclui manifesta\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias cidades em todo o mundo. Addameer preparou fichas e relat\u00f3rios legais detalhados em mais de 12 idiomas para ajudar na divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre a pr\u00e1tica prisional da ocupa\u00e7\u00e3o e da deten\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n<p>Em homenagem ao \u201cDia dos Prisioneiros Palestinos\u201d, dizemos ao nosso povo e aos nossos prisioneiros assim como nosso colega Ayman Nasser, que foi detido em 15 de outubro de 2012, disse uma vez:<\/p>\n<p>\u201cEu apoio os prisioneiros, mesmo que isso custe a minha liberdade.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/4662\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[],"class_list":["post-4662","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c91-solidariedade-a-palestina"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1dc","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4662","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4662"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4662\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4662"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}